sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Corpo de Adriana é sepultado em Cardoso Moreira sob forte comoção


Do site Ururau/ Com informações do Blog

Fotos: Marcos Grevi
Familiares e amigos tentam entender o que motivou o crime
Choro, revolta e incompreensão marcaram o sepultamento da funcionária pública Adriana de Souza Aguiar, 33 anos, no final da tarde desta quinta-feira (18/10), no cemitério Waldir Sepúlveda, em Cardoso Moreira, onde morava com o filho e o ex-marido.

Dezenas de pessoas, entre amigos, familiares, colegas de trabalho e conhecidos da pequena cidade do Noroeste Fluminense, compareceram ao enterro para dar o último adeus a Adriana. Durante o sepultamento, por várias vezes, a população perguntava o porquê de a funcionária pública ter sido esganada e enterrada embaixo de uma casa em construção na Praia de Grussaí, em São João da Barra.

“Adriana era conhecida em toda Cardoso. Uma pessoa calma, serena, carinhosa, amiga, muito responsável, funcionária exemplar e vivia para a família. Uma mulher sem maldades, companheira e parceira para todas as horas e momentos. ‘Dri’ também era muito religiosa e fazia questão de frequentar a igreja [católica]. Ninguém falava mal dela, porque ela era uma pessoa do bem. Não faz sentido essa brutalidade que fizeram com ela”, lamentaram as amigas de trabalho da Defesa Civil de Italva, Marisa Monteiro e Itacir Henrique.



DEPOIMENTO DO SUSPEITO
O suspeito do crime, Fernando Negrin, 42 anos, colega de trabalho de Adriana, disse à delegada Madeleine Farias, ainda no Hospital Ferreira Machado, onde foi preso, que mantinha um relacionamento amoroso com Adriana e que ela estava o pressionando para que ele terminasse o casamento para ficar com ela. Adriana era divorciada, mas dividia a casa com o ex-marido, com quem tinha um filho de 12 anos.

Ele ainda revelou que ela chegou viva a Grussaí e que os dois tiveram uma discussão, que evoluiu para luta corporal e disse que Adriana teria tentado agredi-lo com uma faca, ele então conseguiu se esquivar e esganar a vítima, que pode ter sido enterrada ainda viva, já que a necropsia constatou que havia areia nas vias respiratórias de Adriana, o que demonstra que ela ainda respirava.

Para a delegada, não restam dúvidas de que Fernando matou Adriana, no entanto as investigações prosseguirão até que se saiba se ele fez isso sozinho ou com ajuda de outra pessoa, ou a mando de alguém. “Nesta nova etapa das investigações, outras pessoas serão ouvidas, dentre elas o marido da Adriana e a companheira do Fernando”, disse.

Adriana e Fernando trabalhavam juntos na Defesa Civil de Italva.

ENTENDA O CASO

Desde que a família informou o desaparecimento, a Polícia Civil vinha investigando o caso, e nesta quarta, o delegado Maurício Barros, determinou que dois inspetores levassem o suspeito, Fernando Faria Negrin, 42 anos, colega de trabalho da vítima, a residência de veraneio dele, que estava em construção em Grussaí. A Polícia começou a suspeitar de Fernando porque os três depoimentos dele foram contraditórios.

Chegando a São João da Barra, os agentes tiveram o apoio de mais dois inspetores da Polícia Civil para irem à casa de Fernando, que aparentava tranquilidade. Logo no portão, eles sentiram um forte odor, e se dirigiram ao fundo do quintal, onde fica a fossa. Percebendo que os policiais estavam desconfiados, Fernando disse que ali não havia nada e que iria pegar uma pá para cavar o local. O suspeito foi dentro da casa e na cozinha, cortou o próprio pescoço com uma faca, caindo posteriormente no quarto. O socorro foi chamado e o suspeito levado para o Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos.

Depois de Fernando ter atentado contra a própria vida, os policiais começaram a escavar o terreno e por causa da dificuldade, a delegada Madeleine Farias solicitou uma retroescavadeira que ajudou no trabalho. O corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição, enterrado abaixo do alicerce do último cômodo da casa, em construção.
 
Fernando está internado no Hospital Ferreira Machado (HFM) fora de perigo.
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Nota do Blog: Esse crime está cheio de versões conflituosas, uma dessas diz que o crime foi por dinheiro, outra versão pontua que foi por motivação passional, agora a polícia técnica e forense terá que trabalhar com o conjunto probatório, análise testemunhal e a reconstituição do fato criminal para que este quebra-cabeça seja montado. É necessário que a polícia seja cuidadosa para não punir inocentes ou inocentar culpados. Que Deus mais uma vez possa consolar o coração desta família que foi despedaçada por conta desse crime bárbaro que chocou a pacata cidade do noroeste fluminense.E com essa matéria, o blog encerra a cobertura desse caso escabroso.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Recado ao visitante deste Blog

       Caríssimo internauta,


      Tendo em vista o grande acesso feito por muitas pessoas do Brasil e do mundo ao meu blog, quero fazer alguns avisos e convites:
     1º Este blog está amparado no artigo 5º da Consituição Federal, onde assegura a liberdade de expressão e de crença;
Cliquem na imagem para ampliar

    2º Aqueles que desejarem transcrever alguma coisa do blog, pode assim fazer, desde que citada a fonte;


    3º A área de comentários estão disponíveis para travar um debate de alto nível, desde que não se use palavras chulas, não se faça agressões, declarações sem provas, respeitar a opinião das pessoas  (pode até discordar, mas com fundamentos e com elegância), senão você e eu, podemos ser processados. Pontanto, comente a vontade;

   4º Seja seguidor deste blog, caso você tenha também um blog com a plataforma "Blogspot.com", clicando em "Participar deste site";

   5º Compartilhe em sua rede social (Facebook, Orkut, Twitter, Blogger, E-mail, etc), clicando em um destes símbolos;

     6º Divulgue este blog aos amigos, irmãos na fé, parentes, façam dele uma fonte inesgotável de pesquisa e reflexão.

  Agradeço desde já agradeço pela atenção dispensada e fiquem com Deus.

                                   Leniéverson Azeredo Gomes

Dia de São Lucas e dos Médicos.


Parabéns aos médicos e que São Lucas, rogue a Deus por nós!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Jovem desaparecida em Italva (RJ) é encontrada morta em praia do Norte Fluminense.



 Folha da Manhã/ Com informações adicionais do blogueiro


O corpo de uma mulher foi encontrado no quintal de uma residência no loteamento Telê Santana, em Grussaí, São João da Barra, por volta das 15h da tarde de hoje. Segundo a polícia, o corpo seria de Adriana da Silva Aguiar, de 33 anos, desaparecida desde o dia 04 de outubro, quando foi vista pela última vez, em um ponto de ônibus em Italva. 
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e Militar de SJB e Italva, município onde a vítima morava e trabalhava. O proprietário da casa, que é colega de trabalho da Adriana, tentou suicídio após ser abordado pela polícia. Ele teria sequestrado e matado a mulher porque a mesma guardava um volume de dinheiro que seria o suficiente para quitar  dívidas que ele tinha contraído.A partir de informações coletadas nas investigações, a polícia desconfiava de que o corpo de Adriana estaria enterrado na casa em São João da Barra.
    No local, após receber a polícia, o suspeito teria tentado suicídio ao cortar o pescoço com uma faca.
O homem foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Ferreira Machado (HFM). As equipes da Polícia Civil da 141ª DP de SJB e 148ª DP de Italva, com o auxílio da Polícia Militar estiveram no local até encontrar o corpo.O corpo de uma mulher foi encontrado no quintal de uma residência no loteamento Telê Santana, em Grussaí, São João da Barra, por volta das 15h da tarde de hoje. Segundo a polícia, o corpo seria de Adriana da Silva Aguiar, de 33 anos, desaparecida desde o dia 04 de outubro, quando foi vista pela última vez, em um ponto de ônibus em Italva. 
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e Militar de SJB e Italva, município onde a vítima morava e trabalhava. O proprietário da casa, que é um colega de trabalho de Adriana, tentou suicídio após ser abordado pela polícia. A partir de informações coletadas nas investigações, a polícia desconfiava de que o corpo de Adriana estaria enterrado na casa em São João da Barra.
    No local, após receber a polícia, o suspeito teria tentado suicídio ao cortar o pescoço com uma faca.
O homem foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Ferreira Machado (HFM).       
As equipes da Polícia Civil da 141ª DP de SJB e 148ª DP de Italva, com o auxílio da Polícia Militar estiveram no local até encontrar o corpo.
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Nota do Blog Católico do Leniéverson: O desaparecimento de Adriana da Silva Aguiar foi amplamente divulgado por este blog no dia 15 de outubro. Que Deus a tenha em bom lugar e que console a família enlutada. 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Santo do Dia - São Geraldo Magella ou Majella / padre redentorista



