quinta-feira, 8 de novembro de 2012

♫ Porque Ele vive, eu posso crer no amanhã. Porque ele vive, temor não há, mas eu bem sei que eu meu futuuuuuuuuro está nas mãos do meu Jesus, que vivo estáááááá♫

    Leniéverson Azeredo Gomes 

    O Título do post é um trecho da musica "Porque Ele vive". A canção não é católica, mas sim de origem protestante e é de origem americana (Because He Lives - http://www.youtube.com/watch?v=tpwQO3ckqNI&feature=related). 
    Ela foi composta nos anos 50 por William J. Gaither e Glória Gaither, Marido e Mulher, respectivamente.O link Os dois são compositores de diversos hinos adventistas (mas, peraí o que a Igreja Católica acha do Adventismo?). 
The Gatiher Vocal Band
A Banda com componentes novos e o Bill
 (o último da esquerda para direita)
   Só para vocês terem uma idéia, Bill Gaither, como William é chamado, fez parte da Banda Gospel que Elvis Presley fazia parte em 1954. Outras músicas protestantes são cantadas eventualmente em missas não-tridentinas, encontros religiosos e grupos de oração. Exemplo: "Renova-me", "Anjos de Deus", "Fico Feliz em Vir em Tua Casa"(Bendito em do Senhor), a "Unção de Deus Sobre mim (Minha Benção)", entre outras. 
    É errado tocar em missas? Nas missas Tridentinas (Tradicionalistas) não se toca, nas missas não tridentinas (como na Quase-Paróquia São Vicente, onde este blogueiro participa de missas, em Campos dos Goytacazes/RJ) tudo depende se o pároco aprova ou não. 
  Existem padres que permitem outros não, há dioceses que não permitem a partir de normativas de diretório liturgico pastoral e alguns padres desobedecem, outras dioceses que permitem mas alguns padres preferem não permitir, enfim, há um samba de crioulo doido. 
    Vamos ver o que a Sacrosanctum Concilium sobre a liturgia diz sobre isso: 
    "Artigo 116. A Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano; terá este, por isso, na acção litúrgica, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar.Não se excluem todos os outros géneros de música sacra, mormente a polifonia, na celebração dos Ofícios divinos, desde que estejam em harmonia com o espírito da acção litúrgica, segundo o estatuído no art. 30"; "Artigo121.    
  Os compositores possuídos do espírito cristão compreendam que são chamados a cultivar a música sacra e a aumentar-lhe o património.Que as suas composições se apresentem com as características da verdadeira música sacra, possam ser cantadas não só pelos grandes coros, mas se adaptem também aos pequenos e favoreçam uma activa participação de toda a assembleia dos fiéis.Os textos destinados ao canto sacro devem estar de acordo com a doutrina católica e inspirar-se sobretudo na Sagrada Escritura e nas fontes litúrgicas". Fonte:http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19631204_sacrosanctum-concilium_po.html Como eu canto na Igreja também, fiz uma pesquisa sobre o assunto no "Pai dos Inteligentes Virtuais" que atende pelo nome de Google, fiz alguns cruzamentos de informação e escrevi esse "pequeno" texto.
  O assunto é polêmico, eu tento evitar canções protestantes em todas as situações, mas de qualquer forma esse texto não objetiva promover uma briga entre grupos musicais de canto litúrgico e ou seu padre ou bispo. 
   Siga o bispo da sua diocese e o seu padre. Se deixar, toquem, se não deixar, não toquem. Leiam textos da Irmã Mírian T. Kolling ela é excelente especialista em cantos liturgicos. O que importa é cantar a missa com júbilos ao Senhor.

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