sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Frank Castle e os justiceiros informais. Ou: Porque algumas vezes, quando a vida imita a arte, o resultado é o contrário que se espera?

Leniéverson Azeredo Gomes

Frank Castle é um típico cidadão nova-iorquino, e, muito jovem, entrou para a academia de polícia, seguindo o exemplo do pai,  que também era policial. Ao se formar, passou a lutar – fardado - incansavelmente durante a semana, contra os mais diversos tipos de crimes, principalmente  aqueles  que eram praticados no subúrbio da maior cidade dos Estados Unidos.  Ele se casou com uma formidável mulher e, desse relacionamento, gerou um lindo casal de filhos. O policial Castle é um pai e um marido zeloso e superprotetor, que todos os dias, na medida do possível, sentava junto com o restante da família para ingerir as refeições diárias.
No entanto, um acontecimento marcaria para sua vida. Num dia de folga, leva sua família para fazer um piquenique no Central Park – uma imensa área urbanizada de Nova York -. Ao chegar, Castle, deixa a mulher e os filhos –  á época tinham entre 7 e 10 anos – que estavam correndo ou soltando pipa, para comprar algo. Na volta, vê sua esposa e filhos serem assassinados por uma gangue de assaltantes.
Após o fato, passou a se responsabilizar pelo ocorrido, porque, como policial treinado para ser agente da lei, não podia ter deixado a família sozinha. A partir de então, Frank Castle viveu uma intensa batalha psicológica entre o desejo ou não de revanche. Mas, o anseio por vingança, falou mais alto.
Resolve abandonar a carreira policial, faz alguns investimentos na compra de diversas armas de fogo, armas brancas – como faca -, instrumentos de luta marcial oriental – como nunchaku -, e, um uniforme colant preto‘sui generis’ que continha uma caveira grande, no meio do peito. Além disso, ele passa a desenvolver técnicas de lutas para, vingar a morte da sua família e defender a cidade de bandidos e mafiosos, como o Wilson Fisk – mais conhecido como o Rei do Crime-.
Talvez algumas pessoas estejam se perguntando, essa estória é real? Não, não é real. Trata-se de parte da narrativa biográfica de um dos mais famosos personagens da revista em quadrinhos, chamado Justiceiro (The Punisher, em Inglês). Concebido nos anos 80, pela Marvel Comics, e, desenhado por Stan Lee, o Justiceiro, como o próprio nome diz, fazia justiça com as próprias mãos, com sua própria ética, com seu próprio valor moral.
O  personagem da ficção alternava sua imagem entre o herói – o que preponderava – e o vilão. Ídolo de gente de quase todas as idades, a saga de Frank Castle chegou a virar um filme, nos anos 90, com pessoas de carne e osso, onde o protagonista foi interpretado pelo ator Dolph Lundgren.  
Mas é preciso cuidado para que a vida, nesse caso, não imite a arte. Pois, muita gente, pode querer virar justiceiros, fazendo vingança com as próprias mãos. É o que vem acontecendo, por exemplo, e foi destacado na imprensa, no Rio de Janeiro. O caso mais chamativo é a de um jovem – na verdade um menor de idade - que foi preso e acorrentado, no início desse mês, a um poste, porque teria – teria porque ainda não se teve a comprovação, apesar de relatos de testemunhas – de que ele teria praticado furtos no Flamengo, bairro da Zona Sul da capital fluminense. Ele foi retirado pela socióloga Yvone Bezerra de Mello, e, após isso tirou uma foto com o suposto menor infrator e postou em redes sociais. As imagens foram publicadas em sites de notícias, gerando uma revolta de militantes dos direitos humanos. Fizeram uma pesquisa para saber se as pessoas concordam a ação dos chamados “Justiceiros do Flamengo”, que colocaram o menor lá, a grande maioria disse que sim. O que assustou o povo dos Direitos dos Manos. Aqui, não se trata de defender a instituição ‘justiça com as próprias mãos’. Nãooooo! Eu sou contra certas coisas, não no seu mérito, mas porque há outros caminhos fundamentados na ordem, no legalismo, no legislativo, etc, para resolver questões ligadas a política de Segurança Pública.
A Sociologia diz que vivemos um período de anomia, ou seja, um momento em que, cada vez mais, se despreza as normas, os valores morais e éticos, a constituição, da decência, o pudor, o caráter, dentre outras coisas. No caso do jovem pendurado, no Rio de Janeiro, em que pese o fato de o mesmo ser culpado ou inocente e; se praticado por milícias ou não, verifica-se que, ‘o fazer justiça sem o amparo das forças de segurança oficial’, tem evidentemente um significado profundo, onde vários furtos, roubos e assassinatos praticados por menores e adultos, uma justiça morosa – com processos que se acumulam por anos, em plena era da informática -,  uma legislação que mais protege bandidos do que as vítimas dos bandidos e o excesso de proteção a bandidos por ONGS de Direitos Humanos – ou seria dos Direitos dos Manos?-.
Mas apesar de tudo isso, os fins não justificam os meios, como diria Maquiavel. Graus de anomia não justifica fazer coisas de forma antiética, fora da justiça convencional. Da mesma forma que eu não aprovo a ação de black blocs mascarados e vândalos  – viram a questão do cinegrafista da Band?-, não defendo ocupação de reitorias – como a USP -, não defendo invasão de centro de pesquisa que usa animais-, dentre outras coisas, porque, somos um país ordeiro, democrático, onde é preciso – apesar da letargia – acionar os mecanismos de resolução oficial para conquistarmos os nossos anseios. Caso contrário, o Brasil se transformará na terra da barbárie cheia de Frank Castles tupiniquins. O que acham? Tudo, mais uma vez, é questão de escolha. 

Um debate sobre jornalismo e os conflitos urbanos a luz dos últimos acontecimentos envolvendo profissionais da imprensa da Rede Bandeirantes, no Rio de Janeiro.


