domingo, 12 de agosto de 2012

O cristianismo tem de se ajustar ao mundo ou o mundo tem de se ajustar ao cristianismo?

  Leniéverson Azeredo Gomes
            
O mundo insiste em quer que o cristianismo se adapte a modernidade
A pergunta título é muito elementar no mundo de hoje e, muitas pessoas não sabem responde-las ou respondem segundo opiniões pessoais e carregadas clichês equivocados.
Em primeiro aspecto, precisamos olhar para a declaração de um ancião chamado Simeão. Em Lucas 2, 34-35, conta que este homem havia abençado o menino Jesus, quando este foi apresentado no templo em Jerusalém, conforme a Lei de Moisés. Na ocasião, o profeta Simeão disse a mãe de Jesus, Maria Santíssima:
“Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento (elevação) para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições (...)”.
De fato, muito dos ensinamentos de Jesus não foram projetados para agradar as pessoas. Em inúmeros momentos, as palavras do Filho de Deus incomodam, nos exortam a nos portar de forma diferente do mundo, sobretudo o atual, carregado de materialismos; sexualismo exacerbado; ceticismos; violência urbana, de falta de acolhimento; de educação e de gentileza, etc. Vamos a alguns ensinamentos elementares de Cristo:

·        Ensinava que “não é possível servir a Dois Senhores”. (Mt 6,19-21, Mt 6, 24; Mt 19, 16-22, Lc 16, 19-31);
·         Que nem todo aquele que costuma dizer “Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Deus” (Mt 7, 21);
·         “Não Julgueis para não ser julgados” (Mt 7, 1)
·         “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a Ti mesmo” (Mc 12,30);
·         Condenava aqueles que usavam o templo para servir de covil de ladrões (Jo 2,13-17);
·    Repreendia o seus discípulos quando perdiam a fé (Mc 4, 35-41 - Tempestade Acalmada -, Jo 6, 16-21 – Jesus Caminha seus discípulos);
·         Etc.
Cristo ensinava a todos a pregar este evangelho, que era traduzido pelo amor, mas ao mesmo tempo pela correção. Para isso, Cristo nos exortava e ainda exorta, porque Ele está vivo no meio de nós, que devemos ser “Sal da Terra e Luz do Mundo”, para que sejamos o tempero deste mundo insosso ou sem sabor e, que também sejamos a luz para iluminar o ambiente cheio de trevas.
Lembram-se das palavras do velho Simeão? Ele dizia que o menino Jesus, ao crescer, seria sinal de contradição e contradição gera incômodo, gera perseguição. Oras, no mundo de hoje, muitos criticam os Cristãos por questionarem a conduta homossexual, quem pratica o aborto e quem defende a liberação das drogas. Afirmam que Deus era amoroso e acolhedor e por isso invariavelmente diz que quem critica tudo isso que foi dito por mim, acima é intolerante.
Oras, se é assim, como se explica essas passagens bíblicas:

Sobre o matrimônio:

·       Jesus respondeu aos fariseus: “ Não leste que o Criador, no começo fez o HOMEM e a MULHER e disse: Por isso, o HOMEM deixará seu pai e sua mãe e unirá a sua MULHER; os DOIS formarão uma só carne?”(Mt 19, 4-6)/O texto fala da preocupação de Cristo sobre o divórcio. Mas o divórcio entre HOMEM e MULHER, não entre dois HOMENS ou entre duas MULHERES. Era uma perspectiva genésica, ou seja, oriunda do livro do Gênesis, lá no Antigo Testamento. É tão claro, não? O Cristianismo autêntico não compactua com ideias como as pregadas pela Lanna Holder, a tal “pastora” protestante homossexual que fundou uma seita “inclusiva”.

Sobre o aborto:

·         Ouviste o que foi dito pelos antigos: “Não matarás, mas quem matar será esmagado pelo juízo do tribunal. (Mt 5,21);
·       “Tomo hoje por testemunhas o céu e a terra contra vós: ponho diante de ti a vida e a morte, a benção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas com a tua posteridade” (Dt 30,19).

Sobre as drogas:

·         Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espirito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destuirá. Porque o templo de Deus é sagrado – e isto sois vós.
                Como se vê a bíblia, dentro da perspectiva de II Tm 3, 16ss, é inspirada por Deus, é útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.
                Como se vê, o verdadeiro cristianismo não foi feito de “paz e amor” o tempo todo, não tem esse papo de “passar a mão” na cabeça. Tem repreensão, tem correção, tem instrução e formação. Não obstante a coincidência, o sermão da montanha, nos lembra de que todo cristão que evangeliza e promove a justiça é perseguido (Mt 5,10) e ainda acrescenta que todo cristão  acossado, caluniado por causa do Cristo, será sempre chamado de Bem-Aventurado. Ora, Cristo foi crucificado pela inveja dos homens (Mt 5,11). Entáo, devemos fazer algumas perguntas:
·     Se Cristo era paz e amor, segundo os relativistas, porque Ele foi preso e um ladrão, Barrabás, solto? e
·      Porque tantos santos e não santos, da Igreja Católica foram e ainda estão sendo mortos em nome do Evangelho, muitos deles de forma muito violenta?
Barrabás na foto:  Se Jesus era só paz e amor porque
 Ele foi preso e um bandido foi solto?
Oras, muitos tem essa visão superficial do cristianismo. O livro de Hebreus 5, 11-14, resume bem essa questão quando assegura:
“Teriamos muita coisa a dizer sobre isso, e coisa bem difíceis de explicar, dada a vossa lentidão em compreender....A julgar pelo tempo, já devíeis ser mestre! Contudo, ainda necessitais que vos ensinem os primeiros rudimentos da Palavra de Deus; e vos tornastes tais, que precisais de leite em vez de alimento solido! Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma DOUTRINA PROFUNDA, porque ainda é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal.
Cristão tem de estudar doutrina e não desvirtuá-la.

