quarta-feira, 8 de junho de 2011

Diocese de Campos dos Goytacazes anuncia nome de novo bispo.


Leniéverson Azeredo Gomes




A Diocese de Campos dos Goytacazes (RJ) anunciou em entrevista coletiva, na manhã de quarta-feira, dia 8, o nome do bispo substituto do campista Dom Roberto Gomes Guimarães, que chefiou o rebanho da Igreja Católica nas regiões norte e noroeste fluminense por 15 anos e que, pelo código de direito canônico teve que apresentar ao Papa Bento XVI, carta de renúncia após completar 75 anos.
Trata-se do Uruguaio, Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, 58 anos, que até então era Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Niterói (RJ).
Ordenado Sacerdote em 16 de dezembro de 1989, na arquidiocese de Porto Alégre (RS), o novo bispo foi vigário paroquial da Paróquia São Luís Gonzaga, em Porto Alegre (1990-1991); Professor de Direito Canônico na Pontifícia Universidade Católica e no Seminário Maior de Viamão (1990-1996); Juiz do Tribunal Eclesiástico (1990-2006); pároco da Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Porto Alegre (1992-2007); Membro Conselheiro do Serviço Interconfessional de Aconselhamento (SICA); Diretor Espiritual Regional do “Encontro de Casais com Cristo - ECC”, no Rio Grande do Sul e Santa Catarina (1995 a 2007); Coordenador Pastoral do Vicariato da Cultura; Vigário Judicial do Tribunal Interdiocesano Regional de 2ª Instância (2006-2007); Responsável pelo Setor do Ecumenismo e do Diálogo Interreligioso; Presidente da Comissão Arquidiocesana para as Comunicações Sociais; Supervisor Teológico do Jornal “Novo Milênio” e Membro do Conselho de Presbíteros e do Colégio dos Consultores da Arquidiocese de Porto Alegre; delegado arquidiocesano na Comissão Regional de Ecumenismo, coordenador de Pastoral da Área Petrópolis.
Foi ainda assistente eclesiástico da Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa; Membro fundador do Movimento de Profissionais Católicos, da Associação de Juristas Católicos, do Grupo de Diálogo interreligioso em Porto Alegre e membro da Associação Brasileira de Canonistas; Secretário do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Cardiologia de Porto Alegre.
Nomeado com o lema episcopal“In libertatem vocati estis”.Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Niterói com a sede titular de Accia, em 19 de dezembro de 2007, foi ordenado Bispo na Catedral Metropolitana de Porto Alegre, no dia 22 de fevereiro de 2008, por Dom Frei Alano Maria Pena OP, e apresentado na Arquidiocese de Niterói no dia 03 de março de 2008.
Dom Roberto Francisco Paz tomará posse na Catedral Diocesana, situada na Praça São Salvador, no dia 30 de julho em horário a ser definido pelo bispado.Até a posse, Dom Roberto Gomes Guimarães atuará como administrador apostólico.
O novo bispo, receberá de Dom Roberto Gomes Guimarães um rebanho formado por 50 paróquias e a missão de conduzir pastoralmente 70 padres diocesanos - sendo 49 ordenados pelo agora bispo emérito - e outros 16 sacerdotes de ordens reigiosas. que estavam presentes na pequena sala do Centro Diocesano.
Para Dom Roberto Francisco, um dos principais desafios a frente da diocese é a defesa da família tradicional.
"Num mundo onde a família tradicional é atacada, contra o evangellho de Cristo, temos que defendê-la.Inclusive, pretendo incentivar bancadas católicas nas câmaras municipais nos municípios da área de jurisdição da diocese e, também, como eu costumava fazer na Região dos Lagos, passeatas em defesa da familia", afirma o novo bispo.

Nota da CNBB sobre as Católicas pelo Direito de Decidir

Fonte: CNBB

Têm chegado à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – inúmeras consultas sobre a ONG denominada “Católicas pelo Direito de Decidir”, uma vez que em seus pronunciamentos há vários pontos contrários à doutrina e à moral católicas.

Esclarecemos que se trata de uma entidade feminista, constituída no Brasil em 1993, e que atua em articulação e rede com vários parceiros no Brasil e no mundo, em particular com uma organização norte-americana intitulada “Catholics for a Free Choice”. Sobre esta última, a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos já fez várias declarações, destacando que o grupo tem defendido publicamente o aborto e distorcido o ensinamento católico sobre o respeito e a proteção devidos à vida do nascituro indefeso; é contrário a muitos ensinamentos do Magistério da Igreja; não é uma organização católica e não fala pela Igreja Católica[1]. Essas observações se aplicam, também, ao grupo que atua em nosso país.

A Campanha da Fraternidade deste ano de 2008 reafirma nosso compromisso com a vida, especialmente, com a vida do ser humano mais indefeso, que é a criança no ventre materno, e com a vida da própria gestante. Políticas públicas realmente voltadas à pessoa humana são as que procuram atender às necessidades da mulher grávida, dando-lhe condições para ter e a criar bem os seus filhos, e não para abortá-los.

“Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19). Ainda que em determinadas circunstâncias se trate de uma escolha difícil e exigente, reafirmamos ser a única escolha aceitável e digna para nós que somos filhos e filhas do Deus da Vida.

Conclamamos os católicos e a todas as pessoas de boa vontade a se unirem a nós na defesa e divulgação do Evangelho da Vida, atentos a todas as forças e expressões de uma cultura da morte que se expande sempre mais.

Brasília, 03 de março de 2008

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB

sábado, 4 de junho de 2011

Os gays e a Bíblia

É no mínimo surpreendente constatar as pressões sobre o Senado para evitar a lei que criminaliza a homofobia. Sofrem de amnésia os que insistem em segregar, discriminar, satanizar e condenar os casais homoafetivos.

No tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde, vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as “pessoas diferenciadas”...).

Relações entre pessoas do mesmo sexo ainda são ilegais em mais de 80 nações. Em alguns países islâmicos elas são punidas com castigos físicos ou pena de morte (Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Nigéria etc).

No 60º aniversário da Decclaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, 27 países membros da União Europeia assinaram resolução à ONU pela “despenalização universal da homossexualidade”.

A Igreja Católica deu um pequeno passo adiante ao incluir no seu Catecismo a exigência de se evitar qualquer discriminação a homossexuais. No entanto, silenciam as autoridades eclesiásticas quando se trata de se pronunciar contra a homofobia. E, no entanto, se escutou sua discordância à decisão do STF ao aprovar o direito de união civil dos homoafetivos.

Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual. A pessoa nasce assim. E, à luz do Evangelho, a Igreja não tem o direito de encarar ninguém como homo ou hétero, e sim como filho de Deus, chamado à comunhão com Ele e com o próximo, destinatário da graça divina.

São alarmantes os índices de agressões e assassinatos de homossexuais no Brasil. A urgência de uma lei contra a homofobia não se justifica apenas pela violência física sofrida por travestis, transexuais, lésbicas etc. Mais grave é a violência simbólica, que instaura procedimento social e fomenta a cultura da satanização.

A Igreja Católica já não condena homossexuais, mas impede que eles manifestem o seu amor por pessoas do mesmo sexo. Ora, todo amor não decorre de Deus? Não diz a Carta de João (I,7) que “quem ama conhece a Deus” (observe que João não diz que quem conhece a Deus ama...).

Por que fingir ignorar que o amor exige união e querer que essa união permaneça à margem da lei? No matrimônio são os noivos os verdadeiros ministros. E não o padre, como muitos imaginam. Pode a teologia negar a essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo?

Ora, direis ouvir a Bíblia! Sim, no contexto patriarcal em que foi escrita seria estranho aprovar o homossexualismo. Mas muitas passagens o subtendem, como o amor entre Davi por Jônatas (I Samuel 18), o centurião romano interessado na cura de seu servo (Lucas 7) e os “eunucos de nascença” (Mateus 19). E a tomar a Bíblia literalmente, teríamos que passar ao fio da espada todos que professam crenças diferentes da nossa e odiar pai e mãe para verdadeiramente seguir a Jesus.

Há que passar da hermenêutica singularizadora para a hermenêutica pluralizadora. Ontem, a Igreja Católica acusava os judeus de assassinos de Jesus; condenava ao limbo crianças mortas sem batismo; considerava legítima a escravidão e censurava o empréstimo a juros. Por que excluir casais homoafetivos de direitos civis e religiosos?

Pecado é aceitar os mecanismos de exclusão e selecionar seres humanos por fatores biológicos, raciais, étnicos ou sexuais. Todos são filhos amados por Deus. Todos têm como vocação essencial amar e ser amados. A lei é feita para a pessoa, insiste Jesus, e não a pessoa para a lei.

Moção de Repúdio ao Frei Betto

Câmara Municipal de Niterói
Gabinete do Vereador JOAO GUSTAVO - PMDB
Moção nº 000272/2011

Concede Moção de Repúdio ao Frei Betto, em razão de seu artigo sobre Gays e a Bíblia, publicado no jornal o Globo dia 23 de maio de 2011111.

Requeiro à Mesa Diretora, na forma regimental, que Câmara Municipal de Niterói, no exercício de suas prerrogativas, ouvindo o Douto Plenário MOÇÃO DE REPÚDIO ao Frei Betto, em virtude de sua defesa a casais homossexuais, conforme divulgado no Jornal o Globo.

Justificativa:

Como bem dito pelo Frei em seu artigo, a Igreja Católica não discrimina o homossexual. De acordo com seu Catecismo no parágrafo 2358, estes devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitando-se, assim, todo sinal de discriminação injusta, ainda porque em Jo: 4, 7, nos ensina a amarmos uns aos outros, porque o amor vem de Deus.

Insta dizer, e continuando, nos parágrafos 2357 e 2359 do Catecismo, embora não haja discriminação, apoiando-se na Sagrada escritura e na tradição, sempre declarou que atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados. São contrários à lei natural. Não origina, assim, o dom da vida. Em caso algum podem ser aprovados.

Portanto, embora, todos nós sejamos filhos amados de Deus, a prática da homossexualidade não deixa de ser contrária aos ensinamentos da Sagrada Escritura, por isso, embora amados, os homossexuais são chamados à castidade.

Em Romanos 1, 26 ao 28: “ Por isso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Sua mulheres mudaram o uso natural em uso a natureza. Os homens também, abandonaram o uso natural da mulher, arderam em desejos um pelo outro, homem como homem, cometendo torpezas e recebendo em si mesmos a pagar por suas perversões

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Dia Mundial das Comunicações mobiliza as dioceses do Brasil

CNBB

Jornalistas, radialistas, comunicadores vão se juntar a comunidade da Ascensão do Senhor, no Centro Administrativo da Bahia para celebrar o Dia Mundial das Comunicações Sociais, na arquidiocese de Salvador (BA). A programação começa com uma missa presidida pelo padre Manoel Filho, coordenador arquidiocesano de comunicação. Na sequência haverá um café da manhã.

Em outras comunidades da arquidiocese, o dia das comunicações também será celebrado. Na paróquia Nossa Senhora da Luz, no bairro da Pituba, haverá um Encontro de Comunicação reunindo paroquianos e fieis de comunidades. À tarde do dia 4 será um momento para os membros das pastorais e movimentos refletirem a carta do papa para os comunicadores e participarem de oficinas de comunicação. Os participantes poderão escolher entre quatro opções de temas: fotografia, redes sociais, texto jornalístico e novas regras ortográficas. O evento é coordenado pela Pastoral de Comunicação paroquial e todos os agentes de comunicação estarão envolvidos na atividade.

