terça-feira, 4 de dezembro de 2012

São Francisco Xavier - 03/12



São Francisco Xavier, nascido Francisco de Jaso y Azpilicueta, (Xavier, 7 de Abril de 1506 — Sanchoão, 3 de Dezembro de 1552) foi um missionário cristão do padroado português e apóstolo navarro. Pioneiro e co-fundador da Companhia de Jesus, a Igreja Católica Romana considera que tenha convertido mais pessoas ao Cristianismo do que qualquer outro missionário desde São Paulo, merecendo o epíteto de "Apóstolo do Oriente". Ele exerceu a sua actividade missionária no Oriente, especialmente na Índia e no Japão. É o padroeiro dos missionários, da Diocese de Registro (SP) e também um dos padroeiros da Diocese de Macau.

Infância e mundo

Francisco Xavier nasceu no castelo da família em Xavier, no Reino de Navarra, a 7 de Abril de 1506, segundo o registo mantido pela sua família. Filho de famílias aristocráticas navarras, era o filho mais novo de Juan de Jasso (conselheiro da corte do Rei João III de Navarra) e de Maria de Azpilicueta y Xavier, única herdeira de duas famílias nobres de Navarra. Seguindo a tradição basca de atribuição do sobrenome, foi baptizado herdando o nome de sua mãe, de Xavier. O seu nome é correctamente escrito Francisco de Xavier e não Francisco Xavier, já que Xavier provém do nome da terra da qual a família é originária. Nem Francisco Javier, já que essa é a grafia castelhana. Além disso, Francisco de Xavier desempenhou o seu apostolado em território português e essa é a pronúncia portuguesa da mesma palavra.
Em 1512, tropas castelhanas e aragonesas, comandadas por Fadrique Álvarez de Toledo, 2º Duque de Alba, atacam o Reino de Navarra. A família de Francisco está do lado da resistência ao invasor estrangeiro, mas a conquista consolida-se em 1515, quando Francisco tem oito anos. Depois de uma tentativa de reconquista franco-navarra em 1516, na qual os irmãos de Francisco tomam parte, a muralha, os portões e duas torres do castelo da família são destruídos, assim como o fosso que é tapado, a altura da torre de menagem reduzida para metade e as propriedades da família confiscadas. Só a residência da família dentro do castelo é poupada. Os irmãos de Francisco são encarcerados nas masmorras e condenados à morte, tendo no entanto obtido uma amnistia e sido libertados.
Durante muito deste período conturbado, Francisco não se encontrava em casa. O pai de Francisco morrera quando este tinha apenas nove anos e sua mãe, querendo que o filho estudasse, procurara enviá-lo para a universidade. No entanto, apesar das boas universidades castelhanas, como a de Salamanca e a de Alcalá, a mãe de Francisco não desejara naturalmente instruí-lo nas escolas do invasor, pelo que, aos catorze anos, o enviara para o Colégio de Santa Bárbara, em Paris, dirigido pelo português Diogo de Gouveia.
No Colégio de Santa Bárbara, Francisco de Xavier foi preparado para prestar provas de admissão à universidade, completando estudos em filosofia, literatura e humanidades. É ainda aqui, que aprende a dominar as línguas francesa, italiana e alemã. É lá que vive todo o período que passa em Paris, primeiro como aluno e mais tarde como professor de filosofia do Colégio de Beauvais. Consta que terá feito grande sucesso entre os colegas por ser um rapaz muito inteligente, de espírito vivo e conversa fácil, bem constituído e bonito. Há relatos de que numa competição entre estudantes na ilha do rio Sena ter-se-á consagrado como campeão do salto em altura. É neste período que tem como colegas de quarto o francês Le Fèvre e o basco Inácio de Loyola, que dão ao seu grupo o nome de Societas Jesus, latim para Sociedade de Jesus, que mais tarde se viria a tornar a Companhia de Jesus.
É no ano de 1534 que este grupo de devotos amigos, com mais quatro companheiros: Alfonso Salmeron, Diego Laynez, Nicolau Bobedilla e o português Simão Rodrigues, fundam a Companhia de Jesus, congregação religiosa destinada ao ensino, à conversão e à caridade. Fazem voto de pobreza e pedem ao Papa que os reconheça oficialmente.
Enquanto anseia o reconhecimento do Papa, que só acontecerá em 1541, o grupo parte para Veneza com o objectivo de alcançar a Terra Santa. É aí, a 24 de Junho de 1537, que Francisco de Xavier é ordenado padre. Não chegando a pisar a Terra Santa em virtude da guerra entre venezianos e turcos, o grupo parte para Roma, onde Francisco serve por um breve período.

Viagens de São Francisco Xavier na Ásia

Em Roma, Francisco de Xavier sente-se muito abalado pela conquista do Reino de Navarra pelo Reino de Castela. É nesse momento que Dom João III, Rei de Portugal, depois dos sucessivos apelos ao Papa Paulo III para que este lhe envie missionários para espalhar a fé cristã pelos territórios descobertos pelos portugueses, é aconselhado entusiasticamente pelo director do Colégio de Santa Bárbara, Diogo de Gouveia, a chamar para os Reino de Portugal os jovens cultos e inteligentes da Companhia de Jesus, que este lhe recomenda. Dom João III pede assim ao embaixador de Portugal em Roma que sonde o grupo e é aí que Francisco de Xavier descobre um caminho para pôr em prática a sua vocação missionária. É escolhido por Inácio de Loyola e chega a Portugal em 1540.
Francisco de Xavier parte de Lisboa para a Índia no ano seguinte, a 7 de Abril, acompanhado de outros dois jesuítas, Francisco de Mansila e Paulo Camarate. Partem a bordo da nau Santiago, onde viajava Martim Afonso de Sousa, que ia tomar posse do cargo de governador na Índia.
Em Agosto ancoraram junto da ilha de Moçambique. Nessa altura do ano, os ventos adversos impediram a continuação regular da viagem, tendo a nau invernado ali durante seis meses. Francisco dedicou o seu tempo ao auxílio e tratamento dos doentes. Tendo-se feito de novo ao mar, a nau voltou a aportar em Melinde. Aí, Francisco de Xavier conseguiu de imediato converter alguns africanos, e desejou por força lá permanecer, ao que não foi autorizado por Martim Afonso de Sousa, por essa decisão ser contrária às instruções do Rei.
A nau Santiago ancorou em Goa, a então capital do Estado Português da Índia, a 6 de Maio de 1542.

Goa

Sabe-se, através das cartas a Inácio de Loyola, que as primeiras impressões de Francisco Xavier sobre Goa foram muito favoráveis, tendo ficado entusiasmado com a quantidade de indianos que falavam português, com a quantidade de igrejas e de convertidos. No entanto, à medida que foi conhecendo melhor a cidade, apercebeu-se de que muitos dos convertidos praticavam ainda paralelamente cultos hindus e que muitos portugueses davam também eles mau exemplo, defendendo as virtudes cristãs mas não as praticando. Estrategicamente, decidiu assim dedicar-se numa primeira fase a reencaminhar os portugueses para a verdadeira fé, tendo só posteriormente iniciado o seu trabalho de conversão.
Quando iniciou as conversões, dedicou-se primeiramente às crianças e só depois aos adultos. Todo o tempo que lhe sobrava era dedicado a visitar as prisões, a tratar dos doentes no Hospital Real e dos leprosos no Hospital de São Lázaro. É aí que começa a escrever um catecismo que veio a ser traduzido para várias línguas asiáticas.