Geraldo nasceu em 1726 em Muro, pequena cidade do sul da Itália. Sua mãe, Benedetta, foi uma bênção para ele, pois ensinou-lhe o imenso amor de Deus que não conhece limites. Ele era feliz por estar perto de Deus.
Geraldo tinha quatorze anos quando seu pai morreu e ele ficou sendo o arrimo da família. Tornou-se aprendiz na alfaiataria da cidade e era maltratado e agredido pelo mestre. Passados quatro anos de aprendizado, quando ele poderia montar sua própria alfaiataria, disse que ia trabalhar como empregado do bispo de Lacedônia. Seus amigos lhe aconselharam a não assumir o trabalho. No entanto, os ímpetos de ira e as constantes repreensões que impediram os outros empregados de permanecer mais que poucas semanas nada eram para Geraldo. Foi capaz de exercer todos os encargos e trabalhou três anos para o bispo até a morte deste. Quando acreditava que estava fazendo a vontade de Deus, Geraldo aceitava qualquer coisa. Se batiam nele na alfaiataria ou se o bispo não lhe dava valor, pouco importava; via o sofrimento como parte do seu seguimento de Cristo. "Sua Senhoria gostava de mim" - dizia. E já então, Geraldo costumava passar horas diante de Jesus presente no Santíssimo Sacramento, o sinal do seu Senhor crucificado e ressuscitado.
Em 1745, com 19 anos, voltou para Muro onde montou uma alfaiataria. Seu negócio prosperou, mas ele não ganhou muito dinheiro. Praticamente dava tudo para os outros. Guardava o que era necessário para sua mãe e suas irmãs e dava o resto aos pobres ou para Missas em sufrágio das almas do purgatório. Geraldo não passou por uma conversão repentina e espetacular, apenas foi crescendo constantemente no amor de Deus. Durante a Quaresma de 1747 ele resolveu ser completamente semelhante a Cristo o quanto lhe fosse possível. Fez penitências mais severas e procurava explicitamente a humilhação, fazendo-se passar por louco e sentindo-se feliz quando riam dele nas ruas.
Quis servir plenamente a Deus e pediu admissão no convento dos Capuchinhos, não sendo porém aceito. Aos 21 anos tentou a vida de eremita. Tal era a sua vontade de ser semelhante a Cristo, que aceitou imediatamente a chance de representar o papel principal num Drama da Paixão, um quadro vivo apresentado na catedral de Muro.

Com os Redentoristas

Em 1749, os Redentoristas estiveram em Muro. Eram quinze missionários e tomaram de assalto as três paróquias da pequena cidade. Geraldo seguiu cada detalhe da missão e decidiu que aquela devia ser a sua vida. Pediu para ingressar no grupo missionário, mas o Pe. Cafaro, o Superior, recusou-o por motivo de saúde. Tanto importunou os padres, que, ao deixarem a cidade, o Pe. Cafaro sugeriu à sua família que o trancasse no seu quarto.
Usando um estratagema que desde então haveria de encontrar imitadores entre os jovens, Geraldo amarrou os lençóis da cama e, descendo pela janela, seguiu o grupo dos missionários. Fez uma dura caminhada de dezenove quilômetros para chegar até eles. "Aceitem-me, me dêem uma chance, depois me mandem embora se eu não for bom," dizia Geraldo. Diante de tamanha persistência, Pe. Cafaro não pôde senão consentir. Mandou Geraldo para a comunidade redentorista de Deliceto com uma carta em que dizia: "Estou mandando um outro irmão, que será inútil quanto ao trabalho."
Geraldo sentiu-se absolutamente e totalmente satisfeito com o modo de vida que Santo Afonso, fundador dos Redentoristas, traçou para os seus religiosos. Ficava radiante ao constatar como era central o amor a Jesus sacramentado e como era essencial o amor a Maria, Mãe de Jesus.
Professou os primeiros votos na data de 16 de julho de 1752, que, conforme ele ficou sabendo com alegria, era a festa do Santíssimo Redentor e também o dia de Nossa Senhora do Carmo. Desde esse dia, com exceção de algumas visitas a Nápoles e do tempo passado em Caposele onde morreu, a maior parte da vida de Geraldo foi vivida na comunidade redentorista de Iliceto.
O rotulo de "inútil" não duraria muito. Geraldo era um excelente trabalhador e nos anos seguintes foi por várias vezes jardineiro, sacristão, alfaiate, porteiro, cozinheiro, carpinteiro e encarregado das obras da nova casa de Caposele. Aprendia rápido: visitando a oficina de um escultor, logo começou a fazer crucifixos. Era uma jóia na comunidade. Tinha apenas uma ambição: fazer em tudo a vontade de Deus.
Em 1754 o seu diretor espiritual pediu-lhe que escrevesse qual era o seu maior desejo. Ele escreveu: "amar muito a Deus; estar sempre unido com Deus; fazer tudo por amor de Deus; amar a todos por amor de Deus; sofrer muito por Deus. Minha única ocupação é fazer a vontade de Deus."

A Grande Provação

A santidade verdadeira deve sempre ser testada pela cruz, e assim, em 1754, Geraldo devia sofrer uma grande provação, aquela que bem pode ter merecido a ele o poder especial para assistir às mães e a seus filhos. Uma das suas obras de apostolado era a de encorajar e assistir as moças que queriam entrar para o convento. Muitas vezes ele até garantiu o necessário dote para alguma moça pobre que de outra forma não poderia ser admitida numa ordem religiosa.
Néria Caggiano era uma das moças assistidas desta forma por Geraldo. Porém, ela achou desagradável a vida do convento e dentro de três semanas voltou para casa. Para explicar sua atitude, Néria começou a espalhar mentiras sobre a vida das freiras, e quando o povo de Muro recusou-se a acreditar em tais histórias a respeito de um convento recomendado por Geraldo, ela resolveu salvar sua reputação destruindo o bom nome do seu benfeitor. Para isto, numa carta dirigida a Santo Afonso, o superior de Geraldo, ela o acusou de pecados de impureza com a jovem de uma família em cuja casa muitas vezes Geraldo ficava nas suas viagens missionárias.
Geraldo foi chamado por Santo Afonso para responder a acusação. Mas em vez de se defender, permaneceu em silêncio, seguindo o exemplo do seu divino Mestre. Diante deste silêncio, Santo Afonso nada pôde fazer senão impor ao jovem religioso uma severa penitência: foi negado a Geraldo o privilégio de receber a santa Comunhão e foi-lhe proibido todo contato com os de fora.
Não foi fácil para Geraldo renunciar aos trabalhos pelo bem das almas, mas este era um sofrimento pequeno em comparação com a proibição de comungar. Sentiu isto tão profundamente, que chegou a pedir para ficar livre do privilégio de ajudar a Missa, receando que, a veemência do seu desejo de receber a comunhão o fizesse arrancar a hóstia consagrada das mãos do padre no altar.
Algum tempo depois, Néria ficou gravemente enferma e escreveu uma carta a Santo Afonso confessando que as suas acusações contra Geraldo não passavam de invenção e calúnia. O santo ficou cheio de alegria ao saber da inocência do seu filho. Mas Geraldo, que não ficara deprimido no tempo da provação, também não exultou indevidamente quando foi justificado. Em ambos os casos sentiu que a vontade de Deus tinha sido cumprida, e isto lhe bastava.

