terça-feira, 7 de agosto de 2012

Arquidiocese de Campinas(SP) orienta fiéis sobre voto


Do Blog da Rose-Portal Band.com/ comentário do blog


O arcebispo de Campinas, dom Airton José dos Santos, enviou um comunicado às igrejas católicas com orientações sobre como os padres e diáconos devem agir nas eleições desde ano. O texto engloba desde o perfil de um candidato que deve merecer os votos dos fiéis católicos até medidas que os representantes das igrejas devem tomar para evitar constrangimentos durante as visitas dos candidatos.
Entre as 12 orientações estão, por exemplo, uma que proíbe que nas missas, celebrações e reuniões, os responsáveis pelos eventos não devem dar a palavra a candidatos e nem devem permitir que circulem panfletos ou qualquer tipo de propaganda eleitoral. O arcebispo pediu ainda que os párocos e administradores paroquiais devem zelar pelos espaços dos templos para evitar que sejam utilizados por atividades que possam denotar privilégio ou proteção a alguma sigla partidária.
Já no caso de fiéis leigos que são candidatos a algum cargo – de vereador ou prefeito – a igreja orienta para que eles sejam afastados das funções que exercem dentro da comunidade da fé para evitar mal estar entre os integrantes das igrejas.
Quanto ao perfil dos candidatos, o arcebispo diz que além de quesitos como honestidade, ética, competência e transparência, também diz que o político que merece o voto do católico deve ter “compromisso decisivo na defesa da vida, desde sua concepção até seu declínio natural”, ou seja, candidatos que defendem o aborto não devem receber os votos dos católicos.
Campinas tem 636,7 mil católicos.

A íntegra do texto:

Aos Revmos. Srs. Padres, Diáconos, Religiosas e Religiosos;

aos fiéis que assumem responsabilidades em nossas Paróquias e Comunidades;

e a todo o povo de Deus.

ORIENTAÇÕES QUANTO A PARTICIPAÇÃO DAS PARÓQUIAS, COMUNIDADES E DE TODOS OS FIÉIS NO PLEITO DE 2012 QUE ESCOLHERÁ OS PREFEITOS E VEREADORES NOS NOVE MUNICÍPIOS DA ARQUIDIOCESE DE CAMPINAS.

1. Com estas orientações lembramos a todos da responsabilidade dos cidadãos e das comunidades eclesiais no pleito que irá escolher os prefeitos e seus vices bem como os vereadores, dos nove municípios que constituem nossa Arquidiocese. Não podemos deixar de lado a tradição da Doutrina Social da Igreja que considera a participação na política uma forma elevada do exercício da caridade – uma maneira exigente de viver o compromisso cristão a serviço do próximo.

2. Sabemos que é urgente criar, em nossos municípios, estruturas que consolidem uma autêntica convivência humana, promovendo os cidadãos como reais sujeitos políticos. No município, a política pode atender às necessidades concretas da população: saúde, educação, segurança, transporte, moradia, saneamento básico e tantas outras (cf. Doc. Aparecida, 403)

3. O voto depositado na urna exige dos eleitores e das pessoas eleitas um compromisso com a consolidação da democracia. As pessoas eleitas são chamadas a concretizar a mística do serviço, na esperança e na perseverança, construindo um mandato coletivo, em busca do bem comum, com a garantia de dar continuidade aos projetos positivos da administração anterior. As pessoas que tem a responsabilidade de eleger são convidadas a acompanhar as que são eleitas no cumprimento de sua missão e a valorizar as que atuam com critérios éticos definidos.

4. A cultura da corrupção perpassa nossa história política. A corrupção pessoal e estrutural convive com o atual sistema político brasileiro e vem associada à estrutura econômica que acentua e legitima as desigualdades. Por isso, é necessário estarmos atentos e zelar para que a Lei 9.840, contra a corrupção eleitoral, seja aplicada. Ela ajuda a assegurar a lisura tanto na campanha eleitoral quanto no momento das eleições.

5. A formação política dos candidatos exige que a ética seja o farol a orientar os quatro anos de mandato, num contínuo diálogo entre o Poder local e suas comunidades. Estamos todos em processo de contínua educação para a cidadania e o exercício do voto é um dos instrumentos eficazes para as mudanças necessárias para o País.

6. A Igreja, em sua missão de evangelizar, tem a responsabilidade de iluminar as consciências dos cidadãos, despertando as forças espirituais e promovendo os valores sociais, através da pregação e do testemunho. Uma manifestação inequívoca desse empenho, encontramos na Encíclica do Papa Bento XVI, Deus Caritas est, que exorta os cristãos leigos a assumir compromissos na política, também partidária (n.29). Esta tarefa é de competência exclusiva dos fiéis leigos e leigas e não dos clérigos (Cân. 285, §3).

7. Neste período que antecede as eleições, exortamos a todos para que participem dos debates e reflexões sobre os programas dos partidos e as qualidades dos candidatos. Nossas Paróquias e comunidades podem e devem se empenhar para oferecer a possibilidade dos debates e reflexões.

8. Como discípulos missionários de Cristo, encontramos reforço no Documento de Aparecida que inspira e apoia a ação da Igreja na formação das consciências (n.406). Por isso, se temos a responsabilidade de iluminar as consciências a respeito das próximas eleições, entramos no campo dos critérios de discernimento.

9. O elenco de critérios abaixo é de suma importância para fazermos um bom discernimento sobre os candidatos:

• Respeito ao pluralismo cultural e religioso;

• Compromisso ético dos candidatos;

• Compromisso decisivo na defesa da vida, desde sua concepção até seu declínio natural;

• Compromisso decisivo na promoção e defesa da família e seus direitos inalienáveis;

• Compromisso com a liberdade de iniciativa no campo da educação, da saúde e da ação social, em parceria com as organizações comunitárias;

• Ser dotado de qualidades imprescindíveis que são comprovadas pelo histórico de vida: HONESTIDADE, COMPETÊNCIA, TRANSPARÊNCIA, VONTADE DE SERVIR AO BEM COMUM.

10. Quanto aos fiéis leigos que se candidatam a cargos públicos, o Pároco ou Administrador Paroquial e a própria comunidade de fé terão a responsabilidade de acompanhá-los de perto. Este acompanhamento deverá ser continuado se a pessoa for eleita. Contudo, se a pessoa que se torna candidata exerce alguma função de destaque na Paróquia ou comunidade, o Pároco ou Administrador Paroquial deverá orientar para que, no período da campanha eleitoral, ela se afaste da função que exerce para não criar mal estar na comunidade de fé e entre os batizados.

11. Os Párocos e Administradores Paroquiais cuidem para que os espaços da Paróquia ou comunidade não sejam utilizados por atividades que possam denotar privilégio ou proteção a alguma sigla partidária.

12. Nas Missas, celebrações, reuniões ou algum outro evento, não se dê a palavra a candidatos e nem se permita que circulem panfletos ou qualquer tipo de propaganda eleitoral. Também não se forneçam listas de endereços ou de contatos dos dizimistas, membros dos vários conselhos e coordenações da Paróquia.

Que o Espírito Santo nos inspire tudo o que for bom e justo para a glória de Deus Pai, e que o Evangelho de Cristo seja luz para os nossos passos. Empenhemo-nos na tarefa de ajudar a construir a sociedade justa, fraterna e solidária.

Pela intercessão de Nossa Senhora da Conceição, nossa Padroeira, Deus vos abençoe.