Primeira Missão

A 20 de setembro de 1543, parte na sua primeira acção missionária para a costa a que os portugueses chamavam “Costa de Pescaria”, na costa este do Sul da Índia, a norte do Cabo Comorim, território dos paravás. Nesta região, a prática da pesca era muito popular, prática essa que não era bem encarada pela religião hindu, que reprova a morte de animais. Os pescadores da região foram, portanto, muito receptivos à religião cristã, que não os criticava pela profissão que levavam, usava um peixe como um dos seus símbolos e cujos primeiros apóstolos eram pescadores de peixe tornados “pescadores de homens”.
Ficou a viver numa gruta nas rochas junto ao mar em Manapad, catequizando as crianças paravás intensivamente durante três meses em 1544. Concentrou-se então em converter o rei de Travancore ao Cristianismo, tendo visitando também o Ceilão (actual Sri Lanka). Insatisfeito com os resultados da sua actividade, partiu ainda mais para oriente em 1545, planejando uma viagem missionária a Macáçar, na ilha de Celebes (actual Indonésia). Francisco levou alguns destes paravás consigo até Goa, onde os pôs a estudar no seminário, tendo-se eles tornado por sua vez missionários.
Sendo o primeiro jesuíta na Índia, Francisco cometeu alguns erros que levaram a que as suas missões não fossem mais bem sucedidas. Não respeitando a religião hindu, não tentou fazer a transição desta para o Cristianismo de forma gradual, caindo na tentação de apostar em fazer uma conversão demasiado rápida e brusca. Também não tentou converter primeiro as classes altas para depois chegar aos pobres. Pelo contrário, procurou converter os pobres directamente, como Jesus Cristo.

Malaca

Em outubro, aportou na também portuguesa Malaca. Tendo sido forçado a esperar três meses por um barco para Macáçar, desistiu desse objectivo e partiu de Malaca a 1 de janeiro de 1546 para as ilhas de Amboino, onde permaneceu até meados de junho.
Visitou, depois, outras das ilhas Molucas, incluindo Ternate e Morotai. Pouco depois da Páscoa de 1546, regressou às ilhas de Amboino e, posteriormente, a Malaca. Nesse período, frustrado pelas elites de Goa, São Francisco escreve ao Rei Dom João III de Portugal pedindo que fosse instalada em Goa uma Inquisição. Esta Inquisição, à qual o rei se mostrou resistente, como se mostrara à sua presença em Lisboa, viria a ser instalada só oito anos após a morte de Francisco de Xavier.
O trabalho de Francisco de Xavier inaugurou mudanças permanentes nas ilhas que configuram a Indonésia Oriental, tendo-se tornado conhecido como o “Apóstolo das Índias” quando, entre 1546 e 1547, trabalhou nas ilhas Molucas, cavando os alicerces para uma missão permanente. Baptizou milhares de pessoas. Depois de partir desta região, o seu trabalho foi continuado por outros, sendo que na década de 1590 já havia entre 50.000 e 60.000 católicos na região, sobretudo nas ilhas de Ambonio.
Em dezembro de 1547, em Malaca, Francisco de Xavier conhece o aventureiro e futuro escritor Fernão Mendes Pinto, que regressava do Japão e trazia consigo um nobre japonês de nome Angiró, natural de Cagoxima. Angiró ouvira falar de Francisco em 1545 e viajara de Cagoxima para Málaca com o propósito de o conhecer. Angiró tinha sido acusado de assassínio e fugira do Japão. Abriu o seu coração a Francisco, confessando-lhe a vida que levara até ali, mas também os costumes e cultura da sua amada terra natal. Angiró é baptizado por Francisco Xavier e adopta o nome português de Paulo de Santa Fé. Angiró era samurai e, como tal, tornar-se-ia um valiosíssimo mediador e tradutor para uma missão ao Japão que assim se tornava cada vez mais próxima da realidade.
“Perguntei a Angiró se os japoneses se tornariam cristãos se eu fosse com ele ao seu país e ele respondeu-me que eles não o fariam imediatamente, mas que primeiro me fariam muitas perguntas para saberem o que eu sabia. Acima de tudo, que eles quereriam saber se a minha vida corresponderia ao meu ensinamento”.

Regresso à Índia

Regressado à Índia em janeiro de 1548, passa os quinze meses seguintes com variadas viagens e tomando medidas administrativas na Índia. Devido ao que considerou um estilo de vida não-cristão por parte de muitos portugueses, que lhe impedia o trabalho missionário, viajou para o sudeste. Partiu de Goa a 15 de abril de 1549, parou em Málaca e visitou Cantão, na China. Foi acompanhado por Angiró, pelo padre Cosme de Torres, pelo irmão João Fernandes e por outros dois homens japoneses que estudaram em Goa para servirem de intérpretes. Levou também consigo inúmeros presentes para o “rei do Japão”, já que tencionava apresentar-se perante ele como representante da cristandade.

Japão

Alcançaram o Japão a 27 de julho de 1549, mas só a 15 de agosto é que foram autorizados a aportar em Kagoshima, o principal porto da província de Satsuma, na ilha de Kiushu. Foi recebido amigavelmente e ficou hospedado pela família de Angiró até outubro de 1550. Entre outubro e dezembro desse ano, residiu em Yamaguchi. Pouco antes do Natal, partiu para Quioto, mas não conseguiu autorização para visitar o imperador. Regressou a Yamaguchi em março de 1551, onde o daimio daquela província o autorizou a pregar. Contudo, faltando-lhe a fluência na língua japonesa, teve de se limitar a ler alto a tradução do catecismo feita com Angiró.
Francisco teve um forte impacto no Japão, tendo sido o primeiro jesuíta a lá ir em missão. Levou com ele pinturas da Virgem Maria e da Virgem com Jesus. Estas pinturas ajudaram-no a explicar o Cristianismo aos japoneses, já que a barreira de comunicação era enorme, visto o japonês ser uma língua diferente de todas as que os missionários tinham até aí encontrado.
Os japoneses não se revelaram pessoas facilmente conversíveis. Muitos eram já budistas. Francisco Xavier teve dificuldade em explicar-lhes um conceito de Deus segundo o qual Deus criara tudo o que existe. Aos seus olhos, Deus seria então responsável também pelo Mal e pelo pecado, algo que era para eles uma acção incompreensível da parte de Deus. O conceito de Inferno foi também difícil de explicar, pois os japoneses não aguentavam a concepção de que os seus antepassados podiam estar num Inferno eterno do qual era impossível libertá-los. Apesar das diferenças religiosas, Francisco de Xavier terá sentido que os japoneses eram um povo bom, como os povos europeus, e que por isso poderiam ser convertidos.
Xavier foi bem acolhido pelos monges da escola de Shingon, por ter usado a palavra “Dainichi” para descrever o Deus Cristão. Depois de ter aprendido mais sobre as nuances da palavra, Francisco pasou a usar a palavra “Deusu”, da palavra latina e portuguesa “Deus”. Foi nesse momento que os monges se aperceberam que ele pregava uma religião rival. No entanto, Francisco sempre respeitou o povo que o acolheu, tendo aprendido japonês, deixado de comer carne e peixe, e cumprimentava os senhores com vénias profundas, tendo chegado em algumas circunstâncias a vestir-se com trajes japoneses, tudo para ser melhor aceite.
Com a passagem do tempo, a missão de Francisco Xavier no Japão pôde ser considerada muito frutuosa, tendo conseguido estabelecer congregações em Hirado, Yamaguchi e Bungo. Xavier continuou a trabalhar durante mais de dois anos no Japão, tendo escrito um livro em japonês sobre a criação do mundo e a vida de Cristo, até a chegada dos jesuítas que o vieram suceder, cujo estabelecimento supervisionou.