Leniéverson Azeredo Gomes
Santiago Emílio Andrade, mais conhecido por Santiago Andrade foi o cinegrafista escalado pela emissora a qual trabalha – a Bandeirantes – para cobrir um ‘protesto’ que objetivava a suspensão do aumento de passagem  dos transportes coletivos, na Cinelândia, na cidade do Rio de Janeiro, de R$ 2,75 para R$ 3,00. Um morteiro, provavelmente arremessado por ‘manifestantes,’ atingiu o profissional, que há um pouco mais de 15 anos atua registrando reportagens, para a sucursal carioca da Band, como é mais conhecida a emissora fundada por João Jorge Saad, nos anos 60, em São Paulo.
Santiago, segundo boletim médico do Hospital Souza Aguiar – a qual o cinegrafista foi internado-, divulgado pela ‘Rede Bandeirantes’ teve um afundamento craniano e está em estado grave. Há uma virtude cristã – não se confunda com a teologal - que tem a capacidade de humanizar as pessoas: ela é a compaixão. Por isso, ao cinegrafista e a família dele, a oferta total e irrestrita de orações e desejos de melhoras no seu quadro de saúde. Após tudo isso, deve-se fazer algumas considerações sobre o ‘protesto’, sobre jornalismo e jornalistas, a demonização da polícia, da defesa do direito de ir e vir, e, as depredações do patrimônio público e privado.
Desde junho do ano passado, grupos de pessoas têm ocupado as ruas de todo país, em nome de uma causa, por exemplo, as reduções dos aumentos de tarifas – para esses grupos, ‘não é só por 20 centavos’ -. Pode-se acompanhar todos os dias, um cenário, que mais parece uma praça de guerra. São carros incendiados, imóveis públicos e privados quebrados, direito de ir e vir cerceado – impondo medo nas pessoas -, obrigando a reação da polícia – que muitas vezes é demonizada - para conter a ação de vandalismo.
Nota-se um traço comum, na maioria esmagadora dessas reuniões em: a presença de bandeiras de movimentos e partidos de esquerda, e, a presença de mascarados que integram o grupo black bloc. Porque “maioria esmagadora”, porque em junho, o movimento contou sim com o povo de verdade, mas depois ‘ativistas’ e partidos de esquerda sequestraram o comando das reivindicações.
A Imprensa, ahhhh, a Imprensa, virtuosa – ma non tropo – a partir de então, passou a nos empurrar a expressão “protesto que começa pacífico, mas depois vândalos – leia-se black blocs -, apareceram para fazer o ‘quebra-quebra’”.
Não senhores, os tais ‘manifestantes’ e black blocs são uma coisa só, unha e carne. Isso pode ser visto no final do ano passado, durante a greve de professores, onde os sindicatos – liderados pelo PSOL (um partido de esquerda) admitiram que os black blocs, eram, digamos, uma espécie de aliados.
Esses mascarados têm aparecido em programas das TVs, como a TV Senado e a TV Câmara, e, pasmem todos, no programa “Fala que eu te escuto”, na Rede Record. Tentam emplacar a ideia de que eles não são do mal e, que, são grupos de pessoas que tem uma ‘tática diferente de protesto’ – alguém tem Engov, aí?
Pois é, a Rede Globo usou, como é de praxe, a tese esquerdista que, de certa forma, demoniza as polícias e dos polícias. Na reportagem do protesto no Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira, não foi diferente. Em nota lida, pelo apresentador William Waack, no ‘Jornal da Globo’, já na madrugada de quinta para sexta, disse que a polícia ou os vândalos é o culpado pela ação que culminou no ocorrido com o cinegrafista. A Vênus Platinada não perdeu tempo e colocou como um dos suspeitos pelo incidente que culminou na internação do profissional de imprensa.
Em menos de 4 anos, é o segundo cinegrafista da filial carioca da Band, que morreu em conflitos urbanos. Para quem não se lembra, Gelson Domingos da Silva, também Câmera Men, estava cobrindo uma troca de tiros, entre policiais e traficantes na Favela Antares, na  Zona Oeste da cidade, quando foi atingido por balas de fuzil vinda dos ‘soldados’ do tráfico de drogas, foi levado ao Hospital, mas dias depois veio a falecer.
Além dos dois cinegrafistas, é preciso trazer a memória do ocorrido com a repórter Nadja Haddad, em 2001. Ela, que época trabalhava na Band Rio – hoje está no SBT-, foi escalada para cobrir também uma troca de tiros entre policiais e traficantes de drogas, só que no Complexo do Alemão. No caso dela e do Gelson, houve a discussão sobre o preparo do profissional de imprensa em conflitos violentos urbanos, como, por exemplo, sobre o não uso do colete seguro a prova de bala. Mas o mérito a ser discutido não é esse, o mérito da questão é outro.
Traficantes e certos ‘manifestantes’, em comum, cerceiam o direito de ir e vir; implantam o terror. Eles se consideram os ‘reis da cocada preta’. Ambos usam máscara, para não ser identificados, se escondem da democracia, querem ter a impunidade para tocar o terror.
Em que pese à nota da ABRAJI, Associação Brasileira de Jornalismo investigativo, e, também, dos órgãos de comunicação de massa, a imprensa precisa parar de usar o termo ‘começa pacífico, mas terminou com vandalismo ou quebra-quebra’ e, de alguma forma, incitar esses tipos de movimentos.
Isabela Benito e o Febeajor (Festival de Besteirol que assola o Jornalismo) – O SBT RIO, um telejornal do SBT, transmitido de segunda a sexta – das 11:50 às 12:50 - em cadeia para todo o Estado do Rio de Janeiro, direto de Capital Fluminense,  é um bom jornal com reportagens ágeis e prestadoras de serviço público. É apresentada pela talentosa jornalista Isabela Benito, e, não é ironia não, é talentosa mesmo, porém, a apresentadora, como outros profissionais de imprensa, vira e mexe, flerta com algumas bobagens, por exemplo, na edição de hoje, incitar, indiretamente, ‘protestos’ que, na verdade são atos de vandalismo, e, como se transformou em algo comum, a demonização da polícia. Caríssima, tentar usar fontes – leia-se, mídia alternativa – controversas para tentar culpar a polícia, quando a própria Band aventa, unicamente a possibilidade de culpa dos manifestantes, alias, um dos seus entrevistados, asseverou isso também. A Polícia, cara colega, foi feita para garantir a ordem. Ficar combatendo crime e manter com luvas de pelica, é coisa surreal, não? Por isso, menos, Isabela! Menos, Isabela!  A Escola Marxista de Frankfurt está fazendo muito mal ao Jornalismo e, pode fazer com que essa atividade profissional mergulhe num poço sem fundo. Será que tem cura?