Campinas, 1 de agosto de 2012.

Dom Airton José dos Santos

Arcebispo Metropolitano de Campinas

Comentário do Blog: Excelente iniciativa, só espero que, principalmente os petralhas (petistas), não façam o mesmo que fizeram com o o saudoso arcebispo emérito de Guarulhos, também no Estado de São Paulo, Dom Luiz Bergonzini, que nas eleições presidenciais de 2010 foi perseguido e teve materiais conscientizador recolhido pela militância partidária.

domingo, 5 de agosto de 2012

3º Caminhada da Família em Campos dos Goytacazes/RJ

sábado, 4 de agosto de 2012

Hoje é Dia dos Padres: Uma Homenagem do Blogueiro aos representantes de Jesus na Terra


Lenieverson Azeredo Gomes

Foto: Aos Padres Giovanni Grigoleto,Padre Paulo Henriques Barreto, Pe Alexandre Mothé, Pe-Cláudio Ferreira Silva, Djacy Brasileir II, Ednaldo Firmino, Jorge Guimarães , Pe JorgeRic Ricardo, Pe Geraldinho, Pe Francisco Augusto, Pe Waldemar Souza Júnior, Padre Hamilton Nascimento, Walas Maciel da Silva,  meus votos de feliz dia dos Padres. Que Nossa Senhora interceda a Deus pelo ministério do senhores e; São João Maria Vianney, rogue por cada um. Parabéns, nasceram para dar certo.

Deus te consagrou desde o nascimento para ser pastor de ovelhas. Assim, ainda no seio familiar, o Pai já te conhecia e, te chamado para ser, nesta nação, um dos profetas para levar a semente da palavra de Deus.
Como Jeremias, no antigo testamento, o senhor, ao ser convidado para ser sacerdote de Deus Altíssimo, certamente caiu na tentação, alguma vez, de dizer: “AH!, Senhor Javé, eu não sei falar, pois que sou apenas uma criança”. Mas o Senhor Deus, te repreendia e; ensinava que não se deve falar que “È apenas uma criança”, “deve procurar todos aqueles, aos quais Ele te enviar e a eles proclamar aquilo que Ele te ordenar”.
Esta é a tua vocação, de ser um pescador de homens, e, para tal função ministerial, foste exigido pelo próprio Deus e pelo magistério da Igreja Católica, que tu dedicassse anos de sua vida, entre os cursos de teologia e filosofia, de forma que no final, estivesse preparado e lapidado para enfrentar o desafio gratificante de propagar, espalhar e irradiar o Reino de Deus na terra.
Todos devem saber que, quando o padre “anuncia o Evangelho, não faz para ter glória pessoal aqui na terra, mas o faz, pois é uma imposição divina e para receber a glória celeste”. “Ai, do sacerdote, se ele não anunciar o Evangelho”.
Hoje, dia 4 de agosto, comemoramos o dia de São João Maria Vianney, um homem, cuja vida pode ser muito bem traduzida com as palavras de São Paulo: "Deus escolheu os insignificantes para confundir os grandes". De fato, o que era impossível na vida de o “Cura d´Ars”, como era chamado São João Maria Vianney, passou a ser possível aos olhos de Deus.
Por isso, ao celebrar-se também o dia do Padre, Deus convida a comunidade para entender seus  acertos e erros do sacerdote e sobretudo, sempre ofertar orações, intenções e ombro amigo.
Padre, “Tú es sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque”, temos a profunda gratidão pelo seu serviço em nossa paróquia. Parabéns para o senhor e, de forma extensiva a todos os homens, que como tu, na pessoa de Cristo, nos ensina a trilhar o caminho da santidade, nos repreende e corrige quando necessário e nos ajuda a ser capacitados para servir a vinha do Senhor. Que Nossa Senhora interceda pelo seu ministério. E que São João Maria Vianney, rogue por ti, mais e mais. Deus te ilumine e te proteja.
Feliz dia dos padres!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

São João Maria Vianney - Cura D´Ars


Padroeiro dos sacerdotes
 




João Maria Vianney nasceu em 8 de maio de 1786 em Dardilly, aldeia a dez quilômetros ao norte de Lyon, França. Foi o quarto filho do casal Mateus e Maria Vianney, que tiveram 7 filhos.

João Maria Batista Vianney, era de origem pobre e humilde, nasceu pouco antes de irromper a Revolução Francesa, foi batizado no mesmo dia em que nasceu. No batismo recebeu o nome de João, ao qual acrescentou o de Maria por especial devoção à Maria Santíssima.

Desde os quatro anos, ele gostava de freqüentar a Igreja, manifestava uma forte inclinação à oração e um grande amor ao recolhimento. Muitas vezes era encontrado num canto da casa, jardim ou no estábulo, rezando, de joelhos, as orações que lhe tinham ensinado: o Padre-Nosso, a Ave-Maria, etc. Durante os anos da Revolução Francesa, quando a igreja da vila foi fechada pela perseguição religiosa, ele continuava a rezar. Para fazer isso, ele aproveitava algum tempo de seu trabalho, de cuidar de animais junto com seus irmãos, para rezar. Ele continuava a rezar, no final do dia, as orações habituais em casa com seus pais. Ele gostava de ajudar os pais nas caridades que eles faziam, ajudando os necessitados.

Quando foi aberta uma escola, Vianney, adolescente a freqüentou durante dois invernos, porque ele trabalhava no campo sempre que o tempo permitia. Foi então que aprendeu a ler, escrever, contar e falar francês, pois em sua casa se falava um dialeto regional. Quando jovem, caiu doente e passou quatorze meses nos hospitais de Lyon e de Roanne e não pode entrar para o serviço militar durante o império napoleônico, teve que viver escondido, exposto a graves perigos.

Desde pequeno queria ser padre a todo custo, mas esbarrou em dois obstáculos: pobreza e sobretudo a escassa inteligência. Em 1813, com vinte anos, ele ingressou no seminário Santo Irineu, em Lyon. Todos os cursos que devia fazer eram dados em latim. O problema surgiu de imediato; João Maria não entendia nada, e nas provas do primeiro mês tirou notas baixas, que o desclassificaram, mas estas notas não eram definitivas. Insiste em entrar na Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, mas não é admitido pelas mesmas razões. Por causa disto, ele foi mandado de volta para Ecully, para estudar Teologia com seu amigo, padre Balley. O padre nesse tempo o ensinou na língua Francesa, língua do Vianney, e no final do curso ele fez as provas em Francês, e foi aprovado. Assim ele foi readmitido no Seminário.

Foi ordenado padre no dia 13 de Agosto de 1815 aos 29 anos de idade em Grenoble, depois da Batalha de Waterloo, quando os austríacos invadiram a região que morava. Tinha fama de ignorante entre os padres, por essa razão, eles se quixavam ao bispo de Balley e pela mesma razão o bispo lhes respondera: “Não sei se ele é instruído; sei que é iluminado”. A par da simplicidade mais natural e de uma autêntica humildade, irradiava dele algo superior à inteligência, uma forma mais elevada de ver as coisas, que se manifestava nos conselhos que dava no jeito de conversar com as pessoas, de lhes ouvir os problemas e de lhes sugerir soluções ou confortá-las.