Espiritas que em nada tem a ver com o universo cristão e o catolicismo, ateus, céticos, agnósticos, católicos nunca vão entender o cristianismo de forma completa, porque são imaturos quanto a sua compreensão. 
O Cardeal Ratzinger, no conclave onde o mesmo se tornaria Bento XVI, já alertava para a ditadura do relativismo; nos falava sobre “ o deixar-se levar ao sabor de qualquer vento de doutrina, como a única atitude à altura dos tempos atuais, constituindo uma ditadura que não reconhece nada como definitivo e que usa como critério último apenas o próprio “eu” e os seus apetites”. 
Bento XVI tem uma postura firme sobre a Ditadura do Relativismo 
E a Igreja Católica não vai mudar porque alguns revoltados e rebeldes, animadinhos e assanhadinhos, com os 12 anos de governo federal gerenciado pelo comunismo do  PT, assim querem. Até tem o “jus esperniandi”, mas, infelizmente – pra eles -, Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre (Hb 13,8).

sábado, 11 de agosto de 2012

Santo do Dia : Santa Clara de Assis


Do site Wikipedia

Santa Clara de Assis (em italiano, Santa Chiara d'Assisi) nascida como Chiara d'Offreducci em Assis (Itália), no dia 16 de Julho de 1194, e falecida em Assis, no dia 11 de Agosto de 1253, foi a fundadora do ramo feminino da Ordem Franciscana.
Segundo a tradição, o seu nome vem de uma inspiração dada à sua religiosa mãe, de que haveria de ter uma filha que iluminaria o mundo.
Pertencia a uma nobre família e era dotada de grande beleza. Destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, tanto que, ao deparar-se com a pobreza evangélica vivida por São Francisco de Assis, foi tomada pela irresistível tendência religiosa de segui-lo.
Enfrentando a oposição da família, que pretendia arranjar-lhe um casamento vantajoso, aos dezoito anos Clara abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isto foi ao encontro de São Francisco de Assis na Porciúncula e fundou o ramo feminino da Ordem Franciscana, também conhecido por "Damas Pobres" ou Clarissas. Viveu na prática e no amor da mais estrita pobreza.
O seu primeiro milagre foi em vida, demonstrando a sua grande fé. Conta-se que uma das irmãs da sua congregação havia saído para pedir esmolas para os pobres que iam ao mosteiro. Como não conseguiu quase nada, voltou desanimada e foi consolada por Santa Clara que lhe disse: "Confia em Deus!". Quando a santa se afastou, a outra freira foi pegar no embrulho que trouxera e não conseguiu levantá-lo, pois tudo havia se multiplicado.
Em outra ocasião, aquando da invasão de Assis pelos sarracenos, Santa Clara apanhou o ostensório com a hóstia consagrada e enfrentou o chefe deles, dizendo que Jesus Cristo era mais forte que eles. Os agressores, tomados de repente por inexplicável pânico, fugiram. Por este milagre Santa Clara é representada segurando o Ostensório na mão.


Basilica de Santa Clara, Assis.

Um ano antes de sua morte em 1253, Santa Clara assistiu a Celebração da Eucaristia sem precisar sair do seu leito. Neste sentido é que é aclamada como protetora da televisão.
Diversos episódios da vida de Santa Clara e São Francisco compõem os Fioretti de São Francisco. Escritos muitos anos após a morte de ambos, é dificil atestar a correção destes relatos, mas, com certeza, retratam bem o espírito de ambos e os primeiros acontecimentos quando da criação das Ordens Franciscanas.

Santa Clara. Rogai por nós!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Igreja católica em Salvador promove novena por Irmã Dulce


 Rádio Vaticano

'Celebrar a festa da Bem-Aventurada Dulce é 
lembrar o seu testemunho de fé', destaca padre Alberto
'
Na próxima segunda-feira, 13, a Bem-Aventurada Beata Dulce dos Pobres recebe homenagens da Igreja Católica. Com o tema “A exemplo da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres queremos reavivar nossa fé em Cristo”, o Santuário que leva seu nome promove um novenário até o dia 12 de agosto, com celebrações às 19h30. A Missa solene será às 10h, presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.
Às 14h, o Padre Lázaro Muniz anima a Ciranda da Fé, seguida de adoração ao Santíssimo Sacramento. Já a Capelania das Obras Sociais Irmã Dulce iniciou sua programação no dia 1º de agosto e, até o dia 13, oferece visitas às relíquias do memorial e Celebrações Eucarísticas.
Para o responsável pela Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, padre Alberto Montealegre, a ocasião é uma oportunidade para que as pessoas reflitam sobre o exemplo de vida cristã da beata.
“Celebrar a festa da Bem-Aventurada Dulce é lembrar o seu testemunho de fé, que nos questiona e nos convida a uma conversão para melhor seguirmos Jesus Cristo, nosso Salvador, e vivermos a nossa vocação de batizados à santidade”, afirmou padre Alberto.
Ainda de acordo com o sacerdote, a comunidade espera receber um número de participantes superior ao de 2011. “Por ser a segunda festa da Beata Dulce depois da beatificação, esta celebração já está virando uma tradição no coração religioso dos baianos. Creio que a festa deste ano servirá para sedimentarmos mais a devoção à Irmã Dulce no coração dos católicos, fazendo deste modo o seu exemplo de fé e amor mais conhecido pelos fiéis”, destacou. (CM-CNBB)

Santo do Dia - São Lourenço


Do site Wikipedia


São Lourenço

Lourenço de Huesca ou São Lourenço (Huesca ou Valência, Espanha, 225? — Roma, 10 de agosto de 258) foi um mártir católico e um dos sete primeiros diáconos (guardiões do tesouro da Igreja) da Igreja Cristã, sediada em Roma.
O cargo de diácono era de grande responsabilidade, pois consistia no cuidado dos bens da Igreja e a distribuição de esmolas aos pobres. No ano 257, o imperador romano Valeriano I decretou a perseguição aos cristãos e, ao ano seguinte, foi detido e decapitado o Papa Sisto II.
Segundo as tradições, quando o Papa São Sisto se dirigia ao local da execução, São Lourenço ia junto a ele e chorava. "aonde vai sem seu diácono, meu pai?", perguntava-lhe. O Pontífice respondeu: "Não pense que te abandono, meu filho, pois dentro de três dias me seguirá".
Após a execução do Papa, o imperador ameaçou a Igreja para entregar as suas riquezas no prazo de 3 dias. Passados três dias, São Lourenço levou as pessoas que foram auxiliadas pela Igreja e os fiéis cristãos diante do imperador. Depois, exclamou a seguinte frase que lhe valeu a morte: "Estes são o património (riquezas) da Igreja". O imperador, furioso e indignado, mandou prendê-lo, e ser queimado vivo sobre um braseiro ardente, por cima de uma grelha. A tradição católica diz que o santo conservou seu bom humor mesmo enquanto era executado, dizendo aos que o queimavam: "podem me virar agora, pois este lado já está bem assado".
Tizian 047.jpg
Gravura do Martírio de São Lourenço

Tornou-se um mártir e ele é considerado um servo fiel da Igreja.
Santo Agostinho diz que o grande desejo que tinha São Lourenço de unir-se a Cristo fez com que esquecesse as exigências da tortura.Também afirma que Deus obrou muitos milagres em Roma por intercessão de São Lourenço. Este santo foi, desde o século IV, um dos mártires mais venerados e seu nome aparece no cânone da missa. Foi sepultado no cemitério de Ciriaca, em Agro Verão, sobre a Via Tiburtina. Constantino ergueu a primeira capela no local que ocupa atualmente a igreja de São Lourenço extramuros, a qual é a quinta basílica patriarcal de Roma.
Em todo o mundo cristão, existem muitas igrejas dedicadas a este santo. Geralmente, as estátuas dele apresentam uma grelha (o instrumento que lhe causou a morte) e uma Bíblia nas suas mãos.
É comemorado no dia 10 de Agosto.

