terça-feira, 6 de setembro de 2011

Como se encontra uma falsa católica pela TV

Leniéverson Azeredo


Foto: Ascom Rede TV!




Na Roda de Mulheres, quadro do programa da apresentadora Hebe Camargo, na Rede TV, na noite do dia 6 de setembro, o Presidente do Corínthians, Andrés Sanches, foi sabatinado pela titular do programa e por três mulheres: a modelo e apresentadora Ellen Jabour, a ex-jogadora de vôlei Ana Moser e a atriz Thais Pacholek.Ao ser questionado pela ex-atleta do volei, Ana Moser, sobre a sua espiritualidade, o cartola do futebol paulista, respondeu que era "católico", mas não praticante e a mãe dele era "de fé",de "reza".Hebe Camargo, a mesma que recebeu outro dia a Martha Suplicy e deu a ela espaço grande para falar sobre os "direitos" dos homossexuais, a mesma que foi a Brasilia, para entrevistar o FHC para falar sobre o documentário sobre a Maconha, a mesma que chorou quando foi ao Santuário de Fátima, em Portugal, interrompeu o Presidente do "Curintians" e soltou a seguinte pérola:
- Ninguem precisa ser praticante para ser católico, disse Hebe.
Que conversa é essa, cara-pálida?Hebe Camargo agora, dando uma de especialista em catolicismo?Me façam um favor!Me Poupem!Vejam o catecismo sobre o assunto, no seu artigo 837:
São incorporados plenamente à sociedade da Igreja os que, tendo o Espírito de Cristo, aceitam a totalidade da sua organização e todos os meios de salvação nela instituídos e na sua estrutura visível "regida por Cristo através do Sumo Pontífice e dos Bispos" se unem com Ele pelos vínculos da profissão de fé, dos sacramentos, do regime e da comunhão eclesiásticos.

É fácil entender o perfil de um verdadeiro católico?Não existe mil e uma maneiras de ser católico, existe uma e tem a ver com a virtude dos primeiros cristãos, descrita em At 2,42-47:
"42. Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações. 43. De todos eles se apoderou o temor, pois pelos apóstolos foram feitos também muitos prodígios e milagres em Jerusalém e o temor estava em todos os corações. 44. Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum.45. Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um. 46. Unidos de coração freqüentavam todos os dias o templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração, 47. louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo. E o Senhor cada dia lhes ajuntava outros que estavam a caminho da salvação."

O texto bíblico, dispensa muitos comentários, mas mostra que católico de verdade, tem atitude de católico, agir como católico, não é apenas dizer, Senhor, Senhor, ou ser católico de estatística, ou Nescau (inventar mil e uma maneira).Daí, chega-se a uma conclusão de que a Hebe falou um monte baboseiras travestidas de coisas geniais.

Reflexão sobre intolerância.

Leniéverson Azeredo Gomes




Gente, a paz de Jesus e o amor de Maria. Como católico, gostaria de externar meu luto pelo que aconteceu na cidade vizinha a minha, São Fidélis.A cidade poema sofreu um ato de vandalismo com resquícios de intolerância religiosa e de esquizofrenia intelectual.Um dos mais importantes templos católicos do interior do Rio, a Igreja de São Fidélis de Siguimaringa, no município de São Fidélis foi atacada por vândalos no domingo, dia em que o novo Bispo de Diocese de Campos, Dom Roberto Paz, que assumiu há menos de um mês, celebraria sua primeira missa no templo. Segundo o padre da paróquia, Luiz Carlos Reis de Amorim, a porta lateral da igreja foi arrombada e os invasores fizeram várias pichações com tintas spray. A mais chocante, segundo ele, foi a pichação da imagem de Nossa Senhora, no altar principal, que foi toda coberta pelas tintas.
Não posso me furtar em dizer que vivemos em um mundo onde a intolerância religiosa, a falta de respeito a patrimônios históricos católicos, onde se querem apoiar ideologias oriundas do marxismo, comunismo e iluminismo (como o homossexualismo, aborto e valores pseudo modernos), onde se querem retirar símbolos religiosos, onde a violência é crescente, onde num mundo competitivo se perde o valor de fraternidade, onde se cresce o numero de depressivos e obesos, a tendência e, que a sociedade entre cada vez mais em colapso sem perceber.

O que aconteceu em São Fidélis não é apenas só a destruição de um símbolo sagrado, é a destruição de algo que contribuiu para o crescimento da cidade de 40 mil habitantes, um patrimônio da cultura, da vida, da identidade de um povo, da referência de várias gerações.Por isso, convoco a todos os católicos, a demonstrar sinal de luto desagravo e indignação.

domingo, 4 de setembro de 2011

Blog Católico do Leniéverson: Depois da JMJ, Vargas Llosa admite que o ocidente ...

Blog Católico do Leniéverson: Depois da JMJ, Vargas Llosa admite que o ocidente ...: MADRI, 30 Ago. 11 / 01:41 pm (ACI/EWTN Noticias)


Em sua habitual coluna no jornal espanhol El Pais, o ganhador do prêmio Nobel de Lite...

Quer Conhecer um pouco mais sobre a oração da Ave-Maria? Então leia este artigo que você passará a amar esta bela forma de pedir intercessão a Maria.

Por Leniéverson Azeredo Gomes


Ave-Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita és tu, entre as mulheres e bendito e o fruto de vosso ventre Jesus. Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de vossa morte. Amem.


A oração da Ave-Maria é uma das formas mais bonitas de se pedir algo a Deus por intermédio de Nossa Senhora. A princípio a Ave-Maria constava apenas das palavras do anjo Gabriel e Isabel, respectivamente: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1,28) e bendita és tu, entre as mulheres e bendito e o fruto de vosso ventre (Lc 1,42).De acordo, com estudos de mariologia do saudoso D.Estevão Bittencourt, só em 1483, começou-se a dizer “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de vossa morte.Amem.
Os mais atentos católicos e os protestantes poderiam se perguntar, de onde vem a parte “Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de vossa morte”, se a mesma não consta na Bíblia?Antes da explicação devemos conhecer uma heresia (doutrina não-católica) que prevalecia no início do cristianismo chamado Nestorianismo. Criada por Nestório, um Bispo de Constantinopla, no século V, esta prática herética afirmava que Maria havia gerado apenas o Cristo humano e não Cristo Divino.
Para resolver essa questão, no mesmo século, mais exatamente, em 431, São Cirilo de Alexandria e o III Concílio Ecumênico, reunidos em Éfeso, confessaram que “o Verbo, unindo a si em pessoa uma carne animada por uma alma racional, se tornou homem”.Para o concílio, “a humanidade de Cristo não tem outro sujeito senão a pessoa divina de Deus, que a assumiu e a fez sua desde a sua concepção.Dessa forma, em caráter unânime, declararam que Maria se tornou de verdade Mãe de Deus (Theotókos, em Grego) , pela concepção humana do Filho de Deus em seu seio”.
Muito provavelmente os Padres conciliares usaram a tradição oral da Igreja e a Bíblia.Tanto no Antigo, quanto no Novo Testamento, há registros que embasam a tese de que Maria é a mãe de Deus.Em Filipenses 2,6-7, fala do Kenosis, ou seja, da humildade divina que ao se fazer-se como homem, demonstrou não querer prevalecer sua filial deidade (divindade).
Em Marcos 1,14, mostra que “o Verbo se fez carne e habitou no meio de nós”.Se fez carne através de quem?De Maria, ora bolas! Em Is 7,14, o profeta Isaias, havia ouvido uma profecia divina que “Eis que uma Virgem conceberá e dará a luz a um filho, que se chamará Emanuel”, que significa: “Deus Conosco”. Poderíamos citar também Lucas 1,43, quando Isabel, prima de Maria, exclama com alegria “Donde me vem esta honra de receber em minha casa, a mãe do meu Senhor?
Dessa forma, fica muito difícil a contra-argumentação agnóstica, ateia, herética e protestante de que Maria não é a Mãe de Deus.Maria nunca quis ser Deus, ela quis ser sempre a escrava do Senhor e fazer a vontade d´Ele sempre (Lucas 1,38).
E o trecho “agora e na hora de vossa morte”?Para D.Estevão Bittencourt, sugere que essa parte remete a idéia de todo ser humano que pede a graça de uma boa morte.
A forma atual da Ave-Maria aparece pela primeira vez num Breviário da Ordem dos Cartuxos, em 1563, mas só se generalizou em meados do Século XVIII.

REFLEXÕES

Leniéverson Azeredo Gomes



A cena parece um fato que rotineiramente acontece nos dias de hoje: Um casal ao voltar de uma festa tradicional, realizada em uma cidade próxima para ir com seu filho e numa distração dos pais, o filho some e aí começa um drama desesperador. E nesse clímax, os pais , ao perceberem que o menino que eles geraram desapareceu, tomam a decisão de voltarem ao lugar de onde saíram para procurar o filho. Para sorte desses pais, três dias depois acham seu filho ouvindo e proferindo palavras de sabedoria com doutores sábios em um templo. Numa reação natural, eles, os pais, mostraram ao menino a preocupação deles.
Um especialista em educação infantil facilmente chegaria a conclusão de que o menino incorreu uma desobediência.Certo se o menino, mais exatamente um pré-adolescente não fosse Jesus Cristo, o Filho de Deus.
No Templo, Jesus estava ocupando das coisas do Pai, ou seja, estava na casa de seu Pai.Nesse momento o Messias demonstrava aquilo que o justo e piedoso Simeão havia dito, quando Jesus foi apresentado no templo aos 40 dias de vida, a José (seu pai adotivo) e Maria. Na ocasião, Simeão havia dito que o Filho de Deus “seria sinal de queda e soerguimento para muitos homens do mundo inteiro e que provocará contradições”(Lc 2,33-35).
Neste momento se inicia uma revelação de uma oração que estabelece uma relação filial, que o Pai almejava ou esperava de seus filhos. Se ocupar das coisas do Pai expressa a obediência que Jesus tinha com o seu Pai. E é essa obediência que os filhos nos dias de hoje devem ter com os seus pais.
Na Lei de Moisés, os Filhos deveriam honrar seus pais (Eclo 3,7), pois, eles, os pais acumularam experiências na vida, e com isso serem habilitados para “crescerem em sabedoria, estatura e graça”.
E, de fato, nessa relação que Cristo tinha com seu Pai celeste, que se deve buscar o exemplo de como os filhos, principalmente os já adultos, deve se comportar diante dos seus pais ou responsáveis e, assim mostrarem que “cresceram em sabedoria, estatura e graça”.
De acordo com o parágrafo 2218 do Catecismo da Igreja Católica, esse comportamento se traduz pelo reconhecimento dos filhos por tudo que os pais fizeram por eles. Reconhecer é: dar ajuda material e moral nos anos da velhice e durante o tempo de doença, de solidão ou simplesmente de angústia.

