Na próxima quarta-feira, 9, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre oficialmente a Campanha da Fraternidade 2011 (CF), que tem por tema: “Fraternidade e a Vida no Planeta” e lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22). O ato de lançamento nacional, aberto à imprensa, acontece no auditório Dom Helder Câmara, na sede da CNBB, em Brasília, às 14h30, e será presidido pelo secretário geral da Conferência dos Bispos, dom Dimas Lara Barbosa.
A programação será bastante objetiva, iniciando com a apresentação da mensagem do papa Bento XVI, saudando a Campanha. Em seguida, o secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, exporá os objetivos da Campanha, bem como a dinâmica de sua realização nas dioceses, paróquias e comunidades do país. O secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, encerra o ato falando sobre as expectativas da Igreja com a Campanha. Terminada a cerimônia, dom Dimas atende os jornalistas, numa coletiva de imprensa.
Esta é a 47ª Campanha da Fraternidade desde que foi criada em 1964. A conscientização sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas está entre os principais objetivos da Campanha. A busca de ações que preservem a vida no planeta é outra meta da CF.
Com 124 páginas e dividido em quatro partes, o texto-base, carro-chefe da CF, apresenta o conteúdo a ser discutido ao longo da Campanha. Na primeira, faz uma análise da realidade procurando estabelecer as causas do aquecimento global e das mudanças climáticas. Toca na relação que há entre o aquecimento global e as atividades humanas; questiona o modelo energético do país; denuncia o desmatamento e as queimadas, responsáveis por 50% da emissão de gases de efeito estufa no Brasil; interpela o agronegócio e o atual modelo de desenvolvimento. A Campanha vai alertar, ainda, para a ameaça à biodiversidade e para o risco da escassez de água no planeta.
A segunda parte do texto-base busca na bíblia, na teologia e na palavra da Igreja a fundamentação do tema e do lema da CF. Já na terceira parte, aponta diversas atitudes que podem ser tomadas por pessoas, comunidades, governo, empresas e instituições, com o objetivo de preservar a vida no planeta terra.
Para o secretário geral da CNBB, a Igreja é motivada pela fé quando discute temas como o proposto pela CF deste ano. “A fé nos torna específicos numa discussão como essa. A nossa fundamentação é teológica e se baseia no próprio projeto de Deus para com a criação e para com o ser humano”, explica dom Dimas. “A ecologia humana é um tema fundamental trazido pelo papa João Paulo II e, depois, por Bento XVI. De acordo com o papa, o centro do universo está na pessoa humana e, muitas vezes, as políticas públicas não levam em conta esses dois pontos, principalmente as pessoas mais vulneráveis, os mais pobres”, acrescenta.
O secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, diz que a preocupação da Igreja com o meio ambiente está ligada à sua missão de defender a vida. “A Igreja demonstra suas preocupações com o estado de nosso planeta, que precisa de cuidados para que continue a oferecer as condições necessárias para a vida nele instalada”, disse o secretário.
Esta não é a primeira vez que a CF aborda o tema meio ambiente. Em 1979, a Campanha discutiu o tema “Por um mundo mais humano – Preserve o que é de todos”; em 2004, “Fraternidade e Água – Água, fonte de vida”; e, em 2007, a Amazônia foi lembrada: “Fraternidade e Amazônia – vida e missão neste chão”.
Este blog tem o objetivo de defender e discutir a doutrina católica doa a quem doer, analisar a incoerência e a crise dos protestantes de forma apologética, propagar a responsabilidade social católica, recitar lindas poesias católicas, além de cutucar o dedo na ferida exposta da nossa democracia brasileira.
quinta-feira, 3 de março de 2011
CNBB abre Campanha da Fraternidade na Quarta-feira de Cinzas
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Globo responde a crítica da CNBB contra reality show
A Rede Globo de televisão respondeu no dia 18, a crítica feita pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) feita um dia antes dizendo que os reality shows são programas que “atentam contra a dignidade humana” e é uma “agressão impune aos valores morais que sustentam a sociedade”.
Não é de hoje que programas como o Big Brother Brasil (BBB) que já está na 11ª edição recebe críticas do gênero, mesmo assim a Globo respondeu dizendo “é uma emissora laica, com uma visão de cultura e mesmo de comportamento social e moral que não segue preceitos religiosos”.
O BBB é o programa de maior audiência na TV brasileira, a emissora que o transmite disse que cabe aos pais decidirem o que os filhos devem ver na TV, “como tudo o que pode influenciar na formação dos jovens, disse a nota da Rede Globo.
A crítica da CNBB também foi enviada à TV Record e pela primeira vez ficou do lado da sua arqui-inimiga Globo.
Em resposta, a emissora do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, comunicou que “A Fazenda”, seu reality show de maior audiência, é educativo porque “convida os participantes a atividades relacionadas ao campo e à natureza”.
Defendendo outro reality show do seu quadro de programas, o “Troca de Família”, a Record afirmou que ele mostra como se dá a convivência de diferentes estilos de vida.
A CNBB pediu ao Ministério Público mais empenho na fiscalização da programação das TVs.
Não é de hoje que programas como o Big Brother Brasil (BBB) que já está na 11ª edição recebe críticas do gênero, mesmo assim a Globo respondeu dizendo “é uma emissora laica, com uma visão de cultura e mesmo de comportamento social e moral que não segue preceitos religiosos”.
O BBB é o programa de maior audiência na TV brasileira, a emissora que o transmite disse que cabe aos pais decidirem o que os filhos devem ver na TV, “como tudo o que pode influenciar na formação dos jovens, disse a nota da Rede Globo.
A crítica da CNBB também foi enviada à TV Record e pela primeira vez ficou do lado da sua arqui-inimiga Globo.
Em resposta, a emissora do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, comunicou que “A Fazenda”, seu reality show de maior audiência, é educativo porque “convida os participantes a atividades relacionadas ao campo e à natureza”.
Defendendo outro reality show do seu quadro de programas, o “Troca de Família”, a Record afirmou que ele mostra como se dá a convivência de diferentes estilos de vida.
A CNBB pediu ao Ministério Público mais empenho na fiscalização da programação das TVs.
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CNBB critica “baixo nível moral” na TV e em reality shows
Da blog, com CNBB
O Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (Consep) divulgou uma nota no final da tarde desta quarta-feira, 16, manifestando-se sobre o “baixo nível moral que se verifica em alguns programas das emissoras de televisão”. Os bispos citam especialmente os reality shows “que têm o lucro como seu principal objetivo”.
Após destacar a importância da TV para a sociedade brasileira, reconhecida pelo prêmio “Clara de Assis de Televisão”, promovido pela CNBB anualmente, os bispos lamentam que “serviços prestados com apurada qualidade técnica e inegável valor cultural e moral” sejam “ofuscados” por programas como os reality shows.
Para os bispos, os reality shows “atentam contra a dignidade da pessoa humana, tanto de seus participantes, fascinados por um prêmio em dinheiro ou por fugaz celebridade, quanto do público receptor que é a família brasileira”.
A nota se dirige tanto às TVs quanto ao Ministério Público, aos pais, mães, educadores, anunciantes e publicitários, e convida todos a refletir sobre sua responsabilidade em relação à qualidade dos programas na televisão.
O Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (Consep) divulgou uma nota no final da tarde desta quarta-feira, 16, manifestando-se sobre o “baixo nível moral que se verifica em alguns programas das emissoras de televisão”. Os bispos citam especialmente os reality shows “que têm o lucro como seu principal objetivo”.
Após destacar a importância da TV para a sociedade brasileira, reconhecida pelo prêmio “Clara de Assis de Televisão”, promovido pela CNBB anualmente, os bispos lamentam que “serviços prestados com apurada qualidade técnica e inegável valor cultural e moral” sejam “ofuscados” por programas como os reality shows.
Para os bispos, os reality shows “atentam contra a dignidade da pessoa humana, tanto de seus participantes, fascinados por um prêmio em dinheiro ou por fugaz celebridade, quanto do público receptor que é a família brasileira”.
A nota se dirige tanto às TVs quanto ao Ministério Público, aos pais, mães, educadores, anunciantes e publicitários, e convida todos a refletir sobre sua responsabilidade em relação à qualidade dos programas na televisão.
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Departamento de Justiça e Solidariedade do Celam divulga mensagem após encontro
Foi divulgada a mensagem final do encontro das equipes de apoio e reflexão do Departamento de Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) que se reuniu entre os dias 11 e 15, em Bogotá, na Colômbia. A mensagem expressa propostas e preocupações na “perspectiva da promoção de um desenvolvimento humano integral, solidário e inclusivo de nossos povos”.
O texto se preocupa exclusivamente com o desenvolvimento da América Latina e Caribe e aponta também uma longa distância até se concretizar o sonho do desenvolvimento no continente. “A realidade dos processos e estilos chamados de desenvolvimento em nosso continente estão muito longe de ser isso, apesar dos notáveis esforços que vêm sendo dados”, frisa um trecho da mensagem.
Para as equipes de reflexão, o crescimento da economia da AL é visível, porém não tem favorecido a diminuição das desigualdades na região. “Tem sido notável o crescimento econômico na Região da América Latina e Caribe [...] não obstante, a pobreza geral continua afetando mais de um terço da população [...]”, aponta outro trecho.
A esfera política é outro ponto enfatizado na mensagem. As equipes também apontam avanços na democracia participativa nos espaços locais, porém, “prevalece a concentração do poder em determinados grupos de elite e se continua evidenciando clamorosas situações de corrupção, o incremento do narcotráfico e outros grupos do crime organizado dedicados ao tráfico de migrantes e ao trato de pessoas [especialmente de crianças e adolescentes] com fins de sujeição a todo tipo de escravidão”.
Esperança
Após apontar alguns obstáculos que ofuscam o desenvolvimento da América Latina, a mensagem destaca que os esforços para o bem do desenvolvimento do continente, como também algumas experiências solidárias, são razões para se acreditar na esperança de dias melhores para a região. “Causam esperança os esforços de nossos povos em experiências de economia solidária e comércio justo que vão conquistando um dinamismo econômico com maior vigência na região [...]”.
O encontro reuniu 63 pessoas de 14 países da América Latina, Caribe e Europa. Representaram o Brasil, entre outros, o Dr. Nelson Arns Neumann, Ademar Bertucci, padre Cláudio Ambrósio, irmã Rosita Milesi. A reunião contou também com a presença do cardeal arcebispo de Santa Cruz de la Sierra e presidente do Departamento de Justiça e Solidariedade, dom Julio Terrazas; e do cardeal arcebispo de Aparecida e presidente do Celam, dom Raymundo Damasceno Assis.
O objetivo do encontro foi planejar o próximo quadriênio de atividades do Departamento de Justiça e Solidariedade do Celam.
O Departamento de Justiça e Solidariedade do Celam tem por objetivo animar, promover e fortalecer o processo de transformação da realidade latinoamericana, a partir da solidariedade e à luz do Evangelho. O órgão conta com três seções: Pastoral Social, Mobilidade Humana e Leigos e Construtores da Sociedade.
Leia baixo, mensagem na íntegra
Mensagem Final
DEPARTAMENTO JUSTIÇA E SOLIDARIDADE – CELAM
Impulsionar um desenvolvimento humano, integral, solidário e inclusivo
Nos dias 11 a 14 de fevereiro de 2011, nos reunimos, em Bogotá, bispos, equipes de apoio e reflexão do Departamento Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latino-americano, para avaliar a gestão 2007-2011 e fazer propostas para o próximo planejamento do Departamento no contexto da Missão Continental, que assumimos a partir da V Conferência do Episcopado Latino-americano e Caribenho, em Aparecida.
No espírito de serviço e comunhão que caracteriza o Celam, compartilhamos com as Comissões de Pastoral Social, Cáritas, organismos relacionados à Justiça e Solidariedade, com enteidade que trabalham com migrantes e na pastoral do turismo das Conferências Episcopais da América Latina e Caribe, com os agentes pastorais e líderes sociais, para expressar nossas preocupações, esperanças e propostas na perspectiva da promoção de um desenvolvimento humano integral, solidário e inclusivo de nossos povos. Tal como o propõe o Documento de Aparecida (cf. DA 474), na fidelidade ao Concílio Vaticano II, que nos manifesta que as alegrias e as esperanças, as tristezas e angústias dos povos, especialmente dos mais pobres e excluídos, são alegrias e esperanças, tristezas e angústias dos discípulos de Cristo (cf. GS 1).
A realidade de nossa região e os processos de desenvolvimento
1. O Papa Paulo VI dizia já na Encíclica Populorum Progressio que o desenvolvimento é “o passo para toda a pessoa e para todas as pessoas de condições de vida menos humanas a condições de vida mais humanas” (PP 20). Contudo, a realidade dos processos e estilos chamados de desenvolvimento em nosso continente estão muito longe de ser isso, apesar dos notáveis esforços que vêm sendo dados.
2. Tem sido notável o crescimento econômico da Região da América Latina e Caribe, especialmente no ano de 2010. Não obstante, a pobreza geral continua afetando mais de um terço da população e o índice médio da desigualdade é o mais elevado em comparação com os outros continentes do mundo, reforçando situações persistentes de miséria desumanizadora (cf. Caritas in veritate 22). Esta situação nos move a renovar com força nossa opção preferencial pelos pobres.
3. A taxa de desemprego na região continua próxima a 8% da população economicamente ativa, que é acompanhada pelo emprego precário ou subemprego, que afeta mais de um terço desta mesma população. Prevalecem políticas de desregulamentação das relações trabalhistas aplicadas nas últimas décadas, que impede um trabalho digno e decente, com salários justos, seguridade social e direito à sindicalização.
4. Entre as principais causas das situações acima mencionadas encontramos um processo de concentração da riqueza em poucas mãos, uma importante expatriação dos ganhos das empresas transnacionais, uma injusta distribuição da riqueza no interior de nossos próprios países, assim como políticas fiscais regressivas que punem mais os pobres.
5. É necessário assinalar a forte degradação de solos e da água, a perda da biodiversidade, as catástrofes climáticas, o avanço da desertificação, entre outros, são uma constante na região que põem em risco todas as populações. O enfoque econômico predominante não tem em conta o limite físico dos recursos renováveis e não renováveis. Pelo contrário, o desenvolvimento, entendido como crescimento econômico, se reduz ao livre mercado, que só busca maximizar o lucro, deixando assim a pessoa humana relegada. Tudo isso nos faz ver a insustentabilidade destes processos. Como Igreja devemos fazer ouvir nossa voz, prevenindo a destruição da humanidade (cf. CIV 51-b).
6. Neste contexto, preocupa-nos o privilégio da livre circulação de capitais e de bens, mas não de pessoas. Tem crescido a consciência sobre os direitos humanos civis e polítios, mas não se percebe o mesmo avanço em relação aos direitos econômicos, sociais, culturas e ambientais.
7. Deste modo, não se dá um enfoque de autêntico desenvolvimento humano e continuamos percebendo os rostos sofridos dos que se encontram excluídos dos sistemas de saúde, privilegiando-se programas compensatórios e não políticas universais como direitos das pessoas. Além disso, as prisões continuam sendo espaço de castigo e desumanização, onde se pretende, ingenuamente, “prender o mal”.
8. Na esfera política, se bem que haja importantes avanços na democracia participativa nos espaços locais, prevalece a concentração do poder em determinados grupos de elite e se continua evidenciando clamorosas situações de corrupção, o incremento do narcotráfico e outros grupos do crime organizado dedicados ao tráfico de migrantes e ao trato de pessoas (especialmente de crianças e adolescentes) com fins de sujeição a todo tipo de escravidão.
Há razões de esperança
9. Contudo, causam esperança os esforços de nossos povos em experiências de economia solidária e comércio justo que vão conquistando um dinamismo econômico com maior vigência na região, assim como a importante rede de agentes comunitários de saúde, a existência de organizações sociais, indígenas e urbanas, para preservação ecológica do meio ambiente, especialmente na Amazônia e as biodiversidades na Região. Constata-se a incidência por políticas e leis e a existência de grupos e redes que trabalham pela defesa dos direitos humanos de migrantes e refugiados, das crianças e adolescentes, e a transformação da vida das pessoas encarceradas e sua reinserção na sociedade.
10. Vemos também a emergência da sociedade civil com distinta do mercado e do Estado. Ela se expressa através de movimentos e organizações populares que agrupam os distintos setores da sociedade. Eles são novos agentes no espaço público na luta por interesses universais que buscam o bem comum.
O caminho que estamos fazendo
11. Frente a esta realidade que nos comove e interpela, queremos colocar em comum as respostas que temos dado a partir dos diversos âmbitos da pastoral social, respostas que, de modo geral, em parceria solidária com importantes grupos e redes da sociedade civil e movimentos sociais, e encaminham até a mudança das estruturas injustas da sociedade (cf. DA 383).
12. Temos encorajado os grupos de economia solidária e comércio justo, incentivado reflexões e propostas para uma autêntica responsabilidade social empresarial pois, como dizia João Paulo II, a empresa é, antes de tudo, uma comunidade de pessoas (cf. CA 43). Têm se feito vigorosos esforços diante dos governos para uma revisão e atualização de leis de migração nos distintos países, dando-lhes um enfoque de direitos humanos dos migrantes e refugiados e para implementar instrumentos internacionais tais como a Convenção para a proteção dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras migrantes e suas famílias. Da mesma forma, tem-se avançado na defesa dos direitos dos ciganos, na atenção a pessoas em situação de rua e a outros grupos itinerantes.
13. Consideramos importante fortalecer a Pastoral do Turismo para evangelizar esta realidade no crescimento contínuo, que exige um dinamismo particular para responder a desafios que se apresentam de modo contínuo.
14. Vem sendo trabalhada a construção de uma consciência comum dos desafios ambientais e ecológicos. Hoje se tem conhecimento de uma plataforma latino-americana para poder desenvolver estratégias pastorais comuns que contribuam para o saneamento urgente da criação (cf. Caritas in Veritate 50).
15. Têm-se realizado esforços pelo direito à saúde, sua promoção e a prevenção de enfermidades de maior urgência. Nesta ação social, é promovido o diálogo ecumênico, inter-religioso e com as autoridades civis.
16. Vem se trabalhando na defesa dos direitos das crianças e adolescentes com incidência em políticas públicas que reconheçam seus direitos.
17. Estão sendo dados passos na formação dos leigos e leigas para animar seu compromisso com a transformação da realidade nos âmbitos social, político, econômico, cultural, ecológico. Como cristãos e cristas, temos buscado intensificar nossa presença entre os trabalhadores, trabalhadoras e suas organizações e animar nossa Igreja em seu compromisso por cauda da justiça, da paz, da solidariedade, e a participação para o bem comum.
18. Além disso, temos reforçado nossa presença nas prisões e a denúncia do modelo carcerário e do enfoque que propõe mais prisões como solução.
Cooperação entre a sociedade e a Igreja
19. Destacamos um novo papel da sociedade civil no resgate da fraternidade, da liberdade, da igualdade, tendo em conta que se dá um processo intercultural nas comunidades. A Igreja é chamada a ajudar na mediação entre a cultura globalizada e as expressões culturais na região.
20. Como cristãos, sentimo-nos desafiados a fazer todo o possível para mudar o rumo do mundo para o pleno respeito da dignidade humana, a acompanhar os que propõem novos modelos de desenvolvimento e convivência que favoreçam a integridade da pessoa. Precisamos voltar a ser o sal da terra e a luz do mundo (Mt 5,13-16), para ajudar a transformar a partir de dentro as culturas e, especialmente, os estilos de vida consumistas predominantes. Cabe a nós trabalhar conjuntamente na formação das consciências e tornar a vida terrena mais digna do ser humano, para que todos, em Cristo, tenhamos vida e vida em plenitude (Jo 10,10).
21. A partir deste nosso compromisso com a edificação do Reino de Deus no mundo, oferecemos o serviço da formação na Doutrina Social da Igreja como “inestimável riqueza, que anima o testemunho e a ação solidária dos leigos e leigas, aqueles que se interessam cada vez mais por sua formação teológica, como verdadeiros missionários da caridade, e se esforçam por transformar de maneira efetiva o mundo segundo Cristo” (DA 99g).
Desafios de nossa realidade diante do desenvolvimento humano integral e solidário como horizonte para a Região
22. Aprofundar a orientação da Região para um processo de desenvolvimento humano integral e solidário, que tenha como base o cuidado da criação e como ponto de partida dos esforços das populações empobrecidas e excluídas para sair destas situações de pobreza e exclusão através de múltiplas formas de solidariedade econômica e em outros âmbitos mencionados. É necessário articular-se com esforços de responsabilidade social empresarial, de políticas públicas inclusivas, de processos internacionais de globalização da solidariedade.