São Lourenço, rogaí por nós.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Como a mídia atua como um novo Coliseu Romano.E você cristão "conservador" está dentro dele e não sabe.


                  Leniéverson Azeredo Gomes


Coliseu Romano


Na Roma antiga, mais exatamente, no ano de 72 d.C., iniciou-se a construção do  Coliseu Romano pelo imperador Flávio Vespasiano. A obra foi terminada 8 anos depois por Tito, filho de Vespasiano, logo sendo batizada de “Anfiteatro Flaviano”, em homenagem ao pai dele.
O espaço foi até o ano de 404 d.C. usado para combates sangrentos entre gladiadores e animais como leões, leopardos, panteras, rinocerontes, hipopótamos, elefantes, girafas, crocodilos e avestruzes, dentro de arenas de 85 por 53 metros. Cada luta leva de, em média, de 90.000 presentes ao êxtase. Era algo que beirava completamente o sadismo.
Cristãos sendo martirizados no Coliseu Romano
Bem, programas de televisão, sobretudo aqueles que são transmitidas ao vivo, podem ser, também, grandes arenas, onde a plateia não está somente no local da transmissão, mas também há quilômetros de distância. Os gladiadores de hoje, são em geral, entrevistados de postura conservadora, principalmente os ligados a correntes religiosas cristãs tradicionais.

Mas e os animais selvagens? São os entrevistadores, que podem ser o(s) próprio(s) apresentador(es), convidado(s), tudo isso capitaneando por uma equipe devidamente imbuída por um conjunto de ideologias “progressistas” e “militantes”. Afinal, não é? Se, de fato, é uma arena de combate, tem de ter pegada, demostrar ferocidade, fazer com que os gladiadores sejam “triciddados”, “liquidados”.
Programas de entrevistas “ao Vivo” ou gravado, como “CQC”, “Agora é Tarde”, “Muito Mais”, “Pânico”(todos da Band), “Saturday Night Live”,  “Superpop” (todos da Rede TV!), “Programa do Ratinho”, “De frente com a Gabi”,  “Casos de Família”(todos do SBT), “Fantástico”, “Na Moral”, “Caldeirão do Huck”, “Encontro com Fátima Bernardes” (todos da Rede Globo), fora outros de outras emissoras, são típicas arenas de combate entre quem é a favor ou contra o aborto, quem é a favor ou contra a liberação e a descriminalização das drogas, quem é contra ou a favor de “direitos” homo afetivos e quem é a favor de medidas políticas liberais e a favor de medidas politicas chamadas de direita.
E notadamente, o debate é sempre desigual, há mais elementos ligados ao “progressismo” do que ao “Conservadorismo”. Há outros programas que embora o número seja fifty to fifty (meio a meio), não se disponibiliza espaços para que grupos religiosos manifestem de forma igual.
Padres, pastores protestantes, profissionais religiosos e outras pessoas de pensamentos mais conservadores, são expostos na “arena” do coliseu midiático para serem “devorados” pelos “animais selvagens” formados por variáveis descritos no quarto paragrafo.
Marisa Lobo no Superpop
No dia 30 de julho último, a psicóloga curitibana, Marisa Lobo, o pastor ex-gay Robson Staines e o pastor Antônio Silva, estiveram presentes no SuperPop, na Rede TV! para discutir a questão da homofobia. Para confrontar os “conservadores”, além da apresentadora, a plateia e os telespectadores de linha ideológica liberal “progressista”, havia debatedores como a Lanna Holder – pastora homossexual de uma ‘Igreja’ inclusiva –, o presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, Fernando Quaresma, e, Felipe Campos – um jornalista homossexual.
Felipe Campos (a esquerda)
O mais recente capitulo da novela da vida real, chamado “O Coliseu Midiático”, mostrou que tudo estava combinado para haver um massacre ao grupo de religiosos de linha conservadora. Num determinado momento, o Felipe Campos, assim, num gesto exaltado e carregado de descompostura, ameaçou a psicóloga, dizendo que “iria denunciá-la mais uma vez para que tenha a licença de psicologia caçada”.
Isso nos faz lembrar, pasmem, uma passagem  do novo testamento, referente ao momento da crucificação de Jesus, mais exatamente em João 19, 7, onde os judeus, alertou a Pôncios Pilatos que “Havia uma lei, e que, segundo ela, o Messias, deveria morrer crucificado, porque havia se declarado Filho de Deus”. Imaginem, o que os telespectadores ateus, céticos, agnósticos, militantes gays e afins, certamente devem ter gritado, como o povo da narrativa bíblica gritou para Pôncios Pilatos, em relação a Jesus, diante da fala do Felipe: “Crucifica a Marisa Lobo! ”,“Crucifica a Marisa Lobo!”.
A psicóloga curitibana, que enfrenta processo de cassação no CFP, já foi citada por este blog, em dois posts, em um deles, comentou a participação da Marisa no CQC, no dia 8 de maio. Vamos lembrar um trecho do post “no programa exibido pela Rede Bandeirantes e apresentado por Marcelo Tás e três humoristas de stand up comedies, a psicóloga foi convidada a participar, com outros dois participantes (a homossexual Lanna Holder, uma pastora de uma seita pseudo cristã voltada para gays e o deputado baiano, mas eleito pelo voto de legenda, Jean Wyllys (PSOL-RJ)). O programa do dia abordou o projeto do deputado federal  João Campos, conhecido erroneamente por aquele que defende a cura de homossexualismo por psicólogos”.
Lanna Holder
No Superpop, a Lanna Holder, que deixou um casamento heterossexual, para conviver afetiva e sexualmente com uma mulher, também disparou bobagens verbais. Munida com heresias de plantão, vomitou, de bate pronto “Eu deixei de ser uma bênção de um dia para o outro porque eu aceitei quem eu era. Eu vivo o que prego, não prego o que quero viver”. Em outro momento, o Fernando Quaresma, disse que “parte da violência contra os gays são feitas por evangélicos”.
Não sou contra o fato de padres, pastores e religiosos de linha ideológica mais conservadora, irem a programas de televisão para levar o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. O que eu sou contra, é o fato de eles participarem com a “cara e a coragem”. Religiosos de todas as denominações cristãs deveriam, antes de aparecer na mídia, deveriam seguir o exemplo de debates eleitorais para prefeito, governador, presidente e seus vices, no sentido de assegurar direitos constitucionais, como:

Clique para aumentar
 O documento, que precisa incluir os artigos da Carta Magna, tem de ser assinado pelos participantes, pelo apresentador e direção da emissora. Além disso, tem de ter firma reconhecida lavrada em cartório.  Assim evita que programas como o Superpop infrinjam direitos constitucionais elementares.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Adoração na Capela Santa Rita dos Impossíveis, em Sala

Balada Jovem "A Festa!", em Campo Grande, Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro.

