sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Santo do Dia - São Benedito


São Benedito OFM Cap (Sicília, 31 de Março de 1524 - Palermo, 4 de Abril de 1589) (São Benedito, o Negro, ou São Benedito, o Africano ou São Benedito, o Mouro) - Santo da Igreja Católica Apostólica Romana.
Algumas versões dizem que ele nasceu na Sicília, sul da Itália, em 1524, no seio de família pobre e era descendente de escravos oriundos da Etiópia. Outras versões dizem que ele era um escravo capturado no norte da África, o que era muito comum no sul da Itália nesta época. Neste caso, ele seria de origem moura, e não etíope. De qualquer modo, todos contam que ele tinha o apelido de “mouro” pela cor de sua pele.
Foi pastor de ovelhas e lavrador.
Aos 18 anos de idade já havia decidido consagrar-se ao serviço de Deus e aos 21  um monge dos irmãos eremitas de São Francisco de Assis chamou-o para viver entre eles e aceitou. Fez votos de pobreza, obediência e castidade e, coerentemente, caminhava descalço pelas ruas e dormia no chão sem cobertas. Era muito procurado pelo povo, que desejava ouvir seus conselhos e pedir-lhe orações.
Cumprindo seu voto de obediência, depois de 17 anos entre os eremitas, foi designado para ser cozinheiro no Convento dos Capuchinhos. Sua piedade,sabedoria e santidade levaram seus irmãos de comunidade a elegê-lo Superior do Mosteiro, apesar de analfabeto e leigo, pois não havia sido ordenado sacerdote. Seus irmãos o consideravam iluminado pelo Espírito Santo, pois fazia muitas profecias. Ao terminar o tempo determinado como Superior, reassumiu com muita humildade mas com alegria suas atividades na cozinha do convento.
Sempre preocupado com os mais pobres do que ele, aqueles que não tinham nem o alimento diário, retirava alguns mantimentos do Convento, escondia-os dentro de suas roupas e os levava para os famintos que enchiam as ruelas das cidades. Conta a tradição que, em uma dessas saídas, o novo Superior do Convento o surpreendeu e perguntou: “Que escondes aí, embaixo de teu manto, irmão Benedito?” E o santo humildemente respondeu: “Rosas, meu senhor!” e, abrindo o manto, de fato apareceram rosas de grande beleza e não os alimentos de que suspeitava o Superior.
São Benedito morreu aos 65 anos, no dia 4 de abril de 1589, em Palermo, na Itália.
Na porta de sua cela, no Convento de Santa Maria de Jesus de Palermo se encontra uma placa com a inscrição em italiano indicando que era a Cela de São Benedito e embaixo as datas 1524-1589, para indicar as datas do nascimento e de sua morte. Alguns autores indicam 1526 como o ano de seu nascimento, mas os Frades do Convento de Santa Maria de Jesus consideram que a data certa é 1524.
Todos os anos a seguir à Páscoa, há uma missa e festa em sua honra na localidade portuguesa de Coval, concelho de Santa Comba Dão
Diz o Ofício Litúrgico de São Benedito do próprio da Ordem Franciscana: "Benedito que pela sua cor preta foi chamado o santo preto". Benedito era de família descendente da África. Seus avós eram etíopes. Benedito, portanto, tinha a pele de cor negra. Uma piedade falsa dos séculos 19 e 20 (até os anos 50) queria atribuir uma cor de pele morena, quase branca, ao nosso santo, como se não ficasse bem a glorificação nos altares da raça negra. Assim como Benedito, também Santo Elesbão e Santa Efigênia são de cor negra e deram muitas glórias ào Senhor e à Igreja.
  Humilde foi a origem do santo negro. Benedito era filho de Cristovam Manasseri e Diana Larcan, descendentes de escravos trazidos da Etiópia, África, para a Sicília, Itália. O pai fôra escravo de um rico senhor, Vicente Manasseri, e dele recebera o sobrenome. Diana, sua mãe, fora libertada por um cavalheiro da Casa de Lanza. E como os escravos tomavam o nome de seu senhor, veio a chamar-se Diana Larcan ou de Lanza.