Já na Paróquia São Gonçalo do Retiro, a maior da arquidiocese de Salvador, no dia 5, os agentes de comunicação farão celebrações nas comunidades. As missas usarão elementos da comunicação e serão ocasiões para louvar as conquistas da Pascom na arquidiocese. A realidade local de cada grupo é que definirá os horários das missas.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais sempre é celebrado na festa da Ascensão do Senhor, quando a Igreja lembra a missão deixada por Jesus para os cristãos: “Ide pelo mundo e evangelizai”. Anualmente, para esta ocasião, o papa escreve uma carta refletindo o valor e os desdobramentos da comunicação no mundo contemporâneo e na Igreja. Para 2011, o tema proposto pelo papa foi “Verdade, anúncio e autenticidade de vida na era digital”.

Sancionada nova Constituição da Hungria reconhecendo a vida desde a concepção

A paz de Cristo e o amor de Cristo, essa matéria abaixo foi comentada no programa do professor Felipe Aquino, na Canção Nova, fiz uma “caça” no Goggle e quis partilhar com vocês, além de reverberar nos outros posts.

Sancionada nova Constituição da Hungria reconhecendo a vida desde a concepção
Samantha Singson
NOVA IORQUE, EUA, 5 de maio de 2011 (C-FAM/Notícias Pró-Família) — Na semana passada, Pal Schmitt, presidente da Hungria, sancionou em lei uma polêmica nova constituição que inclui uma cláusula para a proteção da vida dos bebês em gestação “desde a concepção” e a definição do casamento como entre um homem e uma mulher.
Embora a nova constituição tivesse sido aprovada com facilidade no Parlamento da Hungria pela maioria governista, a aprovação ocorreu sem a participação do pequeno partido de oposição que saiu do Parlamento antes da votação. O Conselho da Europa, funcionários da ONU e organizações não governamentais estão também questionando a legitimidade da nova Constituição à medida que a polêmica continua a se alastrar furiosamente por causa do conteúdo e processo pelo qual foi aprovada a Constituição.
Os grupos que defendem o direito de fazer aborto estão direcionando seus ataques contra o Artigo 2, que declara: “A vida do feto será protegida desde a concepção”. A empresa legal pró-aborto Centro de Defesa aos Direitos Reprodutivos, junto com a Anistia Internacional, está fazendo campanhas contra a cláusula, dizendo que levará a restrições no acesso ao aborto mediante reforma legislativa ou desafio constitucional.
A Anistia Internacional e muitos grupos homossexuais criticaram fazendo muitas críticas porque a constituição excluiu a orientação sexual das bases protegidas de discriminação e a cláusula que protege a definição do casamento porque poderia servir como base para proibir os “casamentos de mesmo sexo”, que eles argumentam viola os padrões antidiscriminação da Europa.
Além das questões sociais, os críticos deploram o que chamam de falta de transparência e o curto período de tempo de nove dias em que a Constituição foi aprovada no Parlamento.
O Conselho da Europa incumbiu especialistas constitucionais com a tarefa de revisar a nova lei. Os especialistas da Comissão Veneza, um órgão consultivo independente, estão prontos para viajar para Budapeste neste mês e fazer um relatório para mandar para a Assembleia do Parlamento do Conselho da Europa para tratar das questões envolvendo o processo da elaboração da constituição.
Friday Fax de C-Fam fez a primeira reportagem sobre a Comissão de Veneza em 2008. A Comissão teve um papel de muito destaque no processo constitucional do Kosovo, promovendo com pressões uma versão preliminar da constituição que removeu toda proteção à vida dos bebês em gestação ao fornecer proteção apenas “a partir do nascimento”, incluiu a condição de não discriminação na base da “orientação sexual” e removeu referências a homens e mulheres em seu artigo sobre casamento. O parlamento do Kosovo acabou adotando a polêmica versão preliminar da constituição, mas removeu “a partir do nascimento” de seu artigo sobre direito à vida.
Roger Kiska do Centro Europeu para Lei e Justiça disse que estava “eufórico” com a nova Constituição da Hungria, chamando-a de uma vitória para a democracia, para a vida, para a família e para a Hungria. Kiska disse que considerou “vergonhosas” as tentativas feitas pelas instituições europeias de minar o governo húngaro, um governo majoritariamente aprovado pelo voto da população. “Espero que a Hungria permaneça forte em suas convicções porque o que está em perigo, a vida e a família, é um preço alto demais para se pagar simplesmente para se aplacar os burocratas de Bruxelas”.
O governo húngaro sustenta que a lei está inteiramente em sintonia com a carta fundamental de direitos humanos da União Europeia e argumentou que a reforma era necessária para se substituir o obsoleto documento “stalinista” que data de 1949. A nova constituição entra em vigor em 1 de janeiro de 2012.

Comentario do Blog: Em uma de suas ultimas declarações, o ex-presidente Lula, afirmou que o Brasil precisa fazer outra constituição, então me veio algumas perguntas:
- A partir do exemplo húngaro, qual é a chance (de 0 a 10) de isso poder ocorrer no Brasil?;
- Com a atual legislatura, teremos homens e mulheres que entendam a base histórica cristã?;
- Como a elite intelectual no Brasil, receberia essa questão?
- De que forma os meios de comunicação seculares (principalmente as quatro maiores abertas) reagiriam a isso?
- O STF e o STJ, como viria, a luz o direito a questão?
- Como as igrejas, sobretudo a nossa Católica, contribuiria para a manutenção disso?

Se alguem quiser propor outras perguntas correlatas, fiquem a vontade.Eu tenho minhas respostas.
Sds.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Um suicídio lento, disfarçado

A mais importante instituição humana, a família, vem sendo alvo de ataques, sempre velados, por alguns órgãos da imprensa, como também por iniciativa de alguns políticos (nem todos, é verdade), que se dizem representantes da comunidade nacional e que, de modo velado, procuram atingir as bases dessa instituição que tem seu fundamento na própria palavra de Deus (cf. Gn 1,28).

Um fator, potente destruidor da família e também do ser humano, é a liberação do tráfico e do uso de drogas. É fato inconteste que o uso de drogas simplesmente destrói a família. Digam-nos aqueles que, a duras penas, conseguiram libertar-se de seu uso.

Pois bem, o deputado Paulo Teixeira, do Partido dos Trabalhadores de São Paulo e líder na Câmara de sua Excelência, a presidente do Brasil, disse que a maconha é droga recreativa, como seu uso só trouxesse recreação para os que a usam.

[Teixeira disse que o governo deveria autorizar a criação de cooperativas para o plantio e a distribuição da maconha e que irá sugerir ao Ministério da Justiça que o Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas faça um projeto com as "mudanças óbvias" na legislação sobre drogas].

Mais: declarou que iria solicitar apoio para esse infame projeto ao senhor ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e ao governador do Rio de Janeiro, que se tornou tristemente famoso ao afirmar "... quem não teve uma namoradinha que teve que abortar?", num total desrespeito à mulher.

Sugiro a esse deputado que antes de pleitear a aprovação de seu projeto que visite a Fazenda da Esperança, em Guaratinguetá, onde poderá constatar "ao vivo" a força destruidora de toda e qualquer droga, seja ela qual for.

Acima de tudo, sugiro ao ilustre deputado que consulte a Sagrada Escritura, onde Deus nos manda conservar a vida, respeitá-la, condenando tanto o homicídio quanto o suicídio.

O uso da droga é um suicídio lento, disfarçado.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini é Bispo da Diocese de Guarulhos, em São Paulo.
Guarulhos, 30 de abril de 201

domingo, 29 de maio de 2011

Crime no Pará: Comissão da CNBB divulga declaração

A Comissão Episcopal Pastoral para a Caridade, Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma declaração sobre o assassinato dos líderes ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e sua esposa Maria do Espírito Santo Silva, ocorrido no dia 24, por volta das 8h em Nova Ipixuna, estado do Pará. O casal foi assassinado a tiros no interior do Projeto de Assentamento Extrativista, Praia Alta Piranheira, no município de Nova Ipixuna, sudeste do estado.

“A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz - CNBB se une às inúmeras manifestações de repúdio ao brutal assassinato do casal”, diz um trecho. A Comissão lembra também uma declaração feita em novembro de 2010, por José Cláudio diante de mais de 400 pensadores de diversas áreas do conhecimento, na qual ele disse “vivo da floresta, protejo ela de todo jeito, por isso vivo com a bala na cabeça a qualquer hora porque eu vou pra cima, eu denuncio”.

Ainda na declaração, a Comissão pede, em nome das Pastorais Sociais e dos Organismos a ela vinculados, “solidariedade às comunidades da diocese de Marabá, ao povo de Nova Ipixuna e aos familiares do casal”.

Leia declaração na íntegra

Declaração de repúdio ao assassinato do casal de extrativistas no Estado do Pará

“Como a terra faz desabrochar suas sementes, Deus fará germinar a justiça diante de todas as nações’ (cf. Isaias, 61,11).

A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz - CNBB se une às inúmeras manifestações de repúdio ao brutal assassinato do casal Maria do Espírito Santo da Silva e José Cláudio Ribeiro da Silva, líderes camponeses, ocorrido na manhã desta terça-feira, 24 de maio, em Nova Ipixuna, sudeste do Pará.

Conhecido por sua liderança no projeto de assentamento agroextrativista Praialta-Piranheira, criado em 1997, e na associação de camponeses da região, o casal ganhou o respeito e a admiração de todos na região por sua bravura na denúncia da ação de madeireiros ilegais na floresta amazônica.

A declaração feita, em novembro de 2010, diante de mais de 400 pensadores de diversas áreas do conhecimento sob o tema da qualidade de vida no planeta, nos dá uma dimensão da luta e do comprometimento de José Cláudio com a ecologia:

"Vivo da floresta, protejo ela de todo jeito, por isso vivo com a bala na cabeça a qualquer hora porque eu vou pra cima, eu denuncio. Quando vejo uma árvore em cima do caminhão indo pra serraria me dá uma dor. É como o cortejo fúnebre levando o ente mais querido que você tem, porque isso é vida pra mim que vivo na floresta e pra vocês também, que vivem nos centros urbanos".

O assassinato de Maria e José Cláudio, com repercussão internacional, traz à memória Chico Mendes e Ir. Dorothy, vítimas do mesmo poder econômico que avança sobre as florestas. A violência que mata estas lideranças em nosso país, evidencia a urgência de um modelo de desenvolvimento que respeite e promova a riqueza das culturas tradicionais na proteção, convivência e produtividade dos povos da floresta. Este pensamento foi expresso pela CNBB ao afirmar que:

“Organizar um processo produtivo que efetive a solidariedade e harmonize as sociedades atuais com as gerações futuras e com o meio ambiente é o desafio de um novo paradigma para a questão agrária no início do século XXI”
. (cf. Doc. 99, Estudos da CNBB, nº 235-236).

Em nome das Pastorais Sociais e dos Organismos a ela vinculados, a Comissão Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz - CNBB manifesta sua solidariedade às comunidades da diocese de Marabá, ao povo de Nova Ipixuna e aos familiares do casal Maria e José Cláudio. Exige, ao mesmo tempo, a apuração imediata dos crimes com a consequente punição dos culpados, bem como a proteção a todas as lideranças camponesas ameaçadas de morte, para que floresça a justiça em nosso país.

Brasília, DF, 26 de maio de 2011.
Dom Guilherme Antônio Werlang MSF
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral
para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz

“Linhas de ação para o diaconado permanente” é o tema de discussão hoje no 2º CLADP

Continua em Itaici, município de Indaiatuba (SP) o 2º Congresso Latino-americano e Caribenho do Diaconado Permanente (2ºCLADP), promovido pelo Departamento de Vocações e Ministérios, do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM). O evento reúne 256 pessoas: 20 bispos, 30 presbíteros, 165 diáconos, 40 esposas e 1 leigo da América Latina e Caribe e representantes da Europa e Estados Unidos.

