terça-feira, 24 de abril de 2012

Algarve: Bispo sublinha que devoção a Maria consiste em «imitar as suas virtudes» e não «numa emoção estéril»



Loulé, Faro, 24 abr 2012 (Ecclesia) – O bispo do Algarve afirmou no domingo em Loulé, perante milhares de pessoas, que “a verdadeira devoção” a Maria “não consiste numa emoção estéril e passageira” mas em “imitar as suas virtudes”.
Dom Manuel Quintas, Bispo do Algarve 
D. Manuel Quintas, que presidiu à missa da Festa Grande de Nossa Senhora da Piedade, popularmente evocada como Mãe Soberana, sublinhou que a fidelidade à Mãe de Cristo é “fundamental” para aperfeiçoar a espiritualidade pessoal e a “generosidade do compromisso em prol da missão e anúncio do evangelho”, refere o jornal Folha do Domingo.
Essa missão “não pode ser considerada facultativa ou suplementar da vida”, pelo que “nenhum batizado deve sentir-se dispensado” de a concretizar, frisou o prelado, que pediu aos fiéis para aderirem a Deus com “consciência renovada”.
Após a missa, concelebrada por D. António Carrilho, bispo do Funchal e natural de Loulé, realizou-se a procissão pelas ruas centrais da cidade, que culminou com a subida ao cerro onde o Santuário está situado, com a pequena ermida e a nova igreja dedicadas à Mãe Soberana.
A festa, considerada a “maior manifestação de fé a sul do Tejo”, voltou a atrair a Loulé “uma multidão imensa de pessoas que congestionou por completo a circulação na cidade”, descreve o jornal diocesano.
Durante a celebração, cujos primeiros registos históricos remontam ao século XVI, D. Manuel Quintas consagrou a diocese a Maria.

Todo aquele que diz ter identidade católica tem de crer que "Fora da Igreja Católica não há Salvação".


Leniéverson Azeredo Gomes


No artigo anterior, pudemos perceber, de forma bem clara, o perfil de um verdadeiro e autêntico católico. No entanto, devemos também explicitar algumas questões práticas sobre esta identidade católica, será usado como base, para isso, os tópicos do artigo 837, do Catecismo da Igreja Católica.
A identidade católica está ligada ao aceite - concordar - na totalidade da organização e todos os meios de salvação nela instituídos e em sua estrutura visível, que é regida por cristo por meio do Sumo Pontífice e dos Bispos:
Desde a sua fundação até hoje, a Igreja Católica sustenta com bastante rigor que ela é o único caminho para se encontrar a salvação plena.Com a reforma protestante, no século XVI, o magistério da Igreja Católica, passou a ter que se superar para manter esse discurso, pois precisa, de forma catequética, responder perguntas como:
·       Onde é que está escrito que Cristo fundou a Igreja Católica?;
·    Onde se prova que Pedro foi o primeiro Papa?;
·    Onde é que está escrito que Cristo é a cabeça da Igreja?;
·       Onde isso, onde aquilo e onde acolá.
A identidade católica está intrinsecamente ligada a acreditar e defender que, de fato, Cristo deixou na terra a igreja católica e que as outras Igrejas e seitas foram fundadas por homens após a reforma protestante de Lutero.
Papa Pio IX

O catolicismo é a religião criada por Jesus Cristo, há dois mil anos, fato comprovado na passagem de Mateus 16, 18-19 e em leituras patrísticas – patrística é o estudo dos primeiros padres da Igreja -. Santo Agostinho e São Cipriano de Cartago defendia que só na Igreja Católica encontra-se a salvação, mas foi com São Pio IX, que isso ficou bem mais claro.
“Fora da Igreja Apostólica Romana ninguém pode salvar-se.[…] Entretanto, também é preciso ter por certo que aqueles que sofrem de ignorância da verdadeira religião, se aquela é invencível, não são eles ante os olhos do Senhor réus por isso de culpa alguma.”
Apesar da ressalva de que, “é preciso ter por certo que aqueles que sofrem de ignorância da verdadeira religião, se aquela é invencível, não são eles ante os olhos do Senhor réus por isso de culpa alguma”, ainda assim, quem deseja ser e ter uma identidade católica deve compreender e assimilar que somente a Igreja Católica tem a plenitude da salvação e o depósito da fé (depositum fidei).
A identidade católica está unida com Ele, Jesus Cristo, pelos vínculos da profissão de fé, dos sacramentos, do regime eclesiástico e da comunhão.
A oração do creio ou a profissão de fé pode-se dizer que é a síntese do ser católico, ou seja, define a certeza de que todo fiel deve ter na Santíssima Trindade (dogma) e na Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana. Quando essa oração é feita nas celebrações eucarísticas, toda a assembleia deve fazê-la “relembrando o santo Batismo que purifica, o perdão que recebemos (...) combater os movimentos da concupiscência, que não cessam de arrastar-nos para o mal”(Catechismus  Romanus. 1,11.3) e afirmando  com convicção de que “ela não foi elaborada segundo as opiniões humanas, mas sim; a Sagrada Escritura inteira guardando o que há de mais importante, para dar, na sua totalidade, a única doutrina de fé.

domingo, 22 de abril de 2012

Como saber se a pessoa tem ou não uma identidade católica?


Leniéverson Azeredo Gomes


Nos dias atuais, é muito comum ver nas redes sociais da internet ou até mesmo na vida real, nas capelas, nas circunvizinhanças, entre outros lugares, ver pessoas dizendo de “pé juntos”, que são católicas. Ter ou não uma identidade que a pessoa tem uma autêntica fé católica, eis a questão.  
Certamente, o leitor, de antemão, deve estar achando que o assunto será interessante. Você tem razão, caríssimo internauta, o que será discutido aqui é bastante conveniente para compreender, de forma mais clara, aquilo que o fiel católico é ou pensa que é. Para isso, será usado a apologética, que significa  o estudo defensivo da fé à luz da ciência .
De acordo, com o dicionário Michaelis, identidade significa “o conjunto de caracteres que reconhece a pessoa como um indivíduo”. Michaelis, desse modo, defendia a ideia de que o agrupamento composto de filiação, nacionalidade, naturalidade, número de registro geral pessoal ou profissional, data de emissão e expedição, dentre outros elementos, forma-se a identidade de uma pessoa em qualquer lugar do mundo.
O cânon 837, do Catecismo da Igreja (CIC), define o perfil de um autêntico católico, quase na mesma linha do conceito extra-religioso de identidade usado por Michaelis. Para o cânon, um verdadeiro membro da legítima Igreja de Cristo, deve ter como característica:
·  Aceitar na totalidade de sua organização e todos os seus meios de salvação nelas instituídos e em sua estrutura visível – regida por Cristo por meio do Sumo Pontífice e dos Bispos e
·    Unem-se com Ele, Jesus Cristo, pelos vínculos da profissão de fé, dos sacramentos, do regime eclesiástico e da comunhão.