O sucesso das parcerias público-privadas X SEPE-RJ. Ou: Porque o Soneto de Itabira explica o atraso da educação no Brasil?


Leniéverson Azeredo Gomes


No dia 20 de fevereiro, o Jornal O Globo, do Rio de Janeiro, exibiu uma reportagem feita pelo jornalista, Rubem Berta, que mostrou uma iniciativa da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, que existe há quase 2 anos.  Trata-se de um sistema de parcerias,  que recebeu o nome de ‘Dupla Escola’. Atualmente, participam do projeto, cerca de 10 mil alunos – 1% dos alunos da rede estadual, que são da ordem de 900.000 estudantes-, mas com a possibilidade real de crescimento nos próximos anos. Para participar do projeto, os alunos passam por um teste de seleção,  que acontece em 20 dos 24 colégios de ensino médio, participantes do projeto Dupla Escola,
Pois bem, o sistema de parcerias se baseou em um modelo que já se destacava desde 2008, onde, uma empresa de telefonia, um grupo ligado a rede de supermercados e institutos como o Airton Senna, naquela época, eram parceiras, respectivamente de escolas estaduais na Tijuca (Zona Norte do Rio de Janeiro), São Gonçalo (Região Metropolitana) e em mais 6 unidades da rede. Os alunos participantes do projeto usam o espaço das empresas ou são orientados pedagogicamente pelas empresas dentro das próprias escolas, onde aprendem, dentre outras coisas, técnicas de produção de derivados de leite e panificação. Nas parcerias, em questão é tudo dividido: enquanto as empresas dão suporte de treinamento e equipamentos, o Estado fica com a responsabilidade de pagar os funcionários e gerir as escolas.
Há outras escolas da rede, cuja parceria se dá com embaixada de outros países. Uma escola, em Niterói, na Região Metropolitana, tem com a Embaixada da França, , onde alunos recebem aulas de francês. Outra, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, tem o suporte do Condado de Prince George, no estado de Maryland (EUA), para ensinar inglês. No Méier,  Zona Norte da capital fluminense,  a parceria é com o Ministério de Educação, Cultura e Esporte da Espanha, no Colégio João Cabral de Melo Neto, onde se ensina espanhol. Nos três casos, o ensino de línguas é como se tivesse em um curso particular, pra valer. No caso, de Niterói, por exemplo, há uma professora que leciona francês, que é francesa mesmo.
De acordo com secretário de Educação, Wilson Risolia, a decisão pelas parcerias se deu, devido a necessidade de aliar a educação regular ao planejamento futuro da vida do aluno:
“Nos últimos anos, percorremos o mundo, inclusive acompanhados por professores da rede, para entender as melhores práticas de educação. As avaliações que fizemos mostram que escolas com ensino integrado, profissionalizante, e horário ampliado têm melhor desempenho. Buscamos então parceiros estratégicos, que podem ser de governos de outros países a empresas. E o projeto em geral está associado à vocação econômica da região onde implementamos. Todos ganham, já que o investimento vai resultar numa mão de obra mais qualificada”.
De fato, algumas escolas funcionam em tempo integral – como era nos antigos CIEPS, criados na primeira gestão do Governo Leonel Brizola, nos anos 80 -. Em Niterói, por exemplo, os alunos estudam de 7 da manhã até às 5 da tarde. 
Pode-se não morrer de amores pela gestão do governador Sergio Cabral Filho – inclusive eu – no entanto, é inegável que o projeto merece bem mais elogios que críticas negativas, mas como já dizia Carlos Drummond de Andrade, no Soneto de Itabira, no meio do caminho havia uma pedra, havia uma pedra no meio do caminho. Explico o busílis e fundamentarei as minhas críticas a respeito desta ‘pedra’. Sigamos.
O Coordenador do Sindicato dos Professores do Estado do Rio de Janeiro (SEPE), Alex Trentino, afirma que esse projeto cria uma espécie de elite dentro da rede pública e pode levar a uma privatização do ensino.
“A consequência é que são criadas escolas pretensamente de elite, melhores que as outras, com mais investimento, o que é exatamente o contrário do conceito de uma educação que deveria ser igual para todos. Brigamos para que se invista nas escolas que são mais carentes. E por mais que se diga que a iniciativa privada não faça a gestão da escola, sempre há interferência”.
Bem, a coordenadora do projeto ‘Dupla Escola’, Maria Aparecida Pombo Freitas, rebateu duramente a ‘tese’ do líder do SEPE:
“Das vagas que nós oferecemos, 90% são reservadas para alunos da própria rede pública. E o fato de haver um processo de seleção não deixa de ser uma preparação para o que aquele jovem vai encontrar mais à frente, em exames como o Enem”.
Aí, Aí, como tem coisas que me dão uma leseeeeira, mas vamos que vamos. Para quem não sabe, o Sindicato dos Professores do Estado do Rio de Janeiro é majoritariamente formado por militantes do PSOL – um partido de esquerda. Todo partido de esquerda condena o capital, a iniciativa privada, o lucro, usa em demasia a cultura da opressão e a visão equivocada de igualdade. Mas, apesar disso, o leitor poderia fazer a seguinte pergunta: Que mal tem nisso?  Oras, deixem de ser bobos, sindicatos não deveriam ter orientação e viés partidários.
Nota-se nas críticas do coordenador a ausência de fundamentação técnica. Não usa a Lei de Diretrizes e Bases, não usa a didática, nem outras bases técnicas robustas pedagógicas. Creio eu, que ele sacou da cartola um trecho do livro “Pedagogia do Oprimido”, do Paulo Freire. Só pode.
O coordenador parece viver em outro mundo. O Brasil é um dos países que tem uma posição negativa no Ranking internacional da Educação; tem quantidade enorme de analfabetos literais e funcionais. Criam-se dificuldades para o adolescente aprender uma profissão devido ao Estatuto da Criança e Adolescente, o mercado de trabalho cada vez mais é competitivo, fora o fato de que cresce em escala vertiginosa o número de menores no mundo do crime. 
Assim, como é um crime, a falácia do coordenador, que parece não entender a dimensão das águas mais profundas. A educação precisa ser levada a sério para que se possa criar uma geração de pessoas com massa crítica, que tenham ocupação mental, que aprendam algo útil e não dependente de projetos assistencialistas, como Bolsa Família e política de cotas. E mais, desde a mais tenra idade, os alunos têm de ter algum contato mais sólido com línguas estrangeiras, sejam lá quais forem. São fundamentais no mercado de trabalho, na realização de projetos científicos e para se virar no exterior.
Alias, não é a toa que o SEPE e outros sindicatos pelo Brasil afora, são acusados por intelectuais - chamados pela esquerda de “da direita conservadora”-, de ser um dos principais responsáveis pela crise da educação brasileira. A fala do coordenador do SEPE-RJ é a prova inequívoca disso. Enquanto ficarem fazendo política partidária, criticarem a meritocracia e enfurnando a educação com marxismo barato, dar uma de secretaria paralela da educação, perseguirem o ensino religioso nas escolas, incentivando cartilhas que ensinam as crianças a, de certa forma fazerem sexo precoce, as coisas tendem a ficar de mal a pior. Alguém tem dúvida?