Ministério de Oração por Cura e Libertação Encontro Estadual “Apascenta minhas ovelhas”, em Santa Teresa (ES).


Oitava de São Geraldo, em Curvelo(MG).

VII Semana de Avivamento com Comunidade Elyon em São José dos Campos(SP)

Santo do Dia: São Domingos


Do site Wikipedia


São Domingos de Gusmão
Filho de Joana de Aza e Félix de Gusmão, Domingos nasceu, em 24 de junho de 1170, na zona de fronteira do Reino de Castela. Seus pais pertenciam à pequena nobreza guerreira, encarregue de assegurar as praças militares da fronteira com o sul dominado ainda pelos muçulmanos.
Domingos, que teve desde cedo inclinação para a vida religiosa, vai em 1189 estudar para Palência, tornando-se, após a conclusão dos estudos membro em 1196, do cabido da sua Diocese natal, Osma.
Em 1203, o rei de Castela solicita ao bispo de Osma que este fosse negociar e trazer uma princesa da Dinamarca para se tornar esposa do seu filho, tendo Domingos sido companheiro de viagem do seu bispo, Diogo. Durante a viagem, Domingos ficou para sempre impressionado com o desconhecimento da doutrina cristã dos povos da Europa do norte, tornando-se-lhe evidente que se tornava necessário ir evangelizar aqueles povos, em especial um com que certamente contactou, os cumanos.
Em 1205, Domingos e Diogo, para conclusão do objetivo inicial, realizaram nova missão ao norte da Europa, tendo também efetuado uma peregrinação a Roma e a Cister. No sul de França, junto a Montpellier, encontraram legados do Papa que pregavam contra as heresias dos Albigenses e Cátaros. Estes dois grupos, defendiam uma vida apostólica, baseada na vida de Cristo e dos primeiros apóstolos. Um modo de vida simples, sem hierarquias que em tudo contrastava com o cerimonial, as hierarquias e poder financeiro e político de grande parte das estruturas da Igreja do seu tempo. Tiveram grande adesão popular em virtude do seu carisma e honestidade de vida. No entanto, tornaram-se heréticos, ao defenderem ideias contrárias aos fundamentos da Igreja, razão pela qual o Papa entendeu intervir, enviando delegados seus por forma a catequizar, pregar, converter e denunciar os erros dos heréticos.
Diogo e Domingos, perante a evidência das dificuldades sentidas na missão dos legados papais, convencem-nos a adotar uma estratégia de simplicidade ao estilo apostólico e mendicante, pois que os Legados, até aí, deslocavam-se com grande pompa, criados, e riquezas. Os Legados deixam-se convencer, despachando para casa tudo o que fosse supérfluo, na condição que Diogo e Domingos os acompanhassem e os dirigissem na missão. O que estes fizeram. O Papa Inocêncio III, descobrindo virtudes nesta nova forma de pregação, aprova a mesma e manda Diogo e Domingos para a “santa pregação”. Diogo, sendo bispo, por razão das suas responsabilidades e não podendo ficar muito mais tempo naquela região, regressou à sua diocese, falecendo pouco tempo depois. Domingos continuou na região, muitas vezes sozinho.

A pregação e o início da Ordem

Em 1206, um grupo de mulheres por si convertida do catarismo pedem-lhe apoio e ele encontra uma casa para elas morarem em Prouille, dá-lhes uma regra de vida, simples, de oração e reclusão, no que veio a ser a primeira comunidade religiosa dominicana de monjas de clausura. Domingos encarava esta comunidade como “ponto de apoio à santa pregação”, pois que aquelas religiosas, por intermédio da oração, seriam o apoio dos pregadores. Em 1208 encontra-se completamente sozinho na missão de pregar pelas localidades do sul de França. Em 1210 está na região de Toulouse, palco de violentos combates entre senhores feudais e heréticos cátaros.
Em 1214 está em Carcassonne onde assiste a duras batalhas entre as duas partes e onde começa a juntar um pequeno grupo de companheiros que com ele adoptam a vida de pregadores itinerantes. No mesmo ano, torna-se pároco de Fanjeaux, localidade junto a Prouille e à sua comunidade feminina.
Em 1215, em Toulouse adopta uma regra de vida para a sua comunidade de pregadores, obtendo a aprovação do Bispo local. No entanto, o seu objectivo era criar uma ordem religiosa que não ficasse restrita a uma local, a uma diocese, mas sim que tivesse um mandato geral, por forma a poder actuar em todos os territórios onde fosse necessário a evangelização. Dirige-se nesse mesmo ano a Roma, onde decorria o Concílio de Latrão por forma a obter o reconhecimento da sua Ordem. No entanto, o concílio, perante tantos e diferentes novos movimentos que surgiram um pouco por todo lado, e por forma a evitar a anarquia, decide proibir que sejam aceites novas ordens religiosas.
Aconselhado pelo Papa, e de regresso a Toulouse, Domingos e os seus companheiros estudam as várias Regras de vida religiosa já existentes e optam pela Regra de Santo Agostinho. Entretanto, o Papa Inocêncio III morre e Honório III torna-se Papa, sendo um admirador e amigo de Domingos e dos seus pregadores. Em 1216, Domingos volta a Roma com a sua Regra e a seu pedido, o Papa pede à Universidade de Paris o envio para Toulouse de alguns professores destinados ao ensino e à pregação. Entretanto, o Papa confirma a regra da Ordem dos Pregadores como religiosos “totalmente dedicados ao anúncio da palavra de Deus”. Logo após o reconhecimento da Ordem, Domingos envia os seus primeiros discípulos, dois a dois, a fundar novas comunidades em Paris, Bolonha, Roma e a Espanha. Domingos acreditava que apenas o estudo profundo da sagrada escritura poderia dar os meios necessários para uma pregação eficaz. Assim, envia os seus irmãos para as principais cidades universitárias do seu tempo, por forma a não só adquirem os conhecimentos necessários, como para agirem e recrutarem novos membros entre as camadas estudantis e intelectuais do seu tempo.

A fundação da Ordem

Em 1218 Domingos está em Roma, a visitar as novas casas, dirigindo-se depois para a Península Ibérica onde um dos seus primeiros companheiros, o português Soeiro Gomes tinha fundado algumas casas. No principio de 1219, Domingos vai a Paris e posteriormente volta a Itália.
Em 1220 reúne em Bolonha o primeiro Capítulo da Ordem, fazendo-se algumas alteração às respectivas constituições canónicas, estando presentes dezenas de frades vindos de muitos pontos distantes da Europa. É adoptado o modelo de governo democrático, pelo qual todos os superiores de casas são eleitos por todos os membros da comunidade. Em 1221 funda em Roma o convento de monjas de São Sisto e realiza o segundo Capítulo da Ordem no qual esta passou a estar organizada em “províncias”. O modelo democrático estende-se a toda a Ordem, mediante o qual para cada Capítulo Geral participam por direito os Priores Provinciais e delegados eleitos por todas as comunidades, sendo que o Mestre Geral da Ordem é também eleito. São enviados irmãos pregadores para Inglaterra, Escandinávia, Polónia, Hungria e Alemanha.
Completamente desgastado pelo esforço, morre a 6 de Agosto, em Bolonha. É canonizado em 1234.