 Casados, Cristovam e Diana viviam como bons cristãos, fiéis à Lei do Senhor e humildes numa vida de oração e trabalho. Sua mãe, conforme consta do processo de beatificação de São Benedito, era devota fervorosa do Santíssimo Sacramento e extremamente caridosa para com os pobres, dons que Benedito herdaria por toda a vida. Cristovam era fervoroso, voltado para Deus, a família e o trabalho. Recitava diariamente com edificante piedade o Rosário de Maria e o ensinava a quantos com ele trabalhava. Diante dele ninguém blasfemava ou dizia obscenidade. Tantas vezes podia, aproximava-se da Mesa Eucarística. Mereceu a confiança dos patrões, pela honestidade e retidão que o caracterizavam no trabalho. Por isso, foi nomeado chefe dos trabalhadores. Dispunha os seus bens em favor dos mais pobres.
  Um fato que chama a atenção na vida do pai de Benedito: por ciúmes, alguns companheiros de trabalho o caluniaram, dizendo que ele dilapidava os bens do patrão em nome da caridade. O honesto feitor viu-se do dia para a noite deposto de seu cargo, sofrendo vergonha e humilhação. Deus veio em seu socorro: os negócios de Manasseri não iam bem e sua terras terras já não produziam como antes. Morriam seus animais e seus campos eram vítimas de pragas. O patrão percebeu a injustiça que havia cometido e mandou chamar Cristovam e o reintegrou no cargo de ofício, com mais pode e autoridade que antes. Fez ainda mais: deu ao escravo piedoso e fiel, toda a liberdade para socorrer os pobres que o procurassem. Deu muitas esmolas e os negócios de Manasseri prosperaram.
  Outro fato que chama a atenção nos pais de Benedito é de que fizeram voto de castidade ao contraírem matrimônio, vivendo na penitência, no trabalho e na oração. Foi o patrão quem persuadiu os pais à exercerem os seus direitos de matrimônio, prometendo dar liberdade aos seus descendentes. Assim o fizeram, assim nasceu Benedito, fruto de uma bênção especial de Deus: Bendito! Bendito! Bendito! Era o ano de 1524. Nasceu livre quanto à condição, e mais livre quanto à santa liberdade dos remidos pelo Sangue do Cordeiro. Dele se dizia: Negro e muito formoso, devido os traços finos de seu rosto.
  A formação cristã do pequeno Benedito se deve à sua mãe, Diana, virtuosa e rica da graça do Senhor. Benedito crescia em idade, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens. Cristovam e Diana, repartindo o tempo entre a oração,o trabalho e a educação de seu primogênito, viviam santamente e Benedito era levado à Igreja pelas mãos paternas. Tiveram outros filhos: Marcos, Baldassara e Fradella. Esta casou-se com um escravo chamado Antonio Nastasi, com o qual teve uma filha, Violante, que mais tarde entrou para um convento da Ordem Terceira de São Francisco, recebendo o hábito de seu tio Benedito. Chamou-se Soror Benedita e viveu santamente. Morreu em Palermo, e há testemunhas que atestam milagres operados por Deus com a sua intercessão.
  Benedito foi pastor de ovelhas. Foi muito fiel ao seu dever. Enquanto pastoreava, rezava piedosamente o Rosário. Procurava os lugares mais afastados, pelos altos montes, com boa pastagem e água para seu rebanho, para poder também orar e meditar. Certa vez o encontraram escondido em uma gruta, num momento de folga, de joelhos, olhos fixos no céu, todo arrebatado em êxtase. A partir desse dia, nunca mais o ridicularizaram.
  Aos dezoito anos, Benedito se abrasou no amor do Senhor e demonstrou interesse em se dedicar totalmente a Jesus. Com sacrifícios, conseguiu comprar uma junta de bois, e com eles passou a ganhar alguns trocados e socorrer os pobres. Isso durou até completar vinte e um anos de idade.
Altar onde se encontra a imagem de São Benedito em nossa Igreja matriz Frei Jerônimo Lanza, natural de San Marco, abandonou o mundo e se recolheu com alguns companheiros num eremitério de Santa Dominica, na região de Caronia. O Papa Júlio III autorizou aos novos eremitas professarem a Regra Seráfica de São Francisco, juntando ainda aos votos de pobreza, obediência e castidade, o voto de vida quaresmal, que os levava a jejuar 3 dias por semana. Numa de suas viagens, Jerônimo conheceu Benedito, que num momento de descanso era injuriado e zombado pelos companheiros de trabalho por causa da cor da pele. Frei Jerônimo ouviu e repreendeu severamente os injustos e lhes disse em tom profético: "Ah! hoje fazeis caçoada e ridicularizais este pobre negrinho; mas daqui a poucos anos vereis a sua fama correr todo o mundo!". Voltando-se para o patrão lhe disse: " Eu vos recomendo muito este moço porque logo ele virá em minha companhia e se há de tornar um santo religioso!"
  Alguns dias depois, Frei Jerônimo voltou àquele lugar e diz, ao ver Benedito: "Que fazes aqui? Vamos! Vende estes bois e vem comigo." Benedito não teve dúvidas e o seguiu. Seus pais, não obstante necessitassem da ajuda monetária do filho, não se opuseram à vocação do filho.
  Os irmãos Eremitas Franciscanos levavam vida austera, em extrema pobreza. Mendigavam o pouco de pão nas vizinhanças, e tinham algumas ervas e água para sustentar. A habitação era paupérrima, estreita e sem conforto. Vestiam-se de grosseiro pano e passavam longas horas em oração. Depois da sua profissão solene, Benedito quis usar um manto parecido com o de São Paulo Eremita, feito de folhas de palmeira, com um capuz de lã muito velha protegendo a cabeça. Em 1562, contando o santo com 38 anos de idade, o Papa Pio IV, ouvindo os apelos de eremitas que não suportavam os rigores do 4º voto, o de vida quaresmal, ordenou que os eremitas de Frei Jerônimo se recolhessem a qualquer dos conventos franciscanos regulares, dispensando-os do 4º voto.
  Benedito, indeciso quanto ao convento em que se recolheria, foi orar na Catedral Metropolitana de Palermo, diante da imagem de Nossa Senhora, sob o título de Madona di Libera Inferni e, chorando, pediu a intercessão da Mãe para a sua escolha. Ouviu a voz da Mãe falando no seu coração: "Meu filho, é vontade de Deus que entres para a Ordem dos Frades Menores Reformados": Sua vocação estava resolvida! Agradecendo à Maria, foi imediatamente ao Convento de Santa Maria di Gesú, duas milhas de Palermo.
Fatos importantes da vida de Benedito no Convento de Santa Maria di Gesú:
foi recebido em festa pelo Guardião dos Franciscanos Frei Arcângelo de Scieli, que conhecia sua fama de santidade;
depois de poucos dias, foi enviado ao Convento de Sant'Ana di Giuliana, um dos Mosteiros mais fervorosos da Ordem;
após 3 anos, voltou ao Convento de Santa Maria di Gesú, onde ficaria até a morte;
seu primeiro ofício foi o de cozinheiro, juntando a atividade de Marta à contemplação de Maria (Lc 10, 38-42).
Fez da cozinha um santuário de oração, vivendo sempre alegre e cheio de mansidão para com todos;
início dos prodígios: o Capítulo da Ordem iria se realizar no Convento. Devido a neve, os frades não poderiam mendigar conforme a Regra estabelecia. Por descuido, o Superior não providenciou o necessário. Como a situação era grave, Benedito chamou um de seus auxiliares e o mandou encher umas vasilhas de água. Diante do espanto do Irmão, que sabia não haver carnes ou peixes para a refeição, Benedito replicou: enche as vasilhas e cobre-as com tábuas. Recolheu-se aos seus aposentos e pôs-se a rezar. Ao amanhecer, chama seu auxiliar e vão à cozinha. Ali ocorreu o milagre: grandes peixes, suficientes para várias refeições, estavam nas panelas;
certo dia a carne chegou atrasada e os frades começaram a pedir a mesma. Benedito disse que a mesma estava ao fogo há poucos minutos, mas iria ver o que fazer. Encontrou a carne bem temperada, cozida e pronta;
trinta operários prestavam serviços voluntários no convento. Certo dia, porque vieram sem prévio aviso, encontraram as despensas do Convento vazias. Benedito pôs-se em oração e serviu farta refeição aos operários e ainda sobraram alimentos para a despensa;
Sem lenha para o fogão, Benedito subiu ao monte e encontrou uma grande árvore derrubada por raio. Seriam necessários vários homens fortes para conduzirem a mesma. No entanto Benedito a colocou no ombro sem nenhum esforço, causando espanto a todos os que viam a cena;
O Arcebispo de Palermo, Dom Diogo d´Abedo, gostava de se recolher uns dias para descansar e rezar no Convento de Santa Maria di Gesú. Vindo para as festas do Natal, trouxe consigo grande quantidade de víveres. Na missa da aurora do Natal, Frei Benedito, abrasado de santo amor, vai receber a Santa Comunhão. Sente o Menino Jesus em seu coração como no presépio de Belém.
Chora ao contemplar um quadro ao lado do Altar. Caiu em êxtase, ficando ali várias horas arrebatado, sem pensar nos trabalhos da cozinha. Quando estava para começar a Missa solene Pontifical, o Superior foi à cozinha e viu o fogo apagado. Clamou por Benedito, reclamando o almoço para logo depois da Missa. O Convento ficou em polvorosa, para não fazer feio diante do Arcebispo. Foi o turiferário quem encontrou Benedito a contemplar o Menino Jesus , chamando sua atenção quanto ao almoço. A resposta de Benedito o desconcertou: Não se aflija, irmão! Após a Missa, acendeu uma vela e voltou a rezar. Os irmãos o injuriavam, revoltados com a preguiça e o descaso do frade negro. Viam a vergonha diante dos olhos. Benedito calou-se e calmamente acendeu o fogo. Quando chegou o horário da refeição e o Superior ordenou a arrumação da mesa, viram dois belos jovens acabando de preparar suculento banquete para o Arcebispo e todos do convento. As injúrias se transformaram em louvores e graças ao Senhor e ao humilde servo.
Benedito era leigo e analfabeto. Mesmo assim, tornou-se Superior do Convento e modelo admirável no governo daquela casa;
em 1578, reuniu-se o Capítulo Provincial dos Franciscanos no Convento de Santa Maria dos Anjos, em Palermo. Houve a separação da Reforma e da Observância da Regra, sendo que o Convento onde Benedito morava passou à Ordem Reformada. Frei Benedito foi eleito Superior, por sua santidade e servidão. Enquanto todos se alegravam, Benedito se entristeceu e procurou o Padre Superior, rogando que o liberasse desse cargo, pois era analfabeto e ignorante. Seu Superior não o liberou e, em nome da Santa Obediência declarou: Doravante serás o Superior do Convento de Santa Maria di Gesú. A Benedito coube somente obedecer;
sua firmeza e observância das Regras faziam com que o Convento tivesse uma vida ativa e cheia de graça;
alguns autores dizem ter sido Frei Benedito Mestre de Noviços. Há autores que discordam, pois esse cargo era exercido somente por Presbíteros. Mas a dúvida continua, pois já havia acontecido a exceção quando Benedito foi indicado para o cargo de Superior, exercido também por um Presbítero;
os noviços tinham grande admiração por Benedito e tinham nele um grande conselheiro;
Benedito tinha o Dom da Ciência Infusa. Sem saber ler ou escrever, conseguia dar aulas sobre todos os assuntos ligados à Religião, à Ordem ou à Fé. Tinha muita clareza, espírito e unção. Teólogos e Mestres ouviam atentamente o grande santo;
Segundo Frei Giacomo di Pazza, uma das testemunhas do processo de beatificação, não se passava um dia sem que acontecesse um prodígio operado pela intercessão de São Benedito;
Um dos milagres operado em vida: várias senhoras, num carro puxado por cavalos, sofreram um grave acidente, no qual D. Eleonora caiu sobre uma criança de cinco meses de idade, tendo a criança morrido asfixiada. Diante do desespero de todos, Benedito tomou a criança nos braços, põe a mão na testa gelada e recita algumas orações. Entregando a criança, disse: a senhora já pode amamentar a criança. A criança morta, em contato com o seio da mãe, adquire vida novamente e suavemente suga o leite da mãe (na imagem tradicional, São Benedito está carregando essa criança, e não o Menino Jesus, como muitos acreditam) ;
uma criança morreu esmagada sob o peso do pai e do carro puxado por cavalos em que estava. Pedindo confiança em Deus e em Nossa Senhora, Benedito toma nos braços a criança, enquanto inicia a oração. Ao fazer o sinal da Cruz sobre a criança, esta abre os olhos e pôs-se a chorar e gritar. Ressuscitara maravilhosamente;
Também um cego recupera a visão quando Benedito lhe faz o sinal da Cruz sobre os olhos; outro cego, que perdera a visão há um ano, sem conseguir resultados com os médicos, recupera a visão quando Benedito lhe faz o sinal da Cruz sobre os olhos;
Incrível! até um cavalo é ressuscitado por Benedito, o cavalo que era do serviço do Convento e que caira num abismo;
após servir os pobres, Frei Vito vira chegar soldados espanhóis famintos e sedentos. Assustado, viu que havia poucos pães em seu cesto. Instado por Benedito a servir os soldados, percebeu que o cesto não se esvaziava e assim pôde alimentar grande contingente de soldados;
um pescador pobre, pai de sete filhos, não conseguia pescar um mísero peixe sequer. Vendo a aflição do pobre homem, Benedito orou e o pescador viu quantidade inacreditável de peixes em sua rede; Muitas curas físicas foi realizada por Deus sob a intercessão de São Benedito, em vida e após a sua morte.
  Em fevereiro de 1589 Benedito caiu gravemente enfermo. Embora seu médico, de grande fama na região, previsse sua morte, Benedito o alertou que ainda não havia chegado sua hora. Portanto, recuperou-se. Em março tornou a adoecer, com uma febre muito altta. Nenhum remédio o aliviava. Previu então sua morte e fez um pedido estranho: "enterrem logo o meu corpo para que não tenham contrariedade".
  Recebeu a Unção dos Enfêrmos e o Viático, preparando-se para o encontro com o Senhor. Não aceitou ainda a colocação das velas em suas mãos, pois avisaria quando chegasse a hora. Recebeu a visita de Santa Úrsula e as onze mil virgens em visão. Daí poucos minutos, chamou Frei Guilherme e mandou que acendesse a vela e pusesse em suas mãos. Era chegada a hora. Exclamando "Jesus! Jesus! Minha Mãe doce Maria! Meu pai São Francisco", Benedito faleceu na paz do senhor. Era 19 horas de 4 de abril de 1589, terça-feira de Páscoa, aos 65 anos de idade, dos quais passara 21 anos no mundo, 17 no Eremitério e 27 na Ordem Franciscana.
  A profecia de que era preciso enterrar logo o seu corpo, cumpriu-se após o velório. Multidão invadiu o Convento querendo relíquias ou lembranças do grande santo. Em 7 de maio de 1592, seu corpo foi transladado pela primeira vez. Do seu corpo exalava sublime perfume, sendo seu corpo encontrado em perfeito estado de conservação, sem uso de qualquer produto químico. Em 3 de outubro de 1611 foi feita a segunda transladação do corpo, colocado em urna de cristal. Ainda hoje continua conservado, exposto em Urna Mortuária para visitação pública numa Capela lateral da Igreja de Santa Maria, em Palermo, Itália.

