terça-feira, 6 de novembro de 2012

Dia de Todos os Santos


Wikipedia
A Festa do dia de Todos os Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. A Igreja Católica celebra a Festum omnium sanctorum a 1 de novembro seguido do dia dos fiéis defuntos a 2 de novembro. A Igreja Ortodoxa celebra esta festividade no primeiro domingo depois do Pentecostes, fechando a época litúrgica da Páscoa. Na Igreja Luterana o dia é celebrado principalmente para lembrar que todas as pessoas batizadas são santas e também aquelas pessoas que faleceram no ano que passou. Em Portugal, neste dia, as crianças costumam andar de porta em porta a pedir bolinhos, frutos secos e romãs.

História

A Enciclopédia Católica define o Dia de Todos os Santos como uma festa em “honra a todos os santos, conhecidos e desconhecidos”. No fim do segundo século, professos cristãos começaram a honrar os que haviam sido martirizados por causa da sua fé e, achando que eles já estavam com Cristo no céu, oravam a eles para que intercedessem a seu favor. A comemoração regular começou quando, em 13 de maio de 609 ou 610 DC, o Papa Bonifácio IV dedicou o Panteão — o templo romano em honra a todos os deuses — a Maria e a todos os mártires. Markale comenta: “Os deuses romanos cederam seu lugar aos santos da religião vitoriosa.”
A data foi mudada para novembro quando o Papa Gregório III (731-741 DC) dedicou uma capela em Roma a todos os santos e ordenou que eles fossem homenageados em 1.° de novembro. Não se sabe ao certo por que ele fez isso, mas pode ter sido porque já se comemorava um feriado parecido, na mesma data, na Inglaterra. The Encyclopedia of Religion (Enciclopédia da Religião) afirma: “O Samhain continuou a ser uma festa popular entre os povos celtas durante todo o tempo da cristianização da Grã-Bretanha. A Igreja britânica tentou desviar esse interesse em costumes pagãos acrescentando uma comemoração cristã ao calendário, na mesma data do Samhain. . . . É possível que a comemoração britânica medieval do Dia de Todos os Santos tenha sido o ponto de partida para a popularização dessa festividade em toda a Igreja cristã.”
Markale menciona a crescente influência dos monges irlandeses em toda a Europa naquela época. De modo similar, a New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) afirma: “Os irlandeses costumavam reservar o primeiro dia do mês para as festividades importantes e, visto que 1.° de novembro era também o início do inverno para os celtas, seria uma data propícia para uma festa em homenagem a todos os santos.” Finalmente, em 835 DC, o Papa Gregório IV declarou-a uma festa universal.
O feriado do Dia de Finados, no qual as pessoas rezam a fim de ajudar as almas no purgatório a obter a bem-aventurança celestial, teve sua data fixada em 2 de novembro durante o século 11 pelos monges de Cluny, na França. Embora se afirmasse que o Dia de Finados era um dia santo católico, é óbvio que, na mente do povo, ainda havia muita confusão. A New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) afirma que “durante toda a Idade Média era popular a crença de que, nesse dia, as almas no purgatório podiam aparecer em forma de fogo-fátuo, bruxa, sapo, etc.”
Incapaz de desarraigar as crenças pagãs do coração do seu rebanho, a Igreja simplesmente as escondeu por trás de uma máscara “cristã”. Destacando esse fato, The Encyclopedia of Religion (Enciclopédia da Religião) diz: “A festividade cristã, o Dia de Todos os Santos, é uma homenagem aos santos conhecidos e desconhecidos da religião cristã, assim como o Samhain lembrava as deidades celtas e lhes pagava tributo...
Na Igreja Católica, o dia de "Todos os Santos" é celebrado no dia 1 de novembro e o de "Finados" no dia 2 de novembro. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.
O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/paroquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registo (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.
Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Baptista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heróicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).

Intenção catequética da festividade

Segundo o ensinamento da Igreja, a intenção catequética desta celebração que tem lugar em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor. Isto não só faz ver que existem santos vivos (não apenas os do passado) e que cada pessoa o pode ser, mas sobretudo faz entender que são inúmeros os potenciais santos que não são conhecidos, mas que da mesma forma que os canonizados igualmente vêem Deus face a face, têm plena felicidade e intercedem por nós. O Papa João Paulo II foi um grande impulsionador da "vocação universal à santidade", tema renovado com grande ênfase no Segundo Concílio do Vaticano.
Nesta celebração, o povo católico é conduzido à contemplação do que, por exemplo, dizia o Cardeal Beato John Henry Newman: não somos simplesmente pessoas imperfeitas em necessidade de melhoramentos, mas sim rebeldes pecadores que devem render-se, aceitando a vida com Deus, e realizar isso é a santidade aos olhos de Deus.
Citações do Catecismo da Igreja Católica

957. A comunhão com os santos. «Não é só por causa do seu exemplo que veneramos a memória dos bem-aventurados, mas ainda mais para que a união de toda a Igreja no Espírito aumente com o exercício da caridade fraterna. Pois, assim como a comunhão cristã entre os cristãos ainda peregrinos nos aproxima mais de Cristo, assim também a comunhão com os santos nos une a Cristo, de quem procedem, como de fonte e Cabeça, toda a graça e a própria vida do Povo de Deus». A Cristo, nós O adoramos, porque Ele é o Filho de Deus;
quanto aos mártires, nós os amamos como a discípulos e imitadores do Senhor;
e isso é justo, por causa da sua devoção incomparável para com o seu Rei e Mestre.
Assim nós possamos também ser seus companheiros e condiscípulos!

