domingo, 21 de outubro de 2012

Velório em cidade do Norte Fluminense é suspenso depois de famíliares suspeitarem que idosa estava viva


Vejam que curioso, meus visitantes internautas o que achei num blog de propriedade de um amigo de faculdade de jornalismo e do pai dele, que moram na cidade vizinha a minha, chamada São Francisco de Itabapoana (RJ). Parece um típico “Causo” de interior, mas aconteceu de verdade. Acompanhem a matéria e nota do Blog:
 Fotos:  Paulo André/Blog do Paulo Noel
 (Blog do Paulo Noel - 21/10/2012) -  Depois de cerca de 10 horas de velório, durante o dia deste sábado, 20, na localidade de Praça João Pessoa, em SFI, bem na hora no sepultamento, por volta das 17 horas, no Cemitério de Santa Luzia, localidade da zona rural de São Francisco de Itabapoana, familiares de Cremilda Dias Lopes, 79 anos,  decidiram interromper o sepultamento após uma das filhas perceber que a mãe havia aberto um dos olhos, no momento em que a tampa do caixão fora aberta para a última despedida, já próximo à sepultura.

 
Caixão foi devolvido a funerária

O coveiro com outros familiares colocaram a mão no corpo da mulher e afirmaram que ela ainda estava "quentinha e sem rigidez cadavérica".
 "Assim, deste jeito eu não vou sepultar", decidiu o coveiro Jorge Moraes Gomes, que teve imediato apoio dos familiares.
Coveiro que se negou a continuar o sepultamento
Se dona Cremilda Dias Lopes estava viva, o que fazer. Foi quando os familiares revolveram a idosa para o interior da Igreja de Santa Luzia e chamaram o resgate da Saúde do Hospital Municipal Manoel Carola.

 
Familiares aguardam em frente ao Hospital Manoel Carola

A enfermeira campista Verônica da Silva Reis, que, por acaso estava na comunidade, foi solicitada pelos familiares para ajudar a verificar se a dona Cremilda realmente estava viva. Após alguns exames, Verônica disse aos familiares que estava convencida de que a idosa estava viva, com pressão arterial de 5 por 2.
"Ela ainda vive, podem removê-la para o Hospital", afiançou a enfermeira.

 
Zeladora arruma Igreja de Santa Luzia após velório

 Foi então que os familiares, já por volta das 20 horas, começaram a retirar as flores de cima do caixão, enquanto a enfermeira se incumbiu de retirar o algodão da boca e do nariz do "cadáver" e o caixão fora devolvido ao serviço  funerário, que aguardava na igreja.
O resgate municipal demorou a chegar ao local, que é de difícil acesso, e veio escoltado por uma viatura policial da PM. No interior do templo católico,  a pedido da família, o corpo de dona Cremilda foi colocado na maca e removido para o Hospital Manoel Carola, por volta das 20h40m, onde duas médicas de plantão, que não quiseram dar entrevista, constataram que Cremilda estava morta, segundo informou o administrador do Hospital Manoel Carola, Eliezer Sarlo.
Por medida de segurança mais duas viaturas da Polícia Militar foram chamadas para frente do hospital, enquanto cerca de 10 familiares aguardavam alguma informação.

          

                 Nora                             Filha                           Enfermeira
                                     

A PM disse aos familiares que o procedimento seguinte, tendo em vista o ocorrido, seria uma comunicação à 147ª DP  Legal de São Francisco de Itabapoana para registro de um Boletim de Ocorrência do caso, com abertura de inquérito, e, que cabia a Polícia Civil solicitar um rabecão para remoção do corpo para o Instituto Médico Legal.

Atestado de óbito

O atestado de óbito informa a causa da morte: falência múltipla dos órgãos e pneumonia. 

Mais informações

A idosa, que estaria viva minutos antes de ser sepultada em Santa Luzia, deu entrada morta no Hospital Manoel Carola, por volta das 21h15m de ontem a noite, 20-10. No laudo da autópsia será possível saber a causa da morte, além de apontar há quanto tempo que a idosa está morta. Neste domingo, 21, pela manhã, segundo a administradora do Hospital Manoel Carola Kíssila Silveira, o corpo de Dona Cremilda foi removido para o IML em Campos dos Goytacazes.
O Blog apurou com a família de Dona Cremilda que a idosa vivia acamada, devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorrido há cerca de dois anos, e que ao longo desse tempo era cuidada pelos parentes em casa. Há um mês ela contraiu uma forte pneumonia, e desde então foi internada no Hospital Manoel Carola, em Ponto de Cacimbas. Às 05h20 deste sábado foi atestado o óbito. A família ficou desconfiada de que ela poderia estar viva devido ao fato de Dona Cremilda não apresentar rigidez cadavérica, durante o velório, ocorrido em sua residência , em Praça João Pessoa, além do que a família sustenta que o corpo da idosa se manteve em temperatura normal, indicando que ela poderia estar viva. Um familiar ouvido pelo Blog disse que sentiu os batimentos cardíacos em ritmo lento.

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Nota do Blog: Esse caso inusitado foi parar até no portal G1, das organizações Globo. Lá há algumas explicações técnicas sobre o que pode ter acontecido de fato com a Dona Cremilda. Mas de qualquer forma é um fato incrível que vai ficar na memória por um bom tempo de familiares e cidadãos são franciscanos.



Quem é maior: Deus ou você?