De novo na Índia

É aí que decide regressar à Índia. Nessa viagem, uma tempestade força-o a parar numa ilha perto de Cantão, na China, onde já estivera. Encontra assim o rico mercador Diogo Pereira, um velho amigo de Cochim, que lhe mostra uma carta proveniente de portugueses mantidos prisioneiros em Cantão, pedindo um embaixador português que intercedesse a seu favor junto do Imperador.
Mais tarde durante a viagem, pára de novo em Malaca a 27 de Dezembro de 1551 e estava de volta a Goa em Janeiro de 1552.
É a 17 de Abril que parte com Diogo Pereira a bordo da nau Santa Cruz, a caminho da China. Apresenta-se como representante da cristandade e Pereira como embaixador do Rei de Portugal. É pouco depois que se apercebe que se esquecera das suas certidões que o confirmavam como representante da Igreja Católica na Ásia. De novo em Malaca, é confrontado pelo Capitão Álvaro de Ataíde de Gama que tinha agora controlo total do porto e se recusa a reconhecê-lo como representante da Igreja Católica e que exige a Pereira que resigne ao seu título de embaixador. O Capitão nomeia então uma nova tripulação para a nau e ordena que os presentes para o Imperador sejam deixados em Malaca.
De volta a Goa, Xavier não baixou os braços, ocupando-se em enviar para várias regiões da Índia os muitos grupos de novos jesuítas recém-chegados à Índia, com o objectivo de fundarem missões. Ocupou-se também com a direcção do Colégio de São Paulo em Goa, que formava catequistas e padres asiáticos, promovendo ainda a tradução de livros religiosos para as línguas locais.
Apesar da intensa actividade, Francisco Xavier acalentava o sonho de ir missionar na China, onde era proibida a entrada de estrangeiros. Parte a 14 de Abril de 1552, convencido de que conseguiria infiltrar-se secretamente e cativar chineses para o cristianismo. Desembarcou na ilha de Sanchoão e, quando se encontrava em negociações com um mercador chinês que prometera levá-lo consigo, foi atacado por febres violentas.

Morte

São Francisco Xavier morre a 3 de dezembro de 1552, numa humilde esteira de vimes, abraçado ao crucifixo que o velho amigo Inácio de Loyola, um dia, lhe tinha oferecido.
Foi primeiramente sepultado em Sanchoão, mas, em fevereiro de 1553, os seus restos mortais, encontrados incorruptos, foram transportados da ilha e, temporariamente, sepultados na Igreja de São Paulo em Malaca. Uma campa aberta na igreja mostra ainda hoje o lugar onde São Francisco Xavier esteve sepultado. Depois de 15 de abril de 1553, Diogo Pereira vem de Goa, remove o corpo de Xavier e, a 11 de dezembro desse ano, o corpo de Xavier é levado para Goa. O seu corpo está hoje na Basílica do Bom Jesus de Goa, onde o seu corpo foi colocado numa caixa de vidro e prata, a 2 de dezembro de 1637, e se tornou lugar de peregrinação.
Um osso do úmero direito de Xavier foi levado para Macau, onde é mantido num relicário de prata. Esta relíquia destinava-se ao Japão, mas a perseguição religiosa na região levou a que fosse mantida na Igreja da Madre de Deus em Macau, cujas ruínas são actualmente conhecidas como Ruínas de São Paulo. Hoje em dia, é na Igreja de São José, em Macau, que está depositada essa relíquia sagrada de São Francisco Xavier.
Muitas igrejas foram desde então erguidas em honra de Xavier, muitas delas fundadas por jesuítas. Um parente seu, João de Azpilcueta Navarro, foi um famoso missionário jesuíta no Brasil. São Francisco Xavier figura no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa.

Beatificação e Canonização

Francisco Xavier é um santo católico. Foi beatificado pelo Papa Paulo V a 25 de outubro de 1619 e canonizado pelo Papa Gregório XV, a 12 de março de 1622, em simultâneo com Inácio de Loyola. É o santo patrono dos missionários. O seu dia festivo é 3 de dezembro.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Justiça nega pedido de retirada de ‘Deus seja louvado’ das notas de real




Folha de São Paulo - A Justiça negou, quinta-feira passada (29) o pedido para retirar a expressão “Deus seja louvado” das cédulas do real feito pelo Ministério Público Federal de São Paulo.
Segundo a decisão judicial, a menção a Deus nas notas do real “não parece ser um direcionamento estatal na vida do indivíduo que o obrigue a adotar ou não determinada crença”, afirma a decisão sobre a ação. “Assim como também não são os feriados religiosos e outras tantas manifestações aceitas neste sentido, como o nome de cidades”.
A sentença é da 7ª Vara da Justiça Federal. A decisão é provisória e pode ser revogada ou modificada.
No início de novembro, o Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação civil pública para pedir que as novas cédulas de real passassem a ser impressas sem a expressão “Deus seja louvado”.
O pedido, feito pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, afirma que a existência da frase nas notas fere os princípios de laicidade do Estado e de liberdade religiosa.
O Banco Central defende que este tema deve ser debatido pelo Conselho Monetário Nacional e que há “inexistência de verossimilhança das alegações e [...] que estas não violam os princípios constitucionais do Estado Laico e da liberdade religiosa”.
“Após tantos anos de utilização da expressão ‘Deus seja louvado’ nas cédulas do meio circulante nacional, pode-se dizer que o povo brasileiro já se acostumou a tal expressão. [...] Acreditamos que, considerando-se o costume e a religiosidade do povo, se a expressão for retirada, haverá uma quantidade de reclamações superior à quantidade que atualmente chega ao Banco Central, com manifestação contrária a sua presença”, afirmou o BC em ofício de fevereiro desta ano.
O pedido de retirada da expressão causou polêmica sobre a possível alteração das notas de real. Um dos críticos foi o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que foi responsável por incluir a frase nas cédulas da moeda brasileira quando foi presidente da República, em 1986. Sarney classificou a ação como “falta do que fazer” do Ministério Público.
A Igreja Católica também criticou a ação. “Questiono por que se deveria tirar a referência a Deus nas notas de real. Qual seria o problema se as notas continuassem com essa alusão a Deus?”, afirmou dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, em nota.
“De fato, não foi consultada nenhuma instituição laica ou religiosa não cristã que manifestasse indignação perante as inscrições da cédula e não há notícia de nenhuma outra representação perante o Ministério Público neste sentido”, reconhece a decisão judicial da 7ª Vara sobre a questão. “A alegação de afronta à liberdade religiosa não veio acompanhada de dados concretos, colhidos junto à sociedade, que denotassem um incômodo com a expressão ‘Deus’ no papel-moeda.”



sábado, 1 de dezembro de 2012

Novo brasão da Diocese de Campos dos Goytacazes

Leniéverson Azeredo Gomes


Este é o novo brasão da diocese de Campos dos Goytacazes (RJ), que será divulgado oficialmente, amanhã, dia 2, durante as comemorações pela nona década da mesma, ás 15 horas, no Parque de Exposições da Pecuária, em Campos dos Goytacazes .




Papa Bento XVI discursa para bispos franceses no Vaticano.