Igrejas de São Domingos de Gusmão na Bahia

Igreja da Ordem Terceira de São Domingos de Gusmão: construção de 1731, com fachada em estilo rococó. Em Salvador, Bahia, Brasil. Igreja de São Domingos de Gusmão, Niterói, Gragoatá. desde do tempo do império. Existe uma cidade na paraíba com o nome de São Domingos, em homenagem a São Domingos de Gusmão e se comemora no dia 08 de agosto o dia do padroeiro.

Transfiguração do Senhor


 
Um dos principais mistérios de nossa Fé é a encarnação do Verbo. Com efeito, quem poderia excogitar a possibilidade de uma das Pessoas da Santíssima Trindade unir sua natureza divina à humana, e — sem deixar de ser verdadeiro Deus — se tornar também verdadeiro Homem? Nunca, pelo simples raciocínio, nenhum homem — e nem mesmo algum Anjo — conceberia tal conúbio entre Criador e criatura. Para conhecermos esse belo e atraente mistério, era necessário que o próprio Deus no-lo revelasse.
O Redentor foi radical em assumir a humana condição, dentro da frágil contingência desta (excluído o pecado, como também qualquer defeito). Por exemplo, ao escolher as mais modestas circunstâncias para nascer: a total pobreza, uma gruta, o auge do inverno, tendo por berço apenas uma manjedoura.
São inúmeros os episódios do Evangelho nos quais transparece a natureza humana de Jesus: o ter de fugir para o Egito, levado por Maria e José, a fim de poupar-se da espada de Herodes; o trabalhar como humilde carpinteiro, até os 30 anos de idade, evitando chamar a atenção do povo; o fazer penitência durante 40 dias no deserto, suportando as agruras de um terrível jejum; o verter sangue no Jardim das Oliveiras, em meio ao temor e à angústia ante a Paixão; o externar fraqueza física durante sua flagelação e enquanto carregava a cruz ao alto do Calvário. Por fim, a sua morte, como a de qualquer ser humano, e no pior dos suplícios.
Como diz São Paulo: “Sendo Ele de condição divina, não reteve avidamente sua condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens” (Fl 2, 5-7).
Sem uma especial assistência da graça, seria inevitável para qualquer um, ao ouvir a narração desses fatos, concluir que Jesus não passava de uma mera criatura humana.

Verdadeiro Deus

Por isso, o Unigênito Filho de Deus, para sustentar nossa fé, tornou patente sua origem eterna e incriada em muitos outros fatos e circunstâncias: a anunciação à Santíssima Virgem por meio de um Arcanjo; o aviso a São José, em sonhos, da concepção virginal de Maria; a aparição de uma multidão de anjos aos pastores, perto da gruta de Belém, para lhes anunciar o nascimento de Jesus; a moção sobrenatural no interior dos Santos Reis Magos, sobre a providencialidade daquele Menino. Sobretudo foi categórica sua glorificação, efetuada pelo Pai e pelo Espírito Santo, no momento do batismo no Jordão:
“Quando todo o povo ia sendo batizado, também Jesus o foi. E estando Ele a orar, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea, como uma pomba; e veio do céu uma voz: ‘Tu és o meu Filho bem-amado; em ti ponho minha afeição’” (Lc 3, 21-22).
O próprio Salvador, ao afirmar “quem crê em Mim tem a vida eterna” (Jo 6, 47), não fazia referência à sua natureza humana, mas sim à sua divindade.
A multiplicação dos milagres, cujo auge foi a ressurreição de Lázaro, tornou a todos evidente o pleno poder de Jesus sobre a natureza:
“Subiu Ele a uma barca com seus discípulos. De repente, desencadeou-se sobre o mar uma tempestade tão grande, que as ondas cobriam a barca. Ele, no entanto, dormia. Os discípulos achegaram-se a Ele e o acordaram, dizendo: ‘Senhor, salva-nos, nós perecemos!’ E Jesus perguntou: ‘Por que este medo, gente de pouca fé?’ Então, levantando-se, deu ordem aos ventos e ao mar, e fez-se uma grande calmaria. Admirados, diziam: ‘Quem é este homem a quem até os ventos e o mar obedecem?’” (Mt 8, 23-27).
Essa mesma pergunta pervadiria a mente de todos os que, durante aqueles ditosos três anos nos quais o próprio Deus caminhou pelas estradas da Palestina, d’Ele puderam aproximar-se. Seria Elias que voltara, ou algum dos outros profetas? Ou teria surgido um novo profeta? A resposta germinou nas almas mais virtuosas, ou mais predispostas a amar a verdade, e, pode-se dizer, desabrochou por inteiro na confissão de Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus Vivo!” (Mt 16, 16), ou no Calvário, quando, em meio ao terremoto, raios e trovões consecutivos à mor­te de Jesus, brotaram dos lábios do centurião romano as entusiasmadas palavras: “Este homem era realmente o Filho de Deus” (Mc 15, 39).
Apesar dessas — e de tantas outras — manifestações serem mais que suficientes para levar os homens ao ato de fé na divindade de Nosso Senhor, apareceram heresiarcas a negá-la, já no começo do cristianismo. Aliás, uma das razões pelas quais São João, o discípulo amado, escreveu seu Evangelho, entre os anos 80 e 100 de nossa era, foi para reafirmar ser Jesus verdadeiro Deus. E o conjunto dos Evangelhos, procurando sublinhar a mesma verdade, por mais de cinqüenta vezes dá-Lhe o título de Filho de Deus.
É necessário ter essas considerações em vista, para melhor analisarmos e compreendermos a Transfiguração do Senhor.

Conveniência da Transfiguração

Jesus poderia ter descido à Terra acompanhado de legiões de anjos, e manifestado em todo o esplendor sua infinita grandeza divina. Contudo não agiu assim. Revelou-nos sua natureza incriada de forma progressiva, e aos poucos foi se tornando mais categórico.
Diante de um povo ansioso por riquezas e grandezas materiais, era conveniente usar de muita cautela no fazer-se conhecer enquanto Deus: “Então ordenou aos discípulos que a ninguém dissessem que Ele era o Messias” (Mt 16,20). Ao longo do Evangelho, diversas vezes Ele repete essa proibição, obrigando a observá-la até os próprios demônios: “Quando os espíritos imundos o viam, prostravam-se diante dele e gritavam: ‘Tu és o Filho de Deus!’ Ele os proibia severamente que o dessem a conhecer” (Mc 3,12). No mesmo sentido, após a Transfiguração no monte Tabor, disse Ele aos três apóstolos: “A ninguém contem esta visão até que o Filho do homem tenha ressuscitado dos mortos” (Mt 17,9). Caso a notícia se espalhasse, receava Jesus que surgisse um movimento meramente exterior e materialista, da parte de quem ansiava por um Messias tem­poral, restaurador do poderio de Israel sobre as outras nações.