Começou a sua vida sacerdotal como ajudante do bispo Balley. O bispo Balley, continuou a dar ao padre Vianney os cursos de Moral e Teologia, Em Dezembro de 1817, o estado de saúde do bispo Balley agravou e ele faleceu, então foi-lhe confiada a paróquia de Ars-en _Dombes, de nada mais que 200 a 300 habitantes. João Maria Vianney chegou a Ars em uma sexta-feira, 13 de fevereiro de 1818. Veio em uma carroça trazendo alguns móveis e utensílios domésticos, alguns quadros piedosos e seu maior tesouro: sua biblioteca de cerca de trezentos volumes.

Conta-se que encontrou um pequeno pastor a quem pediu que lhe indicasse o caminho. A conversa foi difícil, pois o menino não falava francês e o dialeto de Ars diferia do de Écully. Mas acabaram por se compreenderem. A tradição narra que o novo pároco teria dito ao garoto: "Tu me mostraste o caminho de Ars: eu te mostrarei o caminho do céu."Um pequeno monumento de bronze à entrada da aldeia lembra esse encontro.
O Padre entrou no povoado levando muitos sonhos e esperanças. João Maria Batista Vianney era simples, por isso, quando chegou na paróquia de Ars, devolveu alguns móveis à proprietária, deixando somente o necessário. A sua alimentação era muito simples, apenas algumas batatas cozidas. Nem imaginava quanto iria sofrer ali dentro. Ars era pequena no tamanho, mas enorme quanto aos problemas: muitas casas de jogatina, de prostituição, de vícios, cidade paganizada. A capela estava sempre vazia. Em 1818, Ars-em-Dombes era uma caricatura cristã. A fé não era vista com seriedade. A capela estava sempre deserta, o povo não freqüentava os sacramentos e o domingo era marcado por festas profanas.

Aí ele dobrou seu tempo de oração. O Padre Vianney se pôs a rezar, fazer jejuns e penitência. Visitava as famílias e as convidava para a Santa Missa. Ars começou a transformar-se. Alguns começaram a ir à capela. A capela se enchia. Então o pároco fundou a Confraria do Rosário para as mulheres, e a Irmandade do Santíssimo Sacramento para os homens. Diante disso, os donos dos bares e organizadores de jogatinas começaram dura perseguição contra o Padre Vianney. Este chegou a dizer, “Ah, se eu soubesse o que é ser vigário, teria entrado num convento de monges”. Ars Virou santuário com peregrinações. Pessoas cultas de outras cidade iam ouvir as homilias do Cura d’Ars. Quando algum padre lhe perguntava qual o segredo de tudo aquilo, o Padre Vianney lhe respondia: “Você já passou alguma noite em oração? Já fez algum dia de jejum?”. Ele viveu toda a sua vida dedicada a Deus.

Ele mesmo preparava suas refeições. Apenas dois pratos: umas vezes, batatas, que punha para secar ao ar livre. Outras vezes, "mata-fomes", grandes bolos de farinha de trigo escura. Um pouco de pão e água. Era o suficiente. Comia pouco.Quando lhe davam pão branco, trocava pelo escuro e distribuía o primeiro aos pobres. Dizia: "Tenho um bom físico. Depois de comer não importa que dormi duas horas, estou pronto para recomeçar."

Eram inúmeras as pessoas que vinham se confessar com ele. Ele passou a maior parte de sua vida no confessionário. Chegava a ficar 14 horas confessando os paroquianos. Como era grande o número de pessoas, ele dividiu em vários confessionários, um para mulheres outro para homens, outro para doentes, etc. Ele marcava os horários para cada um. O Cura d’Ars acreditava no poder da oração e do jejum e na resposta do bom Deus. Ele tinha em sua mente a exortação de São Paulo Apostolo: “Orai sem cessar” (1 Ts 5, 17). Não era orador, não falava com eloqüência, nas homilias perdia o fio da meada, atrapalhava-se, outras vezes não sabia como acabá-las cortava a frase e descia do púlpito acabrunhado. O mesmo acontecia na catequese. No confessionário, porém, estava sua maior atuação pelo mistério da Providência Divina. No aconselhamento das pessoas falava do bom Deus de forma tão amorosa que todos saiam reconfortados. Não sabia usar palavras bonitas, idéias geniais, buscava termos do quotidiano das pessoas. No confessionário viveu intensamente seu apostolado, todo entregue às almas, devorado pela missão, integralmente fiel à vocação. Do confessionário seu nome emergiu e transbordou dos estreitos limites Ars-em-Dombes para aldeias e cidades vizinhas. Os peregrinos que desejavam confessar-se com ele começaram a chegar. Nos últimos tempos de vida eram mais de 200 por dia, mais de 80.000 por ano!

Ele amava os pobres, grandes somas ele dispendia auxiliando os seus paroquianos. Dinheiro que vinha da pequena herança de seu pai, que lhe enviara seu irmão Francisco e de doações de pessoas abastadas, a quem ele sensibilizava pela palavra e dedicação.

João Maria gostava muito também de Santa Filomena, e muitos escritores vinham ouvi-lo falar dela, e escreviam vários livros. Um deles é o “Santa Filomena Virgem Mártir” segundo “Santo Cura d’Ars”. Ele queria construir uma igreja para a Santa Filomena, mas não conseguiu, e hoje atrás da sua igreja foi construída uma basílica em honra de Santa Filomena, onde seu corpo incorrupto repousa num relicário. O seu coração está conservado até hoje em uma capela dentro de um relicário. O padre Vianney transformou o lugarejo de Ars em uma aldeia menos atéia, com mais amor a Deus do que aos prazeres terrenos. Toda vez, antes de começar a Santa Missa, ele tocava o sino, na torre em que ele construiu, para avisar que era hora do cristão rezar, lembrar de Deus. Ele próprio ensinava catecismo para as crianças. João Maria era de estatura pequena, mas de constituição robusta.

Tanto trabalho, pouca alimentação e repouso, foram cansando o velho Cura. Ele desejava deixar a paróquia para um pouco de descanso, mas os homens e mulheres da aldeia fizeram tal coro ao seu redor, que ele resolveu permanecer. Ele, que em sua juventude, fora ágil, agora andava arrastando os pés. Nos dias de inverno, sentia muito frio. Em 1859, numa quinta feira do mês de agosto, dia 4, às duas da madrugada, ele desencarnou tranqüilamente. Nos dias 04 e 05, trezentos padres mais ou menos e uma incalculável multidão desfilaram diante do seu Corpo, em prantos, para despedir. Quando chegou à cidadezinha ninguém veio recebê-lo, quando morreu a cidade tinha crescido enormemente e multidões de peregrinos o acompanharam à última morada. A Igreja, que pela lógica humana receara fazê-lo sacerdote, curvou-se à sua santidade. João Maria Vianney foi proclamado Venerável pelo papa Pio IX em 1872, beatificado pelo papa São Pio X em 1905, canonizado pelo papa Pio XI em 1925 e pelo mesmo foi declarado padroeiro de todos os párocos do mundo, em 1929. Esse é o Santo Cura d’Ars, cuja memória, celebramos no dia 4 de agosto.

A vida do Santo Cura d’Ars confirma o que São Paulo Apóstolo escreveu:

“Mas o que é loucura no mundo, Deus o escolheu para confundir os sábios; e, o que é fraqueza no mundo, Deus o escolheu para confundir o que é forte; e, o que no mundo é vil e desprezado, o que não é, Deus escolheu para reduzir a nada o que é, a fim de que nenhuma criatura se possa vangloriar diante de Deus”, 1 Cor 1, 27-29

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Se você mora na região de Itaguaí, eu recomendo.