A Constituição Dogmática Lumen Gentiun, artigo 14, reforça que além disso, tem de que compreender que “ a Igreja Católica foi, de fato, fundada por Jesus Cristo e a considerou uma instituição necessária".
Esse artigo da Lumen Gentiun, de forma perceptível, traça um nítido paralelo, com o artigo 837, do CIC, a preocupação de que, muita gente tem problemas muito sérios de identificação católica, ou seja, a pessoa pode dizer, para mundos e fundos, que é católica, mas “não persevera na caridade, estando com o corpo, mas não com a alma e o coração, não será salva (o)”.
É verdade, grande povo de Deus, os católicos de estatística, de IBGE, de boca, de rótulo, dentre outros nomes, tem crassos (grosseiros) problemas de identidade de fé católica. Mentem para si mesmos, para outros e, não raro, trata mal quem percebe a questão e tenta recolocá-lo (a) no caminho certo, enfim, não aceitam o que se denomina de “direção espiritual”.
Se pudesse estar em frente de cada um dos problemáticos que relativizam sua identidade católica, São Tiago Apóstolo usaria o capítulo segundo de sua carta para dar um conselho sério aos mesmos.
“De que aproveitará, irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso esta fé, poderá salvá-lo?Se a um irmão ou a uma irmã faltarem roupas e o alimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: “Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos”, mas não lhes der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em sim mesma, mas, alguém dirá assim: “Tu tens fé, e eu tenho obras” E, assim, eu refuto, mostra-me a tua fé sem obras e eu vou te mostrar a minha fé pelas minhas obras”(Tg 2,14-18).
São Tiago aprendeu direitinho com o Senhor Jesus.O Filho de Deus em Mateus 7, 21, afirmou que “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade do Pai que está nos céus. Muitos falam que pregam, realizam milagres e expulsam demônios em meu nome, mas eu vou dizer a eles que não os conheço”.
Pois é, povo de Deus - os verdadeiros e corajosos- , o real cristão católico é aquele que segue com a vida os mandamentos divinos e o magistério da Igreja, sem “bater boca” e com fidelidade.

sábado, 21 de abril de 2012

Solução inovadora para a reconstrução da Igreja anglicana de Christchurch; ainda nenhuma decisão para a Catedral católica


Wellington (Agência Fides) - Ao contrário da Igreja anglicana de Christchurch, destruída pelo grave terremoto de 21 de fevereiro de 2011 no país, "a Catedral católica não foi totalmente demolida, e só algumas partes, como a enorme cúpula, foram removidas. Nenhuma decisão final foi ainda tomada e seu futuro permanece incerto, vista a grande cifra que se estima sirva para a reconstrução".
Catedral Católica de Christchurch
É o que conta à Agência Fides padre Paul Shannahan, Diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias da Nova Zelândia. A Igreja anglicana será reconstruída temporariamente com papelão, à espera do edifício permanente previsto. A catedral vitoriana em estilo gótico, que dominava o centro da praça da cidade, foi demolida depois dos graves danos causados pelo terremoto.
A nova estrutura, projetada pelo arquiteto japonês Shigeru Ban, conhecido pela construção de uma Igreja de papelão, depois do terremoto de 1995 de Kobe, no Japão, será erguida no local onde existia uma Igreja histórica, destruída. Este edifício provisório, além de ser um símbolo de esperança para o futuro da cidade, será feito com tubos em papelão, traves em madeira, concreto e uma pequena praça de cimento. Deverá durar mais de 20 anos e estar pronta antes do próximo Natal. 
Comentário do Blog: E o que essa matéria leva a pensar o leitor?

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Deus deu seu filho único para ser a luz do mundo e nos ensinar a iluminar a humanidade.

Leniéverson Azeredo Gomes

Nos dias de hoje, o gesto de depositar a alguém confiança para desempenhar uma missão nobre e importante, está cada vez ficando menos fácil. É preciso saber se a pessoa tem perfil para tal incumbência, se ela gosta desse específico encargo, se é uma pessoa responsável que saiba “dar conta do recado”, se ela é uma pessoa que tenha credibilidade junto as pessoas, se tem experiência, se ela é qualificada para o determinado ofício, dentre outras coisas.
Nesta quarta-feira, dia 18/04, em plena segunda semana de Páscoa, a liturgia nos mostra que Deus, assim como nos dias de hoje, confiou a alguém a uma missão muito importante: se doar ao mundo, para que todo aquele que um dia vir a crer n´Ele não pereça, mas tenha a certeza de que obterá a vida eterna.
Ser Sal da Terra e Luz do Mundo como Jesus
Sim, amados internautas desse blog, Deus conferiu ao seu Filho Unigênito, Jesus, a missão de salvar o mundo de todo mal e levar a luz para iluminar o caminho das pessoas. Quando lemos em João 3,16-21,  o que Deus  confiou a Cristo, percebemos Ele, seu filho já nasceu qualificado para a missão.
Jesus, enquanto alguém acreditado pelo Pai, sempre demonstrava ter um sacerdócio por excelência. Porque ensina-nos o “caminho das pedras” que nos ajuda a rumar a salvação, a nos educar que Ele era e sempre será a nossa luz, sempre será a nossa paz, sempre será o nosso “Caminho, a Verdade e a Vida”.
Ele era o Messias, ou seja, o ungido por natureza. Jesus, ainda menino, foi levado por seus por São José e Maria Santíssima, para ser apresentado ao Templo a fim de cumprir uma tradição originária da Lei  de Moises, onde “todo primogênito do sexo masculino tinha de ser consagrado ao Senhor”. Na narrativa localizada em Lucas 2,25.34-35, se encontra um homem “muito justo e piedoso” chamado Simeão. Creditado na passagem como profeta, Simeão após abençoar José e Maria, disse algo revelador a mãe de Jesus:
“Eis que esse menino está destinado a ser uma causa de queda e soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal [claro] que provocará contradições, a fim de serem revelados muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma”.
De fato, o profeta Simeão expôs a dimensão do Kenosis, ou seja, desse Deus que se “igualou a condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a sua condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz” (Fl 2,6-8).
O Filho do Homem já nasceu qualificado, desde a mais tenra idade, Jesus já entendia que tinha de fazer a vontade do Pai. Aos 12 anos, na tradicional festa da Páscoa, após seus pais ficarem aliviados ao tê-lo encontrado, Jesus expressa:
“Porque me procuráveis? Não sabiam que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?” (Lc 2,48-49).
E nós também devemos nos ocupar das coisas do Pai; podemos ser luz para a sociedade. Basta querermos e desejarmos conhecer melhor a Igreja e o Jesus eucarístico. Pois ninguém pode dar aquilo que não tem para oferecer. Então, caríssimos, mãos a obra, vamos arregaçar as mangas e agir.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Cartaz de Parada Gay traz foto de catedral de Maringá. A “indignação” melindrosa de Dom Anuar Battisti.