23. Desenvolver estratégias pastorais que permitam recuperar o olhar da fé sobre a criação e o crescimento de uma consciência de mudança nos padrões de desenvolvimento econômico e de consumo a modos sustentáveis, que preservem a qualidade de nossos ecossistemas, através da incidência na política nacional e internacional, partido de nossas comunidades locais. É necessário promover estilos de vida sóbrios e simples, com hábitos saudáveis.
24. Quanto às políticas migratórias, abrir definitivamente as fronteiras de nossos países, que todos e todas sejam reconhecidos cidadãos da América Latina e do Caribe como pátria comum. Continuar os esforços de garantir acesso universal à saúde e à formação e educação permanente nele.
25. É urgente repensar o direito ao trabalho, considerando-o não como problema do mercado, mas do Estado e da sociedade, como um problema de cidadania, do exercício de seus direitos e capacidades. O trabalho digno, decente, é uma das melhores ferramentas para libertar os cidadãos do temor da pobreza, de todo tipo de dependência. A valorização do trabalho é elemento central do desenvolvimento solidário.
26. Reorganizar a ação social e a pastoral carcerária em nível regional e continental a fim de indicar, com maior efetividade, o modelo de desenvolvimento integral humano, questionando com mais força o atual modelo de desumanização carcerária a partir do enfoque da dignidade das pessoas.
Como discípulos missionários de Jesus Cristo, nos comprometemos a contribuir para a construção de projetos de nações justas, solidárias e em paz para o desenvolvimento humano, integral, solidário e inclusivo.
Damos graças a Deus pelo caminho feito e pedimos perdão por aquilo que nos impede de viver como Discípulos Missionários no mundo. Imploramos sabedoria e fortaleza para impulsionar a Missão Continental da Igreja da América Latina e Caribe nos distintos âmbitos da sociedade.
Renovamos nossa confiança no grande carinho da Virgem Maria de Guadalupe por todos seus filhos e filhas deste Continente e nos recolhemos à sua maternal proteção.
Bogotá, fevereiro de 2011
Tradução: Assessoria de Imprensa/CNBB
O texto se preocupa exclusivamente com o desenvolvimento da América Latina e Caribe e aponta também uma longa distância até se concretizar o sonho do desenvolvimento no continente. “A realidade dos processos e estilos chamados de desenvolvimento em nosso continente estão muito longe de ser isso, apesar dos notáveis esforços que vêm sendo dados”, frisa um trecho da mensagem.
Para as equipes de reflexão, o crescimento da economia da AL é visível, porém não tem favorecido a diminuição das desigualdades na região. “Tem sido notável o crescimento econômico na Região da América Latina e Caribe [...] não obstante, a pobreza geral continua afetando mais de um terço da população [...]”, aponta outro trecho.
A esfera política é outro ponto enfatizado na mensagem. As equipes também apontam avanços na democracia participativa nos espaços locais, porém, “prevalece a concentração do poder em determinados grupos de elite e se continua evidenciando clamorosas situações de corrupção, o incremento do narcotráfico e outros grupos do crime organizado dedicados ao tráfico de migrantes e ao trato de pessoas [especialmente de crianças e adolescentes] com fins de sujeição a todo tipo de escravidão”.
Esperança
Após apontar alguns obstáculos que ofuscam o desenvolvimento da América Latina, a mensagem destaca que os esforços para o bem do desenvolvimento do continente, como também algumas experiências solidárias, são razões para se acreditar na esperança de dias melhores para a região. “Causam esperança os esforços de nossos povos em experiências de economia solidária e comércio justo que vão conquistando um dinamismo econômico com maior vigência na região [...]”.
O encontro reuniu 63 pessoas de 14 países da América Latina, Caribe e Europa. Representaram o Brasil, entre outros, o Dr. Nelson Arns Neumann, Ademar Bertucci, padre Cláudio Ambrósio, irmã Rosita Milesi. A reunião contou também com a presença do cardeal arcebispo de Santa Cruz de la Sierra e presidente do Departamento de Justiça e Solidariedade, dom Julio Terrazas; e do cardeal arcebispo de Aparecida e presidente do Celam, dom Raymundo Damasceno Assis.
O objetivo do encontro foi planejar o próximo quadriênio de atividades do Departamento de Justiça e Solidariedade do Celam.
O Departamento de Justiça e Solidariedade do Celam tem por objetivo animar, promover e fortalecer o processo de transformação da realidade latinoamericana, a partir da solidariedade e à luz do Evangelho. O órgão conta com três seções: Pastoral Social, Mobilidade Humana e Leigos e Construtores da Sociedade.
Leia baixo, mensagem na íntegra
Mensagem Final
DEPARTAMENTO JUSTIÇA E SOLIDARIDADE – CELAM
Impulsionar um desenvolvimento humano, integral, solidário e inclusivo
Nos dias 11 a 14 de fevereiro de 2011, nos reunimos, em Bogotá, bispos, equipes de apoio e reflexão do Departamento Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latino-americano, para avaliar a gestão 2007-2011 e fazer propostas para o próximo planejamento do Departamento no contexto da Missão Continental, que assumimos a partir da V Conferência do Episcopado Latino-americano e Caribenho, em Aparecida.
No espírito de serviço e comunhão que caracteriza o Celam, compartilhamos com as Comissões de Pastoral Social, Cáritas, organismos relacionados à Justiça e Solidariedade, com enteidade que trabalham com migrantes e na pastoral do turismo das Conferências Episcopais da América Latina e Caribe, com os agentes pastorais e líderes sociais, para expressar nossas preocupações, esperanças e propostas na perspectiva da promoção de um desenvolvimento humano integral, solidário e inclusivo de nossos povos. Tal como o propõe o Documento de Aparecida (cf. DA 474), na fidelidade ao Concílio Vaticano II, que nos manifesta que as alegrias e as esperanças, as tristezas e angústias dos povos, especialmente dos mais pobres e excluídos, são alegrias e esperanças, tristezas e angústias dos discípulos de Cristo (cf. GS 1).
A realidade de nossa região e os processos de desenvolvimento
1. O Papa Paulo VI dizia já na Encíclica Populorum Progressio que o desenvolvimento é “o passo para toda a pessoa e para todas as pessoas de condições de vida menos humanas a condições de vida mais humanas” (PP 20). Contudo, a realidade dos processos e estilos chamados de desenvolvimento em nosso continente estão muito longe de ser isso, apesar dos notáveis esforços que vêm sendo dados.
2. Tem sido notável o crescimento econômico da Região da América Latina e Caribe, especialmente no ano de 2010. Não obstante, a pobreza geral continua afetando mais de um terço da população e o índice médio da desigualdade é o mais elevado em comparação com os outros continentes do mundo, reforçando situações persistentes de miséria desumanizadora (cf. Caritas in veritate 22). Esta situação nos move a renovar com força nossa opção preferencial pelos pobres.
3. A taxa de desemprego na região continua próxima a 8% da população economicamente ativa, que é acompanhada pelo emprego precário ou subemprego, que afeta mais de um terço desta mesma população. Prevalecem políticas de desregulamentação das relações trabalhistas aplicadas nas últimas décadas, que impede um trabalho digno e decente, com salários justos, seguridade social e direito à sindicalização.
4. Entre as principais causas das situações acima mencionadas encontramos um processo de concentração da riqueza em poucas mãos, uma importante expatriação dos ganhos das empresas transnacionais, uma injusta distribuição da riqueza no interior de nossos próprios países, assim como políticas fiscais regressivas que punem mais os pobres.
5. É necessário assinalar a forte degradação de solos e da água, a perda da biodiversidade, as catástrofes climáticas, o avanço da desertificação, entre outros, são uma constante na região que põem em risco todas as populações. O enfoque econômico predominante não tem em conta o limite físico dos recursos renováveis e não renováveis. Pelo contrário, o desenvolvimento, entendido como crescimento econômico, se reduz ao livre mercado, que só busca maximizar o lucro, deixando assim a pessoa humana relegada. Tudo isso nos faz ver a insustentabilidade destes processos. Como Igreja devemos fazer ouvir nossa voz, prevenindo a destruição da humanidade (cf. CIV 51-b).
6. Neste contexto, preocupa-nos o privilégio da livre circulação de capitais e de bens, mas não de pessoas. Tem crescido a consciência sobre os direitos humanos civis e polítios, mas não se percebe o mesmo avanço em relação aos direitos econômicos, sociais, culturas e ambientais.
7. Deste modo, não se dá um enfoque de autêntico desenvolvimento humano e continuamos percebendo os rostos sofridos dos que se encontram excluídos dos sistemas de saúde, privilegiando-se programas compensatórios e não políticas universais como direitos das pessoas. Além disso, as prisões continuam sendo espaço de castigo e desumanização, onde se pretende, ingenuamente, “prender o mal”.
8. Na esfera política, se bem que haja importantes avanços na democracia participativa nos espaços locais, prevalece a concentração do poder em determinados grupos de elite e se continua evidenciando clamorosas situações de corrupção, o incremento do narcotráfico e outros grupos do crime organizado dedicados ao tráfico de migrantes e ao trato de pessoas (especialmente de crianças e adolescentes) com fins de sujeição a todo tipo de escravidão.
Há razões de esperança
9. Contudo, causam esperança os esforços de nossos povos em experiências de economia solidária e comércio justo que vão conquistando um dinamismo econômico com maior vigência na região, assim como a importante rede de agentes comunitários de saúde, a existência de organizações sociais, indígenas e urbanas, para preservação ecológica do meio ambiente, especialmente na Amazônia e as biodiversidades na Região. Constata-se a incidência por políticas e leis e a existência de grupos e redes que trabalham pela defesa dos direitos humanos de migrantes e refugiados, das crianças e adolescentes, e a transformação da vida das pessoas encarceradas e sua reinserção na sociedade.
10. Vemos também a emergência da sociedade civil com distinta do mercado e do Estado. Ela se expressa através de movimentos e organizações populares que agrupam os distintos setores da sociedade. Eles são novos agentes no espaço público na luta por interesses universais que buscam o bem comum.
O caminho que estamos fazendo
11. Frente a esta realidade que nos comove e interpela, queremos colocar em comum as respostas que temos dado a partir dos diversos âmbitos da pastoral social, respostas que, de modo geral, em parceria solidária com importantes grupos e redes da sociedade civil e movimentos sociais, e encaminham até a mudança das estruturas injustas da sociedade (cf. DA 383).
12. Temos encorajado os grupos de economia solidária e comércio justo, incentivado reflexões e propostas para uma autêntica responsabilidade social empresarial pois, como dizia João Paulo II, a empresa é, antes de tudo, uma comunidade de pessoas (cf. CA 43). Têm se feito vigorosos esforços diante dos governos para uma revisão e atualização de leis de migração nos distintos países, dando-lhes um enfoque de direitos humanos dos migrantes e refugiados e para implementar instrumentos internacionais tais como a Convenção para a proteção dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras migrantes e suas famílias. Da mesma forma, tem-se avançado na defesa dos direitos dos ciganos, na atenção a pessoas em situação de rua e a outros grupos itinerantes.
13. Consideramos importante fortalecer a Pastoral do Turismo para evangelizar esta realidade no crescimento contínuo, que exige um dinamismo particular para responder a desafios que se apresentam de modo contínuo.
14. Vem sendo trabalhada a construção de uma consciência comum dos desafios ambientais e ecológicos. Hoje se tem conhecimento de uma plataforma latino-americana para poder desenvolver estratégias pastorais comuns que contribuam para o saneamento urgente da criação (cf. Caritas in Veritate 50).
15. Têm-se realizado esforços pelo direito à saúde, sua promoção e a prevenção de enfermidades de maior urgência. Nesta ação social, é promovido o diálogo ecumênico, inter-religioso e com as autoridades civis.
16. Vem se trabalhando na defesa dos direitos das crianças e adolescentes com incidência em políticas públicas que reconheçam seus direitos.
17. Estão sendo dados passos na formação dos leigos e leigas para animar seu compromisso com a transformação da realidade nos âmbitos social, político, econômico, cultural, ecológico. Como cristãos e cristas, temos buscado intensificar nossa presença entre os trabalhadores, trabalhadoras e suas organizações e animar nossa Igreja em seu compromisso por cauda da justiça, da paz, da solidariedade, e a participação para o bem comum.
18. Além disso, temos reforçado nossa presença nas prisões e a denúncia do modelo carcerário e do enfoque que propõe mais prisões como solução.
Cooperação entre a sociedade e a Igreja
19. Destacamos um novo papel da sociedade civil no resgate da fraternidade, da liberdade, da igualdade, tendo em conta que se dá um processo intercultural nas comunidades. A Igreja é chamada a ajudar na mediação entre a cultura globalizada e as expressões culturais na região.
20. Como cristãos, sentimo-nos desafiados a fazer todo o possível para mudar o rumo do mundo para o pleno respeito da dignidade humana, a acompanhar os que propõem novos modelos de desenvolvimento e convivência que favoreçam a integridade da pessoa. Precisamos voltar a ser o sal da terra e a luz do mundo (Mt 5,13-16), para ajudar a transformar a partir de dentro as culturas e, especialmente, os estilos de vida consumistas predominantes. Cabe a nós trabalhar conjuntamente na formação das consciências e tornar a vida terrena mais digna do ser humano, para que todos, em Cristo, tenhamos vida e vida em plenitude (Jo 10,10).
21. A partir deste nosso compromisso com a edificação do Reino de Deus no mundo, oferecemos o serviço da formação na Doutrina Social da Igreja como “inestimável riqueza, que anima o testemunho e a ação solidária dos leigos e leigas, aqueles que se interessam cada vez mais por sua formação teológica, como verdadeiros missionários da caridade, e se esforçam por transformar de maneira efetiva o mundo segundo Cristo” (DA 99g).
Desafios de nossa realidade diante do desenvolvimento humano integral e solidário como horizonte para a Região
22. Aprofundar a orientação da Região para um processo de desenvolvimento humano integral e solidário, que tenha como base o cuidado da criação e como ponto de partida dos esforços das populações empobrecidas e excluídas para sair destas situações de pobreza e exclusão através de múltiplas formas de solidariedade econômica e em outros âmbitos mencionados. É necessário articular-se com esforços de responsabilidade social empresarial, de políticas públicas inclusivas, de processos internacionais de globalização da solidariedade.
23. Desenvolver estratégias pastorais que permitam recuperar o olhar da fé sobre a criação e o crescimento de uma consciência de mudança nos padrões de desenvolvimento econômico e de consumo a modos sustentáveis, que preservem a qualidade de nossos ecossistemas, através da incidência na política nacional e internacional, partido de nossas comunidades locais. É necessário promover estilos de vida sóbrios e simples, com hábitos saudáveis.
24. Quanto às políticas migratórias, abrir definitivamente as fronteiras de nossos países, que todos e todas sejam reconhecidos cidadãos da América Latina e do Caribe como pátria comum. Continuar os esforços de garantir acesso universal à saúde e à formação e educação permanente nele.
25. É urgente repensar o direito ao trabalho, considerando-o não como problema do mercado, mas do Estado e da sociedade, como um problema de cidadania, do exercício de seus direitos e capacidades. O trabalho digno, decente, é uma das melhores ferramentas para libertar os cidadãos do temor da pobreza, de todo tipo de dependência. A valorização do trabalho é elemento central do desenvolvimento solidário.
26. Reorganizar a ação social e a pastoral carcerária em nível regional e continental a fim de indicar, com maior efetividade, o modelo de desenvolvimento integral humano, questionando com mais força o atual modelo de desumanização carcerária a partir do enfoque da dignidade das pessoas.
Como discípulos missionários de Jesus Cristo, nos comprometemos a contribuir para a construção de projetos de nações justas, solidárias e em paz para o desenvolvimento humano, integral, solidário e inclusivo.
Damos graças a Deus pelo caminho feito e pedimos perdão por aquilo que nos impede de viver como Discípulos Missionários no mundo. Imploramos sabedoria e fortaleza para impulsionar a Missão Continental da Igreja da América Latina e Caribe nos distintos âmbitos da sociedade.
Renovamos nossa confiança no grande carinho da Virgem Maria de Guadalupe por todos seus filhos e filhas deste Continente e nos recolhemos à sua maternal proteção.
Bogotá, fevereiro de 2011
Tradução: Assessoria de Imprensa/CNBB
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Blog Católico do Leniéverson
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Papa Bento XVI divulga mensagem para a Quaresma 2011
A partir da quarta-feira de cinzas, dia 9 de março, a Igreja inicia o tempo da Quaresma, em preparação à Páscoa. O papa Bento XVI divulgou na manhã de hoje, terça-feira, 22, a Mensagem para Quaresma 2011. Na mensagem, o papa cita a importância do Batismo na vida do cristão e a Quaresma, como ocasião para essa reflexão.
“Um vínculo particular liga o Batismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva”, diz Bento XVI, num dos trechos da mensagem.
O Papa ressalta a relevância do Batismo como sendo uma atual fonte de conversão: “O Batismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do batizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo”.
No texto, o papa afirma ainda a importância da palavra de Deus como direção para viver “com o devido empenho este tempo litúrgico precioso. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus?”.
“Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo”, assim termina a mensagem do papa Bento XVI para a Quaresma 2011.
Leia o texto na íntegra:
“Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes” (cf. Cl 2, 12).
Amados irmãos e irmãs!
A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma).
1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Batismo, quando, “tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo” iniciou para nós “a aventura jubilosa e exaltante do discípulo” (Homilia na Festa do Batismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010).
São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O fato que na maioria dos casos o Batismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo», é comunicada gratuitamente ao homem.
O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa “conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos” (Fl 3, 10- 11). O Batismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do batizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.
Um vínculo particular liga o Batismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos batismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De fato, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Batismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8,).
Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Batismo como um ato decisivo para toda a sua existência.
2. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é batizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.
O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição dos homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Hb 6, 12), no qual o diabo é ativo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.
O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça de Deus: «Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5).
É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor. O pedido de Jesus à Samaritana: “Dá-Me de beber” (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da “água a jorrar para a vida eterna” (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos “verdadeiros adoradores” capazes de rezar ao Pai “em espírito e verdade” (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, “enquanto não repousar em Deus”, segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.
O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: ”Tu crês no Filho do Homem?”. “Creio, Senhor” (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como “filho da luz”.
Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: “Eu sou a ressurreição e a vida... Crês tu isto?” (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: “Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27).
A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência:
Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança. O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas batismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos “da água e do Espírito Santo”, e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à ação da Graça para sermos seus discípulos.
3. O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Batismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a “terra”, que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1 Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a “palavra da Cruz” manifesta o poder salvífico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus cáritas est, 12). Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc 12, 31).
No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida.
Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projetos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma...» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.
Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciamos no dia do Batismo. A oração permite-nos também adquirir uma nova concepção do tempo: de fato, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que “as suas palavras não passarão” (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele “que ninguém nos poderá tirar” (cf. Jo 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.
Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela ação do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.
Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas ações. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.
Vaticano, 4 de Novembro de 2010
BENEDICTUS PP XVI
“Um vínculo particular liga o Batismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva”, diz Bento XVI, num dos trechos da mensagem.
O Papa ressalta a relevância do Batismo como sendo uma atual fonte de conversão: “O Batismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do batizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo”.
No texto, o papa afirma ainda a importância da palavra de Deus como direção para viver “com o devido empenho este tempo litúrgico precioso. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus?”.
“Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo”, assim termina a mensagem do papa Bento XVI para a Quaresma 2011.
Leia o texto na íntegra:
“Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes” (cf. Cl 2, 12).
Amados irmãos e irmãs!
A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma).
1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Batismo, quando, “tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo” iniciou para nós “a aventura jubilosa e exaltante do discípulo” (Homilia na Festa do Batismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010).
São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O fato que na maioria dos casos o Batismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo», é comunicada gratuitamente ao homem.
O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa “conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos” (Fl 3, 10- 11). O Batismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do batizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.
Um vínculo particular liga o Batismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos batismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De fato, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Batismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8,).
Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Batismo como um ato decisivo para toda a sua existência.
2. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é batizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.
O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição dos homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Hb 6, 12), no qual o diabo é ativo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.
O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça de Deus: «Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5).
É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor. O pedido de Jesus à Samaritana: “Dá-Me de beber” (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da “água a jorrar para a vida eterna” (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos “verdadeiros adoradores” capazes de rezar ao Pai “em espírito e verdade” (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, “enquanto não repousar em Deus”, segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.
O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: ”Tu crês no Filho do Homem?”. “Creio, Senhor” (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como “filho da luz”.
Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: “Eu sou a ressurreição e a vida... Crês tu isto?” (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: “Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27).
A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência:
Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança. O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas batismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos “da água e do Espírito Santo”, e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à ação da Graça para sermos seus discípulos.
3. O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Batismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a “terra”, que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1 Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a “palavra da Cruz” manifesta o poder salvífico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus cáritas est, 12). Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc 12, 31).