Reflexão

Leniéverson Azeredo Gomes


Ser ou não apto para a missão a qual o Senhor está me chamando a fazer?Parece uma pergunta revestida de dúvidas, não é?De fato, o Senhor Deus incumbe todo batizado a ser “Profeta para as nações” e Ele, capacita todo missionário a desempenhar sua função de forma ungida.
A passagem bíblica localizada em Jr 1.1.4-10, nos lembra do profeta Jeremias. Nascido em 650 a.C ele é Filho de Helcias, um dos presbíteros que morava em Anatot – atual Anata – uma cidade que fica 6 km ao nordeste de Jerusalém. Como se percebe, Jeremias era de uma família extremamente religiosa, mas tinha uma personalidade tímida e hesitante.
Dos versículos 4 a 5, do primeiro capitulo do livro que leva seu nome, Deus fala a ele sobre o fato de o conhecer desde “antes de ser modelado no ventre materno”(v.4). Não estranhem isso, Deus havia dito isso, também a Isaias, em Is 49,1. Mas esse discurso divino era direcionado a uma consagração muito mais para uma “missão profética do que a santificação interior”, como a Bíblia de Jerusalém.
Sua hesitação se impõe no versículo 6, quando ele afirma que não está apto a vocação, por ser “ainda uma criança”.Não se deve aqui, considerar a palavra criança no sentido cronológico ou etário, mas sim no sentido de uma alegada “imaturidade espiritual”.
“Desculpas” para se esquivar da missão divina, não é a única registrada no Antigo Testamento. Moisés, em Ex 3,7-12, recebeu de Deus a missão de libertar o povo hebreu que havia sido preso pelo faraó egípcio, mas se esquivou afirmando que era indigno a desempenhar tal incumbência. Como Jeremias, usava características de sua personalidade para fugir da missão.
Moisés era gago e, por isso, afirmava que não tinha voz para pregar “Ah, Senhor! Eu não tenho o dom da palavra; nunca o tive, nem mesmo depois que falastes ao vosso servo; tenho a boca e a língua pesadas”(Ex 4,10).
Deus em ambos os casos, ou seja, tanto a Jeremias quanto a Moisés, dava sempre palavras de animo; de superação das dificuldades e capacitação espiritual. A hesitação dos dois mostra a falta de uma verdadeira visão da palavra Diaconia, quer dizer, do Serviço ao Evangelho.
Mas é claro, que, no caso de Jeremias e Moises, todos sabem, houve uma vitória sobre a hesitação inicial. Ambos desempenharam sua missão profética e se tornaram ao seu tempo, “Profetas e Sinal de Luz para as nações”.
Nos dias atuais, é fácil encontrar muitas pessoas que resistem ao chamado do Mestre. Falam que são tímidos; não tem maturidade suficiente; não tem nada na Igreja que sirva para ele, enfim, um monte do que chamamos, no popular, de conversa fiada. Assumir uma vocação diaconal, ou seja, uma vocação ao serviço do Reino, exige do fidalgo uma conversão interior. Chamado e Vocação não são só sinônimos puros pela semântica, são sinônimos na origem. Vocação vem do latim Voccare, que significa chamar para dentro, aderir de forma particular uma missão pessoal, profissional ou religiosa.
Todo cristão é chamado a uma missão, pois a messe (o trabalho) é grande, mas os operários são poucos (Mt 9,35). O centurião descrito em Mt 8,8 falava para Jesus que “ele não se sentia digno de entrar na morada do Senhor, mas ao escutar uma palavra d´Ele sabia que encontraria a salvação”.Talvez o centurião não soubesse, mas seguia um princípio de São Paulo e Santo Agostinho, respectivamente: “na fraqueza espiritual podia encontrar fortaleza” e “extrair o bem de um mal”.
Poderíamos nos perguntar em que situação Jeremias e Moises ou até você se situaria na Parábola do Semeador (Mt 13,1-9)?Se não recorda, Jesus conta a uma multidão de um lugarejo não identificado essa parábola. Um semeador jogou sementes em cinco lugares distintos: no primeiro, o semeador jogou no meio do caminho e os pássaros comeram, no segundo; jogou num solo pedregoso, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque a terra era pouco profunda, porem veio um sol forte e queimou a planta por falta de raízes, no terceiro lugar; jogou no meio de espinhos, estes cresceram e sufocou a planta, no quarto lugar; jogou em terra boa, deram frutos, muitos frutos.
Se você quer dicas preciosas para a resposta, leia entre os versículos 18 e 23, do mesmo capítulo 19 de Mateus. Quem sabe a resposta estimule você a assumir verdadeiramente a sua vocação cristã.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Conversando sério sobre as novelas de TV




Leniéverson Azeredo Gomes


Vem aí, mais um campeão de audiência! Antigamente era assim, que, emissoras de TV, como a Rede Globo anunciavam a programação que estava prestes a começar. E, como de costume, as famílias, em peso, se reuniam na sala, diante de uma caixa exibidora de imagens, de um mundo mágico e encantador.
As telenovelas, como parte da programação desse mundo mágico televisivo, exercem no ser humano, sobretudo as mulheres, um fascinante poder de atração, podendo-se dizer, hipnotizador. Muitas delas são capazes de ficar horas a fio, acompanhando as tramas que se desenrolam como um novelo. O produto da teledramaturgia, também acaba gerando modismo, definem formas de penteados, sugerem que marca de objetos deve-se usar, algumas formas de se falar, etc. Quem não lembra de bordões como: “To podendo”, da novela Torre de Babel; “Estou certo ou estou errado?”, da novela Roque Santeiro; ou “Sou moça de ‘catiguria’”, da novela Paraíso Tropical?
De certo, desde a primeira produção a ser exibida, na hoje extinta Rede Tupi, as novelas, como é mais conhecida às peças dramaturgica televisada, fizeram com que a sociedade venha sofrendo rápidas transformações sem precedentes na história. Nem quando, as radio novelas estavam no auge, nos áureos tempos da Rádio Cultura de Campos/RJ ou da Rádio Nacional no Rio de Janeiro, o Brasil sofreu tanta descontextualização ou deteriorização.
Só para se ter uma idéia, nas décadas de 70,80 e 90, do século passado, as novelas da Rede Globo, já atingiam 98% do território nacional, principalmente com advento das antenas parabólicas e a formação da cadeia de afiliadas e retransmissoras e, isso gerou conseqüências graves. Hábitos tipicamente rurais estão em rumo de extinção, havendo assim, a predominância de hábitos urbanos, como o de se alimentar de comidas rápidas, a exemplo de hambúrgueres do McDonald´s. Além disso, são acusadas de promover e ajudar na erotização de crianças e jovens.
Em 2008, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), realizou sob a chefia dos pesquisadores, Alberto Chong e Eliana La Ferrara, um estudo consistente sobre a influência das novelas na sociedade. Eles concluíram que, “a parcela de mulheres que se separaram ou se divorciaram aumenta significativamente depois que o sinal da TV Globo, se torna disponível nas cidades do país”. A analise conclui, também, que, “desde os anos 60, uma porcentagem significativa das personagens femininas, nas novelas, não reflete os papéis tradicionais de comportamento reservados às mulheres na sociedade”.
Ao produzirem a pesquisa, os estudiosos apontaram que, “62% das principais personagens femininas, das 115 novelas pesquisadas, entre 1965 e 1999, não tinham filhos e 26% eram infiéis aos seus parceiros” e, que, “a exposição a estilos de vida modernos mostrados na TV, a funções desempenhadas por mulheres emancipadas e a uma crítica aos valores tradicionais mostrou estar associada aos aumentos nas frações de mulheres separadas e divorciadas nas áreas municipais brasileiras”.
E a Igreja Católica?Como ela tem se posicionado sobre o assunto? Pois é, devido a essas questões ligadas a transformações, nitidamente agressivas das famílias e da sociedade, o catolicismo nos últimos 25 anos, pelo menos, vem aumentando o tom das críticas (negativas) sobre as novelas brasileiras.
A Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Renovação Carismática Católica Brasileira (RCC – Brasil) e o Conselho Nacional do Laicato Brasileiro (CNLB), três principais órgãos representativos do clero e dos leigos, têm demonstrado, filosófica, sistemática, dogmática, teológica e biblicamente aos fieis católicos, a importância e os porquês de se deixar de ver novelas. A Rede Canção Nova de Comunicação, ligada à comunidade da Renovação Carismática Católica de mesmo nome, desde quando, em 1997, colocou “no ar” seu sinal via-satélite, tem feito em 4 de suas 10 pregações realizadas no Rincão do Meu Senhor (espaço usado para a realização de palestras), uma série de alertas sobre os males que as novelas produzem na sociedade. Inclusive, no processo para se fazer parte dessa e, de outras comunidades da RCC, o postulante é proibido de ver novelas.
Para Antonio Oliveira Storel, coordenador diocesano do CNLB de Piracicaba-SP, a televisão, em especial as novelas, acabam acompanhando o dia-a-dia do “sujeito pensante”.”É Vale a Pena Ver de Novo, Malhação, Novela das seis, Novela das sete, Novela das oito, Novelas da Rede Record, do SBT, da TV Bandeirantes, as mexicanas da CNT, e , se tivesse novelas no domingo estariam lá acompanhando também e, por aí vai”, ele afirma.
Em 1972, a primeira versão de Selva de Pedra, estrelado pela então namoradinha do Brasil, Regina Duarte, e o ator Francisco Cuoco, registraram um dado surpreendente. O Almanaque da Rede Globo, uma publicação da editora que faz parte do mesmo grupo de comunicação da emissora de TV em que a novela foi exibida, afirma que a novela, obteve, 100% de audiência nacional
As novelas das seis e das oito da Rede Globo, respectivamente, “Escrito nas Estrelas” e “Viver a Vida”, por exemplo, é o exemplo clássico disso. A primeira tem conteúdo espírita, mas é de autoria pseudo-católica. Pois é, Elisabeth Jhin, autora da novela, declarou a imprensa que se diz católica, mas não disse se é praticante ou não.
A doutrina espírita se contrapõe à cristã em um ponto principal. Enquanto o espiritismo acredita na reencarnação (o ser morrerá e poderá voltar em outro corpo), o cristianismo acredita na ressurreição (só morrerá uma vez só). E a bíblia nos ajuda a entender isso. A Carta aos Hebreus, capítulo 9, versículo 27, nos fala que só morreremos apenas UMA vez. O espiritismo nega, pelo menos, outras 39 verdades cristãs católicas, como o respeito ao Papa, a intercessão dos santos e de Maria, etc.
Tão pior quanto uma novela de conteúdo espírita, é uma outra que em todos os seus capítulos deu mostras de como tramas novelísticas podem ser sórdidas de cabo a rabo. Trata-se da novela “Viver a Vida”, do Manoel Carlos, que terminou recentemente. Esse folhetim (nome alternativo para a telenovela) exibido em horário nobre exalou vários cheiros de podridão, ou seja, quem assistiu acompanhou, em alto-relevo, exemplos de contra valores expostos por ela.
Logo no início da trama, Marcos, personagem do ator veterano, José Mayer, trocou um casamento de 30 anos com Teresa (Lílian Cabral) e cujo relacionamento gerou três filhas, entre elas a modelo Luciana (Aline Moraes), que viria a ficar tetraplégica na trama, com a modelo Helena (Thais Araújo), 30 anos mais jovem. Paralelo ao relacionamento com ela, Marcos ainda tem relacionamento com mais duas mulheres, sendo que uma delas – Dora (Giovanna Antonelli) - tem uma filha e tinha envolvimento afetivo com outra pessoa.
A atual novela das “oito”, que na prática é das nove, Passione, é outro caso bizarro de maus exemplos. De acordo com dados do jornal paulista Folha de São Paulo, a personagem da atriz Maitê Proença, só nos primeiros nove capítulos da trama, traiu o marido, a exatas 23 vezes, isso, você leu bem, 23 VEZES.
De acordo com o código penal e para o cristianismo católico, poligamia é, respectivamente, crime e pecado contra a formação familiar. Nos cinco primeiros livros da Bíblia, Deus faz duras considerações sobre isso e a questão do adultério. A lei penal de Moisés, por exemplo, dizia que todo homem e mulher pegos por traição eram condenados por apedrejamento. A legislação mosiática descrita em Lv 20, 10 e Dt 22, 22-24 foi quase aplicada na Parábola da Mulher Adúltera (João 8, 1-10).
Com efeito, as novelas globais e de outras emissoras, querem incitar aos telespectadores a idéia de que trair é “normal”. Talvez você possa estar achando as informações, até agora, aqui descritas são repetitivas. Mas elas têm um propósito alertar as mulheres e homens de que a narrativa novelística pode encantar; seduzir e até viciar.
São justamente os mesmos passos de quem se envolve com o uso de drogas: se encantou, foi seduzido e se viciou. Pois é, minha gente alguns psicólogos trabalham com a idéia de que novela é uma droga, porque entorpece, relaxa, acalma.
Diante desse grave panorama, como disse acima, as novelas são temas recorrentes de debates da CNBB e palestras da RCC. Embora, o alvo seja todos os católicos, a preocupação maior é com os chamados agentes de pastorais que muitas vezes, deixa de participar da programação semanal para assistir novelas.
Muitas vezes padres e pregadores leigos são acusados de interferir na vida e no gosto pessoais dos fieis. Essa acusação é feita pela mídia profana e, também, por alguns freqüentadores da missa de preceito (domingos e festas).Certamente, essas insinuações se devem pela falta de formação. A missão dual (dupla) da Igreja é anunciar e denunciar.
Concluindo que o catolicismo está brigando contra um aparente gigante, lembrando a luta de Davi contra Golias. É um assunto polemico, mas espera-se que esse gigante seja derrubado pela fé e não usando cinco pedrinhas, dentro de uma pequena bolsa. Quem viver, verá!

