quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Devemos evitar ser um mau leproso!



Leniéverson Azeredo Gomes

Os principais dicionários, aqueles os quais  eu ou você mais utilizamos para saber os significados das palavras, costumam associar a palavra gratidão a outras duas: reconhecimento e agradecimento. Gratidão pode ser entendida, dessa forma, como uma atitude; uma virtude pelo qual o ser demonstra ser grato por algo realizado positivamente ou devido a uma ação praticada gentilmente por outrem que ajuda ou tenta ajudar.
Na Boa Nova litúrgica de hoje, retirada do texto de Lucas 17, 11-19, há uma narrativa que mostra Jesus caminhando entre as regiões da Samaria e a Galileia. Ao entrar num povoado, encontrou dez portadores de uma doença chamada lepra (conhecida atualmente por hanseníase) que vieram em sua direção e gritaram o nome d´Ele para pedir compaixão e cura.
Jesus disse para que aqueles homens fossem se apresentar aos sumos sacerdotes e caminharem. Naquele momento, um dos dez leprosos, da região da Samaria, percebeu que estava curado, glorificou a Deus em voz alta, se ajoelhou aos pés de Jesus e agradeceu pela graça recebida.
Após esse momento, Jesus perguntou àquele homem, onde estavam os demais que foram curados, porque eles não voltaram para glorificar e agradecer pela graça que tinham acabado de receber. Afinal, só o samaritano, um estrangeiro, tendo em vista que Jesus era da Galileia, voltou para reconhecer e, posteriormente, agradecer por tudo que tinha acabado de acontecer.
Amados, se pensarmos naquele leproso que voltou para reconhecer e agradecer pela cura recebida, se pode concluir com certeza de que ele viu em Jesus, como aquele “pastor que o conduzia e n´Ele  não faltaria coisa alguma” (Salmo 22,1). O interessante que todos os dez, de forma igual, estavam passando pelo mesmo “vale escuro”, também chamado de “vale da sombra da morte” (Salmo 22,4), porém só um, repito, só UM voltou para reconhecer e mostrar gratidão por Aquele que foi, que é e sempre será.
Pode se interpretar, também, com segurança que os 9 leprosos que não voltaram para agradecer, consideraram Jesus um mágico, que foi explorado para satisfazer suas vontades egoístas e mesquinhas. Usaram Jesus como um objeto de forma até abusiva. E Ele, ou seja, Jesus, nos versículos 17, 18,19, do capítulo 17, do evangelho de São Lucas, sabia disso e, partir desse fato abusivo, ensinou  uma lição não só ao leproso agradecido, mas também a todos nós nesta quarta-feira, sobre o quão é valioso e importante ter o espirito de gratidão a Deus por todas as graças; todas as bênçãos; todas as curas; todos os milagres, sinais prodigiosos que recebemos.
Não podemos ser “insensatos, rebeldes, extraviados, escravos de toda a sorte de paixões e prazeres, vivendo na maldade e na inveja, dignos de ódio e odiando uns aos outros” (Tt 3,3) e nem buscar ter sentimentos de autossuficiência, individualismo ou individualidade, coração egoísta que acha que todas as coisas boas acontecem sem a intervenção e a ajuda de Deus. Isso é uma atitude demasiadamente herética, que não é da vontade do Nosso Senhor Deus.
Até mesmo porque, “Ele nos salvou (...) por sua misericórdia e, também por Ele fomos justificados pela graça, de forma que possamos se aptos a nos tornar herdeiros da vida eterna”. (Tt 3,7)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Ainda sobre o caso do dizer "Deus seja louvado" nas cédulas de real


Leniéverson Azeredo Gomes

Os Ministérios Públicos (MP´s) da união e dos estados devem ter dos cidadãos o mais profundo respeito, eles trabalham arduamente por horas com o intuito de resolver casos, muitas vezes impossíveis aparentemente.  Os procuradores, como são chamados os profissionais da linha de frente do MP são pagos com o meu, o seu e o nosso dinheiro. Isso significa que estes homens e mulheres da promotoria não podem agir segundo ideologias; com interesses intelectuais pessoais. Precisam respeitar a maioria. E a maioria das pessoas no Brasil é cristã, em torno de 90 % da população.
Procurador
Jefferson Aparecido Dias
A ação civil pública do procurador Jefferson Aparecido Dias que pede a retirada, em 120 dias do dizer “Deus seja louvado” é uma amostra de como o nome “Deus” incomoda algumas pessoas e mostra que ele destoa dos seus colegas de profissão. O que nos ajuda a ter a certeza disso é o fato do nome desse homem, que atua na Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, de São Paulo, ser encontrado  com certa recorrência nos meios de comunicação social, sempre associado em alguma ação contra símbolos religiosos; padres; pastores e suas respectivas falas, agora por causa do nome “Deus”.
Vamos recapitular os fatos recorrentes?
1º Agosto de 2009 – Neste mês, deste referido ano, o Procurador Jefferson Aparecido Dias assinou uma petição que pedia a retirada de Crucifixos, sob regime de Antecipação de Tutela, nas repartições públicas, alegando ainda por cima “periculum in mora” (onde a demora do cumprimento da petição pode produzir prejuízo insanável a uma das partes da petição). No mesmo mês, foi noticiado a rejeição do pedido do Ministério Público para a retirada dos símbolos religiosos
 