O Taumaturgo

De poucos santos se recordam tantos fatos prodigiosos como de São Geraldo. Seus processos de beatificação e de canonização revelam que seus milagres eram os mais variados e numerosos. 
Com freqüência entrava em êxtase enquanto meditava sobre Deus e sua santa vontade, e nessas horas podia-se ver seu corpo erguer-se alguns palmos do chão. Há testemunhos autênticos de que em mais de uma ocasião foi-lhe concedido o insólito milagre de ser visto e de conversar em dois lugares ao mesmo tempo.
A maior parte dos seus milagres foram feitos para o benefício de outros. Fatos extraordinários como os que enumeramos a seguir começam a parecer lugares comuns quando se lê a sua biografia. Ele devolveu a vida a um garoto que tinha caído de um alto rochedo; abençoou a magra provisão de trigo pertencente a uma família e ela durou até a colheita seguinte; várias vezes multiplicou o pão que estava distribuindo aos pobres. Certo dia andou sobre as águas para levar um barco de pescadores entre as ondas tempestuosas até a segurança da praia. Muitas vezes Geraldo contou às pessoas pecados secretos de suas almas que tinham vergonha de confessar e levou-as a penitência e ao perdão.
O seu milagroso apostolado em favor das mães também começou durante a vida. Um dia, ao sair da casa de amigos, a família Pirofalo, uma das moças o chamou dizendo que tinha esquecido o lenço. Num momento de intuição profética, disse Geraldo: "Guarda-o, pois te será útil um dia." O lenço foi guardado como uma preciosa lembrança de Geraldo. Anos mais tarde aquela moça estava em perigo de morte em trabalhos de parto. Lembrou-se das palavras de Geraldo e pediu o lenço. Quase imediatamente o perigo passou e ela deu à luz uma criança sadia. Em outra ocasião pediram as orações de Geraldo para uma mulher grávida que corria perigo junto com o filho. Tanto ela como a criança saíram ilesas do perigo.

Morte e Glorificação

De saúde sempre frágil, era evidente que Geraldo não iria viver muito. Em 1755 sofreu violentas hemorragias e disenteria, a ponto de sua morte ser esperada para qualquer momento. No entanto, ele devia ainda ensinar uma grande lição sobre o poder da obediência. O seu diretor mandou-lhe que sarasse, se fosse da vontade de Deus, e imediatamente a doença pareceu desaparecer, ele deixou o leito e juntou-se à comunidade. Sabia, porém, que esta cura era apenas temporária e que tinha pouco mais que um mês de vida.
Pouco depois teve que voltar ao leito e começou a preparar-se para a morte. Abandonava-se totalmente à vontade de Deus e escreveu na porta do seu quarto: "Aqui se faz a vontade de Deus, como Deus quer e por quanto tempo ele quer." Como freqüência ouviam-no recitar esta oração: "Meu Deus, quero morrer para fazer vossa santíssima vontade." Pouco antes da meia-noite do dia 15 de outubro de 1755, a sua alma inocente voltou para Deus.
Na morte de Geraldo, o irmão sacristão, na sua euforia, tocou os sinos à maneira festiva, em vez do toque fúnebre. Milhares de pessoas vieram ver o corpo do "seu santo" e tentar obter uma última lembrança daquele que tantas vezes os tinha ajudado. Após a sua morte, começaram a ser relatados milagres em quase todas as regiões da Itália, atribuídos à intercessão de Geraldo. Em 1893, o Papa Leão XIII o beatificou e, no dia 11 de dezembro de 1904, o Papa Pio X o canonizou como santo.

O Santo das Mães

Por causa dos milagres que Deus fez por meio das preces de Geraldo em favor das mães, as mães da Itália se afeiçoaram a Geraldo e fizeram dele o seu padroeiro. No seu processo de beatificação, uma testemunha atesta que ele era conhecido como "il santo dei felici parti" - o santo dos partos felizes.
Milhares de mães tem experimentado o poder de São Geraldo através da Liga de São Geraldo. Muitos hospitais dedicam a ele a ala da maternidade e dão a seus pacientes medalhas e santinhos de São Geraldo. Milhares de meninos recebem o nome de Geraldo dos pais, convencidos de que foi a intercessão dele que os ajudou para que nascessem sadios. Há também moças que tem um nome semelhante ao seu, e é interessante observar como "Geraldo" se transforma em Geralda, Geraldina, Geraldino, Gerardo, Geriane e Gerardete.
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Nota do Blog: São Geraldo Majella ou Magella, rogai por nós.


Todo cristão é intimado a ter coerência em suas atitudes.


     
Leniéverson Azeredo Gomes   


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Por fora, bela viola.
Por dentro, pão bolorento
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        “Por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento”. Esse é um dos ditados populares mais famosos da língua portuguesa no Brasil. Significa que alguém pode ser bonito aos padrões da sociedade, mas o âmago dele, o interior dele, nem sempre tem a beleza igualmente proporcional a exterior.
No evangelho de hoje, extraído do evangelho de São Lucas 11, 37-45, Jesus nos aponta mais uma incoerência dos fariseus. Para quem não sabe, os fariseus, assim, como os saduceus, era um dos partidos religiosos notadamente conhecidos pelos judeus. Os fariseus tinham por conduta, a redução do culto a Deus a um mero formalismo, ou seja, sabiam de cor a Lei de Deus, mas a prática da mesma deixava muito a desejar. Eles costumavam colocar Jesus a prova.
No texto litúrgico, um dos fariseus havia convidado Jesus para jantar – o que foi prontamente aceito - e, durante o mesmo, percebeu que o Filho de Deus não tinha lavado as mãos antes de comer (v.37-38). Ao sentir a admiração farisaica, Cristo, pontuou “Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de maldades. Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? Antes, dai esmola do que vos possuis e tudo ficará puro vós” (v.39b-41).
O que Jesus queria dizer é que não adianta a pessoa querer mostrar sinais exteriores de retidão, se o caráter, ou seja, aquilo que brota do coração do homem está podre. “O homem [verdadeiramente] bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro do coração. A boca fala daquilo que o coração está cheio”. (Lc 6,45).
Amados, “não há nada escondido que não venha à luz, não há nada de secreto que não se venha, a saber.” (Mt 10,26). Não  devemos nos atrever a  tentar enganar ao Senhor, usando mascaras.
No Antigo Testamento, mais exatamente o Salmo 138, diz que o Senhor Deus “nos sonda e nos conhece, sabe tudo de nós, quando nós andamos, quando nós repousamos, quando nos sentamos, nos levantamos, do alto dos céus penetra e conhece os nossos pensamentos e observa todos os nossos passos” (v. 2 e3). Com Deus não há qualquer possibilidade de disfarce ou postura teatralizada. Até mesmo porque, o nosso Pai Celestial “nos conhece desde o nosso nascimento” (Jr 1,1)
Um dos versos do salmo litúrgico de hoje (Sl 118), diz que é de bom tom, devido a tudo relatado acima, que nós devemos “confiar no justo julgamento do Senhor” e que “a Verdade sempre em nossos lábios”. Pois “a Palavra do Senhor, que é eficaz e viva, tem a possiblidade de julgar os pensamentos e as intenções do coração”.
Essa é a regra de quem quer viver no Senhor: compreender que o sentido coerente de liberdade neste mundo, é fazer a vontade de Deus e, acima de tudo, compreender que vale mais neste mundo em que habitamos viver de “fé praticada com caridade a observar preceitos como a circuncisão que não tem valor algum”.
Que no dia de São Geraldo Majella, padroeiro dos padres redentoristas, possamos ser cumpridores da vontade de Deus e sermos obedientes a Ele sem questioná-lO e sem requerer condições para segui-lO. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Jovem desaparece em cidade do noroeste fluminense.