Leniéverson Azeredo Gomes


Vejam essas conhecidas passagens:

"Jesus Cristo é sempre o mesmo ontem,hoje e por toda a eternidade".(Hb 13,8) e 
"Ceus e terras passarao mas as minhas Palavras não passarão" (Mt 24, 35).
As duas passagens mostram que a doutrina de Cristo é imutável e por quê? Porque Jesus é imutável. Ele era, Ele é, Ele sempre será. Há aqueles cuja visão cega acha que a doutrina é temporal, ou seja, muda de acordo com as ditas "evoluções" da sociedade. Errado, é a sociedade,é a humanidade, não importando o ano, a década e o século que tem de se dobrar aos pés da Cruz, quem tem de se prostrar aos pés do Senhor. Quando se fala em dobrar, em prostrar o texto da carta de São Paulo aos Gálatas, diz assim:
"Com efeito, está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, todo o joelho se dobrará diante de mim e toda a língua dará glória a Deus” (Rm 14, 11) (olhem para a foto)
Deus é o nosso Senhor, não temos o direito de querer que Ele se ajuste aos nossos caprichos humanos, aos nossos prazeres da carne, as nossas teimosias, a nossa busca por não ter culpa de nada (afinal, não querermos muitas vezes ter o freio moral) e as nossas vontades. Oras, o que o evangelista amado nos pontua:
"Importa que Ele cresça e que eu diminua. Aquele que vem de cima é superior a todos. Aquele que vem da terra é terreno e fala de coisas terrenas. Aquele que vem do céu é superior a todos".(Jo 3,30)
Muitos seres humanos almejam suas vidas cheias de prazeres, devotados ao Hedonismo, ou seja, ao mundo de prazeres e não querem ver a Bíblia como sinal de contradição, como lembra-nos, o profeta Simeão em Lucas 2,34:
“Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições".
Concluindo: É a humanidade que tem de reconhecer a grandeza de Deus e não Deus reconhecer uma suposta grandeza da humanidade, isso é petulância, arrogância e sandices elevadas a décima potência. 
Bom, acho que mais claro que isso, impossível.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Corpo de Adriana é sepultado em Cardoso Moreira sob forte comoção


Do site Ururau/ Com informações do Blog

Fotos: Marcos Grevi
Familiares e amigos tentam entender o que motivou o crime
Choro, revolta e incompreensão marcaram o sepultamento da funcionária pública Adriana de Souza Aguiar, 33 anos, no final da tarde desta quinta-feira (18/10), no cemitério Waldir Sepúlveda, em Cardoso Moreira, onde morava com o filho e o ex-marido.

Dezenas de pessoas, entre amigos, familiares, colegas de trabalho e conhecidos da pequena cidade do Noroeste Fluminense, compareceram ao enterro para dar o último adeus a Adriana. Durante o sepultamento, por várias vezes, a população perguntava o porquê de a funcionária pública ter sido esganada e enterrada embaixo de uma casa em construção na Praia de Grussaí, em São João da Barra.

“Adriana era conhecida em toda Cardoso. Uma pessoa calma, serena, carinhosa, amiga, muito responsável, funcionária exemplar e vivia para a família. Uma mulher sem maldades, companheira e parceira para todas as horas e momentos. ‘Dri’ também era muito religiosa e fazia questão de frequentar a igreja [católica]. Ninguém falava mal dela, porque ela era uma pessoa do bem. Não faz sentido essa brutalidade que fizeram com ela”, lamentaram as amigas de trabalho da Defesa Civil de Italva, Marisa Monteiro e Itacir Henrique.



DEPOIMENTO DO SUSPEITO
O suspeito do crime, Fernando Negrin, 42 anos, colega de trabalho de Adriana, disse à delegada Madeleine Farias, ainda no Hospital Ferreira Machado, onde foi preso, que mantinha um relacionamento amoroso com Adriana e que ela estava o pressionando para que ele terminasse o casamento para ficar com ela. Adriana era divorciada, mas dividia a casa com o ex-marido, com quem tinha um filho de 12 anos.

Ele ainda revelou que ela chegou viva a Grussaí e que os dois tiveram uma discussão, que evoluiu para luta corporal e disse que Adriana teria tentado agredi-lo com uma faca, ele então conseguiu se esquivar e esganar a vítima, que pode ter sido enterrada ainda viva, já que a necropsia constatou que havia areia nas vias respiratórias de Adriana, o que demonstra que ela ainda respirava.

Para a delegada, não restam dúvidas de que Fernando matou Adriana, no entanto as investigações prosseguirão até que se saiba se ele fez isso sozinho ou com ajuda de outra pessoa, ou a mando de alguém. “Nesta nova etapa das investigações, outras pessoas serão ouvidas, dentre elas o marido da Adriana e a companheira do Fernando”, disse.

Adriana e Fernando trabalhavam juntos na Defesa Civil de Italva.

ENTENDA O CASO

Desde que a família informou o desaparecimento, a Polícia Civil vinha investigando o caso, e nesta quarta, o delegado Maurício Barros, determinou que dois inspetores levassem o suspeito, Fernando Faria Negrin, 42 anos, colega de trabalho da vítima, a residência de veraneio dele, que estava em construção em Grussaí. A Polícia começou a suspeitar de Fernando porque os três depoimentos dele foram contraditórios.

Chegando a São João da Barra, os agentes tiveram o apoio de mais dois inspetores da Polícia Civil para irem à casa de Fernando, que aparentava tranquilidade. Logo no portão, eles sentiram um forte odor, e se dirigiram ao fundo do quintal, onde fica a fossa. Percebendo que os policiais estavam desconfiados, Fernando disse que ali não havia nada e que iria pegar uma pá para cavar o local. O suspeito foi dentro da casa e na cozinha, cortou o próprio pescoço com uma faca, caindo posteriormente no quarto. O socorro foi chamado e o suspeito levado para o Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos.

Depois de Fernando ter atentado contra a própria vida, os policiais começaram a escavar o terreno e por causa da dificuldade, a delegada Madeleine Farias solicitou uma retroescavadeira que ajudou no trabalho. O corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição, enterrado abaixo do alicerce do último cômodo da casa, em construção.
 