Da Redação da Canção Nova, com Serviço de Informação do Vaticano


O Papa Bento XVI recebeu na manhã desta sexta-feira, 30, um grupo de bispos franceses em visita ad limina. Em seu discurso na ocasião, o Santo Padre destacou que um dos graves problemas que afeta homens e mulheres dos tempos atuais é a ignorância religiosa.
Bento XVI citou a constituição pastoral Gaudium et spes, que recorda o fato de que Deus, em sua bondade paternal, quis responder aos questionamentos do ser humano sobre a vida e a morte e que Cristo fundou a Igreja para que o homem pudesse conhecer essas questões. “Por isso, um dos problemas mais graves de nosso tempo é o da ignorância religiosa na qual vivem muitos homens e mulheres, incluindo os católicos”, disse.
Nesse sentido, o Pontífice declarou que um dos obstáculos mais fortes para a missão pastoral da Igreja é a ignorância do conteúdo da fé. Essa falta de conhecimento trata-se, segundo ele, de um duplo aspecto.
“...desconhecimento a respeito da pessoa de Jesus Cristo e ignorância sobre a sublimidade de seus ensinamentos, de seu valor universal e permanente na busca do sentido da vida e da felicidade”, explicou.
E para que a nova evangelização possa, então, ter sucesso diante destas problemáticas, o Papa destacou a importância do envolvimento das comunidades e paróquias e da educação católica.
“Os institutos católicos ocupam, evidentemente, o primeiro lugar no grande diálogo entre a fé e a cultura. O amor pela verdade que neles brilha é, por si mesmo, evangelizador. São lugares de aprendizagem e diálogo, assim como centros de investigação, que devem desenvolver-se cada vez mais, ser mais ambiciosos”.

Reflexão Litúrgica - 1º/12/2012



Leniéverson Azeredo Gomes



Chegamos ao mês de dezembro, o último do ano. É habitual por algumas pessoas começar a refletir e fazer um balanço  sobre o que fez ou deixou de fazer em 2012. Neste sábado da 34º Semana do Tempo Comum e também o último do tempo litúrgico, as leituras trazem a nós algumas considerações sobre isso. O evangelho de São Lucas narra o diálogo de Jesus com os seus discípulos. O Messias adverte a eles a respeito de alguns comportamentos inadequados para quem quiser O seguir, como, por exemplo, “a gula, a embriaguez, se preocupar em demasia com as coisas” (Lc 21, 34-36).
Quantos  de nós, neste ano de 2012, nos entregamos de “cabeça” em algumas atitudes consideradas reprováveis aos olhos de Cristo. Aquelas promessas em que eu e você, no final de 2011, prometemos mudar, mas não mudamos. No entanto, não há motivos para exaltações e tristezas. Cristo, no texto do evangelista Lucas, nos mostra que para transformar nossos corações e desviar a rota de nossas vidas em direção a Ele, requer duas coisas: “oração e vigilância em todos os momentos, no dia-a-dia, a fim de terem forças para escapar a tudo o que deve acontecer e ficar, sobretudo, de pé diante do Filho do Homem” (Lc 21,36).
O Senhor Jesus é caridoso e misericordioso com a nossa história, não se importa com o nosso passado, com o que nós fizemos lá trás. “Ele é o grande Deus, o grande Rei (...) a qual devemos vir adorar e prostrar por terra. (...) Porque Ele é o nosso Deus, nosso pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão”, bem nos lembra, o salmo de responsório de hoje (94).
Este é o Senhor, o qual nós devemos entregar todos os nossos projetos, depositar toda a nossa confiança, pois é “Ele quem fez o céu, o mar e modelou com as mãos esta terra” (Sl 94). E não é a toa que o refrão do Salmo diz: “Amém! Vem, ó Senhor Jesus! Amém”. Maranata, como também pode ser chamado o versículo grifado, é um termo que se repete em Apocalipse 22,20, e, é uma sinalização, uma indicação e uma recordação de que estamos as portas do Advento, que começa amanhã, dia 2. O Advento é um período penitencial em que a Igreja nos convida e nos orienta, a nos prepararmos  para esta grande parusia, ou seja, a esta grande vinda do Senhor no Natal.
Durante quatro semanas, as leituras serão para nós roteiros, a fim de nos ajudar a prepararmos nossos corações para este momento muito lindo que é o Nascimento de Jesus. E quem sabe “estas palavras inspiradas que são dignas de fé e verdadeiras” (Ap 22,6), nos ajude a pensar como fazer um 2013 diferente do que foi 2012 e, buscar colocar em prática, acima de tudo. 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Santo André - Santo do Dia


Do Facebook "Juventude Eu Quero Ser".


Entre os Doze apóstolos de Cristo, André foi o primeiro a ser seu discípulo. Além de ser apontado por eles próprios como o "número
dois", depois, somente, de Pedro. Na lista dos apóstolos, pela ordem está entre os quatro primeiros. Morava em Cafarnaum, era discípulo de João Batista, filho de Jonas de Betsaida, irmão de Simão-Pedro e ambos eram pescadores no mar da Galiléia.
Foi levado por João Batista à verde planície de Jericó, juntamente com João Evangelista, para conhecer Jesus. Ele passava. E o visionário profeta indicou-o e disse a célebre frase: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo". André, então, começou a segui-lo.
A seguir, André levou o irmão Simão-Pedro a conhecer Jesus, afirmando: "Encontramos o Messias". Assim, tornou-se, também, o primeiro dos apóstolos a recrutar novos discípulos para o Senhor. Aparece no episódio da multiplicação dos pães: depois da resposta de Filipe, André indica a Jesus um jovem que possuía os únicos alimentos ali presentes: cinco pães e dois peixes.
Pouco antes da morte do Redentor, aparece o discípulo André ao lado de Filipe, como um de grande autoridade. Pois é a ele que Filipe se dirige quando certos gregos pedem para ver o Senhor, e ambos contaram a Jesus.
André participou da vida publica de Jesus, estava presente na última ceia, viu o Cristo Ressuscitado, testemunhou a Ascenção e recebeu o primeiro Pentecostes. Ajudou a sedimentar a Igreja de Cristo a partir da Palestina, mas as localidades e regiões por onde pregou não sabemos com exatidão.
Alguns historiadores citam que depois de Jerusalém foi evangelizar na Galiléia, Cítia, Etiópia, Trácia e, finalmente, na Grécia. Nessa última, formou um grande rebanho e pôde fundar a comunidade cristã de Patras, na Acaia, um dos modelos de Igreja nos primeiros tempos. Mas foi lá, também, que acabou martirizado nas mãos do inimigo, Egéas, governador e juiz romano local.
André ousou não obedecer à autoridade do governador, desafiando-o a reconhecer em Jesus um juiz acima dele. Mais ainda, clamou que os deuses pagãos não passavam de demônios. Egéas não hesitou e condenou-o à crucificação. Para espanto dos carrascos, aceitou com alegria a sentença, afirmando que, se temesse o martírio, não estaria "pregando a grandeza da cruz, onde morreu Jesus".
Ficou dois dias pregado numa cruz em forma de "X"; antes, porém, despojou-se de suas vestes e bens, doando-os aos algozes. Conta a tradição que, um pouco antes de André morrer, foi possível ver uma grande luz envolvendo-o e apagando-se a seguir. Tudo ocorreu sob o império de Nero, em 30 de novembro do ano 60, data que toda a cristandade guarda para sua festa.
O imperador Constantino trasladou, em 357, de Patos para Constantinopla, as relíquias mortais de santo André, Apóstolo. Elas foram levadas para Roma, onde permanecem até hoje, na Catedral de Amalfi, só no século XIII. Santo André, Apóstolo, é celebrado como padroeiro da Rússia e Escócia.

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Nota do Blog: Santo André, rogai por nós!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Menino portador de deficiência mental desaparece em Campos dos Goytacazes/RJ


Leniéverson  Azeredo Gomes

Mais um desaparecimento é registrado em Campos dos Goytacazes, norte do  Estado do Rio de Janeiro. Desta vez, aconteceu no bairro do Joquei Clube, que fica 15 minutos do centro da cidade. Por volta das 7 da manhã de ontem, dia 28, o menor, Gabriel Silva, de cinco anos,  que é portador de deficiência mental, saiu sozinho de  sua casa, que fica na Rua Amadeo de Queiros, número 189,  
Os familiares estão desesperados. Segundo eles, a criança estava vestindo camiseta cinza, short verde e não estava usando calçados, quando saiu de casa. Já procuraram em hospitais, na polícia, mas até agora nenhuma notícia do paradeiro do menor.
Se você, de qualquer lugar do Brasil, tiver alguma notícia a respeito desta criança, ligue para o telefone (22) 3462-8326 e contactar a Thais Silva, que é tia do menino. Mas só uma recomendação, sem passar trote, por favor.