Depois da JMJ, Vargas Llosa admite que o ocidente precisa do catolicismo

MADRI, 30 Ago. 11 / 01:41 pm (ACI/EWTN Noticias)



Em sua habitual coluna no jornal espanhol El Pais, o ganhador do prêmio Nobel de Literatura, Mario Vargas Llosa, assinalou este domingo que o êxito da recente Jornada Mundial da Juventude em Madrid fez evidente que ocidente necessita do catolicismo para subsistir.

Em seu artigo chamado “A festa e a cruzada”, Vargas Llosa, que se declara agnóstico e é um constante caluniador dos ensinos da Igreja, elogia o espetáculo de Madrid “invadido por centenas de milhares de jovens procedentes dos cinco continentes para assistir à Jornada Mundial da Juventude que presidiu Bento XVI“.

No texto recolhido também em sua edição de hoje pelo jornal vaticano L’Osservatore Romano, Vargas Llosa, nascido no Peru mas de nacionalidade espanhola, afirma que a JMJ foi “uma gigantesca festa de moças e rapazes adolescentes, estudantes, jovens profissionais vindos de todos os lados do mundo a cantar, dançar, rezar e proclamar sua adesão à Igreja Católica e seu ‘vício’ ao Papa”.

“As pequenas manifestações de leigos, anarquistas, ateus e católicos insubmissos contra o Papa provocaram incidentes menores, embora alguns grotescos, como o grupo de energúmenos visto jogando camisinhas em umas meninas que… rezavam o terço com os olhos fechados”.

Segundo Vargas Llosa existem “duas leituras possíveis deste acontecimento”: uma que vê na JMJ “um festival mais de superfície que de entranha religiosa”; e outra que a interpreta como “a prova de que a Igreja de Cristo mantém sua pujança e sua vitalidade”.

Depois de mencionar as estatísticas que assinalam que apenas 51 por cento de jovens espanhóis se confessam católicos, mas só 12 por cento pratica sua religião, Vargas Llosa diz que “desde meu ponto de vista este paulatino declínio do número de fiéis da Igreja Católica, em vez de ser um sintoma de sua inevitável ruína e extinção é, aliás, fermento da vitalidade e energia que o que fica dela –dezenas de milhões de pessoas– veio mostrando, sobre tudo sob os pontificados de João Paulo II e Bento XVI”.

“Em todo caso, prescindindo do contexto teológico, atendendo unicamente a sua dimensão social e política, a verdade é que, embora perca fiéis e encolha, o catolicismo está hoje em dia mais unido, ativo e beligerante que nos anos em que parecia prestes a rasgar-se e dividir-se pelas lutas ideológicas internas”.

Vargas Llosa se pergunta se isto é bom ou mau para o secularismo ocidental; e responde que “enquanto o Estado seja laico e mantenha sua independência frente a todas as igrejas”, “é bom, porque uma sociedade democrática não pode combater eficazmente os seus inimigos –começando pela corrupção– se suas instituições não estiverem firmemente respaldadas por valores éticos, se uma rica vida espiritual não florescer em seu seio como um antídoto permanente às forças destrutivas”.

“Em nosso tempo”, segue Vargas Llosa, a cultura “não pôde substituir à religião nem poderá fazê-lo, salvo para pequenas minorias, marginais ao grande público”; porque “por mais que tantos muito brilhantes intelectuais tentem nos convencer de que o ateísmo é a única conseqüência lógica e racional do conhecimento e da experiência acumuladas pela história da civilização, a idéia da extinção definitiva seguirá sendo intolerável para o ser humano comum, que seguirá encontrando na fé aquela esperança de uma sobrevivência além da morte à qual nunca pôde renunciar”.

“Crentes e não crentes devemos nos alegrarmos pelo ocorrido em Madrid nestes dias em que Deus parecia existir, o catolicismo ser a religião única e verdadeira, e todos como bons meninos partíamos de mãos dadas ao Santo Padre para o reino dos céus”, conclui.

Aqui eu comento: É muito bom essa entrevista, pois, demonstra que a Jornada fez com que começasse, mesmo de forma tímida, a mudar certos conceitos seculares e certos pensamentos ateus e agnósticos.

A Ditadura do Laicismo

Por Prof. Dr. Ives Gandra da Silva Martins





"UMA ÚNICA senhora -que, certamente, no dia de comemoração do nascimento de Cristo, ofertará a seus filhos e familiares presentes natalinos- e a Corte Europeia de Direitos Humanos, constituída de juízes não italianos -e que também, em homenagem ao Natal, não funcionará no dia 25 de dezembro-, impuseram à nação italiana, berço do cristianismo universal, contra a opinião de dezenas de milhões de pessoas que lá vivem, a retirada dos crucifixos de suas escolas públicas.

Os próprios juízes daquela corte, que decidiram contra a presença dos crucifixos -símbolo integrante da cultura da esmagadora maioria dos cidadãos italianos-, certamente também festejarão as festas natalinas, presentearão familiares e amigos e comemorarão a data de confraternização mundial por excelência, talvez a mais importante para a difusão da paz e da fraternidade entre os povos.

A contradição hipócrita entre a eliminação dos crucifixos e a comemoração do Natal -signos que lembram a morte e o nascimento de Jesus Cristo- é evidente, demonstrando a falta de razoabilidade da decisão da Corte Europeia de Direitos Humanos, por impor aos italianos a vontade de uma única pessoa.

Não cogitou, entretanto, de instituir a proibição dos feriados natalinos a todos os países da Europa.

Esse e outros episódios que vão se multiplicando pelo mundo estão a atestar que os valores do cristianismo incomodam, hoje, como incomodaram, nos primeiros 300 anos, os detentores do poder no Império Romano, cujo padrão de comportamento moral não serviria de lição para nenhuma escola de governantes.

Para o referido órgão decisório, acostumado a condenar todos aqueles que, na sua preconceituosa visão laicista, ferem seu conceito amesquinhado de dignidade humana, realmente a figura do crucifixo deve perturbar, pois, como julgador, Cristo, na cruz, não só absolveu todos os que o condenaram mas também aquele criminoso (Dimas) que com ele foi crucificado. E, para essa corte, acostumada a condenar, a figura de um juiz que absolve é perturbadora, como lembra Américo Lacombe.

O certo é que há uma minoria, com forte influência política, que busca solapar os valores éticos e culturais do cristianismo a título de impor a ditadura do ateísmo, segundo a qual, num Estado laico, apenas os que não têm religião podem se manifestar, impor as suas regras e exigir que todos os que acreditam em Deus se submetam à tirania agnóstica.