1173. Quando a Igreja, no ciclo anual, faz memória dos mártires e dos outros santos, «proclama o mistério pascal» realizado naqueles homens e mulheres que «sofreram com Cristo e com Ele foram glorificados, propõe aos fiéis os seus exemplos, que a todos atraem ao Pai por Cristo, e implora, pelos seus méritos, os benefícios de Deus.
2013. «Os cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade».Todos são chamados à santidade: «Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito» (Mt 5, 48):
«Para alcançar esta perfeição, empreguem os fiéis as forças recebidas segundo a medida em que Cristo as dá, a fim de que [...] obedecendo em tudo à vontade do Pai, se consagrem com toda a alma à glória do Senhor e ao serviço do próximo. Assim crescerá em frutos abundantes a santidade do povo de Deus, como patentemente se manifesta na história da Igreja, com a vida de tantos santos» .
Pão-por-Deus

Em Portugal, no dia de Todos-os-Santos as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o pão-por-deus de porta em porta. As crianças quando pedem o pão-por-deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocam dentro dos seus sacos de pano. É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoações chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’ ou 'Dia do Bolinho'.
Esta tradição já era registada no século XV. Tem origem no ritual pagão do culto dos mortos, com raízes milenares. Em 1756, também se cumpriu, 1 ano após o terremoto que destruiu Lisboa em 1º de Novembro de 1755 em que morreram milhares de pessoas e a população da cidade - na sua maioria pobre - ainda mais pobre ficou.
Como a data do terramoto coincidiu com uma data com significado religioso (1 de Novembro), de forma espontânea, no dia em que se cumpria o primeiro aniversário do terramoto, a população aproveitou a tradição para desencadear, por toda a cidade, um peditório, com a intenção de manter uma tradição que lembrava os seus mortos.
As pessoas, percorriam a cidade, batiam às portas e pediam que lhes fosse dada qualquer esmola, mesmo que fosse pão, dado grassar a fome pela cidade. E as pessoas pediam: "Pão por Deus".
Noutras zonas do país, foram surgindo variações na forma e no nome da comemoração.
Nas décadas de 60 e 70 do séc. XX, a data passou a ser comemorada, mais de forma lúdica, do que pelas razões que criaram a tradição e havia regras básicas, que eram escrupulosamente cumpridas:
Só podiam pedir o "Pão-por-Deus", crianças até aos 10 anos de idade (com idades superiores as pessoas recusavam-se a dar).
As crianças só podiam andar na rua a pedir o "Pão-por-Deus" até ao meio-dia (depois do meio-dia, se alguma criança batesse a uma porta, levava um "raspanete", do adulto que abrisse a porta).
A partir dos anos 80 a tradição foi gradualmente desaparecendo e, actualmente, raras são localidades onde se pratica esta tradição. Em Fátima, por exemplo, esta tradição continua bem viva.
Embora não advoguem a crença no purgatório, há igrejas protestantes que também guardam o Dia de Finados. Com efeito, é o terceiro dentre três dias consecutivos que a cristandade considera como tendo relação especial com os mortos. O dia antes, 1.° de novembro, é o Dia de Todos os Santos, em honra às almas dos “santos”, que se pensa já terem chegado ao céu. E o dia anterior, 31 de outubro, é chamado “Halloween” (em inglês) ou Véspera de Todos os Santos, e seu nome em inglês se deriva de ser a véspera do “Dia de Todos os Hallows [Santos]”.
“Halloween”, também, tem relação com os mortos. No calendário dos antigos celtas, 31 de outubro era a Véspera do Ano Novo. Os celtas, junto com seus sacerdotes, os druidas, criam que, na véspera do ano novo, as almas dos mortos perambulavam pela terra. Sustentava-se que alimentos, bebidas e sacrifícios podiam apaziguar tais almas perambulantes. Também, “halloween” incluía fogueiras para expulsar os maus espíritos.
A respeito das fogueiras nessa época do ano, lemos em Curiosities of Popular Customs (Curiosidades dos Costumes Populares): “Usavam-se também fogueiras em diferentes horas e lugares, na Noite de Todos os Santos, que é a véspera do Dia de Finados, e no próprio Dia de Finados, o 2 de novembro. Nestes casos, as fogueiras eram consideradas como típicas da imortalidade, e imaginava-se serem eficazes, como sinal exterior e visível, pelo menos, para iluminar as almas [isto é, ajudá-las a libertar-se] do purgatório.”
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Nota do Blog: Este ano de 2012, o Dia de Todos os Santos foi comemorado no primeiro domingo após o dia 1º, no caso dia 4.