Santo do Dia - Santo Afonso Maria de Ligório


Do site e-biografia.


Santo Afonso Maria de Ligório (1696-1787) foi um bispo, escritor e poeta italiano. Fundou a congregação religiosa dos Padres Redentoristas. Estudou na Universidade de Nápoles e aos 16 já estava formado em Direito Civil e Canônico. Como advogado conseguiu renome mas abandonou tudo para se dedicar a vida religiosa.
Santo Afonso Maria de Ligório (1696-1787) nasceu em Marianella, perto de Nápoles na Itália, no dia 27 de setembro. Era filho de uma das mais antigas e nobres famílias de Nápoles. Seu pai era Capitão da Marinha Real e sua mãe católica fervorosa. Ainda pequeno, recebeu do Santo São Francisco de Jerônimo da Companhia de Jesus, a seguinte profecia: "Esta criança, não morrerá antes dos 90 anos. Será bispo e realizará maravilhas na Igreja de Deus".
Seu pai destinou-o aos estudos das artes liberais, das ciências exatas e das disciplinas jurídicas, conseguindo rápidos e surpreendentes progressos. Aos dezesseis anos doutorou-se em direito civil e eclesiástico e começou seu trabalho no foro. Seu pai já tinha preparado uma noiva, rica e nobre para o filho, mas no coração de Afonso, só havia lugar para a vida religiosa.
Como advogado, já de renome, recebeu uma causa de grande importância do Duque Orsini contra o grão-duque de Toscana. Meticulosamente estudou o processo, reviu os autos, conferiu documentos. Fez uma brilhante defesa no foro. A vitória parecia mais que garantida quando o contra-atacante lhe chamou a atenção para uma pequena falha que lhe passara despercebida. Afonso reconheceu que se enganara e exclamou: "Ó mundo falaz, agora eu te conheço! Adeus tribunais!". Esse acontecimento determinou a reviravolta mais profunda de sua vida.
Santo Afonso Maria de Ligório, jovem e brilhante advogado abandonou definitivamente a advocacia para dedicar-se às causas evangélicas. Completou os estudos de teologia e foi ordenado sacerdote aos trinta anos, no dia 21 de dezembro de 1726. Esta mudança custou-lhe muitas desavenças com o pai, que não podia conformar-se com a escolha feita pelo filho, renunciando aos títulos de nobreza e à rica herança da família.
Desde então Afonso colocou seus conhecimentos de oratória a serviço de Cristo, dedicou-se sobretudo à pregação, com o lema: "Deus me enviou a evangelizar os pobres". Procurava de preferência os pobres e as crianças abandonadas pelas ruas de Nápoles. Passou a morar no Hospício dos Padres Chineses e pensou seriamente em ir para as missões pagãs. Entretanto, os planos de Deus terminaram por conduzi-lo a um convento de irmãs em Scala, perto de Amalfi, para onde foi por ter adoecido, e necessitar de repouso. Nesse convento a Irmã Maria Celeste Crostarosa revelou a visão que tivera no dia 3 de outubro de 1731: "Afonso estava designado por Deus para fundar uma Congregação".
Começou então o duelo entre Deus e a humildade do Santo. A luta foi um verdadeiro martírio para Afonso. A santa Irmã chegou mesmo a intimá-lo: "D. Afonso, Deus não o quer em Nápoles, chama-o para fundar um novo Instituto". Teve de enfrentar tremenda oposição do pai, que recriminava ao filho. Mas a graça venceu, e a 9 de novembro de 1732 fundou em Scala, a Congregação dos Padres Redentoristas, que no começo tinha o nome de Instituto do SS. Salvador. Os primeiros companheiros de Afonso eram todos sacerdotes, e logo começaram a dedicar-se à pregação.
Não tardou aparecer desunião nas idéias. Queriam uns que o Instituto, além da pregação, se dedicasse também ao ensino. Afonso insistiu na exclusividade da pregação aos pobres nas regiões de gente abandonada, na forma de missões e retiros. Venceu seu ponto de vista. Em 1749 o Papa Bento XIV aprovou as Regras do Instituto, que tinha por fim a imitação de Jesus Cristo e a pregação de missões e retiros de preferência à classe mais abandonada.
À frente de seus súditos percorreu cidades e vilas do Sul da Itália, convertendo pecadores, reformando costumes, santificando as famílias. Mais do que sua palavra, pregava o seu exemplo de virtude, de penitência e de caridade. As cidades disputavam Afonso como pregador. Um dia chegou ao seu conhecimento, que o queriam nomear arcebispo de Palermo. Pediu orações para que se evitasse "o grande escândalo" desta nomeação. Mas em 1762 o Papa Clemente XIII impunha-lhe a mitra de Santa Águeda dos Godos. "Vontade do Papa é a vontade de Deus", disse o santo. 
Durante 13 anos pastoreou sua diocese, reformou-lhe o clero, os costumes e as Igrejas. Mudou a vida religiosa nos mosteiros e conventos. Os diocesanos viram que tinham um santo por bispo, quando Afonso vendeu até as alfaias, os móveis de seu pobre palácio, seu anel de bispo, para acudir aos necessitados. Em 1775, a seu pedido, livrou-o do bispado o Papa Pio VI. O santo patriarca voltou pobre para o seu convento. Afonso teve o desgosto de ver a cisão no seu Instituto e, por desavenças foi até excluído da Congregação que fundara.
Santo Afonso Maria de Ligório foi um prodigioso escritor. Nos seus últimos doze anos de vida, dedicou-se a literatura, enriquecendo a coleção de obras ascéticas e teológicas. Deixou para os sacerdotes a sua célebre Teologia Moral. Para o povo cristão deixou livros cheios de verdadeira e ungida piedade, tais como as "Meditações sobre a Paixão do Salvador", "Glórias de Maria", "Visitas ao SS. Sacramento" e "Tratado sobre a oração".
Foi historiador, pregador, poeta e exímio musicista. A devoção popular muito deve às suas canções por ele escritas e musicadas. Até hoje no tempo de Natal, é comum escutar o seu "Tu Scendi dalle Stelle" - "Tu desces das estrelas". Foi canonizado em 1831 pelo Papa Gregório XVI e declarado Doutor da Igreja.
Santo Afonso Maria de Ligório morreu no dia 1 de agosto de 1789, no convento de Pagani na Itália.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Santo do Dia - Santo Inácio de Loyola






 Canção Nova

      
      Neste dia celebramos a memória deste santo que, em sua bula de canonização, foi reconhecido como tendo "uma alma maior que o mundo".
Inácio nasceu em Loyola na Espanha, no ano de 1491, e pertenceu a uma nobre e numerosa família religiosa (era o mais novo de doze irmãos), ao ponto de receber com 14 anos a tonsura, mas preferiu a carreira militar e assim como jovem valente entregou-se às ambições e às aventuras das armas e dos amores. Aconteceu que, durante a defesa do castelo de Pamplona, Inácio quebrou uma perna, precisando assim ficar paralisado por um tempo; desse mal Deus tirou o bem da sua conversão, já que depois de ler a vida de Jesus e alguns livros da vida dos santos concluiu: "São Francisco fez isso, pois eu tenho de fazer o mesmo. São Domingos isso, pois eu tenho também de o fazer".
Realmente ele fez, como os santos o fizeram, e levou muitos a fazerem "tudo para a maior glória de Deus", pois pendurou sua espada aos pés da imagem de Nossa Senhora de Montserrat, entregou-se à vida eremítica, na qual viveu seus "famosos" Exercícios Espirituais, e logo depois de estudar Filosofia e Teologia lançou os fundamentos da Companhia de Jesus. A instituição de Inácio iniciada em 1534 era algo novo e original, além de providencial para os tempos da Contra-Reforma. Ele mesmo esclarece: "O fim desta Companhia não é somente ocupar-se com a graça divina, da salvação e perfeição da alma própria, mas, com a mesma graça, esforçar-se intensamente por ajudar a salvação e perfeição da alma do próximo".
Com Deus, Santo Inácio de Loyola conseguiu testemunhar sua paixão convertida, pois sua ambição única tornou-se a aventura do salvar almas e o seu amor a Jesus. Foi para o céu com 65 anos e lá intercede para que nós façamos o mesmo agora "com todo o coração, com toda a alma, com toda a vontade", repetia.