Fonte: Wikipedia

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

São Francisco de Assis e Dia Mundial dos Animais


Do site Wikipedia



Giovanni di Pietro di Bernardone, mais conhecido como São Francisco de Assis (Assis, 5 de julho de 1182— 3 de outubro de 1226), foi um frade católico da Itália. Depois de uma juventude irrequieta e mundana, voltou-se para uma vida religiosa de completa pobreza, fundando a ordem mendicante dos Frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos, que renovaram o Catolicismo de seu tempo. Com o hábito da pregação itinerante, quando os religiosos de seu tempo costumavam fixar-se em mosteiros, e com sua crença de que o Evangelho devia ser seguido à risca, imitando-se a vida de Cristo, desenvolveu uma profunda identificação com os problemas de seus semelhantes e com a humanidade do próprio Cristo. Sua atitude foi original também quando afirmou a bondade e a maravilha da Criação num tempo em que o mundo era visto como essencialmente mau, quando se dedicou aos mais pobres dos pobres, e quando amou todas as criaturas chamando-as de irmãos. Alguns estudiosos afirmam que sua visão positiva da natureza e do homem, que impregnou a imaginação de toda a sociedade de sua época, foi uma das forças primeiras que levaram à formação da filosofia da Renascença
Dante Alighieri disse que ele foi uma "luz que brilhou sobre o mundo", e para muitos ele foi a maior figura do Cristianismo desde Jesus, mas a despeito do enorme prestígio de que ele desfruta até os dias de hoje nos círculos cristãos, que fez sua vida e mensagem serem envoltas em copioso folclore e darem origem a inumeráveis representações na arte, a pesquisa acadêmica moderna sugere que ainda há muito por elucidar quanto aos aspectos políticos de sua atuação, e que devem ser mais exploradas as conexões desses aspectos com o seu misticismo pessoal. Sua vida é reconstituída a partir de biografias escritas pouco após sua morte mas, segundo alguns estudiosos, essas fontes primitivas ainda estão à espera de edições críticas mais profundas e completas, pois apresentam contradições factuais e tendem a fazer uma apologia de seu caráter e obras; assim, deveriam ser analisadas sob uma óptica mais científica e mais isenta de apreciações emocionais do que tem ocorrido até agora, a fim de que sua verdadeira estatura como figura histórica e social, e não apenas religiosa, se esclareça. De qualquer forma, sua posição como um dos grandes santos da Cristandade se firmou enquanto ele ainda era vivo, e permanece inabalada. Foi canonizado pela Igreja Católica menos de dois anos após falecer, em 1228, e por seu apreço à natureza é mundialmente conhecido como o santo patrono dos animais e do meio ambiente.