Nesse contexto, como situar a Transfiguração?

Um ensino puramente doutrinário não é capaz de, por si só, mover o homem a transformar sua vida. Um antigo adágio ilustra esta verdade de modo lapidar: “As palavras comovem, os exemplos arrastam”. Sobretudo quando o exemplo é íntegro e esplendoroso na verdade e no bem, tem ele uma força tal que age sobre as tendências da alma, convidando a um certo caminho — e às vezes impondo-o.
Ademais, há outro fator indispensável para arrebatar qualquer coração, e mantê-lo firme na reforma iniciada: a clareza do fim. Se este não estiver claro, o ânimo arrefecerá quando surgirem os primeiros lampejos das dificuldades e dos dramas, tão comuns em toda mudança de vida.
Ao tratar da Transfiguração de Jesus, assim se exprime São Tomás de Aquino sobre essa necessidade muito própria à criatura humana: “Para trilharmos bem um caminho, é necessário termos um conhecimento prévio do fim. Assim, o arqueiro não lança com acerto a seta, senão mirando primeiro o alvo que deve alcançar. (...) E isso sobretudo é necessário, quando o caminho é difícil e áspero, a jornada laboriosa, mas belo o fim” (3, q.45, a.1, c).
Ora, para efetivar a Redenção com a morte na Cruz, e para formar a Igreja, Nosso Senhor Jesus Cristo ia submeter os apóstolos a provas duríssimas. Era muito conveniente, portanto, que fizesse co­nhecer experimentalmente, pelo menos a três deles, os fulgores de sua glória. Desse modo, não só se sentiriam robustecidos para enfrentar os traumas de sua Paixão, como também mais facilmente ajudariam seus irmãos a solidificar a Santa Igreja, e fortaleceriam os fiéis ao longo dos tempos.

Fulgor no Tabor, para suportar as agruras do Calvário

No mesmo tópico acima citado, São Tomás de Aquino continua a esclarecer, com sua genialidade habitual e sapiencial clareza:
“O Senhor, depois de haver anunciado a sua Paixão aos discípulos, con­vidou-os a lhe imitarem o exemplo. (...) Ora, o fim de Cristo, na sua Paixão, era alcançar não somente a glória da alma, que tinha desde o princípio da sua concepção, mas também a do corpo (...). E a essa glória também conduz os que imitam seu exemplo da Paixão, segundo diz a Escritura: Por muitas tribulações nos é necessário entrar no reino de Deus. Por isso era conveniente que manifestasse aos seus discípulos a sua claridade luminosa; e tal é a Transfiguração, que também concederá aos seus, segundo diz o Apóstolo (São Paulo): Reformará o nosso corpo abatido para o fazer conforme o seu corpo glorioso. Donde dizer (São) Beda: foi conseqüência de uma pia providência que, tendo gozado por breve tempo da contemplação da felicidade eterna, tolerassem mais fortemente as adversidades” (3, q. 45, a. 1, c).
Já muito anteriormente a São Tomás, o Papa São Leão Magno comentara: “Para que os apóstolos con­cebessem com toda a sua alma essa ditosa fortaleza, não tremessem ante a aspereza da cruz, não se envergonhassem de Cristo e não tivessem por degradante o padecer... manifestou-lhes o esplendor de sua glória, porque, embora cressem na majestade de Deus, ignoravam o poder do corpo sob o qual a divindade se ocultava... Pois, estando ainda revestidos da carne mortal, não podiam ver e compreender, de modo algum, a inefável e inacessível divindade, visão reservada na vida eterna para os limpos de coração” (Sermão 51).
E continuando o mencionado sermão, São Leão Magno afirma: “Cada membro [do Corpo Místico de Cristo] pode almejar a participação na glória que, com antecipação, resplandeceu na cabeça. O que já antes havia sido previsto pelo Senhor, quando falava da majestade de sua vinda: então os justos brilharão como um sol no Reino de seu Pai (Mt 3, 33).”
A Transfiguração do Senhor foi uma excepcional graça mística concedida aos três apóstolos escolhidos, no alto do Tabor. Sua recordação ficou como uma fonte de sólida confiança, que lhes permitiu suportar os maiores sofrimentos, pois, assistindo a ela, tiveram um vislumbre da luz plena e refulgente da eternidade.

“Per crucem, ad lucem”

Deus deseja conferir-nos eternamente sua própria felicidade, fazendo-nos partícipes de sua natureza no esplendor da glória. É fundamental para nós pensarmos, com constância, na glória eterna, como um prêmio imensamente grande a nós oferecido. Nada há de melhor do que essa meditação para enfrentarmos as dificuldades e as cruzes do dia-a-dia.
Muitas são as ofertas de uma felicidade passageira que encontramos hoje em dia, apresentando fórmulas “mágicas”... fora do único caminho que é Jesus Cristo e sua Igreja. Tudo não passa de pura ilusão. Fomos criados para o Céu! Eis o que nos dá ânimo, resolução e alegria. “Per crucem, ad lucem” — “Pela cruz, chegaremos à luz”.
Aqui está uma observação importante a ser feita: muitos há que nos mostram a cruz do Senhor, e isto é ótimo e digno de todo louvor! Todavia, não basta. O objetivo de nossa existência não é a dor, nem o sacrifício. Não podemos nos esquecer da luz, nosso verdadeiro destino. A cruz não é o ponto final de nosso processo humano: é apenas o caminho.
Graças místicas

A Transfiguração de Jesus fortificou as virtudes da fé e da caridade nos Apóstolos.
Enquanto a fé nos faz crer na divindade de Cristo e em suas promessas, a caridade nos conduz a uma entranhada união com Deus. São duas virtudes extremamente interdependentes. Sem a fé na esplendorosa vida eterna que nos espera, a caridade tende a desaparecer.
Mas, se a fé e a caridade dos apóstolos tanto lucraram com a Transfiguração do Senhor, não haverá algo, nessa mesma linha, que poderá auxiliar a vida espiritual de cada um de nós?
A resposta é inteiramente positiva. Deus derrama graças místicas sobre todos os que trilham as vias da salvação, em intensidade maior ou menor, segundo o caso. Mas ninguém está excluído de recebê-las. Quem no-lo afirma é o famoso teólogo dominicano, Pe. Réginald Garrigou-Lagrange:
“Para esses autores, a vida mística não é coisa extraordinária, como as vi­sões e revelações, mas algo eminente na via normal da santidade. Consideram eles que isso é comum para as almas chamadas a se santificar na vida ativa, como São Vicente de Paulo. Absolutamente não duvidam que os Santos de vida ativa tenham tido normalmente a contemplação infusa bastante freqüente dos mistérios da Encarnação redentora, da Missa, do Corpo Místico de Jesus Cristo, do preço da vi­da eterna, se bem que esses Santos diferem dos puramente contemplativos, no sentido de que neles essa contemplação infusa é mais imediatamente dirigida à ação.” 1
É claro que tais graças místicas não isentam ninguém de realizar os esforços próprios à prática das virtudes, tal como no-lo refere em outro trecho o mesmo autor:
“Conforme o que acabamos de di-zer, vê-se que a ascética está ordenada à mística.
“Acrescentemos por fim que, para todos os autores católicos, a mística que não pressupõe uma ascese séria é uma falsa mística: foi a dos quietistas.” 2