Do site http://fratresinunum.com com blog do Leniéverson

Ao confrontar a parada do orgulho gay, Arcebispo parece não se orgulhar de ser católico. Tímido, o Arcebispo de Maringá, que outrora quase pediu perdão pelo Brasil ser um país católico, agora reafirma seu “respeito pela diversidade” e convida organizador de parada gay para um cafézinho. A firmeza do senhor Arcebispo é tamanha que o ofensor se sente à vontade para exigir “bons argumentos”.
Folha de São Paulo | Um cartaz de divulgação da Parada Gay de Maringá (436 km de Curitiba) provocou indignação na Igreja Católica por estampar a foto da Basílica Nossa Senhora da Glória refletindo a explosão de um facho de luz com as cores do arco-íris. A Igreja quer a retirada do cartaz das redes sociais e de sites que defendem a causa gay.
O editor do site “Maringay”, Luiz Modesto, 31, disse que o cartaz é extraoficial e foi desenvolvido pela artista plástica Elisa Riemer, inspirado na capa do álbum “The Dark Side of the Moon”, da banda britânica Pink Floyd.
“Foi um cartaz simpático, com o símbolo de Maringá. Em qualquer lugar usa-se o símbolo da cidade para vender o peixe”, afirma.
Ele diz que outras leituras podem ser feitas, como o facho de luz que aponta de baixo para cima e depois explode no alto, representando a diversidade de Maringá.
O arcebispo dom Anuar Battisti disse à Folha que a catedral não é apenas um símbolo de Maringá, mas também da fé da maioria dos moradores da cidade. “Respeitamos a diversidade, mesmo às vezes não concordando com o modelo de comportamento“, afirma o religioso.
Luiz Modesto, que diz ter recebido um convite para tomar café com o arcebispo nesta terça-feira (17), afirma que a Igreja terá que apresentar bons argumentos para a retirada do cartaz. “Se ele me convencer que eu ofendi a Igreja, eu retiro“, afirma.
Em nota, a Arquidiocese de Maringá disse que “a Igreja Católica não tem a pretensão de domesticar a sociedade, impondo-lhe seus princípios e valores“, mas que o cartaz “confrontou opinião religiosa da parcela maior da comunidade maringaense“.

A Parada Gay de Maringá está marcada para o dia 20 de maio.

* * *

Verborréia politicamente correta: “O que pode escandalizar não é um cartaz, mas a violência contra o ser humano”. Dom Anuar: “Abrimos uma porta em defesa da vida” (?); “Não queremos ser uma igreja preconceituosa, queremos ser uma igreja do amor”.

Jornal de Londrina | A comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT) e a Igreja Católica se reuniram na manhã desta terça-feira (17) pela primeira vez após a polêmica que envolveu o cartaz da Parada LGBT, que mostra a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória sendo atingida por um raio de luz, dando origem a um arco-íris, um dos símbolos do movimento. O evento ocorrerá em 20 de maio em Maringá.
“No que seria um grande constrangimento [ o encontro entre as duas partes], conseguimos encontrar um espaço de diálogo”, comentou um dos integrantes do movimento LGBT de Maringá e editor do site Maringay, Luiz Modesto. “Juntos, entendemos que o que pode escandalizar não é um cartaz, mas a violência contra o ser humano.”
Modesto confirmou que sugeriu durante a reunião com o arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti, a criação de uma pastoral da diversidade no Município. “Ele acolheu a ideia e disse que vai levar a proposta para outros bispos”, confirmou.
Segundo o arcebispo, o mais importante foi o canal de comunicação aberto após a polêmica. “Foi um bom diálogo. Abrimos uma porta em busca da defesa da vida”, comentou. “Não queremos ser uma igreja preconceituosa, queremos ser uma igreja do amor.”


Cartaz
O cartaz polêmico

O arcebispo da Arquidiocese de Maringá pediu que a montagem fosse retirada da internet, o que não é mais possível, porque a imagem foi compartilhada por vários internautas. “Foi uma imagem que mexeu com o sentimento dos católicos, mas que não é mais possível retirar da internet”, disse.
[...] Segundo Modesto, a designer fez a imagem para criar um diálogo entre a comunidade LGBT e a igreja, não a polêmica. Apesar das críticas, Modesto elogiou a atitude de Elisa e apontou que o objetivo dela foi concretizado. “Está de parabéns.”

Comentário do Blog do Leniéverson: Mas que bispinho chinfrim, hein? Ruinzinho para defender a Igreja Católica. Desde quando, deve sentar-se para conversar com quem agride símbolos religiosos, tem de tascar é um processo. Defendo a tese de que esse bispo tem de ser enquadrado devido a sua postura medrosa e covarde.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Mensagem

Feliz Páscoa para todos e que Cristo ressurja no 
coração de cada um.
 Leniéverson Azeredo Gomes