Fernando está internado no Hospital Ferreira Machado (HFM) fora de perigo.
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Nota do Blog: Esse crime está cheio de versões conflituosas, uma dessas diz que o crime foi por dinheiro, outra versão pontua que foi por motivação passional, agora a polícia técnica e forense terá que trabalhar com o conjunto probatório, análise testemunhal e a reconstituição do fato criminal para que este quebra-cabeça seja montado. É necessário que a polícia seja cuidadosa para não punir inocentes ou inocentar culpados. Que Deus mais uma vez possa consolar o coração desta família que foi despedaçada por conta desse crime bárbaro que chocou a pacata cidade do noroeste fluminense.E com essa matéria, o blog encerra a cobertura desse caso escabroso.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Recado ao visitante deste Blog

       Caríssimo internauta,


      Tendo em vista o grande acesso feito por muitas pessoas do Brasil e do mundo ao meu blog, quero fazer alguns avisos e convites:
     1º Este blog está amparado no artigo 5º da Consituição Federal, onde assegura a liberdade de expressão e de crença;
Cliquem na imagem para ampliar

    2º Aqueles que desejarem transcrever alguma coisa do blog, pode assim fazer, desde que citada a fonte;


    3º A área de comentários estão disponíveis para travar um debate de alto nível, desde que não se use palavras chulas, não se faça agressões, declarações sem provas, respeitar a opinião das pessoas  (pode até discordar, mas com fundamentos e com elegância), senão você e eu, podemos ser processados. Pontanto, comente a vontade;

   4º Seja seguidor deste blog, caso você tenha também um blog com a plataforma "Blogspot.com", clicando em "Participar deste site";

   5º Compartilhe em sua rede social (Facebook, Orkut, Twitter, Blogger, E-mail, etc), clicando em um destes símbolos;

     6º Divulgue este blog aos amigos, irmãos na fé, parentes, façam dele uma fonte inesgotável de pesquisa e reflexão.

  Agradeço desde já agradeço pela atenção dispensada e fiquem com Deus.

                                   Leniéverson Azeredo Gomes

Dia de São Lucas e dos Médicos.


Parabéns aos médicos e que São Lucas, rogue a Deus por nós!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Jovem desaparecida em Italva (RJ) é encontrada morta em praia do Norte Fluminense.



 Folha da Manhã/ Com informações adicionais do blogueiro


O corpo de uma mulher foi encontrado no quintal de uma residência no loteamento Telê Santana, em Grussaí, São João da Barra, por volta das 15h da tarde de hoje. Segundo a polícia, o corpo seria de Adriana da Silva Aguiar, de 33 anos, desaparecida desde o dia 04 de outubro, quando foi vista pela última vez, em um ponto de ônibus em Italva. 
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e Militar de SJB e Italva, município onde a vítima morava e trabalhava. O proprietário da casa, que é colega de trabalho da Adriana, tentou suicídio após ser abordado pela polícia. Ele teria sequestrado e matado a mulher porque a mesma guardava um volume de dinheiro que seria o suficiente para quitar  dívidas que ele tinha contraído.A partir de informações coletadas nas investigações, a polícia desconfiava de que o corpo de Adriana estaria enterrado na casa em São João da Barra.
    No local, após receber a polícia, o suspeito teria tentado suicídio ao cortar o pescoço com uma faca.
O homem foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Ferreira Machado (HFM). As equipes da Polícia Civil da 141ª DP de SJB e 148ª DP de Italva, com o auxílio da Polícia Militar estiveram no local até encontrar o corpo.O corpo de uma mulher foi encontrado no quintal de uma residência no loteamento Telê Santana, em Grussaí, São João da Barra, por volta das 15h da tarde de hoje. Segundo a polícia, o corpo seria de Adriana da Silva Aguiar, de 33 anos, desaparecida desde o dia 04 de outubro, quando foi vista pela última vez, em um ponto de ônibus em Italva. 
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e Militar de SJB e Italva, município onde a vítima morava e trabalhava. O proprietário da casa, que é um colega de trabalho de Adriana, tentou suicídio após ser abordado pela polícia. A partir de informações coletadas nas investigações, a polícia desconfiava de que o corpo de Adriana estaria enterrado na casa em São João da Barra.
    No local, após receber a polícia, o suspeito teria tentado suicídio ao cortar o pescoço com uma faca.
O homem foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Ferreira Machado (HFM).       
As equipes da Polícia Civil da 141ª DP de SJB e 148ª DP de Italva, com o auxílio da Polícia Militar estiveram no local até encontrar o corpo.
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Nota do Blog Católico do Leniéverson: O desaparecimento de Adriana da Silva Aguiar foi amplamente divulgado por este blog no dia 15 de outubro. Que Deus a tenha em bom lugar e que console a família enlutada. 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Santo do Dia - São Geraldo Magella ou Majella / padre redentorista