terça-feira, 20 de agosto de 2013

Semana de conscientização sobre as drogas na cidade de Santos/SP, com o apoio da diocese de Santos. Se você é da região, compareça. É preciso que saibamos dizer "Não às Drogas".


26 AGOSTO –
SEGUNDA FEIRA A PARTIR DAS 09h até 12h.
Prevenção para promoção de saúde
Local – Unidade Básica de Saúde do Caruara 
Organização – Secretaria Municipal de Saúde

15h – ABERTURA OFICIAL
Apresentação do Grupo “Clave de Sol” Palestra “A Familia que faz a diferença” - Psicologa Laura Fracasso 
Local - Universidade Católica de Santos – Consistorio, Rua Osvaldo Cruz – 277
Organização – Gabinete do Prefeito e COMAD

28 AGOSTO – QUARTA FEIRA 19h –
Palestra “ Políticas Públicas de combate as drogas” - 
Local – Associação Comercial de Santos – Rua XV de Novembro, 137 Organização – Gabinete do Prefeito e COMAD

29 AGOSTO – QUINTA FEIRA A PARTIR DAS 10h até 17h
SESC – R. Conselheiro Ribas, 136 
Organização – Secretaria Municipal de Saúde e SESC

29 AGOSTO – QUINTA FEIRA 15h –
Debate : Implatação de Politicas sobre Drogas 
Vice Prefeito de Santos – Eustázio Alves Pereira Filho
Coordenadora Estadual de Saúde Mental, Alcool e Drogas – Rosangela Elias
Secretária de Assitencia Social de Santos – Rosana Russo 
Secretário de Saúde de Santos – Marcos Calvo
Vice Presidente do COMAD – Evandro Tavares de Almeida
Local – Associação Comercial de Santos – Rua XV de Novembro, 137 Organização – Gabinete do Prefeito e COMAD

30 AGOSTO – SEXTA FEIRA 15h –
Inauguração da Casa de Passagem Cristolândia Av. Bernardino de Campos, 623
Organização – Secretarias Municipais de Saúde e Assistencia Social


31 AGOSTO – SÁBADO A PARTIR DAS 09h até 13h
Ações Culturais e Preventivas (Cidade Cidadã)
Local – Av. Rangel Pestana, 150 C A I S – Centro de Atividades Integradas de Santos
Organização – Secretarias Municipais de Saúde, Defesa e Cidadania, Assistencia Social e Esportes.

26 a 31 de AGOSTO Estação da Língua – Exposição Itinerante do Museu da Língua Portuguesa Segunda a Sexta Feira – 09 h até 18h Sábado – 11h até 20h
Local – Av. Rangel Pestana, 150 C A I S – Centro de Atividades Integradas de Santos 
Organização – Secretaria Municipal de Cultura

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Segue abaixo, um artigo do Padre Gaspar Pelegrini (foto) que expõe, de forma, clara. objetiva e doutrinal, o zelo que todo sacerdote deveria ter pelo uso da batina.


Cuidado com a batina!