    Peço a todos os meus amigos, irmãos  na fé cristã  internautas e a rede de blogs coligados ao meu, para que dê ampla repercussão a este caso.
     Esta  moça  está  sendo  procurada  desde sábado, dia  08 de outubro deste ano. Na Sexta, dia 5, ela não compareceu  ao  trabalho e nem nas  eleições no dia 7 de  outubro. Segundo  testemunhas,  ela foi vista pela última vez,no dia 6 de outubro,  dentro  da  loja Ralph Eletromóveis Cardosense e saiu para trabalhar.
   Moradora em Cardoso Moreira(RJ), e trabalha na Defesa Civil em Italva (RJ), encontra-se desaparecida desde 04/10. Adriana tem um filho.

     Por favor,não liguem se não tiver dados concretos.

Santa do dia -- Santa Teresa de Jesus


Do Portal Canção Nova



Com grande alegria lembramos, hoje, da vida de santidade daquela que mereceu ser proclamada "Doutora da Igreja": Santa Teresa de Ávila (também conhecida como Santa Teresa de Jesus). Teresa nasceu em Ávila, na Espanha, em 1515 e foi educada de modo sólido e cristão, tanto assim que, quando criança, se encantou tanto com a leitura da vida dos santos mártires a ponto de ter combinado fugir com o irmão para uma região onde muitos cristãos eram martirizados; mas nada disso aconteceu graças à vigilância dos pais. Aos vinte anos, ingressou no Carmelo de Ávila, onde viveu um período no relaxamento, pois muito se apegou às criaturas, parentes e conversas destrutivas, assim como conta em seu livro biográfico. Certo dia, foi tocada pelo olhar da imagem de um Cristo sofredor, assumiu a partir dessa experiência a sua conversão e voltou ao fervor da espiritualidade carmelita, a ponto de criar uma espiritualidade modelo. Foi grande amiga do seu conselheiro espiritual São João da Cruz, também Doutor da Igreja, místico e reformador da parte masculina da Ordem Carmelita. Por meio de contatos místicos e com a orientação desse grande amigo, iniciou aos 40 anos de idade, com saúde abalada, a reforma do Carmelo feminino. Começou pela fundação do Carmelo de São José, fora dos muros de Ávila. Daí partiu para todas as direções da Espanha, criando novos Carmelos e reformando os antigos. Provocou com isso muitos ressentimentos por parte daqueles que não aceitavam a vida austera que propunha para o Carmelo reformado. Chegou a ter temporariamente revogada a licença para reformar outros conventos ou fundar novas casas.
Santa Teresa deixou-nos várias obras grandiosas e profundas, principalmente escritas para as suas filhas do Carmelo : “O Caminho da Perfeição”, “Pensamentos sobre o Amor de Deus”, “Castelo Interior”, “A Vida”. Morreu em Alba de Tormes na noite de 15 de outubro de 1582 aos 67 anos, e em 1622 foi proclamada santa. O seu segredo foi o amor. Conseguiu fundar mais de trinta e dois mosteiros, além de recuperar o fervor primitivo de muitas carmelitas, juntamente com São João da Cruz. Teve sofrimentos físicos e morais antes de morrer, até que em 1582 disse uma das últimas palavras: "Senhor, sou filha de vossa Igreja. Como filha da Igreja Católica quero morrer". No dia 27 de setembro de 1970 o Papa Paulo VI reconheceu-lhe o título de Doutora da Igreja. Sua festa litúrgica é no dia 15 de outubro. Santa Teresa de Ávila é considerada um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Mesmo ateus e livres-pensadores são obrigados a enaltecer sua viva e arguta inteligência, a força persuasiva de seus argumentos, seu estilo vivo e atraente e seu profundo bom senso. O grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório, a tinha em tão alta estima que a escolheu como patrona, e a ela consagrou-se como filho espiritual, enaltecendo-a em muitos de seus escritos.
Santa Teresa de Ávila, rogai por nós!

Feliz Dia dos Professores

Cristo: O verdadeiro sinal de salvação e libertação.


Leniéverson Azeredo Gomes

O verdadeiro Sinal vem de Deus
“Bendito seja o nome do Senhor, agora e para Sempre. Quem pode comparar-se ao nosso Deus, que inclina para olhar o céu e a terra? Levanta da poeira o indigente e do lixo ele retira o pobrezinho e, sua glória vai além dos altos dos céus”. O trecho do Salmo 112 nos convida a refletirmos sobre a grandeza de Deus em nossas vidas e como Suas ações salvadoras produz em nós a libertação dos grilhões do pecado.
A primeira leitura de hoje, retirada da carta de São Paulo aos Gálatas, capítulo quarto, de 22-24.26-27.31-5,1, o Senhor Deus fala de dois filhos: um de uma escrava que vivia desde o nascimento segundo a carne e o outro originário do ventre de uma mulher livre e desde já, estava sob o manto da virtude e da marca da promessa. Nós os cristãos, somos projetados para ser livres e não escravos que em diversas situações se deixa se levar pelas estruturas do pecado; se inclina, abaixa a cabeça para todo o mal.
A nossa liberdade consiste em fazer a vontade de Deus, e, não a nossa vontade humana. Devemos nos comprazer em fazer de Deus, uma referência para o nosso agir, o nosso trabalhar, nossas atitudes, nossa relação com o próximo, no nosso ambiente de trabalho, na nossa vizinhança, enfim, em todas as situações do nosso dia-a-dia.
Eu, você e toda humanidade são estimulados a acolher a ideia de que somos essa Jerusalém celeste que não se entrega; não se deixa levar por este mundo hedonista, onde o prazer da carne está acima de tudo, numa alusão expressa, a porta larga desse mundo que nos leva a falsas concepções de felicidade, de paz e de harmonia conosco mesmo e com os outros.
O evangelho litúrgico deste dia, extraído de Lucas 11, 29-32, nos ajuda a perceber que, devemos nos afastar das propostas desta terra, que nos oprime; nos sufoca. Nós não devemos ser a geração má, perversa, condenada pela desobediência ao desígnio natural de Deus. Devemos ser sim, uma geração formada por eleitos, que compreende o verdadeiro sinal da liberdade que vem do alto.
Nesta segunda, onde comemoramos o dia de Santa Teresa de Jesus e também o dia dos professores, vamos pedir que Deus nos inspire, a cada dia a sermos santos, como Santa Teresa de Jesus, para que possamos ensinar a toda comunidade de crentes o verdadeiro caminho, que nos levará diuturnamente a salvação e a liberdade de todos os males dessa terra.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Homilia na Santa Missa de abertura do Ano da Fé - 11/10/2012