Tá cada vez ficando mais Russo, né, Mano? Paulistanos não votem neste cara!




quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Estado reenviará à Alerj projeto para proteger gays


Decisão foi tomada um dia depois de TJ declarar inconstitucional lei que pune discriminação a homossexuais
WALESKA BORGES\O Globo


RIO - Um dia depois de o Tribunal de Justiça do Rio declarar inconstitucional a lei que pune os estabelecimentos que discriminarem pessoas por causa de sua orientação sexual, o governador Sérgio Cabral decidiu na terça-feira que enviará à Alerj um novo projeto com o mesmo objetivo. A ação foi apresentada ao TJ pela Procuradoria Geral de Justiça do Estado, alegando vício de inconstitucionalidade, ou seja, que a lei fere a Constituição, por ter sido uma iniciativa do Legislativo, quando é competência do Executivo. O Ministério Público estadual informou, no entanto, que ainda cabe recurso.
Na época, em 2000, a proposta foi apresentada pelo então deputado Carlos Minc, hoje secretário estadual do Ambiente. Ao ser informado da decisão do TJ de declarar inconstitucional a lei 3.406/2000, ele pediu a Cabral que encaminhasse um projeto com o mesmo teor à Alerj.
O texto da lei diz que o Poder Executivo punirá “todo estabelecimento comercial, industrial, entidades, representações, associações, sociedades civis ou de prestações de serviços que, por atos de seus proprietários ou prepostos, discriminem pessoas em função de sua orientação sexual, ou contra elas adotem atos de coação ou violência”. Entre as medidas entendidas como discriminação, estão: o constrangimento, a proibição de ingresso ou permanência, a cobrança extra para ingresso e ainda o atendimento diferenciado. A multa prevista é de cinco mil (R$ 11.376) a dez mil Ufirs (R$ 22.752), duplicada em caso de reincidência.
— Essa lei vigorou 12 anos. Algumas vezes, fizemos o “cumpra-se” dela, como ocorreu num hotel de Niterói e numa pizzaria no Largo do Machado. A lei não acaba com a homofobia ou o preconceito, mas é um instrumento de mudança de cultura e comportamento. Essa lei é pioneira no Brasil e sempre foi saudada nos atos de orgulho GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transexuais) — lamentou Minc.

·         Outra lei foi reapresentada

O secretário lembrou ainda que o TJ tomou decisão semelhante quando ele propôs a lei 3786/2002, que garante aos servidores públicos homossexuais os mesmos direitos dos heterossexuais. Na época, de acordo com Minc, o projeto tinha a coautoria de Sérgio Cabral, que reencaminhou a proposta para votação na Alerj. Com isso, a lei voltou a entrar em vigor.
Julio Moreira, presidente do Grupo Arco-Íris de Cidadania GLBT, elogiou a lei 3.406/2000:
— Ainda existe uma reação muito preconceituosa, mas a lei é um processo educativo que todos podem usar.
Por meio de nota, o Ministério Público estadual informou que a lei foi impugnada porque tem um vício formal. “O Ministério Público é o fiscal da legalidade e observância da Constituição e, neste caso, o deputado estadual Carlos Minc não tinha possibilidade constitucional, atribuição, de iniciar processo Legislativo sobre matéria que envolve (...) serviço público. Caberia ao governador propor esse tipo de lei e não ao deputado estadual. Portanto, não é que o MP seja contra a lei. Mas, como ela tem esse vício de forma, o MP não poderia se omitir”, diz a nota.
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Nota do Blog: Viram? Como o Governador é rápido para, digamos “defender” as minorias barulhentas (não me chamem de homofóbico)?O Governador  que está afundado até o talo com a Delta e o Fernando Cavendish, que mais passa tempo na Europa do que na cidade do Rio de Janeiro, fato esse registrado e publicado na imprensa nacional e internacional, que chamou bombeiros de vagabundos , que chegou aos 45 minutos do segundo tempo na Região Serrana do Rio de Janeiro durante a tragédia ocasionada pelas chuvas que resulto na morte de quase 1000 pessoas e que faz parte da base aliada do PT, aquele partido que está sendo fulminado pelo mensalão pelo Supremo Tribunal Federal. Pois é, este é o chefe do executivo que, ao invés de criar projetos de lei voltados para todos, cria projetos de lei, notadamente inconstitucionais. Vejamos o que diz a Carta Magna cidadã:
O Artigo 5º diz que: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.

Carlos Minc e Sérgio Cabral num comitê Homossexual, em 2006.
Os defensores das chamadas “leis protetivas”, como esta e a PLC-122, que querem que seja aprovada no senado,  costumam usar o argumento de que os gays têm direito a, pasmem, a “igualdade de direitos”, mas a constituição por si só, já garante isso. Incrível, não? E o seu companheiro de luta quem é? O ex-deputado e atual secretário do “meio-ambiente”, Carlos Minc (aquele que também defende a liberação e a descriminalização da maconha e as outras drogas ilícitas, outra coisa incrível, não?). Um cidadão “acima” de qualquer suspeita.
Mas é claro, tudo tem como pano de fundo as ONG´s (Organizações Não-Governamentais, mas será mesmo que são não governamentais?) gays. Essas entidades recebem os tufos com o meu, o seu e o nosso dinheiro para financiar, por exemplo, paradas gays na cidade do Rio de Janeiro. Dinheiro que poderia ir para a saúde, educação, moradia popular, projetos de saneamento básico, etc. Essas ONG´s exercem agora, como em outros lugares do mundo, o papel de grandes generais que querem reformular a sociedade na marra.
A declaração do Júlio Moreira, presidente do Grupo Arco-Íris de Cidadania GLBT, é um exemplo, praticamente chamou os que, segundo ele, tem dificuldade de entender a lei de reacionários, de preconceituosos, só faltou o clichê mais comum: chamar os críticos de conservadores.
O mais curioso é que eu, isso mesmo, este que vos fala é negro. Oras, se eu sou negro, então eu deveria defender esses projetos de leis. Não, não defendo, não porque sou cristão, mas porque não tem lógica. Eu, particularmente, não sou a favor de cotas para negros como instrumento de ingresso ao Ensino Superior. Acho que os governos deveriam investir mais na educação básica. Da mesma forma, acho que leis que criminalizam o racismo, afinal, se todos nós somos iguais, bastariam fazer ajustes no código penal na parte sobre calúnia, injuria ou difamação, um dos três ou os três.
O problema, em suma, é o conceito marxista de classes dominantes e dominadas. O PT, o PMDB, e o PC do B (que governam a União há 8 anos e meio), tem feito “das tripas coração” para promover as classes que, segundo eles foram dominadas, ao poder, mesmo que isso aconteça á revelia da sociedade chamada por eles de forças conservadoras, sobretudo os grupos religiosos. Afinal, para Marx, a religião era o ópio do povo. Lembram? 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

E o blog na contagem regressiva.