De acordo com o diácono Manoel Damasceno, de Brasília, nesta sexta-feira, 28, ao longo de todo o dia, o diácono José Duran, de Pernambuco, fala sobre as novas linhas de ação para o diaconado permanente na América Latina e Caribe. “Cada sessão tem debates e discussões sobre os ‘Apóstolos das Novas Fronteiras da Missão’, conforme o nº 208 do Documento de Aparecida (DAp)”, informou o diácono.

As discussões do Congresso acontecem em torno do lema “Os diáconos: apóstolos nas novas fronteiras”, com o objetivo de dar ênfase à situação da Igreja e do diaconado no Continente.

“Destacamos nesse evento toda a vida do diácono, como sua educação, espiritualidade, entretenimento e caminhos percorridos, tanto para ele [diácono], quanto para suas famílias, para que o cumprimento da vocação, a que são chamados, esteja em paralelo com o pensamento da Igreja”, destacou o presidente do Departamento de Vocações e Ministérios do CELAM, arcebispo de Teresina (PI), dom Sérgio da Rocha.

Participa também do Congresso o novo secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner. Ele presidiu a missa que abriu o Congresso, no dia 24, e participou dos primeiros debates sobre o diaconado no Brasil.

“O Congresso foi convocado para acolher as contribuições da Conferência de Aparecida e para compartilhar as experiências do Diaconado Permanente desde o 1º Congresso, realizado na cidade de Lima, Peru, em agosto de 1998”, explicou o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, padre Reginaldo de Lima.

As conferências abordam as seguintes temáticas: “Situação Atual do Diaconado no Continente”, feita pelo diácono Miguel Ángel Herrera Parra, do Chile, em conjunto com o diácono José Espinós, da Argentina. “Desafios para a essência e os deveres dos diáconos nas atuais circunstâncias”, com o bispo de São Gabriel da Cachoeira (AM), dom Edson Damian; “Teologia e Eclesiologia do Diaconado Permanente e os desafios da atualidade”, com dom Sérgio da Rocha.

Uma peregrinação ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), faz parte da programação neste sábado, 28. O encerramento será no domingo, 29, com uma missa na Igreja de Vila Kostka em Itaici.

Pastoral Afro-brasileira lamenta morte de Abdias do Nascimento

A Pastoral Afro-brasileira da CNBB lamentou, por meio de uma nota de pesar, o falecimento do líder negro Abdias do Nascimento, 97. “Depois de uma existência longa, marcada pelo compromisso profundo em favor da inclusão da população afro-brasileira, Abdias partiu para a casa do Pai”, diz o texto. “Ele cumpriu com fidelidade uma missão valiosa aos olhos de Deus e dos afro-brasileiros”, completa.

Abdias do Nascimento morreu na noite de segunda-feira, 23, no Rio de Janeiro. Ele foi um ativista negro, ex-deputado, secretário estadual e senador; foi também pintor autodidata, escritor, jornalista, poeta e ator.

O líder estava internado no Hospital do Servidor do Rio de Janeiro, desde 15 de abril, e morreu de insuficiência cardíaca, segundo a assessoria de imprensa do hospital. Ele foi internado por complicações de diabetes.

Leia nota na íntegra

Nota de Pesar!

A pastoral afro-brasileira da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil manifesta pesar pelo falecimento do grande líder negro Abdias do Nascimento.

Depois de uma existência longa, marcada pelo compromisso profundo em favor da inclusão da população afro-brasileira, Abdias partiu para a casa do Pai.

Apesar do momento de dor, cabe lembrar com alegria as ações deste irmão maior: o trabalho de inclusão cultural através do Teatro Experimental do Negro, até a luta pela superação do racismo e do preconceito racial com políticas afirmativas em prol da população negra. Ele cumpriu com fidelidade uma missão valiosa aos olhos de Deus e dos afro-brasileiros.

Agradecemos a Deus o dom da vida deste que vive a Páscoa definitiva e agradecemos aos seus familiares a gratuidade de partilhar com a nação brasileira a existência deste homem que sempre procurou fazer o bem!

Atenciosamente,


Dom Frei João Alves dos Santos, OFMCap
Bispo de Paranaguá – PR

Pe. Ari Antônio dos Reis
Assessor da Pastoral Afro-Brasileira

COMEMORAÇÕES

Ordenação Episcopal
· Dom Alfredo Ernest Novak, CSSR, Bispo Emérito de Paranaguá – PR, 1979
· Dom Fernando José Penteado, Bispo Emérito de Jacarezinho – PR, 1979
· Dom Frei José Cardoso Sobrinho, OCarm, Arcebispo Emérito de Olinda e Recife – PE, 1979
· Dom Ladislau Biernaski, CM, Bispo de São José dos Pinhais – PR, 1979
· Dom Newton Holanda Gurgel, Bispo Emérito de Crato – CE, 1979
· Dom Frei Ramón López Carrozas, OdasM, Bispo de Bom Jesus de Gurguéia – PI, 1979

domingo, 1 de maio de 2011

João Paulo II: Cardeal Saraiva Martins admite canonização a curto prazo

Antigo responsável pelas causas dos santos diz que a beatificação foi uma festa que vai «ficar na história»

Octávio Carmo, enviado da Agência ECCLESIA ao Vaticano

Cidade do Vaticano, 01 mai 2011 (Ecclesia) – O cardeal português no Vaticano, José Saraiva Martins, admitiu hoje que o prazo para a canonização (declaração oficial como santo) de João Paulo II deverá ser menor do que os seis anos que foram necessários para a beatificação.

“Para a canonização, basta um milagre”, indicou o antigo responsável pela Congregação para as Causas dos Santos (CCS), sem querer, no entanto, “fazer previsões”.

O Papa polaco foi proclamado beato por Bento XVI esta manhã, na Praça de São Pedro, numa cerimónia em que participaram cerca de um milhão de pessoas, segundo as autoridades italianas.

Esta é a penúltima etapa para a declaração da santidade, na Igreja Católica, e concluiu uma primeira fase de trabalhos, iniciada em maio de 2005.

De acordo com o direito canónico, para a canonização é necessário um novo milagre atribuível à intercessão do beato João Paulo II a partir de hoje.

Concluídas estão, em definitivo, as investigações sobre as chamadas “fama de santidade” e “virtudes heroicas” de Karol Wojtyla (1920-2005), eleito Papa em outubro de 1978.

O cardeal Saraiva Martins, que falava após a celebração na Praça de São Pedro, mostrou-se satisfeito com a presença de “peregrinos vindos de todo o mundo para uma grande festa”.

“É uma festa de toda a humanidade que ficará na história”, sustentou.

O antigo responsável da CCS comentou ainda uma declaração do atual Papa, durante a homilia da Missa da beatificação, na qual Bento XVI afirmava ter querido que a causa de beatificação de João Paulo II “pudesse, no devido respeito pelas normas da Igreja, prosseguir com discreta celeridade”.

Segundo o cardeal português, desde maio de 2005 – altura em que ainda liderava a Congregação responsável pelas causas de canonização – houve sempre o cuidado de “proceder sem perder tempo”, permitindo que os trabalhos se tivessem iniciado “imediatamente”.

“A minha preocupação era, realmente, fazer com que esta causa de beatificação chegasse ao fim quanto antes”, indica José Saraiva Martins.

Karol Wojtyla foi beatificado pelo seu sucessor, um facto inédito na história da Igreja que respondeu a inúmeros gestos de “veneração por ele[João Paulo II]”, segundo o atual Papa.

Beatificação de João Paulo II

Este é, sem dúvida, um dos dias mais importantes para a Igreja Católica mundial.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

João Paulo II: Últimos preparativos na Praça de São Pedro para a cerimônia de beatificação

Peregrinos já se fazem notar no Vaticano e pelas ruas de Roma


Octavio Carmo

Cidade do Vaticano, 28 abr 2011 (Ecclesia) – A azáfama dos preparativos de última hora e a presença de milhares de peregrinos dão hoje um outro colorido à Praça de São Pedro, que começou a ser decorada para a beatificação de João Paulo II, no próximo domingo.

Um ecrã gigante, um painel fotográfico e estandartes que assinalam os 26 anos e meio de pontificado de Karol Wojtyla (1920-2005) juntam-se a centenas de cadeiras e às flores que começam a ser colocadas junto ao altar onde o atual Papa, Bento XVI, vai presidir à celebração.

Fora da Praça, está ainda a ser montada a estrutura metálica destinada a acolher as televisões de todo o mundo que vão acompanhar o acontecimento, que acontece pouco mais de seis anos após a morte de Wojtyla, o primeiro Papa polaco.

Da Polónia chegaram já milhares de pessoas, que se vão distribuindo por Roma, mas há também peregrinos de outras nacionalidades, incluindo vários portugueses e brasileiros que chegaram à capital italiana esta manhã, vindos dos aeroportos de Lisboa e do Porto.

Assinalando esta celebração, o Vaticano inaugura na sexta-feira uma mostra dedicada a João Paulo II, em conjunto com as autoridades polacos, para “ilustrar a vida e o pontificado de Karol Wojtyla”.

A exposição, dividida em 15 secções, foi hoje apresentada aos jornalistas acreditados junto da sala de imprensa da Santa Sé, com a presença do Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, diante do qual foi ainda lançada, oficialmente, uma emissão filatélica conjunta entre o Estado da Cidade do Vaticano e os Correios da Polónia (Poczta Polska).

A beatificação foi anunciada a 14 de janeiro, depois da publicação do decreto que comprovava um milagre atribuído à intercessão de João Paulo II, Karol Wojtyla (1920-2005), relativo à cura da religiosa francesa Marie Simon-Pierre, que sofria de Parkinson, tal como o Papa polaco.

A beatificação é a liturgia que propõe uma pessoa como modelo de vida e intercessor junto de Deus e autoriza o seu culto público na Igreja Católica.

REFLEXÃO

QUINTA-FEIRA - Lc 24, 35-48

Quando a comunidade está reunida, realiza-se a experiência pascal, a experiência da presença do Ressuscitado. Esta presença é a manifestação do Deus da Paz, o Deus real, o Deus vivo e verdadeiro, do Deus que é solidário com os homens e está sempre participando de suas vidas, mesmos que eles não sejam capazes de perceber isso. Não é a manifestação de um fantasma qualquer. Esta experiência comunitária da presença do Ressuscitado faz com que a comunidade se torne evangelizadora, testemunha de todos os valores pelos quais Jesus morreu e ressuscitou, se torne testemunha de que de fato Jesus é o Filho do Deus vivo, que cumpriu plenamente a vontade do Pai.

Três dias de oração pelo papa João Paulo II

O Centro São Lourenço, em Roma, convida os jovens a participarem de três dias de oração pelo papa João Paulo II, que será beatificado no próximo dia 1º de maio. Fundado por João Paulo II, o centro hospeda a cruz original das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), além de ser um lugar de interesse para os cidadãos da capital italiana e peregrinos.

Os três dias de oração têm início nesta quinta-feira, 28, e se concluirão no sábado, 30. Nesses dias será possível se confessar e adorar o santíssimo. O centro fará a projeção, em seis línguas, do documentário intitulado "A força da Cruz", proposto nos três dias de oração.

Além disso, serão celebradas três missas, na quinta, sexta e sábado pela manhã. Está prevista a participação de peregrinos provenientes de várias partes do mundo, com uma forte presença de jovens da Polônia.

Cerca de trinta jovens voluntários de vários países acolherão os peregrinos e vários sacerdotes estarão disponíveis para confissões.

Parlamentares participam de Missa de Páscoa na sede da CNBB

Foi celebrada na manhã desta quinta-feira, 28, na capela Nossa Senhora Aparecida, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, a tradicional Missa dos Parlamentares, que é organizada pela assessoria política da CNBB e pela Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP). O evento, que acontece sempre na terceira quinta-feira de cada mês, celebrou a Páscoa e contou com a participação de 53 pessoas, dentre senadores, deputados, seus familiares, assessores parlamentares e integrantes da CNBB.