reverendo joao batista pastor rev
Pastor João Batista
2º Agosto de 2011 – Um pastor da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD), chamado João Batista, no programa “O Profeta da Nação” disse que “quem não acredita em Deus pode ir para bem longe de mim, porque a pessoa chega para esse lado, a pessoa que não acredita em Deus, ela é perigosa. Ela mata, rouba e destrói. O ser humano que não acredita em Deus atrapalha qualquer um”, exibido em 10 de março do mesmo ano. Em agosto de 2011, o Ministério Público Federal entrou com uma ação contra a RedeTV! e a Igreja Internacional da Graça de Deus sob acusação de terem ofendido os ateus. Resultado? O MPF-SP perdeu a causa.
Pastor Silas Malafaia
 Fevereiro de 2012 – A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo ingressou com uma ação civil pública, no sentido de fazer com que o programa “Vitória em Cristo”, exibido pela “Rede Bandeirantes de Televisão”, veicule uma retratação pelos comentários “homofóbicos” feitos pelo pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, apresentador do programa que transmitido no dia 02 de julho de 2011. Utilizando gírias, segundo a procuradoria de baixo calão, o pastor defendeu que a Igreja Católica “baixar o porrete” e “entrar de pau” contra integrantes da Parada Gay que usaram imagem de santos com conotação sexual em junho de 2011. A retratação deverá ter, no mínimo, o dobro do tempo utilizado nos comentários preconceituosos. A ação foi proposta hoje e tramitará em uma das varas cíveis da Justiça Federal de São Paulo. Resultado? Em Maio de 2012, o juiz federal Victorio Giuzio Neto, da 24ª Vara Cível de São Paulo, extinguiu ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal contra o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, contra á TV Bandeirantes e também contra a União. No despacho, dentre outras coisas o meritíssimo afirma que “através da pretensão dos autos, na medida em que requer a proibição de comentários contra homossexuais em veiculação de programa, sem dúvida que se busca dar um primeiro passo a um retorno à censura, de triste memória, existente até a promulgação da Constituição de 1988, sob sofismático entendimento de ter sido relegado ao Judiciário o papel antes atribuído à Polícia Federal, de riscar palavras ou de impedir comentários e programas televisivos sobre determinado assunto.”
Bem, apesar de o segundo caso o pastor da IIGD ter generalizado e toda generalização tem repudiada, não atenua o fato de que o procurador é uma figurinha carimbada em causas antirreligiosas e na luta por um estado laico (leia-se ateu). No caso do dizer “Deus seja louvado” que está nas notas de real desde 1986, o procurador, vem desde março deste ano tentando a medida, inclusive pressionou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também é presidente do Conselho Monetário Nacional (CMN) – órgão que define as regras do sistema financeiro nacional – a tomar uma medida para retirar o dizer das cédulas de real. O que não foi atendido. Na ocasião, o site “Folha Gospel” divulgou que o procurador Jefferson Aparecido tinha fé católica (Será que é?), há todo tipo de “católico”, não é? Os adeptos da Teologia da Libertação, os relativistas, os esquentadores de banco e muitos outros rebelados com o magistério da Igreja. Há outros blogs que afirmam que ele é ateu.
Nos Estados Unidos, as moedas e as cédulas de dólar tem o dizer “in God we trust” (Em Deus, nós confiamos) há mais um século e olha que o Estado americano é separado da Igreja. Nunca incomodou ninguém, porém,  em 2011, um ateu entrou na Court Supreme (Suprema Corte) pedindo para tirar o dizer, que foi rejeitado.
Assim como no Brasil, nenhum líder de religião se sentiu incomodado, só o procurador. O que demonstra aparentemente uma militância contra o cristianismo. Se ele admitirá isso ou não, é só um detalhe. Mas de qualquer forma, isso mostra que está em curso uma aversão cada vez maior ao Cristianismo.O que você acha?

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Procuradoria quer excluir expressão 'Deus seja louvado' das cédulas


Do site Alagoas 24 horas com nota do blog


A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) em São Paulo pediu à Justiça Federal que determine a retirada da expressão "Deus seja louvado" das cédulas de reais. A medida não gerará gastos aos cofres públicos já que, em caráter liminar, a ação pede que seja concedido à União o prazo de 120 dias para que as cédulas comecem a ser impressas sem a frase.
Um dos principais argumentos utilizados pela ação é o de que o Estado brasileiro é laico e, portanto, deve estar completamente desvinculado de qualquer manifestação religiosa. Além disso, são lembrados princípios como o da igualdade e o da não exclusão das minorias para reforçar a tese de que a frase "Deus seja louvado" privilegia uma religião em detrimento das outras.
No ano passado, a PRDC recebeu uma representação questionando a permanência da frase nas cédulas de reais. Durante a fase de inquérito, a Casa da Moeda informou à Procuradoria que cabe privativamente ao Banco Central (BC) "não apenas a emissão propriamente dita, como também a definição das características técnicas e artísticas" das cédulas. Para o BC, o fundamento legal para a existência da expressão nas cédulas é o preâmbulo da Constituição, que afirma que ela foi promulgada "sob a proteção de Deus".
Em nota técnica, o Ministério da Fazenda informou à PRDC que a inclusão da expressão religiosa nas cédulas aconteceu em 1986, por determinação direta do então presidente da República, José Sarney. Posteriormente, em 1994, com o Plano Real, a frase foi mantida pelo ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, supostamente por ser "tradição da cédula brasileira", apesar de ter sido inserida há poucos anos.
O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, lembrou que não existe lei autorizando a inclusão da expressão religiosa nas cédulas brasileiras. "Não se pode admitir que a inclusão de qualquer frase nas cédulas brasileiras se dê por ato discricionário, seja do presidente da República, seja do ministro da Fazenda", afirmou. "Mesmo a lei 4.595/64, ao atribuir ao Conselho Monetário Nacional a competência para 'determinar as características gerais das cédulas e das moedas' não o autorizou a manifestar predileção por esta ou aquela religião", apontou o procurador.
"Imaginemos a cédula de real com as seguintes expressões: 'Alá seja louvado', 'Buda seja louvado', 'Salve Oxossi', 'Salve Lord Ganesha', 'Deus Não existe'. Com certeza haveria agitação na sociedade brasileira em razão do constrangimento sofrido pelos cidadãos crentes em Deus", diz um trecho da ação. Para Dias, o fato dos cristãos serem maioria "não justifica a continuidade das violações aos direitos fundamentais dos brasileiros não crentes em Deus".
Além da referência religiosa nas cédulas, o procurador lembrou que muitas repartições públicas mantém crucifixos em locais de atendimento ao público. "Quando o Estado ostenta um símbolo religioso ou adota uma expressão verbal em sua moeda, declara sua predileção pela religião que o símbolo ou a frase representam, o que resulta na discriminação das demais religiões professadas no Brasil".
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Nota do Blog: É o processo de descristianização da sociedade em curso. Hoje em dia, Deus não pode estar em espaços judiciários como fórum, em escolas e outras repartições e, pasmem em notas de real. Vocês acham que esse procurador agiu sozinho ou a mando de alguém? Sim, a mando de ONG´s marxistas atéistas e agnósticas. Nos Estados Unidos, por exemplo, nas notas e moedas de dólar está lá o dizer "In God we Trust" (Em Deus nós confiamos) há vários séculos e ninguém lá se sentiu incomodado. Aqui no Brasil não se faz plebiscito para decidir certas coisas. As ONG´s entram com ações civis e o MP acata. Cadê a democracia? É muita falta do que fazer desse procurador. O que você, como Cristáo, acha desse absurdo?