Rupert Everett é ameaçado por grupos gays


Ronald Villardo\O Globo

 
  
O ATOR de 53 anos, que já se declarou contra a adoção de crianças por casais homossexuais, revelou ao "Guardian" que também não vê lá muita graça em casamento gay. Especialmente em Igrejas. Everett falou ao jornal inglês por conta do lançamento do seu livro de memórias, "Vanished years", já à venda nas livrarias virtuais.
EVERETT disse que toda a polêmica que alguns sacerdotes da igreja anglicana vêm levantando nas web não o agrada, chama a igreja de "piada" e vai além…
"Por que um casal gay se casaria na igreja? Eu nunca iria a um casamento religioso na minha vida, eu desprezo o ritual, as flores, o vestido… é tudo patético". Everett defende que, na visão dele, ser gay é sobre agir contra o padrão heterossexual."
O QUE ele não esperava era uma reação tão forte dos grupos homossexuais que enviaram cartas, emails e, segundo o ator, até ameaças de morte.
"Onde ficou nosso humor? Estamos ficando muito americanos, ninguém pode falar nada", reclamou Everett.
EVERETT SÓ precisa entender que ele não será obrigado a se casar numa igreja, nem a ter filhos. A luta é em defesa das liberdades individuais. Inclusive a de não se casar e não conviver com crianças.
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Nota do Blog: Rupert é um ator homossexual, mas cá pra nós, se até um gay é perseguido por causa disso, então o negócio se torna mais grave.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Candidatos são adversários, não inimigos - Campanha da CNBB voltada ao voto limpo e consciente nas eleições municipais de 7 de outubro


Nota da CNBB sobre as eleições Municipais 2012

Por Thácio Siqueira


( da esq. para dir.)Dom Leonardo Steiner, Dom Raymundo Damasceno e
Dom José Belisário


BRASILIA, sexta-feira, 28 de setembro de 2012 (ZENIT.org) – Em uma coletiva de Imprensa, ontem (27), a Presidência da CNBB apresentou uma mensagem sobre as eleições municipais e realizou o lançamento da Campanha Missionária 2012, organizada pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM), cujo tema é “Brasil missionário partilha a tua fé”.

Participaram da coletiva o Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB; Dom José Belisário da Silva, vice-presidente; Dom Leonardo Steiner, secretário geral da Conferência; como também Dom Sérgio Braschi, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial; e Pe. Camilo Pauletti, presidente das Pontifícias Obras Missionárias.

A carta entitulada “Eleições Municipais 2012 – Voto cosciente e limpo”, que será enviada para as mais de 8000 paróquias do Brasil, “louva e aprecia o trabalho de quantos se dedicam ao bem da nação e toma sobre si o peso de tal cargo”. Estimula também “os eleitores/as, inclusive os que não têm obrigação de votar, a comparecerem às urnas no dia das eleições para aí depositar seu voto limpo”, lembrando que o voto é um dever do cidadão.

As duas leis: “a lei que combate a compra de votos (9840/1999) e a lei da Ficha Limpa (135/2010), ambas nascidas da mobilização popular, são instrumentos que têm mostrado sua eficácia na tarefa de impedir os corruptos de ocuparem cargos públicos”, cita o documento.

A vigilância pelo cumprimento dessas leis deve-se especialmente às Instituições como a “Justiça Eleitoral, nos níveis Federal, Estadual e Municipal, bem como o Ministério Público”, ainda que não deixa ser uma tarefa de todos.

“O político deve cumprir seu mandato, no Executivo ou no Legislativo, para todos, indepentende das opções ideológicas, partidárias ou qualquer outra legítima opção que cada eleitor possa fazer”, diz a carta, incentivando cada eleitor, passada as eleições, a acompanharem os candidatos votados no cumprimento das promessas feitas.

Por último, a carta faz menção à contínua violência acontecida durante esse período de eleições, lembrando que “As eleições são uma festa da democracia” e que “todo recurso à violência é inadmissível”. E acrescenta: “Candidatos são adversários, não inimigos”.

Publicamos a seguir a nota na íntegra:

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Eleições Municipais 2012 - Voto consciente e limpo

O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília de 25 a 27 de setembro, considerando as eleições municipais do próximo mês de outubro, vem reforçar a importância desse momento para o fortalecimento da democracia brasileira. Estas eleições têm característica própria por desencadear um processo de maior participação em que os candidatos são mais próximos dos eleitores e também por debater questões que atingem de forma direta o cotidiano da vida do povo.

A Igreja louva e aprecia o trabalho de quantos se dedicam ao bem da nação e tomam sobre si o peso de tal cargo, em serviço de todas as pessoas (cf. GS 75). Saudamos, portanto, os candidatos e candidatas que, nesta ótica, apresentam seu nome para concorrer a um cargo eleitoral. Nascido da consciência e do desejo de servir com vistas à construção do bem comum, este gesto corrobora o verdadeiro sentido da atividade política.

Estimulamos os eleitores/as, inclusive os que não têm a obrigação de votar, a comparecerem às urnas no dia das eleições para aí depositar seu voto limpo. O voto, mais que um direito, é um dever do cidadão e expressa sua corresponsabilidade na construção de uma sociedade justa e igualitária. Todos os cidadãos se lembrem do direito e simultaneamente do dever que têm de fazer uso do seu voto livre em vista da promoção do bem comum (cf. GS 75).

A lei que combate a compra de votos (9840/1999) e a lei da Ficha Limpa (135/2010), ambas nascidas da mobilização popular, são instrumentos que têm mostrado sua eficácia na tarefa de impedir os corruptos de ocuparem cargos públicos. A esses instrumentos deve associar-se a consciência de cada eleitor tanto na hora de votar, escolhendo bem seu candidato, quanto na aplicação destas leis, denunciando candidatos, partidos, militantes cuja prática se enquadre no que elas prescrevem.

A vigilância por eleições limpas e transparentes é tarefa de todos, porém, têm especial responsabilidade instituições como a Justiça Eleitoral, nos níveis Federal, Estadual e Municipal, bem como o Ministério Público. Destas instâncias espera-se a plena aplicação das leis que combatem a corrupção eleitoral, fruto do anseio popular. O resgate da ética na política e o fim da corrupção eleitoral merecem nossa permanente atenção.

O político deve cumprir seu mandato, no Executivo ou no Legislativo, para todos, independente das opções ideológicas, partidárias ou qualquer outra legítima opção que cada eleitor possa fazer. Incentivamos a sociedade organizada e cada eleitor em particular, passadas as eleições, a acompanharem a gestão dos eleitos, mantendo o controle social sobre seus mandatos e cobrando deles o cumprimento das propostas apresentadas durante a campanha. Quanto mais se intensifica a participação popular na gestão pública, tanto mais se assegura a construção de uma sociedade democrática.

As eleições são uma festa da democracia que nasce da paixão política. O recurso à violência, que marca a campanha eleitoral em muitos municípios, é inadmissível: candidatos são adversários, não inimigos. A divisão, alimentada pelo ódio e pela vingança, contradiz o principio evangélico do amor ao próximo e do perdão, fere a dignidade humana e desrespeita as normas básicas da sadia convivência civil, que deve orientar toda militância política. Do contrário, como buscar o bem comum, princípio definidor da política?

A Deus elevemos nossas preces a fim de que as eleições reanimem a esperança do povo brasileiro  e que, candidatos e eleitores, juntos, sonhem um país melhor, humano e fraterno, com justiça social.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, abençoe nossa Pátria!