Bento XVI 

“Agora, porém, temos de voltar para aquele que convocou o Concílio Vaticano II e que o inaugurou: o Bem-Aventurado João XXIII. No Discurso de Abertura, ele apresentou a finalidade principal do Concílio usando estas palavras: ‘O que mais importa ao Concílio Ecumênico é o seguinte: que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz. (...) Por isso, o objetivo principal deste Concílio não é a discussão sobre este ou aquele tema doutrinal... Para isso, não havia necessidade de um Concílio... É necessário que esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e apresentada de forma a responder às exigências do nosso tempo’ (AAS 54 [1962], 790791-792).”
“À luz destas palavras, entende-se aquilo que eu mesmo pude então experimentar: durante o Concílio havia uma tensão emocionante, em relação à tarefa comum de fazer resplandecer a verdade e a beleza da fé no hoje do nosso tempo, sem sacrificá-la frente às exigências do presente, nem mantê-la presa ao passado: na fé ecoa o eterno presente de Deus, que transcende o tempo, mas que só pode ser acolhida no nosso hoje, que não torna a repetir-se. Por isso, julgo que a coisa mais importante, especialmente numa ocasião tão significativa como a presente, seja reavivar em toda a Igreja aquela tensão positiva, aquele desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo. Mas para que este impulso interior à nova evangelização não seja só um ideal e não peque de confusão, é necessário que ele se apoie sobre uma base concreta e precisa, e esta base são os documentos do Concílio Vaticano II, nos quais este impulso encontrou a sua expressão. É por isso que repetidamente tenho insistido na necessidade de retornar, por assim dizer, à ‘letra’ do Concílio - ou seja, aos seus textos - para também encontrar o seu verdadeiro espírito; e tenho repetido que neles se encontra a verdadeira herança do Concílio Vaticano II. A referência aos documentos protege dos extremos tanto de nostalgias anacrônicas como de avanços excessivos, permitindo captar a novidade na continuidade. O Concílio não excogitou nada de novo em matéria de fé, nem quis substituir aquilo que existia antes. Pelo contrário, preocupou-se em fazer com que a mesma fé continue a ser vivida no presente, continue a ser uma fé viva em um mundo em mudança.”
“Se nos colocarmos em sintonia com a orientação autêntica que o Bem-Aventurado João XXIII queria dar ao Vaticano II, poderemos atualizá-la ao longo deste Ano da Fé, no único caminho da Igreja que quer aprofundar continuamente a ‘bagagem’ da fé que Cristo lhe confiou. Os Padres conciliares queriam voltar a apresentar a fé de uma forma eficaz, e se quiseram abrir-se com confiança ao diálogo com o mundo moderno foi justamente porque eles estavam seguros da sua fé, da rocha firme em que se apoiavam. Contudo, nos anos seguintes, muitos acolheram acriticamente a mentalidade dominante, questionando os próprios fundamentos do depositum fidei a qual infelizmente já não consideravam como própria diante daquilo que tinham por verdade.”
“Se a Igreja hoje propõe um novo Ano da Fé e a nova evangelização, não é para prestar honras a uma efeméride, mas porque é necessário, ainda mais do que há 50 anos! (...) Nos últimos decênios tem-se visto o avanço de uma ‘desertificação’ espiritual. Qual fosse o valor de uma vida, de um mundo sem Deus, no tempo do Concílio já se podia perceber a partir de algumas páginas trágicas da história, mas agora, infelizmente, o vemos ao nosso redor todos os dias. É o vazio que se espalhou. No entanto, é precisamente a partir da experiência deste deserto, deste vazio, que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital para nós homens e mulheres. No deserto é possível redescobrir o valor daquilo que é essencial para a vida; assim sendo, no mundo de hoje, há inúmeros sinais da sede de Deus, do sentido último da vida, ainda que muitas vezes expressos implícita ou negativamente. E no deserto existe, sobretudo, necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança. A fé vivida abre o coração à Graça de Deus que liberta do pessimismo. Hoje, mais do que nunca, evangelizar significa testemunhar uma vida nova, transformada por Deus, indicando assim o caminho. A primeira Leitura falava da sabedoria do viajante (cf. Eclo 34, 9-13): a viagem é uma metáfora da vida, e o viajante sábio é aquele que aprendeu a arte de viver e pode compartilhá-la com os irmãos - como acontece com os peregrinos no Caminho de Santiago, ou em outros caminhos de peregrinação que, não por acaso, estão novamente em voga nestes últimos anos. Por que tantas pessoas hoje sentem a necessidade de fazer esses caminhos? Não seria porque neles encontraram, ou pelo menos intuíram o significado do nosso estar no mundo? Eis aqui o modo como podemos representar este ano da Fé: uma peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas - como o Senhor exorta aos Apóstolos ao enviá-los em missão (cf. Lc 9, 3), mas sim o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como é o Catecismo da Igreja Católica, publicado há 20 anos.”

Devemos ser misericordiosos com o nosso próximo.


Leniéverson Azeredo Gomes

Imagem de Jesus Misericordioso

“Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque a seu povo visitou e libertou”. O texto de Lucas 1,  versículos de 69 a 75, que foi usado como substituto ao tradicional salmo, nos chama atenção para um Deus que é Salvador e que nos orienta a sermos servidores de Tua palavra e correspondermos ao chamado missionário d´Ele. E o Evangelho de hoje, retirada também de São Lucas, capítulo 11, versículos de 5 a 13, nos chama atenção para esta grande responsabilidade confiada a nós pelo filho de Deus, ou seja, Jesus Cristo: servirmos o nosso próximo a partir do “princípio da solidariedade”.
Vejamos isso, meus caros, Jesus, no texto de Lucas, conta aos seus discípulos  uma estória a respeito de uma pessoa que procura um amigo, à meia-noite,para que este lhe empreste um alimento, no caso, três pães, porque um conhecido dele chegou de uma viagem e não tinha nada a oferecer, o empréstimo em questão foi negado , sendo que a pessoa nem se levantou da cama e abriu a porta para fazer com a pessoa direito.
Cristo adverte: “Eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário”.
Nós somos a imagem e semelhança de Deus, como diz o texto de Genesis 1, 27 e por sermos a imagem e semelhança, temos que ser imitadores de Sua Palavra.  Jesus pontua aos discípulos e a nós também:
“Pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. Pois quem pede recebe; quem procura encontra; e, para quem bate, se abrirá”. (v 9-10)
            Se Deus é misericordioso, nós também temos de ser, esta é uma de nossas missões. Essa responsabilidade, não é um luxo, é um dever, uma obrigação nossa, é algo a qual temos o chamado de colocar em prática.
            Na Primeira Leitura litúrgica desta quinta-feira, São Paulo, repreende a comunidade dos gálatas, devido a um conjunto de atos insensatos, dentre os quais a não compreensão de que foram escolhidos para serem missionários e testemunhas deste Reino misericordioso e; anunciar Cristo crucificado.
            É preciso que, cada um de nós saiba que, não podemos ser como os gálatas ou como aquele homem do evangelho que possuíam uma dificuldade em se doar, em se comprometer a uma missão, a um desígnio.
            Pode até ser que a ação de ter um coração misericordioso com o próximo, possa ser difícil, possa ser uma cruz, mas temos de nos lembrar de que, quando temos o Senhor a frente, saberemos que Ele aliviará o peso da Cruz, irá diminuir o nosso fardo pesado.
            Hoje, quando o Brasil, comemora o Dia das Pessoas com deficiência, devemos pensar em ser igualmente atentos ao “principio da solidariedade”. É ceder lugar a eles no transporte coletivo, é não ocupar vagas de estacionamento destinadas a deficientes, é pedir que as autoridades públicas, elaborem políticas de acessibilidade construindo rampas nas calçadas; portas com degraus elevatórios nos ônibus, dentre outras coisas.



terça-feira, 9 de outubro de 2012

Cristão: agente da caridade.

Leniéverson Azeredo Gomes


No evangelho de segunda(Lc 10, 25-27), um mestre da Lei questionou a Jesus: “Quem é o nosso próximo?” (v. 29). Essa interrogação dele tem um significado muito profundo em nossa vida cristã. No texto de Lucas 10, 31-37, Jesus responde ao mestre da Lei, contando a estória de um certo homem que, depois de ser espancado gravemente por assaltantes, teve,  após a rejeição de um sacerdote e levita, a compaixão de apenas um samaritano que cuidou das feridas e da estadia dele numa pensão.
Ao ouvir as palavas do Filho de Deus e ser questionado a respeito do próximo, em relação ao homem ferido pelos assaltantes, o mestre da Lei concluiu que o próximo foi “Aquele que usou de misericórdia para com o homem ferido”. E Jesus disse ao mestre da Lei para fizesse a mesma coisa.
A Lei de Moisés, lembrada muito bem por Cristo, diz de forma categórica: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o seu coração e com toda a tua alma. Com toda a tua inteligência; e a teu próximo como a ti mesmo!”(Lc 10, 26). De fato, o mestre da Lei tinha na cena inicial do evangelho, a intenção de querer colocar Jesus a prova, sabendo do Messias o caminho para receber a vida eterna.
Devemos recordar a parábola do Juízo Final (Mt 25, 31-46), quando o Filho do homem afirmava que todos os justos, ou seja, aqueles que fazem o bem a qualquer um dos pequeninos serão dignos de entrar para vida eterna.Mas quem era os justos, os que dão de comer aos famintos, dão de beber aos sedentos, dão de vestir os que estão sem roupa, visitam os que estão solitários, dentre outras coisas.
Vejam amados, a primeira leitura de hoje, situada na carta de São Paulo aos Gálatas, capítulo primeiro, do versículo 6 ao 12, nos orienta para “não haver outro evangelho e nem que o mesmo possa sofrer todo azar de interferência”.(v.8)Além disso, nos chama a atenção para que não vivamos a nossa fé, a nossa relação com Jesus, segundo conceitos humanos, mas sim aqueles que estejam em total acordo com a revelação dada pelo Nosso Senhor Jesus Cristo.
Então, nos vem a pergunta: Se você estivesse na cena do evangelho e vê alguém, como aquele homem, ferido, machucado, cheio de marcas de espancamento, o que vc faria?Seriam como o levita e o sacerdote que passou por ele e não fez nada ou seriam como o samaritano, prestando imediatamente socorro ao mesmo homem?Agiriamos de forma individualista, e egoísta e insensível a dor daquele homem ou seriamos prestativos?Essa pergunta fica no ar para que nós debatamos.

