domingo, 9 de março de 2014

Uma boa canção a ser entoada neste tempo de Quaresma - Converte o meu coração - Padre Zezinho



Eu te peço que tu me convertas o coração.
Que eu decida mudar de uma vez a direção.

Desta vez é pra valer, desta vez é pra valer.
Quero ser como fui batizado, 
Não quero voltar ao pecado.
Converte meu coração, Senhor, converte o meu coração.

Sou projeto de paz que nasceu do teu amor,
Mas esqueço demais que também sou pecador.
Desta vez é pra valer, desta vez é pra valer,
Viverei como alguém confirmado,
Eleito,  provado e chamado,
Converte meu coração, Senhor, converte o meu coração.

Incenso pode ser usado durante a Quaresma e Advento? Leia abaixo.


Muitos nos perguntam se o caráter penitencial da Quaresma, comedido do Advento, fúnebre das Missas pelos defuntos... excluem o uso de incenso. Muitos acreditam que sim. Mas não tem nada a ver, pois, ainda que ele solenize, não determina o grau litúrgico da celebração ou atrapalha o espírito da Quaresma e de outras ocasiões. Portanto, é um erro também pensar que solenidade significa somente canto do Glória e paramentos brancos: também há solenidade em outras celebrações, até mesmo numa missa exequial. 
O incenso pode ser usado até em Missa simples de dia de semana, "ferial", como é corretamente chamada. Igualmente, não há motivo para não ser usado nos Domingos da Quaresma, do Advento e de Ramos, no Dia dos Fiéis Defuntos e em missas exequiais. O rito antigo até prescreve o seu uso na transladação do Santíssimo Sacramento para o altar na celebração da Sexta-feira Santa. Contudo, isto é uma particularidade da forma extraordinária e ninguém, a não ser o Papa, tem autoridade suficiente para introduzir isto também na forma ordinária.

Enfim, incenso sim para a santidade do Senhor, seja em Missas solenes, seja em missas simples ou quaresmais!

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sábado, 8 de março de 2014

Um tempo para conversão - Artigo sobre a Quaresma.


“A cada dia, nós temos oportunidade de sermos convertidos, atraídos para perto de Cristo e mais completamente entendedores. Nossa responsabilidade cristã para completar a obra de Jesus em nosso mundo”.

Padre Richard Gribble, CSC*
Traduzido por Leniéverson Azeredo Gomes


Muitos anos atrás, enquanto caminhava com um amigo, numa tarde de Domingo, na famosa Ponte Golden Park de São Francisco, no estado da Califórnia, eu aprendi uma valiosa lição sobre conversão. Enquanto nós caminhávamos e conversávamos, um rapaz que tinha a nossa idade aproximou-se de mim e perguntou com grande fervor: “Você está salvo?” Fragilmente tocado pela pergunta, respondi após uma breve pausa, “Claro, eu acho que estou salvo”. Mas imediatamente ele respondeu, “Você tem certeza?”. Novamente, eu hesitei, mas respondi, “Sim, eu sou um Católico, e eu acredito que se eu vivo minha vida apropriadamente, eu serei salvo”. Mas o jovem era persistente: “Como você sabe? Quando você foi salvo? E é essencial que você esteja certo”, Naquela hora, eu estava ficando um pouco perturbado, mas respondi, “Eu não posso contar a você, uma data e hora particular; eu tenho sempre tentado viver minha vida como um Católico”. Enquanto era clara que a minha resposta não havia satisfeito completamente o rapaz, ele nos deixou e, fomos nos questionando, eu fiz a mesma pergunta a outros no parque.
Este incidente me ensinou que conversão não é, para a maioria das pessoas, um evento singular ou um incidente na vida delas. Certamente, nós podemos pontuar  um tempo dramático de conversão. São Paulo foi literalmente e instantaneamente transformado quando Jesus o desafiou: “Saulo, Saulo, porque me persegue?” (Atos dos Apóstolos 9,4b) A conversão de Paulo, como a de outras pessoas na história, e mesmo pessoas hoje, foi imediata, como me pareceu foi a experiência do rapaz no parque. Entretanto, para a maioria, a conversão é um processo diário.   
O período sagrado da Quaresma nos desafia ver a conversão em nossas vidas como um processo diário. A cada dia, nós temos oportunidade de sermos convertidos, atraídos para perto de Cristo e mais completamente entendedores. Nossa responsabilidade cristã para completar a obra de Jesus em nosso mundo. Este processo de conversão diária nos desafia a remover de nós mesmos a tentação do mundo e procurar, no seu lugar, as coisas de Deus. Especificamente, nós necessitamos ser convertidos de nossa fascinação com as três maiores tentações: poder, riqueza e prestígio.
Estas três tentações, as quais Satanás colocou diante de Jesus (Mateus 4, 1-11), são parte da vida diária em modos variados, caso nós sejamos um rapaz na escola, alguém que está trabalhando em um emprego tradicional das oito da manhã às 5 da tarde, aquele que trabalha em casa ou pessoa que está aposentada. Nós simplesmente não podemos permitir a realidade, que estas tentações estejam toda a nossa volta, especialmente em nosso muito confortável primeiro mundo - sociedade americana do século XXI.
Nós necessitamos ser convertidos do nosso desejo de poder. Nós vivemos em um mundo onde o poder coletivo e individual “conversa”, ele nos trás ações na vida. As pessoas inteligentes possuem certo poder. As  pessoas querem ser seus amigos, eles querem sua ajuda para, com maestria, resolver sistemas ou problemas complexos. O poder é também frequentemente usado contra outras coisas, ele é usado para ajudar a nós mesmos antes do que os outros. Há uma grande tentação de usar o poder para ganhar acesso a pessoas ou forçar outros a fazer coisas para nós. O poder é abusado no cargo.  
Nós podemos usá-lo em nossa posição quase exclusivamente para benefício próprio. Cargo e poder que vem com ele, são dados para ser usados a fim do  melhoramento da totalidade. Quando Satanás tentou Jesus com o poder de transformar pedra em pão, o Senhor respondeu dizendo que tal poder é inapropriado. Jesus deu a todos nós a certeza da quantidade de poder sobre as pessoas e mesmo ideias, mas, quando tal poder, beneficia somente a nós mesmos, então estamos fazendo uma injustiça ao plano de Deus.
Durante este periodo quaresmal, necessitamos considerar como nós usamos o poder que possuímos. Nós necessitamos ser convertidos, sermos transformados para usar nosso poder de forma digna. Isto significa prontamente ajudar outras pessoas, caso estas estejam com alguma tarefa ou simplesmente sintam-se bem-vindas. Isto significa estender as mãos aqueles que podem ser mais tímidos ou mais retraídos  de um modo amigável, demonstrando que eles são importantes.
Tudo aquilo é necessariamente um “Alô” amigável e é verdadeiramente  significativo que você diga. Nos negócios, é fácil atropelar aqueles que são fracos, dizemos a nós mesmos. “É um mundo de cães comendo cães, os sobreviventes da competência”.  Nós usamos isso como uma desculpa para exercer poder de modo que é inconsistente com o nosso chamamento Cristão.
A tentação do abuso de poder é complementada pelo nosso desejo de fazer as coisas do mundo. Hoje, a sociedade americana é dominada pelo consumismo, quanto mais temos, mais acreditamos que somos importantes. Como a expressão funcional: “ Você tem de manter as aparências”.
Nós somos  quase conduzidos, como uma sociedade que tem tudo muito tarde e grandiosamente. Novamente, esta tentação é sentida por todos, não importa a idade ou status na vida. Muito frequentemente, nós procuramos novas roupas com etiquetas de projetistas extravagantes, quando uma camisa ‘ordinária’, vestido ou par de sapatos seria mais que os adequados. Não somente queremos toda bugiganga eletrônica extravagante que surge no mercado, mas queremos uma com maiores características, tela ampla, a maior poder, ou uma com amplo alcance.
Ter coisas, certamente não é o problema. Depois de tudo, Deus nos deu o mundo criado para o nosso uso. O problema, entretanto, é que muito frequentemente, nós não usamos o mundo material de uma forma que auxiliamos a todos, ou construímos o Reino de Deus em nosso mundo. Muito frequentemente, nós simplesmente acumulamos coisas para tê-los, para que   pareçamos mais importantes. Nós dizemos “Olhe o que eu tenho”, não somente pelas coisas que nós possuímos, mas as atitudes que expressamos, fazendo aos outros conhecerem nossa fortuna material.
A Quaresma nos fornece a melhor oportunidade para considerer como usar apropriadamente os bens materiais. Nós precisamos compreender a diferença entre o que é necessário e o que é desejado. Uns poucos momentos de sinceros pensamentos e reflexão sobre pessoas de outros lugares, especialmente no Terceiro Mundo, devem nos forçar a reconsiderar nossa “necessidade” para uma nova peça de roupa, uma nova bugiganga eletrônica ou gastar nosso dinheiro com entretenimento ou diversão.   
Nós podemos redirecionar nosso sucesso material em direção a necessidade dos outros. Algumas pessoas, por causa de suas posições e status na sociedade, tem a possibilidade de fazer mudanças fundamentais em nosso mundo. É claro, isto não é fácil e a competitividade e a pressão social do tipo “Maria vai com a outras” é muito forte, mas isto é precisamente o desafio que este período de graça apresenta a nós. Isto é certo de ser contra cultural, certamente Jesus era contra cultural em sua época.  O Senhor não prometeu aos seus seguidores qualquer coisa, salvo os vários caminhos que trilhou na vida, o único que foi conduzido ao sofrimento e a morte. Mas, se nós perseverarmos, nós acharemos o dom da vida eterna que procuramos. 
Ao dominar nosso desejo de poder e riqueza, a Quaresma também fornece a oportunidade de ser convertido o prestígio. Quando Satanás levou Jesus ao topo do templo e sugeriu a Ele que se jogasse de lá, sabendo que os Anjos o salvariam, o Senhor imediatamente respondeu  pela rejeição do prestígio que a oportunidade oferecia. Certamente, Jesus de Nazaré, era a pessoa de prestígio na história, mas ele não buscava status. Antes, Ele era prestigiado por causa das boas obras que fazia.
Nós buscamos prestígio. Nós queremos que as pessoas saibam quão importantes somos. A sociedade americana está cheia de pessoas que buscam atenção. Atletas que juntam milhões de dólares são aparentemente descontentes com a solidão do dinheiro; eles devem de algum modo público, reclamar para o mundo quão grande eles são, apesar do que eles fazem em seus trabalhos. Novamente, muitas personalidades, especialmente do mundo da TV e cinema, buscam nossa atenção. Eles querem ser prestigiados, isto é o combustível que guia as suas vidas.
Os cristãos são chamados a ser contra culturais, nós buscamos a menor rota de viagem, a ponte estreita, como a descrita por Jesus, a qual conduz para a vida (Mateus 7, 13-14). No Evangelho (Lucas 14, 7-11), Jesus sugere que a humildade é mais importante que o prestígio. Ele dizia aos seus discípulos e aos outros que escutavam as suas palavras “se você for convidado para um banquete, não sente no primeiro lugar, pois pode ser que seja convidada outra pessoa de mais consideração do que tu, e vindo o que te convidou, te diga, ceda o lugar a este”.
Então, Jesus disse “Quando você for convidado, não sente no primeiro lugar, pois pode ser que você seja chamado a mudar de lugar”. Jesus conclui “Aqueles que se exaltar será humilhado e, todo aquele que se humilhar será exaltado” (Lucas 14,11).  Cristãos são chamados a fazer o seu melhor porque é o certo a fazer. Não há necessidade de estar recompensado para fazer o que é apropriado. Qualquer satisfação, aquela que é, nosso prestígio pessoal, deve ser encontrado em nosso conhecimento de um emprego bem feito. Como Jesus diz “ Quando você tem feito tudo aquilo que lhe tem sido pedido para fazer, diga: “Nós somos servos ; fizemos o que devíamos fazer” (Lucas 17, 10)
Enquanto o período da Quaresma nos chama para estamos convertidos das três tentações de poder, riqueza e prestigio, ele também nos chama para estarmos convertidos em direção das quatro grandes obras: penitência, jejum, doação de esmolas e oração. Todas aquelas obras são positivas; elas requerem algo de nós.
Primeiro, nós precisamos estar convertidos para a necessidade de penitência. Simplesmente expresso que necessitamos buscar a reconciliação: conosco mesmo, com os outros e com Deus. Durante a Quaresma, nos devemos fazer um ponto, de culpar a nós mesmos de falhas do passado. Muito frequentemente,  acusamos a nós mesmos de sermos inadequados, menos do que acreditamos que deveríamos ser. Enquanto certamente devemos sempre esforçar a improvisar nossas vidas, muitas [pessoas] são excessivamente ásperas sobre elas mesmas. Não há necessidade disto.
Jovens são altamente suscetíveis a este problema, porque elas estão sempre comparando eles mesmos com os outros. Nós devemos aceitar quem nós somos, pessoas criadas por Deus. Nós todos fomos feitos a imagem e semelhança de Deus. Como um velho adesivo de para-choque diz: “Deus não faz qualquer porcaria”. Nós precisamos perdoar a nós mesmos, aos outros e ser perdoado. Muito frequentemente, nós carregamos a nosso redor problemas do passado e sobrecargas, especialmente memórias de pessoas que nos machucaram; nós temos pesados fardos e incapazes de movê-los.
A Quaresma é um tempo perfeito para cortar estas cordas e deixar-nos livres. Jesus compreendeu isto, exclamando para uma assembleia de fieis, dizendo a respeito do amigo de Lázaro, “Desligai-o e deixai-o ir”. Nós necessitamos deixar ir  nossos próprios erros tão bem.  Talvez, o mais importante, a Quaresma é a oportunidade perfeita para buscar a reconciliação de modo  formal. Assim como nós somos pecadores, nós necessitamos do perdão de Deus.