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

♫ Porque Ele vive, eu posso crer no amanhã. Porque ele vive, temor não há, mas eu bem sei que eu meu futuuuuuuuuro está nas mãos do meu Jesus, que vivo estáááááá♫

    Leniéverson Azeredo Gomes 

    O Título do post é um trecho da musica "Porque Ele vive". A canção não é católica, mas sim de origem protestante e é de origem americana (Because He Lives - http://www.youtube.com/watch?v=tpwQO3ckqNI&feature=related). 
    Ela foi composta nos anos 50 por William J. Gaither e Glória Gaither, Marido e Mulher, respectivamente.O link Os dois são compositores de diversos hinos adventistas (mas, peraí o que a Igreja Católica acha do Adventismo?). 
The Gatiher Vocal Band
A Banda com componentes novos e o Bill
 (o último da esquerda para direita)
   Só para vocês terem uma idéia, Bill Gaither, como William é chamado, fez parte da Banda Gospel que Elvis Presley fazia parte em 1954. Outras músicas protestantes são cantadas eventualmente em missas não-tridentinas, encontros religiosos e grupos de oração. Exemplo: "Renova-me", "Anjos de Deus", "Fico Feliz em Vir em Tua Casa"(Bendito em do Senhor), a "Unção de Deus Sobre mim (Minha Benção)", entre outras. 
    É errado tocar em missas? Nas missas Tridentinas (Tradicionalistas) não se toca, nas missas não tridentinas (como na Quase-Paróquia São Vicente, onde este blogueiro participa de missas, em Campos dos Goytacazes/RJ) tudo depende se o pároco aprova ou não. 
  Existem padres que permitem outros não, há dioceses que não permitem a partir de normativas de diretório liturgico pastoral e alguns padres desobedecem, outras dioceses que permitem mas alguns padres preferem não permitir, enfim, há um samba de crioulo doido. 
    Vamos ver o que a Sacrosanctum Concilium sobre a liturgia diz sobre isso: 
    "Artigo 116. A Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano; terá este, por isso, na acção litúrgica, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar.Não se excluem todos os outros géneros de música sacra, mormente a polifonia, na celebração dos Ofícios divinos, desde que estejam em harmonia com o espírito da acção litúrgica, segundo o estatuído no art. 30"; "Artigo121.    
  Os compositores possuídos do espírito cristão compreendam que são chamados a cultivar a música sacra e a aumentar-lhe o património.Que as suas composições se apresentem com as características da verdadeira música sacra, possam ser cantadas não só pelos grandes coros, mas se adaptem também aos pequenos e favoreçam uma activa participação de toda a assembleia dos fiéis.Os textos destinados ao canto sacro devem estar de acordo com a doutrina católica e inspirar-se sobretudo na Sagrada Escritura e nas fontes litúrgicas". Fonte:http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19631204_sacrosanctum-concilium_po.html Como eu canto na Igreja também, fiz uma pesquisa sobre o assunto no "Pai dos Inteligentes Virtuais" que atende pelo nome de Google, fiz alguns cruzamentos de informação e escrevi esse "pequeno" texto.
  O assunto é polêmico, eu tento evitar canções protestantes em todas as situações, mas de qualquer forma esse texto não objetiva promover uma briga entre grupos musicais de canto litúrgico e ou seu padre ou bispo. 
   Siga o bispo da sua diocese e o seu padre. Se deixar, toquem, se não deixar, não toquem. Leiam textos da Irmã Mírian T. Kolling ela é excelente especialista em cantos liturgicos. O que importa é cantar a missa com júbilos ao Senhor.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

São Martinho de Lima - Dia 3 de Novembro


Portal Canção Nova

Com alegria celebramos a santidade de vida de um santo do nosso chão latino-americano. São Martinho nasceu no Peru em 1579, filho de um conquistador espanhol com uma mulata panamenha.
Grande parte da sociedade de Lima não diferenciava tanto da nossa atual, pois sustentava a hipócrita postura do preconceito racial, por isso Martinho sofreu humilhações, por causa de sua pele escura. Aconteceu que São Martinho não foi reconhecido portador de sangue nobre, e nem precisava, porque educado de forma cristã pela mãe, descobriu com a vida que o "aspecto mais sublime da dignidade humana está na vocação do homem à comunhão com Deus" (Catecismo da Igreja Católica).
Com idade suficiente, São Martinho, homem cheio do Espírito Santo e de obras no Amor, conseguia servir a Cristo no próximo, primeiramente pelas suas diversas profissões (barbeiro, dentista, ajudante de médico), e mais tarde amou Deus no outro e o outro em Deus, como irmão da Ordem Dominicana. Mendigo por amor aos mendigos, São Martinho de Porres, ou de Lima, destacou-se dentre tantos pela sua luta contra o Tentador e a tentação, além da humildade, piedade e caridade. Sendo assim, Deus pôde munir Martinho com muitos Carismas, como o de cura e milagres, sem que estes, o orgulhasse e o impedisse de ir para o Céu, onde entrou em 1639.

São Martinho de Lima, rogai por nós!

Dia de Todos os Santos


Wikipedia
A Festa do dia de Todos os Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. A Igreja Católica celebra a Festum omnium sanctorum a 1 de novembro seguido do dia dos fiéis defuntos a 2 de novembro. A Igreja Ortodoxa celebra esta festividade no primeiro domingo depois do Pentecostes, fechando a época litúrgica da Páscoa. Na Igreja Luterana o dia é celebrado principalmente para lembrar que todas as pessoas batizadas são santas e também aquelas pessoas que faleceram no ano que passou. Em Portugal, neste dia, as crianças costumam andar de porta em porta a pedir bolinhos, frutos secos e romãs.