terça-feira, 3 de abril de 2012

Direitos autorais do Cristo são da Arquidiocese do Rio, decide Justiça

Notícias Cristãs com Agência Estado
Cristo Redentor
Os direitos autorais sobre o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, são da Arquidiocese da cidade. A decisão, unânime, é da 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, em ação impetrada pelos familiares de Paul Landowski, um dos escultores da estátua, contra a fabricante de joias H. Stern. Cabe recurso.
Em jogo na ação estão os direitos sobre a imagem do Cristo, que estava sendo usada em joias da marca. Segundo a família de Landowski, ele era o detentor dos direitos autorais da estátua e não foi consultado sobre seu uso nos produtos da H. Stern. Foi à Justiça pedir indenização por violação de direitos autorais e dano moral. Pediu também a retirada dos produtos de circulação.
A primeira instância negou o pedido. Ao analisar os fatos alegados e ouvir os envolvidos, o juiz decidiu que os direitos pertenciam à Arquidiocese, a representante da Igreja Católica na cidade. Isso de acordo com confissão de Heitor da Silva Costa, arquiteto da obra, que disse ter cedido os direitos à igreja.
No TJ, os herdeiros de Landowski alegaram que os direitos foram cedidos por terceiros, que não os detinham. Convocada, a Arquidiocese, representada pelo escritório Dannemann Siemsen, demonstrou documentos comprovando a cessão dos direitos.
Paul Landowski, Heitor da Silva Costa e Carlos Oswald, o pintor, assinaram documentos dando os direitos de imagem do Cristo Redentor à Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro. Frase retirada do diário de Paul Landowski, hoje morto, dizia que "ele [Silva Costa] me convenceu a abrir mão de meus direitos de reprodução, dizendo tratar-se de uma obra religiosa, da qual haveria poucas reproduções".
A relatoria do caso ficou com o desembargador Vito Guglielmi. Diz o acórdão: "a quantidade de reproduções e reinterpretações da aludida obra para os mais diversos fins - de resto, exemplificada pelos documentos trazidos pela demandada (fls. 352/372) - efetivamente demonstra que, se legalmente não se encontra ainda a criação em domínio público (nos termos do artigo 41 da Lei 9.610/98), seu uso comum e persistente ao longo do tempo já seria suficiente, quando menos pela supressio ou verwirkung e caso se entendesse pela ausência da cessão, a impedir a atual pretensão".
Com base nesse argumento, e no fato de os autores terem aberto mão dos direitos de reprodução do Cristo, Guglielmi negou o pedido por ilegitimidade ativa da demandante. Ou seja: se os direitos já não pertenciam mais a Landowski, sua família não poderia pleitear violação dos direitos de reprodução.

Nota do Blog: Que bom saber dessa decisão, afinal a justiça foi feita,mas a familia irá recorrer, mas a justiça atenta, irá tomar a mesma decisão. 


O Papa Bento XVI enviou uma doação de 100 000 dólares para ajudar a mitigar o efeito da violência na Síria, através das organizações de caridade da Igreja local.

ACI Digital


Em um comunicado emitido pelo Pontifício Conselho Cor Unum, indicou-se que este é um novo gesto do Papa, somado às suas reiteradas chamadas a pôr um fim imediato a todo tipo de violência na Síria.
O secretário do Pontifício Conselho Cor Unum, Dom Giampiero Dal Tusso, entregará o donativo à Igreja local, hoje, 31 de março.
Através de seus organismos de caridade, a Igreja na Síria se encontra comprometida em ajudar a população terrivelmente afetada pela violência, particularmente nas cidades de Homs e Alepo, onde ademais os cristãos são perseguidos por extremistas vinculados a grupos como o Al Qaeda.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Alguns aspectos importantes sobre as Universidades Católicas - Capítulo II

Leniéverson Azeredo Gomes

No post anterior, um comentarista chamado Jeremias, me chamou atenção para o fato de que eu havia me esquecido de colocar no meu texto, que as Universidades Católicas têm o direito de serem católicas. O leitor,  em tela,  não se atentou que, embora em muitos países que tem universidades católicas, e, tenham que ser fiscalizadas por órgãos federais que cuidam da educação, as mesmas tem o “RG”, uma identidade, uma cara, um perfil próprio que respira catolicidade.
Mas tem gente que insiste não enxergar isso, veja outro exemplo bem atual e que está em andamento. Este blog está se referindo a Pontifícia Universidade Católica do Peru, com sede administrativa em Lima. No território peruano, existem 9 universidades católicas, sendo que uma é pontifícia, só para se ter uma ideia, no Brasil, há 16 universidades católicas, sendo 7 pontifícias, destas, duas apresentam notícias de desobediência mais graves a “Ex  Corde Ecclesiae”  – PUC-SP e UNICAP – diz-se mais grave, pois nas restantes, há uma nota aqui e ali de intercorrências sobre elas, mas nada frequente, apesar de que também mereçam uma operação cirúrgica eclesial.
Bom, a PUCP, como é conhecida a Pontifícia Universidade Católica peruana, está em processo de intervenção da Santa Sé. Das supracitadas 9 universidades peruanas, esta única problemática. Fundada pelo padre da congregação do Sagrado Coração de Jesus, Jorge Dintilhac em 1917, e proclamada de direito pontifício em 1942, a PUCP vem há muito tempo demonstrando certa rebeldia. Segundo o site da Universidade  do Vale dos Sinos do Rio Grande do Sul (Unisinos) – também católica, “estudaram na PUCP,  personagens representativos da dissidência social e política do Peru, da esquerda radical e do "progressismo católico". Um dos catedráticos mais conhecidos era Gustavo Gutiérrez Merino: sacerdote dominicano conhecido como o pai da "teologia da libertação" e cuja obra foi levada mais de uma vez sob o olhar do Vaticano, mas sem nunca ter sido condenada pelo ex-Santo Ofício”.
 
Entrada da Pontifícia Universidade Católica Peruana

Para a Santa Sé, esse problema acontece há pelo menos, 10 anos, e que algo precisava ser feito para corrigi-lo. O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcísio Bertone, enviou a Lima, capital peruana, em dezembro de 2011,  o Cardeal Peter Erdö, arcebispo de Esztergom-Budapest (Hungria), uma personalidade reconhecidamente autorizada do mundo católico europeu e homem de confiança do Papa e, junto irão dois especialistas em direito canônico de universidades católicas.