A Igreja fornece o sacramento maravilhoso da penitência, mas infelizmente poucos se beneficiam desta oportunidade grandiosa. Nós precisamos fazer precisamente o que afirma o profeta Joel: “Por isso, agora ainda, oráculo do Senhor, voltai a mim de todo o vosso coração,... voltai ao Senhor vosso Deus” (Joel 2,12a, 13b).
Em seguida, a Quaresma nos fornece com uma perfeita oportunidade de ser convertido a grande caridade, ou como  é comumente conhecido: a doação de esmola. Esta é virtude positiva que contrasta nossa conversão a riqueza. Doação de esmola é ambos, espiritual e material. Cristãos devem buscar viver uma vida de grande simplicidade, nós devemos evitar a gula. Como a expressão afirma: “Viver simplesmente como outros podem viver simplesmente”. Tais atitudes conduziriam a um grande compartilhamento de benefícios de Deus com aqueles que podem pouco ou não tem nenhum bem do mundo. Nós podemos e devemos alcançar os outros, é a uma virtude básica da vida cristã.
Esta época de graça nos chama ao Jejum. Não existe necessidade de morrer nós mesmos de fome, mas de outra forma, nós certamente podemos comer menos. Nós podemos ter solidariedade com aquelas milhões de pessoas no mundo que estão famintas todos os dias de suas vidas? A Ideia não é simplesmente abster de um alimento ou produto particular, mas fazer tão consideravelmente porque tais desigualdades de comidas, abrigos, cuidado de saúde e outras necessidades básicas humanas existem no mundo. Nós podemos considerar também que “jejuar” remove de nós mesmos práticas ou hábitos que são cansativos para muitos, e danoso para a nossa saúde.
Quaresma é o tempo de renovar nosso relacionamento com Deus através da oração. Nós sabemos de nossa necessidade de oração, em conjunto falar  e escutar a Deus. Nós somos todos pessoas ocupadas e aparentemente sempre encontramos desculpas para não poder orar, porque não podemos achar tempo suficiente para conversar com a fonte de nossa vida. Mas, nós todos precisamos orar e, como diz São Paulo, fazer isto todas as horas. (Colossenses 4,2)   
As crianças podem considerar a oração do Terço, gastar tempo lendo a Bíblia ou fazer algum esforço para achar outras em suas atividades diárias. Os adultos podem participar das mesmas atividades, mas pode adicionar a Missa, uma atividade o qual muitos seguem este tempo sagrado. Enfim, nós necessitamos tomar este período como preciso para estar em comunicação com nosso Deus.
Nós podemos não ver resultados tangíveis nem imediatos em nosso momento de oração, mas Deus escuta os nossos pedidos e fala conosco, geralmente no silencio de nossos corações. Entretanto, nós devemos estar dispostos a escutá-lo como ser capaz de conhecer qual é a mensagem de Deus para nós.
A Quaresma é um tempo de estar convertido, uma oportunidade para ser transformado de uma grande tentação do mundo – poder, riqueza e prestigio  - e estar convertido em direção a nossa necessidade de jejum, estar reconciliado, dar esmolas e; orar.
Se nós, como indivíduos e em nossas comunidades, podemos fazer este período de graça, um tempo de conversão pessoal ou coletiva, então nossas próprias vidas e naquelas comunidades de fé, seriam feitas melhores e nós seriamos apropriadamente preparados para celebrar o Mistério Pascal de nossa fé, a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