Sobre o Dia de Finados


Portal São Francisco

1. No dia 2 de novembro se celebra o culto aos mortos ou o dia de Finados. Qual a origem do culto aos mortos ou do dia de Finados?
O dia de Finados só começou a existir a partir do ano 998 DC. Foi introduzido por Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny na França. Ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Quatro séculos depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de novembro como o dia de Finados, ou dia dos mortos, para a Igreja Católica.
2. Como chegou aqui no Brasil essa celebração de 2 de novembro ser celebrado o dia de Finados?
O costume de rezar pelos mortos nesse dia foi trazido para o Brasil pelos portugueses. As igrejas e os cemitérios são visitados, os túmulos são decorados com flores, e milhares de velas são acesas.
3. Tem apoio bíblico essa tradição de se rezar pelos mortos no dia 2 de novembro? Como um cristão bíblico deve posicionar-se no dia de Finados?
Nada de errado existe quando, movidos pelas saudades dos parentes ou pessoas conhecidas falecidas, se faz nesse dia visita os cemitérios e até mesmo se enfeitam os túmulos de pessoas saudosas e caras para nós. Entretanto, proceder como o faz a maioria, rezando pelos mortos e acendendo velas em favor das almas dos que partiram tal prática não encontra apoio bíblico.
4. A maioria das pessoas que visitam os cemitérios no dia de Finados está ligada à religião católica. Por que os católicos fazem essa celebração aos mortos com rezas e acendendo velas junto aos túmulos?
Porque segundo a doutrina católica, os mortos, na sua maioria estão no purgatório e para sair mais depressa desse lugar, pensam que estão agindo corretamente mandando fazer missas, rezas e acender velas. Crêem os católicos que quando a pessoa morre, sua alma comparece diante do arcanjo São Miguel, que pesa em sua balança as virtudes e os pecados feitos em vida pela pessoa. Quando a pessoa não praticou más ações, seu espírito vai imediatamente para o céu, onde não há dor, apenas paz e amor. Quando as más ações que a pessoa cometeu são erros pequenos, a alma vai se purificar no purgatório.
5. Existe base bíblica para se crer no purgatório, lugar intermediário entre o céu e o inferno?
Não existe. A Bíblia fala apenas de dois lugares: céu e inferno. Jesus ensinou a existência de apenas dois lugares. Falou do céu em Jo 14.2-3 e falou do inferno em Mt 25.41.
6. Segundo a Bíblia o que acontece com os seres humanos na hora da morte?
No livro de Hebreus 9.27 se lê que após a morte segue-se o juízo. E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc 16.19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus: a) que há consciência após a morte; b) existe sofrimento e existe bem estar; c) não existe comunicação de mortos com os vivos; d) a situação dos mortos não permite mudança. Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap 14.13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt 7.13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair.
7. Fora a crença sobre o estado dos mortos de católicos e evangélicos, existem outras formas de crer sobre a situação dos mortos. Pode indicar algumas formas de crer?
Sim.
A) os espíritas crêem na reencarnação. Reencarnam repetidamente até se tornarem espíritos puros. Não crêem na ressurreição dos mortos.
B) os hinduístas crêem na transmigração das almas, que é a mesma doutrina da reencarnação. Só que os ensinam que o ser humano pode regredir noutra existência e assim voltar a este mundo como um animal ou até mesmo como um inseto: carrapato, piolho, barata, como um tigre, como uma cobra, etc.
C) os budistas crêem no Nirvana, que é um tipo de aniquilamento.
D) As testemunhas de Jeová crêem no aniquilamento. Morreu a pessoa está aniquilada. Simplesmente deixou de existir. Existem 3 classes de pessoas: os ímpios, os injustos e os justos. No caso dos ímpios não ressuscitam mais. Os injustos são todos os que morreram desde Adão. Irão ressuscitar 20 bilhões de mortos para terem uma nova chance de salvação durante o milênio. Se passarem pela última prova, poderão viver para sempre na terra. Dentre os justos, duas classes: os ungidos que irão para o céu, 144 mil. Os demais viverão para sempre na terra se passarem pela última prova depois de mil anos. Caso não passem serão aniquilados.
E) os adventistas crêem no sono da alma. Morreu o homem, a alma ou o espírito, que para eles é apenas o ar que a pessoa respira, esse ar retorna à atmosfera. A pessoa dorme na sepultura inconsciente.
8. Como se dará a ressurreição de todos os mortos?
Jesus ensinou em Jo 5.28,29 que todos os mortos ressuscitarão. Só que haverá dois tipos de ressurreição; para a vida, que ocorrerá mil anos antes da ressurreição do Juízo Final. A primeira ressurreição se dará por ocasião da segunda vinda de Cristo, no arrebatamento. (1 Ts 4.16,17; 1 Co 15.51-53). E a ressurreição do Juízo Final como se lê em Apocalipse 20.11-15.
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Nota do Blog: Neste ano o dia de finados foi comemorado pela liturgia da Igreja Católica no dia 2 mesmo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Qual é o argumento para negar um milagre?

Montagem de David Bueno/Facebook


             Certas imagens, valem mais que mil palavras.

Reflexão sobre o evangelho de hoje: Sobre a Porta Estreita


 
Leniéverson Azeredo Gomes
 
      Hoje, o evangelho localizado em Lucas 13, 22-30, fala da Porta Estreita e a Porta Larga. Essas duas portas são as duas possibilidades de caminho que a pessoa pode escolher. Um caminho é bom e o outro é aparentemente bom. 
       Vejamos, o mundo de hoje nos oferece propostas que são sedutoras, que atraem, que cativam as pessoas. No entanto, há de se convir que seguir o mundo em que quase em sua totalidade possuem valores contrários a Verdade revelada, nos obriga a pensar. 
     Será que seguir esse caminho vale a pena? Será que esse caminho nos traz a felicidade verdadeira?Amados, se a pessoa escolhe a porta larga, não é porque ela é fácil de entrar, mas sim porque ela é isenta de freio moral.
  O consumismo desenfreado, as práticas fornicadoras, o hedonismo (prazer pelo prazer), o narcisismo, o egoismo pairam na sociedade como coisas que exercem um caráter magnético. Mas e a porta estreita? 
      Seguir a cruz e abandonar os conceitos mundanos é um desafio, pois exige que nós sejamos sal da terra e luz do mundo, ou seja, ser o diferencial em nossa sociedade, entretanto, isso dá trabalho (leia-se, mas não é impossível). 
  Todos nós cristãos somos chamados a dar preferência a porta estreita, pois ela é a recomendada por Cristo.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Capela de adoração eucarística perpétua junto a clínica de abortos será inaugurada nos EUA