No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida.
Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projetos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma...» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.
Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciamos no dia do Batismo. A oração permite-nos também adquirir uma nova concepção do tempo: de fato, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que “as suas palavras não passarão” (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele “que ninguém nos poderá tirar” (cf. Jo 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.
Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela ação do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.
Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Batismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas ações. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.
Vaticano, 4 de Novembro de 2010
BENEDICTUS PP XVI
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Dom Eugênio Rixen fala sobre o 5º Seminário Nacional de Catequese Junto à Pessoa com Deficiência
A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética da CNBB procura dar uma formação catequética para todas as pessoas, sem distinção, inclusive às pessoas com deficiência. Foi pensando nisso que a Comissão está promovendo o 5º Seminário Nacional de Catequese Junto à Pessoa com Deficiência.
O evento acontecerá em São Paulo, de 25 a 27 de março, no Centro de Pastoral Santa Fé, com o tema: A Igreja e a Pessoa com Deficiência.
O presidente da Comissão, dom Eugênio Rixen falou um pouco dessa formação catequética e convida a todos a participar desse importante seminário.
O evento acontecerá em São Paulo, de 25 a 27 de março, no Centro de Pastoral Santa Fé, com o tema: A Igreja e a Pessoa com Deficiência.
O presidente da Comissão, dom Eugênio Rixen falou um pouco dessa formação catequética e convida a todos a participar desse importante seminário.
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COMEMORAÇÕES
Nascimento
· Dom José Lima, Bispo Emérito de Sete Lagoas – MG, 1924
Ordenação Episcopal
· Dom José Alves da Costa, DC, Bispo Emérito de Corumbá – MS, 1986 (25 anos)
· Dom Manoel João Francisco, Bispo de Chapecó – SC, 1999
Ordenação Presbiteral
· Dom Augusto Alves da Rocha, Bispo Emérito de Floriano – PI, 1960
· Dom José Alves da Costa, DC, Bispo Emérito de Corumbá – MS, 1965
· Dom Luiz Soares Vieira, Arcebispo de Manaus – AM, 1960
· Dom Oneres Marchiori, Administrador Apostólico de Caçador – PR, Bispo Emérito de Lages – SC, 1960
· Dom José Lima, Bispo Emérito de Sete Lagoas – MG, 1924
Ordenação Episcopal
· Dom José Alves da Costa, DC, Bispo Emérito de Corumbá – MS, 1986 (25 anos)
· Dom Manoel João Francisco, Bispo de Chapecó – SC, 1999
Ordenação Presbiteral
· Dom Augusto Alves da Rocha, Bispo Emérito de Floriano – PI, 1960
· Dom José Alves da Costa, DC, Bispo Emérito de Corumbá – MS, 1965
· Dom Luiz Soares Vieira, Arcebispo de Manaus – AM, 1960
· Dom Oneres Marchiori, Administrador Apostólico de Caçador – PR, Bispo Emérito de Lages – SC, 1960
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Anuário Pontifício 2011 aponta crescimento no número de católicos no mundo
Fonte: CNBB
O Anuário Pontifício, edição 2011, foi apresentado ao papa Bento XVI, na manhã de sábado, no Vaticano, pelo secretário de Estado, cardeal Tarcísio Bertone e pelo substituto para assuntos gerais do Vaticano, dom Fernando Filoni. A edição 2011 revela que o número de católicos no mundo aumentou 1,7% entre 2008 e 2009, com mais 15 milhões de batizados, principalmente na África e na Ásia.
Os dados do Anuário Pontifício mostram que há 1,18 bilhões de católicos no mundo e quase metade, 49,4%, vive no Continente Americano.
Na Europa, a população católica corresponde a 24%, praticamente metade do número de fieis presentes nas Américas.
Os bispos também aumentaram. Dos 5002 em 2008 passou para 5056 em 2009, um aumento de 1,3 %.
O número de padres também aumentou, de 405.178 em 2000 para 410.593 em 2009. O Anuário mostra também que o número de diáconos permanentes teve um crescimento de 2,5 por cento, passando de ser 37.203 em 2008 para 38.155 em 2009.
Quantos às religiosas, o seu número diminuiu, de 739 mil para 729 mil, em apenas num ano. Apesar disto as vocações aumentam na África e Ásia.
Os seminaristas aumentaram em 0,82%, passando de ser 117.978 em 2009. Grande parte do aumento também se deve à África e Ásia, com um ritmo de crescimento de em média de 2,2% a 2,39%, respectivamente. No mesmo período a Europa e América diminuíram suas porcentagens em 1,64 e 0,17%, respectivamente.
O Anuário Pontifício, edição 2011, foi apresentado ao papa Bento XVI, na manhã de sábado, no Vaticano, pelo secretário de Estado, cardeal Tarcísio Bertone e pelo substituto para assuntos gerais do Vaticano, dom Fernando Filoni. A edição 2011 revela que o número de católicos no mundo aumentou 1,7% entre 2008 e 2009, com mais 15 milhões de batizados, principalmente na África e na Ásia.
Os dados do Anuário Pontifício mostram que há 1,18 bilhões de católicos no mundo e quase metade, 49,4%, vive no Continente Americano.
Na Europa, a população católica corresponde a 24%, praticamente metade do número de fieis presentes nas Américas.
Os bispos também aumentaram. Dos 5002 em 2008 passou para 5056 em 2009, um aumento de 1,3 %.
O número de padres também aumentou, de 405.178 em 2000 para 410.593 em 2009. O Anuário mostra também que o número de diáconos permanentes teve um crescimento de 2,5 por cento, passando de ser 37.203 em 2008 para 38.155 em 2009.
Quantos às religiosas, o seu número diminuiu, de 739 mil para 729 mil, em apenas num ano. Apesar disto as vocações aumentam na África e Ásia.
Os seminaristas aumentaram em 0,82%, passando de ser 117.978 em 2009. Grande parte do aumento também se deve à África e Ásia, com um ritmo de crescimento de em média de 2,2% a 2,39%, respectivamente. No mesmo período a Europa e América diminuíram suas porcentagens em 1,64 e 0,17%, respectivamente.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Brasil: Missa lembra vítimas das chuvas
Lisboa, 09 Fev (ECCLESIA) – O bispo da diocese brasileira de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, vai presidir a uma Missa, no próximo dia 12, recordando as vítimas das chuvas que, há cerca de um mês, provocaram centenas de mortos.
Segundo o site oficial da Diocese, D. Filippo Santoro vai celebrar, no sábado, a missa do 30.º dia pelas vítimas do Vale do Cuiabá (Petrópolis e no domingo por todas as vítimas das cidades atingidas pela chuva do dia 12 de Janeiro, na Catedral São Pedro de Alcântara, em Petrópolis.
Entretanto, iniciaram-se as celebrações com a a presença da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, que ali chegou proveniente de Portugal.
A imagem vai visitar as cidades atingidas pela chuva em Janeiro: Petrópolis, Areal, São José do Vale do Rio Preto e Teresópolis.
OC
Segundo o site oficial da Diocese, D. Filippo Santoro vai celebrar, no sábado, a missa do 30.º dia pelas vítimas do Vale do Cuiabá (Petrópolis e no domingo por todas as vítimas das cidades atingidas pela chuva do dia 12 de Janeiro, na Catedral São Pedro de Alcântara, em Petrópolis.
Entretanto, iniciaram-se as celebrações com a a presença da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima, que ali chegou proveniente de Portugal.
A imagem vai visitar as cidades atingidas pela chuva em Janeiro: Petrópolis, Areal, São José do Vale do Rio Preto e Teresópolis.
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Vaticano: Bento XVI sublinha importância de vida «moralmente coerente»
Papa lembra que existência cristã só cresce quando é alimentada pela participação na missa e oração pessoal diária
Cidade do Vaticano, 09 Fev (Ecclesia) – Bento XVI fez hoje um apelo à oração diária dos católicos e à sua participação na missa dominical, salientando que a vida cristã e a evangelização dependem também de uma vida “moralmente coerente”.
“No meio das mil actividades e dos múltiplos estímulos que nos rodeiam, é necessário encontrar a cada dia momentos de recolhimento” diante de Deus, “para o escutar e falar com Ele”, acentuou o Papa durante a audiência geral realizada esta manhã no Vaticano.
Para Bento XVI, “a vida cristã não cresce se não é alimentada pela participação na Liturgia, de modo particular na santa missa dominical, e pela oração pessoal diária”.
O “ministério apostólico é incisivo e produz frutos de salvação nos corações” só quando o pregador está “estreitamente unido” a Cristo através da “fé no seu evangelho e na sua Igreja”.
O anúncio deve também assentar numa vida “moralmente coerente” e na “oração incessante”, sublinhou o Papa, acrescentando que estas orientações são válidas para todas as pessoas que queiram “viver com empenho e fidelidade a sua adesão a Cristo”.
A catequese desta quarta-feira foi dedicada a Pedro Canísio (1521-1597), jesuíta de cujos escritos se destacam três Catecismos compostos entre 1555 e 1558 “sob a forma de breves perguntas e respostas”.
Uma das características do ‘Segundo Apóstolo da Alemanha’ foi “saber compor harmoniosamente a fidelidade aos princípios dogmáticos com o respeito devido a cada pessoa, tanto que alguns descobrem nos seus ensinamentos os traços de uma primeira formulação do direito à liberdade religiosa”, recordou o Papa.
Marcado por uma “austera espiritualidade”, o religioso da Companhia de Jesus “estabeleceu nos países germânicos uma rede de comunidades da sua Ordem, especialmente colégios, que foram ponto de partida para a reforma católica”.
O santo nascido na cidade holandesa de Nimega interveio em 1562 no concílio realizado na cidade italiana de Trento, encontro de onde surgiu a chamada ‘contra-reforma’, uma reacção do catolicismo à ruptura face a Roma protagonizada por protestantes e anglicanos.
“Num momento histórico de fortes contrastes confessionais”, Pedro Canísio evitou “a aspereza e a retórica da ira – coisa bastante rara àquele tempo nas discussões entre cristãos, de uma e outra parte”, procurando ressaltar as “raízes espirituais” e a “revitalização de todo o corpo da Igreja”, lembrou Bento XVI.
Durante a sua intervenção, o Papa assinalou que Pedro Canísio ocupou-se “incansavelmente na adequada formação teológica dos sacerdotes, assim como da reforma religiosa e moral do povo por meio de uma série de iniciativas pastorais, entre as quais se incluem a assistência nos hospitais e prisões”.
Pedro Canísio morreu na Suíça, tendo sido canonizado e proclamado doutor da Igreja em 1925, pelo Papa Pio XI.
“Amados peregrinos de língua portuguesa, para todos a minha saudação amiga e encorajadora!”, disse o Papa pouco antes do encerramento da audiência.
“Antes de vós – prosseguiu – veio peregrino a Roma Pedro Canísio para invocar a intercessão dos Apóstolos São Pedro e São Paulo sobre a missão que lhe fora confiada na Alemanha, o seu campo de apostolado mais longo”.
“Como ele, todos nós, cristãos, somos enviados a evangelizar, mas para isso precisamos de permanecer unidos com Jesus e com a Igreja”, exortou Bento XVI.
RM
Cidade do Vaticano, 09 Fev (Ecclesia) – Bento XVI fez hoje um apelo à oração diária dos católicos e à sua participação na missa dominical, salientando que a vida cristã e a evangelização dependem também de uma vida “moralmente coerente”.
“No meio das mil actividades e dos múltiplos estímulos que nos rodeiam, é necessário encontrar a cada dia momentos de recolhimento” diante de Deus, “para o escutar e falar com Ele”, acentuou o Papa durante a audiência geral realizada esta manhã no Vaticano.
Para Bento XVI, “a vida cristã não cresce se não é alimentada pela participação na Liturgia, de modo particular na santa missa dominical, e pela oração pessoal diária”.
O “ministério apostólico é incisivo e produz frutos de salvação nos corações” só quando o pregador está “estreitamente unido” a Cristo através da “fé no seu evangelho e na sua Igreja”.
O anúncio deve também assentar numa vida “moralmente coerente” e na “oração incessante”, sublinhou o Papa, acrescentando que estas orientações são válidas para todas as pessoas que queiram “viver com empenho e fidelidade a sua adesão a Cristo”.
A catequese desta quarta-feira foi dedicada a Pedro Canísio (1521-1597), jesuíta de cujos escritos se destacam três Catecismos compostos entre 1555 e 1558 “sob a forma de breves perguntas e respostas”.
Uma das características do ‘Segundo Apóstolo da Alemanha’ foi “saber compor harmoniosamente a fidelidade aos princípios dogmáticos com o respeito devido a cada pessoa, tanto que alguns descobrem nos seus ensinamentos os traços de uma primeira formulação do direito à liberdade religiosa”, recordou o Papa.
Marcado por uma “austera espiritualidade”, o religioso da Companhia de Jesus “estabeleceu nos países germânicos uma rede de comunidades da sua Ordem, especialmente colégios, que foram ponto de partida para a reforma católica”.
O santo nascido na cidade holandesa de Nimega interveio em 1562 no concílio realizado na cidade italiana de Trento, encontro de onde surgiu a chamada ‘contra-reforma’, uma reacção do catolicismo à ruptura face a Roma protagonizada por protestantes e anglicanos.
“Num momento histórico de fortes contrastes confessionais”, Pedro Canísio evitou “a aspereza e a retórica da ira – coisa bastante rara àquele tempo nas discussões entre cristãos, de uma e outra parte”, procurando ressaltar as “raízes espirituais” e a “revitalização de todo o corpo da Igreja”, lembrou Bento XVI.
Durante a sua intervenção, o Papa assinalou que Pedro Canísio ocupou-se “incansavelmente na adequada formação teológica dos sacerdotes, assim como da reforma religiosa e moral do povo por meio de uma série de iniciativas pastorais, entre as quais se incluem a assistência nos hospitais e prisões”.
Pedro Canísio morreu na Suíça, tendo sido canonizado e proclamado doutor da Igreja em 1925, pelo Papa Pio XI.
“Amados peregrinos de língua portuguesa, para todos a minha saudação amiga e encorajadora!”, disse o Papa pouco antes do encerramento da audiência.
“Antes de vós – prosseguiu – veio peregrino a Roma Pedro Canísio para invocar a intercessão dos Apóstolos São Pedro e São Paulo sobre a missão que lhe fora confiada na Alemanha, o seu campo de apostolado mais longo”.
“Como ele, todos nós, cristãos, somos enviados a evangelizar, mas para isso precisamos de permanecer unidos com Jesus e com a Igreja”, exortou Bento XVI.
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Aborto: Mais de 5000 assinaturas para mudar legislação Petição pede regulamentação que permita consentimento realmente informado e planos de apoio.
isboa, 09 Fev (Ecclesia) – Uma petição promovida pela Federação Portuguesa pela Vida (FPV) recolheu mais de 5400 assinaturas para mudar a regulamentação da lei do aborto, em vigor há quatro anos.
Os signatários do documento consideram ser necessário “rever, para já, a regulamentação da prática do aborto por forma a saber se o consentimento foi realmente informado e a garantir planos de apoio alternativos ao aborto”.
A petição «Vemos, ouvimos e lemos – não podemos ignorar» vai ser entregue hoje ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.
“Volvidos quatro anos, assistimos a uma realidade dramática que deixa mulheres e homens cada vez mais sós e abandonados à sua sorte”, pode ler-se.
O texto afirma que “todos os profissionais de saúde (independentemente da objecção de consciência)” devem poder “intervir no processo de aconselhamento a grávidas”.
A FPV pede à Assembleia da República que “reconheça o flagelo do aborto que, de norte a sul, varre o País desde há quatro anos, destruindo crianças, mulheres, famílias, e a economia, gerando desemprego e depressão”.
No documento são pedidas “medidas legislativas” para “proteger a vida humana desde a concepção, a maternidade e os mais carenciados na verdadeira solidariedade social”.
Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a presidente da FPV, Isilda Pegado, afirma que os últimos quatro anos foram “de confirmação de uma decisão errada cujas causas, um dia, se hão-de apurar”, aludindo ao referendo que abriu caminho à despenalização do aborto em Portugal, realizado no dia 11 de Fevereiro de 2007.
“Não podemos baixar os braços e, por isso, a defesa da vida tem de se fazer em todas as circunstâncias e em todos os momentos”, acrescenta.
A petição está disponível online.
OC
Os signatários do documento consideram ser necessário “rever, para já, a regulamentação da prática do aborto por forma a saber se o consentimento foi realmente informado e a garantir planos de apoio alternativos ao aborto”.
A petição «Vemos, ouvimos e lemos – não podemos ignorar» vai ser entregue hoje ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.
“Volvidos quatro anos, assistimos a uma realidade dramática que deixa mulheres e homens cada vez mais sós e abandonados à sua sorte”, pode ler-se.
O texto afirma que “todos os profissionais de saúde (independentemente da objecção de consciência)” devem poder “intervir no processo de aconselhamento a grávidas”.
A FPV pede à Assembleia da República que “reconheça o flagelo do aborto que, de norte a sul, varre o País desde há quatro anos, destruindo crianças, mulheres, famílias, e a economia, gerando desemprego e depressão”.
No documento são pedidas “medidas legislativas” para “proteger a vida humana desde a concepção, a maternidade e os mais carenciados na verdadeira solidariedade social”.
Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a presidente da FPV, Isilda Pegado, afirma que os últimos quatro anos foram “de confirmação de uma decisão errada cujas causas, um dia, se hão-de apurar”, aludindo ao referendo que abriu caminho à despenalização do aborto em Portugal, realizado no dia 11 de Fevereiro de 2007.
“Não podemos baixar os braços e, por isso, a defesa da vida tem de se fazer em todas as circunstâncias e em todos os momentos”, acrescenta.
A petição está disponível online.
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Manifestantes pedem paralisação das obras da Usina Belo Monte
Diversas lideranças indígenas, ribeirinhos, agricultores, pescadores e moradores da Região do Xingu protestaram nesta terça-feira, 8, em Brasília contra a construção da Usina hidrelétrica em Belo Monte, região do Xingu. Os manifestantes, que exigem a paralisação da obra, foram recebidos pelo Secretário Geral da República, Rogério Sottilli, a quem entregaram uma carta endereçada à presidente, Dilma Rousseff.
Na carta, as lideranças pedem a paralisação do processo de licenciamento da obra, cujo investimento está avaliado em cerca de R$ 19 bilhões e, quando pronta, seria a terceira maior hidrelétrica do mundo. Exigem também que o governo federal avalie outra carta assinada por cerca de 30 especialistas de universidades brasileiras, como Federal do Rio, Federal do Pará e Universidade de São Paulo, com argumentos científicos que desaconselham a obra.
O documento entregue a Sottili, que também reivindica maior participação da sociedade civil nos projetos energéticos nacionais, tem 604 mil assinaturas.
“Quero que vocês vejam o Governo como um parceiro. Podemos não chegar a um consenso, mas vamos construir as políticas por meio do diálogo” disse Sottili.
O bispo da prelazia de Xingu e presidente do Cimi, dom Erwin Krautler enviou mensagem confirmando sua posição contra a Usina Belo Monte. “Não aceitamos que o nosso maravilhoso Xingu e outros rios da Amazônia sejam sacrificados por barragens que atingem profundamente milhares de famílias, constituem um dano irreparável para o meio-ambiente e, além disso, são economicamente desaconselháveis“, disse o bispo em carta.
A manifestação fez parte da programação do Seminário sobre a Usina hidrelétrica de Belo Monte e a Questão indígena, realizado na segunda-feira, 7, na Universidade de Brasília (UnB) e contou com a participação de representantes do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), entre outros.
Seminário
A vice-procuradora geral da República, Débora Duprat, durante o seminário que aconteceu na segunda-feira, 7, criticou o empreendimento por não considerar um estudo de impacto ambiental. "Quando foram inauguradas as audiências públicas, não havia um estudo de impacto ambiental porque não havia um estudo sério e consistente sobre o meio antrópico. Isso é uma farsa de todo o processo democrático que inspira o processo de licenciamento", disse a vice-procuradora.
A emblemática liderança da tribo Kayapó, Megaron Txucarramãe declarou ser contra qualquer tipo de negociação. “Mesmo que a Eletronorte ou a Dilma encha essa sala de dinheiro, eu não vou aceitar Belo Monte, porque o dinheiro não paga o lugar que será inundado, porque será inundado para sempre e isso eu não quero! Vou sempre falar não, não e não! Essa é a nossa posição!”, afirmou Megaron.
Na carta, as lideranças pedem a paralisação do processo de licenciamento da obra, cujo investimento está avaliado em cerca de R$ 19 bilhões e, quando pronta, seria a terceira maior hidrelétrica do mundo. Exigem também que o governo federal avalie outra carta assinada por cerca de 30 especialistas de universidades brasileiras, como Federal do Rio, Federal do Pará e Universidade de São Paulo, com argumentos científicos que desaconselham a obra.