*Padre Richard Gribble, CSC, pertence a Congregação da Santa Cruz, presentemente servindo como professor de Estudos Religiosos na Faculdade Stonehill em North Easton, Massachusetts. Ele tem escrito extensivamente sobre História Católica Americana. 

Um papo para católicos que desejam ser bons católicos ou com dificuldade de viver seu catolicismo.

Leniéverson Azeredo Gomes


Pode ser que em algum momento, alguém te pergunte:
-Porque você é católico, diante de tantas ofertas religiosas que se dizem cristãs ou não cristãs?
E pode surgir outra mais radical ainda:
-Porque você é cristão, se você tem a opção por ser ateu?

Em geral, essas perguntas tem um objetivo comum: Questionar a sua fé, uma tentativa - semelhante aos fariseus e escribas - de desinstalar a sua vivência católica, traçar paralelos entre a sua vida dentro da Igreja de Cristo com quem não está na Igreja de Cristo ou quem não frequenta a Igreja.
Mas, e aí, como você responderia:
a)Com conteúdo de forma segura e deixando a outra pessoa perplexa?
b)Com conteúdo, mas gaguejando, demonstrando insegurança?
c) Com pouco conteúdo, mas de forma segura?
d)Com pouco conteúdo, mas gaguejando?
e)Não responderia nada e deixava a pessoa questionar a sua fé e te deixando confuso?
f)Outras alternativas.

Pois é, minha gente, nossa vivência católica, não pode ser enraizada num solo não firme, tem de ser solidificada na rocha, compreendermos a importância da Eucarístia, das Obras Sociais Católicas, a importância da Igreja na criação de Universidades, na Teoria Musical (Foi um monge beneditino que criou o nome das notas musicais), dentre outras coisas. Católico não pode e não deve trocar a Igreja Fundada por Cristo por outras. Não pode trocar o seu amor, por outro amor. E mais: Catolicismo não coaduna com Espiritismo, budismo, Seicho no iê, com runas, cristais, ocultismos, etc. 
Quem é católico, só a Eucaristia e o Magistério da Igreja Basta. Só a Doutrina Social da Igreja - e não a Teologia da Libertação Marxista - basta. Não se deve viver a piedade católica, se preocupando com o que protestante - evangélico - acha, sobretudo a devoção dos santos e a Maria. Católico precisa fazer da Igreja seu porto seguro pra sempre. Tem de ser fiel, tem de ser uma pessoa não apenas batizada, mas catequizada, crismada (ou confirmada), tem de ter zelo por tudo aquilo que gira em torno da Igreja. É algo do tipo: "Mexeu com a Igreja, mexeu comigo". E para terminar:
 Católico que é católico tem de defender valores morais, considerados por alguns infelizes e intolerantes pensadores por fundamentalistas. Tem de sair do lugar de conforto, tem de ser sinal de contradição, tem de incomodar. Nesse período Quaresmal, Jesus nos convida a nos converter diariamente e crer no Evangelho [e também no Magistério da Igreja]. Saia de si, em direção a fé, a esperança e caridade. Vá em direção da verdade, que será eucaristicamente feliz. :)

sexta-feira, 7 de março de 2014

Evangelho deste sábado, dia 8/03/2014 - Mateus 5,27-32


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 27Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse: “Segue-me”. 28Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu.
29Depois, Levi preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. 30Os fariseus e seus mestres da Lei murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: “Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?”
31Jesus respondeu: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. 32Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Postado por Leniéverson

Venezuela: Simpatizantes socialistas do governo de Nicolás Maduro atacam Igreja Católica.




Habitantes de Colonia Tovar, no estado da Aragua, (Venezuela), denunciaram um ataque realizado esta semana contra a igreja São Martinho de Tours, o principal templo da região por membros do grupo Juventude Bicentenária de La Vitória, auspiciado pelo governo de Nicolás Maduro.

Do blog do Carmadélio 

ppataqueiglesia03032014

Segundo a informação do Jornal El Unviersal, Jesus Rodríguez, habitante do lugar, indicou que por volta das 2 da tarde (hora local), membros da Juventude Bicentenária chegaram ao, enquanto, em meio às celebrações do carnaval, os habitantes se reuniam em outros lugares para os bailes típicos.
Por sua parte, o grupo de simpatizantes de Maduro afirma que o ataque à igreja foi perpetrado por foliões da própria localidade.
Através de sua conta na rede social Twitter, o Pe. José Palmar, espancado dias atrás por agentes da Guarda Nacional Bolivariana, qualificou o ataque como um “sacrilégio”.
“É inaceitável a destruição feita na Igreja de Colonia Tovar. Ao massacre se soma o sacrilégio”, escreveu.
Desde ontem à noite, o governo dispôs de 100 policiais e 10 membros da Guarda Nacional na localidade.
Um dia antes, no sábado 1 de março, em Colônia Tovar houve uma manifestação pacífica, criticando a insegurança e desestabilização que vive o país.
Na marcha participaram idosos, crianças e mulheres grávidas.
As autoridades responderam com violenta repressão, disparando bombas lacrimogêneas, sem dar tempo a que os manifestantes colocassem a salvo as mulheres grávidas e os mais vulnerável.

Postado por Leniéverson

Fatos e Fotos : Catolicismo nos EUA - Californianos rezam terço em praça pública, em São Francisco.

    Esse grupo de católicos americanos se reúne todo primeiro sábado do mês, para rezar o terço em praça pública em São Francisco, Califórnia.

Quaresma, escola de seguimento e liberdade


Uma mensagem publicada originalmente no site da CNBB, nesta sexta-feira, dia 7 de março!

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz (foto)*


Entramos no tempo da Quaresma, que constitui para nos cristãos um grande retiro de preparação para a Páscoa. É de veras um tirocínio, um treinamento que renova a nossa liberdade cristã, desacomodando-nos e tirando-nos da área de conforto e aburguesamento.
O programa penitencial e reformador da Quaresma apresenta um tripé que não e possível dissociar ou fragmentar: oração, jejum e esmola. A oração quaresmal trata de reatualizar na nossa vida os quarenta dias que Jesus passou no deserto voltado para meditar a Palavra do Pai, e abrir-se para sua vontade salvadora. O jejum que torna a nossa alma desapegada e liberta das paixões e dos desequilíbrios sensoriais e materiais. E a esmola que nos leva a fazer justiça aos pobres testemunhando a misericórdia e a caridade fraterna.
Tempo de configurar-se com Cristo Crucificado, revivendo sua paixão ao lado dos crucificados de hoje, particularmente neste ano, nas vitimas do trafico humano: crianças vendidas para o exterior, mulheres traficadas e obrigadas a se prostituírem, menores aliciados pelo turismo sexual, e o grande negócio da mercantilização da mão de obra escrava. Espaço para repensar nosso projeto de vida e avaliar com veracidade as motivações que o animam e lhe dão consistência, enxergando com acuosidade e verdade, aquilo que é preciso cortar como empecilho e amarra que não nos deixa seguir a Cristo.
Oportunidade impar para fazer uma limpeza e purificação na alma deletando ressentimentos, magoas e recalques espirituais que consomem nossa energias e nos tiram a alegria de bem viver. Escola de reavivamento do nosso batismo e de nosso comprometimento com o Reino, assumindo para valer a nossa missão de cristãos.
Momento do Kairós, isto é, da graça que nos santifica e possibilita mudanças e transformações radicais em nossa vida, tornando-nos mais livres, amorosos e compassivos. Que nesta Quaresma, possamos fazer com autenticidade a grande reviravolta da experiência cristã: a conversão total e abrangente de nossa vida, voltando com alegria e decisão para os braços do Pai da misericórdia. Deus seja louvado!