WASHINGTON DC, 29 Out. 12 / 02:09 pm (ACI/EWTN Noticias).- Um grupo de ativistas pró-vida  no estado de Oklahoma (Estados Unidos) planejam abrir em breve uma capela de adoração eucarística permanente, localizada-se a só uns metros de uma clínica de abortos.
“Estamos a 20 pés (7 metros) dos abortistas. Nós vamos colocar letreiros nas janelas que digam ‘Grávida? Precisa de ajuda? Venha aqui”, explica ao grupo ACI Imprensa o sacerdote M. Price Oswalt, líder do projeto.
O Padre Price expressa ademais sua esperança de que a capela ajude a pôr “fim ao aborto através da reflexão orante e dos distintos meios de oração. É o maior dos bens (a Eucaristia) junto ao maior dos males (o aborto). O bem triunfará”.
O sacerdote, que é reitor do Santuário Nacional do Menino Jesus de Praga em Oklahoma, liderou este projeto com a ajuda da Holy Innocents Foundation (Fundação dos Santos Inocentes). A capela estará localizada ao lado da clínica de abortos Outpatient Services for Women.
O Pe. Price recordou que as mulheres que pensam em abortar precisam de ajuda: “na maioria das vezes essas mulheres estão em crise e realmente não sabem o que querem e por isso muitas vezes são empurradas ao aborto”.
A capela terá capacidade para albergar 50 pessoas. Ela contará com uma imagem da Virgem e outra de Santa Gianna Beretta Molla, uma santa italiana que ofereceu sua vida para que pudesse nascer o filho que esperava, e quem o sacerdote chamou de “moderna mártir da maternidade”.
O Padre respondeu às críticas que afirmam que a capela gerará nas mulheres que procuram o aborto um sentimento de culpa. “Uma capela pode ajudar a que o inconsciente se faça consciente. Quando você está na presença de Deus, o Espírito Santo obra em você. Ele ajuda que você se faça responsável pelo que for. (Se alguém se sentir culpado) deve saber que há esperança e que pode haver reconciliação com Deus”.
O projeto teve sua origem em uma capela de adoração eucarística perpétua na arquidiocese de Santa Fe, um projeto promovido pelo Padre Stephen Imbarrato.
Embora os recursos para a capela não provenham da arquidiocese, os líderes da iniciativa contam com a autorização do Arcebispo Paul Coakley que presidirá a dedicação do templo.
Para conhecer mais sobre a Holy Innocents Foundation visite o site (em inglês): www.holyinnocentsokc.org

Uma curta reflexão sobre o evangelho de hoje


      Leniéverson Azeredo Gomes
Foto: Santa Tarde, amados. O Evangelho de Hoje nos fala do grão de mostarda. A semente de mostarda é a menor semente que existe, mas produz uma árvore frondosa e robusta. Assim, também de ser a nossa fé, que embora pequena,  pode produzir coisas grandes (não tem nada a ver com a teologia da prosperidade e eu a repudio) ,desde que a fermentemos com a nossa decisão e a opção por Cristo. Fiquem com Deus.
     Amados, o Evangelho de hoje nos fala sobre a parábola do grão de mostarda (Lc 13,18-21). A semente de mostarda é a menor semente que existe, mas produz uma árvore frondosa e robusta. Assim, também de ser a nossa fé, que embora pequena, pode produzir coisas grandes (não tem nada a ver com a teologia da prosperidade e eu a repudio) ,desde que a fermentemos com a nossa decisão e a opção por Cristo. Fiquem com Deus.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Todos são chamados a serem imitadores do Senhor


Leniéverson Azeredo Gomes

“Sejamos, pois, imitadores do Senhor como convêm aos amados filhos seus. Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.”(Sl 1)


O fragmento do salmo litúrgico de hoje, extraído desse salmo, retoma imediatamente  um conceito registrado no livro do Gênesis,  capítulo primeiro, versículo 26, quando diz que “Deus criou o homem a imagem e semelhança d´Ele mesmo”. Vejamos isso, internautas amados, ser imitador de Deus, não é ser perfeito, como Ele, até mesmo porque só Deus é perfeito. Imitar a Deus, é procurar viver de forma intensa as virtudes d´Ele.
Na Carta de São Paulo aos Efésios, da primeira leitura de Hoje, Deus inicialmente nos chama atenção de forma muito precisa sobre duas a que devemos imitar: a caridade e ter espírito de perdão. Ele nos aconselha que nós devêssemos ser um com os outros: bom, compassivo e ter espirito de clemência (Ef 4,32).   
Oras, quando a passagem de Efésios nos chama atenção para que vivamos no amor, nos recorda também que foi por ternura que o seu Filho, Jesus Cristo, se entregou numa cruz, um gesto de oblação e sacrifício de suave odor para remissão dos pecados e do mundo inteiro. (Ef 5,2).
Ser imitador de Deus é procurar ser exemplo através de comportamentos. Há um ditado cristão muito sábio que diz que: Os testemunhos edificam, mas os exemplos arrastam. No texto de Efésios fala que para sermos exemplos arrastadores de almas, devemos evitar a: devassidão, palavras grosseiras, insensatas ou obscenas, que são inconvenientes, avareza e a impureza (Ef 5, 3-5).
A palavra nos pontua isso, porque muitas vezes nós buscamos ser idólatras de comportamentos humanos que desagradam a totalmente Deus, comportamentos esses que são enquadrados como atos de desobediência as leis divinas.  Para Ele, rebeldia ou desobediência é uma das características de pessoas que estão vivendo em trevas, na escuridão.
Se nós observarmos atentamente o evangelho de hoje, retirado de São Lucas 13, de 10 a 17, podemos perceber que muitas vezes que viver em trevas também pode significar viver uma Verdade equivocada. Jesus, num dia de sábado, curou uma mulher que sofria há, pelo menos, dezoito anos de uma tormenta espiritual que a deixava doente, com o corpo encurvado e incapaz de se endireitar. Ele estava ensinado numa sinagoga e aquela mulher estava lá, e Jesus com todo o seu amor e misericórdia curou a mulher, o que gerou revolta do chefe do local, exatamente por ter feito o milagre, num dia de sábado, afirmando que havia dias os laborais e nesses dias, Jesus podia fazer tal cura.
Cristo repreendeu severamente aquele homem dizendo, dentre outras coisas,  que todos os dias, são dias de cura e de libertação da escravidão. Percebem que Ele, ao dizer aquilo, mostra que é possível viver na luz, desde que saibamos encontrar a Verdade revelada correta, com a fonte correta, sob um prisma e olhar misericordioso. Assim, como se alegraram com Jesus Cristo, as pessoas possam igualmente se alegrar com o nosso testemunho e ardor missionário.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sobre ecumenismo, o Ano da Fé e você, internauta. .