Sei que o título deste artigo soa estanho. Mais ainda vindo de um padre que usa sempre a batina. Mas eu repito: cuidado com a batina!
Se me permitem, eu me explico.
Para tanto, temos que recordar o sentido da batina. E quando digo batina, entenda-se o hábito sacerdotal, seja a batina mesma ou o clergyman, ou outra veste sacerdotal.
A batina tem como fim ser um sinal para os outros e para o padre.
Para os outros a batina ajuda a identificar o sacerdote em meio a outras pessoas. O padre, como nos dizia o Beato João Paulo II, não pode perder-se no anonimato. Ele é sinal de Deus. É luz, é referência. Ele tem que ser visto, tem que ser encontrado com facilidade. E o hábito sacerdotal ajuda a identificar o padre.
A vista de um padre nos leva a pensar em Deus, a lembrar-nos de Deus de quem o padre é sinal e mais ainda, ministro. Se estamos num perigo e vemos um policial, nós nos tranqüilizamos e vamos até ele pedir ajuda. A farda não faz o policial, mas facilita encontrá-lo, identificá-lo. Como também o nome de uma loja não é a loja, mas ajuda a encontrá-la. A batina não é o padre. O poder não está na batina. Mas a batina ajuda muito a encontrar o padre.
E para o Padre?
O hábito o ajuda a não se esquecer de sua missão, de sua entrega a Deus.
A batina é para o padre proteção, alerta e às vezes, até sinal vermelho.
Alerta porque se ele está com a sua veste própria, é convidado a agir como sacerdote. O hábito lembra ao padre uma coisa que muitas vezes não queremos aceitar: o padre não é uma pessoa comum. Não é um homem como os demais. Não. O jovem que é chamado por Deus e é ordenado padre, sim, é um homem como os demais. Mas, enquanto sacerdote, não é mais como os demais. Houve uma mudança em seu próprio ser. Ele não se pertence mais, não tem direito de agir como se não fosse sacerdote. Isso o próprio povo de Deus espera de nós. O povo quer e tem direito de ver no padre um padre.
Às vezes também a batina pode ser um sinal vermelho para o padre no sentido em que como sacerdote, vestido como padre, ele não pode tomar certas atitudes, ir a certos lugares, etc.
A batina é ainda um desafio para o padre. Temos que ser o que a batina representa.
Por isso eu digo: cuidado com a batina. Cuidado, meu irmão padre, para não se esquecer de seu hábito que lhe recorda sua identidade. Cuidado com a batina, pois ela o sinaliza. Suas ações e atitudes são vistas como ações de um ministro de Deus.
Mas quando digo aqui “cuidado com a batina”, eu quero mesmo é insistir num outro aspecto totalmente diferente.
Um dos grandes significados da batina é lembrar ao padre e aos outros que ele abriu mão de muitas coisas para se dedicar a Cristo, na simplicidade, na pobreza, numa vida austera, embora cheia de alegria. Ou seja, a batina nos convida a renunciar a roupas ostensivas, roupas de marca, cores preferidas por nós, roupas da moda, etc. Por isso se diz que a batina é sinal de morte para o mundo. Neste sentido.
Mas eu percebo um pouco hoje entre nós padres e, talvez, mais ainda, entre seminaristas, uma atitude que é uma grande incoerência: usar a batina por vaidade. Fazer da batina um meio de ostentação. Já viram na internet fotos de padres e seminaristas fazendo poses de batina, querendo imitar fotos antigas, um pezinho pra frente, olhar para o infinito, uma boa quantidade de gel no cabelo, etc., etc.?
A batina que tem que ter não sei quantos botões, em honra dos anos da vida de Jesus, das bem-aventuranças, dos coros angélicos... O tecido tem que ser tal que para dê uma boa caída. A faixa tem que ter tantos centímetros de largura, uma franja bem entrelaçada para lembrar a rede de São Pedro. A capinha para imitar S. João Bosco. O solidéu... Outro dia um jovem desistiu de nosso Seminário porque me perguntou se nossos seminaristas usavam solidéu e eu disse que não. Imaginem. Uma vocação condicionada a um solidéu... 
E o preço que às vezes se paga por uma batina, porque tem tal tipo de corte, é de tal marca... Até a batina virou roupa de marca.
O que acontece então? Aquela veste que seria um convite à simplicidade e à pobreza, torna-se ocasião de vaidade, de ostentação, de consumismo.
Nestes casos, o uso da batina não serve para mostrar a condição de ministros de Deus, mas para a pessoa se mostrar, se exibir através da batina.
Mais triste ainda quando a pessoa que faz uso da batina tem um comportamento que não condiz em nada com a condição de discípulos de Cristo, mortos para a vaidade e para as coisas mundanas.
Por isso digo: cuidado com a batina!
Não estou defendendo que não se use a batina. Até porque eu só ando de batina. Quero dizer que devemos usá-la corretamente. Ter cuidado porque o diabo, que se veste de anjo de luz, pode também querer usar da batina para nos fazer cair no contrário de tudo o que ela significa e nos recorda.
Cuidado com a batina! Cuidado para não deixar de lado este grande sinal.
Cuidado para não usá-la mal, deformando o seu significado.
Cuidado para não transformar o remédio em veneno.
Cuidado para não transformar o hábito que é um sinal do que trazemos lá dentro de nós, em uma capa que esconde o que lá dentro não está bem.
Dizer "cuidado com a batina" não é um convite para não usá-la, mas um apelo a usá-la corretamente, segundo o que realmente ela é e nos lembra: sinal de morte às coisas mundanas, entrega e consagração a Deus como seus ministros no seguimento de Cristo, a serviço de nossos irmãos.

Se você deseja conhecer um pouco mais sobre a filosofia de São Tomás de Aquino, leiam esse cartaz e, em caso de interesse, participe.


Forro de Igreja centenária em Itajaí, interior de Santa Catarina, caiu na madrugada deste domingo.


Igreja centenária de Itajaí tem queda no forro. Felizmente não há mortos e nem feridos. 