A decisão, por outro lado, fere um princípio fundamental, o da subsidiariedade no direito europeu, pelo qual todas as questões que podem ser decididas de acordo com a tradição, os costumes e a legislação locais não devem ser levadas às cortes da comunidade, pois dizem respeito exclusivamente ao direito interno de cada país.

Bem por isso a decisão referida está recebendo fortes críticas, correndo sérios riscos de não ser cumprida em um país no qual até mesmo leis que contrariam seus costumes são de difícil cumprimento.

No Brasil, o Conselho Nacional de Justiça, em resolução tomada por 12 votos e uma abstenção, deliberou que, nos tribunais, caberá a cada magistrado decidir, de acordo com suas convicções, a manutenção ou não do crucifixo na sala de julgamentos. E uma tentativa do Ministério Público de retirar os crucifixos desses recintos foi rejeitada pelo Poder Judiciário.

Se a Turquia vier a ingressar na União Europeia -já estando avançadas as tratativas nesse sentido-, certamente a Corte Europeia não terá coragem de proibir, diante de possíveis reações "talebanísticas", os símbolos da cultura e da crença islâmica nas sessões de julgamento.

Os valores do cristianismo sempre incomodaram. Embora sem a virulência dos tempos dos mártires do coliseu, a reação dos que querem impor sua maneira de ser é a mesma.

Trata-se de uma visão deturpada do Estado laico. Este não é um Estado sem Deus, mas um Estado em que a liberdade de pensar é plena e não pode reputar-se ameaçada pelo respeito às tradições do povo e do país. Numa democracia, é a maioria que deve decidir os seus destinos. E a maioria acredita em Deus."


Aqui eu, Leniéverson, comento, há um texto do jornalista Rodrigo Gallo escrito para a Revista Filosofia, da Editora Escala , onde ele afirma que Ives Gandra, um dos mais renomados juristas do Brasil disse a ele que o "laicismo pressupõe um Estado sem religião oficial, onde o poder político não tem relação alguma com a religião e cada indivíduo fica livre para escolher suas próprias crenças, sem interferências ou represálias por parte dos aparelhos estatais".Das duas, uma, ou o Doutor Ives Gandra tem o hábito de mudar o discurso a torto e a direito ou o jornalista Rogério Gallo adotou a técnica de pinçar uma frase e deturpar o contexto.Sabem, né?Quem conta um conto, sempre aumenta um ponto, para se criar ou reforçar uma ideologia de contraponto a certos valores considerados por alguns de conservadores.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Bento XVI: Sem missa não há «verdadeiros cristãos»


Papa nomeia representantes para sexto centenário do milagre de Ludbreg, congresso eucarístico italiano e mil anos da abadia de Cava



Cidade do Vaticano, 30 ago 2011 (Ecclesia) – Bento XVI salientou as implicações espirituais e caritativas da missa nas cartas de nomeação dos seus enviados às celebrações dos 600 anos do milagre de Ludbreg, na Croácia, e ao congresso eucarístico italiano que vai decorrer em Ancona.

“Sem a Eucaristia não podemos ser verdadeiros cristãos e a própria Igreja não pode construir-se para a salvação do homem”, escreveu o Papa no documento de nomeação do cardeal eslovaco Josef Tomko como seu delegado nas comemorações que este domingo assinalam o sexto centenário do milagre.

A 4 de setembro de 1411 um padre que presidia à eucaristia questionou em silêncio se Cristo estaria presente no pão e no vinho com que celebrava a missa, e logo após as palavras de consagração o conteúdo do cálice que tinha entre mãos transformou-se em sangue.

Na viagem à Croácia realizada a 5 de junho, Bento XVI referiu-se ao milagre que continua a produzir efeitos, de acordo com testemunhos de fiéis que ao longo dos séculos se têm afirmado curados enquanto rezam diante da relíquia com sangue.

Na missiva em que designa o cardeal transalpino Giovanni Battista Re como seu enviado ao 25.º congresso eucarístico italiano, que começa no sábado, o Papa sublinha a importância do “Sacramento da Caridade na vida e na obra de cada crente”.

O Papa, que vai estar presente no encerramento do encontro, a 11 de setembro, decidiu também fazer-se representar através do cardeal italiano Renato Raffaele Martino nas comemorações dos mil anos da abadia da Santíssima Trindade de Cava, no sul de Itália, marcadas para este domingo.

RM

Nota do Blog: Domingo sem missa, semana sem graça, diz um velho,mas sempre atual ditado.Não é possível ao cristão, entender o ser católico sem estar diante da eucaristia, da comunhão entre os irmãos, sem desejar participar da atualização do sacrificio do altar, do cordeiro, da Morte e Ressurreição de Cristo.

domingo, 28 de agosto de 2011

Sou batizado como católico, mas não preciso ir à Igreja para demonstrar a minha fé.


Leniéverson Azeredo Gomes


Ninguém é uma ilha solitária em si mesma. Os primeiros cristãos entendiam muito bem isso, podendo ser verificado na narrativa dos Atos dos Apóstolos, capítulo 2, nos versículo 42,44 e 46. Os três versículos nos mostram que uma das virtudes dessa comunidade era busca pela unidade e o prazer que cada integrante tinham ao comparecer no Templo.
A palavra Igreja, retoma anaforicamente, ou seja, o parágrafo anterior, quando analisamos o seu sentido etimológico (origem da palavra).De acordo, com o livro “A Igreja do Povo de Deus, escrito pelo Frei Batistini, o termo Igreja, vem do grego Ecclesia, que significa união, reunião, assembléia religiosa do Povo de Deus. Para Batistini, ela, a Igreja é o Povo de Deus em marcha a casa do Pai.Esse povo de Deus, acrescenta Batistini são aqueles que receberam o Santo Sacramento do Batismo.
De fato, o Batismo, automaticamente, nos liga a uma rede de fiéis, obviamente, também, batizados em todo o mundo. Com efeito, dizer que, após ser batizado na Igreja Católica, pode-se viver a fé, em casa de forma solitária, sem precisar ir ao Templo Santo, é, com todas as letras, um ledo engano, pois a pessoa não fará parte do elemento visível ou do corpo de fiéis da Igreja Católica Romana.
No evangelho de São João, capitulo 17, versículos 20 seguintes, mostra Jesus exigindo pela união daqueles que acreditavam n´Ele, quando deseja que “todos sejam um, assim como o Pai, Deus, está n´Ele, Jesus, e o Pai n´Ele, de forma que, o mundo creia que tu, Deus, me enviaste..Ao implorar isso, Jesus queria dizer que, com essa união dos fíéis, resultasse em perfeição e, a partir dessa perfeição, todos pudessem ver a Shekinah – a glória concedida por Cristo.
Até mesmo, quando Jesus mandava seus discípulos e os demais seguidores em missão, os enviava de dois em dois, nunca evangelizar sozinho. Essa era sabedoria divina, quando dois ou mais estiverem em nome de Cristo, o mesmo Cristo estará no meio desses dois ou mais seguidores fiéis.
O Filho de Deus tinha esse raciocínio porque compreendia que os crentes reunidos, viviam na comunhão dos santos. De acordo com Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 948, a comunhão dos santos, inserida na oração do Creio, significa que a assembléia de fiéis é alimentada pelo Corpo e Sangue de Cristo a fim de crescer na comunhão do Espírito Santo (Koinonia) e comunicá-lo ao mundo, como paráclito e consolador.
Portanto, não dá para entender, porque um crente quer professar a sua fé de forma isolada, preferindo falar com Deus recluso em sua própria casa?Seria fobia social? Mas antes é preciso entender o que vem a ser isso. Segundo o Wikipedia, fobia social é, nada mais, nada menos quando o portador dessa fobia precisa interagir com outras pessoas, realizar desempenhos sob observação ou participar de atividades sociais. Tudo isso ocorre até o ponto de interferir na maneira de viver de quem a sofre.
Grosso modo, os que costumam rezar só em casa, não tem um quadro de fobia social, muito pelo contrário, trabalham em grupo, tem uma vida social bastante ativa. O problema se resume apenas a vida de fé.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Deus nas Escolas


Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues
Arcebispo de Sorocaba - SP


"O Estado é laico. E é muito bom que seja assim. Sua laicidade é necessária até mesmo para preservar a liberdade religiosa e todo legítimo pluralismo. O Estado laico pode assim servir melhor a sociedade, sua razão de ser. A sociedade não é laica, ela se constitui pela convivência de várias instituições, inclusive pela convivência de várias religiões, todas elas empenhadas em responder ao apelo religioso que mora nas profundezas do ser humano.

Na sociedade devem connviver harmoniosamente pessoas religiosas e pessoas não religiosas. O respeito à diversidade é condição “sine qua” de uma verdadeira democracia. A sociedade é feita de espaços diversos. Há o espaço religioso e há o espaço secular. Não se opõem, embora sejam distintos. Também as pessoas religiosas sabem disso. Procuram, entretanto, levar as questões da existência-no-mundo para dentro do espaço religioso, bem como procuram fecundar a vivência secular, sem desnaturá-la, com os valores bebidos na experiência religiosa.

A experiência cristã católica da Eucaristia, por exemplo, onde nos encontramos com Deus de uma forma muito profunda, é uma vivência religiosa que nos impele a levar para o espaço secular – educação, economia, omunicação, etc... - o sentido da solidariedade e da fraternidade como valores fundamentais para a construção da justiça e da paz social. Se posso levar para dentro da celebração religiosa as questões vividas no espaço secular, posso também explicitar no espaço secular, sem desnaturá-lo, a dimensão religiosa da existência que é para mim de fundamental importância. Respeitadas as diferenças de credo, pergunto: seria violentar a natureza de uma escola iniciar as aulas com uma prece a Deus, pedindo suas luzes para a boa convivência dos estudantes e a graça de um real empenho em aprender? Curioso que haja pessoas que, em defesa da liberdade e da laicidade do Estado, aceitem que um professor defenda o ateísmo, ainda que disfarçadamente, e recriminem a outros que manifestem sua crença em Deus. Nesse contexto gostaria de levantar a questão do ensino religioso nas escolas públicas. O Estado é laico e deve ser. A sociedade é plural. O Estado não é o dono das escolas mantidas com os impostos que a sociedade generosamente lhe entrega para que em seu nome os administre.