O documento entregue a Sottili, que também reivindica maior participação da sociedade civil nos projetos energéticos nacionais, tem 604 mil assinaturas.
“Quero que vocês vejam o Governo como um parceiro. Podemos não chegar a um consenso, mas vamos construir as políticas por meio do diálogo” disse Sottili.
O bispo da prelazia de Xingu e presidente do Cimi, dom Erwin Krautler enviou mensagem confirmando sua posição contra a Usina Belo Monte. “Não aceitamos que o nosso maravilhoso Xingu e outros rios da Amazônia sejam sacrificados por barragens que atingem profundamente milhares de famílias, constituem um dano irreparável para o meio-ambiente e, além disso, são economicamente desaconselháveis“, disse o bispo em carta.
A manifestação fez parte da programação do Seminário sobre a Usina hidrelétrica de Belo Monte e a Questão indígena, realizado na segunda-feira, 7, na Universidade de Brasília (UnB) e contou com a participação de representantes do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), entre outros.
Seminário
A vice-procuradora geral da República, Débora Duprat, durante o seminário que aconteceu na segunda-feira, 7, criticou o empreendimento por não considerar um estudo de impacto ambiental. "Quando foram inauguradas as audiências públicas, não havia um estudo de impacto ambiental porque não havia um estudo sério e consistente sobre o meio antrópico. Isso é uma farsa de todo o processo democrático que inspira o processo de licenciamento", disse a vice-procuradora.
A emblemática liderança da tribo Kayapó, Megaron Txucarramãe declarou ser contra qualquer tipo de negociação. “Mesmo que a Eletronorte ou a Dilma encha essa sala de dinheiro, eu não vou aceitar Belo Monte, porque o dinheiro não paga o lugar que será inundado, porque será inundado para sempre e isso eu não quero! Vou sempre falar não, não e não! Essa é a nossa posição!”, afirmou Megaron.
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Equipe da Campanha Missionária prepara DVD
Um DVD está sendo preparado pela equipe encarregada pela elaboração do material para a Campanha Missionária de outubro de 2011, coordenada pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM).
Inspirado no tema central "Missão na Ecologia", o material deve ser produzido pela Verbo Filmes e trará reflexões sobre “zelar pelos recursos da natureza”, “A defesa da Amazônia” e “A luta contra o mau uso das obras de Deus”.
“Missão é encantar-se com as obras de Deus, mas infelizmente, essa maravilha está sendo maltratada, por isso a segunda reflexão será sobre a indignação pela profanação dessas obras", o secretário da Pontifícia União Missionária, padre Sávio Corinaldesi, que apresentou os temas dos dias da Novena Missionária que servirão de base para o DVD.
Para monsenhor Daniel Lagni, que coordenou os trabalhos, o objetivo é levar as pessoas e as comunidades a se comprometerem com a Missão na Ecologia através de gestos concretos e mudanças de comportamento diante da crise ecológica atual.
Uma pesquisa realizada pelas POM nas 270 dioceses do Brasil, sobre o material da Campanha Missionária 2010, considerou a produção da Novena em DVD um sucesso que popularizou o tema.
Outra iniciativa que ganha força é a inserção, ao longo do mês de outubro, das orações dos fiéis e algumas reflexões sobre o tema da Campanha nos principais folhetos litúrgicos editados no Brasil.
O encontro para a programação do DVD foi realizada no dia 31 de janeiro, na sede da POM, em Brasília.
Inspirado no tema central "Missão na Ecologia", o material deve ser produzido pela Verbo Filmes e trará reflexões sobre “zelar pelos recursos da natureza”, “A defesa da Amazônia” e “A luta contra o mau uso das obras de Deus”.
“Missão é encantar-se com as obras de Deus, mas infelizmente, essa maravilha está sendo maltratada, por isso a segunda reflexão será sobre a indignação pela profanação dessas obras", o secretário da Pontifícia União Missionária, padre Sávio Corinaldesi, que apresentou os temas dos dias da Novena Missionária que servirão de base para o DVD.
Para monsenhor Daniel Lagni, que coordenou os trabalhos, o objetivo é levar as pessoas e as comunidades a se comprometerem com a Missão na Ecologia através de gestos concretos e mudanças de comportamento diante da crise ecológica atual.
Uma pesquisa realizada pelas POM nas 270 dioceses do Brasil, sobre o material da Campanha Missionária 2010, considerou a produção da Novena em DVD um sucesso que popularizou o tema.
Outra iniciativa que ganha força é a inserção, ao longo do mês de outubro, das orações dos fiéis e algumas reflexões sobre o tema da Campanha nos principais folhetos litúrgicos editados no Brasil.
O encontro para a programação do DVD foi realizada no dia 31 de janeiro, na sede da POM, em Brasília.
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Igreja Católica dá bênção a aplicativo de iPhone para confissão
DA BBC BRASIL
A Igreja Católica aprovou um aplicativo para iPhone que ajuda fiéis a confessarem. O programa --chamado Confissão-- foi colocado à venda semana passada pela loja virtual da Apple, iTunes, por US$ 1,99 (R$ 3,32).
Descrito como "a ajuda perfeita para todo penitente", o aplicativo dá ao usuário dicas e orientações sobre o ato da confissão.
Agora, membros do clero católico nos Estados Unidos deram sua aprovação oficial ao aplicativo, em um gesto da Igreja Católica que se acredita ser inédito.
O aplicativo guia os usuários através do sacramento da confissão --em que católicos admitem seus pecados-- e permite que o fiel mantenha um registro de seus pecados.
O aplicativo também permite que os usuários façam um exame de consciência com base em fatores como idade, sexo e estado civil - mas afirma que não tem como objetivo substituir a confissão inteiramente.
Em vez disso, diz o aplicativo, a idéia é encorajar os usuários a compreender suas ações, e a buscar um padre para obter absolvição.
"Nosso desejo é convidar católicos a se envolverem com sua fé através da tecnologia digital", disse Patrick Leinen, da Little iApps.
O lançamento foi feito logo após o papa Bento 16 ter exortado católicos a usarem a comunicação digital e mostrarem-se presentes online.
Os arquitetos do aplicativo, baseados no estado americano de Indiana, disseram ter levado em conta as palavras do papa enquanto preparavam a ferramenta para consumo público.
"Nosso objetivo com esse projeto é oferecer um aplicativo digital que seja uma "verdadeira nova mídia a serviço da palavra", disse a empresa.
Segundo a Little iApps, o aplicativo foi desenvolvido com a ajuda de vários padres, e teve a aprovação do bispo Kevin Rhoades da diocese de Fort Wayne, em Indiana.
Essa seria a primeira vez que a Igreja aprovou um aplicativo para celular, embora a instituição não seja totalmente alheia ao mundo digital.
Em 2007, o Vaticano lançou seu próprio canal no YouTube. Dois anos depois, um aplicativo para o Facebook foi criado, para que usuários pudessem enviar cartões postais digitais ao pontífice.
A Igreja Católica aprovou um aplicativo para iPhone que ajuda fiéis a confessarem. O programa --chamado Confissão-- foi colocado à venda semana passada pela loja virtual da Apple, iTunes, por US$ 1,99 (R$ 3,32).
Descrito como "a ajuda perfeita para todo penitente", o aplicativo dá ao usuário dicas e orientações sobre o ato da confissão.
Agora, membros do clero católico nos Estados Unidos deram sua aprovação oficial ao aplicativo, em um gesto da Igreja Católica que se acredita ser inédito.
O aplicativo guia os usuários através do sacramento da confissão --em que católicos admitem seus pecados-- e permite que o fiel mantenha um registro de seus pecados.
O aplicativo também permite que os usuários façam um exame de consciência com base em fatores como idade, sexo e estado civil - mas afirma que não tem como objetivo substituir a confissão inteiramente.
Em vez disso, diz o aplicativo, a idéia é encorajar os usuários a compreender suas ações, e a buscar um padre para obter absolvição.
"Nosso desejo é convidar católicos a se envolverem com sua fé através da tecnologia digital", disse Patrick Leinen, da Little iApps.
O lançamento foi feito logo após o papa Bento 16 ter exortado católicos a usarem a comunicação digital e mostrarem-se presentes online.
Os arquitetos do aplicativo, baseados no estado americano de Indiana, disseram ter levado em conta as palavras do papa enquanto preparavam a ferramenta para consumo público.
"Nosso objetivo com esse projeto é oferecer um aplicativo digital que seja uma "verdadeira nova mídia a serviço da palavra", disse a empresa.
Segundo a Little iApps, o aplicativo foi desenvolvido com a ajuda de vários padres, e teve a aprovação do bispo Kevin Rhoades da diocese de Fort Wayne, em Indiana.
Essa seria a primeira vez que a Igreja aprovou um aplicativo para celular, embora a instituição não seja totalmente alheia ao mundo digital.
Em 2007, o Vaticano lançou seu próprio canal no YouTube. Dois anos depois, um aplicativo para o Facebook foi criado, para que usuários pudessem enviar cartões postais digitais ao pontífice.
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Universidade: Crise afasta estudantes Responsáveis da Igreja Católica preocupados com a falta de apoios sociais para universitários mais carentes.
Fátima, Santarém, 07 Fev (Ecclesia) – Os responsáveis pelo Serviço Nacional da Pastoral do Ensino Superior (SNPES) da Igreja Católica mostraram-se preocupados com a falta de apoios sociais para universitários mais carenciados.
Após o Conselho Nacional do SNPES, que decorreu em Fátima a 4 e 5 de Fevereiro, o padre Nuno Santos, assistente nacional do referido serviço, disse à ECCLESIA que “há bons estudantes - com vontade de estudar e com capacidades - que estão a deixar o ensino porque não têm capacidade económica”.
“Há uma realidade nova, que é a pobreza envergonhada de portugueses”, alerta.
Para este responsável, “a atribuição de bolsas a acontecer – do modo como está, genericamente pensado – pode tornar de novo o ensino como um espaço para elites”,. “Elites não intelectuais, mas económicas”, acrescenta o padre Nuno Santos.
Joana Chelinho, coordenadora nacional da pastoral do Ensino Superior, realça à ECCLESIA que o SNPES é cada vez mais procurado por alunos afectados pela actual situação de crise económico.
Nestes, existem “estudantes a fazer a licenciatura, mas alguns estão a tirar o mestrado”, pelo que são colocados perante uma escolha difícil: “Deixar a formação quando o emprego é cada vez mais escasso e difícil”.
A coordenadora confidencia que “há alunos que fazem menos refeições por dia e – é duro dizê-lo – há alunos que passam fome e frio”.
“Os estudantes universitários estão a passar sérias dificuldades”, assinala.
Em relação ao mundo académico, o padre Nuno Santos, da diocese de Coimbra frisou que é fundamental “sensibilizar para a partilha”.
Algumas dioceses já têm fundos solidários para apoiar os estudantes mais necessitados e o “fundo mais antigo” é o da pastoral do Ensino Superior, do Porto.
Setúbal e Coimbra são outras dioceses que apostaram neste tipo de apoios (propinas e refeições) aos estudantes universitários.
No Conselho Nacional do SNPES foram aprovadas as “bases” para a acção da Igreja nesta área, com o objectivo de “criar uma linguagem e desafios comuns”, assinala o padre Nuno Santos.
LFS/PTE/OC
Após o Conselho Nacional do SNPES, que decorreu em Fátima a 4 e 5 de Fevereiro, o padre Nuno Santos, assistente nacional do referido serviço, disse à ECCLESIA que “há bons estudantes - com vontade de estudar e com capacidades - que estão a deixar o ensino porque não têm capacidade económica”.
“Há uma realidade nova, que é a pobreza envergonhada de portugueses”, alerta.
Para este responsável, “a atribuição de bolsas a acontecer – do modo como está, genericamente pensado – pode tornar de novo o ensino como um espaço para elites”,. “Elites não intelectuais, mas económicas”, acrescenta o padre Nuno Santos.
Joana Chelinho, coordenadora nacional da pastoral do Ensino Superior, realça à ECCLESIA que o SNPES é cada vez mais procurado por alunos afectados pela actual situação de crise económico.
Nestes, existem “estudantes a fazer a licenciatura, mas alguns estão a tirar o mestrado”, pelo que são colocados perante uma escolha difícil: “Deixar a formação quando o emprego é cada vez mais escasso e difícil”.
A coordenadora confidencia que “há alunos que fazem menos refeições por dia e – é duro dizê-lo – há alunos que passam fome e frio”.
“Os estudantes universitários estão a passar sérias dificuldades”, assinala.
Em relação ao mundo académico, o padre Nuno Santos, da diocese de Coimbra frisou que é fundamental “sensibilizar para a partilha”.
Algumas dioceses já têm fundos solidários para apoiar os estudantes mais necessitados e o “fundo mais antigo” é o da pastoral do Ensino Superior, do Porto.
Setúbal e Coimbra são outras dioceses que apostaram neste tipo de apoios (propinas e refeições) aos estudantes universitários.
No Conselho Nacional do SNPES foram aprovadas as “bases” para a acção da Igreja nesta área, com o objectivo de “criar uma linguagem e desafios comuns”, assinala o padre Nuno Santos.
LFS/PTE/OC
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Educação: Papa destaca papel das escolas católicas Bento XVI recebe Congregação responsável por esta área e fala em «emergência educativa»
Cidade do Vaticano, 07 Fev (Ecclesia) – Bento XVI destacou hoje o “importante” serviço das escolas católicas em todo o mundo num momento de «emergência educativa».
Falando aos participantes na reunião plenária da Congregação para a Educação Católica, no Vaticano, o Papa disse ser “importante o serviço que desempenham no mundo as numerosas instituições formativas que se inspiram na visão católica do homem e da realidade”.
“A obra educativa parece tornar-se cada vez mais árdua porque, numa cultura que demasiadas vezes faz do relativismo o seu próprio credo, acaba por falta a luz da verdade”, indicou.
Bento XVI disse mesmo que alguns consideram “perigoso falar da verdade, instilando assim a dúvida sobre os valores de base da existência pessoal e comunitária”.
Para o Papa, “a educação e a formação constituem hoje um dos desafios mais urgentes que a Igreja e as suas instituições são chamadas a enfrentar”.
“Educar é um acto de amor, exercício da «caridade intelectual», que requer responsabilidade, dedicação, coerência de vida”, acrescentou.
Nas escolas católicas, disse Bento XVI, é necessária a “coragem de anunciar o valor «largo» da educação, para formar pessoas sólidas, capazes de colaborar com os outros e de dar sentido à sua própria vida”.
Aos participantes no encontro, entre os quais se inclui D. José Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa, o Papa falou de “educação intercultural”, pedindo “uma fidelidade corajosa e inovadora, que saiba conjugar a clara consciência da própria identidade e a abertura à alteridade”.
“Também a este respeito emerge o papel educativo do ensino da Religião católica como disciplina escola, em diálogo interdisciplinar com as outras”, defendeu Bento XVI, para quem, isso “contribui grandemente não só para o desenvolvimento integral do estudante, mas também para o conhecimento do outro, a compreensão e o respeito recíprocos”.
Neste contexto, o Papa sublinhou a importância de apostar na formação de dirigentes e formadores, “não só de um ponto de vista profissional, mas também religioso e espiritual”
“Com a coerência da própria vida e o compromisso pessoal, a presença do educador cristã torna-se expressão de amor e testemunho da verdade”, referiu.
Bento XVI deixou ainda uma palavra de estímulo às Universidades Católicas, desejando que possam ser “uma obra preciosa para promover a unidade do saber, orientando estudantes e professores para a Luz do mundo”.
OC
Falando aos participantes na reunião plenária da Congregação para a Educação Católica, no Vaticano, o Papa disse ser “importante o serviço que desempenham no mundo as numerosas instituições formativas que se inspiram na visão católica do homem e da realidade”.
“A obra educativa parece tornar-se cada vez mais árdua porque, numa cultura que demasiadas vezes faz do relativismo o seu próprio credo, acaba por falta a luz da verdade”, indicou.
Bento XVI disse mesmo que alguns consideram “perigoso falar da verdade, instilando assim a dúvida sobre os valores de base da existência pessoal e comunitária”.
Para o Papa, “a educação e a formação constituem hoje um dos desafios mais urgentes que a Igreja e as suas instituições são chamadas a enfrentar”.
“Educar é um acto de amor, exercício da «caridade intelectual», que requer responsabilidade, dedicação, coerência de vida”, acrescentou.
Nas escolas católicas, disse Bento XVI, é necessária a “coragem de anunciar o valor «largo» da educação, para formar pessoas sólidas, capazes de colaborar com os outros e de dar sentido à sua própria vida”.
Aos participantes no encontro, entre os quais se inclui D. José Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa, o Papa falou de “educação intercultural”, pedindo “uma fidelidade corajosa e inovadora, que saiba conjugar a clara consciência da própria identidade e a abertura à alteridade”.
“Também a este respeito emerge o papel educativo do ensino da Religião católica como disciplina escola, em diálogo interdisciplinar com as outras”, defendeu Bento XVI, para quem, isso “contribui grandemente não só para o desenvolvimento integral do estudante, mas também para o conhecimento do outro, a compreensão e o respeito recíprocos”.
Neste contexto, o Papa sublinhou a importância de apostar na formação de dirigentes e formadores, “não só de um ponto de vista profissional, mas também religioso e espiritual”
“Com a coerência da própria vida e o compromisso pessoal, a presença do educador cristã torna-se expressão de amor e testemunho da verdade”, referiu.
Bento XVI deixou ainda uma palavra de estímulo às Universidades Católicas, desejando que possam ser “uma obra preciosa para promover a unidade do saber, orientando estudantes e professores para a Luz do mundo”.
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Brasil: Cidades atingidas pelas chuvas recebem imagem de Nossa Senhora de Fátima Visita começa esta Terça-feira na catedral da diocese de Petrópolis
Lisboa, 07 Fev (Ecclesia) – A imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima vai visitar algumas das cidades da diocese de Petrópolis atingidas pelas chuvas e aluimentos de terra em Janeiro.
O bispo local, D. Filippo Santoro, pediu ao Santuário de Fátima o envio da imagem, que chega esta Terça-feira à catedral de Petrópolis, pelas 19h30 (hora local), seguindo-se a celebração da missa e visita por parte dos fiéis, refere o site da diocese.
O prelado salientou que a presença da imagem “é o abraço querido da mãe, que está intercedendo por cada pessoa vítima da chuva”, e classificou como sinal da presença de Deus o facto de em várias comunidades atingidas pela intempérie, as igrejas, algumas dedicadas a Maria, terem ficado de pé.
Além de Petrópolis, mil km a sudeste de Brasília, a imagem vai estar nas cidades de Areal, São José do Vale do Rio Preto e Teresópolis, regressando ao Rio de Janeiro na próxima Segunda-feira, 14 de Fevereiro.
A Caritas Portuguesa anunciou o envio de 50 mil euros para ajudar as vítimas das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, que causaram pelo menos 700 mortos.
RM
O bispo local, D. Filippo Santoro, pediu ao Santuário de Fátima o envio da imagem, que chega esta Terça-feira à catedral de Petrópolis, pelas 19h30 (hora local), seguindo-se a celebração da missa e visita por parte dos fiéis, refere o site da diocese.
O prelado salientou que a presença da imagem “é o abraço querido da mãe, que está intercedendo por cada pessoa vítima da chuva”, e classificou como sinal da presença de Deus o facto de em várias comunidades atingidas pela intempérie, as igrejas, algumas dedicadas a Maria, terem ficado de pé.
Além de Petrópolis, mil km a sudeste de Brasília, a imagem vai estar nas cidades de Areal, São José do Vale do Rio Preto e Teresópolis, regressando ao Rio de Janeiro na próxima Segunda-feira, 14 de Fevereiro.
A Caritas Portuguesa anunciou o envio de 50 mil euros para ajudar as vítimas das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, que causaram pelo menos 700 mortos.
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Fernanda Brum grava música sobre Maria
Do Blog Ancoradouro por Vandelúcio Souza
Para muitos dos evangélicos, ecumenismo é uma palavra diabolócia, prenúncio ou anti-sala do armagedon. Devido a isso estes que se dizem tão amantes da palavra de Deus reservam-se a não falar sobre o que está escrito – acreditem – no próprio Evangelho como nas passagens que retratam Maria na história da salvação.
Mas as coisas estão mudando, ainda bem. Rompendo os preconceitos, a cantora evangélica Fernanda Brum surpreendeu os protestantes ao gravar uma música que fala sobre Maria, que para muitos não passa de uma “deusa grega”. A melodia é belíssima e a letra é o trecho bíblico da anunciação e do magníficat, retirado do capítulo primeiro de são Lucas, algo completamente evangélico, diríamos.