Cardeal Peter Erdö

      Cardeal Erdö   



Cardeal Tarcísio Bertone
             
Membro das congregações para a Educação Católica, para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos e do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica, o Cardeal Erdö e seus auxiliares ficaram duas semanas, hospedados na nunciatura apostólica peruana.
Ele  perguntou, escutou e tomou notas. Não acusou, nem favoreceu nenhuma das partes; ofereceu uma oportunidade para que todos deem sua própria versão. Assim, com todos os dados recolhidos, voltou à Hungria a fim de retomar suas atividades pastorais, e já em território húngaro, dedicou parte do seu tempo à redação de um relatório minucioso, com propostas concretas e que entregou ao Vaticano.
                O cardeal húngaro encontrou um cenário muito tenebroso. Quando esteve com as autoridades eclesiásticas, dentre elas, o reitor da Pontifícia Universidade Católica do Peru, Marcial Rubio, disse que “se as autoridades universitárias não aceitassem a autoridade vaticana, a própria universidade sofreria uma pesada desclassificação: substancialmente, não poderia mais ostentar o título de "católica" e muito menos o de "pontifícia"
Reitor Marcial Rubio 
                No entanto, o reitor da universidade, ao ser convocado para uma audiência no Vaticano, demonstrou ao Cardeal Erdő que não teme as "ameaças" vaticanas e até convidou o purpurado a voltar atrás: Lima prefere não modificar nada e permanecer independente de Roma, apesar de se declarar universidade "pontifícia".
Ficou claro para o Vaticano a insubordinação, a insubmissão, a rebeldia do Magnífico Senhor Reitor Marcial Rubio e, sem escolha, a Santa Sé foi obrigada a dar um ultimado “ os estatutos da PUCP devem se adequar à Constituição Apostólica Ex Corde Ecclesiae", sob pena de se não obedecido estas condições,  até o domingo de Páscoa, 8 de abril, sofrerá sanções que inclui a perda do caráter pontifício e católico.
Representantes do corpo discente (de alunos), do corpo docente (de professores) e ex-alunos da PUCP, pediram ao centro de estudos que adaptem os seus estatutos à Constituição Apostólica Ex Corde Ecclesiae. Em comunicado escrito por eles e encaminhado ao portal de notícias católicas “ACI Digital”, “Associação Universitária Riva Aguero”, que leva o nome do principal benfeitor da PUCP chamou os membros da Assembleia Universitária da casa de estudos "a dar aceitação completa ao pedido feito pela Santa Sé, pois a existência da Universidade não seria compreendida sem o esforço da Igreja Católica".
Esta organização, dessa forma, assinalou o pronunciamento, buscando "promover plenamente a defesa inquebrantável da vontade dos fundadores da PUCP, expressa na consagração institucional à Igreja Católica e sua dependência à Santa Sé". A Igreja, como foi claramente notado pelos membros da comunidade universitária “sob o amparo das liberdades religiosas existentes hoje em toda a sociedade democrática tem o direito de criar instituições educativas em harmonia com os princípios da fé e do seu Magistério"
     Bom, vamos aguardar até o dia 8 de abril para ver quem ganha a queda de braço, espera-se que o Vaticano vença. No próximo artigo, este blog traçará um paralelo, entre a insubordinação ou insubmissão dos reitores das Universidades Católicas e a Santa Sé e entre a relação de funcionários de qualquer escalão de uma empresa qualquer com filosofias, estatutos, regras, entre outras orientações profissionais da mesma e suas consequências se for desrespeitados.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Alguns aspectos importantes sobre as Universidades Católicas - Capítulo I

Leniéverson Azeredo Gomes


Os estudantes que desejam participar do corpo discente de uma Universidade Católica deveriam, previamente, saber as “regras do jogo” e, se adaptarem e respeitarem a todas elas.É o que diz o artigo 23, da Ex Corde Ecclesiae, exatamente na parte em que se identifica e se enxerga a missão de uma autêntica Universidade Católica.
Os estudantes são solicitados a perseguir uma educação que harmonize a excelência do desenvolvimento humanístico e cultural com a formação profissional especializada. O referido desenvolvimento deve ser tal que eles se sintam encorajados a continuar a investigação da verdade e do seu significado durante toda a vida, dado que “ é necessário que (...) se desenvolvam as faculdades da admiração, da intuição, da contemplação, e de se tornarem capazes de formar um juízo pessoal e de cultivar o sentido religioso, moral e social”. Isto os tornará idóneos para adquirirem (...) um estilo de vida autenticamente cristão. Eles devem ser conscientes da seriedade da sua profissão e sentir a alegria de serem amanhã « leaders » qualificados, testemunhas de Cristo nos lugares onde deverão desempenhar a sua missão.”
Portanto, numa Universidade Católica, não se comporta e em tese, não se deveria tolerar certos tipos de manifestações como a que o grupo da Isadora Penna, a estudante de Direito citada no artigo anterior, vem promovendo na reitoria da PUC-SP, que está sob o mandato de Dirceu de Mello. Este, ao blogueiro que vos escreve, parece conivente com essas coisas, pois ao ser procurado pelo “O Estadão” tentou procura-lo por duas vezes para comentar a fala de Dom Luiz Bergonzini, mas nunca é encontrado.
No entanto, há uma declaração dele, publicado no dia 4 de abril de 2011, portanto, do ano passado, onde ele emitiu uma opinião sobre o perfil acadêmico da PUC-SP.
“As atividades acadêmicas são inteiramente desobrigadas de qualquer compromisso com a religião católica, isso está inserido no estatuto da universidade. Temos aqui  alunos e professores ateus, judeus... Todos estão aqui. O valor fundamental prestigiado pela universidade é o valor católico, pois ela se criou sob a imposição, iniciativa de um cardeal. Mas todos tem liberdade, desde que no magistérios, por exemplo, os professores não agridam esse valores básicos que são prestigiados em nosso estatuto. Mas a liberdade de cátedra é franca”, ele afirma.
Que absurdo, seu Dirceu, tu não és dono da PUC, é um funcionário, não deveria ser tão petulante e arrogante. Vou lembrar ao Senhor algo:
“Os professores universitários esforcem-se sempre por melhorar a própria competência e por enquadrar o conteúdo, os objectivos, os métodos e os resultados da investigação de cada disciplina no contexto de uma coerente visão do mundo. Os professores cristãos são chamados a ser testemunhas e educadores duma autêntica vida cristã, a qual manifeste a integração conseguida entre fé e cultura, entre competência profissional e sabedoria cristã. Todos os professores devem ser inspirados pelos ideais académicos e pelos princípios duma vida autenticamente humana”
E mais.....
O Cânone 810 do CIC especifica a responsabilidade da Autoridade competente nesta matéria; Parágrafo 1. A Autoridade competente deve segundo os estatutos providenciar para que nas Universidades Católicas sejam nomeados professores, os quais, para além da idoneidade científica e pedagógica, devem primar pela integridade da doutrina e pela probidade de vida, e para que, faltando tais requisitos, observado o modo de proceder, definido pelos estatutos, sejam removidos”.
Tu nunca leste isso não, seu Dirceu de Mello? Deve ter sido isso ou se faz de desentendido.
Na mesma publicação, Dom Odilo Scherer, que além de cardeal-arcebispo de São Paulo, é Grão-Chanceler da PUC paulista, disse em letras bem firmes:
É preciso um esforço para que isso seja superado. Nossas universidades e faculdades católicas precisam manter sua identidade. Os estudantes buscam essa instituições por isso e esperam delas determinados valores e referenciais. E é isso que insistimos junto às organizações de ensino superior e aos colégios católicos: que sejam boas, mas não deixem de ser católicas, que manifestem claramente sua identidade naquilo que propõe como ideais e referenciais de educação”, ressalta Dom Odilo
Ele acrescenta que, além da Ex Corde Ecclesiae, “a Igreja possui um organismo que, também acompanha as instituições católicas, a Congregação para Educação Católica e, no Brasil, temos a Anec (Associação Nacional de Ensinos Cristãos) que agrega não apenas instituições católicas, mas todas aquelas cristãs”.
Portanto, nenhuma faculdade ou universidade católica é “solta”, tem de se observar regras, estatutos e ordenamentos jurídicos próprios, apesar de estarem também, sob o manto legislativo e fiscalizador educacional de cada País, onde ela foi implantada. Mas não pense que esse show de abusos contra a Ex Corde, por conseguinte, a doutrina Igreja Católica só vem acontecendo na instituição de ensino superior católica paulista. Em outros lugares do Brasil e até no Peru, se nota a problemática.
No final do ano passado, mais exatamente em setembro, a Unicap, Universidade Católica de Pernambuco, organizou um simpósio sobre direito homoafetivo, ou seja, voltado à defesa do homossexualismo. O evento teve a iniciativa do Diretório Acadêmico Fernando Santa Cruz da Faculdade de Direito da Unicap e do Movimento Gay Leões do Norte. Entre os palestrantes, estava quem? Isso mesmo, Jean Wyllys, ex-BBB e Deputado Federal (PSOL-RJ) – que não foi eleito pelo voto de legenda, mas não vem ao caso agora -.Mas também havia, pelo menos, 6 professores da própria UNICAP, um padre e professor da PUC-RJ – ligado a um grupo chamado “Diversidade”(?) Católica-, chamado Luís Corrêa.
Na ocasião, um grupo de fiéis da arquidiocese de Recife e Olinda, dirigiu-se até a residência episcopal além de entregar uma carta, mostraram o desejo de suplicar a Sua Excelência que impedisse a realização do ultrajante encontro. Dom Fernando Saburido, Arcebispo local, recebeu atenciosamente a comitiva; mas deu a entender que, naquela altura, nada podia fazer para impedir o evento.
Leonardo Boff
Três meses depois, no dia 5 de dezembro, organizaram uma outra palestra, só que com o Leonardo Boff, ex-frei, um dos ícones da Teologia da Libertação – Teologia que é considerada um câncer pela Igreja Católica, por conter inúmeras heresias -.Boff, como frei Betto, são personas non gratas da Igreja.
     De acordo com a Wikipedia, “a Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) é a maior instituição de ensino privada de Pernambuco, foi criada a 27 de setembro de 1951 e reconhecida pelo Governo Federal através do Decreto 30.417 de 18 de janeiro de 1952. Origina-se da primeira Escola Superior Católica da região, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Manuel da Nóbrega, fundada em 1943, pela Província dos Jesuítas do Nordeste”. O reitor dessa instituição, atualmente, é um padre Jesuíta, chamado Pedro Rubens Ferreira Oliveira. Estranho, não é, meu povo?
Mas ainda não é o capitulo final sobre a saga sobre a discussão sobre as Universidades Católicas.