Santo Inácio de Loyola, rogai por nós!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Padre deixa Brasil e visita Síria para ajudar vítimas dos conflitos



Do Site "O Católico" com comentário do blog

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Enquanto milhares de pessoas deixam a Síria por causa dos conflitos que afligem o país, há algumas que se sentem motivadas a visitar a região e dar seu apoio material e espiritual às vítimas.
É o caso do padre George Rateb Massis, que nasceu na Síria, lá foi ordenado sacerdote, deixou sua família, sua terra e veio em missão para o Brasil, onde está há oito anos e atualmente é pároco da Igreja Sagrado Coração de Jesus dos Siríacos Católicos, em Belo Horizonte (MG).
O sacerdote partiu para a Síria nesse domingo, 29, e deve permanecer no país por um mês, com uma significativa motivação: “Minha visita à minha terra Síria é para que seja um presente diante da situação do meu país, e para entrar em comunhão com minha família, amigos, padres, bispos, o povo sírio em geral, sejam eles cristãos ou muçulmanos, porque na Síria somos todos sírios debaixo do sol da Síria”.
Em entrevista ao noticias.cancaonova.com, Padre George conta que leva toda preocupação dos imigrantes, dos árabes sírios que moram no Brasil e pretende ver uma imagem verdadeira da situação, pois, segundo ele, as notícias que chegam do país muitas vezes são exageradas e não transmitem a pura verdade.
Muitas pessoas da Síria perderam suas casas e estão alojadas em escolas e igrejas. É o caso da aldeia de padre George, onde a situação está tranquila, mas como está localizada nas proximidades de Homs, cidade com os maiores conflitos, está acolhendo os refugiados.
A Arquidiocese de Belo Horizonte lançou uma campanha em prol da Síria, por tempo indeterminado, para ajudar as pessoas que estão nesses lugares de maior conflito. Padre George já levou a coleta das Missas do domingo, 22, que foram doadas pela arquidiocese para o povo sírio. “Nós estamos levando umas ajudas para eles realmente se sustentarem com algum tipo de alimento e remédio”.
O sacerdote agradece toda a generosidade dos brasileiros e o zelo pelos irmãos da Síria, e afirmou que “espera que esse gesto fraterno traduza um grande amor entre os brasileiros e o povo sírio”.
Comentário do Blog: Mais uma prova do trabalho social da Igreja Católica pelo mundo.Por quê há tantos recalcados que atiram pedras na Igreja de Cristo, sem conhecê-la. Somente uma mente intolerante para tal coisa.

Pontifício Conselho para a Cultura dedica revista ao envelhecimento

Rádio Vaticano


Cidade do Vaticano (RV) – O envelhecimento é o tema principal da última edição da revista Cultura e Fé, publicada pelo Pontifício Conselho para a Cultura, que se propõe apresentar diversos olhares sobre a pessoa idosa.
O crescimento positivo da esperança de vida e a diminuição da natalidade “provocam desequilíbrios intergeracionais”, sublinha o bispo português Dom Carlos Azevedo, que assina o editorial.
O delegado do Pontifício Conselho presidido pelo Cardeal Gianfranco Ravasi salienta que a participação ativa dos idosos na vida social e familiar “assume na cultura um peso sobre o qual é preciso refletir”.
O responsável considera que há duas perspetivas que merecem ser analisadas: “a cultura do idoso no que respeita ao seu próprio envelhecimento” e a “mentalidade social predominante” sobre a pessoa idosa.
A redação de Ecclesia pediu contributos a especialistas de diversas disciplinas sobre “a arte de envelhecer”, baseados na colaboração que os anciãos podem prestar na construção da comunidade, bem como sobre as dimensões psicológicas e espirituais da vida tendo em conta a aproximação da terceira idade.
A sociologia mostra como os idosos são vistos nas diferentes sociedades: “A tradição africana resiste ainda à mentalidade pragmática e produtivista da Europa”, onde os “cálculos economicistas colocam à margem a sabedoria da experiência”, acentua Dom Carlos Azevedo.
“O modelo da eterna juventude ganha terreno no dia a dia e ignora o desenvolvimento interior, não obstante a novidade da experiência que o envelhecimento pode trazer, ainda que seja assinalado pela perda de capacidades e da perceção dos limites”, acrescenta.
A teologia olha para o envelhecimento como o “cumprimento da vida, distinguindo entre o declínio físico e o crescimento do espírito”, ao mesmo tempo que realça “a importância da vida espiritual vivida enquanto acolhimento da terceira idade como uma bênção”.
“A espiritualidade cristã sustenta a aceitação dos limites, a reconciliação com a vida relida e a preparação para o encontro com Deus”, aponta o responsável de 58 anos, observando que uma cultura sã é chamada a ver no envelhecimento “a beleza da tranquilidade, da ternura e do silêncio, e não apenas a aspereza da doença e da solidão”.
(RB/Ecclesia)

domingo, 29 de julho de 2012

O que o blogueiro recomenda escutar...

"Minha Oração" - Banda Filho do Céu - Campos dos Goytacazes/RJ

Igreja Universal aceita doação de garota de programa e gera polêmica




Do blog do Eliomar - Eu comento logo em seguida.

                                                  



A oferta de dinheiro, por parte de uma garota de programa, para a construção do Templo de Salomão está gerando polêmica na web. A mulher, que há 7 anos reside na Nova Zelândia, participou de uma videoconferência com o bispo Guaracy Santos, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), quando prometeu doar a renda de uma semana do trabalho em uma casa de shows de garotas de programa.
A garota brasileira se disse disposta a fazer a doação para sair do seu estado de miséria. “Eu acredito naquilo que o bispo (Edir) Macedo disse que todos que fizerem a doação e contribuírem com o templo vão ficar rico. Eu acredito que não vou continuar com essa vida, bispo, tenho certeza”, relatou a mulher para o bispo.
Guaracy Santos aceitou a proposta, diante de uma “oferta sincera”. “Vai ser um diferencial daquilo que você precisa para mudar de vida, porque você se mostrou disposta a construir casa pra Deus. Deus vai construir casa pra você”, assegurou o bispo.
A polêmica recai sobre a prosperidade material e a tentativa de legitimar o trabalho da prostituição frente a uma contribuição ao Reino. Para o teólogo presbiteriano e pastor, Augustus Nicodemus, “o maior problema não é o fato de que ela faz ofertas para fins ‘evangélicos’, mas como ela encara a prostituição – algo que foi ‘obrigada’- a fazer para conseguir ganhar a vida, desta forma querendo legitimizar, aquilo que ela e todos nós sabemos que é contra a vontade de Deus”, disse.
Comentário do Blog : Coisa mais absurda! Mais uma vez, a teologia da prosperidade mostrando a sua face mais maligna. Há dois erros, um da garota se deixando levar pelo discurso do "Bispo" e o "Bispo" aceitando dinheiro de uma prostituta.É lamentável isso.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Santa Ana e São Joaquim, os avós de Jesus.