Geraldo nasceu em 1726 em Muro, pequena cidade do sul da Itália. Sua mãe, Benedetta, foi uma bênção para ele, pois ensinou-lhe o imenso amor de Deus que não conhece limites. Ele era feliz por estar perto de Deus.
Geraldo tinha quatorze anos quando seu pai morreu e ele ficou sendo o arrimo da família. Tornou-se aprendiz na alfaiataria da cidade e era maltratado e agredido pelo mestre. Passados quatro anos de aprendizado, quando ele poderia montar sua própria alfaiataria, disse que ia trabalhar como empregado do bispo de Lacedônia. Seus amigos lhe aconselharam a não assumir o trabalho. No entanto, os ímpetos de ira e as constantes repreensões que impediram os outros empregados de permanecer mais que poucas semanas nada eram para Geraldo. Foi capaz de exercer todos os encargos e trabalhou três anos para o bispo até a morte deste. Quando acreditava que estava fazendo a vontade de Deus, Geraldo aceitava qualquer coisa. Se batiam nele na alfaiataria ou se o bispo não lhe dava valor, pouco importava; via o sofrimento como parte do seu seguimento de Cristo. "Sua Senhoria gostava de mim" - dizia. E já então, Geraldo costumava passar horas diante de Jesus presente no Santíssimo Sacramento, o sinal do seu Senhor crucificado e ressuscitado.
Em 1745, com 19 anos, voltou para Muro onde montou uma alfaiataria. Seu negócio prosperou, mas ele não ganhou muito dinheiro. Praticamente dava tudo para os outros. Guardava o que era necessário para sua mãe e suas irmãs e dava o resto aos pobres ou para Missas em sufrágio das almas do purgatório. Geraldo não passou por uma conversão repentina e espetacular, apenas foi crescendo constantemente no amor de Deus. Durante a Quaresma de 1747 ele resolveu ser completamente semelhante a Cristo o quanto lhe fosse possível. Fez penitências mais severas e procurava explicitamente a humilhação, fazendo-se passar por louco e sentindo-se feliz quando riam dele nas ruas.
Quis servir plenamente a Deus e pediu admissão no convento dos Capuchinhos, não sendo porém aceito. Aos 21 anos tentou a vida de eremita. Tal era a sua vontade de ser semelhante a Cristo, que aceitou imediatamente a chance de representar o papel principal num Drama da Paixão, um quadro vivo apresentado na catedral de Muro.

Com os Redentoristas

Em 1749, os Redentoristas estiveram em Muro. Eram quinze missionários e tomaram de assalto as três paróquias da pequena cidade. Geraldo seguiu cada detalhe da missão e decidiu que aquela devia ser a sua vida. Pediu para ingressar no grupo missionário, mas o Pe. Cafaro, o Superior, recusou-o por motivo de saúde. Tanto importunou os padres, que, ao deixarem a cidade, o Pe. Cafaro sugeriu à sua família que o trancasse no seu quarto.
Usando um estratagema que desde então haveria de encontrar imitadores entre os jovens, Geraldo amarrou os lençóis da cama e, descendo pela janela, seguiu o grupo dos missionários. Fez uma dura caminhada de dezenove quilômetros para chegar até eles. "Aceitem-me, me dêem uma chance, depois me mandem embora se eu não for bom," dizia Geraldo. Diante de tamanha persistência, Pe. Cafaro não pôde senão consentir. Mandou Geraldo para a comunidade redentorista de Deliceto com uma carta em que dizia: "Estou mandando um outro irmão, que será inútil quanto ao trabalho."
Geraldo sentiu-se absolutamente e totalmente satisfeito com o modo de vida que Santo Afonso, fundador dos Redentoristas, traçou para os seus religiosos. Ficava radiante ao constatar como era central o amor a Jesus sacramentado e como era essencial o amor a Maria, Mãe de Jesus.
Professou os primeiros votos na data de 16 de julho de 1752, que, conforme ele ficou sabendo com alegria, era a festa do Santíssimo Redentor e também o dia de Nossa Senhora do Carmo. Desde esse dia, com exceção de algumas visitas a Nápoles e do tempo passado em Caposele onde morreu, a maior parte da vida de Geraldo foi vivida na comunidade redentorista de Iliceto.
O rotulo de "inútil" não duraria muito. Geraldo era um excelente trabalhador e nos anos seguintes foi por várias vezes jardineiro, sacristão, alfaiate, porteiro, cozinheiro, carpinteiro e encarregado das obras da nova casa de Caposele. Aprendia rápido: visitando a oficina de um escultor, logo começou a fazer crucifixos. Era uma jóia na comunidade. Tinha apenas uma ambição: fazer em tudo a vontade de Deus.
Em 1754 o seu diretor espiritual pediu-lhe que escrevesse qual era o seu maior desejo. Ele escreveu: "amar muito a Deus; estar sempre unido com Deus; fazer tudo por amor de Deus; amar a todos por amor de Deus; sofrer muito por Deus. Minha única ocupação é fazer a vontade de Deus."

A Grande Provação

A santidade verdadeira deve sempre ser testada pela cruz, e assim, em 1754, Geraldo devia sofrer uma grande provação, aquela que bem pode ter merecido a ele o poder especial para assistir às mães e a seus filhos. Uma das suas obras de apostolado era a de encorajar e assistir as moças que queriam entrar para o convento. Muitas vezes ele até garantiu o necessário dote para alguma moça pobre que de outra forma não poderia ser admitida numa ordem religiosa.
Néria Caggiano era uma das moças assistidas desta forma por Geraldo. Porém, ela achou desagradável a vida do convento e dentro de três semanas voltou para casa. Para explicar sua atitude, Néria começou a espalhar mentiras sobre a vida das freiras, e quando o povo de Muro recusou-se a acreditar em tais histórias a respeito de um convento recomendado por Geraldo, ela resolveu salvar sua reputação destruindo o bom nome do seu benfeitor. Para isto, numa carta dirigida a Santo Afonso, o superior de Geraldo, ela o acusou de pecados de impureza com a jovem de uma família em cuja casa muitas vezes Geraldo ficava nas suas viagens missionárias.
Geraldo foi chamado por Santo Afonso para responder a acusação. Mas em vez de se defender, permaneceu em silêncio, seguindo o exemplo do seu divino Mestre. Diante deste silêncio, Santo Afonso nada pôde fazer senão impor ao jovem religioso uma severa penitência: foi negado a Geraldo o privilégio de receber a santa Comunhão e foi-lhe proibido todo contato com os de fora.
Não foi fácil para Geraldo renunciar aos trabalhos pelo bem das almas, mas este era um sofrimento pequeno em comparação com a proibição de comungar. Sentiu isto tão profundamente, que chegou a pedir para ficar livre do privilégio de ajudar a Missa, receando que, a veemência do seu desejo de receber a comunhão o fizesse arrancar a hóstia consagrada das mãos do padre no altar.
Algum tempo depois, Néria ficou gravemente enferma e escreveu uma carta a Santo Afonso confessando que as suas acusações contra Geraldo não passavam de invenção e calúnia. O santo ficou cheio de alegria ao saber da inocência do seu filho. Mas Geraldo, que não ficara deprimido no tempo da provação, também não exultou indevidamente quando foi justificado. Em ambos os casos sentiu que a vontade de Deus tinha sido cumprida, e isto lhe bastava.