Diocese de Campos dos Goytacazes/RJ comemora seus 90 anos neste dia 2 de dezembro


Dia 2 de dezembro de 2012
15 horas
Parque de Exposição da Pecuária
Av. XV de Novembro, S/N,
 Pecuária, Campos dos Goytacazes/RJ

Reflexão Litúrgica do Dia


Leniéverson Azeredo Gomes 
“Como são grandes e admiráveis vossas obras, ó Senhor e nosso Deus onipotente!” O refrão do salmo responsório 97, descreve aquilo que o Senhor Deus é e deseja ser em nossas vidas. Deus é o grande “Rei das Nações” (Ap 15,3b) , “Todo-Poderoso” (Ap 15,3b), Santo (Ap 15, 4b)  aquele que “nos leva a caminhos justos e verdadeiros”(Ap 15,3b). “O Senhor, de fato, fez conhecer a salvação, e as nações, sua justiça, pois quer sempre nos recordar o seu amor sempre fiel pela casa de Israel” (Sl 97).
Deus é fiel com Israel, ou seja, Ele é fiel com cada povo, de cada nação, desta terra. Mas a fidelidade do Senhor conosco, ao passo que é exigente, é condicionada, também, a “glorificação e o temor” (Ap 15,4) a Ele. Temer a Deus, não significa ter medo, mas sim reconhecer Sua grandeza em nossas vidas e, reconhecer também que Ele faz prodígios (maravilhas) (Sl 97).
Vejamos amados, seguir esse Amor que nos constrange, não é fácil. O evangelho de hoje, situado em Lucas 21, 12-19. Pontua-nos que o seguidor de Cristo, por essência será “preso e perseguido; será entregue a autoridades civis por causa da palavra revelada” (v 12). E que, além disso, será entregue até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos, provocando até mortes por isso.
Todos serão odiados por causa do nome do Sagrado. No texto de Lucas, Jesus conta toda essas realidades aos seus discípulos, não para amedrontá-los, mas para dizer que, todo aquele que anuncia a palavra d´Ele, que prega as nações o nome santo do Senhor, será contradição na sociedade, de tal forma que será perseguido pelos inimigos do evangelho.
Cristo estimula aos discípulos, mas quer estimular a mim e a você, a não se desesperar por causa disso, ou seja, a não perder “um só fio de cabelo da cabeça” (Lc 21, 18) e “permanecer firmes” para ganhar a recompensa pela perseverança e, igualmente,  também a fidelidade.  
Ele “quer e deseja testemunhar a fé do povo” (Lc 21,13), e  para comprovar isso, o Senhor irá “julgar a terra inteira, o universo com justiça e as nações com equidade” (Sl 97).

A Devoção à Nossa Senhora das Graças da Medalha Milagrosa


Do blog "Na casa da vovó"

Foto:Leniéverson Azeredo Gomes
Encerramento da novena de Nossa Senhora das Graças, Parque Alvorada, Paróquia Santo Antônio, Campos dos Goytacazes/RJ

A Devoção à Nossa Senhora das Graças da Medalha Milagrosa

Foi na segunda aparição a 27 de novembro de 1830, em Paris, na França; que Nossa Senhora apareceu a uma das Irmãs da Caridade de São Vicente de Paulo, à humilde noviça Santa Catarina Labouré. Ela descreve como lhe foi revelada a Medalha da Imaculada Conceição:
A Virgem apareceu sobre um globo, pisando uma serpente e segurando nas mãos um globo menor, oferecendo-o à Deus, num gesto de súplica.
Enquanto A contemplava, Catarina ouviu uma voz que lhe disse:
"Este globo que vês representa o mundo inteiro e especialmente a França, e cada pessoa em particular. Os raios são o símbolo das Graças que derramo sobre as pessoas que Me as pedem. Os raios mais espessos correspondem às graças que as pessoas se recordam de pedir. Os raios mais delgados correspondem às graças que as pessoas não se lembram de pedir.“

A ORAÇÃO:

Enquanto Maria estava rodeada duma luz brilhante, de repente, o globo desapareceu e suas mãos se estendem suavemente, derramando sobre o globo brilhantes raios de luz. Formou-se assim um quadro oval, rodeado pelas palavras em letras de ouro:
"Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós".
Virou-se então o quadro, aparecendo, no reverso, um " M" encimado por uma cruz e, embaixo, os corações de Jesus e de Maria. E a Santíssima Virgem lhe pede:

      
A PROMESSA:

’'Manda cunhar uma Medalha por este modelo; as pessoas que a trouxerem indulgenciada, receberão grandes graças, mormente se a trouxerem ao pescoço; hão de ser abundantes as graças para as pessoas que a trouxerem com confiança. “
E assim foi cunhada, em Paris, esta medalha, que logo se espalhou pelo mundo inteiro, derramando graças tão numerosas e extraordinárias que o povo, espontaneamente, passou a chamá-la: " A Medalha Milagrosa".


Oração a Nossa Senhora das Graças, 27 de novembro

Súplica - Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada). Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre verdadeiros cristãos. Amém.

Rezar 3 Ave-Marias.

- Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.
Oração Final - Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte. Amém.

Dia 25 de novembro, com a festa de Cristo-Rei, termina o atual Ano Litúrgico. E com o Tempo do Advento, inicia-se o Novo Ano.




Com o findar do Ano Litúrgico, a Igreja nos convida para um momento de reflexão maior quanto à consciência que todos devemos ter de nosso tempo e vida a caminho do definitivo, a vida eterna. Através de momentos fortes, como a recordação da morte no dia de finados, a nossa vocação à santidade celebrada na festa de todos os santos e a festa de Cristo Rei, a liturgia nos conduz para a consciência que o tempo presente é o tempo útil a caminho da eternidade. Precisamos tomar consciência que o tempo presente é o único tempo que possuímos como espaço sagrado que Deus nos dá para construirmos o Reino de Deus rumo à casa do Pai.
Por vezes, não nos soa bem aos ouvidos e à mente falarmos em festa de Cristo Rei diante da desvirtuação do exercício do poder nos tempos em que vivemos. Mas, foi o próprio Cristo que se reconheceu como o Rei de Israel e da humanidade diante de Pilatos que o questionava: 'Tu és rei? Sim, Eu o sou'Lc.23,3. 'Só que meu reinado não é deste mundo'.
Sabemos pela fé, que a autoridade de alguém, sendo Papa ou Rei, bispo, padre, religioso, pai, mãe, patrão ou operário, tem origem divina. Foi Jesus quem disse que toda autoridade provém de seu Pai. Ninguém a teria se não lhe fosse concedida do alto. A partir de Cristo, a autoridade não é poder, mas é um bem a serviço dos irmãos, particularmente dos mais pequeninos. São Paulo em sua carta aos Filipenses, ensina: 'Sendo Cristo de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo tornando-se em tudo semelhante aos homens e uma vez feito homem se humilhou até a morte e morte de cruz'.Fp.2,5-8.
Cristo ao nos falar e convidar para seu reinado colocou uma única exigência: Amar o Pai como Ele O amou sendo em tudo fiel a Seus mandamentos e amarmo-nos mutuamente como Ele nos amou Jô.17-9-17. Cristo, ao colocar esta exigência como condição para os que desejam participar de seu reinado, Ele próprio dá o exemplo. Sendo Jesus, o Filho de Deus, desnudou-se de seu poder e vestes, toma de uma bacia lava, enxuga e beija os pés de seus discípulos. Após este gesto, Jesus se levanta e ensina com autoridade: 'Vós me chamais vosso Mestre e Senhor e dizeis bem, porque Eu o sou. Logo, se, eu vosso Senhor e Mestre vos laveis os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós. O servo não é maior que o seu Senhor, nem o enviado maior daquele que o enviou. Se compreenderdes estas coisas, sereis felizes, sob a condição de as praticardes' Jô.13-12-17. É e será sempre nesta direção e dimensão que o reinado de Cristo deve ser compreendido e acima de tudo vivido.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A recente nomeação da reitoria da PUC-SP e porque Dom Odilo está certo. Leia e comente. por favor.