Um “Tabor” em nossos corações

É fora de dúvida, pois, que Deus concede “Tabores”, ou seja, graças místicas, a cada um de nós.
Quem não terá sentido, alguma vez, uma alegria interior, um palpitar do coração, uma emoção calma mas profunda, ao assistir a uma bela cerimônia? Ao apreciar o canto gregoriano, por exemplo? Ou ao contemplar alguma imagem? Quiçá ao ver um lindo vitral banhado de luz, dentro de uma igreja silenciosa, que deixa lá fora os ruídos do mundo? São mil ocasiões em que a graça sensível nos visita, e nos concede contemplações interiores, prédegustações da felicidade perfeita que nos espera no Céu.
Dois Doutores da Igreja, Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, mestres da vida espiritual, dizem que a Providência costuma conceder aos principiantes graças místicas que depois irão experimentar novamente só no fim de suas vidas. Tal proceder divino visa for­talecer essas almas para atravessarem os períodos de aridez. É um modo comum de Deus agir: dá-nos consolações — o Tabor — para, quando vier a hora do Getsêmani, termos forças, sabendo que o fim será mais cheio de alegria e esperança.
São graças que nos animam a enfrentar os sacrifícios desta vida. Trata-se de experiências místicas que nos tornam patente quanto Jesus nos ama e quer nossa eterna glória.
Assim, ao longo de nossa existência terrena, já iremos experimentando um pouco das delícias eternas, e as tendas tão desejadas por São Pedro sobre o monte da transfiguração, Jesus as irá levantando no “Tabor” de nossos corações. Para tal, Ele exige de nós apenas uma condição: que não Lhe coloquemos obstáculos. ?
1) Les Trois Ages de la Vie Intérieure, Cerf, Paris, 1938, pp. 26-27.

2) Ibidem.

 Monsenhor João Clá Dias

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Arquidiocese de Campinas(SP) orienta fiéis sobre voto


Do Blog da Rose-Portal Band.com/ comentário do blog


O arcebispo de Campinas, dom Airton José dos Santos, enviou um comunicado às igrejas católicas com orientações sobre como os padres e diáconos devem agir nas eleições desde ano. O texto engloba desde o perfil de um candidato que deve merecer os votos dos fiéis católicos até medidas que os representantes das igrejas devem tomar para evitar constrangimentos durante as visitas dos candidatos.
Entre as 12 orientações estão, por exemplo, uma que proíbe que nas missas, celebrações e reuniões, os responsáveis pelos eventos não devem dar a palavra a candidatos e nem devem permitir que circulem panfletos ou qualquer tipo de propaganda eleitoral. O arcebispo pediu ainda que os párocos e administradores paroquiais devem zelar pelos espaços dos templos para evitar que sejam utilizados por atividades que possam denotar privilégio ou proteção a alguma sigla partidária.
Já no caso de fiéis leigos que são candidatos a algum cargo – de vereador ou prefeito – a igreja orienta para que eles sejam afastados das funções que exercem dentro da comunidade da fé para evitar mal estar entre os integrantes das igrejas.
Quanto ao perfil dos candidatos, o arcebispo diz que além de quesitos como honestidade, ética, competência e transparência, também diz que o político que merece o voto do católico deve ter “compromisso decisivo na defesa da vida, desde sua concepção até seu declínio natural”, ou seja, candidatos que defendem o aborto não devem receber os votos dos católicos.
Campinas tem 636,7 mil católicos.

A íntegra do texto:

Aos Revmos. Srs. Padres, Diáconos, Religiosas e Religiosos;

aos fiéis que assumem responsabilidades em nossas Paróquias e Comunidades;

e a todo o povo de Deus.

ORIENTAÇÕES QUANTO A PARTICIPAÇÃO DAS PARÓQUIAS, COMUNIDADES E DE TODOS OS FIÉIS NO PLEITO DE 2012 QUE ESCOLHERÁ OS PREFEITOS E VEREADORES NOS NOVE MUNICÍPIOS DA ARQUIDIOCESE DE CAMPINAS.

1. Com estas orientações lembramos a todos da responsabilidade dos cidadãos e das comunidades eclesiais no pleito que irá escolher os prefeitos e seus vices bem como os vereadores, dos nove municípios que constituem nossa Arquidiocese. Não podemos deixar de lado a tradição da Doutrina Social da Igreja que considera a participação na política uma forma elevada do exercício da caridade – uma maneira exigente de viver o compromisso cristão a serviço do próximo.

2. Sabemos que é urgente criar, em nossos municípios, estruturas que consolidem uma autêntica convivência humana, promovendo os cidadãos como reais sujeitos políticos. No município, a política pode atender às necessidades concretas da população: saúde, educação, segurança, transporte, moradia, saneamento básico e tantas outras (cf. Doc. Aparecida, 403)

3. O voto depositado na urna exige dos eleitores e das pessoas eleitas um compromisso com a consolidação da democracia. As pessoas eleitas são chamadas a concretizar a mística do serviço, na esperança e na perseverança, construindo um mandato coletivo, em busca do bem comum, com a garantia de dar continuidade aos projetos positivos da administração anterior. As pessoas que tem a responsabilidade de eleger são convidadas a acompanhar as que são eleitas no cumprimento de sua missão e a valorizar as que atuam com critérios éticos definidos.

4. A cultura da corrupção perpassa nossa história política. A corrupção pessoal e estrutural convive com o atual sistema político brasileiro e vem associada à estrutura econômica que acentua e legitima as desigualdades. Por isso, é necessário estarmos atentos e zelar para que a Lei 9.840, contra a corrupção eleitoral, seja aplicada. Ela ajuda a assegurar a lisura tanto na campanha eleitoral quanto no momento das eleições.

5. A formação política dos candidatos exige que a ética seja o farol a orientar os quatro anos de mandato, num contínuo diálogo entre o Poder local e suas comunidades. Estamos todos em processo de contínua educação para a cidadania e o exercício do voto é um dos instrumentos eficazes para as mudanças necessárias para o País.