Do Wikipedia com comentário do blog.
Santa Ana ou Sant'Ana (do latim Anna, por sua vez do hebraico transliterado Hannah, "Graça") foi mãe de Maria, mãe de Jesus Cristo.
Os dados biográficos que sabemos sobre os pais de Maria foram legados pelo Proto-Evangelho de Tiago, obra citada em diversos estudos dos padres da Igreja Oriental, como Epifânio e Gregório de Nissa.
Sant'Ana, cujo nome em hebraico significa graça, pertencia à família do sacerdote Aarão e seu marido, São Joaquim, pertencia à família real de Davi.
Seu marido, São Joaquim, homem pio fora censurado pelo sacerdote Rúben por não ter filhos. Mas Sant’Ana já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, algum tempo depois Sant’Ana ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Jesus.
Eram residentes em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Santana; e aí, num sábado, 8 de setembro do ano 20 a.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam, que em hebraico significa "Senhora da Luz", passado para o latim como Maria. Maria foi oferecida ao Templo de Jerusalém aos três anos, tendo lá permanecido até os doze anos.

São João Damasceno, ao escrever sobre o Natal, deixa claro que São Joaquim e Santa Ana são os pais de Maria.

Devoção

A devoção aos pais de Maria é muito antiga no Oriente, onde foram cultuados desde os primeiros séculos de nossa era, atingindo sua plenitude no século VI. Já no ocidente, o culto de Santana remonta ao século VIII, quando, no ano de 710, suas relíquias foram levadas da Terra Santa para Constantinopla, donde foram distribuídas para muitas igrejas do ocidente, estando a maior delas na igreja de Sant’Ana, em Düren, Renânia, Alemanha.
Seu culto foi tornando-se muito popular na Idade Média, especialmente na Alemanha. Em 1378, o Papa Urbano IV oficializou seu culto . Em 1584, o Papa Gregório XIII fixou a data da festa de Sant’Ana em 26 de Julho, e o Papa Leão XIII a estendeu para toda a Igreja, em 1879.Em França, o culto da Mãe de Maria teve um impulso extraordinário depois das aparições da santa em Auray, em 1623.
Tendo sido São Joaquim comemorado, inicialmente, em dia diverso ao de Sant’Ana, o Papa Paulo VI associou num único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria, mãe de Jesus.

Comentário do Blog: Também se comemora o dia dos avós, então que Deus abençoe a todos os avós do mundo, os vivos e que os mortos, como os deste blogueiro estejam em bom lugar no céu. 

terça-feira, 24 de julho de 2012

Caso envolvendo a Jogadora de Basquete Iziane


Uma reflexão muito séria a respeito da obediência.

Leniéverson Azeredo Gomes

A Ala Iziane chorando, ao comentar a imprensa sobre o corte
Conforme noticiado pela imprensa esportiva, a jogadora maranhense Iziane Castro Marques, foi cortada da Seleção Feminina de Basquete, nesta sexta-feira. Com isso, a ala deixa de participar das Olimpíadas de Londres. O Corte foi anunciado pela diretora da seleção feminina da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Hortência Marcari, em Lille, na França, onde o grupo disputou um triangular amistoso contra França e China.
A atleta já tinha passagem de corte, em 2008, por ter discutido com o então técnico Paulo Bassul durante o Pré-Olímpico, após se negar a retornar à quadra em jogo contra a Bielorrússia, uma partida decisiva para as atletas brazucas. Depois do pré olímpico, Hortência demitiu o técnico e reconduziu Iziane ao grupo. Dessa vez, a razão foi o fato de a jogadora ter dormido com o namorado no hotel em que a seleção estava na cidade francesa – mas a CBB, em nota diz apenas que foi um “um ato de indisciplina fora de quadra”.
A ala declarou a imprensa seu arrependimento e, o desejo de que a CBB reconsiderasse a decisão de cortá-la.Mas a confederação não voltou atrás e manteve a decisão.
Polêmicas a parte, a notícia do corte da jogadora maranhense foi vista, principalmente pelos meios de comunicação especializados, como um ato típico dos defensores do politicamente correto ou baseado num machismo. A Confederação Brasileira de Basquete mostrou as atletas um conjunto de regras a serem obedecidas, inclusive o artigo que proíbe levar o namorado, marido ou familiar para o hotel ou local da concentração, sob pena de ser punida com afastamento.Lei é lei e tem de ser obedecida.
Blogueiros especializados em esportes, que tem espaços hospedados em grandes portais e provedores de internet, costumam falar algumas bobagens, as quais são facilmente refutáveis. Uns falam que a decisão da CBB foi uma hipocrisia, outros falam que a mesma poderia ser reavaliada.
É sabido que, no Brasil, há a política do jeitinho; Lei de Gerson; corrupção; impunidade e malandragem. É de conhecimento de todos que, também no Brasil, há sempre uma mania de dizer que certas decisões são injustas.
Vejamos senhores e senhoras, a própria Iziane reconheceu o erro dela e pediu perdão. Ela concluiu que, apesar de ter se preparado 80 dias para estar com a equipe, tomou uma decisão errada.Pois é, minha gente, colhemos aquilo que plantamos. Quando fazemos uma escolha errada, devemos aceitar de bom grado as consequências da mesma.
No livro do Genesis, Deus projetou a humanidade uma vida sem pecado. O criador, ao afirmar que Adão e Eva, não podiam comer do fruto da árvore e da ciência, tinha uma proposta amorosa que carecia de obediência. Mas o que aconteceu? Eles se deixaram levar pela sedução da serpente e, receberam as manchas relacionadas a toda uma opção pela indisciplina.
Em outros esportes, como o vôlei, vivemos há alguns anos o corte do Jogador Ricardinho e no futebol, vemos a questão da demissão dos jogadores Adriano, então atleta do Corinthians e do Ronaldinho Gaúcho, então atleta do Flamengo. Em comum, indisciplina e características desagregadoras de equipe.
Fora do esporte, no mercado de trabalho formal, deslizes e outros comportamentos não profissionais, geram punições advertências, demissão ou até prisão.
Se a CBB, permitisse ou passasse a mão na cabeça da Iziane, abria um precedente para incitar outras atletas que disputarão as Olimpíadas a serem  indisciplinadas. Ela tinha um histórico de problemas,  fica muito difícil defender o indefensável.Os atletas precisam compreender que “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.Como já dizia, Santo Agostinho, de um mal é preciso extrair um bem infinitamente maior.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

CONVITE

        Se você, que acessa este blog usa a plataforma Blogger, e deseja segui-lo, está autorizado a fazer isso. Terei o prazer de recebê-los de braços abertos. Fiquem com Deus.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

E por falar em Extrema-Unção...