Brasília, 27 de setembro de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

Santa Teresinha - Santa do Dia


Do Portal do Santuário Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face

Santa Terezinha com 13 anos
Desde muito cedo Teresa Martin iniciou sua devoção ao Menino Jesus. Aos seis anos e meio,  começa a se preparar para a primeira comunhão, sendo catequizada por sua irmã Paulina. Graças a esta catequese, o amor ao Menino Jesus vai aumentando em seu coração.  Ao falar deste período, nossa santa afirma que "amava-o muito" (A 31v). Não é, pois, de se estranhar que à época de seu primeiro chamado à vida carmelitana, tenha aceitado com entusiasmo a proposta de Madre Gonzaga de se chamar "Teresa do Menino Jesus" quando ingressasse no Carmelo. Após prepará-la para a primeira comunhão, Paulina, já Irmã Inês de Jesus no Carmelo de Lisieux, convida a menina a considerar sua alma como um jardim de delícias no qual é preciso cultivar as flores de virtudes que Jesus virá colher em sua primeira visita. 
No ano de 1887 se oferece ao Menino Jesus para ser seu brinquedo (A 64r), desejando abandonar-se sem reservas à sua misericórdia. Isto ocorre por ocasião da célebre audiência com o papa Leão XIII. Teresa esperava que o papa autorizasse sua entrada imediata no Carmelo, apesar da pouca idade. Enorme decepção! Recebe palavras ternas e não a resposta desejada. Por isso não fica perturbada. Não havia se oferecido para ser a "bolinha" de Jesus e não dissera que ele poderia fazer o que quisesse com ela?
A partir do dia 9 de abril de 1888, data de seu ingresso no Carmelo de Lisieux, Teresa pode, finalmente, realizar seu sonho de menina: assina suas cartas durante todo o postulantado como "Teresa do Menino Jesus" (Ct 46-79). No dia 10 de janeiro de 1889, dia em que recebe o hábito, assinará pela primeira vez "Irmã Teresa do Menino Jesus e da Santa Face", que será seu nome definitivo de Carmelita (Ct 80). Quando entra na clausura, a primeira coisa que lhe chama a atenção é o sorriso de seu "Menino cor de rosa" (A 72v), que a acolhe. Ela se encarregará de colocar-lhe flores desde a Natividade de Maria: "era a Virgenzinha recém-nascida que apresentava sua florzinha ao Menino Jesus". (A 77r).
Teresa dedica muitas poesias, recreações piedosas e orações ao Menino Jesus, ao mistério do Natal e aos primeiros anos da infância de Cristo. No dia 21 de janeiro de 1894 cria e oferece à Madre Inês, em sua primeira festa como priora, uma pintura a óleo do Menino Jesus, a que intitula como "O sonho do Menino Jesus". Este quadro mostra o Menino Jesus de olhos abaixados, brincando com as flores que lhe são oferecidas. Ao fundo aparece sob a claridade da lua a Sagrada Face debaixo da cruz e cerca dos instrumentos da paixão. Em uma carta enviada no mesmo dia (Ct 156), Teresa comenta seu quadro: longe de temer os sofrimentos futuros, o Menino Jesus conserva um olhar sereno e até sorri, pois sabe que sua esposa (Irmã Inês) permanecerá sempre ao seu lado para amá-lo e consolá-lo. Quanto aos olhos baixos, estes mostram sua atitude quanto à própria Teresa: "Ele está quase sempre dormindo". Neste último detalhe já vislumbramos uma prefiguração da grande prova de fé que irá acompanhá-la em seus últimos dias.
Nos finais de 1894, a jovem carmelita descobre sua "Pequena Via". A infância espiritual do cristão, feita de confiança e abandono, deverá se moldar na própria infância de Jesus, em seu caráter  de Filho, tão particularmente representado nos traços de sua infância. No dia 7 de junho de 1897, Teresa se deixa fotografar, tendo nas mãos as estampas do Menino Jesus e da Sagrada Face. Sobre a imagem do Menino Jesus, conhecido como "de Messina", Teresa copia o versículo de Pr 9,4: "Quem for pequenino, venha a mim".
Nota do Blog: Santa Teresinha, rogaí por cada internauta que visita o meu blog. Que dê a eles saúde, paz e harmonia.

Católicos de Muriaé e região participaram da posse de Dom José Eudes em Leopoldina


Por Lúcio Vargas
Fonte: Notícias de Muriaé
  
   
Foi em clima de muita festa e alegria, que milhares de fiéis vindos das dezenas de paróquias da Diocese de Leopoldina, acolheram na tarde/noite deste domingo (30), o novo Bispo eleito da Diocese, Dom José Eudes Campos do Nascimento, 46 anos, que foi ordenado recentemente em sua terra natal, Barbacena.
A solenidade de posse oficial teve início às 16h,  na Catedral de São Sebastião, em seguida Dom José Eudes, ao lado de todo o clero da diocese, de vários bispos (dentre eles Dom Célio, Dom Dario e nosso conterrâneo Dom José Geraldo, que veio de sua diocese em Juazeiro-BA) e do Arcebispo de Juiz de Fora, Dom Gil Moreira, se dirigiram para o Ginásio do Colégio , ao lado da Catedral, onde todo o povo, aguardava a chegada do novo pastor. 
 
Dom José Eudes recebendo o báculo
Já dentro do Ginásio, Dom José Eudes foi recebido com palmas, muita alegria, emoção e fé. Em seguida foi lido o termo de posse e Dom Gil entregou a Dom José Eudes, o Báculo (cajado) e o convidou a assumir a Cátedra (cadeira principal – presidente). Daí em diante, Padre Marcelo Barros (Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração) em nome dos padres, Padre Paulo Roberto (Paróquia São Paulo) em nome dos religiosos, Marília Neves (Paróquia São Paulo) em nome dos leigos e leigas, além do prefeito de Leopoldina, Bené Guedes, acolheram o novo bispo. Logo após, um a um, os padres foram se apresentar e abraçar Dom José Eudes.

 

  
     
     Nas tres últimas fotos(clique para ampliar)
     Dom José sendo acolhido pela comunidade

Terminada a solenidade de posse, a missa que durou pouco mais de três horas, teve continuidade e em sua homilia, Dom José Eudes agradeceu a todos, inclusive a Diocese de Mariana, onde trabalhou em uma paróquia de Ouro Preto, quando foi nomeado bispo. Em suas palavras, o novo pastor com muito entusiasmo destacou a importância da oração, das pastorais, pedindo ‘que o povo não tenha medo de abraçar o seu bispo’ e acrescentou que seu trabalho terá um foco especial nas famílias, na juventude e nos pobres. 
Ao final da celebração participou junto com sua mãe da Consagração a Nossa Senhora do Imaculado Coração de Maria e apresentou seus familiares à toda comunidade presente. Após a benção recebeu o carinho e os abraços dos presentes.

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Nota do Blog: Que Deus torne o seu episcopado a frente da Diocese fecundo e cheio de realizações.São os votos do blogueiro.

domingo, 30 de setembro de 2012

Entrevista com o Padre Hélio Marcos




          Leniéverson Azeredo Gomes

        Com 26 anos de sacerdócio, Padre Hélio Marcos da Silva Rosa ou simplesmente Padre Hélio, da Administração Apostólica São João Maria Vianney, é um exemplo de sacerdócio e tem um conhecimento teológico surpreendente. Nascido em Itaperuna, o padre responde há 3 anos como pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Ururaí, em Campos dos Goytacazes. Ele, por mais um ano, presidiu uma das santas missas durante o novenário e festa em louvor a São Vicente de Paulo. Após a mesma, ele concedeu uma breve entrevista para a nossa Pascom.