A missa foi presidida pelo assessor político da CNBB, padre José Ernanne Pinheiro. A senadora Ana Rita Esgário destacou a importância de valorizar o próximo e o papel da mulher na Ressurreição de Jesus Cristo.

“Cristo se faz presente nas pequenas atitudes como a partilha e a solidariedade e é assim que nós, parlamentares, devemos atuar pela sociedade brasileira”, sublinhou a senadora, que comentou também o olhar dos apóstolos Pedro e João ao paralítico, no pórtico do Rei Salomão. “O olhar dos discípulos nos faz refletir: de que maneira nós olhamos para o próximo? Nós, parlamentares, como olhamos para os setores da sociedade que todos os dias buscam respostas no Congresso Nacional para os problemas do país? Os discípulos olharam para o paralítico com o olhar da promoção da pessoa humana e não com olhar de desprezo e é assim que nós também devemos atuar todos os dias”, frisou Ana Rita.

Já sobre o papel da mulher, a senadora disse que “talvez a ressurreição de Cristo não tivesse a mesma ressonância se a mulher não tivesse anunciado que a pedra foi removida e que Cristo não está mais lá”. Segundo ela, o gesto das mulheres foi de “solidariedade e de protagonismo”.

Padre Ernanne falou sobre a dimensão do serviço. Com base na 1ª Leitura do dia (At 3,11-26) ele lembrou o papel dos discípulos Pedro e João como “exemplo a ser seguido” e disse que a Páscoa representa luz, Palavra, água e mesa: “A luz é a Ressurreição de Cristo, a Palavra é o seu ensinamento, a água é vida e a mesa é a partilha; eis o significado da Páscoa de Cristo”, explicou o presidente da celebração que comentou também a Mensagem Urbi et Orbi (à cidade de Roma e ao mundo) do papa Bento XVI para a Páscoa 2011.

Nas preces, a beatificação do papa João Paulo II foi lembrada, bem como as guerras na Faixa de Gaza e a realização da 49ª Assembleia Geral da CNBB, que começa no próximo dia 4 de maio e segue até 13.

A próxima missa dos parlamentares está marcada para o dia 19 de maio, às 8h, e a reflexão ficará por conta do deputado federal Nazareno Fonteles, do Piauí.

COMEMORAÇÕES

Ordenação Episcopal
·Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ, Arcebispo Primaz de Salvador – BA, 1985
Ordenação Presbiteral
·Dom Frei José Cardoso Sobrinho, OCarm, Arcebispo Emérito de Olinda e Recife–PE, 1957
·Dom Frei José Soares Filho, OFMCap, Bispo de Carolina – MA, 1991
·Dom Mauro Morelli, Bispo Emérito de Duque de Caxias – RJ, 1965

domingo, 24 de abril de 2011

Vaticano: Papa lembra fome, doenças e guerras que atingem a humanidade

Mensagem pascal de Bento XVI deixa votos de paz para África e Médio Oriente, destacando situação dos refugiados e deslocados


     Cidade do Vaticano, 24 abr 2011 (Ecclesia) – Bento XVI alertou hoje para as “situações dolorosas” que atingem a humanidade, em especial a “miséria, fome, doenças, guerras, violências”, desejando soluções de justiça e de paz para as mesmas.

       Na sua tradicional mensagem «Urbi et Orbi» (à cidade [de Roma] e ao mundo] de Páscoa, desde o Vaticano, o Papa assinalou a celebração da ressurreição de Jesus e deixou uma palavra de esperança às “comunidades que estão a sofrer uma hora de paixão, para que Cristo ressuscitado lhes abra o caminho da liberdade, da justiça e da paz”.

        Em particular, Bento XVI pediu que na Líbia “as armas cedam o lugar à diplomacia e ao diálogo e se favoreça, na situação atual de conflito, o acesso das ajudas humanitárias a quantos sofrem as consequências da luta”.

     “Nos países da África do Norte e do Médio Oriente, que todos os cidadãos – e de modo particular os jovens – se esforcem por promover o bem comum e construir uma sociedade, onde a pobreza seja vencida e cada decisão política seja inspirada pelo respeito da pessoa humana”, acrescentou.

      O Papa falou da situação de milhões de refugiados e deslocados que saem de “diversos países africanos e se veem forçados a deixar os afetos dos seus entes mais queridos”, apelando à “solidariedade de todos”.

   Como fizera esta sexta-feira, em entrevista televisiva transmitida na Itália, Bento XVI apelou ao entendimento político na Costa do Marfim, “onde é urgente empreender um caminho de reconciliação e perdão, para curar as feridas profundas causadas pelas recentes violências”.

       Também o recente sismo no Japão mereceu nova alusão, com o Papa a desejar “consolação e esperança”, votos que alargou a todos os países que “nos meses passados, foram provados por calamidades naturais que semearam sofrimento e angústia”.

    No dia em que a Igreja Católica celebra a ressurreição de Cristo, Bento XVI lembrou as comunidades da Terra Santa, pedindo que” a luz da paz e da dignidade humana vença as trevas da divisão, do ódio e das violências”.

      “Alegrem-se os céus e a terra pelo testemunho de quantos sofrem contrariedades ou mesmo perseguições pela sua fé no Senhor Jesus. O anúncio da sua ressurreição vitoriosa neles infunda coragem e confiança”, prosseguiu.

   No dia mais importante do calendário litúrgico católico, o Papa sublinhou que “a ressurreição de Cristo não é fruto de uma especulação, de uma experiência mística: é um acontecimento, que ultrapassa a história, certamente, mas se verifica num momento concreto da história e deixa nela uma marca indelével”.

   Após a mensagem, o Papa dirigiu saudações de Páscoa, em 65 línguas diferentes, incluindo o português: "Uma Páscoa feliz com Cristo Ressuscitado".

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Justiça proíbe 'procissão ateia' em Madri

ANELISE INFANTE
DA BBC BRASIL, EM MADRI

O Tribunal de Justiça de Madri proibiu nesta quarta-feira a realização de uma manifestação antirreligiosa organizada por seis instituições laicas espanholas prevista para esta quinta-feira.

Chamada oficialmente de "procissão ateia", a manifestação levaria às ruas faixas com dizeres como "Congregação da Cruel Inquisição", "Irmandade da Santa Pedofilia" e "Confraria do Papa do Santo Latrocínio" com o objetivo de "derrubar a hipocrisia social e moral que representa a Semana Santa Católica".

Os organizadores disseram que irão acatar a decisão judicial, mas acrescentaram que convocariam uma manifestação similar em outra data simbólica para o catolicismo.

Eles também prometem realizar um grande evento em agosto durante a visita do papa Bento 16 a Madri.

Por outro lado, a associação anti-aborto Faz-te ouvir anunciou que analisa o material de divulgação da procissão ateia para saber se é possível abrir um processo, alegando incitação ao ódio.

CHAMAS

Os organizadores da "procissão ateia" anunciaram com cartazes pelo centro da capital espanhola a hora e percurso do evento, convocado para passar diante de igrejas e ao lado de procissões católicas.

Os cartazes traziam imagens do papa e ilustrações sacras alteradas. Também foram distribuídos folhetos com a frase "a única igreja que se ilumina é a que arde (em chamas)".

O presidente da Associação Madrilenha de Ateus e Livres Pensadores, Luis Veja, disse à BBC Brasil que a proposta da manifestação era "mexer com a ideologia e a consciência católica".

"Queremos uma procissão sim, porque a palavra procissão não é exclusiva do catolicismo. E vamos continuar combatendo a hipocrisia e o fundamentalismo", afirmou.

As críticas dos laicos se concentram especialmente na intervenção do Vaticano em assuntos políticos como a liberdade religiosa, leis de aborto e casamento gay, além dos escândalos de pedofilia dentro da igreja.

Entre os críticos ao protesto estava o prefeito de Madri, Alberto Ruiz Gallardón, que disse ser contra "provocações contra a fé".

No entanto, ele disse que a prefeitura que "não se considera competente para autorizar ou recusar a celebração desta procissão" e recomendou uma decisão judicial sobre o caso.

Uma análise sobre o sacramento do matrimonio a partir da polêmica dos noivos que contraíram núpcias vestidos de personagens do filme Shrek no RS

Leniéverson Azeredo Gomes




I – O fato.

A Igreja de São Pedro é o templo matriz da cidade de Garibaldi, uma cidade com cerca de 30 mil habitantes, situada no Nordeste do Rio Grande de Sul.O pequeno município de 167.697 km², conhecido por ser a Terra do Espumante, devido a prospera indústria de vinhos, foi palco de um acontecimento divulgado inicialmente pelo jornal porto-alegrense, Zero Hora, que gerou uma polêmica de grandes proporções e atiramentos de pedras no Bispo local, no caso da Diocese de Caxias do Sul.
No dia 12 de março de 2011, o casal de noivos, a cabeleireira Denise Flores, de 30 anos e o dono de estofaria Marcelo Basso, 39 anos, entraram na Igreja Matriz de Garibaldi, por volta das 19 horas, vestidos como, respectivamente, princesa Fionna e o ogro Shrek, personagens do filme americano homônimo do caractere do noivo.Os convidados, em torno de 600, inclusive crianças, estavam, também, vestidos a caráter do filme produzido pelos estúdios da DreamWorks.O fato noticiado duas semanas provocou a curiosidade de 2000 pessoas em torno da Igreja, segundo o jornal “Correio Brasiliense”.
De acordo com o site G1, a idéia se deu, por gostarem da vida no campo, isolados do movimento das grandes cidades, e; terem aspectos da personalidade semelhantes aos personagens.
Para se casarem, os noivos passaram por quase um ano de preparação e todas as etapas desta foram devidamente aprovadas pelo pároco, responsável por 30 outras capelas da jurisdição da Igreja Matriz, Frei Antoninho Pasqualon.
Em tese, fizeram certo, como orienta o documento 26 da CNBB (Catequese Renovada), em seu parágrafo 222 sobre a visão integral dos sacramentos. Atente-se para o parágrafo referido:
“Por serem sinais e símbolos, [os sacramentos] requerem uma iniciação, uma instrução, para serem devidamente compreendidos e vividos”.

O padre e, por conseguinte, a paróquia, ao longo do processo, permitiu que os noivos e os convidados usassem fantasias do filme americano.Denise Flores, que além de ter sido batizada na Paróquia em questão, foi catequista e militou em grupo de jovens.Certamente isso ajudou que ela conseguisse passar uma lábia no sacerdote que aprovou tais trajes
“O casamento foi baseado na versão clássica da história, na Idade Média, que foi quando a Igreja teve mais poder. Eu convenci o frei lembrando do mandamento que diz para amar a Deus sobre todas as coisas. O meu sonho era me casar onde fui batizada”, afirmou Denise Flores ao Jornal Gaúcho Zero Hora.

E isso, rendeu críticas dos católicos não só da Igreja Matriz de São Pedro, como também da maioria dos diocesanos de Caxias do Sul.
O e-mail e o telefone da Cúria Diocesana ficaram abarrotados de mensagens de descontentamentos e reações negativas com o que ocorreu em Garibaldi. O bispo local, Dom Paulo Moretto, no dia 17 de Março, após a pressão popular, advertiu o frei e enviou uma nota a imprensa.
“Como bispos, recebemos de muitos a manifestação, especialmente por e-mails, de sua perplexidade, desaprovação e preocupação com o que aconteceu na Igreja Matriz São Pedro de Garibaldi, no sábado passado, 12 de março de 2011, pela celebração dum casamento realizado em linguagem e estilo tirado do filme de desenho animado Shrek e Fiona.
No casamento realizado na Igreja, os noivos e os participantes estavam fantasiados no estilo daquele filme.
Para a celebração do sacramento do matrimônio, nós católicos temos ritos e linguagem adequados. Ritos litúrgicos, catequéticos e adequados às culturas e situações e fundamentados na fé e não inspirados na imaginação e na fantasia.
O estilo usado e as fantasias não corresponderam à nossa realidade, nem a santidade e seriedade desta celebração. Por isso, nós também desaprovamos, lastimamos o que aconteceu e compreendemos o mal estar e preocupações causadas.
Como muitos e-mails chegaram a nós via site da Mitra Diocesana, achamos oportuno responder também pelo mesmo canal de informação.
Depois de ter um encontro pessoal com o pároco, procuramos advertir, orientar e corrigir os responsáveis.
Que este acontecimento, como outros, que manifestam nossa fragilidade, nos relembrem que somos peregrinos, povo santo e pecador e sempre necessitados de conversão.
Para isso, contemos sempre com o diálogo, a oração e a correção fraterna”.
(Mitra Diocesana de Caxias do Sul/RS)






II – A Repercussão na Imprensa.