Leniéverson Azeredo Gomes


 
Um mau católico, dá um bom protestante. Eita tema polêmico, não? Sim, é polêmico, mas não é um tabu e nem deve denotar que essa expressão é uma agressão ao ecumenismo (Diálogo com outras igrejas (com "i" minúsculo mesmo) cristãs (não me refiro as seitas). Aliais, há uma sempre interpretação errada de, pelo menos dois documentos da Igreja (Unitatis Redintegratio, do Concílio Vaticano II e o Ut Unun Sint, do Papa João Paulo II). Os dois documentos pregam o respeito a outras expressões cristãs, mas não aboliu a concepção bimilenar de que a Igreja Católica é a unica Igreja de Cristo. De fato, essa má interpretação advem de uma ideia distorcida da Bula Sylabus, de Pio IX. Vejam o trecho distorcido:
"Apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, [o Concílio] ensina que esta Igreja peregrina é necessária para a salvação. O único mediador e caminho da salvação é Cristo, que se nos torna presente em seu Corpo, que é a Igreja. Ele, porém, inculcando com palavras expressas a necessidade da fé e do batismo, ao mesmo tempo confirmou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo Batismo, como que por uma porta. Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus por meio de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou nela perseverar".
Aqui fala que fora da Igreja Católica, não há salvação, porém aí vem a parte que gera confusão:
"Aqueles, portanto, que sem culpa ignoram o Evangelho de Cristo e sua Igreja, mas buscam a Deus com coração sincero e tentam, sob o influxo da graça, cumprir por obras a sua vontade conhecida por meio do ditame da consciência podem conseguir a salvação eterna".
O verbo poder não significa garantir ou conferir, a Bula Syllabus que é na verdade um dogma NÂO expressa que fora do catolicismo haja Salvação, expressa que aqueles desconhecedores dessa Verdade, que nunca ouviram falar...podem (mas não é garantido) obter a Salvação Eterna.
Eu amparo meu argumento na Carta Dogmática ‘A Respeito do Corpo Místico de Jesus Cristo’, publicada pelo Sumo Pontífice o Papa Pio XII aos 29 de junho de 1943, que diz:
"Sua Santidade de modo nenhum os exclui da salvação eterna;afirma, porém, que se acham em condições ‘nas quais não podem estar certos de sua salvação eterna... visto permanecerem privados dos muitos dons e auxílios celestiais dos quais somente na Igreja Católica se pode usufruir’ (A.A.S., 1.c. 243).
Viram? Eles não estão excluidos, mas não há garantias de que terão a Salvação, tendo em vista que só na Igreja Católica pode "usufruir os dons e auxilios celestiais".
Já estamos vivendo o Ano da Fé e nós católicos, a partir da Carta Apostólica "Porta Fidei) (Porta da Fé), nos orienta:
O Ano da Fé será uma ocasião propícia também para intensificar o testemunho da caridade. Recorda São Paulo: «Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade» (1 Cor 13, 13). Com palavras ainda mais incisivas – que não cessam de empenhar os cristãos –, afirmava o apóstolo Tiago: «De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: “Ide em paz, tratai de vos aquecer e de matar a fome”, mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta. Mais ainda! Poderá alguém alegar sensatamente: “Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé”» (Tg 2, 14-18).
E é essa fé católica, a fé dos membros da Igreja de Cristo e não de igrejolas fundadas por homens. E apesar do momento de crise da própria fé, que devemos reavivá-la, anunciá-la e levá-la a todas as nações. Sair da "pastoral do banco"(achar que participar da missa é suficiente) e levar a palavra de Deus a todas as nações. Estou agindo e você?Vai arregaçar as mangas ou ficar parado vendo a banda passar cantando coisas de amor?Olhe para o Santíssimo (foto acima), e reze para que você tenha mais fé e seja um missionário de Cristo.

Reflexão Litúrgica do dia 26 de Outubro.