* Bispo de Campos dos Goytacazes(RJ)

Bom dia, Espírito Santo, o que vamos fazer juntos?


Leniéverson Azeredo Gomes

Algumas pessoas, sobretudo católicas, gostam de iniciar o dia, perguntando: Bom Dia, Espírito Santo, o que vamos fazer juntos? De fato, é uma ótima pergunta que convida ao Paráclito, aquele que advoga a viver com a gente durante o dia inteiro. A terceira pessoa da Santíssima Trindade deseja repousar em nossas vidas, mas o arbítrio para isso ocorra, é nosso. Nós devemos confiar em Deus, nas três pessoas.          
Diz o texto de Lamentações de Jeremias, no capitulo 3, versículo 23, que as misericórdias do Senhor se renovam, a cada manhã, mas novamente, o livre arbítrio para que isso ocorra é nosso. Já o Evangelho de São Mateus, capítulo 6, versículo 34c, diz que "a cada dia basta o seu cuidado". Enfim, pedir para que a Trindade Santa fique conosco durante o dia inteiro é lícito, mas devemos ter fé, esperança e amor.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Papa nega ser adepto do Marxismo.


Vaticano, 05 Mar. 14 / 04:22 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco foi acusado recentemente, sobre tudo por alguns meios e indíviduos nos Estados Unidos, de ser “marxista”, logo após publicar sua exortação apostólica Evangelii Gaudium em 2013. Em sua última entrevista à imprensa o Santo Padre precisa que nunca compartilhou essa ideologia porque é falsa.

Em uma entrevista publicada hoje pelos jornais La Nación (Argentina) e Corrriere della Sera (Itália), o Santo Padre afirma que não o incomodou “para nada” que o tenham qualificado de marxista logo depois da publicação de sua exortação, na qual apresenta uma espécie de “plano geral” de Nova Evangelização.


“Nunca compartilhei a ideologia marxista, porque ela é falsa, mas conheci muitas pessoas boas que professavam o marxismo”, afirmou.

O Santo Padre explica logo por que lhe importa tanto chegar aos pobres e precisa que “o Evangelho condena o culto à riqueza. O pauperismo é uma das interpretações críticas. Na Idade Média, havia muitas correntes pauperistas. São Francisco teve a genialidade de colocar o tema da pobreza no caminho evangélico. Jesus diz que não se pode servir a dois amos, Deus e o dinheiro”.

“E quando formos julgados ao final dos tempos (Mateus, 25), nos perguntarão sobre nossa proximidade com a pobreza. A pobreza nos afasta da idolatria e abre as portas à Providência. Zaqueu entrega a metade de suas riquezas aos pobres. E a quem tem seus celeiros cheios de seu próprio egoísmo o Senhor, ao final, pedir-lhes-á contas. Acredito ter expressado bem meu pensamento sobre a pobreza no Evangelii Gaudium’”.

Sobre a globalização, o Santo Padre diz que é certo que “salvou da miséria muitas pessoas, mas condenou a muitas outras a morrer de fome, porque com este sistema econômico se torna seletivo”.

“A globalização sobre a qual a Igreja pensa não se parece com uma esfera em que cada ponto é equidistante do centro e na qual, portanto, perde-se a particularidade dos povos, e sim um poliedro, com suas diversas facetas, no que cada povo conserva sua própria cultura, língua, religião, identidade”.

O Papa disse ainda que “a atual globalização ‘esférica’ econômica, e sobre tudo financeira, produz um pensamento único, um pensamento débil. E em seu centro já não está a pessoa humana, só o dinheiro”.

O Papa Francisco e a perseguição aos cristãos.


Leniéverson Azeredo Gomes

O Papa Francisco, em sua conta no Twitter @Pontifex_pt, nos lembra dos cristãos perseguidos. De fato, a lembrança daqueles que são odiados por causa do evangelho, é justíssima. Em toda a história do cristianismo houveram 70.000.000 pessoas martirizadas , desse total, 45.000.000 foram mortas só no séc. XX, portanto "ontem".

Não há cristianismo sem Cruz.: uma reflexão sobre a fala do Papa Francisco


Leniéverson Azeredo Gomes

O Papa Francisco, no dia hoje, pontua que não há cristianismo sem cruz, de fato, o Santo Padre apenas aclara algumas questões bem nítidas na Bíblia. Em 1ª Coríntios 2, 2, diz que sem 'sombra de dúvida devemos pregar Cristo crucificado'. Oras, Jesus se deu numa cruz - e não num madeiro - por todos nós. Deus se fez homem para a redenção da humanidade e quem quer segui-lo, deve tomar a sua cruz - que também é sinônimo de sacrifício -.
As igrejas ou seitas adeptas da Teologia da Prosperidade, como a Igreja Universal do Reino de Deus, prega um cristianismo sem Cruz, desprezando o sacrifício, já que Deus Filho é entendido como uma torneira sempre aberta que jorra facilidade. Afinal, os líderes dessas igrejas afirmam que lá irão 'parar de sofrer'.
Enfim, quem caminha na Estrada do Senhor, irá passar sempre por provações, mas com uma diferença, sempre terá em Deus a segurança para superar todas ou quase a totalidade das provas de cabeça erguida.

quarta-feira, 5 de março de 2014

O Brasil e a ideologização da política de Segurança Pública. Ou: Cuidado com os falsos admiráveis mundos novos.