O Estado, quando se sente dono da educação, transforma-a em instrumento de uma ideologia totalitária. Um grupo se apossa do Estado e se considera o portador da verdade total sobre o ser humano. O Estado, portanto, não pode impor um modelo de educação que contarie os valores de que a sociedade se nutre para se manter coesa e solidária. Nesse sentdio nossa Constituição dispõe que o ensino reliogioso deve ser oferecido pela Escola, sendo a matrícula opcional da parte dos estudantes e/ou de suas famílias. Nada mais democrático. Hoje, mais que ontem, as escolas estão necessitadas da presença da família e necessitadas de uma orientaçào religiosa que motive a vivência fraterna como fundamento do processo de crescimento da pessoa. Mais que nunca é necessária a presença de Deus nas escolas, sobretudo nas públicas. Interessante observar que, na Alemanha, onde a Social Democracia já ocupou por longo período o governo, o ensino religioso confessional é disciplina curricular do primário até o segundo grau.

A Constituição da Federação Alemã garante aos pais o ensino aos seus filhos na sua própria confissão. Quem não quer que os filhos participem declaram-no na diretoria para que participem de outra disciplina. Mesmo se, em toda Alemanha, a secularização, o consumismo, até a descristianização, e - com a presença crescente de imigrantes mulçumanos – a multiculturalidade aumenta, na parte ocidental da Alemanha o Ensino Religioso continua bem organizado e funciona bem.

Democracia de verdade é assim: as escolas estão a serviço da sociedade e não da ideologia – religiosa ou atéia – de um grupo no poder. Não pode ser o Estado a ditar os valores que devem orientar a educação das crianças e da juventude, mas a sociedade como um todo, devendo as Escolas oferecer aos estudantes o conhecimento científico e os valores morais que devem reger a vida social bem como o ensino religioso de acordo com a tradição da família de onde procede o estudante. O ensino religioso deve ser o espaço de formação correta da dimensão religiosa da pessoa dentro de sua tradição. Existem também na Alemanha Universidades Federais com Faculdades de Teologia, algumas com duas, uma Católica, outra Luterana.

Conclusão: não ensina democracia a Escola que exclui de seu currículo e de sua vivência a dimensão religiosa, vivida na família e na comunidade. Negar no espaço secular a presença efetiva da experiência religiosa e do ensino a ela relacionado atenta contra o direito da família e das comunidades religiosas de que seus filhos recebam na escola uma educação integral. Se algum dia toda a sociedade se tornar atéia, seja banido o ensino religioso das escolas. Tanto quanto o fundamentalismo religioso é perverso o fundamentalismo laicista".


Comentário do Blog: Eu costumo dizer que se os pais não quer matricular sua prole num colégio com ensino religioso ou tem algum tipo de problema com religião que matriculem em uma escola 'laica', e deixe o ensino confessional em paz.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Papa revela lema da Jornada Mundial da Juventude no Rio


Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI


Evento terá como mote a frase: 'Ide e fazei discípulos em todas as nações'
O papa Bento XVI revelou nesta quarta-feira o lema da próxima Jornada Mundial da Juventude, que será realizada daqui a dois anos no Rio de Janeiro: "Ide e fazei discípulos em todas as nações".

Na tradicional audiência das quartas-feiras, o papa aproveitou ainda para avaliar sua participação na Jornada Mundial da Juventude de Madri, realizada no último final de semana. O pontífice descreveu sua participação como "um grande dom que dá esperança ao futuro da Igreja". Bento XVI continuou: "Foi um ato emocionante, onde 2 milhões de jovens viveram com alegria a formidável experiência da fraternidade e do encontro com o Senhor".

O papa ainda agradeceu todos os que se empenharam para o sucesso do evento e mostrou seu reconhecimento aos integrantes da Igreja do último país-sede, além das autoridades, instituições e associações da Espanha. Bento XVI expresso seu desejo de que este evento eclesial tenha feito crescer e despertar as vocações entre os jovens.

Segundo o papa, "para os jovens provenientes de todos os cantos da terra esta foi uma ocasião para refletir, dialogar, trocar experiências, rezar e renovar o empenho de uma vida em Cristo". O pontífice relembrou as diferentes celebrações que participou e destacou o "entusiasmo" da acolhida no primeiro dia de estadia na Praça de Cibeles.
Fonte: Revista Veja

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Evangelho (Mateus 13,44-46)

Terça-Feira, 23 de Agosto de 2011
Santa Rosa de Lima


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44“O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Foto reflexiva.


Representante da marcha laica tentando convencer (piada) uma peregrina de que o laicismo é melhor que o cristianismo .

Observem a multidão para ver o papa em Madri.


Nós somos a juventude do Papa!!!

Vídeo do anúncio do Rio de Janeiro, como sede da próxima Jornada Mundial da Juventude em 2013, feito em Madrid pelo papa Bento XVI.



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Crítica a reportagem da "Folha Universal" do dia 31 de julho.


Trecho da matéria da Folha Universal


Vejamos o que diz um texto do Massimo Introvigne, Sociólogo da religião, representante da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) para a luta contra o racismo e as discriminações contra os cristãos, sobre o Anders Behring Breivik, o autor do massacre:

"
Breivik, o terrorista de Oslo. Uma ideologia identitária, mas não fundamentalista.



A horrível tragédia de Oslo pede, em primeiro lugar, respeito e oração pelas vítimas, depois, uma reflexão sobre as medidas de monitoramento que também sociedades, como aquela escandinava, que mantém seu caráter "aberto", hoje não podem deixar de adotar em face das numerosas e múltiplas formas de terrorismo. Entre essas medidas, no entanto, não pode e não deve haver uma estigmatização dos "fundamentalistas cristãos", pintados como criminosos e terroristas potenciais. É realmente lamentável que a polícia norueguesa, imediatamente abordada pela mídia de todo o mundo, tenha apresentado inicialmente o terrorista Anders Behring Breivik como um cristão fundamentalista, e que na Itália alguns meios de comunicação designaram mesmo -falsamente -como católico.

O incidente mostra simplesmente como hoje "fundamentalista" é uma palavra usada de maneira ampla e imprecisa para designar qualquer pessoa com idéias extremistas ou genericamente "de direita", e uma referência, mesmo que vaga, ao cristianismo. Daí surge facilmente o fenômeno social da "culpabilidade por associação", pela qual qualquer cristão que seja, por exemplo, contra o aborto ou o reconhecimento das uniões homossexuais se torna um fundamentalista e, uma vez que o atentado de Oslo foi atribuído a um adepto do fundamentalismo, até mesmo um terrorista em potencial. Apenas alguns dias antes do atentado de Oslo, o Observatório sobre a Intolerância e Discriminação contra os Cristãos de Viena tinha enviado aos responsáveis pelo projeto RELIGARE, uma pesquisa sobre a Europa multi-religiosa financiada pela Comissão Européia, um denso memorando sobre os perigos do uso do termo "fundamentalismo" que se torna um instrumento de discriminação anti-cristã.

A expressão "cristão fundamentalista", é claro, tem um significado preciso. Remonta à publicação nos Estados Unidos, entre 1910 e 1915, do livreto The Fundamentals, uma crítica militante da teologia protestante liberal, do método histórico-crítico na interpretação da bíblia e do evolucionismo biológico. Um fundamentalista é um protestante -de costume, entre outras coisas, muito anti-católico -que insiste em uma interpretação literal e tradicional da bíblia, recusando qualquer abordagem hermenêutica que leve em conta as ciências humanas modernas, e desta interpretação deduz princípios teológicos e morais ultra-conservadores.

Anders Behring Breivik não é um fundamentalista. Podemos saber muitas coisas de suas idéias através de seu perfil do Facebook -excluído, mas não antes de alguém tê-lo salvo e colocado online -, de mais de sessenta páginas de intervenções no site anti-islâmico norueguês document.no, também disponível em inglês ,e, sobretudo, de seu livro de 1500 páginas 2083 -Uma declaração de independência européia, assinado por "Andrew Berwick", enviado a uma série de amigos e jornais em 22 de julho, a poucas horas do massacre, e divulgado na internet em 23 de julho por Kevin Slaughter, um ministro ordenado na Igreja de Satanás, fundada por Anton Szandor LaVey (1930-1997) na Califórnia, que tem hoje no mundo o maior número de seguidores na Escandinávia.

Já de sua página no Facebook surge como um interesse principal de Breivik a Maçonaria. Quem visitou o perfil de Breivik no Facebook era surpreendido por uma fotografia [acima, à direita] que o apresentava, com um avental maçônico, como um membro de uma loja de São João, que é uma das lojas que administram os três primeiros graus da Ordem Norueguesa dos Maçons, a Maçonaria regular na Noruega. Breivik faz parte da Søilene, uma das lojas de São João desta ordem em Oslo, o que, evidentemente, não tem, em si, nada a ver com o atentado. Estas lojas praticam o chamado rito sueco, que requer dos membros a fé cristã. Mas nenhum fundamentalista protestante espalha suas fotografias em trajes maçônicos: o fundamentalismo, pelo contrário, é fortemente hostil à Maçonaria. Nem se trata de um interesse no passado: a fotografia foi publicada em 2011 e já em 2009 em document.no Breivik propôs uma coleta de fundos "para a minha loja".

Acrescentamos que mesmo a paixão Breivik pelo RPG online World of Warcraft e por uma série de televisão sobre vampiros um tanto grosseira, Blood Ties, bem como a amizade declarada com o gestor do principal site pornográfico norueguês, "não obstante a sua moral em frangalhos" -para não mencionar o fato de que um dos destinatários do seu memorial é um satanista -são todos traços que seriam absurdos para um fundamentalista cristão. Os tons recordam, se alguma coisa, Pim Fortuyn (1948-2002), o político homossexual holandês fundador de um movimento populista anti-islâmico. Se uma parte do livro aprecia a família tradicional, noutra Breivik diz considerar o aborto aceitável -embora em um número limitado de casos -e revela também ter "reservado dois mil euros que pretendo gastar com uma escolta de alta qualidade, um verdadeiro modelo, uma semana antes da execução de minha missão [de terrorismo]".

Os textos -que revelam grandes, embora desordenadas, leituras -não parecem os de um simples louco, mesmo que haja traços de megalomania e contradições evidentes. A principal preocupação de Breivik não é a religião, mas o combate ao Islã que ameaça, segundo ele, devastar a Europa -ainda mais um país pequeno como a Noruega -com a imigração. Estas idéias não são, naturalmente, muito originais -e alguns dos autores citados por Breivik, dos quais propõe no livro 2083 uma espécie de longa antologia, são absolutamente respeitáveis -mas a teoria é declinada com tons que às vezes se tornam racistas e paranóicos.