Leniéverson Azeredo Gomes


“É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor, Deus de Israel. Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com o seres que o povoam (...)”. O trecho do Salmo 23, nos mostra de forma categórica e expressa, o Senhorio de Deus na vida de todos os seres que habitam a terra, sobretudo, o ser humano. Amados e amadas, todas as gerações, toda a humanidade eleita tem de proclamar Deus, Santo e Senhor do Universo.
Na carta de São Paulo aos Efésios, capítulo quarto, versículos de 1 a 6, orienta de forma segura que essa comunidade de eleitos precisa colocar em prática alguns ensinamentos do Senhor, não só simplesmente com o intuito de imitá-lo, mas para que tenham uma vida pacífica e harmônica, assim, evitando contendas uns com os outros.
De fato, é um caminho santo de vida comunitária, “em acordo com a vocação que recebemos de Deus” (Ef 4,1). Um modo de inter-relação, ou seja, de convivência que envolve, acima de tudo, “humildade e mansidão, onde cada ser humano suporta uns com os outros com paciência, no amor” (v. 2).
É esse espírito de unidade pelo vinculo da paz, que cada pessoa deve aplicar para si com o seu semelhante. Afinal, existe apenas “um só corpo, um só espirito e uma só esperança à qual somos todos os dias chamados” (Ef 4,4). Bem como, “há um só Senhor, uma só fé, um só Deus  Pai de Todos, age no meio de todos e permanece em todos”. (v 5,6)
São Irineu de Lião, um dos ícones mais importantes da patrística, pontua que “com efeito, a Igreja, embora espalhada no mundo inteiro até os confins da terra, tendo recebida dos apóstolos e dos discípulos deles a fé, guarda (esta pregação e esta fé) com cuidado, como se habitasse em uma só casa, nelas crê de forma idêntica, como se tivesse uma só alma; e prega as verdades de fé, as ensina e transmite com voz unânime, como se possuísse uma só boca” (Adv. Haer. 1,10,1-2;).
Percebam que Deus, a partir desse entendimento, bastante evidente, estabelece, além disso, que a relação entre a comunidade de fiéis, em todo o mundo, depende de a mesma viver as três virtudes teologais: a fé, a esperança e a caridade. De acordo com o § 1813 do Catecismo da Igreja Católica, as virtudes teologais “informam e vivificam todas as virtudes morais, além de serem infundidas por Deus na alma dos fiéis para torna cada um capaz de agir como filho de Deus e merecerem a vida eterna”.
Dessa forma não seremos hipócritas, como as multidões as quais  Jesus fazia pregações, a exemplo das descritas no evangelho de hoje (Lc 12,54-59), onde se conhece as virtudes teologais de cor e salteado, mas não se propõem colocá-la em prática.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Santo do Dia: São Frei Galvão

Freigalvao.jpg
São Frei Galvão, rogai pelos visitantes do meu blog.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Santo do Dia - Santo Antônio Maria Claret


Do Wikipedia
Antonio Claret.jpg



Antônio Maria Claret nascido Antoni María Claret i Clará (Sallent, Catalunha, 23 de dezembro de 1807 — Fontfroide, Narbona, 24 de outubro de 1870) foi um sacerdote católico espanhol, arcebispo de Cuba, fundador da ordem dos padres Claretianos, também conhecida como Congregação dos Filhos do Imaculado Coração de Maria (Cordis Mariae Filius -C.M.F.-) em 1849.

Vida

Chegou a ser um excelente trabalhador de tear, que aprendeu a usar na fábrica de seu pai e posteriormente em Barcelona.
Um dia quando assistia à missa escutou as palavras do Evangelho: De que aproveita ao homem ganhar todo o mundo, se finalmente perde a sua alma?, o que lhe causou uma profunda impressão (Autobiografia, 68). Diante desta impressão busca conselho com o Padre Pablo Amigó da Congregação do Oratório de São Filipe Neri. A princípio queria ser Cartuxo, mas por diferentes sinais decide não ingressar nesta ordem religiosa.
Ordenou-se sacerdote em 1835, em Solsona. Em 1850 foi sagrado Arcebispo de Cuba. Ali criou diversas instituições para apoiar o desenvolvimento humano, principalmente dos mais pobres. Contribuiu para o desenvolvimento agrícola da Ilha e foi um humanista que denunciou os atos de racismo e as injustiças sociais. Por causa das suas denúncias sofre um atentado e refere haver sentido um grande gozo ter tido a oportunidade de derramar o próprio sangue por praticar o que Cristo pregava (Autobiografia, 577).
Em Cuba visitou todas as cidades e vilas, crismou a 100.000 pessoas e casou a 9.000 casais.
De volta à Espanha, foi nomeado arcebispo de Trajanópolis ("in partibus infidelium") e confessor da Rainha Isabel II de Espanha]. Defendeu a infalibilidade do papa no Concílio Vaticano I. Ao estalar a Revolução de Setembro de 1868 na Espanha refugia-se no mosteiro cisterciense de Fontfroide (França). Na sua tumba está escrito o seguinte epitáfio: "Amei a justiça, aborreci a iniquidade, por isso morro no desterro".
Os seus restos mortais hoje são venerados na Igreja dos Missionários Claretianos em Vic, a primeira Casa da Congregação fundada por ele em 1849.

Escritos

Antônio Maria Claret escreveu a narração da sua vida por ordem expressa do Pe. José Xifré. Começou a escrevê-la nos finais de 1861 e a concluiu em 21 de maio de 1862. Está dividida em três partes, que abarcam desde o seu nascimento até maio de 1862. Posteriormente, escreveu uma "continuação" que abrange os anos de 1862 a 1865.
Foi beatificado em 1934. Foi canonizado pelo Papa Pio XII, no dia 7 de maio de 1950. Sua festa é celebrada no dia 24 de outubro.

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Nota do Blog: Santo Antônio Maria Claret, rogai por nós.

domingo, 21 de outubro de 2012

Velório em cidade do Norte Fluminense é suspenso depois de famíliares suspeitarem que idosa estava viva


Vejam que curioso, meus visitantes internautas o que achei num blog de propriedade de um amigo de faculdade de jornalismo e do pai dele, que moram na cidade vizinha a minha, chamada São Francisco de Itabapoana (RJ). Parece um típico “Causo” de interior, mas aconteceu de verdade. Acompanhem a matéria e nota do Blog:
 Fotos:  Paulo André/Blog do Paulo Noel
 (Blog do Paulo Noel - 21/10/2012) -  Depois de cerca de 10 horas de velório, durante o dia deste sábado, 20, na localidade de Praça João Pessoa, em SFI, bem na hora no sepultamento, por volta das 17 horas, no Cemitério de Santa Luzia, localidade da zona rural de São Francisco de Itabapoana, familiares de Cremilda Dias Lopes, 79 anos,  decidiram interromper o sepultamento após uma das filhas perceber que a mãe havia aberto um dos olhos, no momento em que a tampa do caixão fora aberta para a última despedida, já próximo à sepultura.