Como foi dito no capítulo anterior, a notícia passou a ser veiculada na mídia nacional cerca de uma semana e meia após o acontecimento. Grande parte dos meios de comunicação associou ao bispo de Caxias do Sul, ainda que só tivesse apenas advertido o padre, expressões do tipo “aquele que criticou”, “Aquele que se sentiu desagradado”, “aquele que ficou perplexo”, “aquele que não gostou da estória”, entre outras coisas.
No site do Jornal Gaúcho, Zero Hora, os comentários de maioria dos internaltas execravam Dom Paulo Moretti, sempre o caracterizando de vilão, aquele que queria impedir a felicidade do casal, chamavam a Igreja, enquanto instituição, de atrasada, de obsoleta, não ser atual, entre outras coisas.
Vejam alguns comentários que comprovam o parágrafo acima:

A igreja católica, ñ tem nada para fazer na vida, não? E fico no apelo do BIN LADEN, usem camisinha, que é um ato de amor que a igreja condena com toda a sua ignorância !!!
O que é que essa igreja de merda pensa que é? O casamento é algo normal, a igreja quer sempre mandar em tudo com um papa idiota que acha que é o imperador do mundo, dizendo pra gente o que fazer e o que ñ fazer, e agora, quer mandar até nos trajes dos noivos. Vai tomar no c..., igrejinha católica do c... "Galera, usem camisinha, p..."
Agora a igreja quer que a gente case com os trajes que eles quiserem??? Já não basta precisar ser sócio da Igreja, estar em dia com os pagamentos de taxas por eles implantadas, agora essa também? Por essas e outras que eu não caso, moro com meu marido já tem 15 anos e somos muiiiito felizes. PARABÉNS AOS NOIVOS. SEJAM MUITO FELIZES, VCS MERECEM. Se vai casar de um jeito ou de outro, o que importa, caramba? Quanta frescura dessa igrejinha de m...né? A religião só atrasa a nossa vida mesmo, casa no civil e pronto, c... !!!

Nota-se que as críticas dadas acima tem o mesmo teor as que foram feitas a Dom José Cardoso Sobrinho, então Arcebispo de Olinda e Recife, quando aplicou, baseado em normas do Código de Direito Canônico, a excomunhão dos médicos que fizeram procedimentos abortivos numa menor de 11 anos em Alagoinhas, interior de Pernambuco,em agosto de 2009.A menor foi estuprada pelo padrasto e a este não foi aplicada pena alguma pela Igreja.O fato que contou com a participação de Organismos Não-Governamentais abortistas, como as Católicas pelo Direito de Decidir, também contou com criticas ferozes.
Comparem com as críticas feitas a decisão do Bispo de Caxias do Sul e notem nítidas semelhanças.

Quem se importa com igreja, que poder ela tem, nada, ela que vá se auto-excomungar pela inquisição e pelos indios que ela matou....pelo apoio ao Nazismo....o que interessa é o bem estar da menina...dois anjinhos no céu....céu affff...tem um mointe de anjinhos morrendo de fome, aqui na terra e a Santa Igreja nada faz...eu excomundo o tal bispo José Cardoso Sobrinho, por querer se auto promover com estas estória terrível.
É incrível como a Igreja Católica permanece em um processo de letargia espiritual, decadente, sem se preocupar com o ensinamento de seus "fieis" a luz da palavra de Deus. Pronunciam-se apenas para proibir ou apontar quando alguma coisa está errada, mas ensinar que é bom, nada! Preferem viver em seus próprios estatutos e dogmas, que não edificam a vida de ninguém. Por exemplo, o que é excomungar para Deus? Isso é bíblico? Creio que não. Concordo quando ele afirma que a lei do homem não está acima da lei de Deus, por isso, se estivesse no lugar dos médicos eu nem preocuparia com tal fato, pois excomungar é coisa instituída por homens e não por Deus.
Vejam só!! Uma instituição que se arroga ser única e verdadeira anunciadora da mensagem de Jesus Cristo, defendendo que a menina fosse deixada à própria sorte... Os gêmeos com certeza não sobreviveriam, pois uma criança de 9 anos apenas não detém um corpo físico com capacidade de sustentar uma gravidez de gêmeos. É um corpo minúsculo a alimentar 3 indivíduos, um coração pequenino a bombear sangue pra mais dois corpos. Nenhum dos 3 suportaria. Essa cúpula católica, atolada em dogmas ridículos, estava deliberadamente condenando as três crianças à morte.

Sinto-me feliz por saber que a equipe médica de Pernambuco tomou uma decisão muito relevante na vida dessa criança, uma vez que a mesma não teria condições de criar uma criança, quanto mais duas!!!!!!!! É lamentável que membros da Igreja Católica ainda defendam o "estupro". Entendo e tambem defendo a preservação da vida!!!! Mas em casos de estupro o aborto deve ser realizado em mulheres de qualquer idade, quanto mais de uma criança de apenas nove anos!!!!! Porque será que a “igraja”(sic) Católica defende tanto a preservação da vida e matou tantas pessoas na inquisição?!!!!

Nos dois casos de críticas negativas as posições dos dois bispos há duas raízes principais: A falta de formação cristã para certas pessoas que se dizem católicas e a falta de noções básicas sobre a doutrina para quem não é nem cristão.O caso de Garibaldi nos lembra o Zorra Total, humorístico da Rede Globo.Um dos seus personagens a Lady Kate usava o bordão :”Eu tô pagando!”Então, a pessoa paga e se pode fazer tudo dentro da Igreja?Errado.

III – Olhar teológico sobre o Templo:

O próprio Jesus, em Mateus 21,12-17, expulsou de forma indignada, cambistas e donos de bancas de negócios de pombas que comercializavam dentro do templo. No momento de expulsão o Filho de Deus pronunciou em boa e alta voz;
“Minha casa é uma casa de oração, mas vós fizestes dela um covil de ladrões”.(v.13)

São Lucas, outro evangelista, afirmava que Jesus, ao fazer isso, objetivava purificar o templo porque ali era um lugar santo. Isso nos faz lembrar a passagem da sarça ardente, no Antigo Testamento, quando Deus pedia Moisés para “tirar as sandálias dos pés porque o solo em que se está pisando é santo” (Êxodo 3,5).
De acordo com o parágrafo 583 do Catecismo da Igreja Católica, “Jesus, como os profetas anteriores a Ele, teve pelo Templo, a Casa de Deus, o mais profundo respeito. No Templo de Jerusalém, Cristo foi apresentado por José e Maria quarenta dias após o nascimento. Com doze anos, decide ficar neste Templo para lembrar aos seus pais que deve se dedicar às coisas do Pai. Durante os anos de sua vida oculta, subiu ao Templo a cada ano, no mínimo por ocasião da Páscoa, até seu ministério público (...)”.
O Templo era para o Cristo, um lugar de encontro com o Pai, era um encontro com Deus.Até Jesus pagava o imposto do templo, mas fazia isso porque era o fundamento da Igreja futura e não para usa-lo ao seu bel-prazer.
Em consonância e concordância com a visão teológica sobre o templo, o parágrafo 26 da Constituição Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia, afirma que As ações litúrgicas não são ações privadas, mas celebrações da Igreja, que é “sacramento de unidade”, povo santo, reunido e ordenado sob a direção dos bispos. Por isso, estas celebrações pertencem a todo o corpo da Igreja, manifestam-no e implicam-no; mas atingem a cada um dos membros de modo diferente, conforme a diversidade de ordens, dos ofícios e da atual participação.
Há duas informações importantes, a sacralidade do Templo e a regulação sobre todas as coisas que são realizadas neste mesmo Templo.Dentro da Igreja, enquanto espaço físico, não se pode fazer qualquer coisa, o Templo não é a “Casa da Mãe Joana”.








IV–Como algumas dioceses ou arquidioceses regulam sacramento do matrimonio.

Muitas dioceses ou arquidioceses possuem diretórios pastorais litúrgico-sacramentais para que, de forma, muito zelosa garantir um bom andamento da ministração dos sacramentos na Igreja.Leiam abaixo alguns exemplos:

295. A celebração do casamento religioso deve ser uma verdadeira festa para os noivos, suas famílias e convidados. Nela seja ressaltada a riqueza da Palavra de Deus, da oração comunitária e gestos próprios do sacramento. Seja preparada de acordo com o ritual do matrimônio e de preferência, em conjunto com os noivos, no processo da preparação matrimonial.
(...)
299. Os encontros em preparação ao matrimônio sejam realizados em comunidades eclesiais, em recintos da própria comunidade ou paróquia, conforme as diretrizes da Coordenação Arquidiocesana da Pastoral Familiar. Jamais sejam providenciados por Movimentos ou pessoas em particular, mesmo clérigos ou religiosos(as).
300. Cada paróquia ou comunidade crie uma equipe, ligada à Pastoral Familiar e à Equipe de Liturgia, para ajudar o assistente eclesiástico, os noivos, padrinhos, familiares e convidados, a celebrar com mais entusiasmo e disciplina os matrimônios.
301. Todos os que vão exercer alguma função na celebração deverão ser orientados, previamente, através da divulgação dessas normas. Valorizem-se, portanto, as equipes litúrgicas de celebração do sacramento do matrimônio, dispensando-se a participação das chamadas “firmas de cerimonial”, especializadas em orientar as celebrações como meros eventos sociais.
302. A equipe paroquial da preparação para o matrimônio tem o desafio de reorientar grande parte de noivos que estão mais preocupados com os aspectos materiais que envolvem a prepar ação e a celebração do Matrimônio, tais como vestimentas, adornos, fotógrafos e cinegrafistas do que com o essencial da Liturgia do Matrimônio: o amor que os une e a aprovação de Deus, pela Igreja, à sua união.
(...)
316. É urgente a atuação das equipes paroquiais na acolhida e orientação do povo para que a celebração transcorra bem. Os assistentes eclesiásticos nem sempre têm condições de bem exercer seu ministério litúrgico nas celebrações matrimoniais por pela falta de silêncio, urbanidade, respeito e até de constrangedores tumultos verificáveis antes, durante e depois das celebrações.

(Diretório Pastoral Litúrgico-Sacramental da Arquidiocese de Belo Horizonte-MG)


3.2.2 - Da celebração do matrimônio:
c) Evite-se toda a pompa e solenidade para uns e o caráter humilde para os outros.
(Diretório Pastoral Litúrgico-Sacramental da Diocese de Coxim-MS)

II – Princípios pastorais
23. Na preparação do matrimonio serão dadas explicações da celebração. Se os noivos quiserem realizar alguém gesto diferente, consultem previamente o Pároco. Ele dirá se o gesto é litúrgico e conveniente. Sejam os noivos incentivados a escolher e fazer a leitura da Palavra de Deus durante a celebração preparem os familiares e amigos que irão fazer a oração da comunidade, para mais e melhor participarem, viverem a liturgia sacramental.