domingo, 18 de março de 2012

Promessa é divida, mais um artigo, de minha autoria sobre a questão Dom Luiz Bergonzini X PUC-SP



Leniéverson Azeredo Gomes

Alguém já ouviu falar da Ex Corde Ecclesiae? Não? Meus amigos internautas, se vocês não sabem, esse nome em latim, diz muito de quem trabalha, estuda ou deseja trabalhar ou estudar em universidades católicas. A Ex Corde Ecclesiae – “Do Coração da Igreja”, traduzindo para o português - é uma constituição apostólica, é meus caros, uma carta magna, promulgada em 1990, pelo então Papa João Paulo II, que doutrina sobre TODAS as universidades de bandeira católica.
Essa Constituição, digamos assim, vem para definir, em caráter de lei, tudo aquilo que as Universidades Católicas, em todo o mundo, devem ou não fazer, ou seja, regular, arrumar, organizar aquilo que já existia há séculos. Vejamos, meu povo, uma Constituição Apostólica, é nada mais, nada menos, um documento pontifício, portanto promulgado pelo Papa, que trata de assuntos da mais alta importância. De acordo, como a Wikipédia, “o conceito de constituição para o direito canônico deriva diretamente do conceito de constituição do direito romano, onde se reservava o título de constititio para as leis mais importantes. Nesse sentido difere um pouco do moderno conceito de constituição como lei fundamental de um estado, mas, de certa forma, a ideia central é a mesma”.
Pois bem, nesta terça-feira, dia 13 de março, uma declaração dilvulgada, dia 3 de março por  Dom Luiz Bergonzini, bispo emérito (aposentado) de Guarulhos/SP em seu blog, e publicada 10 dias depois, pelo site “Estadão”, que foi apelidada sem pé, nem cabeça de polêmica – até por alguns blogs católicos, como este -, gerou reações contra e a favor da mesma. Na ocasião, Dom Luiz Bergozini, 76 anos, o mesmo que brilhantemente produziu panfletos contra a campanha presidencial da Dilma Rousseff, em 2010, disse que “professores com ideias contrárias às da Igreja não deveriam lecionar na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP”, ou seja, segundo ele, “docentes favoráveis à descriminalização de aborto, eutanásia, maconha e mantêm “ideologia homossexual” ou são “comunistas” deveriam procurar outra instituição”.
De acordo com o Estadão e com este blog, algumas pessoas do corpo docente e uns alunos da PUC paulista, abarrotaram o bispo de críticas negativas, como se Dom Luiz, tivesse dito alguma coisa absurda, mas o Blog do Leniéverson irá citá-los e, a luz da Constituição Apostólica, Ex Corde Ecclesiae, refutá-los a altura e com devida moderação.
Primeiro Personagem: Maria Beatriz Costa Abramides - Presidente da Associação dos Docentes da PUC-SP (AproPUC).Ela disse, ao Estadão que “nunca houve represálias da universidade em relação a esses temas. Sempre lutamos por uma universidade laica e plural. Temos de defender pesquisa, investigação e conhecimento voltados para os interesses da população, não ligados a uma religião”.
Refutando: Errado, Maria Beatriz, se fosse numa USP;Unicamp;UNIBAN; UNIP, etc, até concordaria contigo, mas você está numa PUC, e numa PUC, não é assim que a banda toca.O que diz a Ex Corde sobre isso?Vamos a ela.
Na parte que fala sobre a Identidade e missão de uma universidade católica, não só as Pontifícias, acorda:
Artigo 15: Numa Universidade Católica, a investigação compreende necessariamente:
a) perseguir uma integração do conhecimento;
b) o diálogo entre a fé e a razão;
c) uma preocupação ética; e
d) uma perspectiva teológica.