História

A Enciclopédia Católica define o Dia de Todos os Santos como uma festa em “honra a todos os santos, conhecidos e desconhecidos”. No fim do segundo século, professos cristãos começaram a honrar os que haviam sido martirizados por causa da sua fé e, achando que eles já estavam com Cristo no céu, oravam a eles para que intercedessem a seu favor. A comemoração regular começou quando, em 13 de maio de 609 ou 610 DC, o Papa Bonifácio IV dedicou o Panteão — o templo romano em honra a todos os deuses — a Maria e a todos os mártires. Markale comenta: “Os deuses romanos cederam seu lugar aos santos da religião vitoriosa.”
A data foi mudada para novembro quando o Papa Gregório III (731-741 DC) dedicou uma capela em Roma a todos os santos e ordenou que eles fossem homenageados em 1.° de novembro. Não se sabe ao certo por que ele fez isso, mas pode ter sido porque já se comemorava um feriado parecido, na mesma data, na Inglaterra. The Encyclopedia of Religion (Enciclopédia da Religião) afirma: “O Samhain continuou a ser uma festa popular entre os povos celtas durante todo o tempo da cristianização da Grã-Bretanha. A Igreja britânica tentou desviar esse interesse em costumes pagãos acrescentando uma comemoração cristã ao calendário, na mesma data do Samhain. . . . É possível que a comemoração britânica medieval do Dia de Todos os Santos tenha sido o ponto de partida para a popularização dessa festividade em toda a Igreja cristã.”
Markale menciona a crescente influência dos monges irlandeses em toda a Europa naquela época. De modo similar, a New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) afirma: “Os irlandeses costumavam reservar o primeiro dia do mês para as festividades importantes e, visto que 1.° de novembro era também o início do inverno para os celtas, seria uma data propícia para uma festa em homenagem a todos os santos.” Finalmente, em 835 DC, o Papa Gregório IV declarou-a uma festa universal.
O feriado do Dia de Finados, no qual as pessoas rezam a fim de ajudar as almas no purgatório a obter a bem-aventurança celestial, teve sua data fixada em 2 de novembro durante o século 11 pelos monges de Cluny, na França. Embora se afirmasse que o Dia de Finados era um dia santo católico, é óbvio que, na mente do povo, ainda havia muita confusão. A New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) afirma que “durante toda a Idade Média era popular a crença de que, nesse dia, as almas no purgatório podiam aparecer em forma de fogo-fátuo, bruxa, sapo, etc.”
Incapaz de desarraigar as crenças pagãs do coração do seu rebanho, a Igreja simplesmente as escondeu por trás de uma máscara “cristã”. Destacando esse fato, The Encyclopedia of Religion (Enciclopédia da Religião) diz: “A festividade cristã, o Dia de Todos os Santos, é uma homenagem aos santos conhecidos e desconhecidos da religião cristã, assim como o Samhain lembrava as deidades celtas e lhes pagava tributo...
Na Igreja Católica, o dia de "Todos os Santos" é celebrado no dia 1 de novembro e o de "Finados" no dia 2 de novembro. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.
O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/paroquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registo (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.
Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Baptista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heróicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).

Intenção catequética da festividade

Segundo o ensinamento da Igreja, a intenção catequética desta celebração que tem lugar em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor. Isto não só faz ver que existem santos vivos (não apenas os do passado) e que cada pessoa o pode ser, mas sobretudo faz entender que são inúmeros os potenciais santos que não são conhecidos, mas que da mesma forma que os canonizados igualmente vêem Deus face a face, têm plena felicidade e intercedem por nós. O Papa João Paulo II foi um grande impulsionador da "vocação universal à santidade", tema renovado com grande ênfase no Segundo Concílio do Vaticano.
Nesta celebração, o povo católico é conduzido à contemplação do que, por exemplo, dizia o Cardeal Beato John Henry Newman: não somos simplesmente pessoas imperfeitas em necessidade de melhoramentos, mas sim rebeldes pecadores que devem render-se, aceitando a vida com Deus, e realizar isso é a santidade aos olhos de Deus.
Citações do Catecismo da Igreja Católica

957. A comunhão com os santos. «Não é só por causa do seu exemplo que veneramos a memória dos bem-aventurados, mas ainda mais para que a união de toda a Igreja no Espírito aumente com o exercício da caridade fraterna. Pois, assim como a comunhão cristã entre os cristãos ainda peregrinos nos aproxima mais de Cristo, assim também a comunhão com os santos nos une a Cristo, de quem procedem, como de fonte e Cabeça, toda a graça e a própria vida do Povo de Deus». A Cristo, nós O adoramos, porque Ele é o Filho de Deus;
quanto aos mártires, nós os amamos como a discípulos e imitadores do Senhor;
e isso é justo, por causa da sua devoção incomparável para com o seu Rei e Mestre.
Assim nós possamos também ser seus companheiros e condiscípulos!

1173. Quando a Igreja, no ciclo anual, faz memória dos mártires e dos outros santos, «proclama o mistério pascal» realizado naqueles homens e mulheres que «sofreram com Cristo e com Ele foram glorificados, propõe aos fiéis os seus exemplos, que a todos atraem ao Pai por Cristo, e implora, pelos seus méritos, os benefícios de Deus.
2013. «Os cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade».Todos são chamados à santidade: «Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito» (Mt 5, 48):
«Para alcançar esta perfeição, empreguem os fiéis as forças recebidas segundo a medida em que Cristo as dá, a fim de que [...] obedecendo em tudo à vontade do Pai, se consagrem com toda a alma à glória do Senhor e ao serviço do próximo. Assim crescerá em frutos abundantes a santidade do povo de Deus, como patentemente se manifesta na história da Igreja, com a vida de tantos santos» .
Pão-por-Deus