Padre Hélio (á esquerda) com o Padre Giovanni da 
Quase-Paróquia São Vicente em Campos dos Goytacazes

Pascom – Todo Padre vem de um seio família. Nós queremos saber de qual cidade sua família de sangue é originária e se eram católicos.
Padre Hélio Marcos -  Eu nasci na cidade de Itaperuna, no noroeste fluminense, e minha família é católica, meus pais são católicos, meus irmãos também, graças a Deus, eu entrei para o seminário e me ordenei sacerdote em 1986. Eu tenho 26 anos ‘de padre’ e, nesses 26 anos, 23, trabalho na paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Ururaí.
Pascom – Mais uma vez o senhor está presente, celebrando missa na nossa Quase-Paróquia de São Vicente, qual é  a importância da Vida e Santidade desse santo tão querido em sua vida sacerdotal?
Padre Hélio Marcos – São Vicente foi um grande restaurador do clero no tempo dele. Ele tinha, dentre outras coisas, a missão de formar bem os sacerdotes que estavam em situação difícil. Isso é um grande testemunho de vida para nós. Ele tinha sempre uma palavra de muita sabedoria e de muita santidade. A vida dele, os escritos dele, sobretudo, na realidade foi um grande exemplo para nós.
Pascom – Que mensagem o senhor gostaria de dar para cada pessoa que estiver lendo essa entrevista?
Padre Hélio Marcos -  Eu quero deixar a mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Que sejam uma paróquia bem unida, vivendo em torno da caridade e do amor e vivendo esta caridade com o próximo e com os mais desfavorecidos e Jesus disse, né? “Aquilo que fizer ao menor dos meus irmãos é a Mim que está fazendo”.

sábado, 29 de setembro de 2012

Morre Dom Antonio Mucciolo, arcebispo emérito de Botucatu


 Faleceu em São Paulo, no final da manhã deste sábado, 29 de setembro, o arcebispo emérito de Botucatu (SP), Dom Antonio Maria Mucciolo, aos 89 anos.

Portal Um



O velório será em Botucatu, na Catedral de Sant’ Ana, a partir deste domingo, depois da chegada do corpo vindo de São Paulo. O sepultamento está previsto para a segunda-feira, dia 1º de outubro, às 9h, na Cripta da própria Catedral.
Dom Mucciolo não estava bem de saúde desde o último dia 28  de agosto, quando foi internado em São Paulo, no Hospital Sírio Libanês, para a troca do aparelho marco-passo. Ontem, ele havia sido internado novamente no mesmo hospital.
Um dos fundadores e presidente da Rede Vida de Televisão desde a fundação, Dom Mucciolo nasceu em uma pequena cidade da Itália com o nome de Castel San Lorenzo em 1º de maio de 1923. Veio para o Brasil na companhia de seus pais com apenas um ano de idade se fixando na cidade de São Paulo e, posteriormente, em Sorocaba.
Vocacionado, matriculou-se no Seminário São José, de Botucatu, em 2 de fevereiro de 1937, sendo ordenando padre em 4 de novembro de 1949, aos 26 anos, por Dom José Carlos de Aguirre na Capela do Seminário São Carlos Borromeu.
A vida simples e a simplicidade dos ensinamentos de Jesus Cristo foram o fundamento do seu ministério, único parâmetro e exemplo a seguir. Com a tarefa de continuar a missão de Jesus Cristo, o único e eterno sacerdote, sua vocação foi um dom à Igreja no Brasil.
Homem da Palavra de Deus, da Eucaristia, do perdão e da bênção, ele foi um exemplo de humildade, penitência e tolerância, o pregador e conversor da fé cristã. Dom Antonio foi um comunicador e entusiasta da Igreja, que lutou por uma vivência cristã mais perfeita.
Foi nomeado bispo de Barretos em 26 de maio de 1977, sendo sagrado em 15 de agosto de 1977 na Catedral de Sorocaba pelo núncio apostólico Dom Carmine Rocco, adotando o lema “Sentire cum Ecclesia” (Sentir com a Igreja). Tomou posse em Barretos em 3 de setembro de 1977, onde permaneceu por 12 anos.
Em Barretos, sentiu em seu coração o desejo de um lugar reservado para oração, a construção de um seminário para formar os novos sacerdotes, e de uma casa de encontros e um centro de espiritualidade.
Com a ajuda de fieis dispostos em proclamar a boa nova nasceu a “Cidade de Maria”, cuja trajetória foi contada em livro, lançado em 2009, com o título: “Cidade de Maria – Experiência única no Brasil”. Dom Mucciolo também lançou em 2011 um livro autobiográfico, intitulado “Lembranças da Minha Vida”.
Enquanto ainda bispo de Barretos, juntamente com o jornalista João Monteiro de Barros Filho, fundou em 1º de maio de 1995 a primeira TV Católica do Brasil, a RedeVida de Televisão, com sede em São José do Rio Preto, hoje assistida por milhões de fiéis em todo território nacional.
Em 28 de junho de 1989 foi nomeado o 6° bispo e 3° arcebispo de Botucatu, no Estado de São Paulo. Tomou posse em 9 de setembro do mesmo ano, no lugar de Dom Vicente Marchetti Zioni.
Como comandante máximo da Arquidiocese de Botucatu, Dom Mucciolo, entre outras coisas, criou várias paróquias, ordenou dezenas de sacerdotes e construiu uma grande casa para os sacerdotes idosos denominada "Casa Cura d'Ars”. Também empenhou-se para desmembrar a Arquidiocese de Botucatu e criar a nova Diocese de Ourinhos em 30 de dezembro de 1998.
Em razão da idade, renunciou em 7 de junho de 2000, assumindo em seu lugar, Dom Aloysio Leal Penna, nomeado em 19 de novembro de 2008. Dom Aloysio, já falecido, deixou o governo da arquidiocese no dia 15 de fevereiro de 2009 quando assumiu o atual, Dom Maurício Grotto de Camargo.

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Nota do Blog: A Rede Vida foi a primeira rede católica de Televisão no Brasil. Dom Antônio Maria era um religioso que gostava do que fazia, percebíamos isso em cada entrevista que ele concedia. Ele era devotado a Rede Vida. É verdade que, nos últimos anos, Dom Antônio Maria, aparentemente, não estava conduzindo a emissora a contento. Muita gente começou a reclamar que a rede vida passou a transmitir leilões, deixar que padres que largaram o ministério para se envolver com mulheres apresentassem programas e colocar anúncios de produtos de procedência e conteúdos duvidosos, mas, com sua morte isso perde um pouco a importância.Que Deus o tenha em bom lugar.

Dia Nacional do Livro



       Monteiro Lobato dizia que, o mundo se faz com homens e livros, no Dia Nacional do Livro, este blogueiro faz uma homenagem àquele instrumento de propagação da cultura.



