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Com o findar do Ano Litúrgico,
a Igreja nos convida para um momento de reflexão maior quanto à consciência que
todos devemos ter de nosso tempo e vida a caminho do definitivo, a vida eterna.
Através de momentos fortes, como a recordação da morte no dia de finados, a
nossa vocação à santidade celebrada na festa de todos os santos e a festa de
Cristo Rei, a liturgia nos conduz para a consciência que o tempo presente é o
tempo útil a caminho da eternidade. Precisamos tomar consciência que o tempo
presente é o único tempo que possuímos como espaço sagrado que Deus nos dá para
construirmos o Reino de Deus rumo à casa do Pai.
Por vezes, não nos soa bem aos
ouvidos e à mente falarmos em festa de Cristo Rei diante da desvirtuação do
exercício do poder nos tempos em que vivemos. Mas, foi o próprio Cristo que se
reconheceu como o Rei de Israel e da humanidade diante de Pilatos que o
questionava: 'Tu és rei? Sim, Eu o sou'Lc.23,3. 'Só que meu reinado não é deste
mundo'.
Sabemos pela fé, que a
autoridade de alguém, sendo Papa ou Rei, bispo, padre, religioso, pai, mãe,
patrão ou operário, tem origem divina. Foi Jesus quem disse que toda autoridade
provém de seu Pai. Ninguém a teria se não lhe fosse concedida do alto. A partir
de Cristo, a autoridade não é poder, mas é um bem a serviço dos irmãos,
particularmente dos mais pequeninos. São Paulo em sua carta aos Filipenses,
ensina: 'Sendo Cristo de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade
com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo tornando-se
em tudo semelhante aos homens e uma vez feito homem se humilhou até a morte e
morte de cruz'.Fp.2,5-8.
Cristo ao nos falar e convidar
para seu reinado colocou uma única exigência: Amar o Pai como Ele O amou sendo
em tudo fiel a Seus mandamentos e amarmo-nos mutuamente como Ele nos amou
Jô.17-9-17. Cristo, ao colocar esta exigência como condição para os que desejam
participar de seu reinado, Ele próprio dá o exemplo. Sendo Jesus, o Filho de
Deus, desnudou-se de seu poder e vestes, toma de uma bacia lava, enxuga e beija
os pés de seus discípulos. Após este gesto, Jesus se levanta e ensina com
autoridade: 'Vós me chamais vosso Mestre e Senhor e dizeis bem, porque Eu o
sou. Logo, se, eu vosso Senhor e Mestre vos laveis os pés, também vós deveis
lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz,
assim façais também vós. O servo não é maior que o seu Senhor, nem o enviado
maior daquele que o enviou. Se compreenderdes estas coisas, sereis felizes, sob
a condição de as praticardes' Jô.13-12-17. É e será sempre nesta direção e
dimensão que o reinado de Cristo deve ser compreendido e acima de tudo vivido.
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