Pascom - Arquidiocese  de Florianópolis 

 Acidente ocorrido na madrugada de domingo na centenária igreja da Imaculada Conceição, afetou o altar e o presbitério Os fiéis católicos que se dirigiram para a Igreja Imaculada Conceição, em Itajaí, a mais antiga do município, na manhã de domingo tiveram um triste surpresa.
Naquela madrugada, parte do forro caiu sobre o presbitério. Por conta disso, não houve a celebração e a igreja está interditada até que as autoridades façam melhor avaliação na estrutura. “Foi sorte que não houvesse ninguém na igreja no momento da queda. Se fosse durante a missa, certamente o presidente da celebração e quem mais estivesse diante do altar teriam se machucado”, disse Pe. Sérgio de Souza, pároco da Paróquia Santíssimo Sacramento, da qual a igreja faz parte.
Ele foi um dos primeiros a chegar no local, onde presidiria a celebração às 8h. A igreja estava em processo de restauração há algumas semanas. A parte elétrica foi concluída na última semana. Algumas imagens também já haviam sido restauradas e estão sendo entregues conforme ficam prontas.
A imagem da padroeira foi concluída há duas semanas e estava no altar durante a queda do forro. Ela teve a coroa danificada. A equipe de restauração vai avaliar se a coroa pode ser recuperada. Também um anjo teve danos não muito significativo. O outro anjo, que fica no lado oposto do altar, ainda não havia sido entregue. “Se já estivesse no altar, certamente sofreria avarias maiores”, disse Pe. Sérgio.
 Nas próximas semanas seria restaurada a sacristia, que já havia sido desocupada. Segundo Pe. Sérgio, a igreja é muito procurada para casamentos e formaturas pelas suas características arquitetônicas e por ser a mais antiga do município. Ela estava com a agenda lotada de eventos para este ano.
 Por conta do acidente os eventos deverão ser assumidos pelas outras igrejas da paróquia. O acidente pode também comprometer a agenda de evento para o próximo ano. Em 2014 é celebrado os 180 anos da proclamação do dogma da Imaculada Conceição de Maria, e a paróquia já estava programando as atividades para celebrar essa data. A igreja será o principal centro das celebrações por ser a padroeira. Mais informações no fone (47) 3348-1254, na Paróquia Santíssimo Sacramento, em Itajaí.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Arquidiocese de Mariana (MG) fará uma Oficina de Conservação de Peças Sacras, destinada aos zeladores de igrejas e capelas do território arquidiocesano.


Do site da Arquidiocese de Mariana


A Comissão Arquidiocesana de Bens Culturais, a Faculdade Arquidiocesana de Mariana (FAM) e a Associação de Amigos da Cultura de Ouro Branco (AACOB), em realização conjunta, oferecem   “Oficina de Conservação de Peças Sacras” destinada aos zeladores (cuidadores) de igrejas e capelas da Arquidiocese de Mariana.

A Oficina terá duração de três horas, tempo em que os participantes receberão noções básicas de como manusear e proceder à limpeza de peças sacras e dos espaços sagrados.

O Dia Nacional do Patrimônio Cultural é celebrado, a cada ano, no dia 17 de agosto, o que motivou o início das oficinas em três cidades da Arquidiocese de Mariana: Ouro Preto, dia 17, sábado, de 9h às 12 horas, no CESFO, paróquia Nossa Senhora do Pilar;  Mariana dia 20, terça feira, de 14h às 17 horas, na Faculdade Arquidiocesana de Mariana  e Congonhas dia 23, sexta feira, de 14h às 17 horas, no Auditório da Romaria.

Estas atividades contam com o apoio cultural das Secretarias de Cultura das três cidades, no que se refere a toda a infraestrutura necessária ao acolhimento e realização da Oficina. Paralelamente, os municípios  participantes estarão promovendo atividades culturais ou educativas que complementem a Semana do Patrimônio Cultural.

As inscrições para as Oficinas estão sendo encaminhadas à Comissão de Bens Culturais, arquidiocesebensculturais@yahoo.com.br ,  pelos párocos de cada uma das cidades agendadas.

As cinco regiões pastorais da Arquidiocese de Mariana serão contempladas com estas atividades em cronograma a ser elaborado pela Comissão e as paróquias onde se encontram igrejas e capelas históricas.

“Esperamos que estas ações conjuntas venham a despertar grande interesse na valorização e salvaguarda dos bens culturais da igreja, pois tiveram sua origem na fé e na devoção de nosso povo. Assim já dizia o Beato João Paulo II que ‘os bens culturais eclesiásticos constituem em terreno favorável para um encontro fecundo entre as diferentes culturas’”, comentou o coordenador da Comissão Arquidiocesana de Bens Culturais, diácono Agostinho Barroso de Oliveira.

sábado, 10 de agosto de 2013

Porque a correção doutrinária do Padre Paulo Ricardo dirigida ao Guilherme de Sá traz luzes sobre o relativismo religioso, a falta de formação e idolatria a pessoas.