Reflexão sobre a decisão do STF.



Leniéverson Azeredo Gomes

Futurologias
Hoje, dia 09 de outubro de 2012, pudemos acompanhar um fato, um momento histórico no Brasil. Quando ninguém mais acreditava, ninguém mais botava fé, achavam que tudo viraria pizza, assistimos o núcleo político do PT, leia-se, José Dirceu, Dirça para os intimos, José Genoíno, irmão do homem cueca, para os íntimos, Delúbio Soares, Santo Delúbio, para os intimos, sendo condenados por corrupção pelo Supremo Tribunal Federal.
Fato que é um divisor de águas no Brasil e nos remete a algumas reflexões:
1º Concluímos cabalmente o que um partido pode fazer para se perpetuar no Poder;
2º Enxergamos uma rede de jornalistas (que eu chamo de esquerda fascista), que ignorou solenemente a questão e, mesmo, quando já provado que o Mensalão (ou Ação Penal 470 para os petistas, petralhas ou petebas) essa mesma imprensa ainda o registrava como "suposto". Aqui eu incluo, aqueles que foram pagos pelo PT ou melhor nosso dinheiro, dos nossos suados (leia-se Blog do Mello, Blog do Miro, Carta Capital, revista do Brasil, Viomundo, etc) Até alguns dias, Dirceu, agindo como baluarte da ética, ocupava a imprensa dando palpites sobre a eleição paulistana;
3º Notamos uma rede de militantes virtuais, pagos com o meu, o seu e o nosso dinheiro também;
4º Lula, ex-presidente do Brasil, primeiro reconheceu que o mensalão existiu e até chorou, mas depois, com o discurso que lhe convia, negou que o mensalão existia. O Obama, comunistóide enrustido, dizia que o Lula era "O Cara" (de Pau);
5º O mensalão pretendia e tinha como fim, fazer com que o Partido dos "Trabalhadores" instaurasse no País uma ditadura socialista totalitária, que dá as mãos ao Chavismo Venezuelano, ao Castrismo Cubano, ao Comunismo Chinês e Norte Coreano, etc. Afinal, para que eleições, gastar nosso dinheiro com o processo eleitoral, basta ser populista, cheio de $impatia e pronto. Sem alternância de poder, não há democracia;
6º. Fatos como esse pode, com certeza, gerar jurisprudência, tendo em vista que em outros eventos sucedâneos haverá chances grandes de se aplicar a mesma pena;
7º E os católicos ou "católicos" simpatizantes da teologia da libertação e do Petismo, o que acharam da decisão do STF?Cadê o Frei Betto; o Leonardo Boff, entre outros? Estão tão caladinhos;
8º O mensalão gerou um legislativo, leia-se, Senado e Câmara Federal, subserviente ao Governo Federal, deixando de serem fiscalizadores do executivo, e se transformando em meros recitadores de "Amém";
9º As pessoas de bem de todas as faixas etárias precisam tirar uma conclusão dolorosa, sobretudo nós cristãos de fé, e reconhecer que a corrupção é algo do mal e repudiado pela lei de Deus.Devemos ser Sal da Terra e Luz do Mundo, ser a diferença na sociedade, não devemos achar comum

Obs: Qualquer semelhança com o padrão encontrado em Campos dos Goytacazes(RJ) ou quaisquer cidades que recebem  Royalties do Petróleo, guardada as devidas proporções, não é mera coincidência.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Santo do Dia - São Benedito


São Benedito OFM Cap (Sicília, 31 de Março de 1524 - Palermo, 4 de Abril de 1589) (São Benedito, o Negro, ou São Benedito, o Africano ou São Benedito, o Mouro) - Santo da Igreja Católica Apostólica Romana.
Algumas versões dizem que ele nasceu na Sicília, sul da Itália, em 1524, no seio de família pobre e era descendente de escravos oriundos da Etiópia. Outras versões dizem que ele era um escravo capturado no norte da África, o que era muito comum no sul da Itália nesta época. Neste caso, ele seria de origem moura, e não etíope. De qualquer modo, todos contam que ele tinha o apelido de “mouro” pela cor de sua pele.
Foi pastor de ovelhas e lavrador.
Aos 18 anos de idade já havia decidido consagrar-se ao serviço de Deus e aos 21  um monge dos irmãos eremitas de São Francisco de Assis chamou-o para viver entre eles e aceitou. Fez votos de pobreza, obediência e castidade e, coerentemente, caminhava descalço pelas ruas e dormia no chão sem cobertas. Era muito procurado pelo povo, que desejava ouvir seus conselhos e pedir-lhe orações.
Cumprindo seu voto de obediência, depois de 17 anos entre os eremitas, foi designado para ser cozinheiro no Convento dos Capuchinhos. Sua piedade,sabedoria e santidade levaram seus irmãos de comunidade a elegê-lo Superior do Mosteiro, apesar de analfabeto e leigo, pois não havia sido ordenado sacerdote. Seus irmãos o consideravam iluminado pelo Espírito Santo, pois fazia muitas profecias. Ao terminar o tempo determinado como Superior, reassumiu com muita humildade mas com alegria suas atividades na cozinha do convento.
Sempre preocupado com os mais pobres do que ele, aqueles que não tinham nem o alimento diário, retirava alguns mantimentos do Convento, escondia-os dentro de suas roupas e os levava para os famintos que enchiam as ruelas das cidades. Conta a tradição que, em uma dessas saídas, o novo Superior do Convento o surpreendeu e perguntou: “Que escondes aí, embaixo de teu manto, irmão Benedito?” E o santo humildemente respondeu: “Rosas, meu senhor!” e, abrindo o manto, de fato apareceram rosas de grande beleza e não os alimentos de que suspeitava o Superior.
São Benedito morreu aos 65 anos, no dia 4 de abril de 1589, em Palermo, na Itália.
Na porta de sua cela, no Convento de Santa Maria de Jesus de Palermo se encontra uma placa com a inscrição em italiano indicando que era a Cela de São Benedito e embaixo as datas 1524-1589, para indicar as datas do nascimento e de sua morte. Alguns autores indicam 1526 como o ano de seu nascimento, mas os Frades do Convento de Santa Maria de Jesus consideram que a data certa é 1524.
Todos os anos a seguir à Páscoa, há uma missa e festa em sua honra na localidade portuguesa de Coval, concelho de Santa Comba Dão
Diz o Ofício Litúrgico de São Benedito do próprio da Ordem Franciscana: "Benedito que pela sua cor preta foi chamado o santo preto". Benedito era de família descendente da África. Seus avós eram etíopes. Benedito, portanto, tinha a pele de cor negra. Uma piedade falsa dos séculos 19 e 20 (até os anos 50) queria atribuir uma cor de pele morena, quase branca, ao nosso santo, como se não ficasse bem a glorificação nos altares da raça negra. Assim como Benedito, também Santo Elesbão e Santa Efigênia são de cor negra e deram muitas glórias ào Senhor e à Igreja.
  Humilde foi a origem do santo negro. Benedito era filho de Cristovam Manasseri e Diana Larcan, descendentes de escravos trazidos da Etiópia, África, para a Sicília, Itália. O pai fôra escravo de um rico senhor, Vicente Manasseri, e dele recebera o sobrenome. Diana, sua mãe, fora libertada por um cavalheiro da Casa de Lanza. E como os escravos tomavam o nome de seu senhor, veio a chamar-se Diana Larcan ou de Lanza.