Ainda é lamentável perceber que muitos, ditos evangélicos, recharçem qualquer citação àquela que foi escolhida por Deus para ser a Mãe de seu filho. Fernanda Brum contribui na promoção do ecumenismo. Por parte dos católicos, estes sempre respeitaram nossos irmãos que pensam diferente, inclusive, diversos cantores católicos já gravaram músicas evangélicas.
À Fernanda Brum fica os parabéns pela coragem e fidelidade ao anúncio do Evangelho. Aos protestantes que não concordem com a composição de Brum eu sugiro que escutem “Minha Rainha”, música de Aline Barros feita para a Xuxa, talvez seja mais apropriada para esse tipo de fé que dispensa as verdades básicas do Evangelho.
Confira a letra:
Maria
Fernanda Brum
Era uma mulher sensível | A Deus a serva submissa
Viveu ao Senhor sempre rendida | Bendita entre as mulheres
Exemplo será pra sempre | Bendito é o fruto do seu ventre
Alcançou graça no Senhor | Ela disse em seu coração
Engrandece alma minha | A meu Deus e meu Salvador
Pois sua graça e misericórdia | São de geração | Em geração
O anjo de Deus lhe disse |Não temas és escolhida
E a ti um favor foi concedido | Teu filho será investido
De glória e poder divino | Virá salvação desse menino
Para muitos dos evangélicos, ecumenismo é uma palavra diabolócia, prenúncio ou anti-sala do armagedon. Devido a isso estes que se dizem tão amantes da palavra de Deus reservam-se a não falar sobre o que está escrito – acreditem – no próprio Evangelho como nas passagens que retratam Maria na história da salvação.
Mas as coisas estão mudando, ainda bem. Rompendo os preconceitos, a cantora evangélica Fernanda Brum surpreendeu os protestantes ao gravar uma música que fala sobre Maria, que para muitos não passa de uma “deusa grega”. A melodia é belíssima e a letra é o trecho bíblico da anunciação e do magníficat, retirado do capítulo primeiro de são Lucas, algo completamente evangélico, diríamos.
Ainda é lamentável perceber que muitos, ditos evangélicos, recharçem qualquer citação àquela que foi escolhida por Deus para ser a Mãe de seu filho. Fernanda Brum contribui na promoção do ecumenismo. Por parte dos católicos, estes sempre respeitaram nossos irmãos que pensam diferente, inclusive, diversos cantores católicos já gravaram músicas evangélicas.
À Fernanda Brum fica os parabéns pela coragem e fidelidade ao anúncio do Evangelho. Aos protestantes que não concordem com a composição de Brum eu sugiro que escutem “Minha Rainha”, música de Aline Barros feita para a Xuxa, talvez seja mais apropriada para esse tipo de fé que dispensa as verdades básicas do Evangelho.
Confira a letra:
Maria
Fernanda Brum
Era uma mulher sensível | A Deus a serva submissa
Viveu ao Senhor sempre rendida | Bendita entre as mulheres
Exemplo será pra sempre | Bendito é o fruto do seu ventre
Alcançou graça no Senhor | Ela disse em seu coração
Engrandece alma minha | A meu Deus e meu Salvador
Pois sua graça e misericórdia | São de geração | Em geração
O anjo de Deus lhe disse |Não temas és escolhida
E a ti um favor foi concedido | Teu filho será investido
De glória e poder divino | Virá salvação desse menino
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Heresia Moderna nº 4 - Não buscar saber as contribuições do catolicismo na história do mundo ocidental e oriental.
Se alguém disser que tem fé, mas não tem obras, que lhe aproveitará isso?(...) Assim também a fé, se não tiver obras, está completamente morta (Tg 2,14. 17.26). Segundo o dicionário “Mini Dicionário Português” da W Kids, a palavra obra significa, dentre outras coisas, ações ou atos humanos ou institucionais. Podemos deduzir a partir da explicação do significado da palavra obra, que, para São Tiago, para que uma fé cristã seja autêntica é urgente, transformar a mesma, em ações; atitudes práticas e visíveis.
Mas quando se fala em obras, a primeira coisa que se lembra, são as obras de misericórdia pessoal de cada fiel ou as ligadas institucionalmente a Igreja Católica (criadas por congregações, ordens religiosas, comunidades da Renovação Carismática Católica, prelazias, etc.).De fato, ao longo da história a Igreja, seja por leigos ou por religiosos, fundou e desenvolveu obras de cunho social e caritativo, como a Cáritas Internacional, Ajuda a Igreja que Sofre, Fazenda Esperança, entre outras que trabalham dentro da concepção da Doutrina Social da Igreja.
No entanto, a Igreja Católica, também, ao longo dos tempos foi o pilar ideológico na fundação de universidades – por conseguinte na educação ocidental em geral-, teve um papel altamente contributivo na história da teoria musical, nas artes, na medicina, nas ciências, etc.
A maioria dos católicos da atualidade, não domina essa temática, uns por desconhecimento, outros por má vontade de querer saber (embora tenham diversas oportunidades para conhecer).
Em contraponto disso, o artigo, “A Igreja Católica, Mãe das Universidades”, de autoria do professor e teólogo Felipe Aquino, defende que há maldade e ignorância, naqueles que insistem em se referir à Idade Média e à Igreja como promotoras da inimizade à Ciência e perseguidora dos cientistas.
Com a experiência de 30 anos, trabalhando como professor universitário na cadeira de Física, Felipe Aquino – com razão – percebeu que muitos universitários entravam católicos praticantes e saiam céticos, pois as Instituições de Ensino Superior ensinavam em diversas disciplinas a negação de Deus ou visões distorcidas sobre a Santa Inquisição ou a polêmica da pedofilia.
O artigo ajudou na redação de seu livro “Uma História Que Não é Contada”, Editora Loyola. Na publicação, o professor afirma, em contraponto ao discurso anti-religioso, que o catolicismo foi o fundador das primeiras e mais importantes universidades do mundo. Eis algumas delas:
• Universidade de Bolonha – Itália: Fundada em1158, teve a sua origem na fusão da escola episcopal com a escola monacal camaldulense de São Félix. Em 1200 Bolonha tinha dez mil estudantes (italianos, lombardos, francos, normandos, provençais, espanhóis, catalães, ingleses germanos, etc.);
• Universidade de Salamanca - Universidade mais antiga da Espanha que ainda existe, fundada pela Igreja; seu lema é “Quod natura non dat, Salmantica non praestat” (O que a natureza não nos dá, Salamanca não acrescenta”. Entre as universidades mais antigas está a de Santiago de Compostela. A cidade foi um foco de cultura desde 1100 graças ao prestígio de sua escola capitular que era um centro de formação de clérigos vinculados à Catedral.;
• Universidade de Santiago de Compostela - A cidade foi um foco de cultura desde 1100 graças ao prestígio de sua escola capitular que era um centro de formação de clérigos vinculados à Catedral.
• Universidade de Valladolid - É anterior à de Compostela já que em 1346 obteve do papa Clemente VI a concessão de todas as faculdades, exceto a de Teologia.
• Universidade Complutense – Fundada em 1499, pelo Cardeal Cisneros, mediante a Bula Pontifícia concedida pelo Papa Alexandre VI. Nos anos de 1509-1510 já funcionavam cinco Faculdades: Artes e Filosofia, Teologia, Direito Canônico, Letras e Medicina.
• Universidade de Roma, La Sapienza – onde tristemente estudantes e professores impediram o Papa Bento XVI de proferir a aula inaugural em 2008 - foi fundada há sete séculos, em 1303, pelo Papa Bonifácio VIII (1294-1303), com o nome de “Studium Urbis”.
• Universidade de Sorbonne – Paris - Surgiu da escola episcopal da Catedral de Notre Dame. Foi fundada pelo confessor de S. Luiz IX, rei de França, Sorbon. Ali estudaram muitos grandes santos como, São Tomás de Aquino São Francisco Xavier e Santo Inácio de Loyola – este último fundador da Companhia de Jesus (Jesuítas), que fundou escolas em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil, onde também foi a precursora do sistema educacional no Brasil.
Em se tratando de educação, foi um monge beneditino chamado, Guido D´Arezzo que desenvolveu as notas musicais (dó, ré, mi, lá, sol, lá, si).Para dar os nomes das notas, o religioso italiano, usou a primeira sílaba de cada verso de um hino de louvor a São João Batista:
“Ut queant laxis /
Resonare fibris /
Mira gestorum /
Famuli tuorum /
Solve polluti /
Labii reatum /
Sancte Iohannes”.
A tradução é algo como:
“Para que teus servos/
Possam, das entranhas/
Flautas ressoar/
Teus feitos admiráveis /
Absolve o pecado /
Desses lábios impuros/
Ó São João”.
No século 17, houve a troca de “ut”, por “dó”. O “si” nasceu da abreviação de “Sancte Iohannes” – São João em português.
Quanto às artes o catolicismo foi extremamente importante na construção de prédio, pinturas e na musica barroca.
Como você percebeu, a Igreja Católica tem uma vasta colaboração na história do mundo ocidental e oriental, basta que nós, membros da igreja, saibamos valorizá-la.
Mas quando se fala em obras, a primeira coisa que se lembra, são as obras de misericórdia pessoal de cada fiel ou as ligadas institucionalmente a Igreja Católica (criadas por congregações, ordens religiosas, comunidades da Renovação Carismática Católica, prelazias, etc.).De fato, ao longo da história a Igreja, seja por leigos ou por religiosos, fundou e desenvolveu obras de cunho social e caritativo, como a Cáritas Internacional, Ajuda a Igreja que Sofre, Fazenda Esperança, entre outras que trabalham dentro da concepção da Doutrina Social da Igreja.
No entanto, a Igreja Católica, também, ao longo dos tempos foi o pilar ideológico na fundação de universidades – por conseguinte na educação ocidental em geral-, teve um papel altamente contributivo na história da teoria musical, nas artes, na medicina, nas ciências, etc.
A maioria dos católicos da atualidade, não domina essa temática, uns por desconhecimento, outros por má vontade de querer saber (embora tenham diversas oportunidades para conhecer).
Em contraponto disso, o artigo, “A Igreja Católica, Mãe das Universidades”, de autoria do professor e teólogo Felipe Aquino, defende que há maldade e ignorância, naqueles que insistem em se referir à Idade Média e à Igreja como promotoras da inimizade à Ciência e perseguidora dos cientistas.
Com a experiência de 30 anos, trabalhando como professor universitário na cadeira de Física, Felipe Aquino – com razão – percebeu que muitos universitários entravam católicos praticantes e saiam céticos, pois as Instituições de Ensino Superior ensinavam em diversas disciplinas a negação de Deus ou visões distorcidas sobre a Santa Inquisição ou a polêmica da pedofilia.
O artigo ajudou na redação de seu livro “Uma História Que Não é Contada”, Editora Loyola. Na publicação, o professor afirma, em contraponto ao discurso anti-religioso, que o catolicismo foi o fundador das primeiras e mais importantes universidades do mundo. Eis algumas delas:
• Universidade de Bolonha – Itália: Fundada em1158, teve a sua origem na fusão da escola episcopal com a escola monacal camaldulense de São Félix. Em 1200 Bolonha tinha dez mil estudantes (italianos, lombardos, francos, normandos, provençais, espanhóis, catalães, ingleses germanos, etc.);
• Universidade de Salamanca - Universidade mais antiga da Espanha que ainda existe, fundada pela Igreja; seu lema é “Quod natura non dat, Salmantica non praestat” (O que a natureza não nos dá, Salamanca não acrescenta”. Entre as universidades mais antigas está a de Santiago de Compostela. A cidade foi um foco de cultura desde 1100 graças ao prestígio de sua escola capitular que era um centro de formação de clérigos vinculados à Catedral.;
• Universidade de Santiago de Compostela - A cidade foi um foco de cultura desde 1100 graças ao prestígio de sua escola capitular que era um centro de formação de clérigos vinculados à Catedral.
• Universidade de Valladolid - É anterior à de Compostela já que em 1346 obteve do papa Clemente VI a concessão de todas as faculdades, exceto a de Teologia.
• Universidade Complutense – Fundada em 1499, pelo Cardeal Cisneros, mediante a Bula Pontifícia concedida pelo Papa Alexandre VI. Nos anos de 1509-1510 já funcionavam cinco Faculdades: Artes e Filosofia, Teologia, Direito Canônico, Letras e Medicina.
• Universidade de Roma, La Sapienza – onde tristemente estudantes e professores impediram o Papa Bento XVI de proferir a aula inaugural em 2008 - foi fundada há sete séculos, em 1303, pelo Papa Bonifácio VIII (1294-1303), com o nome de “Studium Urbis”.
• Universidade de Sorbonne – Paris - Surgiu da escola episcopal da Catedral de Notre Dame. Foi fundada pelo confessor de S. Luiz IX, rei de França, Sorbon. Ali estudaram muitos grandes santos como, São Tomás de Aquino São Francisco Xavier e Santo Inácio de Loyola – este último fundador da Companhia de Jesus (Jesuítas), que fundou escolas em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil, onde também foi a precursora do sistema educacional no Brasil.
Em se tratando de educação, foi um monge beneditino chamado, Guido D´Arezzo que desenvolveu as notas musicais (dó, ré, mi, lá, sol, lá, si).Para dar os nomes das notas, o religioso italiano, usou a primeira sílaba de cada verso de um hino de louvor a São João Batista:
“Ut queant laxis /
Resonare fibris /
Mira gestorum /
Famuli tuorum /
Solve polluti /
Labii reatum /
Sancte Iohannes”.
A tradução é algo como:
“Para que teus servos/
Possam, das entranhas/
Flautas ressoar/
Teus feitos admiráveis /
Absolve o pecado /
Desses lábios impuros/
Ó São João”.
No século 17, houve a troca de “ut”, por “dó”. O “si” nasceu da abreviação de “Sancte Iohannes” – São João em português.
Quanto às artes o catolicismo foi extremamente importante na construção de prédio, pinturas e na musica barroca.
Como você percebeu, a Igreja Católica tem uma vasta colaboração na história do mundo ocidental e oriental, basta que nós, membros da igreja, saibamos valorizá-la.
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Bento XVI exige protecção para comunidades cristãs
Discurso do Papa ao Corpo Diplomático condena atentados no Iraque e no Egito, lembrando lei da blasfémia, no Paquistão
Cidade do Vaticano, 10 Jan (Ecclesia) – Bento XVI apelou hoje à defesa concreta da liberdade religiosa em todo o mundo, condenando as “numerosas situações” nas quais esse direito “ é lesado ou negado”, como no Iraque ou no Egito.
Recebendo no Vaticano os membros do corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé, o Papa apontou o dedo aos “atentados que semearam morte, sofrimento e desconcerto entre os cristãos do Iraque, a ponto de os impelir a deixar a terra onde seus pais viveram ao longo dos séculos”.
“Renovo às autoridades deste país e aos chefes religiosos muçulmanos o meu premente apelo a trabalharem para que os seus concidadãos cristãos possam viver em segurança e continuar a prestar a sua contribuição à sociedade de que são membros com pleno título”, apontou.
Bento XVI lembrou o recente atentado na cidade egípcia de Alexandria, a 1 de Janeiro, que “feriu brutalmente fiéis em oração numa igreja”.
“Esta sucessão de ataques é mais um sinal da urgente necessidade que há de os governos da região adoptarem, não obstante as dificuldades e as ameaças, medidas eficazes para a protecção das minorias religiosas. Será preciso dizê-lo uma vez mais?”, perguntou.
Entre as normas que lesam o direito das pessoas à liberdade religiosa, o Papa deixou uma menção particular à “lei contra a blasfémia no Paquistão”.
“De novo encorajo as autoridades deste país a realizarem os esforços necessários para a ab-rogar, tanto mais que é evidente que a mesma serve de pretexto para provocar injustiças e violências contra as minorias religiosas”, lamentou, condenando o “trágico assassinato do Governador do Punjab”, Salman Taseer, a 4 de Janeiro.
Bento XVI disse ainda que "a violência contra os cristãos não poupa a África", citando os "ataques contra lugares de culto na Nigéria, precisamente enquanto se celebrava o Natal de Cristo".
O Papa retomou a reflexão que escolheu para o Dia Mundial da Paz 2011, frisando que “a dimensão religiosa é uma característica inegável e imparável do ser e do agir do homem”.
Neste tradicional encontro de início de ano com diplomatas de todo o mundo, Bento XVI afirmou que “a humanidade, em toda a sua história, através das suas crenças e dos seus ritos, manifesta uma busca incessante de Deus”.
“Quando o próprio indivíduo ou aqueles que o rodeiam negligenciam ou negam este aspecto fundamental, geram-se desequilíbrios e conflitos a todos os níveis, tanto no plano pessoal como no interpessoal”, alertou.
A Assembleia Especial para o Médio Oriente do Sínodo dos Bispos, que decorreu no Vaticano durante o mês de Outubro, foi, para Bento XVI, “um período de oração e de reflexão, durante o qual o pensamento se dirigiu, insistentemente, para as comunidades cristãs daquela região do mundo, tão provadas por causa da sua adesão a Cristo e à Igreja”.
A este respeito, o Papa disse ter apreciado “a atenção pelos direitos dos mais débeis e a clarividência política de que deram prova alguns países da Europa nos últimos dias, pedindo uma resposta concertada da União Europeia a fim de que os cristãos sejam defendidos no Médio Oriente”.
Bento XVI lembrou apelos deixados nas visitas de 2010 “a Malta e a Portugal, a Chipre, à Grã-Bretanha e à Espanha”, manifestando ainda “gratidão pelo acolhimento” nesses países.
A Santa Sé tem relações diplomáticas com 178 Estados, a que se somam a União Europeia, a Ordem Soberana de Malta e uma missão de carácter especial, o secretariado da Organização para a Libertação da Palestina.
Cidade do Vaticano, 10 Jan (Ecclesia) – Bento XVI apelou hoje à defesa concreta da liberdade religiosa em todo o mundo, condenando as “numerosas situações” nas quais esse direito “ é lesado ou negado”, como no Iraque ou no Egito.
Recebendo no Vaticano os membros do corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé, o Papa apontou o dedo aos “atentados que semearam morte, sofrimento e desconcerto entre os cristãos do Iraque, a ponto de os impelir a deixar a terra onde seus pais viveram ao longo dos séculos”.
“Renovo às autoridades deste país e aos chefes religiosos muçulmanos o meu premente apelo a trabalharem para que os seus concidadãos cristãos possam viver em segurança e continuar a prestar a sua contribuição à sociedade de que são membros com pleno título”, apontou.
Bento XVI lembrou o recente atentado na cidade egípcia de Alexandria, a 1 de Janeiro, que “feriu brutalmente fiéis em oração numa igreja”.
“Esta sucessão de ataques é mais um sinal da urgente necessidade que há de os governos da região adoptarem, não obstante as dificuldades e as ameaças, medidas eficazes para a protecção das minorias religiosas. Será preciso dizê-lo uma vez mais?”, perguntou.
Entre as normas que lesam o direito das pessoas à liberdade religiosa, o Papa deixou uma menção particular à “lei contra a blasfémia no Paquistão”.
“De novo encorajo as autoridades deste país a realizarem os esforços necessários para a ab-rogar, tanto mais que é evidente que a mesma serve de pretexto para provocar injustiças e violências contra as minorias religiosas”, lamentou, condenando o “trágico assassinato do Governador do Punjab”, Salman Taseer, a 4 de Janeiro.
Bento XVI disse ainda que "a violência contra os cristãos não poupa a África", citando os "ataques contra lugares de culto na Nigéria, precisamente enquanto se celebrava o Natal de Cristo".
O Papa retomou a reflexão que escolheu para o Dia Mundial da Paz 2011, frisando que “a dimensão religiosa é uma característica inegável e imparável do ser e do agir do homem”.
Neste tradicional encontro de início de ano com diplomatas de todo o mundo, Bento XVI afirmou que “a humanidade, em toda a sua história, através das suas crenças e dos seus ritos, manifesta uma busca incessante de Deus”.
“Quando o próprio indivíduo ou aqueles que o rodeiam negligenciam ou negam este aspecto fundamental, geram-se desequilíbrios e conflitos a todos os níveis, tanto no plano pessoal como no interpessoal”, alertou.
A Assembleia Especial para o Médio Oriente do Sínodo dos Bispos, que decorreu no Vaticano durante o mês de Outubro, foi, para Bento XVI, “um período de oração e de reflexão, durante o qual o pensamento se dirigiu, insistentemente, para as comunidades cristãs daquela região do mundo, tão provadas por causa da sua adesão a Cristo e à Igreja”.