V – Data e local do casamento

36. Na celebração do matrimonio, evite-se a discriminação de pessoas e toda pompa que seja sinal de vaidade, luxo e ostentação social. Deve-se procurar, na simplicidade, o aspecto religioso da celebração do sacramento do matrimonio. Lembramos por isso às igrejas e principalmente aos noivos e famílias que a ornamentação da igreja para o casamento deve ser simples e sóbria. Embora não seja necessário, permite-se ornamentar, moderadamente, o altar da celebração, de modo que não atrapalhe à circulação litúrgica. Pedimos aos noivos que não se deixem envolver pelas propostas caras e pretensiosas das floriculturas. Cabe à direção de cada igreja assumir, orientar e exigir a aplicação dessa determinação.
(Diretório Pastoral Litúrgico-Sacramental da Diocese de Lins/SP)
Há um caráter simbólico-sacramental no espaço da celebração. O Templo é sinal da presença e ação salvífica do Pai; é imagem do Corpo Místico de Jesus Cristo. Por isso, todos devem se esforçar para cuidar do espaço celebrativo. Ele deve ser funcional, belo, digno e simples, sendo expressão da beleza do Mistério Pascal de Cristo. Deve proporcionar o encontro com Deus e com as pessoas, não podendo ser usado como local de espetáculos. A poluição visual (acúmulo de cartazes, fotos, banners, etc) no espaço celebrativo deve ser evitada. Deve ser dada atenção especial às vestes usadas pelos ministros, aos vasos sagrados e aos livros usados nas celebrações litúrgicas.
(Diretório Pastoral Litúrgico-Sacramental da Arquidiocese de Vitória)

Outras dioceses e arquidioceses do Brasil têm também seus diretórios pastorais litúrgicos, mas por essas três nota-se que a Igreja tem regras específicas para a cerimônia do matrimonio no Templo. Não existe essa figura do “pagando bem, que mal tem?”O Casal de garibaldi, segundo o único periódico local, afirmou que o casal contratou uma firma particular para cuidar da ornamentação do templo, dentre outras coisas.
A maioria dos bispos e arcebispos propõe de forma pastoral a idéia de que o casal deve evitar firmas particulares de cerimoniais e sim de organismos da própria Igreja como a Pastoral Familiar que atua de forma conjuntural com outras pastorais da Igreja Católica.O que provoca um forte incomodo de firmas particulares porque acham que o clero episcopal, pasmem, não deve interferir no seu trabalho.Vejam só até que ponto chega-se

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Vencedor do César, "Homens e Deuses" entra em cartaz

Em "Homens e Deuses", que está em cartaz em São Paulo, o diretor francês Xavier Beauvois vai à Argélia contar uma história real e impressionante: oito monges franceses vivem no país em clima de guerra civil, ameaçados por terroristas e pressionados pelo governo a abandonar o local.

Continuar sua missão ou garantir a sobrevivência --e abandonar a população do vilarejo argelino à própria sorte? Questão central do longa, o conflito é costurado em ritmo lento.

Beauvois aposta na austeridade e no minimalismo em uma narrativa que traduz a vida simples e sacrificada dos monges.

Comentário: Um bom filme que eu recomendo assistir.

domingo, 17 de abril de 2011

Informe.

Eu desejo que todos aproveitem bem a Senana Santa indo as missas.

terça-feira, 29 de março de 2011

ÁFRICA/LÍBIA - “Obrigado, Santo Padre, pelas bonitas palavras de paz”: o testemunho do Vigário Apostólico de Trípoli à Fides

Trípoli (Agência Fides) - “O apelo do Santo Padre é uma belíssima notícia, que nos conforta muito. O Papa proferiu palavras que afirmam a necessidade de reconciliação, de paz e de diálogo” – diz à Agência Fides Dom Giovanni Innocenzo Martinelli, Vigário Apostólico de Trípoli. Ontem, domingo, 27 de março, no Angelus, o Papa Bento XVI lançou um “caloroso apelo às organizações internacionais e a todos os que têm responsabilidades políticas e militares para que iniciem imediatamente um diálogo com o fim de suspender o uso de armas”. “Traduzimos em árabe o apelo do Santo Padre e hoje o transmitiremos em uma nota verbal ao Ministério do Exterior líbio, para seu conhecimento” – afirma Dom Martinelli. O Vigário Apostólico especifica que não participou da manifestação de sábado, 26 de março (veja Fides 26/3/2011), e que em todo caso, come havia antecipado à Fides, aderiria somente se fosse uma manifestação pela paz. “Não nos pediram para estar presentes” – diz Dom Martinelli. “Foi uma manifestação para reafirmar a unidade nacional da Líbia. Participaram chefes de tribos, intelectuais e outras personalidades. Não creio que as partes queiram dividir a Líbia. Por isso, reitero que é necessário o diálogo para sair da crise” – diz o Vigário Apostólico de Trípoli. Dom Martinelli também comunica que “desde ontem, diante de nossa Igreja, estão posicionados policiais com a função oficial de nos proteger. Talvez para evitar – segundo notícias – o que ocorreu na embaixada do Quatar, que foi ocupada”. O Vigário Apostólico prossegue: “A situação em Trípoli não é fácil. A gasolina está começando a escassear, é preciso enfrentar uma fila de horas nos postos para encher o tanque, é difícil comprar alimentos”. “Esta noite não ouvimos bombardeamentos. Sabemos que atacaram nas redondezas de Sirte. Nos últimos dias, houve vítimas civis. Sei que pelo menos uma pessoa morreu com um ferimento na cabeça, provavelmente em consequência de um tiro da contra-aérea explodido perto do solo” – conclui Dom Martinelli. (L.M.) (Agência Fides 28/3/2011)

Vaticano: Pelo menos 300 mil peregrinos esperados para a beatificação de João Paulo II

2500 voluntários e linha telefónica especial vão ajudar quem se deslocar a Roma, no dia 1 de Maio


Roma, 29 Mar (Ecclesia) – Pelo menos 300 mil peregrinos são esperados em Roma, no próximo dia 1 de Maio, para marcarem presença na beatificação de João Paulo II (1920-2005), adiantaram hoje responsáveis pela área técnica e organizativa da cerimónia.

Num encontro com jornalistas, os padres Liberio Andreatta e Caesar Atuire, da Obra Romana de Peregrinações (ORP), avançaram que a capital italiana está preparada para acolher um número ainda maior de visitantes.

2500 voluntários e uma linha telefónica em várias línguas – 060606 – vão estar a postos para ajudar os peregrinos que se deslocarem ao Vaticano para a celebração, que vai ser presidida por Bento XVI.

Neste momento, decorrem obras nas zonas adjacentes à Praça de São Pedro, no Vaticano, e está a ser preparada uma área que permita aos jovens pernoitarem, fora do centro de Roma.

A ORP, organizadora oficial do evento, criou ainda o «JP2-pass», com custo de 18 euros, que vai permitir, durante três dias, o acesso aos transportes públicos urbanos dentro de Roma, até às duas da manhã, e aos comboios na linha Roma-Ostia.

A missa presidida pelo actual Papa, a 1 de Maio, está aberta gratuitamente a todos os que quiserem participar e consigam aceder à Praça de São Pedro, que vai estar acessível desde as cinco da manhã desse domingo.

No dia anterior, as igrejas do centro de Roma vão estar abertas durante toda a noite.

O Vaticano promove uma conferência de imprensa, no próximo dia 5 de Abril, para apresentar os preparativos e o programa da beatificação de João Paulo II, que passará assim a ser apresentado pela Igreja Católica à veneração dos crentes como modelo e intercessor junto de Deus.

Entretanto, um pouco por todo o mundo, multiplicam-se grupos de oração, novas publicações, páginas nas redes sociais e eventos culturais para assinalar este evento.

O antigo mestre das cerimónias litúrgicas do falecido Papa polaco, o arcebispo Piero Marini, considera que estes são sinais de estima por um homem que foi “amigo de toda a humanidade”.

“O meu desejo é que toda a Igreja, crentes, não crentes, todos considerem João Paulo II como um amigo, porque ele quis ser amigo de todos”, referiu à Rádio Vaticano.

Mais de 37 mil pessoas aderiram à página oficial na rede social Facebook para a beatificação de João Paulo II (www.facebook.com/vatican.johnpaul2).

OC

Vaticano: Papa quer reacção da Igreja perante ataques contra a família

Bento XVI deixa apelo: «Não podemos ficar indiferentes»

Cidade do Vaticano, 29 Mar (Ecclesia) – Bento XVI desafiou hoje os responsáveis católicos da América Latina a não ficarem “indiferentes” perante o que classificou como “falsas ideologias” que prejudicam as famílias.

“Constata-se dolorosamente como os lares sofrem cada vez mais com situações adversas provocadas pelas rápidas mudanças culturais, a instabilidade social, os fluxos migratórios, a pobreza, os programas de educação que banalizam a sexualidade e as falsas ideologias”, escreve o Papa aos bispos responsáveis pelas áreas da família e da vida nos episcopados latino-americanos e caribenhos.

O documento, divulgado esta manhã pela sala de imprensa da Santa Sé, considera que “a família é o valor mais querido” pelos povos da região.

“Não podemos ficar indiferentes perante estes desafios. No Evangelho encontramos luz para responder-lhes, sem desanimar”, aponta Bento XVI.

À Igreja, diz o Papa, compete promover “a cultura da vida” e trabalhar para que “os direitos das famílias sejam reconhecidos e respeitados”.

“Nenhum esforço é inútil para fomentar quanto possa contribuir para que cada família, fundada na sua união indissolúvel entre um homem e uma mulher, leve a cabo a sua missão de ser célula viva da sociedade”, pode ler-se.

Na mensagem, em espanhol, o Papa deixa votos de que “a vida humana seja acolhida e protegida, desde o seu início até ao seu fim natural”.

“É importante traçar caminhos de colaboração com todos os homens e mulheres de boa vontade para continuar a tutelar intensamente a vida humana, o matrimónio e a família em toda a região”, indica.

Bento XVI convida os católicos a não terem medo de “mostrar a beleza dos altos ideais e as exigências éticas e morais da vida em Cristo”.

Em conclusão, a mensagem papal deixa uma palavra de “afecto e solidariedade” para as famílias da América Latina, lembrando em particular as que se encontram numa situação de “dificuldade”.

OC

COMEMORAÇÕES

Ordenação Episcopal

Dom Enemésio Angelo Lazzaris, FDP, Bispo de Balsas – MA, 2008

Dom José Valmor Cesar Teixeira, SDB, Bispo de Bom Jesus da Lapa – BA, 2009

Santa Sé estará presente na Reunião de Cúpula que trata sobre o conflito na Líbia

O núncio apostólico em Londres, dom Antônio Mennini, participa hoje, 29, como observador, da Reunião de Cúpula que reunirá mais de 35 chefes da diplomacia mundial, na capital inglesa, para discutir sobre as operações militares na Líbia.

A notícia foi antecipada ontem, 28, pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, e confirmada pelo Ministério do Exterior britânico, que anunciou a presença também do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e do presidente da União africana, Jean Ping.

O encontro contará com a participação de nações não envolvidas nas ações militares, reunindo “um amplo leque de nações e organizações comprometidas por um futuro melhor para o povo líbio”, revelou o padre Lombardi.

O chanceler da Itália, Franco Frattini, adiantou a possibilidade de que Roma e Berlim proponham um plano conjunto para uma solução diplomática da crise líbia na cúpula de hoje, em Londres.