 
Caixão foi devolvido a funerária

O coveiro com outros familiares colocaram a mão no corpo da mulher e afirmaram que ela ainda estava "quentinha e sem rigidez cadavérica".
 "Assim, deste jeito eu não vou sepultar", decidiu o coveiro Jorge Moraes Gomes, que teve imediato apoio dos familiares.
Coveiro que se negou a continuar o sepultamento
Se dona Cremilda Dias Lopes estava viva, o que fazer. Foi quando os familiares revolveram a idosa para o interior da Igreja de Santa Luzia e chamaram o resgate da Saúde do Hospital Municipal Manoel Carola.

 
Familiares aguardam em frente ao Hospital Manoel Carola

A enfermeira campista Verônica da Silva Reis, que, por acaso estava na comunidade, foi solicitada pelos familiares para ajudar a verificar se a dona Cremilda realmente estava viva. Após alguns exames, Verônica disse aos familiares que estava convencida de que a idosa estava viva, com pressão arterial de 5 por 2.
"Ela ainda vive, podem removê-la para o Hospital", afiançou a enfermeira.

 
Zeladora arruma Igreja de Santa Luzia após velório

 Foi então que os familiares, já por volta das 20 horas, começaram a retirar as flores de cima do caixão, enquanto a enfermeira se incumbiu de retirar o algodão da boca e do nariz do "cadáver" e o caixão fora devolvido ao serviço  funerário, que aguardava na igreja.
O resgate municipal demorou a chegar ao local, que é de difícil acesso, e veio escoltado por uma viatura policial da PM. No interior do templo católico,  a pedido da família, o corpo de dona Cremilda foi colocado na maca e removido para o Hospital Manoel Carola, por volta das 20h40m, onde duas médicas de plantão, que não quiseram dar entrevista, constataram que Cremilda estava morta, segundo informou o administrador do Hospital Manoel Carola, Eliezer Sarlo.
Por medida de segurança mais duas viaturas da Polícia Militar foram chamadas para frente do hospital, enquanto cerca de 10 familiares aguardavam alguma informação.

          

                 Nora                             Filha                           Enfermeira
                                     

A PM disse aos familiares que o procedimento seguinte, tendo em vista o ocorrido, seria uma comunicação à 147ª DP  Legal de São Francisco de Itabapoana para registro de um Boletim de Ocorrência do caso, com abertura de inquérito, e, que cabia a Polícia Civil solicitar um rabecão para remoção do corpo para o Instituto Médico Legal.

Atestado de óbito

O atestado de óbito informa a causa da morte: falência múltipla dos órgãos e pneumonia. 

Mais informações

A idosa, que estaria viva minutos antes de ser sepultada em Santa Luzia, deu entrada morta no Hospital Manoel Carola, por volta das 21h15m de ontem a noite, 20-10. No laudo da autópsia será possível saber a causa da morte, além de apontar há quanto tempo que a idosa está morta. Neste domingo, 21, pela manhã, segundo a administradora do Hospital Manoel Carola Kíssila Silveira, o corpo de Dona Cremilda foi removido para o IML em Campos dos Goytacazes.
O Blog apurou com a família de Dona Cremilda que a idosa vivia acamada, devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorrido há cerca de dois anos, e que ao longo desse tempo era cuidada pelos parentes em casa. Há um mês ela contraiu uma forte pneumonia, e desde então foi internada no Hospital Manoel Carola, em Ponto de Cacimbas. Às 05h20 deste sábado foi atestado o óbito. A família ficou desconfiada de que ela poderia estar viva devido ao fato de Dona Cremilda não apresentar rigidez cadavérica, durante o velório, ocorrido em sua residência , em Praça João Pessoa, além do que a família sustenta que o corpo da idosa se manteve em temperatura normal, indicando que ela poderia estar viva. Um familiar ouvido pelo Blog disse que sentiu os batimentos cardíacos em ritmo lento.

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Nota do Blog: Esse caso inusitado foi parar até no portal G1, das organizações Globo. Lá há algumas explicações técnicas sobre o que pode ter acontecido de fato com a Dona Cremilda. Mas de qualquer forma é um fato incrível que vai ficar na memória por um bom tempo de familiares e cidadãos são franciscanos.



Quem é maior: Deus ou você?


Leniéverson Azeredo Gomes


Vejam essas conhecidas passagens:

"Jesus Cristo é sempre o mesmo ontem,hoje e por toda a eternidade".(Hb 13,8) e 
"Ceus e terras passarao mas as minhas Palavras não passarão" (Mt 24, 35).
As duas passagens mostram que a doutrina de Cristo é imutável e por quê? Porque Jesus é imutável. Ele era, Ele é, Ele sempre será. Há aqueles cuja visão cega acha que a doutrina é temporal, ou seja, muda de acordo com as ditas "evoluções" da sociedade. Errado, é a sociedade,é a humanidade, não importando o ano, a década e o século que tem de se dobrar aos pés da Cruz, quem tem de se prostrar aos pés do Senhor. Quando se fala em dobrar, em prostrar o texto da carta de São Paulo aos Gálatas, diz assim:
"Com efeito, está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, todo o joelho se dobrará diante de mim e toda a língua dará glória a Deus” (Rm 14, 11) (olhem para a foto)
Deus é o nosso Senhor, não temos o direito de querer que Ele se ajuste aos nossos caprichos humanos, aos nossos prazeres da carne, as nossas teimosias, a nossa busca por não ter culpa de nada (afinal, não querermos muitas vezes ter o freio moral) e as nossas vontades. Oras, o que o evangelista amado nos pontua:
"Importa que Ele cresça e que eu diminua. Aquele que vem de cima é superior a todos. Aquele que vem da terra é terreno e fala de coisas terrenas. Aquele que vem do céu é superior a todos".(Jo 3,30)
Muitos seres humanos almejam suas vidas cheias de prazeres, devotados ao Hedonismo, ou seja, ao mundo de prazeres e não querem ver a Bíblia como sinal de contradição, como lembra-nos, o profeta Simeão em Lucas 2,34:
“Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições".
Concluindo: É a humanidade que tem de reconhecer a grandeza de Deus e não Deus reconhecer uma suposta grandeza da humanidade, isso é petulância, arrogância e sandices elevadas a décima potência. 
Bom, acho que mais claro que isso, impossível.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Corpo de Adriana é sepultado em Cardoso Moreira sob forte comoção