 Casados, Cristovam e Diana viviam como bons cristãos, fiéis à Lei do Senhor e humildes numa vida de oração e trabalho. Sua mãe, conforme consta do processo de beatificação de São Benedito, era devota fervorosa do Santíssimo Sacramento e extremamente caridosa para com os pobres, dons que Benedito herdaria por toda a vida. Cristovam era fervoroso, voltado para Deus, a família e o trabalho. Recitava diariamente com edificante piedade o Rosário de Maria e o ensinava a quantos com ele trabalhava. Diante dele ninguém blasfemava ou dizia obscenidade. Tantas vezes podia, aproximava-se da Mesa Eucarística. Mereceu a confiança dos patrões, pela honestidade e retidão que o caracterizavam no trabalho. Por isso, foi nomeado chefe dos trabalhadores. Dispunha os seus bens em favor dos mais pobres.
  Um fato que chama a atenção na vida do pai de Benedito: por ciúmes, alguns companheiros de trabalho o caluniaram, dizendo que ele dilapidava os bens do patrão em nome da caridade. O honesto feitor viu-se do dia para a noite deposto de seu cargo, sofrendo vergonha e humilhação. Deus veio em seu socorro: os negócios de Manasseri não iam bem e sua terras terras já não produziam como antes. Morriam seus animais e seus campos eram vítimas de pragas. O patrão percebeu a injustiça que havia cometido e mandou chamar Cristovam e o reintegrou no cargo de ofício, com mais pode e autoridade que antes. Fez ainda mais: deu ao escravo piedoso e fiel, toda a liberdade para socorrer os pobres que o procurassem. Deu muitas esmolas e os negócios de Manasseri prosperaram.
  Outro fato que chama a atenção nos pais de Benedito é de que fizeram voto de castidade ao contraírem matrimônio, vivendo na penitência, no trabalho e na oração. Foi o patrão quem persuadiu os pais à exercerem os seus direitos de matrimônio, prometendo dar liberdade aos seus descendentes. Assim o fizeram, assim nasceu Benedito, fruto de uma bênção especial de Deus: Bendito! Bendito! Bendito! Era o ano de 1524. Nasceu livre quanto à condição, e mais livre quanto à santa liberdade dos remidos pelo Sangue do Cordeiro. Dele se dizia: Negro e muito formoso, devido os traços finos de seu rosto.
  A formação cristã do pequeno Benedito se deve à sua mãe, Diana, virtuosa e rica da graça do Senhor. Benedito crescia em idade, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens. Cristovam e Diana, repartindo o tempo entre a oração,o trabalho e a educação de seu primogênito, viviam santamente e Benedito era levado à Igreja pelas mãos paternas. Tiveram outros filhos: Marcos, Baldassara e Fradella. Esta casou-se com um escravo chamado Antonio Nastasi, com o qual teve uma filha, Violante, que mais tarde entrou para um convento da Ordem Terceira de São Francisco, recebendo o hábito de seu tio Benedito. Chamou-se Soror Benedita e viveu santamente. Morreu em Palermo, e há testemunhas que atestam milagres operados por Deus com a sua intercessão.
  Benedito foi pastor de ovelhas. Foi muito fiel ao seu dever. Enquanto pastoreava, rezava piedosamente o Rosário. Procurava os lugares mais afastados, pelos altos montes, com boa pastagem e água para seu rebanho, para poder também orar e meditar. Certa vez o encontraram escondido em uma gruta, num momento de folga, de joelhos, olhos fixos no céu, todo arrebatado em êxtase. A partir desse dia, nunca mais o ridicularizaram.
  Aos dezoito anos, Benedito se abrasou no amor do Senhor e demonstrou interesse em se dedicar totalmente a Jesus. Com sacrifícios, conseguiu comprar uma junta de bois, e com eles passou a ganhar alguns trocados e socorrer os pobres. Isso durou até completar vinte e um anos de idade.
Altar onde se encontra a imagem de São Benedito em nossa Igreja matriz Frei Jerônimo Lanza, natural de San Marco, abandonou o mundo e se recolheu com alguns companheiros num eremitério de Santa Dominica, na região de Caronia. O Papa Júlio III autorizou aos novos eremitas professarem a Regra Seráfica de São Francisco, juntando ainda aos votos de pobreza, obediência e castidade, o voto de vida quaresmal, que os levava a jejuar 3 dias por semana. Numa de suas viagens, Jerônimo conheceu Benedito, que num momento de descanso era injuriado e zombado pelos companheiros de trabalho por causa da cor da pele. Frei Jerônimo ouviu e repreendeu severamente os injustos e lhes disse em tom profético: "Ah! hoje fazeis caçoada e ridicularizais este pobre negrinho; mas daqui a poucos anos vereis a sua fama correr todo o mundo!". Voltando-se para o patrão lhe disse: " Eu vos recomendo muito este moço porque logo ele virá em minha companhia e se há de tornar um santo religioso!"
  Alguns dias depois, Frei Jerônimo voltou àquele lugar e diz, ao ver Benedito: "Que fazes aqui? Vamos! Vende estes bois e vem comigo." Benedito não teve dúvidas e o seguiu. Seus pais, não obstante necessitassem da ajuda monetária do filho, não se opuseram à vocação do filho.
  Os irmãos Eremitas Franciscanos levavam vida austera, em extrema pobreza. Mendigavam o pouco de pão nas vizinhanças, e tinham algumas ervas e água para sustentar. A habitação era paupérrima, estreita e sem conforto. Vestiam-se de grosseiro pano e passavam longas horas em oração. Depois da sua profissão solene, Benedito quis usar um manto parecido com o de São Paulo Eremita, feito de folhas de palmeira, com um capuz de lã muito velha protegendo a cabeça. Em 1562, contando o santo com 38 anos de idade, o Papa Pio IV, ouvindo os apelos de eremitas que não suportavam os rigores do 4º voto, o de vida quaresmal, ordenou que os eremitas de Frei Jerônimo se recolhessem a qualquer dos conventos franciscanos regulares, dispensando-os do 4º voto.
  Benedito, indeciso quanto ao convento em que se recolheria, foi orar na Catedral Metropolitana de Palermo, diante da imagem de Nossa Senhora, sob o título de Madona di Libera Inferni e, chorando, pediu a intercessão da Mãe para a sua escolha. Ouviu a voz da Mãe falando no seu coração: "Meu filho, é vontade de Deus que entres para a Ordem dos Frades Menores Reformados": Sua vocação estava resolvida! Agradecendo à Maria, foi imediatamente ao Convento de Santa Maria di Gesú, duas milhas de Palermo.
Fatos importantes da vida de Benedito no Convento de Santa Maria di Gesú:
foi recebido em festa pelo Guardião dos Franciscanos Frei Arcângelo de Scieli, que conhecia sua fama de santidade;
depois de poucos dias, foi enviado ao Convento de Sant'Ana di Giuliana, um dos Mosteiros mais fervorosos da Ordem;
após 3 anos, voltou ao Convento de Santa Maria di Gesú, onde ficaria até a morte;
seu primeiro ofício foi o de cozinheiro, juntando a atividade de Marta à contemplação de Maria (Lc 10, 38-42).
Fez da cozinha um santuário de oração, vivendo sempre alegre e cheio de mansidão para com todos;
início dos prodígios: o Capítulo da Ordem iria se realizar no Convento. Devido a neve, os frades não poderiam mendigar conforme a Regra estabelecia. Por descuido, o Superior não providenciou o necessário. Como a situação era grave, Benedito chamou um de seus auxiliares e o mandou encher umas vasilhas de água. Diante do espanto do Irmão, que sabia não haver carnes ou peixes para a refeição, Benedito replicou: enche as vasilhas e cobre-as com tábuas. Recolheu-se aos seus aposentos e pôs-se a rezar. Ao amanhecer, chama seu auxiliar e vão à cozinha. Ali ocorreu o milagre: grandes peixes, suficientes para várias refeições, estavam nas panelas;