Bispos do Rio de Janeiro e São Paulo refletem a evangelização nas grandes cidades

As arquidioceses do Rio de Janeiro e de São Paulo estão unidas em oração e em busca de estratégias comuns para a ação pastoral nas metrópoles. Nesta terça-feira, 29, o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta e de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, juntamente com todos os bispos dos Regionais Leste 1 da CNBB (Rio de Janeiro) e Sul 1 da CNBB (São Paulo), estarão reunidos no Centro de Formação Sagrada Família, do Convento das Irmãs de Madre Paulina, no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

O dia começa com orações, seguidas de reuniões e termina com a celebração da missa no túmulo de Madre Paulina. A iniciativa foi do arcebispo do Rio de Janeiro. Dom Orani propôs a dom Odilo reunir as duas arquidioceses para iniciar uma reflexão sobre as ações pastorais e as organizações necessárias para ação evangelizadora da Igreja nas grandes metrópoles. O arcebispo de São Paulo aceitou prontamente a sugestão.

“A ideia é que com o amadurecimento da iniciativa, esta possa crescer e atrair outras dioceses com o mesmo perfil”, disse dom Odilo.

Nas grandes metrópoles os maiores desafios estão relacionados com a complexidade social, cultural, econômica, emocional e espiritual das cidades. Por isso, juntos, os bispos do Rio de Janeiro e de São Paulo rezarão, debaterão e buscarão descobrir novas formas de presença da Igreja neste contexto.

Chega ao fim o 5º Seminário de Catequese junto à Pessoa com Deficiência

Fonte: CNBB

Com a participação de aproximadamente 170 pessoas, representando todas as regiões do Brasil, mais a presença de bispos, padres, religiosos e leigos, aconteceu entre os dias 25 e 27, no Centro Pastoral Santa Fé, em São Paulo, o 5º Seminário de Catequese junto às Pessoas com Deficiência. O tema do encontro foi: “A Igreja e a Pessoa com Deficiência”.

O Seminário teve como maior objetivo fortalecer as ações sócioeducativas suscitada pela Campanha da Fraternidade 2006 e pelos Seminários que o precederam.

O histórico dos quatro Seminários Nacionais anteriormente realizados foi apresentado por dom Vilson Dias de Oliveira, bispo de Limeira (SP), que contribuiu e apoiou a realização de todos eles.

“A Campanha da Fraternidade 2006, com o tema: “Fraternidade e Pessoas com Deficiência” e lema: “Levanta-te, Vem para o Meio!”, despertou e trouxe vários desdobramentos para a condição das pessoas com deficiência na Igreja e na sociedade, dentre os quais a definitiva certeza do direito das pessoas com deficiência à espiritualidade, à prática da religiosidade e à catequese”, disse dom Vilson.

Participaram deste Seminário diversos movimentos e Pastorais, como o Movimento Fé e Luz, a Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência, com representantes de vários estados. E também a Pastoral das Pessoas com Deficiência das arquidioceses de São Paulo, de Curitiba e do Rio de Janeiro, além de diversas Pastorais de Surdos.

Em suas palavras no encerramento do Seminário, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética da CNBB, dom Eugênio Rixen, ressaltou a imperiosa necessidade de que as deliberações do Seminário sejam efetivadas, como, entre outras, o reconhecimento em nível nacional da Pastoral das Pessoas com Deficiência, “um dos mais belos frutos da Campanha da Fraternidade de 2006”.

quinta-feira, 3 de março de 2011

CNBB abre Campanha da Fraternidade na Quarta-feira de Cinzas

Na próxima quarta-feira, 9, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre oficialmente a Campanha da Fraternidade 2011 (CF), que tem por tema: “Fraternidade e a Vida no Planeta” e lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22). O ato de lançamento nacional, aberto à imprensa, acontece no auditório Dom Helder Câmara, na sede da CNBB, em Brasília, às 14h30, e será presidido pelo secretário geral da Conferência dos Bispos, dom Dimas Lara Barbosa.

A programação será bastante objetiva, iniciando com a apresentação da mensagem do papa Bento XVI, saudando a Campanha. Em seguida, o secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, exporá os objetivos da Campanha, bem como a dinâmica de sua realização nas dioceses, paróquias e comunidades do país. O secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, encerra o ato falando sobre as expectativas da Igreja com a Campanha. Terminada a cerimônia, dom Dimas atende os jornalistas, numa coletiva de imprensa.

Esta é a 47ª Campanha da Fraternidade desde que foi criada em 1964. A conscientização sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas está entre os principais objetivos da Campanha. A busca de ações que preservem a vida no planeta é outra meta da CF.

Com 124 páginas e dividido em quatro partes, o texto-base, carro-chefe da CF, apresenta o conteúdo a ser discutido ao longo da Campanha. Na primeira, faz uma análise da realidade procurando estabelecer as causas do aquecimento global e das mudanças climáticas. Toca na relação que há entre o aquecimento global e as atividades humanas; questiona o modelo energético do país; denuncia o desmatamento e as queimadas, responsáveis por 50% da emissão de gases de efeito estufa no Brasil; interpela o agronegócio e o atual modelo de desenvolvimento. A Campanha vai alertar, ainda, para a ameaça à biodiversidade e para o risco da escassez de água no planeta.

A segunda parte do texto-base busca na bíblia, na teologia e na palavra da Igreja a fundamentação do tema e do lema da CF. Já na terceira parte, aponta diversas atitudes que podem ser tomadas por pessoas, comunidades, governo, empresas e instituições, com o objetivo de preservar a vida no planeta terra.

Para o secretário geral da CNBB, a Igreja é motivada pela fé quando discute temas como o proposto pela CF deste ano. “A fé nos torna específicos numa discussão como essa. A nossa fundamentação é teológica e se baseia no próprio projeto de Deus para com a criação e para com o ser humano”, explica dom Dimas. “A ecologia humana é um tema fundamental trazido pelo papa João Paulo II e, depois, por Bento XVI. De acordo com o papa, o centro do universo está na pessoa humana e, muitas vezes, as políticas públicas não levam em conta esses dois pontos, principalmente as pessoas mais vulneráveis, os mais pobres”, acrescenta.

O secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, diz que a preocupação da Igreja com o meio ambiente está ligada à sua missão de defender a vida. “A Igreja demonstra suas preocupações com o estado de nosso planeta, que precisa de cuidados para que continue a oferecer as condições necessárias para a vida nele instalada”, disse o secretário.

Esta não é a primeira vez que a CF aborda o tema meio ambiente. Em 1979, a Campanha discutiu o tema “Por um mundo mais humano – Preserve o que é de todos”; em 2004, “Fraternidade e Água – Água, fonte de vida”; e, em 2007, a Amazônia foi lembrada: “Fraternidade e Amazônia – vida e missão neste chão”.

Globo responde a crítica da CNBB contra reality show

A Rede Globo de televisão respondeu no dia 18, a crítica feita pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) feita um dia antes dizendo que os reality shows são programas que “atentam contra a dignidade humana” e é uma “agressão impune aos valores morais que sustentam a sociedade”.
Não é de hoje que programas como o Big Brother Brasil (BBB) que já está na 11ª edição recebe críticas do gênero, mesmo assim a Globo respondeu dizendo “é uma emissora laica, com uma visão de cultura e mesmo de comportamento social e moral que não segue preceitos religiosos”.
O BBB é o programa de maior audiência na TV brasileira, a emissora que o transmite disse que cabe aos pais decidirem o que os filhos devem ver na TV, “como tudo o que pode influenciar na formação dos jovens, disse a nota da Rede Globo.
A crítica da CNBB também foi enviada à TV Record e pela primeira vez ficou do lado da sua arqui-inimiga Globo.
Em resposta, a emissora do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, comunicou que “A Fazenda”, seu reality show de maior audiência, é educativo porque “convida os participantes a atividades relacionadas ao campo e à natureza”.
Defendendo outro reality show do seu quadro de programas, o “Troca de Família”, a Record afirmou que ele mostra como se dá a convivência de diferentes estilos de vida.
A CNBB pediu ao Ministério Público mais empenho na fiscalização da programação das TVs.

CNBB critica “baixo nível moral” na TV e em reality shows

Da blog, com CNBB

O Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (Consep) divulgou uma nota no final da tarde desta quarta-feira, 16, manifestando-se sobre o “baixo nível moral que se verifica em alguns programas das emissoras de televisão”. Os bispos citam especialmente os reality shows “que têm o lucro como seu principal objetivo”.

Após destacar a importância da TV para a sociedade brasileira, reconhecida pelo prêmio “Clara de Assis de Televisão”, promovido pela CNBB anualmente, os bispos lamentam que “serviços prestados com apurada qualidade técnica e inegável valor cultural e moral” sejam “ofuscados” por programas como os reality shows.

Para os bispos, os reality shows “atentam contra a dignidade da pessoa humana, tanto de seus participantes, fascinados por um prêmio em dinheiro ou por fugaz celebridade, quanto do público receptor que é a família brasileira”.

A nota se dirige tanto às TVs quanto ao Ministério Público, aos pais, mães, educadores, anunciantes e publicitários, e convida todos a refletir sobre sua responsabilidade em relação à qualidade dos programas na televisão.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Departamento de Justiça e Solidariedade do Celam divulga mensagem após encontro

Foi divulgada a mensagem final do encontro das equipes de apoio e reflexão do Departamento de Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) que se reuniu entre os dias 11 e 15, em Bogotá, na Colômbia. A mensagem expressa propostas e preocupações na “perspectiva da promoção de um desenvolvimento humano integral, solidário e inclusivo de nossos povos”.

O texto se preocupa exclusivamente com o desenvolvimento da América Latina e Caribe e aponta também uma longa distância até se concretizar o sonho do desenvolvimento no continente. “A realidade dos processos e estilos chamados de desenvolvimento em nosso continente estão muito longe de ser isso, apesar dos notáveis esforços que vêm sendo dados”, frisa um trecho da mensagem.

Para as equipes de reflexão, o crescimento da economia da AL é visível, porém não tem favorecido a diminuição das desigualdades na região. “Tem sido notável o crescimento econômico na Região da América Latina e Caribe [...] não obstante, a pobreza geral continua afetando mais de um terço da população [...]”, aponta outro trecho.

A esfera política é outro ponto enfatizado na mensagem. As equipes também apontam avanços na democracia participativa nos espaços locais, porém, “prevalece a concentração do poder em determinados grupos de elite e se continua evidenciando clamorosas situações de corrupção, o incremento do narcotráfico e outros grupos do crime organizado dedicados ao tráfico de migrantes e ao trato de pessoas [especialmente de crianças e adolescentes] com fins de sujeição a todo tipo de escravidão”.

Esperança

Após apontar alguns obstáculos que ofuscam o desenvolvimento da América Latina, a mensagem destaca que os esforços para o bem do desenvolvimento do continente, como também algumas experiências solidárias, são razões para se acreditar na esperança de dias melhores para a região. “Causam esperança os esforços de nossos povos em experiências de economia solidária e comércio justo que vão conquistando um dinamismo econômico com maior vigência na região [...]”.

O encontro reuniu 63 pessoas de 14 países da América Latina, Caribe e Europa. Representaram o Brasil, entre outros, o Dr. Nelson Arns Neumann, Ademar Bertucci, padre Cláudio Ambrósio, irmã Rosita Milesi. A reunião contou também com a presença do cardeal arcebispo de Santa Cruz de la Sierra e presidente do Departamento de Justiça e Solidariedade, dom Julio Terrazas; e do cardeal arcebispo de Aparecida e presidente do Celam, dom Raymundo Damasceno Assis.

O objetivo do encontro foi planejar o próximo quadriênio de atividades do Departamento de Justiça e Solidariedade do Celam.

O Departamento de Justiça e Solidariedade do Celam tem por objetivo animar, promover e fortalecer o processo de transformação da realidade latinoamericana, a partir da solidariedade e à luz do Evangelho. O órgão conta com três seções: Pastoral Social, Mobilidade Humana e Leigos e Construtores da Sociedade.