A este respeito, o Papa disse ter apreciado “a atenção pelos direitos dos mais débeis e a clarividência política de que deram prova alguns países da Europa nos últimos dias, pedindo uma resposta concertada da União Europeia a fim de que os cristãos sejam defendidos no Médio Oriente”.
Bento XVI lembrou apelos deixados nas visitas de 2010 “a Malta e a Portugal, a Chipre, à Grã-Bretanha e à Espanha”, manifestando ainda “gratidão pelo acolhimento” nesses países.
A Santa Sé tem relações diplomáticas com 178 Estados, a que se somam a União Europeia, a Ordem Soberana de Malta e uma missão de carácter especial, o secretariado da Organização para a Libertação da Palestina.
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China: Bento XVI fala em período de «dificuldade e provação» para a Igreja Católica
Papa pede liberdade e plena autonomia de organização, saudando, por outro lado, diálogo que decorre em Cuba
Cidade do Vaticano, 10 Jan (Ecclesia) – Bento XVI acusou hoje o regime da China de provocar um “período de dificuldade e provação” para a comunidade católica neste país.
O Papa falava diante do corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé, fazendo um balanço do ano que passou, em termos de liberdade religiosa no mundo.
"Neste momento, o meu pensamento volta-se de novo para a comunidade católica da China continental e os seus Pastores, que vivem um período de dificuldade e provação", disse Bento XVI.
Em 2010, contrariando uma prática que se mantinha há vários anos, o regime chinês ordenou um bispo sem o consentimento do Papa e a Associação Patriótica Católica (APC), subordinada a Pequim, promoveu uma assembleia de representantes católicos que gerou a ira do Vaticano.
A APC foi criada em 1957, para evitar "interferências estrangeiras", em especial do Vaticano, e para assegurar que os católicos viviam em conformidade com as políticas do Estado.
No seu discurso desta manhã, Bento XVI pediu que “os crentes não se vejam lacerados entre a fidelidade a Deus e a lealdade à sua pátria”.
“De modo particular, peço que seja por todo o lado garantida às comunidades católicas a plena autonomia de organização e a liberdade de cumprir a sua missão, de acordo com as normas e padrões internacionais neste campo”, acrescentou.
O Papa criticou directamente os ordenamentos jurídicos e sociais que se inspiram “em sistemas filosóficos e políticos que postulam um estrito controlo – para não dizer um monopólio – do Estado sobre a sociedade”.
Bento XVI falou também da situação nos “Estados da Península Arábica, onde vivem numerosos trabalhadores emigrantes cristãos”, desejando que a Igreja Católica “possa dispor de adequadas estruturas pastorais”.
“Outras situações preocupantes, por vezes com actos de violência, podem ser mencionadas no Sul e Sudeste do continente asiático, em países que aliás têm uma tradição de relações sociais pacíficas”, acrescentou.
Nesse sentido, o Papa observou que “o peso particular de uma determinada religião numa nação não deveria jamais implicar que os cidadãos pertencentes a outra confissão fossem discriminados na vida social ou, pior ainda, que se tolerasse a violência contra eles”.
“É importante que o diálogo inter-religioso favoreça um compromisso comum por reconhecer e promover a liberdade religiosa de cada pessoa e de cada comunidade”, precisou.
Num longo discurso, Bento XVI quis deixar “uma palavra de encorajamento às autoridades de Cuba – país que celebrou, em 2010, 75 anos de ininterruptas relações diplomáticas com a Santa Sé – para que o diálogo, que felizmente se instaurou com a Igreja, se reforce e amplie ainda mais”.
A Santa Sé tem relações diplomáticas com 178 Estados, a que se somam a União Europeia, a Ordem Soberana de Malta e uma missão de carácter especial, o secretariado da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
Cidade do Vaticano, 10 Jan (Ecclesia) – Bento XVI acusou hoje o regime da China de provocar um “período de dificuldade e provação” para a comunidade católica neste país.
O Papa falava diante do corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé, fazendo um balanço do ano que passou, em termos de liberdade religiosa no mundo.
"Neste momento, o meu pensamento volta-se de novo para a comunidade católica da China continental e os seus Pastores, que vivem um período de dificuldade e provação", disse Bento XVI.
Em 2010, contrariando uma prática que se mantinha há vários anos, o regime chinês ordenou um bispo sem o consentimento do Papa e a Associação Patriótica Católica (APC), subordinada a Pequim, promoveu uma assembleia de representantes católicos que gerou a ira do Vaticano.
A APC foi criada em 1957, para evitar "interferências estrangeiras", em especial do Vaticano, e para assegurar que os católicos viviam em conformidade com as políticas do Estado.
No seu discurso desta manhã, Bento XVI pediu que “os crentes não se vejam lacerados entre a fidelidade a Deus e a lealdade à sua pátria”.
“De modo particular, peço que seja por todo o lado garantida às comunidades católicas a plena autonomia de organização e a liberdade de cumprir a sua missão, de acordo com as normas e padrões internacionais neste campo”, acrescentou.
O Papa criticou directamente os ordenamentos jurídicos e sociais que se inspiram “em sistemas filosóficos e políticos que postulam um estrito controlo – para não dizer um monopólio – do Estado sobre a sociedade”.
Bento XVI falou também da situação nos “Estados da Península Arábica, onde vivem numerosos trabalhadores emigrantes cristãos”, desejando que a Igreja Católica “possa dispor de adequadas estruturas pastorais”.
“Outras situações preocupantes, por vezes com actos de violência, podem ser mencionadas no Sul e Sudeste do continente asiático, em países que aliás têm uma tradição de relações sociais pacíficas”, acrescentou.
Nesse sentido, o Papa observou que “o peso particular de uma determinada religião numa nação não deveria jamais implicar que os cidadãos pertencentes a outra confissão fossem discriminados na vida social ou, pior ainda, que se tolerasse a violência contra eles”.
“É importante que o diálogo inter-religioso favoreça um compromisso comum por reconhecer e promover a liberdade religiosa de cada pessoa e de cada comunidade”, precisou.
Num longo discurso, Bento XVI quis deixar “uma palavra de encorajamento às autoridades de Cuba – país que celebrou, em 2010, 75 anos de ininterruptas relações diplomáticas com a Santa Sé – para que o diálogo, que felizmente se instaurou com a Igreja, se reforce e amplie ainda mais”.
A Santa Sé tem relações diplomáticas com 178 Estados, a que se somam a União Europeia, a Ordem Soberana de Malta e uma missão de carácter especial, o secretariado da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
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Educação: Papa pede liberdade para instituições da Igreja Bento XVI critica «espécie de monopólio estatal» e alguns «cursos de educação sexual»
Cidade do Vaticano, 10 Jan (Ecclesia) – Bento XVI pediu hoje mais liberdade para os projectos educativos da Igreja Católica, manifestando “preocupação” perante o que classificou como “uma espécie de monopólio estatal” nesta matéria.
O Papa falava diante do corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé, fazendo um balanço do ano que passou, em termos de liberdade religiosa no mundo.
Para Bento XVI, reconhecer essa liberdade significa “garantir que as comunidades religiosas possam agir livremente na sociedade, com iniciativas no sector social, caritativo ou educativo”.
“Causa preocupação ver este serviço que as comunidades religiosas prestam a toda a sociedade, particularmente em favor da educação das jovens gerações, comprometido ou dificultado por projectos de lei que correm o risco de criar em matéria escolar, como se constata, por exemplo, em certos países da América Latina”, precisou.
O Papa exortou “todos os governos a promoverem sistemas educativos que respeitem o direito primordial das famílias de decidir sobre a educação dos filhos e que se inspirem no princípio de subsidiariedade, fundamental para organizar uma sociedade justa”.
O discurso de Bento XVI apontou também como “ameaça à liberdade religiosa das famílias nalguns países europeus” a imposição de “cursos de educação sexual ou cívica que propagam concepções da pessoa e da vida pretensamente neutras mas que, na realidade, reflectem uma antropologia contrária à fé e à recta razão”.
Ambas as questões mereceram, em Portugal, críticas de responsáveis católicos perante as determinações recentes do executivo de José Sócrates, particularmente no que diz respeito ao financiamento estatal a estabelecimentos de ensino particulares e cooperativos.
Como fizera na sua viagem ao Reino Unido, em Setembro de 2010, o Papa veio “reafirmar vigorosamente que a religião não constitui um problema para a sociedade, não é um factor de perturbação ou de conflito”.
A este respeito, acrescentou que “a Igreja não procura privilégios, nem deseja intervir em âmbitos alheios à sua missão, mas simplesmente exercer a mesma com liberdade”.
“Emblemática a este respeito é a figura da Beata Madre Teresa de Calcutá”, referiu Bento XVI, lembrando que no centenário do seu nascimento lhe foi “prestada uma vibrante homenagem não só pela Igreja, mas também pelas autoridades civis, os líderes religiosos e pessoas sem conta de todas as confissões”.
“Exemplos como o dela mostram ao mundo quão benéfico é para a sociedade inteira o compromisso que nasce da fé”, apontou.
Neste tradicional encontro de início de ano com diplomatas de todo o mundo, o Papa manifestou a sua satisfação por “Estados de várias regiões do mundo e de diferentes tradições religiosas, culturais e jurídicas terem escolhido o meio das convenções internacionais”, como a Concordata, “para organizar as relações entre a comunidade política e a Igreja Católica”.
A Santa Sé tem relações diplomáticas com 178 Estados, a que se somam a União Europeia, a Ordem Soberana de Malta e uma missão de carácter especial, o secretariado da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
O Papa falava diante do corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé, fazendo um balanço do ano que passou, em termos de liberdade religiosa no mundo.
Para Bento XVI, reconhecer essa liberdade significa “garantir que as comunidades religiosas possam agir livremente na sociedade, com iniciativas no sector social, caritativo ou educativo”.
“Causa preocupação ver este serviço que as comunidades religiosas prestam a toda a sociedade, particularmente em favor da educação das jovens gerações, comprometido ou dificultado por projectos de lei que correm o risco de criar em matéria escolar, como se constata, por exemplo, em certos países da América Latina”, precisou.
O Papa exortou “todos os governos a promoverem sistemas educativos que respeitem o direito primordial das famílias de decidir sobre a educação dos filhos e que se inspirem no princípio de subsidiariedade, fundamental para organizar uma sociedade justa”.
O discurso de Bento XVI apontou também como “ameaça à liberdade religiosa das famílias nalguns países europeus” a imposição de “cursos de educação sexual ou cívica que propagam concepções da pessoa e da vida pretensamente neutras mas que, na realidade, reflectem uma antropologia contrária à fé e à recta razão”.
Ambas as questões mereceram, em Portugal, críticas de responsáveis católicos perante as determinações recentes do executivo de José Sócrates, particularmente no que diz respeito ao financiamento estatal a estabelecimentos de ensino particulares e cooperativos.
Como fizera na sua viagem ao Reino Unido, em Setembro de 2010, o Papa veio “reafirmar vigorosamente que a religião não constitui um problema para a sociedade, não é um factor de perturbação ou de conflito”.
A este respeito, acrescentou que “a Igreja não procura privilégios, nem deseja intervir em âmbitos alheios à sua missão, mas simplesmente exercer a mesma com liberdade”.
“Emblemática a este respeito é a figura da Beata Madre Teresa de Calcutá”, referiu Bento XVI, lembrando que no centenário do seu nascimento lhe foi “prestada uma vibrante homenagem não só pela Igreja, mas também pelas autoridades civis, os líderes religiosos e pessoas sem conta de todas as confissões”.
“Exemplos como o dela mostram ao mundo quão benéfico é para a sociedade inteira o compromisso que nasce da fé”, apontou.
Neste tradicional encontro de início de ano com diplomatas de todo o mundo, o Papa manifestou a sua satisfação por “Estados de várias regiões do mundo e de diferentes tradições religiosas, culturais e jurídicas terem escolhido o meio das convenções internacionais”, como a Concordata, “para organizar as relações entre a comunidade política e a Igreja Católica”.
A Santa Sé tem relações diplomáticas com 178 Estados, a que se somam a União Europeia, a Ordem Soberana de Malta e uma missão de carácter especial, o secretariado da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
2010: Crise marcou o ano das siglas
A dimensão social e mesmo política da Igreja Católica esteve em destaque num ano de 2010 marcado pela repetição da palavra “crise”, camuflada com siglas - PEC, OE, FMI, TGV, NATO, BPN, IRS, PIB ou BCE.
A criação de um “Fundo Social Solidário”, pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e iniciativas semelhantes em várias dioceses (nalguns casos, já sem recursos para conseguir responder às solicitações) concretizaram preocupações várias vezes manifestadas.
“As medidas de austeridade, para merecerem acolhimento benévolo dos cidadãos, têm de ser acompanhadas de forte intervenção na correcção de desequilíbrios inaceitáveis e de provocantes atentados à justiça social”, referia o comunicado final da assembleia plenária da CEP, em Novembro.
Sucessivas mensagens e intervenções dos bispos, particularmente depois da visita de Bento XVI, em Maio, convergiram, no final do ano, numa mensagem conjunta de Natal em que se aponta o dedo, entre outros, à “a falta de coragem e verdade governativas”.
2010 foi o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social, tentando colocar no centro das preocupações os que “não têm voz na sociedade”, como frisava o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, D. Carlos Azevedo.
Para D. Jorge Ortiga, presidente da CEP, este ano ficou manchado pela ausência de “iniciativas concretas para a verdadeira erradicação da pobreza, com o compromisso dos Estados”.
O aumento do desemprego, as anunciadas medidas de austeridade e o agravamento das condições sociais e económicas levou a um aumento de «novos pobres», acompanhados pelas instituições eclesiais em todo o país.
O olhar da Cáritas Portuguesa esteve ainda sintonizado nas tragédias, tanto em Portugal como no estrangeiro, em particular o Haiti.
O dia 20 de Fevereiro fica na história da Madeira, por força das chuvas torrenciais que destruíram habitações e provocou dezenas de mortos. Mais uma vez, a solidariedade do povo português – através da Cáritas e outras instituições – foi visível, através de bens de toda a ordem.
Além das questões sociais, o ano fica marcado pelas problemáticas da educação. Logo em Janeiro, D. José Policarpo alertava para “nova forma de hegemonia totalitária que se disfarça com as vestes da democracia”, pedindo um sistema educativo menos dependente do Estado.
No segundo semestre do ano, a tensão entre as escolas privadas (Ensino Particular e Cooperativo) e o Ministério da Educação cresceu significativamente, por causa das novas regras de financiamento para os estabelecimentos com contratos de associação.
A CEP, em comunicado, veio a público falar numa situação que, “desde há muito, vem dificultando, em todo o País, a vida e acção destas escolas, levando, de modo progressivo, injusto e programado, ao seu desaparecimento”.
As divergências com o executivo não se ficaram por aqui: no dia 8 de Janeiro, o Parlamento aprovava a proposta do Governo que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, uma “precipitação” segundo o padre Manuel Morujão, porta-voz da CEP, que viu na ausência de referendo sobre esta matéria uma “ferida democrática”.
«O Estado não é dono da família» e «Queremos votar» foram alguns slogans ouvidos numa manifestação em defesa do casamento, em Lisboa, a 20 de Fevereiro. Em Novembro, os cristãos manifestaram-se também, de outra forma: as dioceses portuguesas acederam ao convite de Bento XVI e fizeram uma vigília de oração pela «Vida Nascente».
O ano não se concluiria sem que outra iniciativa do Papa marcasse a vida da Igreja: Bento XVI aprovou a publicação do decreto que comprova um milagre atribuído à Irmã Maria Clara do Menino Jesus (1843-1899). Assim, em 2011, Portugal terá uma nova beata.
A criação de um “Fundo Social Solidário”, pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e iniciativas semelhantes em várias dioceses (nalguns casos, já sem recursos para conseguir responder às solicitações) concretizaram preocupações várias vezes manifestadas.
“As medidas de austeridade, para merecerem acolhimento benévolo dos cidadãos, têm de ser acompanhadas de forte intervenção na correcção de desequilíbrios inaceitáveis e de provocantes atentados à justiça social”, referia o comunicado final da assembleia plenária da CEP, em Novembro.
Sucessivas mensagens e intervenções dos bispos, particularmente depois da visita de Bento XVI, em Maio, convergiram, no final do ano, numa mensagem conjunta de Natal em que se aponta o dedo, entre outros, à “a falta de coragem e verdade governativas”.
2010 foi o Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social, tentando colocar no centro das preocupações os que “não têm voz na sociedade”, como frisava o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, D. Carlos Azevedo.
Para D. Jorge Ortiga, presidente da CEP, este ano ficou manchado pela ausência de “iniciativas concretas para a verdadeira erradicação da pobreza, com o compromisso dos Estados”.
O aumento do desemprego, as anunciadas medidas de austeridade e o agravamento das condições sociais e económicas levou a um aumento de «novos pobres», acompanhados pelas instituições eclesiais em todo o país.
O olhar da Cáritas Portuguesa esteve ainda sintonizado nas tragédias, tanto em Portugal como no estrangeiro, em particular o Haiti.
O dia 20 de Fevereiro fica na história da Madeira, por força das chuvas torrenciais que destruíram habitações e provocou dezenas de mortos. Mais uma vez, a solidariedade do povo português – através da Cáritas e outras instituições – foi visível, através de bens de toda a ordem.
Além das questões sociais, o ano fica marcado pelas problemáticas da educação. Logo em Janeiro, D. José Policarpo alertava para “nova forma de hegemonia totalitária que se disfarça com as vestes da democracia”, pedindo um sistema educativo menos dependente do Estado.
No segundo semestre do ano, a tensão entre as escolas privadas (Ensino Particular e Cooperativo) e o Ministério da Educação cresceu significativamente, por causa das novas regras de financiamento para os estabelecimentos com contratos de associação.
A CEP, em comunicado, veio a público falar numa situação que, “desde há muito, vem dificultando, em todo o País, a vida e acção destas escolas, levando, de modo progressivo, injusto e programado, ao seu desaparecimento”.
As divergências com o executivo não se ficaram por aqui: no dia 8 de Janeiro, o Parlamento aprovava a proposta do Governo que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, uma “precipitação” segundo o padre Manuel Morujão, porta-voz da CEP, que viu na ausência de referendo sobre esta matéria uma “ferida democrática”.
«O Estado não é dono da família» e «Queremos votar» foram alguns slogans ouvidos numa manifestação em defesa do casamento, em Lisboa, a 20 de Fevereiro. Em Novembro, os cristãos manifestaram-se também, de outra forma: as dioceses portuguesas acederam ao convite de Bento XVI e fizeram uma vigília de oração pela «Vida Nascente».
O ano não se concluiria sem que outra iniciativa do Papa marcasse a vida da Igreja: Bento XVI aprovou a publicação do decreto que comprova um milagre atribuído à Irmã Maria Clara do Menino Jesus (1843-1899). Assim, em 2011, Portugal terá uma nova beata.
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2010: pontificado em análise Bento XVI realizou cinco viagens internacionais e quatro na Itália, concedeu uma entrevista considerada histórica.
Bento XVI viveu em 2010 o ano de maior exposição mediática desde a sua eleição, há cinco anos e meio, tendo conseguido em muitas viagens e intervenções públicas ganhar simpatias e redefinir mesmo a sua imagem.
A questão dos abusos sexuais cometidos por membros do clero foi uma sombra permanente sobre o Papa, que lhe procurou fazer frente apelando, por diversas vezes, à necessidade de justiça e de reparação, no seio da Igreja, em colaboração com as autoridades civis.
Em pleno Ano Sacerdotal, não esqueceria as vítimas – com quem se encontrou nas viagens a Malta e ao Reino Unido – nem os “bons sacerdotes” que tiveram de sofrer as consequências desta “humilhação”, como ele próprio referiu, escrevendo ainda aos seminaristas de todo o mundo, para lhes dizer que vale a pena querer ser padre católico nos dias de hoje.
Outro facto marcante foi a publicação de um livro-entrevista, «Luz do Mundo», resultante de uma conversa com o jornalista alemão Peter Seewald, que já antes entrevistara Joseph Ratzinger por duas vezes.
Para lá da polémica provocada pelas declarações sobre o uso do preservativo na prevenção da SIDA, o registo inédito permitiu dar a conhecer Bento XVI e o seu pensamento sobre temas centrais para a Igreja e a sociedade.
A primeira viagem internacional do ano teve como destino Malta (17-18 de Abril de 2010), onde o Papa lançou vários apelos ao respeito pelas raízes cristãs do país, uma mensagem que se estendia também à Europa.
De 11 a 14 de Maio, Bento XVI passou por Lisboa, Fátima e Porto, revelando capacidade de estar próximo das pessoas e de falar para lá das fronteiras da Igreja.
Se Portugal foi uma lição central para perceber o que pensa o Papa sobre o futuro da Igreja, a visita ao Reino Unido (16-19 de Setembro) mostra o que deseja da relação entre a comunidade crente e um mundo crescentemente secularizado.