Leniéverson Azeredo Gomes

San Angeles é uma cidade fictícia do filme americano, O Demolidor, produzido em 1993 e dirigido pelo Marco Brambilla. O nome do lugar é, na verdade, um ajuntamento de  municípios americanos, localizados no estado da Califórnia (Santa Mônica, San Diego e Los Angeles). A localidade é o pano de fundo para um enredo, que traduz o desejo de muitas mentes esquerdistas de plantão. Mas  do que está se falando? O sonho das esquerdas é implantar a ‘desmilitarização das polícias’. E, desde junho do ano passado, as esquerdas festivas vêm promovendo badernas e vandalismo sob  a farsa ideologia de que “estão transtornando para mudar o mundo”. E, como tal, arrumaram um algoz para ser exterminado: as Polícias Militares. Quem sabe, além da mentalidade marxista, viram muito desenhos, como o ‘Pink e Cérebro’, produzido. Enfim, vá lá saber o que se passa na mente de um esquerdista com exatidão.
Escrevi um texto, com o título “As revistas eletrônicas dominicais ‘Fantástico’ e ‘Domingo Espetacular’, Rolezinhos, equívocos interpretativos e as bobagens. Ou: O que está havendo com a OAB pelo Brasil afora? Resposta óbvia? Nem tanto, mas é grave”, que mostra vários movimentos revolucionários ou instrumentalizados ideologicamente, com títulos de “Black Blocks”, “Rolezinhos” e companhia promovem badernas e vandalismos para que a PM apareça e seja criticada por sua ação. Não, senhores e senhoras, senhoritos e senhoritas, não defendo excessos de espécie alguma, mas tolero demonização de uma atividade profissional. Afinal, qual atividade profissional que não tenha bons e maus exemplos? As boas conservadoras e sábias línguas sabem que a PM estadual, mais ‘bem’ (o bem é uma ironia) falada é a do Estado de São Paulo. A esquerda caviar tem feito de tudo – até o inferno, como diria o Ministro Gilberto Carvalho - para tirar o Geraldo Alckimin, do PSDB, para colocar o atual ministro da saúde, Alexandre Padilha, do PT, no Governo de São Paulo, assim como fizeram com o Fernando Haddad, na prefeitura da capital paulista. Mas voltando ao Filme, sem desplugar do assunto...
                John Spartan, interpretado pelo ator Sylvester Stallone (brilhante também em outros filmes como Rambo e Rock Balboa), é um detetive de polícia do século XX, mais exatamente de 1996. Salienta-se que, nos roteiros de  Peter M. Lenkov e Robert Reneau, a San Angeles daquele ano, estava assolada por diversos tipos de crimes e, obviamente infestadas de criminosos. Um desses criminosos é Simon Phoenix, interpretado pelo ator Wesley Snipes (ele interpretou também o vampiro Blade). Há um assalto no filme, promovido por esse criminoso, onde há vários reféns. Spartan é um dos designados para combater o crime e, junto com os colegas, inicia-se uma troca de tiros entre a polícia e o Simon Phoenix, que acaba matando as pessoas que estavam sob o poder do criminoso. Phoenix é preso, mas o detetive Spartan recebeu a acusação de ter sido ele, o assassino dos reféns. Tanto Simon, quanto Spartan são condenados a viver na câmara criogênica, uma espécie de prisão onde eles ficam até o fim do cumprimento da pena.
                Acontece no filme, o que se chama de “passagem de tempo”, levando todos os espectadores para 2032. Nesse ano, Simon misteriosamente desperta da câmara criogênica e foge do presídio. A academia de polícia daquela época reabilita Spartan, descongelando ele da câmara criogênica, apesar do relatório dizer certas coisas negativas. A alegação era de que, Spartan era o único habilitado para prender Simon.
                Na ficção, a San Angeles de 2032, tinha dados quase nulos de violência urbana e periférica. As armas do tempo de Spartan e Simon eram verdadeiras peças de museu. As armas, se é que poderiam ser chamado de armas, de 2032 eram, na verdade dispositivos que emitiam raios ou choque raramente usados, havia-se uma lei onde relações sexuais e xingamentos eram crimes passiveis de multa. Mas, ao longo do filme desenhava-se que essa perfeição toda era de alguma forma, uma fachada. Tanto Simon, quanto Spartan sabiam disso, mas a corporação policial daquele ano não levavam as gozações do colega do passado a sério.
Quem não se lembra da cena antológica do personagem de Wesley Snipes, xingando várias vezes diante de uma maquina de multas. De fato, isso deve ser interpretado como uma zombaria a legislação que multa quem fala ‘palavrão’.
É impossível não ver, no filme, uma referência direta ou indireta – fica a gosto do leitor – ao livro “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley. A personagem Lenina Huxley, a tenente de polícia de 2032 que ajuda Spartan na caçada a Simon – que morre no final do longa-metragem -, e interpretada pela atriz Sandra Bullock ( estrela também do filme Miss Simpatia 1 2), é uma homenagem a Lenina Crowley, personagem do livro Huxleriano. Alias, no filme, Lenina é, digamos estimulada por Spartan a desmascarar um plano do Governador de San Angeles, Dr. Raymond Cocteau, interpretado pelo ator Nigel Hawthorne, que consistia em matar um líder rebelde, residente em um submundo subterrâneo.
Entendo que muitos costumam avaliar os personagens de Sylvester Stallone muito violentos e brutos, Spartan inclusive. Mas, a narrativa do filme desenhada transcendentemente pelos roteiristas, expõe um personagem congelado em 1996 e, descongelado em 2036, porque, os valores policiais – conservadores - do passado dele eram capazes de resolver dilemas da política de segurança pública sustentada em mentiras e corrupção.
É a mesma coisa, no Brasil de nossos tempos, toda medida conservadora de direita, acaba sendo tida como ilógica, bruta e violenta pelas esquerdas . Não, não entendam como se eu tivesse defendendo excessos. Não defendo, mas a bandeira nacional diz: “Ordem e Progresso”, ou seja, não há um país que queira progredir seriamente sem ordem, sem valores, sem respeito, sem limites e, no caso da política de Segurança Pública, sem combate duro, dentro de leis severas e que gere no bandido medo da justiça.
Se nós examinarmos  o exemplo da San Angeles do filme, podemos verificar que, no fundo, no fundo, não é que os bandidos acabaram ou diminuíram drasticamente, eles foram, digamos “varridos” para o subterrâneo, para uma catacumba urbana.  Em suma: houve uma política de sanitarismo que ajudava a sustentar um engodo. Isso lembra, quando o então Presidente da República, Rodrigues Alves, implantou, no inicio do século passado, uma medida sanitária afastando os pobres que moravam em cortiços, no centro do Rio de Janeiro para os morros, sob o pretexto de melhorias urbanísticas. Foi ali que começaram a surgir às favelas da capital fluminense. Rodrigues Alves não era de esquerda, mas a estética de varrimento mantem certas semelhanças.
Hoje, não se sabe, com sinceridade, o que as esquerdas no Brasil pensam sobre a expressão ‘desmilitarização da policia’, mas sabemos o pano de fundo ideológico: o marxismo e, lógico,  traumas com a ditadura militar (1964-1985). O que significa uma ideia muito mais sociológica do que técnica. Se nós examinarmos na Venezuela, adepta ditatorialmente do chamado “Bolivarianismo do Século XXI” – vá lá saber o que venha a ser isso - é um dos países mais violentos do mundo, aboliu na década passada as polícias estaduais e tem uma polícia nacional com ramos em diversas partes do país. Recentemente, o herdeiro do Chavismo, o atual ‘presidente’ (ditador) Nicolás Maluco..ops...Maduro, disse que a culpa da violência é das novelas estrangeiras. Hein? Além da Venezuela, outros países de linha esquerdista, como a China, usam tropas de choque para conter o que chamam de rebeldes, mandando para Campos de Concentração (uma espécie de lugar onde os direitos de discordância são colocadas no subterrâneo da dignidade). A China deu recentemente uma afrouxada, mas dá 4 passos para trás, quando cerceia o uso da internet e controla a mídia – o que acontece em outros países governados por esquerdistas.
Portanto, se ouvir algum esquerdista defendendo coisas como “desmilitarização da polícia”, use esses e outros países como exemplo. E diga, que isso, não resolverá, por exemplo, a questão dos 50.000 homicidios anuais, divulgado pelo Anuário Nacional de Segurança Pública.
Caminhando para o fim, se der corda a essas bobagens travestidas de política de segurança pública, o Brasil virará uma grande San Angeles, mergulhada em corrupção, mentiras e sanitarismos penais. Afinal, desejar artificialmente admiráveis mundos novos são, na verdade, admirar um mundo sem lógica e com ideias de jerico. 

sábado, 1 de março de 2014

O assunto é retiro de carnaval....