O Taumaturgo

De poucos santos se recordam tantos fatos prodigiosos como de São Geraldo. Seus processos de beatificação e de canonização revelam que seus milagres eram os mais variados e numerosos. 
Com freqüência entrava em êxtase enquanto meditava sobre Deus e sua santa vontade, e nessas horas podia-se ver seu corpo erguer-se alguns palmos do chão. Há testemunhos autênticos de que em mais de uma ocasião foi-lhe concedido o insólito milagre de ser visto e de conversar em dois lugares ao mesmo tempo.
A maior parte dos seus milagres foram feitos para o benefício de outros. Fatos extraordinários como os que enumeramos a seguir começam a parecer lugares comuns quando se lê a sua biografia. Ele devolveu a vida a um garoto que tinha caído de um alto rochedo; abençoou a magra provisão de trigo pertencente a uma família e ela durou até a colheita seguinte; várias vezes multiplicou o pão que estava distribuindo aos pobres. Certo dia andou sobre as águas para levar um barco de pescadores entre as ondas tempestuosas até a segurança da praia. Muitas vezes Geraldo contou às pessoas pecados secretos de suas almas que tinham vergonha de confessar e levou-as a penitência e ao perdão.
O seu milagroso apostolado em favor das mães também começou durante a vida. Um dia, ao sair da casa de amigos, a família Pirofalo, uma das moças o chamou dizendo que tinha esquecido o lenço. Num momento de intuição profética, disse Geraldo: "Guarda-o, pois te será útil um dia." O lenço foi guardado como uma preciosa lembrança de Geraldo. Anos mais tarde aquela moça estava em perigo de morte em trabalhos de parto. Lembrou-se das palavras de Geraldo e pediu o lenço. Quase imediatamente o perigo passou e ela deu à luz uma criança sadia. Em outra ocasião pediram as orações de Geraldo para uma mulher grávida que corria perigo junto com o filho. Tanto ela como a criança saíram ilesas do perigo.

Morte e Glorificação

De saúde sempre frágil, era evidente que Geraldo não iria viver muito. Em 1755 sofreu violentas hemorragias e disenteria, a ponto de sua morte ser esperada para qualquer momento. No entanto, ele devia ainda ensinar uma grande lição sobre o poder da obediência. O seu diretor mandou-lhe que sarasse, se fosse da vontade de Deus, e imediatamente a doença pareceu desaparecer, ele deixou o leito e juntou-se à comunidade. Sabia, porém, que esta cura era apenas temporária e que tinha pouco mais que um mês de vida.
Pouco depois teve que voltar ao leito e começou a preparar-se para a morte. Abandonava-se totalmente à vontade de Deus e escreveu na porta do seu quarto: "Aqui se faz a vontade de Deus, como Deus quer e por quanto tempo ele quer." Como freqüência ouviam-no recitar esta oração: "Meu Deus, quero morrer para fazer vossa santíssima vontade." Pouco antes da meia-noite do dia 15 de outubro de 1755, a sua alma inocente voltou para Deus.
Na morte de Geraldo, o irmão sacristão, na sua euforia, tocou os sinos à maneira festiva, em vez do toque fúnebre. Milhares de pessoas vieram ver o corpo do "seu santo" e tentar obter uma última lembrança daquele que tantas vezes os tinha ajudado. Após a sua morte, começaram a ser relatados milagres em quase todas as regiões da Itália, atribuídos à intercessão de Geraldo. Em 1893, o Papa Leão XIII o beatificou e, no dia 11 de dezembro de 1904, o Papa Pio X o canonizou como santo.

O Santo das Mães

Por causa dos milagres que Deus fez por meio das preces de Geraldo em favor das mães, as mães da Itália se afeiçoaram a Geraldo e fizeram dele o seu padroeiro. No seu processo de beatificação, uma testemunha atesta que ele era conhecido como "il santo dei felici parti" - o santo dos partos felizes.
Milhares de mães tem experimentado o poder de São Geraldo através da Liga de São Geraldo. Muitos hospitais dedicam a ele a ala da maternidade e dão a seus pacientes medalhas e santinhos de São Geraldo. Milhares de meninos recebem o nome de Geraldo dos pais, convencidos de que foi a intercessão dele que os ajudou para que nascessem sadios. Há também moças que tem um nome semelhante ao seu, e é interessante observar como "Geraldo" se transforma em Geralda, Geraldina, Geraldino, Gerardo, Geriane e Gerardete.
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Nota do Blog: São Geraldo Majella ou Magella, rogai por nós.


Todo cristão é intimado a ter coerência em suas atitudes.