Num ano em que canonizou seis novos Santos, é a beatificação do cardeal John Henry Newman (1801-1890) que melhor ilustra uma das batalhas centrais de Bento XVI: a busca de uma consciência aberta à verdade, que não funcione como uma instância meramente subjectiva e relativista.
Em Santiago de Compostela e Barcelona (6-7 de Novembro), Joseph Ratzinger retomou as suas preocupações sobre a Europa do século XXI, progressivamente afastada da fé em Deus, escolhendo dois símbolos mundiais: os caminhos de peregrinação, na Galiza, e a basílica de Gaudí, na Catalunha.
Também dentro da Itália se viveram momentos significativos, com a visita pastoral a Turim (2 de Maio), diante do Santo Sudário, e viagem a Palermo, Sicília (3 de Outubro), onde Bento XVI não teve medo de criticar abertamente a Mafia.
Na Itália, o Papa passou também por Sulmona (4 de Julho) e Carpineto Romano (5 de Setembro).
A viagem ao Chipre (4-6 de Junho) funcionou como uma espécie de prelúdio para Sínodo dos Bispos para o Médio Oriente, que meses mais tarde levaria ao Vaticano as preocupações de várias comunidades ameaçadas pela pobreza, o fundamentalismo, a violência e a emigração em massa.
O tema da liberdade religiosa voltaria a estar em destaque na mensagem que o Papa escreveu para o Dia Mundial da Paz 2011, afirmando que os cristãos são as principais vítimas de perseguição por causa da fé, no mundo.
Em Novembro, o Papa publicou a sua segunda exortação apostólica, intitulada «Verbum Domini» (Palavra do Senhor), na qual convida a Igreja e a sociedade actual à redescoberta de Deus.
2010 conclui-se com um problema que não pára de crescer: as tensões entre a Santa Sé e Pequim, que se configuram como um dos maiores desafios do actual pontificado.
No ano que agora se conclui, Bento XVI nomeou quatro novas presidências para a Cúria Romana e criou um novo Conselho Pontifício, criando ainda 24 novos cardeais.
A questão dos abusos sexuais cometidos por membros do clero foi uma sombra permanente sobre o Papa, que lhe procurou fazer frente apelando, por diversas vezes, à necessidade de justiça e de reparação, no seio da Igreja, em colaboração com as autoridades civis.
Em pleno Ano Sacerdotal, não esqueceria as vítimas – com quem se encontrou nas viagens a Malta e ao Reino Unido – nem os “bons sacerdotes” que tiveram de sofrer as consequências desta “humilhação”, como ele próprio referiu, escrevendo ainda aos seminaristas de todo o mundo, para lhes dizer que vale a pena querer ser padre católico nos dias de hoje.
Outro facto marcante foi a publicação de um livro-entrevista, «Luz do Mundo», resultante de uma conversa com o jornalista alemão Peter Seewald, que já antes entrevistara Joseph Ratzinger por duas vezes.
Para lá da polémica provocada pelas declarações sobre o uso do preservativo na prevenção da SIDA, o registo inédito permitiu dar a conhecer Bento XVI e o seu pensamento sobre temas centrais para a Igreja e a sociedade.
A primeira viagem internacional do ano teve como destino Malta (17-18 de Abril de 2010), onde o Papa lançou vários apelos ao respeito pelas raízes cristãs do país, uma mensagem que se estendia também à Europa.
De 11 a 14 de Maio, Bento XVI passou por Lisboa, Fátima e Porto, revelando capacidade de estar próximo das pessoas e de falar para lá das fronteiras da Igreja.
Se Portugal foi uma lição central para perceber o que pensa o Papa sobre o futuro da Igreja, a visita ao Reino Unido (16-19 de Setembro) mostra o que deseja da relação entre a comunidade crente e um mundo crescentemente secularizado.
Num ano em que canonizou seis novos Santos, é a beatificação do cardeal John Henry Newman (1801-1890) que melhor ilustra uma das batalhas centrais de Bento XVI: a busca de uma consciência aberta à verdade, que não funcione como uma instância meramente subjectiva e relativista.
Em Santiago de Compostela e Barcelona (6-7 de Novembro), Joseph Ratzinger retomou as suas preocupações sobre a Europa do século XXI, progressivamente afastada da fé em Deus, escolhendo dois símbolos mundiais: os caminhos de peregrinação, na Galiza, e a basílica de Gaudí, na Catalunha.
Também dentro da Itália se viveram momentos significativos, com a visita pastoral a Turim (2 de Maio), diante do Santo Sudário, e viagem a Palermo, Sicília (3 de Outubro), onde Bento XVI não teve medo de criticar abertamente a Mafia.
Na Itália, o Papa passou também por Sulmona (4 de Julho) e Carpineto Romano (5 de Setembro).
A viagem ao Chipre (4-6 de Junho) funcionou como uma espécie de prelúdio para Sínodo dos Bispos para o Médio Oriente, que meses mais tarde levaria ao Vaticano as preocupações de várias comunidades ameaçadas pela pobreza, o fundamentalismo, a violência e a emigração em massa.
O tema da liberdade religiosa voltaria a estar em destaque na mensagem que o Papa escreveu para o Dia Mundial da Paz 2011, afirmando que os cristãos são as principais vítimas de perseguição por causa da fé, no mundo.
Em Novembro, o Papa publicou a sua segunda exortação apostólica, intitulada «Verbum Domini» (Palavra do Senhor), na qual convida a Igreja e a sociedade actual à redescoberta de Deus.
2010 conclui-se com um problema que não pára de crescer: as tensões entre a Santa Sé e Pequim, que se configuram como um dos maiores desafios do actual pontificado.
No ano que agora se conclui, Bento XVI nomeou quatro novas presidências para a Cúria Romana e criou um novo Conselho Pontifício, criando ainda 24 novos cardeais.
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23 missionários católicos assassinados em 2010 América lidera lista negra, com 15 homicídios, cinco dos quais no Brasil
A Fides, agência do Vaticano para o mundo missionário, revelou que 23 agentes pastorais foram assassinados em 2010, com destaque para o continente americano, com 15 mortes.
O número é inferior ao de 2009 (37 mortes), que tinha sido o mais elevado na última década, mas ultrapassa o registo de 2008 (20).
Na lista divulgada pela Fides encontram-se um bispo, 15 sacerdotes, um religioso, uma religiosa, dois seminaristas e três leigos.
“Esta é apenas a ponta do icebergue de uma situação crítica que atinge cada vez mais a comunidade cristã no mundo”, refere a agência da Congregação para a Evangelização dos Povos.
O caso mais mediático foi o assassinato do bispo italiano Luigi Padovese, presidente da Conferência Episcopal da Turquia, que teve lugar no dia 3 de Junho.
No Iraque, dois sacerdotes perderam a vida no ataque terrorista contra a catedral siro-católica de Bagdad, a 31 de Outubro, que deixou mais de 50 mortos.
As seis mortes na Ásia são ultrapassadas pelas 15 que aconteceram na América, cinco das quais no Brasil.
O elenco destas mortes refere-se não só aos missionários “ad gentes”, mas a todo o pessoal eclesiástico que faleceu de forma violenta ou que sacrificou a sua vida consciente do risco que corria.
A Fides explica que entre os membros desta lista “provisória”, vários “foram vítimas da própria violência que estavam a combater ou da disponibilidade para ir ao encontro dos outros, colocando em segundo plano a sua segurança pessoal”.
Muitos foram assassinados em tentativas de assalto ou sequestro.
Os números da Agência mostram que desde 1980 morreram quase mil missionários, com destaque para as vítimas provocadas pelo genocídio do Ruanda, em 1994. Desde 2001 houve já 253 mortes registadas pela agência do Vaticano.
O número é inferior ao de 2009 (37 mortes), que tinha sido o mais elevado na última década, mas ultrapassa o registo de 2008 (20).
Na lista divulgada pela Fides encontram-se um bispo, 15 sacerdotes, um religioso, uma religiosa, dois seminaristas e três leigos.
“Esta é apenas a ponta do icebergue de uma situação crítica que atinge cada vez mais a comunidade cristã no mundo”, refere a agência da Congregação para a Evangelização dos Povos.
O caso mais mediático foi o assassinato do bispo italiano Luigi Padovese, presidente da Conferência Episcopal da Turquia, que teve lugar no dia 3 de Junho.
No Iraque, dois sacerdotes perderam a vida no ataque terrorista contra a catedral siro-católica de Bagdad, a 31 de Outubro, que deixou mais de 50 mortos.
As seis mortes na Ásia são ultrapassadas pelas 15 que aconteceram na América, cinco das quais no Brasil.
O elenco destas mortes refere-se não só aos missionários “ad gentes”, mas a todo o pessoal eclesiástico que faleceu de forma violenta ou que sacrificou a sua vida consciente do risco que corria.
A Fides explica que entre os membros desta lista “provisória”, vários “foram vítimas da própria violência que estavam a combater ou da disponibilidade para ir ao encontro dos outros, colocando em segundo plano a sua segurança pessoal”.
Muitos foram assassinados em tentativas de assalto ou sequestro.
Os números da Agência mostram que desde 1980 morreram quase mil missionários, com destaque para as vítimas provocadas pelo genocídio do Ruanda, em 1994. Desde 2001 houve já 253 mortes registadas pela agência do Vaticano.
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Papa recebeu «pequenos cantores» de todo o mundo
Bento XVI recebeu esta Quinta-feira, no Vaticano, um grupo de pequenos cantores, vindos de todo o mundo, incluindo Portugal.
No seu discurso, em várias línguas, o Papa disse que “o canto, que exprime o amor de Deus pelo homem e do homem por Deus, é um serviço que contribui para aumentar a fé da Igreja inteira”.
Milhares de rapazes e raparigas participaram, em Roma e no Vaticano, no 36.º congresso da federação internacional dos «Pueri Cantores».
“A minha afectuosa saudação também para os «pequenos cantores» vindos de Portugal. Agradeço-vos o precioso serviço que realizais, animando com o canto as celebrações litúrgicas”, disse Bento XVI, em português.
No seu discurso, em várias línguas, o Papa disse que “o canto, que exprime o amor de Deus pelo homem e do homem por Deus, é um serviço que contribui para aumentar a fé da Igreja inteira”.
Milhares de rapazes e raparigas participaram, em Roma e no Vaticano, no 36.º congresso da federação internacional dos «Pueri Cantores».
“A minha afectuosa saudação também para os «pequenos cantores» vindos de Portugal. Agradeço-vos o precioso serviço que realizais, animando com o canto as celebrações litúrgicas”, disse Bento XVI, em português.
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Papa convida a redescobrir «obediência a Deus» Última audiência de 2010, 45ª do ano, dedicada a santa do século XV
Bento XVI convidou hoje os cristãos a deixarem-se “guiar sempre por Deus”, na úlima audiência pública de 2010, no Vaticano.
Numa catequese dedicada a Catarinha de Bolonha (1413-1463), santa italiana, o Papa disse que os fiéis são chamados a “cumprir todos os dias” a vontade de Deus, “mesmo se, muitas vezes, não corresponde aos nossos projectos”.
“Nesta perspectiva, santa Catarina convida-nos a redescobrir o valor da virtude da obediência”, afirmou.
Santa Catarina de Bolonha foi canonizada pelo Papa Clemente XI, em 1712.
Em português, o actual Papa lembrou-a como “uma mulher de vasta cultura, mas muito humilde”.
“Catarina deixou-nos um belo programa de vida espiritual, na sua obra «As Sete Armas Espirituais», que são: procurar solicitamente cumprir o bem; acreditar que, sozinhos, não poderemos jamais fazer algo de verdadeiramente bom; confiar em Deus e, por amor d’Ele, nunca temer a batalha contra o mal, tanto fora como dentro de nós mesmos”, elencou.
Bento XVI lembrou ainda as recomendações da Santa para “meditar muitas vezes nos factos e nas palavras da vida de Jesus, sobretudo na sua paixão e morte; recordar-nos que temos de morrer; manter viva na mente a lembrança dos bens do Paraíso; ter familiaridade com a Sagrada Escritura, trazendo-a sempre no coração, para que oriente todos os nossos pensamentos e acções”.
Aos peregrinos de língua portuguesa, o Papa deixou uma “saudação de boas vindas”, em particular para o grupo de Escuteiros de Penedono, de Portugal, desejando “abundantes dons de graça e paz do Deus Menino”.
Numa catequese dedicada a Catarinha de Bolonha (1413-1463), santa italiana, o Papa disse que os fiéis são chamados a “cumprir todos os dias” a vontade de Deus, “mesmo se, muitas vezes, não corresponde aos nossos projectos”.
“Nesta perspectiva, santa Catarina convida-nos a redescobrir o valor da virtude da obediência”, afirmou.
Santa Catarina de Bolonha foi canonizada pelo Papa Clemente XI, em 1712.
Em português, o actual Papa lembrou-a como “uma mulher de vasta cultura, mas muito humilde”.
“Catarina deixou-nos um belo programa de vida espiritual, na sua obra «As Sete Armas Espirituais», que são: procurar solicitamente cumprir o bem; acreditar que, sozinhos, não poderemos jamais fazer algo de verdadeiramente bom; confiar em Deus e, por amor d’Ele, nunca temer a batalha contra o mal, tanto fora como dentro de nós mesmos”, elencou.
Bento XVI lembrou ainda as recomendações da Santa para “meditar muitas vezes nos factos e nas palavras da vida de Jesus, sobretudo na sua paixão e morte; recordar-nos que temos de morrer; manter viva na mente a lembrança dos bens do Paraíso; ter familiaridade com a Sagrada Escritura, trazendo-a sempre no coração, para que oriente todos os nossos pensamentos e acções”.
Aos peregrinos de língua portuguesa, o Papa deixou uma “saudação de boas vindas”, em particular para o grupo de Escuteiros de Penedono, de Portugal, desejando “abundantes dons de graça e paz do Deus Menino”.
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Rio Paraíba do Sul em 10,10m: famílias ribeirinhas são encaminhadas para abrigo
Fonte: Site Ururau
Primeira comunidade a ser afetada pela cheia do Rio Paraíba do Sul, em Campos dos Goytacazes, Norte do Estado do Rio de Janeiro, a Ilha do Cunha sentiu mais uma vez os efeitos das chuvas. Com o aumento do nível, a água atingiu as primeiras casas 25 famílias foram removidas na manhã desta quarta-feira (29/12), para o Colégio 29 de maio.
A Defesa Civil em conjunto com a Secretaria de Promoção Social e outras secretarias municipais que dão apoio, atendem as famílias que levam o que podem tentando salvar móveis e eletrodomésticos.
Às 16h o nível chegou a 9,90m, às 18h a medição era de 10m e a subida continua em 10cm a cada duas horas, às 20h o nível chegou a 10,10m. E o nível dos demais rios ainda está subindo.
Pela manhã, a preocupação apresentada pelo Major Pessanha, subcomandante da Defesa Civil de Campos, é que o Rio Muriaé em Itaperuna subiu 1,07 em quatro horas na manhã desta quarta-feira (29/12). O rio estava com 4,80m às 8h e às 12h chegou aos 5,87m.
Uma equipe da Defesa Civil está de prontidão na localidade de Três Vendas, que é sempre a primeira a sofrer os danos com a cheia do Muriaé. Outra preocupação nesta região é com o dique de Santa Bárbara que sofre ameça de rompimento. O Muriaé é um dos principais afluentes do Paraíba.
Santo Eduardo
Em Santo Eduardo 20 famílias tiveram suas residências atingidas pela água. A defesa Civil esteve no local e realizou um cadastro. Agora os moradores vão receber assistência da Secretaria de Família e assistência social.
Ururaí
Em Ururaí a situação está controlada. As ruas atingidas pela chuva foram drenadas com bombas. Caso volte a chover pode ser que sejam necessárias novas ações.
Murundu
Na localidade de Murundu a Defesa Civil e a Promoção Social estão avaliando a situação de cerca de 40 famílias que estão desalojados em casa de amigos e parentes, para saber quais são as famílias que precisarão ir para escolas.
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Primeira comunidade a ser afetada pela cheia do Rio Paraíba do Sul, em Campos dos Goytacazes, Norte do Estado do Rio de Janeiro, a Ilha do Cunha sentiu mais uma vez os efeitos das chuvas. Com o aumento do nível, a água atingiu as primeiras casas 25 famílias foram removidas na manhã desta quarta-feira (29/12), para o Colégio 29 de maio.
A Defesa Civil em conjunto com a Secretaria de Promoção Social e outras secretarias municipais que dão apoio, atendem as famílias que levam o que podem tentando salvar móveis e eletrodomésticos.
Às 16h o nível chegou a 9,90m, às 18h a medição era de 10m e a subida continua em 10cm a cada duas horas, às 20h o nível chegou a 10,10m. E o nível dos demais rios ainda está subindo.
Pela manhã, a preocupação apresentada pelo Major Pessanha, subcomandante da Defesa Civil de Campos, é que o Rio Muriaé em Itaperuna subiu 1,07 em quatro horas na manhã desta quarta-feira (29/12). O rio estava com 4,80m às 8h e às 12h chegou aos 5,87m.
Uma equipe da Defesa Civil está de prontidão na localidade de Três Vendas, que é sempre a primeira a sofrer os danos com a cheia do Muriaé. Outra preocupação nesta região é com o dique de Santa Bárbara que sofre ameça de rompimento. O Muriaé é um dos principais afluentes do Paraíba.
Santo Eduardo
Em Santo Eduardo 20 famílias tiveram suas residências atingidas pela água. A defesa Civil esteve no local e realizou um cadastro. Agora os moradores vão receber assistência da Secretaria de Família e assistência social.
Ururaí
Em Ururaí a situação está controlada. As ruas atingidas pela chuva foram drenadas com bombas. Caso volte a chover pode ser que sejam necessárias novas ações.
Murundu
Na localidade de Murundu a Defesa Civil e a Promoção Social estão avaliando a situação de cerca de 40 famílias que estão desalojados em casa de amigos e parentes, para saber quais são as famílias que precisarão ir para escolas.
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domingo, 26 de dezembro de 2010
Heresia Moderna nº 3 - Trabalho como agente de pastoral, dou minha vida, dou meu sangue para a Igreja, mas não preciso de formação.
Leniéverson Azeredo Gomes
“ Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra” .Esse é um trecho da 2ª Carta de São Paulo ao povo de Timóteo e expressa a identidade e o sentido da Palavra de Deus.Além de mostrar, o papel da Verdade revelada na construção de um homem santo e imitador de Cristo.
Isso concorda com o artigo 25, a Constituição Dogmática “Dei Verbum”, que chama a atenção de “todos os fiéis cristãos (...) para que façam leitura freqüente das divinas Escrituras e aprendam ‘ a eminente ciência de Jesus Cristo’ (Fl 3,8). ‘Com efeito, ignorar as Escrituras é ignorar Cristo’”.
É muito comum, nos cursos de formação cristã, concluir, não-raro em pregações, a falta de conteúdo de muitos cristãos católicos. Notoriamente a bíblia, para esses cristãos se torna um livro de enfeite no armário, na estante, em cima da escrivaninha, sendo lida muito pouco ou nada dela.
Mas se você pensa que isso é uma característica apenas de quem não “trabalha na Igreja”, está errado. Isso acontece também com quem desempenha funções pastorais. Diante da gravidade dessa situação, consideramos que não buscar formação bíblico-teológico para ser um bom cristão, é o pai de todas as heresias antigas e as modernas descritas neste blog.
Seria a mesma coisa de um ator, não estudar, por exemplo, o método de Stanilawski para atuar, um médico não saber rudimentos de anatomia, um jornalista – como o autor deste blog - não saber, por exemplo, conhecimentos importantes do idioma de Camões (Língua Portuguesa).
Os membros da Igreja, que, ao se lembrar da palavra de Cristo aos seus apóstolos: “Quem vos ouve, a mim ouve”.(Lc 10,16), acabam recebendo com mais docilidade os ensinamentos e as diretrizes da Igreja, afirma o parágrafo 87 do Catecismo da Igreja Católica.
Vejamos algumas pontuações importantes das Sagradas Escrituras para que nós sejamos cristãos católicos de fato e melhores agentes de pastorais.
Para o Sacrossanctum Concilium, em seu artigo 24, “É máxima a importância das Sagradas Escrituras, pois dela são tirados os textos que se lêem e que são explicados na homilia e os salmos cantados, na celebração da liturgia. É de sua inspiração que surgiram as preces, a orações e os hinos litúrgicos. É dela também que as ações e os símbolos tiram a sua explicação”.