Leniéverson Azeredo Gomes

O tempo de carnaval está praticamente aí e com ele vem a seguinte pergunta:  “Devemos curtir o carnaval do mundo ou fazer os chamados ‘retiros ou acampamentos de carnaval’?” É claro que o questionamento nos remente a ideia de escolha. A Igreja não obriga as pessoas a participarem do ‘carnaval com Cristo’, mas  faz um convite, um chamado, exorta a uma motivação.
Existem, dentro da Igreja retiros de todos os tipos, desde os mais animados com músicas e solos de guitarra até os mais silenciosos. Mas há pontos em comum entre as duas que são  a celebração de missas diárias, adoração, palestras, confissões,  dentre outras coisas. É claro que há retiros de todos os valores, desde os mais baratos até os mais caros.
Participar de retiros de carnaval, não significa apenas desejar viver um clima de espiritualidade evangélica, mas sim uma oportunidade ímpar, uma oportunidade valiosa, para fazer ou construir novas amizades, em Cristo, amizades que te levam para Cristo. São ambientes que fortalecem o desejo pela fraternidade.
Por isso, se deve ter em mente, que a ação de se retirar no Senhor, não pode ser em hipótese alguma, uma fuga da vida com a família ou fugir de si mesmo. É um ato de encontro pessoal com o Autor da Vida, com aquele que se dá por inteiro por mim, por você e por todos nós: Deus Trinitário.
No novo testamento (Mt 26, 36ss; Mc 14,32ss e Lc 22, 39ss)  Cristo e os seus discípulos se dirigiam ao Monte das Oliveiras. Ele e os seus apóstolos iam nesse lugar para se retirar. Nos evangelhos de Mateus e Marcos, diz que eles antes de ir para esse lugar cantava o canto dos Salmos. Nos retiros atuais, do século XXI, tanto no processo de preparação e a realização do evento, quanto na ida e vinda dos retirantes, deve ou deveria ter um clima de oração. O louvor a Deus deve ser uma forma de clamor, uma forma de diálogo com Ele.
Em Mateus e Marcos, Jesus já no Monte das Oliveiras ministrava aos seus discípulos, uma rica palestra, que nada mais nada menos, era uma predição sobre a ressurreição dele mesmo e que Pedro, o negaria três vezes.  Da mesma forma, que nos dias de hoje, diversos leigos e padres são convidados para partilhar com quem se retira, assuntos ligados a teologia aplicando a vida cotidiana.
O texto de Lucas, diferente dos livros de  Mateus e Marcos, mostra um Jesus preocupado com a questão da tentação. Ele – Cristo - orava sem cessar, no sentido de pedir aos céus para que somente praticasse coisas santas, somente fizesse a vontade do Pai, ao passo que ensinava, também, aos discípulos a não se renderem a tristeza espiritual, que produz tentação. Nota-se, que o Jesus e os discípulos tinham um hábito, um costume de ir ao Monte para práticas sagradas.
Nos dias atuais, muitas pessoas, muitos cristãos, tem dificuldade de ver nos retiros uma oportunidade de dizer a si mesmo que deseja ‘buscar primeiro o Reino de Deus e a sua justiça’ (Mt 6,33). São convidas – não forçadas - , a passarem um carnaval diferente, serem separados da folia, da festa paganizada, do evento da carne. Apesar de tudo, Deus respeita a decisão contrária, mesmo desejando um SIM. Muitos são os chamados, mas poucos são os escolhidos – os que aceitam -.  Não aceitam por preguiça, porque o Marido não deixa, tem medo de se lançar ao novo de Deus, porque tem filhos pequenos,  porque vão a praia, etc.
Devemos ser Sal da Terra, Luz do Mundo e profetas das nações (Mateus 5,13), para contagiarmos esse mundo tão cheio de hedonismo, onde se busca o prazer pelo prazer, devemos mostrar a mundos e fundos que comanda a nossa vida: Deus ou o nosso egoísmo?
Retirai-vos no Senhor e busquem a santidade.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Frank Castle e os justiceiros informais. Ou: Porque algumas vezes, quando a vida imita a arte, o resultado é o contrário que se espera?

Leniéverson Azeredo Gomes

Frank Castle é um típico cidadão nova-iorquino, e, muito jovem, entrou para a academia de polícia, seguindo o exemplo do pai,  que também era policial. Ao se formar, passou a lutar – fardado - incansavelmente durante a semana, contra os mais diversos tipos de crimes, principalmente  aqueles  que eram praticados no subúrbio da maior cidade dos Estados Unidos.  Ele se casou com uma formidável mulher e, desse relacionamento, gerou um lindo casal de filhos. O policial Castle é um pai e um marido zeloso e superprotetor, que todos os dias, na medida do possível, sentava junto com o restante da família para ingerir as refeições diárias.
No entanto, um acontecimento marcaria para sua vida. Num dia de folga, leva sua família para fazer um piquenique no Central Park – uma imensa área urbanizada de Nova York -. Ao chegar, Castle, deixa a mulher e os filhos –  á época tinham entre 7 e 10 anos – que estavam correndo ou soltando pipa, para comprar algo. Na volta, vê sua esposa e filhos serem assassinados por uma gangue de assaltantes.
Após o fato, passou a se responsabilizar pelo ocorrido, porque, como policial treinado para ser agente da lei, não podia ter deixado a família sozinha. A partir de então, Frank Castle viveu uma intensa batalha psicológica entre o desejo ou não de revanche. Mas, o anseio por vingança, falou mais alto.
Resolve abandonar a carreira policial, faz alguns investimentos na compra de diversas armas de fogo, armas brancas – como faca -, instrumentos de luta marcial oriental – como nunchaku -, e, um uniforme colant preto‘sui generis’ que continha uma caveira grande, no meio do peito. Além disso, ele passa a desenvolver técnicas de lutas para, vingar a morte da sua família e defender a cidade de bandidos e mafiosos, como o Wilson Fisk – mais conhecido como o Rei do Crime-.
Talvez algumas pessoas estejam se perguntando, essa estória é real? Não, não é real. Trata-se de parte da narrativa biográfica de um dos mais famosos personagens da revista em quadrinhos, chamado Justiceiro (The Punisher, em Inglês). Concebido nos anos 80, pela Marvel Comics, e, desenhado por Stan Lee, o Justiceiro, como o próprio nome diz, fazia justiça com as próprias mãos, com sua própria ética, com seu próprio valor moral.
O  personagem da ficção alternava sua imagem entre o herói – o que preponderava – e o vilão. Ídolo de gente de quase todas as idades, a saga de Frank Castle chegou a virar um filme, nos anos 90, com pessoas de carne e osso, onde o protagonista foi interpretado pelo ator Dolph Lundgren.  
Mas é preciso cuidado para que a vida, nesse caso, não imite a arte. Pois, muita gente, pode querer virar justiceiros, fazendo vingança com as próprias mãos. É o que vem acontecendo, por exemplo, e foi destacado na imprensa, no Rio de Janeiro. O caso mais chamativo é a de um jovem – na verdade um menor de idade - que foi preso e acorrentado, no início desse mês, a um poste, porque teria – teria porque ainda não se teve a comprovação, apesar de relatos de testemunhas – de que ele teria praticado furtos no Flamengo, bairro da Zona Sul da capital fluminense. Ele foi retirado pela socióloga Yvone Bezerra de Mello, e, após isso tirou uma foto com o suposto menor infrator e postou em redes sociais. As imagens foram publicadas em sites de notícias, gerando uma revolta de militantes dos direitos humanos. Fizeram uma pesquisa para saber se as pessoas concordam a ação dos chamados “Justiceiros do Flamengo”, que colocaram o menor lá, a grande maioria disse que sim. O que assustou o povo dos Direitos dos Manos. Aqui, não se trata de defender a instituição ‘justiça com as próprias mãos’. Nãooooo! Eu sou contra certas coisas, não no seu mérito, mas porque há outros caminhos fundamentados na ordem, no legalismo, no legislativo, etc, para resolver questões ligadas a política de Segurança Pública.
A Sociologia diz que vivemos um período de anomia, ou seja, um momento em que, cada vez mais, se despreza as normas, os valores morais e éticos, a constituição, da decência, o pudor, o caráter, dentre outras coisas. No caso do jovem pendurado, no Rio de Janeiro, em que pese o fato de o mesmo ser culpado ou inocente e; se praticado por milícias ou não, verifica-se que, ‘o fazer justiça sem o amparo das forças de segurança oficial’, tem evidentemente um significado profundo, onde vários furtos, roubos e assassinatos praticados por menores e adultos, uma justiça morosa – com processos que se acumulam por anos, em plena era da informática -,  uma legislação que mais protege bandidos do que as vítimas dos bandidos e o excesso de proteção a bandidos por ONGS de Direitos Humanos – ou seria dos Direitos dos Manos?-.
Mas apesar de tudo isso, os fins não justificam os meios, como diria Maquiavel. Graus de anomia não justifica fazer coisas de forma antiética, fora da justiça convencional. Da mesma forma que eu não aprovo a ação de black blocs mascarados e vândalos  – viram a questão do cinegrafista da Band?-, não defendo ocupação de reitorias – como a USP -, não defendo invasão de centro de pesquisa que usa animais-, dentre outras coisas, porque, somos um país ordeiro, democrático, onde é preciso – apesar da letargia – acionar os mecanismos de resolução oficial para conquistarmos os nossos anseios. Caso contrário, o Brasil se transformará na terra da barbárie cheia de Frank Castles tupiniquins. O que acham? Tudo, mais uma vez, é questão de escolha. 

Um debate sobre jornalismo e os conflitos urbanos a luz dos últimos acontecimentos envolvendo profissionais da imprensa da Rede Bandeirantes, no Rio de Janeiro.