Dom Odilo Scherer

Leniéverson Azeredo Gomes


Eu confesso que tentei não abordar esse assunto, mas é inevitável, que é a questão do Dom Odilo Scherer  (Arcebispo de São Paulo) X alguns professores, funcionários e alguns alunos da PUC-SP. Explicando: A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) realizou no dia X a eleição para a reitoria daquela instituição. Todo corpo docente (de professores) e todo corpo discente ( de alunos) votou. Três candidatos concorreram ao cargo, dentre eles,  o  Dirceu de Mello (atual reitor) e a professora Anna Cintra.

                                     

Dirceu de Mello e Anna Cintra

Acontece que o atual reitor, Dirceu de Mello, foi reeleito para mais quatro anos no cargo, mas Dom Odilo Scherer, que também é Grão-Chanceler da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, preferiu nomear, no dia 12 de novembro, Anna Cintra, a terceira colocada para a cátedra A atitude de Dom Odilo Scherer provocou o furor de alguns professores e alunos.
Desde o dia 13 de novembro, os alunos da PUC-SP,  do Campus-Perdizes,  estão em "greve" (alunos fazem greve? Ui, "eu me recuso a estudar", só se for isso) , com o intuito de fazer com que Dom Odilo volte atrás e emposse o Dirceu de Mello, para o cargo de reitor. No dia seguinte, dia 14 de novembro, funcionários e professores igualmente se juntaram aos alunos na paralisação.
Carteiras reviradas durante a "greve" da PUC-SP
Na visão dos alunos, professores e funcionários, Dom Odilo Scherer está promovendo um “golpe” (sic) contra a democracia. O atual reitor, Dirceu de Mello, acha muito estranho tudo isso, pois, “foi indicado ao cargo pelo próprio prelado, em 2008”. E acrescenta ainda “Se eu fosse estudante, estaria procedendo da mesma forma [participaria da "greve"]" (alunos fazem greve?).
Bem, nestes dois anos  em que o blog está no ar, a  temática das PUCs foi abordada, inúmeras vezes [aqui], [aqui], [aqui],[aqui], [aqui] e [aqui]. E em quase todas as vezes, há referências sobre insubordinação de certos professores e alunos das Pontifícias e o que poderá acontecer se essa rebeldia, digamos assim, permanecer. Agora, vejamos, existe um documento, na verdade, uma constituição apostólica, chamada “Ex-Corde Ecclesiae”, que regula o funcionamento das Universidades Católicas. Destaco aqui algumas partes desse importante instrumento normativo:
“  NASCIDA DO CORAÇÃO DA IGREJA, a Universidade Católica insere-se no sulco da tradição que remonta à própria origem da Universidade como instituição, e revelou-se sempre um centro incomparável de criatividade e de irradiação do saber para o bem da humanidade. Pela sua vocação a Universitas magistrorum et scholarium consagra-se à investigação, ao ensino e à formação dos estudantes, livremente reunidos com os seus mestres no mesmo amor do saber. Ela compartilha com todas as outras Universidades aquele gaudium de veritate, tão caro a St° Agostinho, isto é, a alegria de procurar a verdade, de descobri-la e de comunicá-la em todos os campos do conhecimento. A sua tarefa privilegiada é « unificar existencialmente no trabalho intelectual duas ordens de realidade que muito frequentemente se tende a opor como se fossem antitéticas: a investigação da verdade e a certeza de conhecer já a fonte da verdade”(...)
“Neste contexto as Universidades Católicas são chamadas a uma contínua renovação, enquanto universidades e enquanto católicas. Com efeito, « está em causa o significado da investigação científica e da tecnologia, da convivência social, da cultura, mas, mais profundamente ainda, está em causa o próprio significado do homem ».  Tal renovação exige a clara consciência de que, em virtude do seu carácter católico, a Universidade é mais capaz de fazer a investigação desinteresseira da verdade - investigação, portanto, que não está subordinada nem condicionada por interesses de qualquer género”.(...)
“À luz destas quatro características, é evidente que para além do ensino, da investigação e dos serviços comuns a todas as Universidades, uma Universidade Católica, em virtude do empenho institucional, traz à sua missão a inspiração e a luz da mensagem cristã. Numa Universidade Católica, portanto, os ideais, as atitudes e os princípios católicos impregnam e modelam as actividades universitárias de acordo com a natureza e a autonomia próprias de tais actividades. Numa palavra, sendo ao mesmo tempo Universidade e Católica, ela deve ser juntamente uma comunidade de estudiosos, que representam diversos campos do conhecimento humano, e uma instituição académica, na qual o cristianismo está presente dum modo vital “.
As partes destacadas mostram que a declaração de uma aluna do curso de Jornalismo da PUC-SP, ao Jornal da Gazeta, está redondamente equivocada. Ela disse que, “a 'greve'(sic)(?) deflagrada, dentre outras coisas, reside na” defesa dessa concepção de uma educação de qualidade, uma educação acessível (…),uma educação laica (sic)”.  Essa visão distorcida sobre a Universidades Católicas, nos lembra da recente estória da Pontifícia Universidade Católica do Peru, com a sede da reitoria em Lima, que aliás, não é mais  pontifícia, porque, tanto o reitor, quanto muitos professores e alunos não queriam mais se render as ordens da Santa Sé. Desde julho desse ano, ela está terminantemente e expressamente proibida de usar os nomes: “pontifícia” e “católica”. E mais está ameaçada de perder as propriedades, tendo em vista que a utilização dos terrenos onde se localiza os campi foi condicionada, desde a fundação, para fins pontifícios e católicos. Então, vêm-se as perguntas: Vale a pena, tanta briga? Vale a pena tanta rebeldia? Porque não se obedece aos estatutos, dos quais todos deveriam, de antemão saber?
Dom Odilo, ao nomear a professora Anna Cintra, usou as prerrogativas que lhe te tinha direito por lei constitucional apostólica. Agora, chamá-lo de golpista e avesso a democracia é um tanto irônico. Agora, vejam o que diz a Ex Corde Eclesiae sobre isso, o que estiver em negrito e grifado é um acréscimo meu:

Aos professores e o pessoal administrativo

“Os professores e o pessoal administrativo que pertencem a outras Igrejas, Comunidades eclesiais ou religiosas, bem como aqueles que não professam nenhum credo religioso e todos os estudantes, têm a obrigação de reconhecer e respeitar o carácter católico da Universidade. Para não pôr em perigo tal identidade católica da Universidade ou do Instituto Superior, evite-se que os professores não católicos venham a constituir a maioria no interior da Instituição, a qual é e deve permanecer católica”.