Em paralelo, a Gaudium et Spes, assegura que é pela contemplação e estudo dos que crêem, os quais as meditam em seu coração, e em especial, “ a pesquisa bíblica e teológica, é que se pode aprofundar o conhecimento da palavra revelada”.”Deus quer todos sejam salvos e tenham conhecimento da verdade” (I Tm 2,4), mas alguns prefere estar e não estar na Igreja.Estão fisicamente, mas não estão pastoralmente e eucaristicamente.
Por outro lado, a Teologia da Prosperidade, com sua dinâmica tem colaborado para uma nova interpretação do ser cristão.É claro, que nas seitas neo-pentecostais há membros ativos, por exemplo na Igreja Universal do Reino de Deus, são chamados de obreiros.Mas as pessoas vão nessas denominações, não para conhecer o Jesus que cura, mas sim, as curas, os milagres e bênçãos financeiras de Jesus.
Se transportamos isso para a nossa Igreja Católica, vamos perceber essa tendência, sobretudo em Igrejas que realizam as chamadas missas de cura e libertação da Renovação Carismática Católica.Nesse caso, segundo alguns especialistas em comportamento Cristão, toda essa visão sobre Deus pode resultar em pelo menos duas coisas: a mais óbvia que é uma relação de interesse para com Deus ou em casos mais graves pode gerar a apostasia (repúdio total a fé cristã), sendo este último ocasionado pelo fato de acontecer uma frustração por Deus não promover a benção que pediu a Cristo.
Se retomarmos o primeiro parágrafo deste artigo, chegaremos a conclusão que para sermos cristãos melhores dentro da Igreja, temos que conhecer a Palavra de Deus que é a base da Doutrina Católica. É conhecendo esta verdade, que estaremos libertos e poderemos amar cada vez mais e de forma comprometida, esta Igreja fundada pelo Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus.
“ Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra” .Esse é um trecho da 2ª Carta de São Paulo ao povo de Timóteo e expressa a identidade e o sentido da Palavra de Deus.Além de mostrar, o papel da Verdade revelada na construção de um homem santo e imitador de Cristo.
Isso concorda com o artigo 25, a Constituição Dogmática “Dei Verbum”, que chama a atenção de “todos os fiéis cristãos (...) para que façam leitura freqüente das divinas Escrituras e aprendam ‘ a eminente ciência de Jesus Cristo’ (Fl 3,8). ‘Com efeito, ignorar as Escrituras é ignorar Cristo’”.
É muito comum, nos cursos de formação cristã, concluir, não-raro em pregações, a falta de conteúdo de muitos cristãos católicos. Notoriamente a bíblia, para esses cristãos se torna um livro de enfeite no armário, na estante, em cima da escrivaninha, sendo lida muito pouco ou nada dela.
Mas se você pensa que isso é uma característica apenas de quem não “trabalha na Igreja”, está errado. Isso acontece também com quem desempenha funções pastorais. Diante da gravidade dessa situação, consideramos que não buscar formação bíblico-teológico para ser um bom cristão, é o pai de todas as heresias antigas e as modernas descritas neste blog.
Seria a mesma coisa de um ator, não estudar, por exemplo, o método de Stanilawski para atuar, um médico não saber rudimentos de anatomia, um jornalista – como o autor deste blog - não saber, por exemplo, conhecimentos importantes do idioma de Camões (Língua Portuguesa).
Os membros da Igreja, que, ao se lembrar da palavra de Cristo aos seus apóstolos: “Quem vos ouve, a mim ouve”.(Lc 10,16), acabam recebendo com mais docilidade os ensinamentos e as diretrizes da Igreja, afirma o parágrafo 87 do Catecismo da Igreja Católica.
Vejamos algumas pontuações importantes das Sagradas Escrituras para que nós sejamos cristãos católicos de fato e melhores agentes de pastorais.
Para o Sacrossanctum Concilium, em seu artigo 24, “É máxima a importância das Sagradas Escrituras, pois dela são tirados os textos que se lêem e que são explicados na homilia e os salmos cantados, na celebração da liturgia. É de sua inspiração que surgiram as preces, a orações e os hinos litúrgicos. É dela também que as ações e os símbolos tiram a sua explicação”.
Em paralelo, a Gaudium et Spes, assegura que é pela contemplação e estudo dos que crêem, os quais as meditam em seu coração, e em especial, “ a pesquisa bíblica e teológica, é que se pode aprofundar o conhecimento da palavra revelada”.”Deus quer todos sejam salvos e tenham conhecimento da verdade” (I Tm 2,4), mas alguns prefere estar e não estar na Igreja.Estão fisicamente, mas não estão pastoralmente e eucaristicamente.
Por outro lado, a Teologia da Prosperidade, com sua dinâmica tem colaborado para uma nova interpretação do ser cristão.É claro, que nas seitas neo-pentecostais há membros ativos, por exemplo na Igreja Universal do Reino de Deus, são chamados de obreiros.Mas as pessoas vão nessas denominações, não para conhecer o Jesus que cura, mas sim, as curas, os milagres e bênçãos financeiras de Jesus.
Se transportamos isso para a nossa Igreja Católica, vamos perceber essa tendência, sobretudo em Igrejas que realizam as chamadas missas de cura e libertação da Renovação Carismática Católica.Nesse caso, segundo alguns especialistas em comportamento Cristão, toda essa visão sobre Deus pode resultar em pelo menos duas coisas: a mais óbvia que é uma relação de interesse para com Deus ou em casos mais graves pode gerar a apostasia (repúdio total a fé cristã), sendo este último ocasionado pelo fato de acontecer uma frustração por Deus não promover a benção que pediu a Cristo.
Se retomarmos o primeiro parágrafo deste artigo, chegaremos a conclusão que para sermos cristãos melhores dentro da Igreja, temos que conhecer a Palavra de Deus que é a base da Doutrina Católica. É conhecendo esta verdade, que estaremos libertos e poderemos amar cada vez mais e de forma comprometida, esta Igreja fundada pelo Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus.
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Heresia Moderna nº 2 - Eu cumpro tudo que a primeira Lei da Igreja diz que é: assistir a missa inteira aos domingos e guardar os dias de festa, portan
Leniéverson Azeredo Gomes
Entre a Ação de Graças e a Benção Final nas Santas Missas está lá, o anunciador dos avisos da comunidade. Além da programação semanal da capela, a de nível paroquiana ou diocesana, o informante dos lembretes, também relata à assembléia, sobre a necessidade de se ter mais agentes de pastorais – leia-se convite informal ou de boca.Quando a Igreja está cheia, o “fazedor” de convite fica sorrindo de orelha a orelha, esperando mais respostas “Sim” do que respostas “Não”.Frustração, ao final da missa ninguém se voluntariou para trabalhar na pastoral da liturgia; catequese; música, da Criança, etc.
Se lugar onde você freqüenta passa por isso, não se assuste e não se descabele. É uma tendência cada vez mais freqüente no mundo católico atual – mas que não devemos considerar isso normal ou não procurar rezar para mudar. Independente de polêmica vamos juntos problematizar a questão.
A primeira Lei da Igreja descrita no título deste artigo, diz que devemos assistir missa inteira aos domingos e guardar dias de festa – em todos os dois casos tratar como uma atitude de preceito ou uma regra a ser cumprida. A missa ou celebração eucarística, como é de sabedoria ou dever-se-ia saber, é o momento onde se realiza o Santo Sacrifício, onde se atualiza o único sacrifício de Cristo, que se deu na cruz por nós e; cada membro da assembléia visível – descrito no artigo anterior – deve oferecer algo a Igreja. São sacrifícios de louvores, da Missa, espirituais, puro e santo, pois realiza e supera todos os sacrifícios narrados no Antigo Testamento.
Veja a Santa Missa nos recorda o momento em que o Filho do Homem, Jesus Cristo se deu no madeiro para a remissão dos pecados do mundo. No Antigo Testamento, o profeta Isaias, no capítulo 43, versículo 4, fala de um Deus que sempre é capaz de trocar reinos por nós.E Jesus, seu filho fez a mesma coisa, trocou a possibilidade de se salvar, diante da narrativa de sua Paixão e Morte, para a redenção da humanidade.
A Celebração Eucarística,, como foi descrito nos lembra, nos atualiza, nos recorda desse grande mistério da salvação e sacrifício de Cristo. Quando se acaba uma santa missa, o sacerdote faz a Benção Final, que nada mais, nada menos é um envio a missão – daí, também, se explica a origem da palavra missa (missio, missão). Vejam um trecho de uma das formulas da benção. “(...) Levai a todos a alegria do Senhor ressucitado.Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe”.
Porque certas pessoas insistem em não aceitar ou atender o chamado d´Ele, para ser serem seus imitadores e se sacrificarem pela Igreja também? Na capela, onde o autor deste artigo freqüenta (Capela Santa Rita de Cássia, Paróquia São Vicente de Paulo – Diocese de Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro), nos fornece algumas respostas a essa pergunta que não quer calar.As pessoas costumam dizer que não tem tempo, que fazem isso, que fazem aquilo, são ocupações diversas.Nem mesmo o apelo do pároco tem surtido efeito.
Coincidentemente na Assembléia Diocesana, realizada em Campos dos Goytacazes, em dezembro de 2010, onde se reuniu representantes das 39 paróquias espalhadas pelas 13 cidades que englobam a diocese, foi discutida entre outras coisas, o fato de membros das comunidades diocesanas estarem em inúmeras pastorais - alguns estão até em cinco. É um acúmulo de funções, em decorrência desse panorama nada agradável.
Mas a diocese fluminense tem se mexido para melhorar este cenário ruim. Já em 2011, a diocese irá criar estratégias para a evangelização de jovens, casais e a formação pastoral. (questão última que será abordado em outro artigo), baseado no mais recente documento pontifício sinodal Verbum Domini.Além do mais, o curso de crisma – que por essência reaviva o senso de pertença a Igreja – tem introduzido temas ligados a importância de se fazer parte de pastorais e até a realização de Seminários de Vida no Espírito da Renovação Carismática Católica .
Concluindo, apesar da realidade aparentemente desoladora, a Igreja de Cristo, não pode se curvar, porque as portas do inferno jamais prevalecerão sobre ela.
Entre a Ação de Graças e a Benção Final nas Santas Missas está lá, o anunciador dos avisos da comunidade. Além da programação semanal da capela, a de nível paroquiana ou diocesana, o informante dos lembretes, também relata à assembléia, sobre a necessidade de se ter mais agentes de pastorais – leia-se convite informal ou de boca.Quando a Igreja está cheia, o “fazedor” de convite fica sorrindo de orelha a orelha, esperando mais respostas “Sim” do que respostas “Não”.Frustração, ao final da missa ninguém se voluntariou para trabalhar na pastoral da liturgia; catequese; música, da Criança, etc.
Se lugar onde você freqüenta passa por isso, não se assuste e não se descabele. É uma tendência cada vez mais freqüente no mundo católico atual – mas que não devemos considerar isso normal ou não procurar rezar para mudar. Independente de polêmica vamos juntos problematizar a questão.
A primeira Lei da Igreja descrita no título deste artigo, diz que devemos assistir missa inteira aos domingos e guardar dias de festa – em todos os dois casos tratar como uma atitude de preceito ou uma regra a ser cumprida. A missa ou celebração eucarística, como é de sabedoria ou dever-se-ia saber, é o momento onde se realiza o Santo Sacrifício, onde se atualiza o único sacrifício de Cristo, que se deu na cruz por nós e; cada membro da assembléia visível – descrito no artigo anterior – deve oferecer algo a Igreja. São sacrifícios de louvores, da Missa, espirituais, puro e santo, pois realiza e supera todos os sacrifícios narrados no Antigo Testamento.
Veja a Santa Missa nos recorda o momento em que o Filho do Homem, Jesus Cristo se deu no madeiro para a remissão dos pecados do mundo. No Antigo Testamento, o profeta Isaias, no capítulo 43, versículo 4, fala de um Deus que sempre é capaz de trocar reinos por nós.E Jesus, seu filho fez a mesma coisa, trocou a possibilidade de se salvar, diante da narrativa de sua Paixão e Morte, para a redenção da humanidade.
A Celebração Eucarística,, como foi descrito nos lembra, nos atualiza, nos recorda desse grande mistério da salvação e sacrifício de Cristo. Quando se acaba uma santa missa, o sacerdote faz a Benção Final, que nada mais, nada menos é um envio a missão – daí, também, se explica a origem da palavra missa (missio, missão). Vejam um trecho de uma das formulas da benção. “(...) Levai a todos a alegria do Senhor ressucitado.Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe”.
Porque certas pessoas insistem em não aceitar ou atender o chamado d´Ele, para ser serem seus imitadores e se sacrificarem pela Igreja também? Na capela, onde o autor deste artigo freqüenta (Capela Santa Rita de Cássia, Paróquia São Vicente de Paulo – Diocese de Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro), nos fornece algumas respostas a essa pergunta que não quer calar.As pessoas costumam dizer que não tem tempo, que fazem isso, que fazem aquilo, são ocupações diversas.Nem mesmo o apelo do pároco tem surtido efeito.
Coincidentemente na Assembléia Diocesana, realizada em Campos dos Goytacazes, em dezembro de 2010, onde se reuniu representantes das 39 paróquias espalhadas pelas 13 cidades que englobam a diocese, foi discutida entre outras coisas, o fato de membros das comunidades diocesanas estarem em inúmeras pastorais - alguns estão até em cinco. É um acúmulo de funções, em decorrência desse panorama nada agradável.
Mas a diocese fluminense tem se mexido para melhorar este cenário ruim. Já em 2011, a diocese irá criar estratégias para a evangelização de jovens, casais e a formação pastoral. (questão última que será abordado em outro artigo), baseado no mais recente documento pontifício sinodal Verbum Domini.Além do mais, o curso de crisma – que por essência reaviva o senso de pertença a Igreja – tem introduzido temas ligados a importância de se fazer parte de pastorais e até a realização de Seminários de Vida no Espírito da Renovação Carismática Católica .
Concluindo, apesar da realidade aparentemente desoladora, a Igreja de Cristo, não pode se curvar, porque as portas do inferno jamais prevalecerão sobre ela.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Heresia Moderna nº 1 - Sou batizado como católico, mas não preciso ir à Igreja para demonstrar a minha fé.
Leniéverson Azeredo Gomes
Ninguém é uma ilha solitária em si mesma. Os primeiros cristãos entendiam muito bem isso, podendo ser verificado na narrativa dos Atos dos Apóstolos, capítulo 2, nos versículo 42,44 e 46. Os três versículos nos mostram que uma das virtudes dessa comunidade era busca pela unidade e o prazer que cada integrante tinham ao comparecer no Templo.
A palavra Igreja, retoma anaforicamente, ou seja, o parágrafo anterior, quando analisamos o seu sentido etimológico (origem da palavra).De acordo, com o livro “A Igreja do Povo de Deus, escrito pelo Frei Batistini, o termo Igreja, vem do grego Ecclesia, que significa união, reunião, assembléia religiosa do Povo de Deus. Para Batistini, ela, a Igreja é o Povo de Deus em marcha a casa do Pai.Esse povo de Deus, acrescenta Batistini são aqueles que receberam o Santo Sacramento do Batismo.
De fato, o Batismo, automaticamente, nos liga a uma rede de fiéis, obviamente, também, batizados em todo o mundo. Com efeito, dizer que, após ser batizado na Igreja Católica, pode-se viver a fé, em casa de forma solitária, sem precisar ir ao Templo Santo, é, com todas as letras, um ledo engano, pois a pessoa não fará parte do elemento visível ou do corpo de fiéis da Igreja Católica Romana.
No evangelho de São João, capitulo 17, versículos 20 seguintes, mostra Jesus exigindo pela união daqueles que acreditavam n´Ele, quando deseja que “todos sejam um, assim como o Pai, Deus, está n´Ele, Jesus, e o Pai n´Ele, de forma que, o mundo creia que tu, Deus, me enviaste..Ao implorar isso, Jesus queria dizer que, com essa união dos fíéis, resultasse em perfeição e, a partir dessa perfeição, todos pudessem ver a Shekinah – a glória concedida por Cristo.
Até mesmo, quando Jesus mandava seus discípulos e os demais seguidores em missão, os enviava de dois em dois, nunca evangelizar sozinho. Essa era sabedoria divina, quando dois ou mais estiverem em nome de Cristo, o mesmo Cristo estará no meio desses dois ou mais seguidores fiéis.
O Filho de Deus tinha esse raciocínio porque compreendia que os crentes reunidos, viviam na comunhão dos santos. De acordo com Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 948, a comunhão dos santos, inserida na oração do Creio, significa que a assembléia de fiéis é alimentada pelo Corpo e Sangue de Cristo a fim de crescer na comunhão do Espírito Santo (Koinonia) e comunicá-lo ao mundo, como paráclito e consolador.
Portanto, não dá para entender, porque um crente quer professar a sua fé de forma isolada, preferindo falar com Deus recluso em sua própria casa?Seria fobia social? Mas antes é preciso entender o que vem a ser isso. Segundo o Wikipedia, fobia social é, nada mais, nada menos quando o portador dessa fobia precisa interagir com outras pessoas, realizar desempenhos sob observação ou participar de atividades sociais. Tudo isso ocorre até o ponto de interferir na maneira de viver de quem a sofre.
Grosso modo, os que costumam rezar só em casa, não tem um quadro de fobia social, muito pelo contrário, trabalham em grupo, tem uma vida social bastante ativa. O problema se resume apenas a vida de fé e o portador não aceita qualquer conselho que o oriente a mudar de postura, acarretando assim, numa heresia.
Ninguém é uma ilha solitária em si mesma. Os primeiros cristãos entendiam muito bem isso, podendo ser verificado na narrativa dos Atos dos Apóstolos, capítulo 2, nos versículo 42,44 e 46. Os três versículos nos mostram que uma das virtudes dessa comunidade era busca pela unidade e o prazer que cada integrante tinham ao comparecer no Templo.
A palavra Igreja, retoma anaforicamente, ou seja, o parágrafo anterior, quando analisamos o seu sentido etimológico (origem da palavra).De acordo, com o livro “A Igreja do Povo de Deus, escrito pelo Frei Batistini, o termo Igreja, vem do grego Ecclesia, que significa união, reunião, assembléia religiosa do Povo de Deus. Para Batistini, ela, a Igreja é o Povo de Deus em marcha a casa do Pai.Esse povo de Deus, acrescenta Batistini são aqueles que receberam o Santo Sacramento do Batismo.
De fato, o Batismo, automaticamente, nos liga a uma rede de fiéis, obviamente, também, batizados em todo o mundo. Com efeito, dizer que, após ser batizado na Igreja Católica, pode-se viver a fé, em casa de forma solitária, sem precisar ir ao Templo Santo, é, com todas as letras, um ledo engano, pois a pessoa não fará parte do elemento visível ou do corpo de fiéis da Igreja Católica Romana.
No evangelho de São João, capitulo 17, versículos 20 seguintes, mostra Jesus exigindo pela união daqueles que acreditavam n´Ele, quando deseja que “todos sejam um, assim como o Pai, Deus, está n´Ele, Jesus, e o Pai n´Ele, de forma que, o mundo creia que tu, Deus, me enviaste..Ao implorar isso, Jesus queria dizer que, com essa união dos fíéis, resultasse em perfeição e, a partir dessa perfeição, todos pudessem ver a Shekinah – a glória concedida por Cristo.
Até mesmo, quando Jesus mandava seus discípulos e os demais seguidores em missão, os enviava de dois em dois, nunca evangelizar sozinho. Essa era sabedoria divina, quando dois ou mais estiverem em nome de Cristo, o mesmo Cristo estará no meio desses dois ou mais seguidores fiéis.
O Filho de Deus tinha esse raciocínio porque compreendia que os crentes reunidos, viviam na comunhão dos santos. De acordo com Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 948, a comunhão dos santos, inserida na oração do Creio, significa que a assembléia de fiéis é alimentada pelo Corpo e Sangue de Cristo a fim de crescer na comunhão do Espírito Santo (Koinonia) e comunicá-lo ao mundo, como paráclito e consolador.
Portanto, não dá para entender, porque um crente quer professar a sua fé de forma isolada, preferindo falar com Deus recluso em sua própria casa?Seria fobia social? Mas antes é preciso entender o que vem a ser isso. Segundo o Wikipedia, fobia social é, nada mais, nada menos quando o portador dessa fobia precisa interagir com outras pessoas, realizar desempenhos sob observação ou participar de atividades sociais. Tudo isso ocorre até o ponto de interferir na maneira de viver de quem a sofre.
Grosso modo, os que costumam rezar só em casa, não tem um quadro de fobia social, muito pelo contrário, trabalham em grupo, tem uma vida social bastante ativa. O problema se resume apenas a vida de fé e o portador não aceita qualquer conselho que o oriente a mudar de postura, acarretando assim, numa heresia.
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Blog Católico do Leniéverson
às
12:42
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