Leniéverson Azeredo Gomes
Santiago Emílio Andrade, mais conhecido por Santiago Andrade foi o cinegrafista escalado pela emissora a qual trabalha – a Bandeirantes – para cobrir um ‘protesto’ que objetivava a suspensão do aumento de passagem  dos transportes coletivos, na Cinelândia, na cidade do Rio de Janeiro, de R$ 2,75 para R$ 3,00. Um morteiro, provavelmente arremessado por ‘manifestantes,’ atingiu o profissional, que há um pouco mais de 15 anos atua registrando reportagens, para a sucursal carioca da Band, como é mais conhecida a emissora fundada por João Jorge Saad, nos anos 60, em São Paulo.
Santiago, segundo boletim médico do Hospital Souza Aguiar – a qual o cinegrafista foi internado-, divulgado pela ‘Rede Bandeirantes’ teve um afundamento craniano e está em estado grave. Há uma virtude cristã – não se confunda com a teologal - que tem a capacidade de humanizar as pessoas: ela é a compaixão. Por isso, ao cinegrafista e a família dele, a oferta total e irrestrita de orações e desejos de melhoras no seu quadro de saúde. Após tudo isso, deve-se fazer algumas considerações sobre o ‘protesto’, sobre jornalismo e jornalistas, a demonização da polícia, da defesa do direito de ir e vir, e, as depredações do patrimônio público e privado.
Desde junho do ano passado, grupos de pessoas têm ocupado as ruas de todo país, em nome de uma causa, por exemplo, as reduções dos aumentos de tarifas – para esses grupos, ‘não é só por 20 centavos’ -. Pode-se acompanhar todos os dias, um cenário, que mais parece uma praça de guerra. São carros incendiados, imóveis públicos e privados quebrados, direito de ir e vir cerceado – impondo medo nas pessoas -, obrigando a reação da polícia – que muitas vezes é demonizada - para conter a ação de vandalismo.
Nota-se um traço comum, na maioria esmagadora dessas reuniões em: a presença de bandeiras de movimentos e partidos de esquerda, e, a presença de mascarados que integram o grupo black bloc. Porque “maioria esmagadora”, porque em junho, o movimento contou sim com o povo de verdade, mas depois ‘ativistas’ e partidos de esquerda sequestraram o comando das reivindicações.
A Imprensa, ahhhh, a Imprensa, virtuosa – ma non tropo – a partir de então, passou a nos empurrar a expressão “protesto que começa pacífico, mas depois vândalos – leia-se black blocs -, apareceram para fazer o ‘quebra-quebra’”.
Não senhores, os tais ‘manifestantes’ e black blocs são uma coisa só, unha e carne. Isso pode ser visto no final do ano passado, durante a greve de professores, onde os sindicatos – liderados pelo PSOL (um partido de esquerda) admitiram que os black blocs, eram, digamos, uma espécie de aliados.
Esses mascarados têm aparecido em programas das TVs, como a TV Senado e a TV Câmara, e, pasmem todos, no programa “Fala que eu te escuto”, na Rede Record. Tentam emplacar a ideia de que eles não são do mal e, que, são grupos de pessoas que tem uma ‘tática diferente de protesto’ – alguém tem Engov, aí?
Pois é, a Rede Globo usou, como é de praxe, a tese esquerdista que, de certa forma, demoniza as polícias e dos polícias. Na reportagem do protesto no Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira, não foi diferente. Em nota lida, pelo apresentador William Waack, no ‘Jornal da Globo’, já na madrugada de quinta para sexta, disse que a polícia ou os vândalos é o culpado pela ação que culminou no ocorrido com o cinegrafista. A Vênus Platinada não perdeu tempo e colocou como um dos suspeitos pelo incidente que culminou na internação do profissional de imprensa.
Em menos de 4 anos, é o segundo cinegrafista da filial carioca da Band, que morreu em conflitos urbanos. Para quem não se lembra, Gelson Domingos da Silva, também Câmera Men, estava cobrindo uma troca de tiros, entre policiais e traficantes na Favela Antares, na  Zona Oeste da cidade, quando foi atingido por balas de fuzil vinda dos ‘soldados’ do tráfico de drogas, foi levado ao Hospital, mas dias depois veio a falecer.
Além dos dois cinegrafistas, é preciso trazer a memória do ocorrido com a repórter Nadja Haddad, em 2001. Ela, que época trabalhava na Band Rio – hoje está no SBT-, foi escalada para cobrir também uma troca de tiros entre policiais e traficantes de drogas, só que no Complexo do Alemão. No caso dela e do Gelson, houve a discussão sobre o preparo do profissional de imprensa em conflitos violentos urbanos, como, por exemplo, sobre o não uso do colete seguro a prova de bala. Mas o mérito a ser discutido não é esse, o mérito da questão é outro.
Traficantes e certos ‘manifestantes’, em comum, cerceiam o direito de ir e vir; implantam o terror. Eles se consideram os ‘reis da cocada preta’. Ambos usam máscara, para não ser identificados, se escondem da democracia, querem ter a impunidade para tocar o terror.
Em que pese à nota da ABRAJI, Associação Brasileira de Jornalismo investigativo, e, também, dos órgãos de comunicação de massa, a imprensa precisa parar de usar o termo ‘começa pacífico, mas terminou com vandalismo ou quebra-quebra’ e, de alguma forma, incitar esses tipos de movimentos.
Isabela Benito e o Febeajor (Festival de Besteirol que assola o Jornalismo) – O SBT RIO, um telejornal do SBT, transmitido de segunda a sexta – das 11:50 às 12:50 - em cadeia para todo o Estado do Rio de Janeiro, direto de Capital Fluminense,  é um bom jornal com reportagens ágeis e prestadoras de serviço público. É apresentada pela talentosa jornalista Isabela Benito, e, não é ironia não, é talentosa mesmo, porém, a apresentadora, como outros profissionais de imprensa, vira e mexe, flerta com algumas bobagens, por exemplo, na edição de hoje, incitar, indiretamente, ‘protestos’ que, na verdade são atos de vandalismo, e, como se transformou em algo comum, a demonização da polícia. Caríssima, tentar usar fontes – leia-se, mídia alternativa – controversas para tentar culpar a polícia, quando a própria Band aventa, unicamente a possibilidade de culpa dos manifestantes, alias, um dos seus entrevistados, asseverou isso também. A Polícia, cara colega, foi feita para garantir a ordem. Ficar combatendo crime e manter com luvas de pelica, é coisa surreal, não? Por isso, menos, Isabela! Menos, Isabela!  A Escola Marxista de Frankfurt está fazendo muito mal ao Jornalismo e, pode fazer com que essa atividade profissional mergulhe num poço sem fundo. Será que tem cura?

O sucesso das parcerias público-privadas X SEPE-RJ. Ou: Porque o Soneto de Itabira explica o atraso da educação no Brasil?