Do site Ururau/ Com informações do Blog

Fotos: Marcos Grevi
Familiares e amigos tentam entender o que motivou o crime
Choro, revolta e incompreensão marcaram o sepultamento da funcionária pública Adriana de Souza Aguiar, 33 anos, no final da tarde desta quinta-feira (18/10), no cemitério Waldir Sepúlveda, em Cardoso Moreira, onde morava com o filho e o ex-marido.

Dezenas de pessoas, entre amigos, familiares, colegas de trabalho e conhecidos da pequena cidade do Noroeste Fluminense, compareceram ao enterro para dar o último adeus a Adriana. Durante o sepultamento, por várias vezes, a população perguntava o porquê de a funcionária pública ter sido esganada e enterrada embaixo de uma casa em construção na Praia de Grussaí, em São João da Barra.

“Adriana era conhecida em toda Cardoso. Uma pessoa calma, serena, carinhosa, amiga, muito responsável, funcionária exemplar e vivia para a família. Uma mulher sem maldades, companheira e parceira para todas as horas e momentos. ‘Dri’ também era muito religiosa e fazia questão de frequentar a igreja [católica]. Ninguém falava mal dela, porque ela era uma pessoa do bem. Não faz sentido essa brutalidade que fizeram com ela”, lamentaram as amigas de trabalho da Defesa Civil de Italva, Marisa Monteiro e Itacir Henrique.



DEPOIMENTO DO SUSPEITO
O suspeito do crime, Fernando Negrin, 42 anos, colega de trabalho de Adriana, disse à delegada Madeleine Farias, ainda no Hospital Ferreira Machado, onde foi preso, que mantinha um relacionamento amoroso com Adriana e que ela estava o pressionando para que ele terminasse o casamento para ficar com ela. Adriana era divorciada, mas dividia a casa com o ex-marido, com quem tinha um filho de 12 anos.

Ele ainda revelou que ela chegou viva a Grussaí e que os dois tiveram uma discussão, que evoluiu para luta corporal e disse que Adriana teria tentado agredi-lo com uma faca, ele então conseguiu se esquivar e esganar a vítima, que pode ter sido enterrada ainda viva, já que a necropsia constatou que havia areia nas vias respiratórias de Adriana, o que demonstra que ela ainda respirava.

Para a delegada, não restam dúvidas de que Fernando matou Adriana, no entanto as investigações prosseguirão até que se saiba se ele fez isso sozinho ou com ajuda de outra pessoa, ou a mando de alguém. “Nesta nova etapa das investigações, outras pessoas serão ouvidas, dentre elas o marido da Adriana e a companheira do Fernando”, disse.

Adriana e Fernando trabalhavam juntos na Defesa Civil de Italva.

ENTENDA O CASO

Desde que a família informou o desaparecimento, a Polícia Civil vinha investigando o caso, e nesta quarta, o delegado Maurício Barros, determinou que dois inspetores levassem o suspeito, Fernando Faria Negrin, 42 anos, colega de trabalho da vítima, a residência de veraneio dele, que estava em construção em Grussaí. A Polícia começou a suspeitar de Fernando porque os três depoimentos dele foram contraditórios.

Chegando a São João da Barra, os agentes tiveram o apoio de mais dois inspetores da Polícia Civil para irem à casa de Fernando, que aparentava tranquilidade. Logo no portão, eles sentiram um forte odor, e se dirigiram ao fundo do quintal, onde fica a fossa. Percebendo que os policiais estavam desconfiados, Fernando disse que ali não havia nada e que iria pegar uma pá para cavar o local. O suspeito foi dentro da casa e na cozinha, cortou o próprio pescoço com uma faca, caindo posteriormente no quarto. O socorro foi chamado e o suspeito levado para o Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos.

Depois de Fernando ter atentado contra a própria vida, os policiais começaram a escavar o terreno e por causa da dificuldade, a delegada Madeleine Farias solicitou uma retroescavadeira que ajudou no trabalho. O corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição, enterrado abaixo do alicerce do último cômodo da casa, em construção.
 
Fernando está internado no Hospital Ferreira Machado (HFM) fora de perigo.
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Nota do Blog: Esse crime está cheio de versões conflituosas, uma dessas diz que o crime foi por dinheiro, outra versão pontua que foi por motivação passional, agora a polícia técnica e forense terá que trabalhar com o conjunto probatório, análise testemunhal e a reconstituição do fato criminal para que este quebra-cabeça seja montado. É necessário que a polícia seja cuidadosa para não punir inocentes ou inocentar culpados. Que Deus mais uma vez possa consolar o coração desta família que foi despedaçada por conta desse crime bárbaro que chocou a pacata cidade do noroeste fluminense.E com essa matéria, o blog encerra a cobertura desse caso escabroso.