Em Portugal, no dia de Todos-os-Santos as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o pão-por-deus de porta em porta. As crianças quando pedem o pão-por-deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocam dentro dos seus sacos de pano. É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoações chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’ ou 'Dia do Bolinho'.
Esta tradição já era registada no século XV. Tem origem no ritual pagão do culto dos mortos, com raízes milenares. Em 1756, também se cumpriu, 1 ano após o terremoto que destruiu Lisboa em 1º de Novembro de 1755 em que morreram milhares de pessoas e a população da cidade - na sua maioria pobre - ainda mais pobre ficou.
Como a data do terramoto coincidiu com uma data com significado religioso (1 de Novembro), de forma espontânea, no dia em que se cumpria o primeiro aniversário do terramoto, a população aproveitou a tradição para desencadear, por toda a cidade, um peditório, com a intenção de manter uma tradição que lembrava os seus mortos.
As pessoas, percorriam a cidade, batiam às portas e pediam que lhes fosse dada qualquer esmola, mesmo que fosse pão, dado grassar a fome pela cidade. E as pessoas pediam: "Pão por Deus".
Noutras zonas do país, foram surgindo variações na forma e no nome da comemoração.
Nas décadas de 60 e 70 do séc. XX, a data passou a ser comemorada, mais de forma lúdica, do que pelas razões que criaram a tradição e havia regras básicas, que eram escrupulosamente cumpridas:
Só podiam pedir o "Pão-por-Deus", crianças até aos 10 anos de idade (com idades superiores as pessoas recusavam-se a dar).
As crianças só podiam andar na rua a pedir o "Pão-por-Deus" até ao meio-dia (depois do meio-dia, se alguma criança batesse a uma porta, levava um "raspanete", do adulto que abrisse a porta).
A partir dos anos 80 a tradição foi gradualmente desaparecendo e, actualmente, raras são localidades onde se pratica esta tradição. Em Fátima, por exemplo, esta tradição continua bem viva.
Embora não advoguem a crença no purgatório, há igrejas protestantes que também guardam o Dia de Finados. Com efeito, é o terceiro dentre três dias consecutivos que a cristandade considera como tendo relação especial com os mortos. O dia antes, 1.° de novembro, é o Dia de Todos os Santos, em honra às almas dos “santos”, que se pensa já terem chegado ao céu. E o dia anterior, 31 de outubro, é chamado “Halloween” (em inglês) ou Véspera de Todos os Santos, e seu nome em inglês se deriva de ser a véspera do “Dia de Todos os Hallows [Santos]”.
“Halloween”, também, tem relação com os mortos. No calendário dos antigos celtas, 31 de outubro era a Véspera do Ano Novo. Os celtas, junto com seus sacerdotes, os druidas, criam que, na véspera do ano novo, as almas dos mortos perambulavam pela terra. Sustentava-se que alimentos, bebidas e sacrifícios podiam apaziguar tais almas perambulantes. Também, “halloween” incluía fogueiras para expulsar os maus espíritos.
A respeito das fogueiras nessa época do ano, lemos em Curiosities of Popular Customs (Curiosidades dos Costumes Populares): “Usavam-se também fogueiras em diferentes horas e lugares, na Noite de Todos os Santos, que é a véspera do Dia de Finados, e no próprio Dia de Finados, o 2 de novembro. Nestes casos, as fogueiras eram consideradas como típicas da imortalidade, e imaginava-se serem eficazes, como sinal exterior e visível, pelo menos, para iluminar as almas [isto é, ajudá-las a libertar-se] do purgatório.”
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Nota do Blog: Este ano de 2012, o Dia de Todos os Santos foi comemorado no primeiro domingo após o dia 1º, no caso dia 4.

Sobre o Dia de Finados


Portal São Francisco

1. No dia 2 de novembro se celebra o culto aos mortos ou o dia de Finados. Qual a origem do culto aos mortos ou do dia de Finados?
O dia de Finados só começou a existir a partir do ano 998 DC. Foi introduzido por Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny na França. Ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Quatro séculos depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de novembro como o dia de Finados, ou dia dos mortos, para a Igreja Católica.
2. Como chegou aqui no Brasil essa celebração de 2 de novembro ser celebrado o dia de Finados?
O costume de rezar pelos mortos nesse dia foi trazido para o Brasil pelos portugueses. As igrejas e os cemitérios são visitados, os túmulos são decorados com flores, e milhares de velas são acesas.
3. Tem apoio bíblico essa tradição de se rezar pelos mortos no dia 2 de novembro? Como um cristão bíblico deve posicionar-se no dia de Finados?
Nada de errado existe quando, movidos pelas saudades dos parentes ou pessoas conhecidas falecidas, se faz nesse dia visita os cemitérios e até mesmo se enfeitam os túmulos de pessoas saudosas e caras para nós. Entretanto, proceder como o faz a maioria, rezando pelos mortos e acendendo velas em favor das almas dos que partiram tal prática não encontra apoio bíblico.
4. A maioria das pessoas que visitam os cemitérios no dia de Finados está ligada à religião católica. Por que os católicos fazem essa celebração aos mortos com rezas e acendendo velas junto aos túmulos?
Porque segundo a doutrina católica, os mortos, na sua maioria estão no purgatório e para sair mais depressa desse lugar, pensam que estão agindo corretamente mandando fazer missas, rezas e acender velas. Crêem os católicos que quando a pessoa morre, sua alma comparece diante do arcanjo São Miguel, que pesa em sua balança as virtudes e os pecados feitos em vida pela pessoa. Quando a pessoa não praticou más ações, seu espírito vai imediatamente para o céu, onde não há dor, apenas paz e amor. Quando as más ações que a pessoa cometeu são erros pequenos, a alma vai se purificar no purgatório.
5. Existe base bíblica para se crer no purgatório, lugar intermediário entre o céu e o inferno?
Não existe. A Bíblia fala apenas de dois lugares: céu e inferno. Jesus ensinou a existência de apenas dois lugares. Falou do céu em Jo 14.2-3 e falou do inferno em Mt 25.41.
6. Segundo a Bíblia o que acontece com os seres humanos na hora da morte?
No livro de Hebreus 9.27 se lê que após a morte segue-se o juízo. E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc 16.19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus: a) que há consciência após a morte; b) existe sofrimento e existe bem estar; c) não existe comunicação de mortos com os vivos; d) a situação dos mortos não permite mudança. Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap 14.13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt 7.13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair.
7. Fora a crença sobre o estado dos mortos de católicos e evangélicos, existem outras formas de crer sobre a situação dos mortos. Pode indicar algumas formas de crer?
Sim.
A) os espíritas crêem na reencarnação. Reencarnam repetidamente até se tornarem espíritos puros. Não crêem na ressurreição dos mortos.
B) os hinduístas crêem na transmigração das almas, que é a mesma doutrina da reencarnação. Só que os ensinam que o ser humano pode regredir noutra existência e assim voltar a este mundo como um animal ou até mesmo como um inseto: carrapato, piolho, barata, como um tigre, como uma cobra, etc.
C) os budistas crêem no Nirvana, que é um tipo de aniquilamento.
D) As testemunhas de Jeová crêem no aniquilamento. Morreu a pessoa está aniquilada. Simplesmente deixou de existir. Existem 3 classes de pessoas: os ímpios, os injustos e os justos. No caso dos ímpios não ressuscitam mais. Os injustos são todos os que morreram desde Adão. Irão ressuscitar 20 bilhões de mortos para terem uma nova chance de salvação durante o milênio. Se passarem pela última prova, poderão viver para sempre na terra. Dentre os justos, duas classes: os ungidos que irão para o céu, 144 mil. Os demais viverão para sempre na terra se passarem pela última prova depois de mil anos. Caso não passem serão aniquilados.
E) os adventistas crêem no sono da alma. Morreu o homem, a alma ou o espírito, que para eles é apenas o ar que a pessoa respira, esse ar retorna à atmosfera. A pessoa dorme na sepultura inconsciente.
8. Como se dará a ressurreição de todos os mortos?
Jesus ensinou em Jo 5.28,29 que todos os mortos ressuscitarão. Só que haverá dois tipos de ressurreição; para a vida, que ocorrerá mil anos antes da ressurreição do Juízo Final. A primeira ressurreição se dará por ocasião da segunda vinda de Cristo, no arrebatamento. (1 Ts 4.16,17; 1 Co 15.51-53). E a ressurreição do Juízo Final como se lê em Apocalipse 20.11-15.
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Nota do Blog: Neste ano o dia de finados foi comemorado pela liturgia da Igreja Católica no dia 2 mesmo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Qual é o argumento para negar um milagre?