Leniéverson Azeredo Gomes


 O Blog repercutiu uma reportagem publicada pelo portal de notícias “E-Band”, onde um padre foi impedido, nesta terça-feira, dia 17, de dar assistência religiosa, conhecida como extrema-unção, ao paciente, Hélio Moises Fernandes, que estava em estado terminal, num Hospital de Taguatinga, cidade satélite de Brasília e veio falecer às 5h do dia seguinte .
O tema é polêmico, mas urge alguns pontos a serem explicados com bastante profundidade. Em primeiro aspecto, a “Extrema-Unção” é um sacramento da Igreja Católica, mas o termo mais adequado e recomendado pelo Magistério da Igreja, é Unção dos Enfermos. De acordo com o Denziger-Schönmetzer Enchiridion Symbolorum, definitionum et declarationum de rebus fidei et morum, nº 1696, “no curso dos séculos, este sacramento foi conferida aos agonizantes, por isso, o uso do termo ”Extrema-Unção””. No entanto, “apesar desta evolução a liturgia jamais deixou de orar ao Senhor para que o enfermo recobre a saúde, se tal convier a sua salvação”.
De fato, “o Sacramento da Unção dos Enfermos é conferido às pessoas acometidas de doenças graves e perigosas, ungindo-as (....) com óleo devidamente consagrado” (CIC, cân.847, 1). Sempre com orações como esta:
“Por esta santa unção e por sua piíssima misericórdia, o Senhor venha em seu auxílio com a graça do Espirito santo, para que, liberto de seus pecados, Ele te salve e, em sua bondade, alivie teus sofrimentos” (Idem)
É muito comum, encontrar pessoas que questionam o fundamento bíblico-doutrinal para a Unção dos Enfermos e fundamentação constitucional para a assistência religiosa em hospitais e outras casas de saúde.
Quanto a fundamentação bíblico-doutrinal, o livro de São Tiago, capítulo 5, versículo 14 seguintes, diz:
“Está alguém enfermo? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor restabelecerá. Se ele cometeu, ser-lhe-ão perdoados. Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados”.
Para a Igreja Católica, a Unção dos Enfermos é “uma celebração litúrgica e comunitária quer tenha lugar na família, no HOSPITAL ou na Igreja, para UM só enfermo ou para TODO grupo de enfermos” (Sacrossanctum Concilium, 27).
Segundo Sônia Watanabe, Mestre em Hospitalidade e Especialista em Gestão Hospitalar, explica com toda a sua experiência na área de Educação, Saúde e Hotelaria que “o hospital – casa de Deus - se revela, quanto às suas origens, uma profunda ligação com a Igreja e, também, forte vocação altruísta de acolher pessoas, marginalizadas pela sociedade, até então representadas nas figuras do doente, do pobre, do órfão e do peregrino”.
Por isso, em todos os países do mundo, é comum encontrar padres ou pastores, em presídios e casas de saúde, como hospitais, santas casas e beneficências portuguesas.
A Constituição Brasileira, além de dizer que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias” (art.5º, paragrafo VI), diz também que “é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva” (Art 5º, paragrafo VII).O Estado é laico, mas não é ateu.
Agora vejam esses comentários retirados, do Correio de Brasilia, sobre a matéria do impedimento a assistência religiosa do sacerdote em Taguatinga.

Percebem-se exatamente, como as pessoas são ignorantes em relação ao assunto, em questão e há, também uma intolerância militante, porque as pessoas rejeitam qualquer ensinamento sobre o assunto.
  
Os comentários são absurdos e o Hospital de Taguatinga feriu a constituição, merecendo responder um processo por isso e, a secretaria de Saúde do DF ser punida pela mesma violação. 

Russomanno vai à missa atrás de católicos em São Paulo


Candidato do PRB à prefeitura de São Paulo visita capela na região do Bom Retiro

Jorge Araújo/Folhapress
André Rigue noticias@band.com.br
Com Comentário do Blog


O candidato Celso Russomano  o último à direita.


O candidato do PRB à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, acompanhou uma missa na Capela de Santo Expedito da Polícia Militar, nesta quinta-feira, no Bom Retiro, região central da cidade.
Russomanno aceitou o convite para ir à igreja para acabar com os comentários sobre sua origem religiosa. “Ainda vou ter de mostrar minha certidão de batismo”, declarou o candidato a jornalistas.
O candidato do PRB também aproveitou o evento para conversar com eleitores e tirar fotos.
Comentário do Blog: Este é um caso complicado, que não se pode julgar com a profundidade devida, mas isso não significa ser impossivel fazer alguns apontamentos. Nem todo aquele que nós diz: Senhor, Senhor, pertence ao Reino do Céus. Na campanha presidencial vimos dois candidatos afirmarem ser católicos , sendo inclusive vistos na Basílica de Aparecida/SP.Católicos, cuidado com a hipocrisia e a mentira.

Padre é impedido de dar Unção dos Enfermos.


Família de paciente havia pedido para o religioso abençoar um paciente, que morreu nesta madrugada, em Brasília
Da Redação com Band News FM Brasília noticias@band.com.br, 
com comentários do blogueiro.


Padre Roberto Crispim  na cerimônia de posse como pároco, em Taguatinga-DF

O padre Roberto Crispim foi barrado ao entrar no Hospital Regional de Taguatinga na noite dessa quarta-feira, em Brasília.
O religioso, que é administrador da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Taguatinga, foi impedido de levar a extrema-unção, benção dada àqueles que correm risco de morte, a um paciente, que morreu nesta madrugada.
O padre havia ido até o hospital a pedido da familia. Segundo a secretaria de saúde do Distrito Federal, ele não entrou na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em função de regras no horário de visita do hospital.
Comentário do Blog: Essa estória tem cheiro de história mal contada.  Primeiro, porque isso é estranho. Recentemente o cantor Pedro, filho do também cantor Leonardo, que ficou internado no Albert Einstein, em São Paulo, após sofrer acidente de carro, em maio, pôde receber do Padre Antônio Maria, fato esse, é comprovado aqui. Há vários registros de pastores visitando UTI´s, isso pode ser visto aqui, aqui e aqui. Nota-se que não há uma proibição, há uma regulamentação sobre a visitação de religiosos.Além do mais, há séculos que a Unção dos Enfermos, nome correto do sacramento, é aplicada.Portanto, o que nos faz crer que, a alta direção do hospital em questão, pratica intolerância religiosa e desconhecimento total do sacramento, tendo em vista que foi a família do paciente, muito provavelmente católica, quem pediu a presença de um sacerdote. E aí, internautas, o que vocês acham?

terça-feira, 17 de julho de 2012

Juíza proíbe festas religiosas para evitar que candidatos comprem votos


Decisão vale para as cidades de Imbituva, Ivaí e Guamiranga, no Paraná.
Paróquias que quiserem realizar festas precisam fiscalizar ação de políticos.

Do G1 PR com informações da RPC TV e comentários do Blog



A Juíza Eleitoral Deisi Rodenwald (foto), que atua em Imbituva, na região central do Paraná, publicou uma recomendação para evitar festas religiosas durante o período eleitoral. Para ela, muitos políticos aproveitam esses eventos para comprar votos. Além de Imbituva, a recomendação vale para as cidades de Ivaí e Guamiranga.