Os artigos 16,17,18, 19 e 20 explicam de forma mais detalhada todas essas questões de forma clara, sucinta e precisa. Não restam dúvidas de que uma Universidade Católica, é uma Universidade Católica e não laica, como disse a Maria Beatriz. Além disso, não sei de que tipo de população essa senhora ou senhorita está se tratando. Até onde eu sei, a maioria da população do Brasil, e, por lógica, até em São Paulo e nas cidades onde tem Campi da PUC, são cristãs, a maioria católica. Essa cidadã repete a cantilena “baboseitica”, de que um Estado Laico significa que o mesmo é ateu. Vai lá entender, não é?
Não custa nada lembrar que as escolas particulares confessionais – ligadas a grupos religiosos - de ensino médio, fundamental e básico, vêm tirando os primeiros lugares nos exames específicos de cada nível escolar. Será, por quê? O fato de ser ligadas a ordens religiosas, a dioceses, ou a grupo protestantes causaria algum demérito a linha pedagógica das escolas confessionais?Só os ateus, agnósticos e outros antirreligiosos acham isso.
Segundo Personagem: Guilherme Bertoldi, Vice-Presidente do Centro Acadêmico de Economia da PUC. De acordo com esta pessoa, “Antes de servir à Igreja, a PUC tem de servir à sociedade e privilegiar os debates e a formação de cidadãos”.
Opa, vamos dar licença um pouquinho a Constituição, para recorrer a bíblia.Se a Universidade é católica, deve-se “Buscar primeiro o Reino de Deus, e, todas as coisas serão dadas por acréscimo”. (Mt 6,33). O reino de Deus, de acordo com o artigo 2233, é formado por todos aqueles que “aceitam, de livre e espontânea vontade, o convite de viver conforme a Sua maneira, a Sua Palavra”, enfim, é a família de Deus. Agora, o artigo 9º da Ex Corde Ecclesiae, um dos objetivos de uma Universidade Católica é “garantir em forma institucional uma presença cristã no mundo universitário perante os grandes problemas da sociedade e da cultura, e sendo católica, deve-se possuir, as seguintes características essenciais:
1. Uma inspiração cristã não só dos indivíduos, mas também da Comunidade universitária enquanto tal;
2. Uma reflexão incessante, à luz da fé católica, sobre o tesouro crescente do conhecimento humano, ao qual procura dar um contributo mediante as próprias investigações;
3. A fidelidade à mensagem cristã tal como é apresentada pela Igreja;
4. O empenho institucional ao serviço do povo de Deus e da família humana no seu itinerário rumo àquele objetivo transcendente que dá significado à vida”.
  Para que não reste dúvida, sobre a lambança discursiva do Senhor Bertoldi, o artigo 20, assegura que “Mediante a investigação e o ensino os estudantes sejam formados nas várias disciplinas de maneira a tornarem-se verdadeiramente competentes no sector específico, a que se dedicarão ao serviço da sociedade e da Igreja, mas ao mesmo tempo sejam também preparados para testemunhar a sua fé perante o mundo”. Isso, notoriamente, também serve a calhar para o corpo docente.
    Cabe aqui mais uma vez aquela pergunta: De que sociedade, o senhor ou “senhorito” Bertoldi,  está falando? Esse povo gosta de falar enigmas insolúveis. 
 Terceiro Personagem: Leonardo Sakamoto – Jornalista, Professor da PUC (aff!) e  defensor da liberação do aborto – Esse, junto com a Maria Beatriz e o Bertoldi, deveria ser demitido já, mas prometo ainda nesse artigo falar sobre o assunto. Mas esse japinha, que tem cara do personagem nipônico Hiro Nakamura do seriado Heroes – tá bom, minha gente, é Denorex, parece, mas não é igual – quer “concorrer” pau a pau ao título de blogueiro mais anticristão do Brasil. Olha, concorrer com o Paulopes, Bule Voador, mix brasil e o do William De Lucca , é páreo duro, é focinho a focinho. Só um detalhe, nesses blogs há um “timaço” de comentaristas, devidamente treinados e amestrados, não sabem pensar por si só, é algo do tipo “Simon diz: falem mal do Cristianismo” e eles obedecem, que coisa não?Mas, voltando ao Sakamoto, para a reportagem do “Estadão”, ele disse que quer “convocar o bispo para um debate sobre o tema”. Segundo o professor nipo-brasileiro, “a PUC-SP sempre respeitou suas posições e a liberdade de ele continuar a expressá-la”.
  Danado o bichinho, como diriam os baianos.O que acontece com ele, e os dois personagens acima, foi a conivência do Reitor que, claramente, não observa a Ex Corde Ecclesiae, que diz expressamente “A identidade da Universidade Católica está ligada essencialmente à qualidade dos professores e ao respeito da doutrina católica., Normas Gerais, art.4, §1. Caso contrário, o professor não respeite a doutrina católica, aplica-se o § 1º e o § 2º, do cânon 810, do Código de Direito Canônico que expressa:
§ 1. A Autoridade competente deve segundo os estatutos providenciar para que nas Universidades Católicas sejam nomeados professores, os quais, para além da idoneidade científica e pedagógica, devem primar pela integridade da doutrina e pela probidade de vida, e para que, faltando tais requisitos, observado o modo de proceder definido pelos estatutos, sejam removidos do cargo.
§ 2. As Conferências Episcopais e os bispos diocesanos interessados têm o dever e o direito de vigiar, para que nas mesmas Universidades sejam observados fielmente os princípios da doutrina católica”.
   Portanto, esse danado só desfila tranquilamente nas “passarelas” docentes da PUC-SP, por conivência do Magnifico Senhor Reitor e da autoridade eclesiástica, em questão Dom Odilo Scherer. Mas, ao que me parece, Dom Odilo está acordando da hibernação e parece tomar uma postura.Dias antes da declaração do bispo, dia 23 de fevereiro, o Cardeal Dom Odilo Scherer organizara na PUC um encontro com seu clero e Bispos auxiliares. Respondendo a uma saudação do Reitor, o qual lembrou que a casa “é, mais do que tudo, da Igreja Católica”, Dom Odilo confirmou que “de fato, a PUC-SP é da Igreja” e que os alunos que por lá passam “podem receber algo daquilo que a Igreja propõe para a vida em sociedade, para a compreensão da vida, das atividades e das relações humanas”.A fala corajosa do Bispo, nos ajuda a refutar a.....
  Quarta e última personagem: Isadora Penna – Estudante de Direito da PUC/SP. Ela, participou, junto com outros 29 alunos, de um apitaço que interrompeu uma reunião onde  estava o reitor, munidos de cartazes com dizeres como "legalização do aborto", "sou comunista" e "sou gay". Esse fato foi divulgado numa segunda matéria do “Estadão”, sobre o Dom Luiz Bergonzini, 4 dias depois da primeira. Isadora, uma senhorita de 21 anos, disse com todas as letras e todos os equívocos que “a ideia é cobrar um posicionamento da reitoria. O reitor deve se posicionar contra a concepção de universidade que o bispo defende. Essa declaração fere direitos de educação e liberdade, garantidos na Constituição.” Imaginem tudo isso aconteceu numa universidade católica.Como diria o Reinaldo Azevedo, deve ser uma estudante que gosta de tomar “Toddynho” e comer “Sucrilhos”.