Montagem de David Bueno/Facebook


             Certas imagens, valem mais que mil palavras.

Reflexão sobre o evangelho de hoje: Sobre a Porta Estreita


 
Leniéverson Azeredo Gomes
 
      Hoje, o evangelho localizado em Lucas 13, 22-30, fala da Porta Estreita e a Porta Larga. Essas duas portas são as duas possibilidades de caminho que a pessoa pode escolher. Um caminho é bom e o outro é aparentemente bom. 
       Vejamos, o mundo de hoje nos oferece propostas que são sedutoras, que atraem, que cativam as pessoas. No entanto, há de se convir que seguir o mundo em que quase em sua totalidade possuem valores contrários a Verdade revelada, nos obriga a pensar. 
     Será que seguir esse caminho vale a pena? Será que esse caminho nos traz a felicidade verdadeira?Amados, se a pessoa escolhe a porta larga, não é porque ela é fácil de entrar, mas sim porque ela é isenta de freio moral.
  O consumismo desenfreado, as práticas fornicadoras, o hedonismo (prazer pelo prazer), o narcisismo, o egoismo pairam na sociedade como coisas que exercem um caráter magnético. Mas e a porta estreita? 
      Seguir a cruz e abandonar os conceitos mundanos é um desafio, pois exige que nós sejamos sal da terra e luz do mundo, ou seja, ser o diferencial em nossa sociedade, entretanto, isso dá trabalho (leia-se, mas não é impossível). 
  Todos nós cristãos somos chamados a dar preferência a porta estreita, pois ela é a recomendada por Cristo.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Capela de adoração eucarística perpétua junto a clínica de abortos será inaugurada nos EUA




WASHINGTON DC, 29 Out. 12 / 02:09 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um grupo de ativistas pró-vida  no estado de Oklahoma (Estados Unidos) planejam abrir em breve uma capela de adoração eucarística permanente, localizada-se a só uns metros de uma clínica de abortos.
“Estamos a 20 pés (7 metros) dos abortistas. Nós vamos colocar letreiros nas janelas que digam ‘Grávida? Precisa de ajuda? Venha aqui”, explica ao grupo ACI Imprensa o sacerdote M. Price Oswalt, líder do projeto.
O Padre Price expressa ademais sua esperança de que a capela ajude a pôr “fim ao aborto através da reflexão orante e dos distintos meios de oração. É o maior dos bens (a Eucaristia) junto ao maior dos males (o aborto). O bem triunfará”.
O sacerdote, que é reitor do Santuário Nacional do Menino Jesus de Praga em Oklahoma, liderou este projeto com a ajuda da Holy Innocents Foundation (Fundação dos Santos Inocentes). A capela estará localizada ao lado da clínica de abortos Outpatient Services for Women.
O Pe. Price recordou que as mulheres que pensam em abortar precisam de ajuda: “na maioria das vezes essas mulheres estão em crise e realmente não sabem o que querem e por isso muitas vezes são empurradas ao aborto”.
A capela terá capacidade para albergar 50 pessoas. Ela contará com uma imagem da Virgem e outra de Santa Gianna Beretta Molla, uma santa italiana que ofereceu sua vida para que pudesse nascer o filho que esperava, e quem o sacerdote chamou de “moderna mártir da maternidade”.
O Padre respondeu às críticas que afirmam que a capela gerará nas mulheres que procuram o aborto um sentimento de culpa. “Uma capela pode ajudar a que o inconsciente se faça consciente. Quando você está na presença de Deus, o Espírito Santo obra em você. Ele ajuda que você se faça responsável pelo que for. (Se alguém se sentir culpado) deve saber que há esperança e que pode haver reconciliação com Deus”.
O projeto teve sua origem em uma capela de adoração eucarística perpétua na arquidiocese de Santa Fe, um projeto promovido pelo Padre Stephen Imbarrato.
Embora os recursos para a capela não provenham da arquidiocese, os líderes da iniciativa contam com a autorização do Arcebispo Paul Coakley que presidirá a dedicação do templo.
Para conhecer mais sobre a Holy Innocents Foundation visite o site (em inglês): www.holyinnocentsokc.org

Uma curta reflexão sobre o evangelho de hoje


      Leniéverson Azeredo Gomes
Foto: Santa Tarde, amados. O Evangelho de Hoje nos fala do grão de mostarda. A semente de mostarda é a menor semente que existe, mas produz uma árvore frondosa e robusta. Assim, também de ser a nossa fé, que embora pequena,  pode produzir coisas grandes (não tem nada a ver com a teologia da prosperidade e eu a repudio) ,desde que a fermentemos com a nossa decisão e a opção por Cristo. Fiquem com Deus.
     Amados, o Evangelho de hoje nos fala sobre a parábola do grão de mostarda (Lc 13,18-21). A semente de mostarda é a menor semente que existe, mas produz uma árvore frondosa e robusta. Assim, também de ser a nossa fé, que embora pequena, pode produzir coisas grandes (não tem nada a ver com a teologia da prosperidade e eu a repudio) ,desde que a fermentemos com a nossa decisão e a opção por Cristo. Fiquem com Deus.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Todos são chamados a serem imitadores do Senhor


Leniéverson Azeredo Gomes

“Sejamos, pois, imitadores do Senhor como convêm aos amados filhos seus. Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.”(Sl 1)