O objetivo primeiro de Breivik é parar o Islã -daí a sua aversão pelo governo norueguês, tido como favorável a uma imigração muçulmana indiscriminada -e para isso procura aliados em qualquer lugar. Ele relatou que tinha escolhido voluntariamente ser batizado e crismado na Igreja Luterana norueguesa há 15 anos -rica e agnóstica, sua família o deixou livre para escolher -mas estava convencido de que a comunidade protestante estava quase morta e tinha sucumbido à ideologia multi-culturalista e filo-islâmica. Em um primeiro momento, escreve, os protestantes deveriam se unir à Igreja Católica. Mas mesmo a Igreja Católica já se vendeu ao Islã quando o Papa atual decidiu continuar o diálogo inter-religioso com os muçulmanos. Breivik ameaça Bento XVI, escrevendo que ele "abandonou o cristianismo e os cristãos europeus e deve ser considerado um Papa covarde, incompetente, corrupto e ilegítimo". Uma vez eliminados os protestantes e o Papa, poderá ser organizado um "Grande Congresso Cristão Europeu", do qual nascerá uma "Igreja Européia" completamente nova, identitária e anti-islâmica.

Se Breivik tem um inimigo, o Islã, também tem um amigo -imaginário, porque não parece ter havido grandes contatos diretos -: o mundo judaico, que considera o mais seguro baluarte anti-muçulmano. O terrorista mostra um verdadeiro culto ao Estado de Israel e suas forças militares, o que corresponde a um profunda aversão aos nazistas. "Se há uma figura que odeio -escreve ele -é Adolf Hitler [1889-1945: e sonha viajar no tempo para ir ao passado e matá-lo. É verdade que se inscreveu em um fórum neo-nazista na internet, mas o fez para tentar convencê-los que, se algumas idéias do führer sobre a primazia étnica dos ocidentais eram justas, o erro gritante foi o de não compreender que os ocidentais mais puros e nobres são os judeus, e que se quisesse exterminar alguém, o nazismo deveria, em vez, ir prender os muçulmanos no Oriente Médio.

Uma referência freqüente, no entanto, é feita à inglesa English Defence League -com a qual parece ter tido contatos diretos -um movimento anti-islâmico "de rua" que é regularmente acusado de ser racista, e que na mesma medida contesta essa acusação e critica o neo-nazismo. Breivik escreve que o multiculturalismo é uma forma de racismo e que "não se pode combater o racismo com racismo". O nazismo, o comunismo e o islamismo são para Breivik três faces da mesma doutrina anti-ocidental, e todas as três deveriam ser proibidas. Mas a ênfase está sempre na luta contra o Islã. Qualquer inimigo dos muçulmanos, atual ou potencial, torna-se um possível aliado: assim os ateus militantes, bastante difundidos na Noruega, que Breivik convida a combater o Islã e não só o cristianismo; assim os homossexuais, a quem observa que, em um mundo dominado por muçulmanos, serão perseguidos.

Não surpreende nem mesmo o contato com a Igreja de Satanás, que prega uma forma de satanismo "racionalista" que louva a supremacia dos fortes sobre os fracos e as virtudes do capitalismo selvagem segundo a teoria da escritora norte-americana Ayn ​​Rand (1905-1982), citada muitas vezes pelo terrorista, e que na Escandinávia se preocupa voluntariamente com os imigrantes. Mesmo os ciganos, de acordo com Breivik, seriam escravizados na Índia e reduzidos à sua condição atual de miséria não pela população hindu -- como ensina a historiografia majoritária -- mas pelos muçulmanos. Portanto -- outra característica que o distingue e muito da extrema direita européia --, Breiviki se mostra de certa forma favorável aos ciganos, incita-os a combater o Islã e até mesmo lhes promete um Estado livre e independente em sua nova Europa.

Um tom "religioso" pode ser encontrado se muito em sua defesa fervorosa dos judeus e do Estado de Israel. Este é um tema que também surge em alguns grupos protestantes fundamentalistas -- com base na idéia de que Israel é um Estado desejado por Deus em vista do fim do mundo --, mas os acentos de Breivik são diferentes. Embora não existam referências diretas, recordam irresistivelmente a ideologia anglo-israelita, nascida no século XIX na Grã-Bretanha e muito difundida na Escandinávia, especialmente nos círculos maçônicos, segundo a qual os habitantes do norte da Europa são também eles "hebreus", descendentes da tribo perdida de Israel: o nome "danesi" ["dinamarquês"], por exemplo, indicaria a tribo de Dan. O movimento anglo-israelita se dividiu no século XX em duas seções. A majoritária, às vezes violenta e responsável por atentados nos Estados Unidos, sustenta que os europeus do norte são hoje os únicos "hebreus" autênticos. Os que se dizem hebreus, em Israel e em outros lugares, não os são etnicamente, já que seriam em maioria cazares, membros de uma tribo centro-asiática convertida ao judaísmo nos séculos VIII e IX. Daí uma aversão do "movimento da identidade" de origem anglo-israelita a Israel e seus laços com grupos anti-semitas e neo-nazistas.

Mas -se esta vertente do anglo-israelismo predomina nos Estados Unidos -no Norte da Europa ainda está presente uma vertente mais antiga, para a qual os judeus tal como os conhecemos hoje são verdadeiros herdeiros da tribo de Judá, que esperam para se reunir com seus irmãos anglo-saxões e escandinavos da tribo perdida. Quem mantém esta visão considera, então, os norte-europeus como irmãos dos judeus e, longe de ser anti-semita, defende de forma ardente o judaísmo e o Estado de Israel.

De acordo com o seu livro, o terrorista fundou em 2002, em Londres, uma ordem neo-templária que se une a muitas já existentes, os Pobres Soldados de Cristo e do Templo de Salomão (PSCTS), inspirado não só nos templários católicos medievais, mas especialmente nos graus Templários da Maçonaria -uma organização elogiada por Breivik por seu "papel essencial na sociedade", embora a considerando incapaz de passar à necessária ação militar -, aberta a "cristãos, cristãos agnósticos e cristãos ateus", ou seja, a todos que reconhecem a importância das raízes culturais cristãs, "mas também das raízes judaicas e iluministas", para não citar as "nórdicas e pagãs", para se opor aos verdadeiros inimigos que são o Islã e a imigração.

Entre essas referências ecléticas, o cristianismo não é dominante. Ele cita muitos autores, mas o seu pai espiritual é o anônimo blogueiro norueguês anti-islâmico "Fjordman", que em 2005 tinha um milhão de leitores, mas que fechou seu blog sem nunca ter sido identificado. Breivik republica um ensaio dele, segundo o qual, depois da Idade Média, o Cristianismo -cujos únicos aspectos positivos eram de origem pagã -se tornou para a Europa "uma ameaça pior do que o marxismo".

Os "justiceiros templários" de Breivik deveriam operar em três fases de "guerra civil européia". Na primeira (1999-2030), deveriam despertar a consciência adormecida dos europeus mediante "ataques das células clandestinas", desencadeando a "ação de grupos que utilizam o terror": grupos pequenos, inclusive de uma ou duas pessoas. Na segunda (2030-2070), deve-se passar à insurreição armada e aos golpes de Estado. Na terceira (2070-2083), à verdadeira guerra contra os imigrantes muçulmanos. Breivik é consciente de que os ataques da primeira fase transformarão os conspiradores em terroristas odiados por todos, mas esta é a forma do "martírio templário" que ele busca.

Os objetivos dos ataques iniciais são os partidos políticos: o Partido Trabalhista Norueguês, em primeiro lugar, mas também aponta contra quatro partidos italianos (PDL, PD, IDV, UDC) que boicotariam de diferentes modos a guerra contra o Islã e a imigração. Na Itália, haveria 60 mil "traidores" a atingir, inclusive através de ataques a refinarias para danificar a estrutura energética italiana. Dezesseis refinarias italianas, de Trecate (Novara) a Milazzo, são listadas como objetivos estratégicos. Até ao Papa Bento XVI são dirigidas frases ameaçadoras. Ainda segundo o livro 2083, o número de simpatizantes potenciais italianos seria também de 60 mil: mas estes não se encontrariam nem na Liga nem na La Destra, que Breiviki examinou considerando suas críticas anti-imigrações muito tímidas e, portanto, no final, "contraproducentes". Como sou um de seus Representantes, preocupa-me também a reprodução de um artigo que indica a OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) como uma organização internacional filo-islâmica e perigosa.

A questão talvez mais importante é se Breivik está escrevendo um romance no estilo do sueco Stieg Larsson (1954-2004) ou descrevendo uma realidade quando diz que a sua ordem de justiceiros templários conta com membros em vários países europeus e está em contato com aqueles que o mundo chama de "criminosos de guerra" sérvios seguidores de Radovan Karadzic, que para ele, pelo contrário, são heróis que procuraram libertar os Balcãs do Islã. Outras particularidades autobiógrafas do livro que pareciam improváveis -a presença em sua família de diplomatas, a freqüência desde jovem em escolas de elite -foram confirmadas pela polícia norueguesa. A própria polícia deverá determinar se o nascimento da ordem neo-templária, os contatos com os criminosos de guerra sérvios e uma viagem para a Libéria para ser treinado por um deles, "um dos maiores heróis europeus", antes de fundar a ordem com oito companheiros em Londres em 2002, são fragmentos da imaginação de Breivik ou episódios realmente ocorridos. O que é certo é que um terço de seu livro -um verdadeiro e próprio manual terrorista, acompanhado por um diário sobre a preparação do atentado -revela o conhecimento detalhado em matéria de armas, explosivos, da nova técnica terrorista chamada "open source warfare", que pode ser colocada em prática até por grupos muito pequenos, e de vestimentas à prova de balas -inclusive meias, detalhe muitas vezes esquecido e ao qual Breivik dedica várias páginas -difíceis de obter, mesmo a Internet fazendo maravilhas, por alguém que nem mesmo fez o serviço militar.