Leniéverson Azeredo Gomes


     Internautas, leitores deste blog, sabem, de forma clara, que defendo posições firmes, sempre escorados na Doutrina da Igreja Católica, dentre outros documentos produzidos pelo Magistério da Igreja. Qualquer pessoa que escreve coisas católicas; movimentos, grupos e pastorais da Igreja, também precisam ter toda sua vida e ministério ancorada na doutrina católica.
Acontece que isso não é um luxo ou uma alternativa, mas sim, a essência e a ÚNICA alternativa para quem deseja viver e trabalhar tranquilamente dentro da Igreja Católica. A recente questão, envolvendo o vocalista da banda Rosa de Saron e o padre Paulo Ricardo, nos mostra o quão nocivas são a teoria e a teologia do relativismo.
Guilherme de Sá  (foto ao lado) participou do Programa “Encontro”, apresentado pela Jornalista Fátima Bernardes e transmitido pela Rede Globo de Televisão, durante a semana da Jornada Mundial da Juventude, no último final de semana de Julho. O Padre/Cantor Fábio de Melo também estava lá. O vocalista da Rosa de Saron disse, em termos literais que, “pode se encontrar salvação fora da Igreja [Católica]”, ao contrário do que diz um dos principais dogmas católicos: a Extra Ecclesiam Nulla Salus onde diz que a salvação só se pode ter na Igreja Católica.
Horas depois, via internet, o Padre Paulo Ricardo, um exímio clérigo, especialista em doutrina católica, refutou a declaração do vocalista da Banda Rosa de Saron (usando a Constituição Dogmática Lumen Gentiun), o que gerou a indignação dos membros do grupo musical católico, através de uma postagem no site oficial deles, onde usaram até uma encíclica papal, de nome Redemptoris Missio.
A maioria dos blogs católicos, como se pode ver aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui, em  um blog protestante e um secular, vem trabalhando a questão, como se fosse apenas uma briga entre a Banda Rosa de Saron e um Padre. Quem somente vê por esse ângulo, acaba muitas vezes pecando pela falta de profundidade na abordagem sobre o caso.
Por isso, este blog fará uma nova abordagem sobre este assunto, sob outro parâmetro; um outro ângulo; uma outra vertente; uma outra direção, que é:  qual deve ser, de fato, a relação entre os leigos (como a Banda Rosa de Saron) e os clérigos religiosos (como o Padre Paulo Ricardo).
Antes de qualquer coisa, vou trazer à baila algumas coisas pertinentes. Como debates sobre a luta por um “protagonismo maior dos leigos”, na Igreja.  Em 2006, eu e mais um amigo representamos a Diocese de Campos dos Goytacazes/RJ, num encontro do Conselho Nacional do Laicato Brasileiro, que foi realizado na cidade de Sumaré, na região de Campinas, no interior do Estado de São Paulo. Durante 3 dias, discutimos dentre outras coisas, nas pautas, moções e debates, a questão da maior participação do leigo nas atividades e nas decisões  finais das nossas realidades mais cominitárias.
Quando exigíamos um protagonismo maior, não significava que queríamos ver os leigos num patamar superior aos padres, aos bispos ou até mesmo a doutrina – leia-se Magistério da Igreja. Nós urgíamos naquele encontro, só e somente só, um pouco mais de atenção, um proximidade maior entre o clero e a parte não-clerical e, também, criação de pastorais outrora não-existentes em um determinada comunidade.
Nossa intenção, não era de promoção de cismas, abertura de fossos divisores entre alas da Igreja, não queríamos ali, passar a margem daquilo que era preexistente em matéria doutrinal. Éramos um grande grupo de pessoas, dos mais diversos lugares do nosso país, que desejávamos uma atenção especial, mas sem desconsiderar o ‘fidei depositum’ (deposito da fé). Parece muito intelectualizada a questão, mas na verdade, não é, pois tínhamos a nossa pauta, mas sem fazer dos elementos preciosos da Igreja como nossos inimigos.
Quando se opta por algo diferente daquilo proposto pela Igreja Católica, opta-se automaticamente pela heresia – palavra grega, que em português, significa escolha -.E toda heresia , de alguma forma, induz a pessoa a praticar coisas erradas e viver  a vida de fé sem um norte, sem um guia, sem um freio moral. É esse tipo de correção, é esse tipo de ‘poda’ que aparentemente a banda Rosa de Saron, parece e demonstra não querer e, ainda faz pouco caso.
Este blogueiro é de um tempo – não muito tempo atrás -, que praticamente todos os ministérios e bandas de músicas católicas, viam as palavras de sacerdotes, como o Padre Paulo Ricardo,  fonte de sabedoria e crescimento espiritual. O que se convenciona hoje por música contemporânea católica, está se perdendo nos quesitos: humildade, santidade, elevação espiritual e obediência ao Magistério da Igreja . Alguns, como o Rosa de Saron,  assinaram com gravadoras seculares – não-religiosas -, como a “Som Livre”. Além disso, não raro, cada vez mais deixam de falam com ‘mortais’ nas redes sociais e no mundo real, ou seja, uma panelinha armada, ou seja, vivem  passo a passo e, de maneira progressiva, em seus mundinhos particulares.


















































































































A Constituição Dogmática Lumem Gentium (LG), em seus parágrafos 39 e 40, diz que todos aqueles que, afirmam ser católicos, “devem aceitar a totalidade de sua organização e todos os meios de salvação nela instituídos e sua estrutura visível – regida por Cristo através do Sumo Pontífice e dos Bispos – se unem com Ele pelos vínculos da profissão de fé, dos sacramentos, do regime e da comunhão eclesiásticos. Não se salva, contudo, embora incorporado à Igreja, aquele que não perseverando na caridade, permanece no seio da Igreja “com o corpo”, mas não com o coração. Lembrem-se todos os filhos da Igreja (...) se a ela não corresponderem por pensamentos, palavras e obras, longe de se salvarem, serão julgados com maior severidade”.
Esse trecho da LG, tem uma forte alusão aos textos de At 2, 42-47 e At 4, 32-37, que fazem menção a virtude dos primeiros cristãos, estes, dentre outras coisas, valorizavam a doutrina dos apóstolos, a vida de oração e testemunho de uma autêntica vida cristã. Como se percebe, a Igreja não é uma instituição, necessariamente democrática. A Igreja Católica tem regras, leis, estatutos, encíclicas, normativas, decretos, teologias morais, enfim, há documentos eclesiais que dão baliza a vida daquele que crê em Deus. E mais: nos convida a difundi-la a todas as nações, o que nos remete ao tema da Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu no Rio de Janeiro, recentemente.
Diferente do Guilherme de Sá, o Padre  Paulo Ricardo sempre defendeu a doutrina da Igreja, com destaque assuntos relacionados a teologia moral. Recentemente este blog postou um vídeo com a participação do referido sacerdote na Comissão de Direitos Humanos e Minorias – presidida pelo Deputado e Pastor Marco Feliciano – para pedir que a Dilma vete totalmente a Lei PL 03/03, que praticamente legalizaria o aborto. Como se sabe o projeto foi sancionado pela presidente sem vetos, apesar do clamor religioso. Padre Paulo, foi um único sacerdote, foi o único personagem de alto coturno da Igreja Católica a demonstrar preocupação com isso. Aliás, onde estavam os membros do Rosa de Saron? Onde estavam os fãs da Banda que criticaram e ainda criticam o Padre? Todos sumiram. Esses, aparentemente nunca participaram de movimento algum a favor da vida. Curioso, não?
E por falar em fãs, é muito delicado tecer críticas sobre eles, porque em muitos casos, são vítimas de um sistema catequético que dá uma formação do tipo ‘água com açúcar’ aos fiéis . O livro de Hebreus, capitulo 5, versículos 11 ao 14, há uma sacra preocupação com o fornecimento de uma doutrina fraca – leite -, como se as pessoas fossem crianças em matéria espiritual. O trecho de Hebreus ainda fala que, o cristão experimentado  exercitado na fé ,  distingue as coisas; consegue separar o que é do bem e o que é do mal. Enfim, demonstra maturidade e; que se alimenta de alimento sólido.
Ninguém dá aquilo que não tem ou finge que tem. Ninguém pode ficar de pé e caminhar direito espiritualmente se alimentar ou viver sem água e comida adequadas. O que se convencionou por musica católica popular – eu acho o termo correto, pois quem, de fato, deveria ser mais popular não é a música em si ou o cantor, mas sim Jesus, os Santos , Nossa Senhora ou algum contexto relativo a doutrina –, comete erros graves. Aqui se deve desprezar a dimensão humana – até mesmo porque eu e você também somos incompletos, falhos e cometedores de defeitos -, mas devemos focar na relação Espiritual-Cristocêntrico-Doutrinário-Soterológico (salvação).