Obs: Este assunto será tratado em outros artigos.Aguardem e confiram.

sábado, 17 de março de 2012

No próximo post, mais informações sobre o caso D.Luiz Bergonzini X PUC-SP.

Aos meus internautas, leitores desse blog, estou estudando para um concurso público, mas, mesmo assim, estou escrevendo um artigo sobre a matéria de "O Estadão "concedida pelo Arcebispo Emérito de Guarulhos, que falou umas verdades sobre a PUC/SP.Aguardem e confiram, será bombástico, assim penso.

terça-feira, 13 de março de 2012

Esta mulher calou abortistas em audiência no senado brasileiro.

Professor da PUC deve respeitar doutrinas da Igreja, afirma bispo

Para d. Bergonzini, docentes a favor da descriminalização do aborto não deveriam lecionar


Paulo Saldaña - O Estado de S.Paulo

O bispo emérito de Guarulhos, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, de 75 anos, defendeu que professores que tenham ideias contrárias às da Igreja Católica não devem lecionar na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Para ele, docentes favoráveis à descriminalização de aborto, eutanásia, maconha e mantêm "ideologia homossexual" ou são "comunistas" deveriam procurar outra instituição.
D. Luiz é conhecido por opiniões conservadoras em relação a esses temas. Na eleição presidencial passada, foi ele quem "recomendou" a eleitores que não votassem em Dilma Rousseff (PT) porque ela seria favorável à descriminalização do aborto.
As declarações sobre os professores foram feitas no blog do bispo no dia 3. Sob o título "Graças a Deus, a PUC não é uma ‘progressista universidade comunista’!", o clérigo defende que a instituição siga os mandamentos religiosos. "Se a PUC é da Igreja Católica, deve seguir o Evangelho e a moral cristã. Não pode ter em seu corpo docente professores contrariando os ensinamentos da Igreja Católica."
Ele cobra que a direção da PUC tome "providências" para que os "princípios cristãos e o catolicismo sejam respeitados".
Liberdade. O bispo cita o jornalista e professor Leonardo Sakamoto e o acusa de propagar "a liberação do aborto". Sakamoto conta que foram os alunos que lhe mostraram as críticas. "Eu achei até muito divertido", diz ele. "Quando se defende direitos humanos, liberdade de expressão, acabamos criticados. Eu defendo que ele continue com o direito de defender sua opinião, mas essa posição mostra que ele quer evitar que o outro continue falando", completa.
Em resposta no seu blog, Sakamoto convoca o bispo para um debate sobre o tema. Segundo ele, a PUC-SP sempre respeitou suas posições e a liberdade de ele continuar a expressá-la.
A presidente da Associação dos Docentes da PUC-SP (AproPUC), Maria Beatriz Costa Abramides, ressalta que nunca houve represálias da universidade em relação a esses temas. "Sempre lutamos por uma universidade laica e plural. Temos de defender pesquisa, investigação e conhecimento voltados para os interesses da população, não ligados a uma religião.
Estudantes não são poupados pelo bispo. "Os alunos que prestam vestibular para a PUC já sabem que ela obedece aos princípios do catolicismo. (...) Eles estão obrigados a cumprir as regras", afirmou o clérigo no texto, que gerou polêmica. "Antes de servir à Igreja, a PUC tem de servir à sociedade e privilegiar os debates e a formação de cidadãos", disse o vice-presidente do Centro Acadêmico de Economia, Guilherme Bertoldi.
Procurada para comentar, a PUC informou que o reitor, Dirceu de Melo, estava fora da universidade. A reportagem não conseguiu falar com d. Luiz, que não atendeu às ligações e não respondeu ao e-mail.
Blog Comenta: Tanto o Guilherme Bertoldi, quanto o reitor, passando pela Maria Beatriz, até o Sakamoto, estão errados.As pontifícias universidades católicas são reguladas no mundo inteiro por um documento chamado, Ex-Corde Ecclesiae.Nele consta que elas nasceram do coração da Igreja e dela se fundamentar.No Peru, por exemplo, o Secretário de estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, estabeleceu como prazo máximo em 8 de abril, Domingo de Páscoa, para que a Pontifícia Universidade Católica do Peru (PUCP) adeque seus estatutos à constituição apostólica Ex-Corde Ecclesiae que rege as universidades católicas do mundo, sob pena de perder o caráter católico e pontifício. Um grupo de alunos da universidade, inclusive, escreveram ao papa, dizendo serem favoráveis ao enquadramento.Portanto, essas "lideranças" intelectuais da PUC-SP e de outros lugares do Brasil, não podem se apropriar das universidades como se fossem deles, não são, a Universidade é Católica e, se eles não conseguem se adaptar a isso, que sigam o conselho do bispo e procurem outra faculdade para lecionar.Se insistirem nessa questão, certamente uma demissão por justa causa será mais do que justa.Simples e fácil, não?Parabéns para o Bispo.

terça-feira, 6 de março de 2012

Polícia procura par de homossexuais suspeito de abusar de filho adotivo em São Paulo


Portal R7 - Um par de homossexuais é acusado de espancar e abusar do filho adotivo. A diarista e vizinhas dos homens uniram esforços para salvar o garoto, que foi encontrado trancado em um quarto, cheio de hematomas e com febre alta.