O fragmento do salmo litúrgico de hoje, extraído desse salmo, retoma imediatamente  um conceito registrado no livro do Gênesis,  capítulo primeiro, versículo 26, quando diz que “Deus criou o homem a imagem e semelhança d´Ele mesmo”. Vejamos isso, internautas amados, ser imitador de Deus, não é ser perfeito, como Ele, até mesmo porque só Deus é perfeito. Imitar a Deus, é procurar viver de forma intensa as virtudes d´Ele.
Na Carta de São Paulo aos Efésios, da primeira leitura de Hoje, Deus inicialmente nos chama atenção de forma muito precisa sobre duas a que devemos imitar: a caridade e ter espírito de perdão. Ele nos aconselha que nós devêssemos ser um com os outros: bom, compassivo e ter espirito de clemência (Ef 4,32).   
Oras, quando a passagem de Efésios nos chama atenção para que vivamos no amor, nos recorda também que foi por ternura que o seu Filho, Jesus Cristo, se entregou numa cruz, um gesto de oblação e sacrifício de suave odor para remissão dos pecados e do mundo inteiro. (Ef 5,2).
Ser imitador de Deus é procurar ser exemplo através de comportamentos. Há um ditado cristão muito sábio que diz que: Os testemunhos edificam, mas os exemplos arrastam. No texto de Efésios fala que para sermos exemplos arrastadores de almas, devemos evitar a: devassidão, palavras grosseiras, insensatas ou obscenas, que são inconvenientes, avareza e a impureza (Ef 5, 3-5).
A palavra nos pontua isso, porque muitas vezes nós buscamos ser idólatras de comportamentos humanos que desagradam a totalmente Deus, comportamentos esses que são enquadrados como atos de desobediência as leis divinas.  Para Ele, rebeldia ou desobediência é uma das características de pessoas que estão vivendo em trevas, na escuridão.
Se nós observarmos atentamente o evangelho de hoje, retirado de São Lucas 13, de 10 a 17, podemos perceber que muitas vezes que viver em trevas também pode significar viver uma Verdade equivocada. Jesus, num dia de sábado, curou uma mulher que sofria há, pelo menos, dezoito anos de uma tormenta espiritual que a deixava doente, com o corpo encurvado e incapaz de se endireitar. Ele estava ensinado numa sinagoga e aquela mulher estava lá, e Jesus com todo o seu amor e misericórdia curou a mulher, o que gerou revolta do chefe do local, exatamente por ter feito o milagre, num dia de sábado, afirmando que havia dias os laborais e nesses dias, Jesus podia fazer tal cura.
Cristo repreendeu severamente aquele homem dizendo, dentre outras coisas,  que todos os dias, são dias de cura e de libertação da escravidão. Percebem que Ele, ao dizer aquilo, mostra que é possível viver na luz, desde que saibamos encontrar a Verdade revelada correta, com a fonte correta, sob um prisma e olhar misericordioso. Assim, como se alegraram com Jesus Cristo, as pessoas possam igualmente se alegrar com o nosso testemunho e ardor missionário.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sobre ecumenismo, o Ano da Fé e você, internauta. .


Leniéverson Azeredo Gomes


 
Um mau católico, dá um bom protestante. Eita tema polêmico, não? Sim, é polêmico, mas não é um tabu e nem deve denotar que essa expressão é uma agressão ao ecumenismo (Diálogo com outras igrejas (com "i" minúsculo mesmo) cristãs (não me refiro as seitas). Aliais, há uma sempre interpretação errada de, pelo menos dois documentos da Igreja (Unitatis Redintegratio, do Concílio Vaticano II e o Ut Unun Sint, do Papa João Paulo II). Os dois documentos pregam o respeito a outras expressões cristãs, mas não aboliu a concepção bimilenar de que a Igreja Católica é a unica Igreja de Cristo. De fato, essa má interpretação advem de uma ideia distorcida da Bula Sylabus, de Pio IX. Vejam o trecho distorcido:
"Apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, [o Concílio] ensina que esta Igreja peregrina é necessária para a salvação. O único mediador e caminho da salvação é Cristo, que se nos torna presente em seu Corpo, que é a Igreja. Ele, porém, inculcando com palavras expressas a necessidade da fé e do batismo, ao mesmo tempo confirmou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo Batismo, como que por uma porta. Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus por meio de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou nela perseverar".
Aqui fala que fora da Igreja Católica, não há salvação, porém aí vem a parte que gera confusão:
"Aqueles, portanto, que sem culpa ignoram o Evangelho de Cristo e sua Igreja, mas buscam a Deus com coração sincero e tentam, sob o influxo da graça, cumprir por obras a sua vontade conhecida por meio do ditame da consciência podem conseguir a salvação eterna".
O verbo poder não significa garantir ou conferir, a Bula Syllabus que é na verdade um dogma NÂO expressa que fora do catolicismo haja Salvação, expressa que aqueles desconhecedores dessa Verdade, que nunca ouviram falar...podem (mas não é garantido) obter a Salvação Eterna.
Eu amparo meu argumento na Carta Dogmática ‘A Respeito do Corpo Místico de Jesus Cristo’, publicada pelo Sumo Pontífice o Papa Pio XII aos 29 de junho de 1943, que diz:
"Sua Santidade de modo nenhum os exclui da salvação eterna;afirma, porém, que se acham em condições ‘nas quais não podem estar certos de sua salvação eterna... visto permanecerem privados dos muitos dons e auxílios celestiais dos quais somente na Igreja Católica se pode usufruir’ (A.A.S., 1.c. 243).
Viram? Eles não estão excluidos, mas não há garantias de que terão a Salvação, tendo em vista que só na Igreja Católica pode "usufruir os dons e auxilios celestiais".
Já estamos vivendo o Ano da Fé e nós católicos, a partir da Carta Apostólica "Porta Fidei) (Porta da Fé), nos orienta:
O Ano da Fé será uma ocasião propícia também para intensificar o testemunho da caridade. Recorda São Paulo: «Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade» (1 Cor 13, 13). Com palavras ainda mais incisivas – que não cessam de empenhar os cristãos –, afirmava o apóstolo Tiago: «De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: “Ide em paz, tratai de vos aquecer e de matar a fome”, mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta. Mais ainda! Poderá alguém alegar sensatamente: “Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé”» (Tg 2, 14-18).
E é essa fé católica, a fé dos membros da Igreja de Cristo e não de igrejolas fundadas por homens. E apesar do momento de crise da própria fé, que devemos reavivá-la, anunciá-la e levá-la a todas as nações. Sair da "pastoral do banco"(achar que participar da missa é suficiente) e levar a palavra de Deus a todas as nações. Estou agindo e você?Vai arregaçar as mangas ou ficar parado vendo a banda passar cantando coisas de amor?Olhe para o Santíssimo (foto acima), e reze para que você tenha mais fé e seja um missionário de Cristo.