Assim, todo professor  e pessoal administrativo devem:

“No momento da nomeação, todos os professores e todo o pessoal administrativo devem ser informados da identidade católica da Instituição e das suas implicações, bem como da sua responsabilidade em promover ou, ao menos, respeitar tal identidade. Nos modos conformes às diversas disciplinas académicas, todos os professores católicos devem receber fielmente, e todos os outros professores devem respeitar: a doutrina e a moral católica na investigação e no ensino. Dum modo particular, os teólogos católicos, conscientes de cumprir um mandato recebido da Igreja, sejam fiéis ao Magistério da Igreja, que é o intérprete autêntico da Sagrada Escritura e da Sagrada Tradição”.

E os alunos das Universidades Católicas, hein?

“A educação dos estudantes deve integrar o amadurecimento académico e profissional com a formação nos princípios morais e religiosos e com a aprendizagem da doutrina social da Igreja.O programa de estudos para cada uma das diversas profissões deve incluir uma formação ética apropriada na profissão, para a qual ele prepara. Além disso, a todos os estudantes deve ser oferecida a possibilidade de seguir cursos de doutrina católica”.

Porque tudo isso? Vou repetir a Ex Corde:

“A Universidade Católica deve promover a cura pastoral dos membros da Comunidade universitária e, em particular, o desenvolvimento espiritual daqueles que professam a fé católica. Deve ser dada a preferência aos meios que facilitam a integração da formação humana e profissional com os valores religiosos à luz da doutrina católica, com o fim de unir aprendizagem intelectual com a dimensão religiosa da vida”]

E porque mais?

Cada Universidade Católica deve manter a comunhão com a Igreja universal e com a Santa Sé; deve estar em estreita comunhão com a Igreja particular e, especialmente, com os Bispos diocesanos da região ou das nações em que está situada. De acordo com a sua natureza de Universidade, a Universidade católica contribuirá para a evangelização da Igreja.

E por isso, Dom Odilo tem razão em fazer o que fez?

[Claro, a Ex Corde assim diz]: “Cada Bispo tem a responsabilidade de promover o bom andamento das Universidades Católicas na sua diocese e tem o direito e o dever de vigiar sobre a preservação e o incremento do seu carácter católico. No caso de surgirem problemas a respeito de tal requisito essencial, o Bispo local tomará as iniciativas necessárias para resolvê-los, de acordo com as Autoridades académicas competentes e de harmonia com os processos estabelecidos e — se necessário — com a ajuda da Santa Sé”.

E como resolver esses casos  problemáticos?

“A Autoridade competente deve segundo os estatutos providenciar para que nas Universidades Católicas sejam nomeados professores [obviamente vale também para reitores], os quais, para além da idoneidade científica e pedagógica, devem primar pela integridade da doutrina e pela probidade de vida, e para que, faltando tais requisitos, observado o modo de proceder definido pelos estatutos, sejam removidos do cargo”.  [Isso guarda paralelos muito fortes com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), criada nos anos 30, no Governo Getúlio Vargas, que regula as relações entre patrões e empregados, nas empresas privadas, pois vejam o que diz o artigo 482 da CLT – suprimindo alguns incisos desnecessários a discussão:

Nas relações de trabalho
tem de ter obediência
“Art. 482 - Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador:
a) ATO DE IMPROBIDADE;
b) INCONTINÊNCIA DE CONDUTA OU MAU PROCEDIMENTO;
e) desídia no desempenho das respectivas funções;
h) ATO DE INDISCIPLINA OU DE INSUBORDINAÇÃO;
j) ATO LESIVO DA HONRA OU DA BOA FAMA PRATICADO NO SERVIÇO CONTRA QUALQUER PESSOA, OU OFENSAS FÍSICAS, NAS MESMAS CONDIÇÕES, SALVO EM CASO DE LEGÍTIMA DEFESA, PRÓPRIA OU DE OUTREM e
k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem”.
Então, perceberam a semelhança entre a Ex Corde e a CLT, e, porque os professores rebeldes precisam dar exemplo aos alunos, senão podem muito bem serem “convidados” a se retirarem da Universidade? Quem são os verdadeiros golpistas que querem aparelhar (emporcalhar) a PUC-SP, mais ainda com Marxismos e Gramscismos? Não tem mistério, tão insatisfeitos procurem outra instituição de ensino superior “laica” e trabalhe lá. É melhor e me parece uma atitude mais equilibrada, porque não fica com uma mancha na vida profissional."A porta da rua é a serventia da casa", como diz um velho ditado popular. 

E qual é o papel das conferências episcopais e dos bispos no enfrentamento dessa situação?

“As Normas Gerais devem ser aplicadas concretamente a nível local e a nível regional pelas Conferências Episcopais e pelas outras assembleias da Hierarquia Católica (...) e as Conferências Episcopais e os bispos diocesanos interessados têm o dever e o direito de vigiar, para que nas mesmas Universidades sejam observados fielmente os princípios da doutrina católica”. [No caso do Brasil, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) realiza todos os anos a AGO (Assembleia Geral Ordinária), mas nesse evento anual, ela não discute se quer, de fato, assumir esse “dever e direito”, além disso há outros eventos de discussão sobre as universidades católicas, mas a CNBB não discute a problemática dos professores e alunos rebeldes. Mas a decisão de Dom Odilo me parece ser uma excelente luz no final do túnel.]
Apenas recomendaria expressamente a Dom Odilo, se  eu fosse assessor de comunicação da arquidiocese de São Paulo, que convocasse uma entrevista coletiva em um auditório grande, pode ser na reitoria dizendo que não volta atrás na discussão, mostre a possibilidade de demissão de professores insurgentes, e exponha o caráter católico citado por mim acima, com o suporte de slides e vídeos, mostrando, também, a Constituição Apostólica Ex Corde Ecclesia.

Diante disso, este blog manifesta o apoio a Dom Odilo Scherer neste momento tão difícil na sua vida pastoral .

E vocês estão comigo nessa?









domingo, 25 de novembro de 2012

Após ser presa, motorista diz que Deus a mandou dirigir a 160 km/h


Caso ocorreu em Port St. Lucie, no estado da Flórida.
Melissa Miller foi acusada de direção perigosa e excesso de velocidade.
Do G1, em São Paulo com nota do blog


Melissa Marie Miller foi flagrada a mais de 160 km/h. (Foto: Divulgação)
Melissa Marie Miller  (Foto: Divulgação)



    Flagrada a mais de 160 km/h em uma área com limite de 30 milhas por hora (48,3 km/h) em Port St. Lucie, no estado da Flórida (EUA), uma motorista de 41 anos disse que foi Deus quem a mandou dirigir em alta velocidade, segundo o jornal "Sun-Sentinel".

Apesar da justificativa, Melissa Marie Miller foi detida acusada de direção perigosa e excesso de velocidade.
Ela foi levada para a cadeia do condado de St. Lucie com uma fiança de US$ 375.
______________
Nota do Blog: O segundo mandamento da Lei de Deus, diz (vou transcrever,respectivamente,da forma reproduzida em Ex 20,7 e a forma mais resumida - a que conhecemos melhor:
"Não pronunciarás o nome de Javé, teu Deus, em prova de falsidade, porque o Senhor não deixa impune aquele que pronuncia o seu nome em favor do erro" e"não tomar seu nome santo nome em vão". Portanto, recomendo que não sigam o exemplo dela.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Evento jovem em Campos dos Goytacazes/RJ - Eu recomendo.


 Endereço: 
 Praça Dr. Maurício Alain, s/n - Ururaí 
Campos dos Goytacazes - RJ

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

E por falar em música...