     
Leniéverson Azeredo Gomes   


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Por fora, bela viola.
Por dentro, pão bolorento
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        “Por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento”. Esse é um dos ditados populares mais famosos da língua portuguesa no Brasil. Significa que alguém pode ser bonito aos padrões da sociedade, mas o âmago dele, o interior dele, nem sempre tem a beleza igualmente proporcional a exterior.
No evangelho de hoje, extraído do evangelho de São Lucas 11, 37-45, Jesus nos aponta mais uma incoerência dos fariseus. Para quem não sabe, os fariseus, assim, como os saduceus, era um dos partidos religiosos notadamente conhecidos pelos judeus. Os fariseus tinham por conduta, a redução do culto a Deus a um mero formalismo, ou seja, sabiam de cor a Lei de Deus, mas a prática da mesma deixava muito a desejar. Eles costumavam colocar Jesus a prova.
No texto litúrgico, um dos fariseus havia convidado Jesus para jantar – o que foi prontamente aceito - e, durante o mesmo, percebeu que o Filho de Deus não tinha lavado as mãos antes de comer (v.37-38). Ao sentir a admiração farisaica, Cristo, pontuou “Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de maldades. Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? Antes, dai esmola do que vos possuis e tudo ficará puro vós” (v.39b-41).
O que Jesus queria dizer é que não adianta a pessoa querer mostrar sinais exteriores de retidão, se o caráter, ou seja, aquilo que brota do coração do homem está podre. “O homem [verdadeiramente] bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro do coração. A boca fala daquilo que o coração está cheio”. (Lc 6,45).
Amados, “não há nada escondido que não venha à luz, não há nada de secreto que não se venha, a saber.” (Mt 10,26). Não  devemos nos atrever a  tentar enganar ao Senhor, usando mascaras.
No Antigo Testamento, mais exatamente o Salmo 138, diz que o Senhor Deus “nos sonda e nos conhece, sabe tudo de nós, quando nós andamos, quando nós repousamos, quando nos sentamos, nos levantamos, do alto dos céus penetra e conhece os nossos pensamentos e observa todos os nossos passos” (v. 2 e3). Com Deus não há qualquer possibilidade de disfarce ou postura teatralizada. Até mesmo porque, o nosso Pai Celestial “nos conhece desde o nosso nascimento” (Jr 1,1)
Um dos versos do salmo litúrgico de hoje (Sl 118), diz que é de bom tom, devido a tudo relatado acima, que nós devemos “confiar no justo julgamento do Senhor” e que “a Verdade sempre em nossos lábios”. Pois “a Palavra do Senhor, que é eficaz e viva, tem a possiblidade de julgar os pensamentos e as intenções do coração”.
Essa é a regra de quem quer viver no Senhor: compreender que o sentido coerente de liberdade neste mundo, é fazer a vontade de Deus e, acima de tudo, compreender que vale mais neste mundo em que habitamos viver de “fé praticada com caridade a observar preceitos como a circuncisão que não tem valor algum”.
Que no dia de São Geraldo Majella, padroeiro dos padres redentoristas, possamos ser cumpridores da vontade de Deus e sermos obedientes a Ele sem questioná-lO e sem requerer condições para segui-lO. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Jovem desaparece em cidade do noroeste fluminense.


    Peço a todos os meus amigos, irmãos  na fé cristã  internautas e a rede de blogs coligados ao meu, para que dê ampla repercussão a este caso.
     Esta  moça  está  sendo  procurada  desde sábado, dia  08 de outubro deste ano. Na Sexta, dia 5, ela não compareceu  ao  trabalho e nem nas  eleições no dia 7 de  outubro. Segundo  testemunhas,  ela foi vista pela última vez,no dia 6 de outubro,  dentro  da  loja Ralph Eletromóveis Cardosense e saiu para trabalhar.
   Moradora em Cardoso Moreira(RJ), e trabalha na Defesa Civil em Italva (RJ), encontra-se desaparecida desde 04/10. Adriana tem um filho.

     Por favor,não liguem se não tiver dados concretos.

Santa do dia -- Santa Teresa de Jesus


Do Portal Canção Nova



Com grande alegria lembramos, hoje, da vida de santidade daquela que mereceu ser proclamada "Doutora da Igreja": Santa Teresa de Ávila (também conhecida como Santa Teresa de Jesus). Teresa nasceu em Ávila, na Espanha, em 1515 e foi educada de modo sólido e cristão, tanto assim que, quando criança, se encantou tanto com a leitura da vida dos santos mártires a ponto de ter combinado fugir com o irmão para uma região onde muitos cristãos eram martirizados; mas nada disso aconteceu graças à vigilância dos pais. Aos vinte anos, ingressou no Carmelo de Ávila, onde viveu um período no relaxamento, pois muito se apegou às criaturas, parentes e conversas destrutivas, assim como conta em seu livro biográfico. Certo dia, foi tocada pelo olhar da imagem de um Cristo sofredor, assumiu a partir dessa experiência a sua conversão e voltou ao fervor da espiritualidade carmelita, a ponto de criar uma espiritualidade modelo. Foi grande amiga do seu conselheiro espiritual São João da Cruz, também Doutor da Igreja, místico e reformador da parte masculina da Ordem Carmelita. Por meio de contatos místicos e com a orientação desse grande amigo, iniciou aos 40 anos de idade, com saúde abalada, a reforma do Carmelo feminino. Começou pela fundação do Carmelo de São José, fora dos muros de Ávila. Daí partiu para todas as direções da Espanha, criando novos Carmelos e reformando os antigos. Provocou com isso muitos ressentimentos por parte daqueles que não aceitavam a vida austera que propunha para o Carmelo reformado. Chegou a ter temporariamente revogada a licença para reformar outros conventos ou fundar novas casas.
Santa Teresa deixou-nos várias obras grandiosas e profundas, principalmente escritas para as suas filhas do Carmelo : “O Caminho da Perfeição”, “Pensamentos sobre o Amor de Deus”, “Castelo Interior”, “A Vida”. Morreu em Alba de Tormes na noite de 15 de outubro de 1582 aos 67 anos, e em 1622 foi proclamada santa. O seu segredo foi o amor. Conseguiu fundar mais de trinta e dois mosteiros, além de recuperar o fervor primitivo de muitas carmelitas, juntamente com São João da Cruz. Teve sofrimentos físicos e morais antes de morrer, até que em 1582 disse uma das últimas palavras: "Senhor, sou filha de vossa Igreja. Como filha da Igreja Católica quero morrer". No dia 27 de setembro de 1970 o Papa Paulo VI reconheceu-lhe o título de Doutora da Igreja. Sua festa litúrgica é no dia 15 de outubro. Santa Teresa de Ávila é considerada um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Mesmo ateus e livres-pensadores são obrigados a enaltecer sua viva e arguta inteligência, a força persuasiva de seus argumentos, seu estilo vivo e atraente e seu profundo bom senso. O grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório, a tinha em tão alta estima que a escolheu como patrona, e a ela consagrou-se como filho espiritual, enaltecendo-a em muitos de seus escritos.
Santa Teresa de Ávila, rogai por nós!