Leia baixo, mensagem na íntegra

Mensagem Final

DEPARTAMENTO JUSTIÇA E SOLIDARIDADE – CELAM

Impulsionar um desenvolvimento humano, integral, solidário e inclusivo

Nos dias 11 a 14 de fevereiro de 2011, nos reunimos, em Bogotá, bispos, equipes de apoio e reflexão do Departamento Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latino-americano, para avaliar a gestão 2007-2011 e fazer propostas para o próximo planejamento do Departamento no contexto da Missão Continental, que assumimos a partir da V Conferência do Episcopado Latino-americano e Caribenho, em Aparecida.

No espírito de serviço e comunhão que caracteriza o Celam, compartilhamos com as Comissões de Pastoral Social, Cáritas, organismos relacionados à Justiça e Solidariedade, com enteidade que trabalham com migrantes e na pastoral do turismo das Conferências Episcopais da América Latina e Caribe, com os agentes pastorais e líderes sociais, para expressar nossas preocupações, esperanças e propostas na perspectiva da promoção de um desenvolvimento humano integral, solidário e inclusivo de nossos povos. Tal como o propõe o Documento de Aparecida (cf. DA 474), na fidelidade ao Concílio Vaticano II, que nos manifesta que as alegrias e as esperanças, as tristezas e angústias dos povos, especialmente dos mais pobres e excluídos, são alegrias e esperanças, tristezas e angústias dos discípulos de Cristo (cf. GS 1).

A realidade de nossa região e os processos de desenvolvimento

1. O Papa Paulo VI dizia já na Encíclica Populorum Progressio que o desenvolvimento é “o passo para toda a pessoa e para todas as pessoas de condições de vida menos humanas a condições de vida mais humanas” (PP 20). Contudo, a realidade dos processos e estilos chamados de desenvolvimento em nosso continente estão muito longe de ser isso, apesar dos notáveis esforços que vêm sendo dados.

2. Tem sido notável o crescimento econômico da Região da América Latina e Caribe, especialmente no ano de 2010. Não obstante, a pobreza geral continua afetando mais de um terço da população e o índice médio da desigualdade é o mais elevado em comparação com os outros continentes do mundo, reforçando situações persistentes de miséria desumanizadora (cf. Caritas in veritate 22). Esta situação nos move a renovar com força nossa opção preferencial pelos pobres.

3. A taxa de desemprego na região continua próxima a 8% da população economicamente ativa, que é acompanhada pelo emprego precário ou subemprego, que afeta mais de um terço desta mesma população. Prevalecem políticas de desregulamentação das relações trabalhistas aplicadas nas últimas décadas, que impede um trabalho digno e decente, com salários justos, seguridade social e direito à sindicalização.

4. Entre as principais causas das situações acima mencionadas encontramos um processo de concentração da riqueza em poucas mãos, uma importante expatriação dos ganhos das empresas transnacionais, uma injusta distribuição da riqueza no interior de nossos próprios países, assim como políticas fiscais regressivas que punem mais os pobres.

5. É necessário assinalar a forte degradação de solos e da água, a perda da biodiversidade, as catástrofes climáticas, o avanço da desertificação, entre outros, são uma constante na região que põem em risco todas as populações. O enfoque econômico predominante não tem em conta o limite físico dos recursos renováveis e não renováveis. Pelo contrário, o desenvolvimento, entendido como crescimento econômico, se reduz ao livre mercado, que só busca maximizar o lucro, deixando assim a pessoa humana relegada. Tudo isso nos faz ver a insustentabilidade destes processos. Como Igreja devemos fazer ouvir nossa voz, prevenindo a destruição da humanidade (cf. CIV 51-b).

6. Neste contexto, preocupa-nos o privilégio da livre circulação de capitais e de bens, mas não de pessoas. Tem crescido a consciência sobre os direitos humanos civis e polítios, mas não se percebe o mesmo avanço em relação aos direitos econômicos, sociais, culturas e ambientais.

7. Deste modo, não se dá um enfoque de autêntico desenvolvimento humano e continuamos percebendo os rostos sofridos dos que se encontram excluídos dos sistemas de saúde, privilegiando-se programas compensatórios e não políticas universais como direitos das pessoas. Além disso, as prisões continuam sendo espaço de castigo e desumanização, onde se pretende, ingenuamente, “prender o mal”.

8. Na esfera política, se bem que haja importantes avanços na democracia participativa nos espaços locais, prevalece a concentração do poder em determinados grupos de elite e se continua evidenciando clamorosas situações de corrupção, o incremento do narcotráfico e outros grupos do crime organizado dedicados ao tráfico de migrantes e ao trato de pessoas (especialmente de crianças e adolescentes) com fins de sujeição a todo tipo de escravidão.

Há razões de esperança

9. Contudo, causam esperança os esforços de nossos povos em experiências de economia solidária e comércio justo que vão conquistando um dinamismo econômico com maior vigência na região, assim como a importante rede de agentes comunitários de saúde, a existência de organizações sociais, indígenas e urbanas, para preservação ecológica do meio ambiente, especialmente na Amazônia e as biodiversidades na Região. Constata-se a incidência por políticas e leis e a existência de grupos e redes que trabalham pela defesa dos direitos humanos de migrantes e refugiados, das crianças e adolescentes, e a transformação da vida das pessoas encarceradas e sua reinserção na sociedade.

10. Vemos também a emergência da sociedade civil com distinta do mercado e do Estado. Ela se expressa através de movimentos e organizações populares que agrupam os distintos setores da sociedade. Eles são novos agentes no espaço público na luta por interesses universais que buscam o bem comum.

O caminho que estamos fazendo

11. Frente a esta realidade que nos comove e interpela, queremos colocar em comum as respostas que temos dado a partir dos diversos âmbitos da pastoral social, respostas que, de modo geral, em parceria solidária com importantes grupos e redes da sociedade civil e movimentos sociais, e encaminham até a mudança das estruturas injustas da sociedade (cf. DA 383).

12. Temos encorajado os grupos de economia solidária e comércio justo, incentivado reflexões e propostas para uma autêntica responsabilidade social empresarial pois, como dizia João Paulo II, a empresa é, antes de tudo, uma comunidade de pessoas (cf. CA 43). Têm se feito vigorosos esforços diante dos governos para uma revisão e atualização de leis de migração nos distintos países, dando-lhes um enfoque de direitos humanos dos migrantes e refugiados e para implementar instrumentos internacionais tais como a Convenção para a proteção dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras migrantes e suas famílias. Da mesma forma, tem-se avançado na defesa dos direitos dos ciganos, na atenção a pessoas em situação de rua e a outros grupos itinerantes.

13. Consideramos importante fortalecer a Pastoral do Turismo para evangelizar esta realidade no crescimento contínuo, que exige um dinamismo particular para responder a desafios que se apresentam de modo contínuo.

14. Vem sendo trabalhada a construção de uma consciência comum dos desafios ambientais e ecológicos. Hoje se tem conhecimento de uma plataforma latino-americana para poder desenvolver estratégias pastorais comuns que contribuam para o saneamento urgente da criação (cf. Caritas in Veritate 50).

15. Têm-se realizado esforços pelo direito à saúde, sua promoção e a prevenção de enfermidades de maior urgência. Nesta ação social, é promovido o diálogo ecumênico, inter-religioso e com as autoridades civis.

16. Vem se trabalhando na defesa dos direitos das crianças e adolescentes com incidência em políticas públicas que reconheçam seus direitos.

17. Estão sendo dados passos na formação dos leigos e leigas para animar seu compromisso com a transformação da realidade nos âmbitos social, político, econômico, cultural, ecológico. Como cristãos e cristas, temos buscado intensificar nossa presença entre os trabalhadores, trabalhadoras e suas organizações e animar nossa Igreja em seu compromisso por cauda da justiça, da paz, da solidariedade, e a participação para o bem comum.

18. Além disso, temos reforçado nossa presença nas prisões e a denúncia do modelo carcerário e do enfoque que propõe mais prisões como solução.

Cooperação entre a sociedade e a Igreja

19. Destacamos um novo papel da sociedade civil no resgate da fraternidade, da liberdade, da igualdade, tendo em conta que se dá um processo intercultural nas comunidades. A Igreja é chamada a ajudar na mediação entre a cultura globalizada e as expressões culturais na região.

20. Como cristãos, sentimo-nos desafiados a fazer todo o possível para mudar o rumo do mundo para o pleno respeito da dignidade humana, a acompanhar os que propõem novos modelos de desenvolvimento e convivência que favoreçam a integridade da pessoa. Precisamos voltar a ser o sal da terra e a luz do mundo (Mt 5,13-16), para ajudar a transformar a partir de dentro as culturas e, especialmente, os estilos de vida consumistas predominantes. Cabe a nós trabalhar conjuntamente na formação das consciências e tornar a vida terrena mais digna do ser humano, para que todos, em Cristo, tenhamos vida e vida em plenitude (Jo 10,10).

21. A partir deste nosso compromisso com a edificação do Reino de Deus no mundo, oferecemos o serviço da formação na Doutrina Social da Igreja como “inestimável riqueza, que anima o testemunho e a ação solidária dos leigos e leigas, aqueles que se interessam cada vez mais por sua formação teológica, como verdadeiros missionários da caridade, e se esforçam por transformar de maneira efetiva o mundo segundo Cristo” (DA 99g).

Desafios de nossa realidade diante do desenvolvimento humano integral e solidário como horizonte para a Região

22. Aprofundar a orientação da Região para um processo de desenvolvimento humano integral e solidário, que tenha como base o cuidado da criação e como ponto de partida dos esforços das populações empobrecidas e excluídas para sair destas situações de pobreza e exclusão através de múltiplas formas de solidariedade econômica e em outros âmbitos mencionados. É necessário articular-se com esforços de responsabilidade social empresarial, de políticas públicas inclusivas, de processos internacionais de globalização da solidariedade.

23. Desenvolver estratégias pastorais que permitam recuperar o olhar da fé sobre a criação e o crescimento de uma consciência de mudança nos padrões de desenvolvimento econômico e de consumo a modos sustentáveis, que preservem a qualidade de nossos ecossistemas, através da incidência na política nacional e internacional, partido de nossas comunidades locais. É necessário promover estilos de vida sóbrios e simples, com hábitos saudáveis.

24. Quanto às políticas migratórias, abrir definitivamente as fronteiras de nossos países, que todos e todas sejam reconhecidos cidadãos da América Latina e do Caribe como pátria comum. Continuar os esforços de garantir acesso universal à saúde e à formação e educação permanente nele.

25. É urgente repensar o direito ao trabalho, considerando-o não como problema do mercado, mas do Estado e da sociedade, como um problema de cidadania, do exercício de seus direitos e capacidades. O trabalho digno, decente, é uma das melhores ferramentas para libertar os cidadãos do temor da pobreza, de todo tipo de dependência. A valorização do trabalho é elemento central do desenvolvimento solidário.

26. Reorganizar a ação social e a pastoral carcerária em nível regional e continental a fim de indicar, com maior efetividade, o modelo de desenvolvimento integral humano, questionando com mais força o atual modelo de desumanização carcerária a partir do enfoque da dignidade das pessoas.

Como discípulos missionários de Jesus Cristo, nos comprometemos a contribuir para a construção de projetos de nações justas, solidárias e em paz para o desenvolvimento humano, integral, solidário e inclusivo.

Damos graças a Deus pelo caminho feito e pedimos perdão por aquilo que nos impede de viver como Discípulos Missionários no mundo. Imploramos sabedoria e fortaleza para impulsionar a Missão Continental da Igreja da América Latina e Caribe nos distintos âmbitos da sociedade.

Renovamos nossa confiança no grande carinho da Virgem Maria de Guadalupe por todos seus filhos e filhas deste Continente e nos recolhemos à sua maternal proteção.

Bogotá, fevereiro de 2011

Tradução: Assessoria de Imprensa/CNBB