6. A Igreja, em sua missão de evangelizar, tem a responsabilidade de iluminar as consciências dos cidadãos, despertando as forças espirituais e promovendo os valores sociais, através da pregação e do testemunho. Uma manifestação inequívoca desse empenho, encontramos na Encíclica do Papa Bento XVI, Deus Caritas est, que exorta os cristãos leigos a assumir compromissos na política, também partidária (n.29). Esta tarefa é de competência exclusiva dos fiéis leigos e leigas e não dos clérigos (Cân. 285, §3).

7. Neste período que antecede as eleições, exortamos a todos para que participem dos debates e reflexões sobre os programas dos partidos e as qualidades dos candidatos. Nossas Paróquias e comunidades podem e devem se empenhar para oferecer a possibilidade dos debates e reflexões.

8. Como discípulos missionários de Cristo, encontramos reforço no Documento de Aparecida que inspira e apoia a ação da Igreja na formação das consciências (n.406). Por isso, se temos a responsabilidade de iluminar as consciências a respeito das próximas eleições, entramos no campo dos critérios de discernimento.

9. O elenco de critérios abaixo é de suma importância para fazermos um bom discernimento sobre os candidatos:

• Respeito ao pluralismo cultural e religioso;

• Compromisso ético dos candidatos;

• Compromisso decisivo na defesa da vida, desde sua concepção até seu declínio natural;

• Compromisso decisivo na promoção e defesa da família e seus direitos inalienáveis;

• Compromisso com a liberdade de iniciativa no campo da educação, da saúde e da ação social, em parceria com as organizações comunitárias;

• Ser dotado de qualidades imprescindíveis que são comprovadas pelo histórico de vida: HONESTIDADE, COMPETÊNCIA, TRANSPARÊNCIA, VONTADE DE SERVIR AO BEM COMUM.

10. Quanto aos fiéis leigos que se candidatam a cargos públicos, o Pároco ou Administrador Paroquial e a própria comunidade de fé terão a responsabilidade de acompanhá-los de perto. Este acompanhamento deverá ser continuado se a pessoa for eleita. Contudo, se a pessoa que se torna candidata exerce alguma função de destaque na Paróquia ou comunidade, o Pároco ou Administrador Paroquial deverá orientar para que, no período da campanha eleitoral, ela se afaste da função que exerce para não criar mal estar na comunidade de fé e entre os batizados.

11. Os Párocos e Administradores Paroquiais cuidem para que os espaços da Paróquia ou comunidade não sejam utilizados por atividades que possam denotar privilégio ou proteção a alguma sigla partidária.

12. Nas Missas, celebrações, reuniões ou algum outro evento, não se dê a palavra a candidatos e nem se permita que circulem panfletos ou qualquer tipo de propaganda eleitoral. Também não se forneçam listas de endereços ou de contatos dos dizimistas, membros dos vários conselhos e coordenações da Paróquia.

Que o Espírito Santo nos inspire tudo o que for bom e justo para a glória de Deus Pai, e que o Evangelho de Cristo seja luz para os nossos passos. Empenhemo-nos na tarefa de ajudar a construir a sociedade justa, fraterna e solidária.

Pela intercessão de Nossa Senhora da Conceição, nossa Padroeira, Deus vos abençoe.

Campinas, 1 de agosto de 2012.

Dom Airton José dos Santos

Arcebispo Metropolitano de Campinas

Comentário do Blog: Excelente iniciativa, só espero que, principalmente os petralhas (petistas), não façam o mesmo que fizeram com o o saudoso arcebispo emérito de Guarulhos, também no Estado de São Paulo, Dom Luiz Bergonzini, que nas eleições presidenciais de 2010 foi perseguido e teve materiais conscientizador recolhido pela militância partidária.

sábado, 4 de agosto de 2012

Hoje é Dia dos Padres: Uma Homenagem do Blogueiro aos representantes de Jesus na Terra


Lenieverson Azeredo Gomes

Foto: Aos Padres Giovanni Grigoleto,Padre Paulo Henriques Barreto, Pe Alexandre Mothé, Pe-Cláudio Ferreira Silva, Djacy Brasileir II, Ednaldo Firmino, Jorge Guimarães , Pe JorgeRic Ricardo, Pe Geraldinho, Pe Francisco Augusto, Pe Waldemar Souza Júnior, Padre Hamilton Nascimento, Walas Maciel da Silva,  meus votos de feliz dia dos Padres. Que Nossa Senhora interceda a Deus pelo ministério do senhores e; São João Maria Vianney, rogue por cada um. Parabéns, nasceram para dar certo.

Deus te consagrou desde o nascimento para ser pastor de ovelhas. Assim, ainda no seio familiar, o Pai já te conhecia e, te chamado para ser, nesta nação, um dos profetas para levar a semente da palavra de Deus.
Como Jeremias, no antigo testamento, o senhor, ao ser convidado para ser sacerdote de Deus Altíssimo, certamente caiu na tentação, alguma vez, de dizer: “AH!, Senhor Javé, eu não sei falar, pois que sou apenas uma criança”. Mas o Senhor Deus, te repreendia e; ensinava que não se deve falar que “È apenas uma criança”, “deve procurar todos aqueles, aos quais Ele te enviar e a eles proclamar aquilo que Ele te ordenar”.
Esta é a tua vocação, de ser um pescador de homens, e, para tal função ministerial, foste exigido pelo próprio Deus e pelo magistério da Igreja Católica, que tu dedicassse anos de sua vida, entre os cursos de teologia e filosofia, de forma que no final, estivesse preparado e lapidado para enfrentar o desafio gratificante de propagar, espalhar e irradiar o Reino de Deus na terra.
Todos devem saber que, quando o padre “anuncia o Evangelho, não faz para ter glória pessoal aqui na terra, mas o faz, pois é uma imposição divina e para receber a glória celeste”. “Ai, do sacerdote, se ele não anunciar o Evangelho”.
Hoje, dia 4 de agosto, comemoramos o dia de São João Maria Vianney, um homem, cuja vida pode ser muito bem traduzida com as palavras de São Paulo: "Deus escolheu os insignificantes para confundir os grandes". De fato, o que era impossível na vida de o “Cura d´Ars”, como era chamado São João Maria Vianney, passou a ser possível aos olhos de Deus.
Por isso, ao celebrar-se também o dia do Padre, Deus convida a comunidade para entender seus  acertos e erros do sacerdote e sobretudo, sempre ofertar orações, intenções e ombro amigo.
Padre, “Tú es sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque”, temos a profunda gratidão pelo seu serviço em nossa paróquia. Parabéns para o senhor e, de forma extensiva a todos os homens, que como tu, na pessoa de Cristo, nos ensina a trilhar o caminho da santidade, nos repreende e corrige quando necessário e nos ajuda a ser capacitados para servir a vinha do Senhor. Que Nossa Senhora interceda pelo seu ministério. E que São João Maria Vianney, rogue por ti, mais e mais. Deus te ilumine e te proteja.
Feliz dia dos padres!