Veja abaixo a reportagem do ParanáTV 2ª edição, da RPC TV

 

Ao todo, 22 festas estão programadas para ocorrer, em Imbituva, até o dia 7 de outubro, data das eleições para prefeitos e vereadores. Para que as festas sejam realizadas, cada paróquia deverá se comprometer a fiscalizar a ação dos candidatos que estiverem presentes e provar que não houve uso de dinheiro público para os eventos.
Rodenwald afirma que vários crimes eleitorais já foram cometidos durante as festas. “O que foi constatado é a prática de crimes relacionados à promessas e oferecimento de vantagens indevidas, dinheiro, cestas básicas, bebidas, em troca do voto”, explica.
Em Ivaí, a paróquia da cidade decidiu manter a tradicional Festa de São Cristóvão, marcada para o dia 29 de julho. “Há mais de 30 anos, que essa festa é realizada aqui na Paróquia Cristo Rei, então, nós não poderíamos deixar de realizar essa festa”, diz Alceu Pietrovski, que trabalha na organização da festa.
Comentário do Blog: Que culpa tem as festas católicas ou protestantes tradicionais, se alguns políticos vão lá para explorar o voto? Essa juiza pira na batatinha.É muito mais fácil impugnar a candidatura do que tomar essa decisão ou senão, aumentar o número de fiscais eleitorais. Isso, ao meu ver, tem um 'q' de intolerância cristã.

Beato Inácio de Azevedo e seus companheiros mártires


Natural de Porto, em Portugal, Inácio de Azevedo foi martirizado enquanto se encaminhava para o Brasil com uma comitiva de mais trinta e sete jesuítas irmãos e um padre jesuíta, quando foram abordados por um navio pirata comandado pelos huguenotes, perto das Ilhas Canárias, e foram martirizados.
Dentre todos os quarenta mártires, somente Inácio já havia posto os pés no Brasil. Para os demais, a Terra de Santa Cruz era apenas um sonho, o qual não se realizou.
Inácio era oriundo de uma família rica e influente da região de Porto, em Portugal, nascido em 1526 ou 1527. Era filho ilegítimo do comendador Manuel de Azevedo, legitimado aos doze anos de idade por decreto do rei. Um de seus irmãos, D. Jerônimo de Azevedo, tornou-se vice-rei da Índia portuguesa.
Aos dezoito anos foi nomeado pelo pai administrador das riquezas da família. Mas, ao ouvir as pregações dos padres jesuítas, decidiu abandonar tudo o que tinha e ingressar na Companhia de Jesus, em 1548, com vinte e dois anos de idade.
Destacou-se pelas suas virtudes, pela dedicação nos estudos e obrigações, pela vida intensa de oração e pela humildade. Rapidamente alcançou a confiança dos superiores, e tornou-se superior do Colégio de Lisboa antes mesmo da ordenação sacerdotal, ocorrida em 1553, com vinte e cinco ou vinte e seis anos. Após a ordenação, trabalhou na Diocese de Braga, cujo bispo pedira aos jesuítas padres para ajudá-lo a organizar a Diocese.

Beato Inácio de Azevedo

Em 1565, são Francisco Borja, Superior Geral da Companhia de Jesus, envia-o como visitador apostólico para o Brasil e a Índia. Chegou em terras brasileiras em 24 de agosto de 1566, com quarenta anos de idade. Visitou todas as obras jesuítas no Brasil. Conheceu aqui Mém de Sá e também o pe. Anchieta e o pe. Manoel da Nóbrega, os quais estavam atuando em missão no país.
Após três anos de visitas, pediu ao Superior Geral reforços para as missões, o qual lhe autorizou a organizar uma expedição. Retornando à Europa, reuniu em Portugal e na Espanha um grupo de setenta e três missionários, e organizou a expedição para virem ao país. Em 1569, foi nomeado Provincial jesuíta no Brasil, cargo no qual foi sucedido após a morte por pe. Manoel da Nóbrega e depois por José de Anchieta.
Em 5 de junho de 1570, Inácio partiu para o Brasil em companhia de três naus do novo Governador Geral do Brasil, Dom Luiz Fernandez de Vasconcellos. A nau do governador parou na Ilha da Madeira, onde este precisava cumprir alguns compromissos antes de partir. A nau de Inácio, chamada Santiago, devia seguir às Ilhas Canárias, a fim de desembarcar mercadorias. No dia 15 de julho, navios corsários do pirata Jacques Soria pararam a embarcação onde Inácio estava com mais trinta e oito religiosos, dos quais um padre (Pe. Diogo de Andrade), e assaltaram o navio. Deixaram os passageiros em paz, mas atacaram violentamente os religiosos. Inácio foi brutalmente ferido, mas mesmo assim continuou inspirando coragem aos seus companheiros: "Irmãos, não chegaremos ao Brasil, mas fundaremos um colégio no céu!"

Visão de Sta. Tereza de Ávila sobre o martírio de Inácio e seus companheiros

Um rapaz, de nome João Adauto, era sobrinho do capitão da nau, e alimentava o desejo de ingressar nos jesuítas. Enquanto via o martírio dos religiosos, não resistiu quando ele mesmo também foi atirado ao mar para a morte. Ele também é considerado um dos quarenta mártires.
Um dos irmãos presentes, Francisco Pérez de Godoy, era parente de Santa Tereza de Ávila. Narra-se, inclusive, que a santa teve uma visão do martírio destes bem-aventurados.
Parte do grupo de jesuítas arregimentados por Inácio, os quais viajavam na nau do governador comandados pelo pe. Pero Dias, permaneceu na Ilha da Madeira. Após receberem a notícia do martírio de seus companheiros, embarcaram  em duas naus distintas, e seguiram viagem para o Brasil em fins de 1570, mas tempestades e mau tempo os desviaram da rota original e foram parar em Cuba, onde um dos irmãos foi deixado por motivo de doença.
Ao retornar ao mar e tentar retomar a rota original, voltaram para perto das Ilhas Canárias, onde foram atacados por piratas. Em uma triste coincidência, um dos navios participantes do ataque era o mesmo usado por Jacques Soria. Era dia 13 de setembro de 1571: cinco irmãos foram mortos naquele dia, e outros nove atirados ao mar no dia seguinte; dois destes últimos, porém , sobreviveram e foram salvos por um navio francês, que os deixou na costa espanhola, onde narraram o martírio de seus doze companheiros. Um dos irmãos, porém, teve medo da morte e disfarçou-se de um funcionário na tripulação; por fim, foi lançado ao mar, mas não foi considerado mártir.
A causa de beatificação de todos os 52 religiosos jesuítas foi introduzida em conjunto, em 1628. Porém, devido às dificuldades em tratar do processo dos dois grupos em conjunto fez cada um seguir seu rumo próprio. Foram beatificados pelo papa Pio IX em 11 de maio de 1854, quando já possuíam um culto amplamente enraizados em Portugal e na Espanha. Os outros doze mártires de 1571 são ainda Servos de Deus.


Um dos tradicionais eventos musicais da Comunidade Shalom em sua nova edição.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Nossa Senhora do Carmo


Nossa Senhora do Carmo (ou Nossa Senhora do Monte Carmelo) é um título consagrado à Nossa Senhora. Este título apareceu com o propósito de relembrar o convento construído em honra da Santíssima Virgem Maria nos primeiros séculos do Cristianismo, no Monte Carmelo, em Israel.
A principal característica desta invocação mariana é apresentar o Escapulário do Carmo, símbolo que representa o acto de se estar ao serviço do Reino de Deus e que traz muitas indulgências, graças e outros benefícios espirituais a quem assume este sinal e esta proposta como seus. A sua festa litúrgica é comemorada pelos cristãos no dia 16 de Julho.
Fonte: Wikipedia