Feliz Dia dos Professores

Cristo: O verdadeiro sinal de salvação e libertação.


Leniéverson Azeredo Gomes

O verdadeiro Sinal vem de Deus
“Bendito seja o nome do Senhor, agora e para Sempre. Quem pode comparar-se ao nosso Deus, que inclina para olhar o céu e a terra? Levanta da poeira o indigente e do lixo ele retira o pobrezinho e, sua glória vai além dos altos dos céus”. O trecho do Salmo 112 nos convida a refletirmos sobre a grandeza de Deus em nossas vidas e como Suas ações salvadoras produz em nós a libertação dos grilhões do pecado.
A primeira leitura de hoje, retirada da carta de São Paulo aos Gálatas, capítulo quarto, de 22-24.26-27.31-5,1, o Senhor Deus fala de dois filhos: um de uma escrava que vivia desde o nascimento segundo a carne e o outro originário do ventre de uma mulher livre e desde já, estava sob o manto da virtude e da marca da promessa. Nós os cristãos, somos projetados para ser livres e não escravos que em diversas situações se deixa se levar pelas estruturas do pecado; se inclina, abaixa a cabeça para todo o mal.
A nossa liberdade consiste em fazer a vontade de Deus, e, não a nossa vontade humana. Devemos nos comprazer em fazer de Deus, uma referência para o nosso agir, o nosso trabalhar, nossas atitudes, nossa relação com o próximo, no nosso ambiente de trabalho, na nossa vizinhança, enfim, em todas as situações do nosso dia-a-dia.
Eu, você e toda humanidade são estimulados a acolher a ideia de que somos essa Jerusalém celeste que não se entrega; não se deixa levar por este mundo hedonista, onde o prazer da carne está acima de tudo, numa alusão expressa, a porta larga desse mundo que nos leva a falsas concepções de felicidade, de paz e de harmonia conosco mesmo e com os outros.
O evangelho litúrgico deste dia, extraído de Lucas 11, 29-32, nos ajuda a perceber que, devemos nos afastar das propostas desta terra, que nos oprime; nos sufoca. Nós não devemos ser a geração má, perversa, condenada pela desobediência ao desígnio natural de Deus. Devemos ser sim, uma geração formada por eleitos, que compreende o verdadeiro sinal da liberdade que vem do alto.
Nesta segunda, onde comemoramos o dia de Santa Teresa de Jesus e também o dia dos professores, vamos pedir que Deus nos inspire, a cada dia a sermos santos, como Santa Teresa de Jesus, para que possamos ensinar a toda comunidade de crentes o verdadeiro caminho, que nos levará diuturnamente a salvação e a liberdade de todos os males dessa terra.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Homilia na Santa Missa de abertura do Ano da Fé - 11/10/2012