Leniéverson Azeredo Gomes


No dia 20 de fevereiro, o Jornal O Globo, do Rio de Janeiro, exibiu uma reportagem feita pelo jornalista, Rubem Berta, que mostrou uma iniciativa da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, que existe há quase 2 anos.  Trata-se de um sistema de parcerias,  que recebeu o nome de ‘Dupla Escola’. Atualmente, participam do projeto, cerca de 10 mil alunos – 1% dos alunos da rede estadual, que são da ordem de 900.000 estudantes-, mas com a possibilidade real de crescimento nos próximos anos. Para participar do projeto, os alunos passam por um teste de seleção,  que acontece em 20 dos 24 colégios de ensino médio, participantes do projeto Dupla Escola,
Pois bem, o sistema de parcerias se baseou em um modelo que já se destacava desde 2008, onde, uma empresa de telefonia, um grupo ligado a rede de supermercados e institutos como o Airton Senna, naquela época, eram parceiras, respectivamente de escolas estaduais na Tijuca (Zona Norte do Rio de Janeiro), São Gonçalo (Região Metropolitana) e em mais 6 unidades da rede. Os alunos participantes do projeto usam o espaço das empresas ou são orientados pedagogicamente pelas empresas dentro das próprias escolas, onde aprendem, dentre outras coisas, técnicas de produção de derivados de leite e panificação. Nas parcerias, em questão é tudo dividido: enquanto as empresas dão suporte de treinamento e equipamentos, o Estado fica com a responsabilidade de pagar os funcionários e gerir as escolas.
Há outras escolas da rede, cuja parceria se dá com embaixada de outros países. Uma escola, em Niterói, na Região Metropolitana, tem com a Embaixada da França, , onde alunos recebem aulas de francês. Outra, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, tem o suporte do Condado de Prince George, no estado de Maryland (EUA), para ensinar inglês. No Méier,  Zona Norte da capital fluminense,  a parceria é com o Ministério de Educação, Cultura e Esporte da Espanha, no Colégio João Cabral de Melo Neto, onde se ensina espanhol. Nos três casos, o ensino de línguas é como se tivesse em um curso particular, pra valer. No caso, de Niterói, por exemplo, há uma professora que leciona francês, que é francesa mesmo.
De acordo com secretário de Educação, Wilson Risolia, a decisão pelas parcerias se deu, devido a necessidade de aliar a educação regular ao planejamento futuro da vida do aluno:
“Nos últimos anos, percorremos o mundo, inclusive acompanhados por professores da rede, para entender as melhores práticas de educação. As avaliações que fizemos mostram que escolas com ensino integrado, profissionalizante, e horário ampliado têm melhor desempenho. Buscamos então parceiros estratégicos, que podem ser de governos de outros países a empresas. E o projeto em geral está associado à vocação econômica da região onde implementamos. Todos ganham, já que o investimento vai resultar numa mão de obra mais qualificada”.
De fato, algumas escolas funcionam em tempo integral – como era nos antigos CIEPS, criados na primeira gestão do Governo Leonel Brizola, nos anos 80 -. Em Niterói, por exemplo, os alunos estudam de 7 da manhã até às 5 da tarde. 
Pode-se não morrer de amores pela gestão do governador Sergio Cabral Filho – inclusive eu – no entanto, é inegável que o projeto merece bem mais elogios que críticas negativas, mas como já dizia Carlos Drummond de Andrade, no Soneto de Itabira, no meio do caminho havia uma pedra, havia uma pedra no meio do caminho. Explico o busílis e fundamentarei as minhas críticas a respeito desta ‘pedra’. Sigamos.
O Coordenador do Sindicato dos Professores do Estado do Rio de Janeiro (SEPE), Alex Trentino, afirma que esse projeto cria uma espécie de elite dentro da rede pública e pode levar a uma privatização do ensino.
“A consequência é que são criadas escolas pretensamente de elite, melhores que as outras, com mais investimento, o que é exatamente o contrário do conceito de uma educação que deveria ser igual para todos. Brigamos para que se invista nas escolas que são mais carentes. E por mais que se diga que a iniciativa privada não faça a gestão da escola, sempre há interferência”.
Bem, a coordenadora do projeto ‘Dupla Escola’, Maria Aparecida Pombo Freitas, rebateu duramente a ‘tese’ do líder do SEPE:
“Das vagas que nós oferecemos, 90% são reservadas para alunos da própria rede pública. E o fato de haver um processo de seleção não deixa de ser uma preparação para o que aquele jovem vai encontrar mais à frente, em exames como o Enem”.
Aí, Aí, como tem coisas que me dão uma leseeeeira, mas vamos que vamos. Para quem não sabe, o Sindicato dos Professores do Estado do Rio de Janeiro é majoritariamente formado por militantes do PSOL – um partido de esquerda. Todo partido de esquerda condena o capital, a iniciativa privada, o lucro, usa em demasia a cultura da opressão e a visão equivocada de igualdade. Mas, apesar disso, o leitor poderia fazer a seguinte pergunta: Que mal tem nisso?  Oras, deixem de ser bobos, sindicatos não deveriam ter orientação e viés partidários.
Nota-se nas críticas do coordenador a ausência de fundamentação técnica. Não usa a Lei de Diretrizes e Bases, não usa a didática, nem outras bases técnicas robustas pedagógicas. Creio eu, que ele sacou da cartola um trecho do livro “Pedagogia do Oprimido”, do Paulo Freire. Só pode.
O coordenador parece viver em outro mundo. O Brasil é um dos países que tem uma posição negativa no Ranking internacional da Educação; tem quantidade enorme de analfabetos literais e funcionais. Criam-se dificuldades para o adolescente aprender uma profissão devido ao Estatuto da Criança e Adolescente, o mercado de trabalho cada vez mais é competitivo, fora o fato de que cresce em escala vertiginosa o número de menores no mundo do crime. 
Assim, como é um crime, a falácia do coordenador, que parece não entender a dimensão das águas mais profundas. A educação precisa ser levada a sério para que se possa criar uma geração de pessoas com massa crítica, que tenham ocupação mental, que aprendam algo útil e não dependente de projetos assistencialistas, como Bolsa Família e política de cotas. E mais, desde a mais tenra idade, os alunos têm de ter algum contato mais sólido com línguas estrangeiras, sejam lá quais forem. São fundamentais no mercado de trabalho, na realização de projetos científicos e para se virar no exterior.
Alias, não é a toa que o SEPE e outros sindicatos pelo Brasil afora, são acusados por intelectuais - chamados pela esquerda de “da direita conservadora”-, de ser um dos principais responsáveis pela crise da educação brasileira. A fala do coordenador do SEPE-RJ é a prova inequívoca disso. Enquanto ficarem fazendo política partidária, criticarem a meritocracia e enfurnando a educação com marxismo barato, dar uma de secretaria paralela da educação, perseguirem o ensino religioso nas escolas, incentivando cartilhas que ensinam as crianças a, de certa forma fazerem sexo precoce, as coisas tendem a ficar de mal a pior. Alguém tem dúvida?




terça-feira, 20 de agosto de 2013

Semana de conscientização sobre as drogas na cidade de Santos/SP, com o apoio da diocese de Santos. Se você é da região, compareça. É preciso que saibamos dizer "Não às Drogas".


26 AGOSTO –
SEGUNDA FEIRA A PARTIR DAS 09h até 12h.
Prevenção para promoção de saúde
Local – Unidade Básica de Saúde do Caruara 
Organização – Secretaria Municipal de Saúde

15h – ABERTURA OFICIAL
Apresentação do Grupo “Clave de Sol” Palestra “A Familia que faz a diferença” - Psicologa Laura Fracasso 
Local - Universidade Católica de Santos – Consistorio, Rua Osvaldo Cruz – 277
Organização – Gabinete do Prefeito e COMAD

28 AGOSTO – QUARTA FEIRA 19h –
Palestra “ Políticas Públicas de combate as drogas” - 
Local – Associação Comercial de Santos – Rua XV de Novembro, 137 Organização – Gabinete do Prefeito e COMAD

29 AGOSTO – QUINTA FEIRA A PARTIR DAS 10h até 17h
SESC – R. Conselheiro Ribas, 136 
Organização – Secretaria Municipal de Saúde e SESC

29 AGOSTO – QUINTA FEIRA 15h –
Debate : Implatação de Politicas sobre Drogas 
Vice Prefeito de Santos – Eustázio Alves Pereira Filho
Coordenadora Estadual de Saúde Mental, Alcool e Drogas – Rosangela Elias
Secretária de Assitencia Social de Santos – Rosana Russo 
Secretário de Saúde de Santos – Marcos Calvo
Vice Presidente do COMAD – Evandro Tavares de Almeida
Local – Associação Comercial de Santos – Rua XV de Novembro, 137 Organização – Gabinete do Prefeito e COMAD

30 AGOSTO – SEXTA FEIRA 15h –
Inauguração da Casa de Passagem Cristolândia Av. Bernardino de Campos, 623
Organização – Secretarias Municipais de Saúde e Assistencia Social


31 AGOSTO – SÁBADO A PARTIR DAS 09h até 13h
Ações Culturais e Preventivas (Cidade Cidadã)
Local – Av. Rangel Pestana, 150 C A I S – Centro de Atividades Integradas de Santos
Organização – Secretarias Municipais de Saúde, Defesa e Cidadania, Assistencia Social e Esportes.

26 a 31 de AGOSTO Estação da Língua – Exposição Itinerante do Museu da Língua Portuguesa Segunda a Sexta Feira – 09 h até 18h Sábado – 11h até 20h
Local – Av. Rangel Pestana, 150 C A I S – Centro de Atividades Integradas de Santos 
Organização – Secretaria Municipal de Cultura