Breivik escreve sempre em tom de paranóia. Mas -se quisermos, como se diz, encontrar um método em sua loucura -devemos procurar o fio condutor principal de um populismo anti-islâmico que até agora raramente tinha conhecido formas violentas, e um secundário em uma solidariedade quase mística entre identidade nórdica e hebraica-israelita, que tem as suas raízes em antigas teorias esotéricas e maçônicas das quais Breivik é um amante. A única coisa certa é que o cristianismo -"fundamentalista" ou não -tem pouco a ver, se não como um entre os muitos improváveis aliados que o terrorista imaginava recrutar para a sua batalha violenta contra a imigração islâmica."

Nota do Blog: Mássimo Introvigne, é o fundador e diretor do Centro de Estudos de Novas Religiões (CESNUR), uma rede internacional de estudiosos dos novos movimentos religiosos. Em 2011 foi nomeado pela OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) Representante de Combate ao racismo, xenofobia e discriminação, com particular atenção para a discriminação contra os cristãos e membros de outras religiões. Introvigne é membro da Seção de Sociologia da Religião da Associação Italiana de Sociologia e é autor de mais de sessenta livros, incluindo a Enciclopédia das Religiões na Itália, e centenas de artigos no campo da sociologia das religiões.Portanto, ele é um especialista em religião e afirmou peremptoriamente que o atirador da Noruega, não era católico.Alias a Noruega, noventa por cento dos habitantes são luteranos de uma Igreja estatal.Há sites que falam que Anders é maçom, então chega-se a conclusão de que a reportagem da Folha Universal é mal feita, fontes mal checadas e altamente tendenciosa.

BISPO DE CAMPOS: POLÍTICO DEVE SER ÉTICO, ÍNTEGRO E IMPESSOAL.


Bispo Dom Roberto Francisco Ferrería Paz

A Igreja Católica, que na eleição presidencial do ano passado se posicionou sobre temas polêmicos, teve grupos apoiando candidaturas e realizou debates na TV Canção Nova, vai participar ativamente da eleição de 2012 em Campos. Quem garante é o Bispo Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, nomeado recentemente como titular da Diocese de Campos. Evitando falar sobre nomes, ele afirmou que a Igreja Católica “pode estimular o surgimento de políticos que se preocupem com o bem estar social e deixem de lado as promessas baratas e o fisiologismo”. Sobre as últimas administrações municipais, ele opinou: “Nos parece que em Campos o tipo de política segue um viés um tanto quanto fisiológico, nem sempre atrelado a princípios e valores”.
Para o Bispo, é possível estimular o surgimento de políticos éticos, íntegros e que atuem de forma impessoal.
— Temos que reconhecer que atualmente não temos quadros que reúnam essas qualidades. Porém, não podemos ficar nos queixando. Existe em nossa Igreja a vontade de contribuir para a formação de homens públicos íntegros — afirmou Dom Roberto, que em Porto Alegre participou da elaboração de Leis em parceria com a Assembléia Legislativa. “Em Porto Alegre apoiei uma Lei que visava integrar as culturas. Também participei da elaboração da Lei da Solidariedade e também defendi as Áreas Integradas de Segurança. Na verdade, são como as UPPs do governo estadual do Rio. Porém, aqui no Rio, elas ficaram nas mãos da Polícia. Lá em Porto Alegre a Igreja Católica defendeu uma ocupação mais humana”, frisou.
Demonstrando um amplo conhecimento sobre os quadros políticos da planície goitacá, o Bispo evitou citar nomes, mas falou sobre o papel da Igreja Católica na eleição do próximo ano. “Vamos trabalhar por reformas importantes, pela ficha limpa e por mecanismos de controle que ajudem no combate a corrupção. Teremos uma escola da cidadania em Campos para formar católicos que possam ter bagagem ética e capacitação política. Não só para candidaturas, mas também para participar dos Conselhos paritários”, explicou o Bispo, afirmando que não vai agir como “outras igrejas”. “Existem igrejas que entram no mundo político em busca de vantagens. A Igreja Católica não participa disso”, frisou.
Ao comentar sobre as últimas administrações municipais, Dom Roberto Ferrería Paes explicou que a cidade carece de uma mudança. “Nos parece que em Campos o tipo de política segue um viés um tanto quanto fisiológico, nem sempre atrelado a princípios e valores. E isso nós queremos mudar. Não só a Igreja Católica quer isso, mas também igrejas como a Assembléia de Deus e a Igreja Batista, também. Uma união entre essas igrejas já aconteceu na eleição de 2010 quando defendemos a família, o direito a vida e excessos nos projetos de Lei sobre a homofobia”, explicou o Bispo.

Fonte: Folha da Manhã

domingo, 21 de agosto de 2011

Ministério Publico investiga uso irregular de dinheiro em Parada Gay

A Coordenação Amazônica da Religião de Matriz Africana e Ameríndia (Carma), pretendem dar entrada em uma ação no Ministério Público Estadual (MPE), questionando o uso irregular de dinheiro público nas paradas do Orgulho Gay realizadas no Amazonas.


Segundo Francisco Nery Furtado, coordenador geral da Conferência Municipal de Políticas Públicas à População LGBT, que está acontecendo em Manaus, a medida visa o cancelamento ou bloqueio dos recursos para a próxima parada, que este ano será realizada em setembro, até que o assunto seja investigado pelo MPE.

“Nós queremos mais transparência na prestação de contas. Ainda tem contas de 2008 que são investigadas. Nossa maior reivindicação é que os recursos sejam coletivos e democráticos. O que se vive hoje é um círculo vicioso de pessoas que usam de forma irregular o dinheiro público” pontuou Nery.

Para o presidente da Parada Gay Amazonas 2011, Edílson Ribeiro da Rocha (Bruna La Close), os organizadores do Fórum LGBT deveriam aproveitar o espaço da conferência para discutir políticas públicas, melhorias na segurança e educação, ao invés de tentar dividir a classe.

Papa anuncia Rio como sede da jornada da juventude em 2013

DA AGÊNCIA EFE, EM MADRI



O Rio receberá o Papa e os jovens do mundo inteiro de braços abertos.


O papa Bento 16 anunciou neste domingo que a cidade do Rio de Janeiro acolherá a próxima JMJ (Jornada Mundial da Juventude), em 2013, durante discurso para centenas de milhares de jovens católicos reunidos na eucaristia que encerra o evento de Madri, na Espanha.

O anúncio foi feito ao término da 26ª Jornada, que reuniu na cidade espanhola cerca de 2 milhões de peregrinos católicos de 193 países. O papa, de 84 anos, expressou seu desejo de viajar à capital fluminense para presidir o evento.

"Tenho o prazer de anunciar que a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2013, será o Rio de Janeiro. Peçamos ao Senhor já desde este momento que ajude os jovens de todo o mundo que tiverem de se preparar para que possam se reunir novamente com o papa nessa bela cidade brasileira", declarou Bento 16 em espanhol.

"Queridos amigos, antes de nos despedir, os jovens da Espanha entregam aos do Brasil a cruz das Jornadas Mundiais da Juventude, como Sucessor de Pedro, confio esta grande incumbência a todos os aqui presentes: levem o conhecimento e o amor de Cristo por todo o mundo. Ele quer que vocês sejam seus apóstolos no século 21 e os mensageiros de sua alegria. Não o decepcionem!", acrescentou.

Logo após anunciar a cidade, vários jovens brasileiros começaram a ondear bandeiras brasileiras e aplaudir, enquanto os católicos espanhóis entregavam a Cruz dos Jovens aos brasileiros no altar levantado na base aérea de Quatro Ventos, em Madri.

A Jornada Mundial da Juventude foi criada em 1984, quando após concluir o Ano Santo da Redenção, o então papa João Paulo 2 entregou uma cruz de madeira de quatro metros de altura aos jovens, convidando-os a levá-la por todo o mundo.

Desde então, foram realizadas jornadas em Roma (1985), Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (Espanha, 1989), Czestochowa (Polônia, em 1991), Denver (Estados Unidos, em 1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma novamente (no Jubileu, 2000), Toronto (2002), Colônia (Alemanha, 2005), Sydney (Austrália, 2008) e, por fim, Madri neste ano.

Até a JMJ de Toronto, os encontros eram realizados a cada dois anos. A partir de Colônia, passaram a ocorrer a cada três anos e agora volta novamente a dois anos de diferença para evitar que o evento coincida em 2014 com a realização da Copa do Mundo, no Brasil.

Nos anos entre os encontros mundiais, todos os anos essas jornadas se realizam em nível diocesano em cada país.


Nota do Blog: Será muito bom para o Brasil esta Jornada, o maior país católico viverá uma explosão de fé, gerará empregos e será o divisor de águas no Brasil, pena que já há alguns representantes de "indignados" contra a visita do Papa.É lamentável, mas Deus haverá de ser a favor do santo encontro.Aleluia.

sábado, 20 de agosto de 2011

* Folha Universal - A IURD não entende que o Vaticano admitiu o erro e pediu desculpas.


Clique na imagem para vê-la maior.


Publicada dia 31 de julho de 2011, a IURD reporta algo que aconteceu anos atras.Mas o portal R7, já havia divulgado 4 dias antes e repostado em alguns blogs.O caso em questão se dá em 2008, porque a IURD divulga isso agora?Tendencioso, né?A Universal não entende que o Vaticano pediu perdão e pronto.

Algumas matérias do Sistema de Jornalismo das empresas de comunicação da Igreja Universal do Reino de Deus Contra a Igreja Católica.


Clique na imagem para vê-la ampliada.


Enquanto a IURD fala mal da Igreja Católica, veja exemplos do que ela esconde.

Todos nós católicos, sabemos que "missão" da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus) é querer destruir, além da Rede Globo, a Igreja Católica, por isso, usa o sistema de jornalismo de propriedades deles (Folha Universal, Rádio Record, TV Record, Record News, Portal Arca Universal,Rádio Aleluia,vários jornais e sua criação mais recente, a IURD TV) para tentar conseguir tirar a credibilidade da Igreja Católica, fundada por Jesus há 2000 e que segundo o Índice de Confiança na Justiça da Fundação Getúlio Vargas, no ano passado, é a segunda instituição mais confiável do Brasil.É, de certa forma, uma tática militar usada para fin$ de arrebanhar

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Bento XVI na Espanha: "Há muitos que, julgando-se deuses, pensam que não têm necessidade de outras raízes nem de outros alicerces para além de si mesm



[A partir de 1h43m50s.]