Certa vez, assistindo uma palestra do cantor Eugênio Jorge (foto acima), vocalista e compositor da “Missão Mensagem Brasil”, na Rede Canção Nova de Comunicação – uma dos principais sistemas de comunicação católica no Brasil –, ouvi algo que deveria virar pérola do ENEM. Eugênio Jorge estava  pregando no “Rincão do Meu Senhor” – um dos espaços de evangelização da Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista/SP -, onde estava sendo realizado  um Acampamento para músicos. Diante dos milhares presentes no local e; dos acompanhantes pela TV, Rádio e Internet, ele disse, dentre outras coisas que “a música católica deve (sic) muito a música e aos músicos protestantes”. Se nós acompanharmos o verbete  "música popular católica" – a qual fazem parte, dentre outros, a Rosa de Saron e o Eugenio Jorge-, no Wikipedia, podemos ver que, na segunda metade do anos 70, com o crescimento da Renovação Carismática Católica, muitas músicas protestantes de segmento pentecostal e neopentecostal foram introduzidas no cenário católico, sob pretexto de que havia uma escassez de composições genuinamente católicas – o que é fortemente questionável, porque a Igreja Católica no Brasil tinha e ainda tem um vasto patrimônio musical clássico (leia-se, por exemplo, o Canto Gregoriano – o canto oficial da Igreja,  segundo o magistério católico).
Caminhando para a conclusão, grupos musicais católicos como o Rosa de Saron, pela sua rotina de shows, a necessidade de convivência em família, atuação em suas igrejas locais, fazem com que nos questionemos: Será que eles estão investindo em formação litúrgico-doutrinal? Será que o fato, de muitos, terem assinado com gravadoras seculares, não está interferindo na estrutura ministerial? A estrutura burocrática e complexa que envolve os cantores, sobretudo, com a figura dos chamados agenciadores – algo como empresários - não está atrapalhando e uma estrutura mais simples, não melhoraria? Não deveriam ser mais transparentes, sobretudo, tratando melhor as chamadas Pastorais das Comunicações? São estas e outras perguntas que poderiam ser feitas, para entendermos a questão de forma mais ampla a gravidade da questão. E mais: o fato deveria estimular os ministérios de música brasileiros, que viajam o Brasil e, muitas vezes, outros lugares do mundo, para evangelizar, uma revisão; feitura de um olhar interno, que saibam ver críticas negativas como amigas e não como um tribunal condenatório.  

Padre Paulo Ricardo ministrará uma grande palestra sobre vocação familiar ligada a fé, em Campinas/SP. Vocês que são da região, participem.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Nota de sentimentos e pesar da Arquidiocese de São Paulo sobre as mortes de um casal de policiais e mais três integrantes da família, em São Paulo.


PERPLEXIDADE, PESAR E SOLIDARIEDADE
 
Crê no Senhor, teu Deus, e serás salvo tu e tua Família (Atos, 16, 31)

A Arquidiocese de São Paulo manifesta seu pesar e sua solidariedade às famílias Bovo e Pesseghini, vítimas da tragédia na Vila Brasilândia, região noroeste da Capital paulista, que comoveu o Brasil nesta segunda-feira, 5 de agosto.

Durante a Jornada Mundial da Juventude, o Papa Francisco falou em mais de uma ocasião sobre o combate à violência e fez, inclusive, menção direta a um outro capítulo trágico da história do nosso país, ao recordar o aniversário da chacina de oito meninos no centro da capital carioca. “Candelária, nunca mais. Violência, nunca mais, só amor”, apelou o Papa. Aos jovens de uma comunidade pobre no subúrbio do Rio, o Pontífice garantiu a proximidade da Igreja, “trazendo-lhes o bem precioso da fé, de Jesus Cristo, que veio ‘para que todos tenham vida, e vida em abundância’” (Jo 10,10).

“Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumar ao mal, mas a vencê-lo com o bem”, insistiu, ainda, o Papa Francisco. Que essas palavras dele entre nós nos guiem e deem esperança de que fatos como esse, ocorrido na Vila Brasilândia, nesta semana, não voltem a nos surpreender tão negativamente.

Elevamos orações a Deus pelas vidas ceifadas nesta tragédia, e pelos seus familiares, que vivem este momento com profunda dor e consternação. Rogo a Deus que os conforte!

E, para todos nós, resta a missão de continuar a crer nos frutos bons de uma educação humana integral das crianças e adolescentes. Nunca percamos a esperança, nem desanimemos!

Assinado:




Dom Milton Kenan Júnior



Vigário Episcopal para a Região Brasilândia




Dom Odilo Pedro Scherer

Arcebispo Metropolitano de São Paulo