certo dia a carne chegou atrasada e os frades começaram a pedir a mesma. Benedito disse que a mesma estava ao fogo há poucos minutos, mas iria ver o que fazer. Encontrou a carne bem temperada, cozida e pronta;
trinta operários prestavam serviços voluntários no convento. Certo dia, porque vieram sem prévio aviso, encontraram as despensas do Convento vazias. Benedito pôs-se em oração e serviu farta refeição aos operários e ainda sobraram alimentos para a despensa;
Sem lenha para o fogão, Benedito subiu ao monte e encontrou uma grande árvore derrubada por raio. Seriam necessários vários homens fortes para conduzirem a mesma. No entanto Benedito a colocou no ombro sem nenhum esforço, causando espanto a todos os que viam a cena;
O Arcebispo de Palermo, Dom Diogo d´Abedo, gostava de se recolher uns dias para descansar e rezar no Convento de Santa Maria di Gesú. Vindo para as festas do Natal, trouxe consigo grande quantidade de víveres. Na missa da aurora do Natal, Frei Benedito, abrasado de santo amor, vai receber a Santa Comunhão. Sente o Menino Jesus em seu coração como no presépio de Belém.
Chora ao contemplar um quadro ao lado do Altar. Caiu em êxtase, ficando ali várias horas arrebatado, sem pensar nos trabalhos da cozinha. Quando estava para começar a Missa solene Pontifical, o Superior foi à cozinha e viu o fogo apagado. Clamou por Benedito, reclamando o almoço para logo depois da Missa. O Convento ficou em polvorosa, para não fazer feio diante do Arcebispo. Foi o turiferário quem encontrou Benedito a contemplar o Menino Jesus , chamando sua atenção quanto ao almoço. A resposta de Benedito o desconcertou: Não se aflija, irmão! Após a Missa, acendeu uma vela e voltou a rezar. Os irmãos o injuriavam, revoltados com a preguiça e o descaso do frade negro. Viam a vergonha diante dos olhos. Benedito calou-se e calmamente acendeu o fogo. Quando chegou o horário da refeição e o Superior ordenou a arrumação da mesa, viram dois belos jovens acabando de preparar suculento banquete para o Arcebispo e todos do convento. As injúrias se transformaram em louvores e graças ao Senhor e ao humilde servo.
Benedito era leigo e analfabeto. Mesmo assim, tornou-se Superior do Convento e modelo admirável no governo daquela casa;
em 1578, reuniu-se o Capítulo Provincial dos Franciscanos no Convento de Santa Maria dos Anjos, em Palermo. Houve a separação da Reforma e da Observância da Regra, sendo que o Convento onde Benedito morava passou à Ordem Reformada. Frei Benedito foi eleito Superior, por sua santidade e servidão. Enquanto todos se alegravam, Benedito se entristeceu e procurou o Padre Superior, rogando que o liberasse desse cargo, pois era analfabeto e ignorante. Seu Superior não o liberou e, em nome da Santa Obediência declarou: Doravante serás o Superior do Convento de Santa Maria di Gesú. A Benedito coube somente obedecer;
sua firmeza e observância das Regras faziam com que o Convento tivesse uma vida ativa e cheia de graça;
alguns autores dizem ter sido Frei Benedito Mestre de Noviços. Há autores que discordam, pois esse cargo era exercido somente por Presbíteros. Mas a dúvida continua, pois já havia acontecido a exceção quando Benedito foi indicado para o cargo de Superior, exercido também por um Presbítero;
os noviços tinham grande admiração por Benedito e tinham nele um grande conselheiro;
Benedito tinha o Dom da Ciência Infusa. Sem saber ler ou escrever, conseguia dar aulas sobre todos os assuntos ligados à Religião, à Ordem ou à Fé. Tinha muita clareza, espírito e unção. Teólogos e Mestres ouviam atentamente o grande santo;
Segundo Frei Giacomo di Pazza, uma das testemunhas do processo de beatificação, não se passava um dia sem que acontecesse um prodígio operado pela intercessão de São Benedito;
Um dos milagres operado em vida: várias senhoras, num carro puxado por cavalos, sofreram um grave acidente, no qual D. Eleonora caiu sobre uma criança de cinco meses de idade, tendo a criança morrido asfixiada. Diante do desespero de todos, Benedito tomou a criança nos braços, põe a mão na testa gelada e recita algumas orações. Entregando a criança, disse: a senhora já pode amamentar a criança. A criança morta, em contato com o seio da mãe, adquire vida novamente e suavemente suga o leite da mãe (na imagem tradicional, São Benedito está carregando essa criança, e não o Menino Jesus, como muitos acreditam) ;
uma criança morreu esmagada sob o peso do pai e do carro puxado por cavalos em que estava. Pedindo confiança em Deus e em Nossa Senhora, Benedito toma nos braços a criança, enquanto inicia a oração. Ao fazer o sinal da Cruz sobre a criança, esta abre os olhos e pôs-se a chorar e gritar. Ressuscitara maravilhosamente;
Também um cego recupera a visão quando Benedito lhe faz o sinal da Cruz sobre os olhos; outro cego, que perdera a visão há um ano, sem conseguir resultados com os médicos, recupera a visão quando Benedito lhe faz o sinal da Cruz sobre os olhos;
Incrível! até um cavalo é ressuscitado por Benedito, o cavalo que era do serviço do Convento e que caira num abismo;
após servir os pobres, Frei Vito vira chegar soldados espanhóis famintos e sedentos. Assustado, viu que havia poucos pães em seu cesto. Instado por Benedito a servir os soldados, percebeu que o cesto não se esvaziava e assim pôde alimentar grande contingente de soldados;
um pescador pobre, pai de sete filhos, não conseguia pescar um mísero peixe sequer. Vendo a aflição do pobre homem, Benedito orou e o pescador viu quantidade inacreditável de peixes em sua rede; Muitas curas físicas foi realizada por Deus sob a intercessão de São Benedito, em vida e após a sua morte.
  Em fevereiro de 1589 Benedito caiu gravemente enfermo. Embora seu médico, de grande fama na região, previsse sua morte, Benedito o alertou que ainda não havia chegado sua hora. Portanto, recuperou-se. Em março tornou a adoecer, com uma febre muito altta. Nenhum remédio o aliviava. Previu então sua morte e fez um pedido estranho: "enterrem logo o meu corpo para que não tenham contrariedade".
  Recebeu a Unção dos Enfêrmos e o Viático, preparando-se para o encontro com o Senhor. Não aceitou ainda a colocação das velas em suas mãos, pois avisaria quando chegasse a hora. Recebeu a visita de Santa Úrsula e as onze mil virgens em visão. Daí poucos minutos, chamou Frei Guilherme e mandou que acendesse a vela e pusesse em suas mãos. Era chegada a hora. Exclamando "Jesus! Jesus! Minha Mãe doce Maria! Meu pai São Francisco", Benedito faleceu na paz do senhor. Era 19 horas de 4 de abril de 1589, terça-feira de Páscoa, aos 65 anos de idade, dos quais passara 21 anos no mundo, 17 no Eremitério e 27 na Ordem Franciscana.
  A profecia de que era preciso enterrar logo o seu corpo, cumpriu-se após o velório. Multidão invadiu o Convento querendo relíquias ou lembranças do grande santo. Em 7 de maio de 1592, seu corpo foi transladado pela primeira vez. Do seu corpo exalava sublime perfume, sendo seu corpo encontrado em perfeito estado de conservação, sem uso de qualquer produto químico. Em 3 de outubro de 1611 foi feita a segunda transladação do corpo, colocado em urna de cristal. Ainda hoje continua conservado, exposto em Urna Mortuária para visitação pública numa Capela lateral da Igreja de Santa Maria, em Palermo, Itália.

Fonte: Wikipedia