Entrevista com a cantora católica Suely Façanha


Leniéverson Azeredo Gomes



Consagrada há 21 anos, na Comunidade de Vida Shalom – com sede em Fortaleza e que tem 42 casas de missão no Brasil e, 22 em outros países do mundo -, Suely de Almeida Façanha, 43 anos, gosta de dizer que a Shalom é “uma comunidade que a fez e ainda faz se sentir mais seduzida pelo amor de Deus”. Casada, três filhos, ela é uma mulher que faz do seu ministério musical – que gerou 9 CD´s gravados e participação em trabalhos fonográficos de outros artistas católicos-, um complemento ao seu ministério familiar. Minutos antes do show que marcou o encerramento no Novenário e Festa em Louvor a São Vicente de Paulo, Suely Façanha, como é mais conhecida, abriu um espaço para uma agradável entrevista com o jornalista Leniéverson Azeredo Gomes, de nossa Pascom. Ela contou um pouco da sua infância, de como entrou na comunidade, como ela faz para conciliar a vida matrimonial com os shows pelo país afora, dentre outras coisas. Acompanhem.


Pascom  – Boa Noite, Suely Façanha, acompanhando a sua história de vida percebemos que, na sua infância e adolescência, você estudou em escolas católicas, seus pais são de origem católica?
Suely Façanha -Em primeiro lugar, boa noite, é uma alegria estar aqui em Campos dos Goytacazes e, a minha história começa numa família católica, numa família de fé. Desde criança, eu frequentava a Santa Missa. Mas assim, a minha experiência com Deus aconteceu quando eu fiz o Seminário de Vida no Espírito Santo, há alguns bons anos atrás. A partir desse momento, aquilo que eu escutava e acreditava se tornou uma realidade próxima do meu coração. Então, foi através do Seminário de Vida no Espirito Santo que minha vida de oração começou e minha vida de engajamento ganhou sentido no grupo de jovens e, o tempo foi passando e foi exatamente essa primeira experiência que desembocou numa vida consagrada. Eu sou consagrada há 21 anos, sou da Comunidade de Vida Shalom, sou missionária e, foi nessa primeira experiência com o amor de Deus que, eu me senti seduzida por esse amor e desejei entregar a minha vida ao Senhor.
Pascom – Há alguns anos, no Programa “Academia do Som” (Transmitido pela TV Canção Nova), a época apresentado pelo cantor, também cearense, Ricardo Sá, você contou uma experiência, na qual, antes de entrar para a comunidade, que havia deixado a faculdade para ser missionária. Explique para nós esse fato.
Suely Façanha – Bom, em primeiro lugar, cada pessoa tem uma estória diferente da outra, mas, no meu caso, eu cursava o 3º Ano de Administração de Empresas e eu senti que aquele ano era um ano decisivo em minha vida. A faculdade não era um peso para mim, muito pelo contrário, era algo que eu amava profundamente e tenho identidade com essa atividade, né? Mas, o Senhor me queria de um modo muito forte e eu disse: que, se eu não entrasse e se precisasse romper com a faculdade e eu faria como fiz e, que se não entrasse na comunidade, me sentiria como um peixe fora d´água. Então, era uma certeza muito grande que o Senhor plantava no meu coração para dar esse passo e deixar tudo para trás. Eram realidades que eu amava: o curso, a faculdade e a família. E, como eu disse não era um motivo de fuga dessas realidades, mas era uma opção livre e amorosa pelo Senhor.
Pascom- Como a sua família reagiu a essa decisão?
Suely Façanha – Inicialmente, não. Porque foi um susto, né? É algo que a família não conta, com a decisão de um filho para a vida consagrada, nem sempre a família tá preparada para isso. Mas assim, logo, meu pai me apoiou, depois de alguns dias assim, que ele recebeu a notícia do meu discernimento vocacional que já sabia que estava acontecendo, mas uma coisa é quando chegou o dia da partida. Então, logo, ele começou a me apoiar, mas a minha mãe passou bastante tempo pra acolher a ideia. Nos primeiros três anos, eu não contei com o apoio da minha mãe, mas como era algo que eu queria muito e tinha muita certeza dessa vontade de Deus, na minha vida, Ele me deu a graça de superar de superar estes desafios e estar presente até hoje, onde estou.
Pascom - Você já teve a oportunidade alguns CD´s, tem algum trabalho em que considera mais importante?
Suely Façanha – Eu acho que cada disco marca uma fase da vida da gente, marca uma estória. Eu gosto de todos, mas de um modo particular, do CD “Em Tuas Mãos”, onde a gente encontra [canções] como “Abraço Eterno”, “Sei Que Terei Mais”, “Deus me Guiará”, esse disco, em particular, eu percebo que é muito querido das pessoas, como, também o CD “Se Quiseres”, onde você acha a música “Com Tua Mão”. Agora, estou numa época de produção, a gente está fazendo um disco novo, que vai sair agora até o final do ano e se chamará “Viver pela Fé”, nós estamos aproveitando esta passagem pelo Rio para ter um contato com um arranjador, para dar prosseguimento aos trabalhos.
Pascom – A música católica tem a experiência de ter muitas mulheres que são casadas e que tem filhos, a questão é como você consegue conciliar casamento, os três filhos e vida missionária?
Suely Façanha – (Risos)É um ato de fé, é um “Viver pela Fé”, como o nome do meu novo disco diz, bastante intenso. Precisa haver muita comunhão com diversas instâncias, como o meu esposo [Élson Santos], a formadora da comunidade, o meu coordenador de trabalho, porque não mais para ser 100% em tudo. A gente dá o que tem para dar e, o melhor que tenho para dar, quando eu estou em casa, eu sou toda dali, quando eu estiver no trabalho, eu vou dar o máximo dali, quando eu tiver na minha vida comunitária, eu vou dar me dar inteiramente ali, mas eu não consigo mais frequentar a vida comunitária como antes, por exemplo, nós estamos numa Quinta-Feira, tá tudo acontecendo normalmente lá em Fortaleza, eu tô aqui em Campos [dos Goytacazes - RJ], amanhã é outro dia, não volto, continuo em missão, sigo no Sábado para o Halleluya, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. E a gente vai procurando se dá aonde (sic) está naquele momento e, entendendo que, digamos, o meu esposo graças a Deus entendeu que, se Deus me chamou a essa missão que é complementar a ele, porque ele fica com os meninos que são aos mais velhos (Rafael e Felipe) e a menorzinha (Isabella), eu deixo com a minha mãe. Então, eu tenho a ajuda de todos os lados, porque senão seria capaz de dar continuidade a esse projeto. É uma missão que não é só minha é de muita gente e que a gente vai procurando dar o melhor de si, em cada momento desse.
Pascom – Qual é a mensagem que você deixaria para os leitores dessa entrevista?
Suely Façanha - O que eu poderia de dizer para esta paróquia que está em festa hoje e ,nós estamos ouvindo os fogos (Risos) [e realmente estava sendo solto os fogos de encerramento da festa], é que o amor de Deus é uma realidade presente na vida da gente. Por mais que as coisas estejam difíceis e quando passamos por momentos difíceis, o amor de Deus é uma constante em nossa vida. É que, eu queria dizer para você, acredite nisso, porque às vezes para abraçar, às vezes a gente tende a não acreditar mais ou não perceber esse amor de Deus, em nossa vida. Deus é fiel, Ele está conosco e essa presença é constante e amorosa e é isso que dá força na caminhada.

Pascom Obrigado, Suely, pela entrevista.