Bento XVI 

“Agora, porém, temos de voltar para aquele que convocou o Concílio Vaticano II e que o inaugurou: o Bem-Aventurado João XXIII. No Discurso de Abertura, ele apresentou a finalidade principal do Concílio usando estas palavras: ‘O que mais importa ao Concílio Ecumênico é o seguinte: que o depósito sagrado da doutrina cristã seja guardado e ensinado de forma mais eficaz. (...) Por isso, o objetivo principal deste Concílio não é a discussão sobre este ou aquele tema doutrinal... Para isso, não havia necessidade de um Concílio... É necessário que esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e apresentada de forma a responder às exigências do nosso tempo’ (AAS 54 [1962], 790791-792).”
“À luz destas palavras, entende-se aquilo que eu mesmo pude então experimentar: durante o Concílio havia uma tensão emocionante, em relação à tarefa comum de fazer resplandecer a verdade e a beleza da fé no hoje do nosso tempo, sem sacrificá-la frente às exigências do presente, nem mantê-la presa ao passado: na fé ecoa o eterno presente de Deus, que transcende o tempo, mas que só pode ser acolhida no nosso hoje, que não torna a repetir-se. Por isso, julgo que a coisa mais importante, especialmente numa ocasião tão significativa como a presente, seja reavivar em toda a Igreja aquela tensão positiva, aquele desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo. Mas para que este impulso interior à nova evangelização não seja só um ideal e não peque de confusão, é necessário que ele se apoie sobre uma base concreta e precisa, e esta base são os documentos do Concílio Vaticano II, nos quais este impulso encontrou a sua expressão. É por isso que repetidamente tenho insistido na necessidade de retornar, por assim dizer, à ‘letra’ do Concílio - ou seja, aos seus textos - para também encontrar o seu verdadeiro espírito; e tenho repetido que neles se encontra a verdadeira herança do Concílio Vaticano II. A referência aos documentos protege dos extremos tanto de nostalgias anacrônicas como de avanços excessivos, permitindo captar a novidade na continuidade. O Concílio não excogitou nada de novo em matéria de fé, nem quis substituir aquilo que existia antes. Pelo contrário, preocupou-se em fazer com que a mesma fé continue a ser vivida no presente, continue a ser uma fé viva em um mundo em mudança.”
“Se nos colocarmos em sintonia com a orientação autêntica que o Bem-Aventurado João XXIII queria dar ao Vaticano II, poderemos atualizá-la ao longo deste Ano da Fé, no único caminho da Igreja que quer aprofundar continuamente a ‘bagagem’ da fé que Cristo lhe confiou. Os Padres conciliares queriam voltar a apresentar a fé de uma forma eficaz, e se quiseram abrir-se com confiança ao diálogo com o mundo moderno foi justamente porque eles estavam seguros da sua fé, da rocha firme em que se apoiavam. Contudo, nos anos seguintes, muitos acolheram acriticamente a mentalidade dominante, questionando os próprios fundamentos do depositum fidei a qual infelizmente já não consideravam como própria diante daquilo que tinham por verdade.”
“Se a Igreja hoje propõe um novo Ano da Fé e a nova evangelização, não é para prestar honras a uma efeméride, mas porque é necessário, ainda mais do que há 50 anos! (...) Nos últimos decênios tem-se visto o avanço de uma ‘desertificação’ espiritual. Qual fosse o valor de uma vida, de um mundo sem Deus, no tempo do Concílio já se podia perceber a partir de algumas páginas trágicas da história, mas agora, infelizmente, o vemos ao nosso redor todos os dias. É o vazio que se espalhou. No entanto, é precisamente a partir da experiência deste deserto, deste vazio, que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital para nós homens e mulheres. No deserto é possível redescobrir o valor daquilo que é essencial para a vida; assim sendo, no mundo de hoje, há inúmeros sinais da sede de Deus, do sentido último da vida, ainda que muitas vezes expressos implícita ou negativamente. E no deserto existe, sobretudo, necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança. A fé vivida abre o coração à Graça de Deus que liberta do pessimismo. Hoje, mais do que nunca, evangelizar significa testemunhar uma vida nova, transformada por Deus, indicando assim o caminho. A primeira Leitura falava da sabedoria do viajante (cf. Eclo 34, 9-13): a viagem é uma metáfora da vida, e o viajante sábio é aquele que aprendeu a arte de viver e pode compartilhá-la com os irmãos - como acontece com os peregrinos no Caminho de Santiago, ou em outros caminhos de peregrinação que, não por acaso, estão novamente em voga nestes últimos anos. Por que tantas pessoas hoje sentem a necessidade de fazer esses caminhos? Não seria porque neles encontraram, ou pelo menos intuíram o significado do nosso estar no mundo? Eis aqui o modo como podemos representar este ano da Fé: uma peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas - como o Senhor exorta aos Apóstolos ao enviá-los em missão (cf. Lc 9, 3), mas sim o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como é o Catecismo da Igreja Católica, publicado há 20 anos.”

Devemos ser misericordiosos com o nosso próximo.


Leniéverson Azeredo Gomes

Imagem de Jesus Misericordioso

“Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque a seu povo visitou e libertou”. O texto de Lucas 1,  versículos de 69 a 75, que foi usado como substituto ao tradicional salmo, nos chama atenção para um Deus que é Salvador e que nos orienta a sermos servidores de Tua palavra e correspondermos ao chamado missionário d´Ele. E o Evangelho de hoje, retirada também de São Lucas, capítulo 11, versículos de 5 a 13, nos chama atenção para esta grande responsabilidade confiada a nós pelo filho de Deus, ou seja, Jesus Cristo: servirmos o nosso próximo a partir do “princípio da solidariedade”.
Vejamos isso, meus caros, Jesus, no texto de Lucas, conta aos seus discípulos  uma estória a respeito de uma pessoa que procura um amigo, à meia-noite,para que este lhe empreste um alimento, no caso, três pães, porque um conhecido dele chegou de uma viagem e não tinha nada a oferecer, o empréstimo em questão foi negado , sendo que a pessoa nem se levantou da cama e abriu a porta para fazer com a pessoa direito.
Cristo adverte: “Eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário”.
Nós somos a imagem e semelhança de Deus, como diz o texto de Genesis 1, 27 e por sermos a imagem e semelhança, temos que ser imitadores de Sua Palavra.  Jesus pontua aos discípulos e a nós também:
“Pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. Pois quem pede recebe; quem procura encontra; e, para quem bate, se abrirá”. (v 9-10)
            Se Deus é misericordioso, nós também temos de ser, esta é uma de nossas missões. Essa responsabilidade, não é um luxo, é um dever, uma obrigação nossa, é algo a qual temos o chamado de colocar em prática.
            Na Primeira Leitura litúrgica desta quinta-feira, São Paulo, repreende a comunidade dos gálatas, devido a um conjunto de atos insensatos, dentre os quais a não compreensão de que foram escolhidos para serem missionários e testemunhas deste Reino misericordioso e; anunciar Cristo crucificado.
            É preciso que, cada um de nós saiba que, não podemos ser como os gálatas ou como aquele homem do evangelho que possuíam uma dificuldade em se doar, em se comprometer a uma missão, a um desígnio.
            Pode até ser que a ação de ter um coração misericordioso com o próximo, possa ser difícil, possa ser uma cruz, mas temos de nos lembrar de que, quando temos o Senhor a frente, saberemos que Ele aliviará o peso da Cruz, irá diminuir o nosso fardo pesado.
            Hoje, quando o Brasil, comemora o Dia das Pessoas com deficiência, devemos pensar em ser igualmente atentos ao “principio da solidariedade”. É ceder lugar a eles no transporte coletivo, é não ocupar vagas de estacionamento destinadas a deficientes, é pedir que as autoridades públicas, elaborem políticas de acessibilidade construindo rampas nas calçadas; portas com degraus elevatórios nos ônibus, dentre outras coisas.