Guido d´Arezzo 

Feliz dia dos músicos para todos. Principalmente os que tocam na igreja. Mas sabiam que se você hoje toca em seus instrumentos notas como Do Ré Mi Fá Sol Lá Si, deve muito a um monge beneditino chamado Guido d´Arezzo (992 — 1050)? Não? Sim? Ele (foto) era regente do coro da Catedral de Arezzo (Toscana), província de seu nascimento, criou as notas musicais com os nomes que conhecemos hoje: dó, ré, mi, fá,sol, lá e si (antes, ut, re, mi, fa, sol, la e san), baseando-se em um texto sagrado em latim do hino a São João Batista:

Ut queant laxis
REsonare fibris
MIra gestorum
FAmuli tuorum
SOLlve polluti
LAbii reatum
Sancte Ioannes

Que significa:

"Para que teus grandes servos, possam ressoar claramente a maravilha dos teus feitos, limpe nossos lábios impuros, ó São João."

O nome da sétima nota da escala, SI, foi estabelecido no século XV, com as iniciais das duas últimas palavras do último verso. Quanto a primeira nota posteriormente foi modificada para DÓ, na maioria dos países da Europa e no Novo Mundo, com o intuito de facilitar a comprensão e a entonação nesses lugares. Ele criou a pauta de quatro linhas, em conjunto com os neumas que passaram a indicar com precisão, além da direção melódica, os intervalos, Guido fazia uso de claves para indica o ponto de referência, os neumas passaram a ter as extremidades mais grossas afim de facilitar a identificação do ponto de partida e ponto de chegada. E a Guido d'Arezzo é também atribuída a invenção da "Mão Guidoniana", um sistema mnemônico usado para o ensino da leitura musical, em que os nomes das notas correspondiam a partes da mão humana. A contribuição de Guido d´Arezzo a musica é apenas uma parte das muitas participações e contribuições da Igreja Católica na história da música e, por conseguinte, na teoria musical. Curioso e Interessante, não?

De qualquer forma, Santa Cecília, Rogai por todos os músicos.

Santa do Dia - Santa Cecília


Wikipedia 
St cecilia guido reni.jpg
Santa Cecília é uma santa cristã, padroeira dos músicos pois quando ela estava morrendo, ela cantou a Deus. Não se tem muitas informações sobre a sua vida. É provável que,tenha sido martirizada entre 176 e 180, sob o império de Marco Aurélio. Escavações arqueológicas não deixam dúvidas, sobre a existência, mas sua história só foi registrada no século V, na narrativa Paixão de Santa Cecília.
Segundo este relato, Cecília seria da "nobre família romana dos Metelos, filha de senador romano e cristã desde a infância".Ela foi dada em casamento,contra a vontade,a um jovem chamado Valeriano. Se bem que tivesse alegado os motivos que a levavam a não aceitar este contrato, a vontade dos pais se impôs de maneira a tornar-lhe inútil qualquer resistência. Assim se marcaria o dia do casamento e tudo estava preparado para a grande cerimônia. Da alegria geral que estampava nos rostos de todos, só Cecília fazia exceção. A túnica dourada e alvejante peplo que vestia não deixavam adivinhar que por baixo existia o cilício, e no coração lhe reinasse a tristeza.
Estando só com o noivo, disse-lhe, Cecília com toda a amabilidade e não menos firmeza: “Valeriano, acho-me sob a proteção direta de um Anjo que me defende e guarda minha virgindade. Não queiras, portanto, fazer coisa alguma contra mim, o que provocaria a ira de Deus contra ti”. A estas palavras, incompreensíveis para um pagão, Cecília fez seguir a declaração de ser cristã e obrigada por um voto que tinha feito a Deus de guardar a pureza virginal.
Disse-lhe mais: que a fidelidade ao voto trazia a bênção, a violação, porém, o castigo de Deus. Valeriano,ficou "vivamente impressionado" com as declarações da noiva, respeitou-lhe a virgindade, converteu-se e recebeu o batismo naquela mesma noite. Valeriano relatou ao irmão Tibúrcio o que tinha se passado e conseguiu que também ele se tornasse cristão.
Turcius Almachius, prefeito de Roma, "teve conhecimento da conversão do dois irmãos. Citou-os perante o tribunal e exigiu peremptoriamente que abandonassem, sob pena de morte, a religião que tinham abraçado. Diante da recusa formal, foram condenados à morte e decapitados". Também Cecília, " teve de comparecer na presença do juiz. Antes de mais nada, foi intimada a revelar onde se achavam escondidos os tesouros dos dois sentenciados. Cecília respondeu-lhe que os sabia bem guardados, sem deixar perceber ao tirano que já tinham achado o destino nas mãos dos pobres. Almachius, mais tarde, cientificado deste fato, enfureceu-se e ordenou que Cecília fosse levada ao templo e obrigada a render homenagens aos deuses. De fato foi conduzida ao lugar determinado, mas com tanta convicção falou aos soldados da beleza da religião de Cristo que estes se declararam a seu favor, e prometeram abandonar o culto dos deuses."
Almachius, "vendo novamente frustrado seu estratagema, deu ordem para que Cecília fosse trancada na instalação balneária do seu próprio palacete e asfixiada pelos vapores d’água. Cecília teria sido então protegida milagrosamente, e embora a temperatura tivesse sido elevada a ponto de tornar-se intolerável, ela nada sofreu". Segundo outros mitos, a Santa "foi metida em um banho de água fervente do qual teria saído ilesa".
Almachius recorreu então à pena capital." Três golpes vibrou o algoz sem conseguir separar a cabeça do tronco. Cecília, mortalmente ferida, caiu por terra e ficou três dias nesta posição. Aos cristãos que a vinham visitar dava bons e caridosos conselhos. Ao Papa entregara todos os bens, com o pedido de distribuí-los entre os pobres. Outro pedido fora o de transformar a sua casa em igreja, o que se fez logo depois de sua morte". Foi enterrada na Catacumba de São Calisto.

Sono de Santa Cecília.

As diversas invasões dos godos e lombardos fizeram com que os Papas resolvessem a transladação de muitas relíquias de santos para igrejas de Roma. O corpo de Santa Cecília ficou muito tempo escondido, sem que lhe soubessem o jazigo.
Uma aparição da Santa ao Papa Pascoal I (817-824) trouxe luz sobre este ponto. Achou-se o caixão de cipreste que guardava as relíquias. O corpo, foi "encontrado intacto e na mesma posição em que tinha sido enterrado". O esquife foi "achado em um ataúde de mármore e depositado no altar de Santa Cecília". Ao lado da Santa acharam seu repouso os corpos de Valeriano, Tibúrcio e Máximo.
Em 1599, por ordem do Cardeal Sfondrati, foi aberto o túmulo de Santa Cecília e o corpo encontrado ainda na mesma posição descrita pelo papa Pascoal. O escultor Stefano Maderno que assim o viu, reproduziu em finíssimo mármore, em tamanho natural, a sua imagem.
A Igreja ocidental, como a oriental, têm grande veneração pela Mártir, cujo nome figura no cânon da Missa. O ofício de sua festa traz como antífona um tópico das atas do martírio de Santa Cecília, as quais afirmam que a Santa, nos festejos do casamento, ouvindo o som dos instrumentos musicais, teria elevado o coração a Deus nestas piedosas aspirações: “Senhor, guardai sem mancha meu corpo e minha alma, para que não seja confundida”. Desde o século XV, Santa Cecília é considerada padroeira da música sacra. Sua festa é celebrada no dia 22 de Novembro, dia da Música e dos Músicos.
Compositores eruditos importantes como Henry Purcell, Georg Friedrich Händel e Benjamin Britten escreveram composições em sua honra, apareceu em poesias de John Dryden, Alexander Pope e W. H. Auden, e músicos populares também fizeram referência a ela, como Paul Simon, David Byrne e Brian Eno.
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Nota do Blog: Santa Cecília, rogai por nós.