“Edificando-a sobre a rocha firme, a vossa vida será não só segura e estável, mas contribuirá também para projetar a luz de Cristo sobre os vossos coetâneos e sobre toda a humanidade, mostrando uma alternativa válida a tantos que viram a sua vida desmoronar-se, porque os alicerces da sua existência eram inconsistentes: a tantos que se contentam com seguir as correntes da moda, se refugiam no interesse imediato, esquecendo a justiça verdadeira, ou se refugiam em opiniões pessoais em vez de procurar a verdade sem adjetivos.”

“Sim, há muitos que, julgando-se deuses, pensam que não têm necessidade de outras raízes nem de outros alicerces para além de si mesmo. Desejariam decidir, por si sós, o que é verdade ou não, o que é bom ou mau, justo ou injusto; decidir quem é digno de viver ou pode ser sacrificado nas aras de outras preferências; em cada momento dar um passo à sorte, sem rumo fixo, deixando-se levar pelo impulso de cada instante. Estas tentações estão sempre à espreita. É importante não sucumbir a elas, porque na realidade conduzem a algo tão fútil como uma existência sem horizontes, uma liberdade sem Deus. Pelo contrário, sabemos bem que fomos criados livres, à imagem de Deus, precisamente para ser protagonistas da busca da verdade e do bem, responsáveis pelas nossas ações e não meros executores cegos, colaboradores criativos com a tarefa de cultivar e embelezar a obra da criação. Deus quer um interlocutor responsável, alguém que possa dialogar com Ele e amá-Lo. Por Cristo, podemos verdadeiramente consegui-lo e, radicados n’Ele, damos asas à nossa liberdade. Porventura não é este o grande motivo da nossa alegria? Não é este um terreno firme para construir a civilização do amor e da vida, capaz de humanizar todo homem?”

- Papa Bento XVI
Festa de acolhimento dos jovens na praça de Cibeles, em Madrid
18 de agosto de 2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Primeira diocese das Américas completa 500 anos

Nesta segunda-feira, 8, a arquidiocese de Santo Domingo, na República Dominicana, concluiu as celebrações jubilares pelo aniversario de 500 anos da sua fundação, feita pelo Papa Júlio II, em 8 de agosto de 1511. Uma missa, presidida pelo arcebispo emérito de Sevilha (Espanha), cardeal Carlos Amigo Vallejo, encerrou as comemorações.

O papa Bento XVI, em mensagem enviada ao arcebispo de Santo Domingo, cardeal Nicolas de Jesus Lopez Rodriguez, expressou sua esperança, na celebração dos 500 anos de criação da primeira diocese na América, desejando que este evento “traga abundantes frutos de fé e compromisso entre sacerdotes, religiosos e leigos que, com fervor, pregam o Evangelho”.

Além da arquidiocese de Santo Domingo, com a Bula Romanus Pontifex, o papa Julio II constituiu, no mesmo período, as circunscrições eclesiásticas de La Concepcion de la Vega, na ilha de Hispaniola, e a circunscrição de San Juan, em Porto Rico.

Desde a sua fundação, em 1511, a arquidiocese de Santo Domingo teve 43 bispos, 32 dos quais foram arcebispos e dois cardeais, além de diversos funcionários e administradores apostólicos.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Solidariedade: Caritas vai distribuir 20 toneladas de alimentos no Porto

     Ajuda direta para 312 famílias triplica em relação a 2010

     Porto, 27 jul 2011 (Ecclesia) – A Caritas Diocesana do Porto vai distribuir cerca de 20 toneladas de produtos alimentares de 2 a 5 de agosto, informou hoje a organização católica, em comunicado, num apoio três vezes superior ao do ano anterior.

    Segundo os responsáveis pela instituição, a iniciativa visa a “a ajuda direta a 312 famílias, num total de 838 pessoas”, acrescentando que o número de agregados familiares apoiados “quase triplica em relação ao ano de 2010”.

    Os gêneros alimentares provêm do Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados – PCAAC.

    “Na conjuntura socioeconómica atual, a Caritas Diocesana do Porto entende que é importante salientarem-se todas as iniciativas de ajuda às pessoas que se encontram em situação de pobreza, carência e/ou exclusão social”, assinala o comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

    Os cabazes alimentares são constituídos por 20 produtos distintos, incluindo arroz, massas, farinha, leite, bolachas, cereais, queijo e manteiga.

    “A constituição de cada cabaz tem por base o número de elementos de cada agregado familiar e também as suas idades”, precisa a Caritas.

    A organização católica de solidariedade e ajuda humanitária refere que vai continuar a “apoiar mais de 200 famílias, com a distribuição de cabazes mensais, compostos por produtos equiparados aos que integram o referido Programa Comunitário”, a expensas da própria instituição.

    Nesta primeira fase da operação de distribuição dos cabazes alimentares, a Caritas destaca a “colaboração de um grande número de voluntários e voluntárias”, para além da cedência de um espaço para armazenamento dos bens alimentares.

    OC

A vida presente é uma guerra contínua com o inferno

“O que mais consola uma alma que ama a Deus, ao se lhe anunciar sua morte, é o pensamento de que em breve estará livre de tantos perigos de ofender a Deus, de tantas inquietações de consciência, de tantas tentações do demônio. A vida presente é uma guerra contínua com o inferno, na qual corremos, a cada instante, o perigo de perder a Deus e a nossa alma. S. Ambrósio diz que na terra só caminhamos sobre ciladas armadas por nossos inimigos a fim de nos roubarem a graça divina. (...) Com que ânsia não deseja uma pessoa retirar-se de uma casa, cujas paredes ameaçam desabar, diz S. Cipriano. Pois bem, aqui neste mundo uma desgraça horrível ameaça de todas as partes a nossa alma: o mundo, o inferno, as paixões, nossos sentidos revoltosos, tudo nos quer induzir ao pecado e lançar-nos na morte eterna. Quem me livrará deste corpo de morte? (Rm 7, 24), exclama o Apóstolo. Que alegria, portanto, não sentirá a alma ao ouvir estas palavras: Vem do Líbano, minha esposa... vem do covil dos leões. Vem, que serás coroada (Ct 4, 8). Vem, minha esposa, deixa esse vale de lágrimas, vem desse antro de leões que procuram engolir-te e roubar-te a minha graça.”

“É para a alma um grande favor chamá-la Deus a si quando se encontra em estado de graça, tirando-a deste mundo onde poderia mudar de sentimentos e perder a amizade divina. Todo aquele que vive em união com Deus é feliz. Mas como um navio, na expressão de S. Ambrósio, só se pode ter por seguro quando entrado no porto e escapo à tempestade, assim também uma alma só então se poderá julgar inteiramente feliz quando deixar esta vida em estado de graça. Se o navegante se julga feliz ao chegar ao termo de sua viagem, depois de superar grandes perigos, quantos mais feliz julgar-se-á aquele que dentro em pouco se verá seguro, na posse de sua eterna felicidade.”

- Santo Afonso de Ligório
(Excerto extraído do livro Escola da Perfeição Cristã,
capítulo segundo, da felicidade que nos procura a perfeição)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Participação do Padre Reginaldo Manzotti no Domingão do Faustão.





Nos dois vídeos o padre conta a sua vida, seus projetos de evangelização e sua posição quanto a questão das uniões homoafetivas.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Consideraçoes....


No seu primeiro discurso “ao vivo”, como recém-recontratado pela Rede Record, no Programa Matinal, “Hoje em Dia”, o jornalista e apresentador, José Luiz Datena, comentou sobre a prisão e soltura do ex-jogador e comentarista esportivo Edmundo Alves Souza Neto. Edmundo foi condenado em março de 1999 a quatro anos e seis meses de prisão, em regime semi-aberto, pelos homicídios culposos de três pessoas e lesões corporais também culposas em outras três, vítimas do acidente ocorrido na Lagoa, Zona Sul do Rio, na madrugada do dia 2 de dezembro de 1995. No acidente morreram Joana Maria Martins Couto, Carlos Frederico Britis Tinoco e Alessandra Cristini Pericier Perrota. Ficaram feridas, Roberta Rodrigues de Barros Campos, Débora Ferreira da Silva e Natascha Marinho Ketzer. A sentença que condenou o ex-jogador foi proferida pela 17ª Vara Criminal da Capital. Ele recorreu, mas a 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio manteve a decisão no dia 5 de outubro de 1999.
Após uma denúncia anônima, Edmundo foi encontrado em um flat em São Paulo e posteriormente preso na madrugada desta quinta-feira, dia 15 de junho, por decisão do juiz Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo, da Vara de Execuções Penais do Rio. Ele seria transferido para a Polinter do Rio de Janeiro, inclusive uma viatura viajou quatro horas da capital fluminense a capital paulista para conduzi-lo a cadeia, mas tudo em vão. Uma decisão da desembargadora Rosita Maria de Oliveira Netto, da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, ao conceder um habeas corpus em favor do ex-jogador, obrigou a justiça a libertá-lo.
Conhecido também por reportagens esportivas, Datena não economizou elogios a justiça por ter libertado Edmundo, sugerindo a idéia de que o ex-craque de times como Palmeiras e o Vasco da Gama, hoje é um “outro cara”, que pagou o crime “40 vezes”, que na época era um “menino” imaturo e essa imaturidade fazia com que ele arrumasse confusão, dentro e fora do campo de futebol.
Ironicamente, Datena, ao comentar a decisão de que o ex-deputado estadual paranaense Fernando Ribas Carli Filho vai a júri popular, disse que “esse mereceu” por ter varrido a vida de dois jovens. Carli é acusado de provocar a morte de dois jovens, Gilmar Rafael Souza Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20 anos, na madrugada de 7 de maio de 2009, ao dirigir embriagado e em alta velocidade (190 Km/h), no Mossunguê.
Em tempos em que o MEC quer distribuir livros de matemática ensinando que 10 menos 7 é igual a 4 fica fácil entender a conta esquisita do apresentador de Ribeirão Preto.Edmundo matou 3 e o Carli matou 2.Ao longo do processo educacional, aprendemos que 3 É maior que dois.Aprendemos também que quando se mata mais pessoas, mais se qualifica criminalmente uma pessoa.
Isso ajuda também a explicar por que segundo o Índice de Confiança na Justiça da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, realizada em 2010, as emissoras de TV empatam com as grandes empresas, com 44 % de confiança, perdendo para a Igreja Católica que obteve 54% e as Forças Armadas com 66%.
Esse apresentador merece repudio, pois um verdadeiro profissional jornalístico defende cidadãos de bem e não bandidos.