Reflexão Litúrgica do dia 26 de Outubro.


Leniéverson Azeredo Gomes


“É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor, Deus de Israel. Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com o seres que o povoam (...)”. O trecho do Salmo 23, nos mostra de forma categórica e expressa, o Senhorio de Deus na vida de todos os seres que habitam a terra, sobretudo, o ser humano. Amados e amadas, todas as gerações, toda a humanidade eleita tem de proclamar Deus, Santo e Senhor do Universo.
Na carta de São Paulo aos Efésios, capítulo quarto, versículos de 1 a 6, orienta de forma segura que essa comunidade de eleitos precisa colocar em prática alguns ensinamentos do Senhor, não só simplesmente com o intuito de imitá-lo, mas para que tenham uma vida pacífica e harmônica, assim, evitando contendas uns com os outros.
De fato, é um caminho santo de vida comunitária, “em acordo com a vocação que recebemos de Deus” (Ef 4,1). Um modo de inter-relação, ou seja, de convivência que envolve, acima de tudo, “humildade e mansidão, onde cada ser humano suporta uns com os outros com paciência, no amor” (v. 2).
É esse espírito de unidade pelo vinculo da paz, que cada pessoa deve aplicar para si com o seu semelhante. Afinal, existe apenas “um só corpo, um só espirito e uma só esperança à qual somos todos os dias chamados” (Ef 4,4). Bem como, “há um só Senhor, uma só fé, um só Deus  Pai de Todos, age no meio de todos e permanece em todos”. (v 5,6)
São Irineu de Lião, um dos ícones mais importantes da patrística, pontua que “com efeito, a Igreja, embora espalhada no mundo inteiro até os confins da terra, tendo recebida dos apóstolos e dos discípulos deles a fé, guarda (esta pregação e esta fé) com cuidado, como se habitasse em uma só casa, nelas crê de forma idêntica, como se tivesse uma só alma; e prega as verdades de fé, as ensina e transmite com voz unânime, como se possuísse uma só boca” (Adv. Haer. 1,10,1-2;).
Percebam que Deus, a partir desse entendimento, bastante evidente, estabelece, além disso, que a relação entre a comunidade de fiéis, em todo o mundo, depende de a mesma viver as três virtudes teologais: a fé, a esperança e a caridade. De acordo com o § 1813 do Catecismo da Igreja Católica, as virtudes teologais “informam e vivificam todas as virtudes morais, além de serem infundidas por Deus na alma dos fiéis para torna cada um capaz de agir como filho de Deus e merecerem a vida eterna”.
Dessa forma não seremos hipócritas, como as multidões as quais  Jesus fazia pregações, a exemplo das descritas no evangelho de hoje (Lc 12,54-59), onde se conhece as virtudes teologais de cor e salteado, mas não se propõem colocá-la em prática.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Santo do Dia: São Frei Galvão

Freigalvao.jpg
São Frei Galvão, rogai pelos visitantes do meu blog.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Santo do Dia - Santo Antônio Maria Claret


Do Wikipedia
Antonio Claret.jpg



Antônio Maria Claret nascido Antoni María Claret i Clará (Sallent, Catalunha, 23 de dezembro de 1807 — Fontfroide, Narbona, 24 de outubro de 1870) foi um sacerdote católico espanhol, arcebispo de Cuba, fundador da ordem dos padres Claretianos, também conhecida como Congregação dos Filhos do Imaculado Coração de Maria (Cordis Mariae Filius -C.M.F.-) em 1849.

Vida

Chegou a ser um excelente trabalhador de tear, que aprendeu a usar na fábrica de seu pai e posteriormente em Barcelona.
Um dia quando assistia à missa escutou as palavras do Evangelho: De que aproveita ao homem ganhar todo o mundo, se finalmente perde a sua alma?, o que lhe causou uma profunda impressão (Autobiografia, 68). Diante desta impressão busca conselho com o Padre Pablo Amigó da Congregação do Oratório de São Filipe Neri. A princípio queria ser Cartuxo, mas por diferentes sinais decide não ingressar nesta ordem religiosa.
Ordenou-se sacerdote em 1835, em Solsona. Em 1850 foi sagrado Arcebispo de Cuba. Ali criou diversas instituições para apoiar o desenvolvimento humano, principalmente dos mais pobres. Contribuiu para o desenvolvimento agrícola da Ilha e foi um humanista que denunciou os atos de racismo e as injustiças sociais. Por causa das suas denúncias sofre um atentado e refere haver sentido um grande gozo ter tido a oportunidade de derramar o próprio sangue por praticar o que Cristo pregava (Autobiografia, 577).
Em Cuba visitou todas as cidades e vilas, crismou a 100.000 pessoas e casou a 9.000 casais.
De volta à Espanha, foi nomeado arcebispo de Trajanópolis ("in partibus infidelium") e confessor da Rainha Isabel II de Espanha]. Defendeu a infalibilidade do papa no Concílio Vaticano I. Ao estalar a Revolução de Setembro de 1868 na Espanha refugia-se no mosteiro cisterciense de Fontfroide (França). Na sua tumba está escrito o seguinte epitáfio: "Amei a justiça, aborreci a iniquidade, por isso morro no desterro".
Os seus restos mortais hoje são venerados na Igreja dos Missionários Claretianos em Vic, a primeira Casa da Congregação fundada por ele em 1849.

Escritos

Antônio Maria Claret escreveu a narração da sua vida por ordem expressa do Pe. José Xifré. Começou a escrevê-la nos finais de 1861 e a concluiu em 21 de maio de 1862. Está dividida em três partes, que abarcam desde o seu nascimento até maio de 1862. Posteriormente, escreveu uma "continuação" que abrange os anos de 1862 a 1865.
Foi beatificado em 1934. Foi canonizado pelo Papa Pio XII, no dia 7 de maio de 1950. Sua festa é celebrada no dia 24 de outubro.

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Nota do Blog: Santo Antônio Maria Claret, rogai por nós.